Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
Motta Araujo
17 de maio de 2014 3:28 amhttp://www.restaurantdoney.co
http://www.restaurantdoney.com/assets/u/Doney_Restaurant_Via_Veneto.jpg
LA DOLCE VITA – A ITALIA DOS ANOS 60 – A reorganização politica da Italia construi por 50 anos um arranjo que produziu bem estar economico, social e cultural, baseado no dominio da Democracia Cristã, uma especie de PMDB, em aliança com o Vaticano e os EUA. A Italia foi o principal aliado de Washington na Europa Continetal do pós guerr,
uma aliança fraternal que não precisava dividir espaço com outros paises, como a Alemanha fatiada ou que não desfraldava bandeiras de “grandeur” proprio, como a França. Nesse clima ameno a Italia conheceu nos anos 60 um
“clima” de prosperidade e lazer com um cenario de tradição decadente, conhecido como “La Dolce Vita” romana,
quando se inventou a expressão “café society” para carimbar uma certa sociedade eclética que misturava a antiga nobreza, a burguesia industrial, os politicos corruptos, o mundo do cinema, desfilando nos entornos da Via Veneto
onde “paparazzi” buscavam flashes de escandalo para vender às revistas de celebridades. Fellini plastrou esse “millieu” no filme La Dolce Vita, Roma era o epicentro dessa sociedade frívola, despreocupada, depravada e única.
O agito da Dolce Vita se dava no inicio do happy hour nas mesinhas do Café Ristorante Doney na Via Veneto e lá se acertavam os encontros, escapadas, festas, farras, tudo começava nas mesinhas externas da grande quantidade de cafés e bares, de lá para as boates da moda e festas nos “palazzo” romanos.
A Italia desfilava ainda uma aristocracia orgulhosa, era a nobreza papalina, os condes savoiardos, os duques austriacos da Lombardia, Veneto e Trentino, a nobreza napolitana do Reino das Duas Sicilias e até uma postiça nobreza napoleonica malvista. Com o dinheiro grosso surgiam os industriais milaneses mas tambem apareciam na Dolce Vita os nascentes imperadores da moda, o marquês Emilio Pucci, heroi de guerra, as Schiaparelli, os produtores de cinema da Cinecittá, as estrelas das telas não só italianas mas tambem americanas, os “playboys” famosos,
tudo somado e misturado, mulheres lindas e faceis, era um mundo inebriante tão bem captado por Fellini. Esse ambiente não havia em Paris e nem em Nova York, centros onde as classes sociais não tinham o habito de se misturar, Roma era única e a Dolce Vita ditava moda de costumes pelo mundo, foi um divisor de aguas, juntamente com o rock, a pilula e a grande linha de mudança nos habitos, moral e costumes que o mundo conheceu na crucial virada dos fim dos anos 50 para o começo dos anos 60, quando morreu o velho mundo dos anos 30 e 40 e nasceu a modernidade do longo ciclo do mundo novo dos anos 70, La Dolce Vita morreu com o fim dessa transição de épocas.
Acima na foto as míticas mesinhas externas do Doney, eixo da Dolce Vita.
Geraldo Reco
17 de maio de 2014 5:35 amImagina se a Copa fosse na Inglaterra
Passageiros chamam a polícia para libertá-los de avião em Londres.
A notícia não é nova, mas também não é velha. Eu fico imaginando o que diriam se este tipo de coisa tivesse acontecido no Brasil:
Link:
http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Acao/noticia/2014/02/passageiros-chamam-policia-depois-de-ficarem-4-horas-presos-em-aviao.html
anarquista sério
17 de maio de 2014 8:20 amDRAUZIO VARELLA
A orquestra e
DRAUZIO VARELLA
A orquestra e o surdo
A Osesp é muito mais do que uma orquestra, é um grande projeto cultural e educativo
Em matéria de música, sou tão ignorante que fico até envergonhado. Considero habilidade transcendental distinguir um ré de um fá; bemóis e sustenidos, então, tenham dó.
A imagem que mais se aproxima de meu ouvido musical é a de uma porta de ferro, blindada.
Apesar dessa limitação, faço parte daquela categoria de deficientes auditivos que gosta de música clássica. Na penúria de tempo livre em que vivo, passo vários dias ouvindo o mesmo CD, no banho, no carro e às vezes pela internet.
A tarefa exige perseverança: o prazer de ouvi-lo pode surgir tímido apenas na quinta ou sexta tentativa. Mas, quando vem, tenho vontade de repeti-lo sem parar, porque a cada vez descubro nuances inesperadas.
A música é a mais arrebatadora das expressões artísticas.
Nenhuma outra consegue evocar tristeza, felicidade, alegria, fúria, frenesi, enlevo e o impulso irresistível de acompanhá-la com a voz e movimentos do corpo. A música nos faz viver a cognição humana em sua plenitude.
Sou um dos 10 mil assinantes da Orquestra Sinfônica de São Paulo –a Osesp. Desfruto o privilégio de passar duas horas diante do palco com dezenas de músicos excelentes, vestidos a rigor, como se tocassem apenas para mim, numa das salas mais bonitas do mundo, construída nas dependências da antiga Estação Sorocabana, um dos marcos da cidade.
Na temporada de 35 semanas, são realizados três concertos semanais, com programas distintos. Somados às apresentações da orquestra e dos grupos de câmara, do quarteto de cordas, dos coros, dos recitais de solistas e dos concertos dominicais ao ar livre, às viagens pelo interior do Estado, pelo Brasil e por outros países, a Osesp realiza mais de 300 concertos anuais; quase um por dia.
Todos os programas exibidos na Sala São Paulo são transmitidos pela Rádio Cultura FM. Alguns vão ao ar pela TV Cultura e pela internet, em tempo real.
Por trás dessa produtividade estão 350 funcionários. Entre eles, 115 músicos, um coro com 51 cantores e uma academia com 40 bolsistas. A cada ano, cerca de 70 solistas e maestros das maiores orquestras do mundo são convidados para apresentações.
A Fundação Osesp gerencia o orçamento anual de cerca de R$ 100 milhões: 58% cobertos pela Secretaria de Estado da Cultura e 42% por patrocínios, venda de ingressos, aluguel da Sala São Paulo para eventos e doações para os programas educativos.
Muitos questionam o investimento que o Estado faz numa atividade que consideram elitista. Defendem que esses R$ 58 milhões deveriam ser aplicados em educação e saúde.
Acho que essa argumentação surrada é fruto da ignorância.
Não é pequena a contribuição social da Osesp. Das 500 mil pessoas que anualmente assistem aos espetáculos, pelo menos 60% têm entrada franca. Se contarmos as transmissões por rádio, TV e internet, aproximadamente 5 milhões de brasileiros têm acesso às apresentações.
Na verdade, a Osesp é muito mais do que uma orquestra, é um grande projeto cultural e educativo. Além dos concertos, abriga uma editora de partituras voltada para a música brasileira, já lançou mais de 60 CDs, edita a “Revista Osesp”, disponível para download, e mantém os bolsistas da Academia. Cerca de 120 mil crianças e adolescentes e mil professores de escolas públicas assistem aos concertos e aos ensaios da orquestra, todos os anos.
A repercussão internacional desse trabalho é grande. Em 2012, ela se apresentou no festival BBC Proms, em Londres, talvez o mais importante do mundo. No ano seguinte, tocou na Philharmonie de Berlim, na Salle Pleyel, em Paris, na Grande Sala do Festival de Salzburgo e no Royal Festival Hall, em Londres, sempre na temporada principal de concertos.
Foi avaliada pelos internautas ingleses como a quarta orquestra de maior interesse. A revista inglesa “Gramophone” considera a Osesp “prestes a se tornar uma das orquestras mais importantes no contexto global”. A francesa “Diapason” classificou-a como a “glória sinfônica da América Latina”.
O Estado mais rico da União tem condições plenas de ajudar a manter um projeto cultural dessa abrangência, sem prejudicar os investimentos na área social. A iniciativa privada, mais ainda.
anarquista sério
17 de maio de 2014 8:22 am(Sem título)
anarquista sério
17 de maio de 2014 8:23 am(Sem título)
anarquista sério
17 de maio de 2014 8:28 amEnquete do dia: Qual vc
Enquete do dia: Qual vc abre primeiro e por que?
Não é sarro.É papo cabeça .E muitas pessoas foram admitidas ou rejeitadas em empregos de altos salários, por causa da resposta.
anarquista sério
17 de maio de 2014 8:31 amanarquista sério
17 de maio de 2014 8:34 amanarquista sério
17 de maio de 2014 8:39 amSegunda enquete do dia. É
Segunda enquete do dia. É papo sério. Toda hora está presente em vestibular ou concursos públicos.
Miguel Zibboni
17 de maio de 2014 10:58 amse é sério
Se é sério, tamos aí: letra d, 1:45. Mais conhecido como QUINZE PRAS DUAS.
Miguel Zibboni
17 de maio de 2014 5:37 pmNASSIF, ATÉ AGORA SÓ ENTROU UM COMENTÁRIO MEU.ESSE..
O QUE OCORRE? PODERIA ESCLARECER?
Miguel Zibboni
17 de maio de 2014 6:10 pmNassif, nada dos meus comentários. Mais uma vez
vai aparecer o aviso da moderação. Não é verdade. O moderador excluiu os comentários. Assim a Ley de Medios não sai nunca.Se nem os simpatizantes podem falar,,, Lamento.
hugo1
17 de maio de 2014 8:43 amCOMUNICADO IMPORTANTE PARA AS
COMUNICADO IMPORTANTE PARA AS CLINICAS DE DIALISE DE SÃO PAULO
Prezados(as) Senhores(as),
O reservatório da Cantareira no Estado de São Paulo está com o volume de água mais baixo da história e para não decretar um sério racionamento de água, devido à escassez de chuva há bastante tempo, o Governador de São Paulo resolveu buscar água do chamado “volume morto”, aquela bacia de água que fica abaixo do nível mínimo de captação. Essa água possui oxigenação baixa e não se renova. É onde se acumulam os sedimentos.
Mais produtos químicos terão que ser usados nas ETA e o padrão da água vai mudar. Isso pode comprometer o sistema de tratamento de água para hemodiálise. É importante que as Unidades de Hemodiálise que estão sendo abastecidas pelo sistema Cantareira sejam alertadas e redobrem sua vigilância. A análise duas vezes ao dia das características organolépticas da água, a dosagem de cloro pela manhã e à tarde na água potável seria o mínimo que eu recomendaria. Ante qualquer alteração na turbidez da água, é fortemente recomendado aumentar imediatamente a frequência de retrolavagem da areia para duas vezes ao dia. Também é importante que se monitore a qualidade microbiológica da água potável duas vezes por mês. A segurança do paciente dependerá (como já depende) ainda mais da qualidade e integridade das membranas de osmose reversa. Portanto, é altamente recomendado que se verifique a porcentagem de rejeição de cada uma delas individualmente e se alguma se encontrar abaixo de 95% (90% em situações normais de “água estável”) que ela seja trocada. Isso é simples de monitorar.Finalmente, e tendo como base o Decreto 5440 de 4 de maio de 2005 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Decreto/D5440.htm) é fortemente recomendado que cada Unidade de Hemodialise formalmente comunique a SABESP (no caso de SP) que há uma Unidade de Hemodialise e que a qualidade da terapia e segurança dos pacientes dependem também da qualidade e da estabilidade físico química da água fornecida por aquela Agencia.
*Mais informações e esclarecimentos:
Carmine Maglio NetoMobile +55 11 993799940skype carmine.maglio
http://www.soben.org.br/noticias/1/comunicado-importante-para-as-clinicas-de-dialise-de-sao-paulo/006f52e9102a8d3be2fe5614f42ba989
anarquista sério
17 de maio de 2014 8:47 amAté tu
Até tu Brutus?
””
Empresa usada por Felipão só existe no papel”
Apontada como ponte de uma suposta sonegação de € 7 milhões (R$ 21,2 milhões) envolvendo o técnico Luiz Felipe Scolari, a Chaterella Investors Limited, sediada em Londres, existe só no papel para movimentar dinheiro.
As autoridades portuguesas mencionam a empresa como o principal destino dos direitos de imagem cedidos pelo treinador à Federação Portuguesa de Futebol e a dois bancos portugueses entre 2003 e 2008, quando ele dirigiu a seleção de Portugal.
A assessoria de Felipão não respondeu aos pedidos de entrevista. Contudo, no início desta semana, ele havia negado a existência de irregularidades (veja ao lado).
A Folha obteve a íntegra dos registros empresariais dela no Reino Unido. A Chaterella foi montada em dezembro de 1999 pela Finman International Corporation, com sede no Panamá. Desde 2005, três uruguaios aparecem como diretores em Londres, mas com endereço em Montevidéu.
Desde sua criação, a empresa foi estabelecida em três endereços com as mesmas características: sala comercial usada por várias outras empresas apenas como registro formal, sem atividade “in loco”.
A reportagem visitou o atual endereço: uma sala de 10 metros quadrados, onde há uma placa de outra empresa, a SOA Challenge. A Chaterella é desconhecida no local. No telefone, ninguém atende.
No mesmo endereço, há pelo menos mais 20 empresas registradas. Isso é legal no Reino Unido, mas desperta a atenção de outros países.
PRA saber mais:
http://www1.folha.uol.com.br/esporte/folhanacopa/2014/05/1455828-empresa-usada-por-felipao-so-existe-no-papel.shtml
anarquista sério
17 de maio de 2014 8:52 amUma notícia campeã mundial.
Uma notícia campeã mundial. Mesmo eu sendo agnóstico,reconheço o que é religião.Mas o juiz não sabe.Não sabe mas julga.
Umbanda e candomblé não são religiões, diz juiz federal
Uma tentativa do Ministério Público Federal (MPF) de retirar do Youtube uma série de vídeos com ofensas à umbanda e ao candomblé resultou em uma decisão polêmica: a Justiça optou por manter a exibição das imagens e ainda salientou que “as manifestações religiosas afro-brasileiras” não podem ser classificadas como religião.
Em decisão de 28 de abril de 2014, o juiz Eugênio Rosa de Araújo, titular da 17ª Vara Federal, afirmou que as crenças afro-brasileiras “não contêm os traços necessários de uma religião”. De acordo com o magistrado, as características essenciais a uma religião seriam a existência de um texto base (como a Bíblia ou Alcorão), de uma estrutura hierárquica e de um Deus a ser venerado.
“Se o Juiz tivesse simplesmente negado que havia ofensa nos vídeos já seria uma decisão lamentável. Mas ele foi além. Em poucas linhas, resolveu ditar o que seria ou não uma religião, o que nos pareceu um absurdo”, disse à Folhao procurador Jaime Mitropoulos, que apresentou um recurso contra a decisão da 17ª Vara Federal.
Procurado pela Folha, o juiz Eugênio Rosa de Araújo preferiu não falar sobre a decisão.
Nos vídeos denunciados pelo MPF, pastores evangélicos associam praticantes de umbanda a uma legião de demônios. Também fazem comparação semelhante com o culto aos orixás característico do Candomblé.
A ação do MPF teve origem em uma denúncia da Associação Nacional de Mídia Afro, que pedia a exclusão dos vídeos citados do Youtube pelas ofensas disseminadas contra as religiões com raízes africanas.
No início de 2014, o MPF chegou a recomendar que a representação do Google no Brasil deletasse os vídeos. Entretanto, segundo a Procuradoria, a empresa se negou a atender a orientação. A partir daí, o caso foi encaminhado à Justiça.
anarquista sério
17 de maio de 2014 8:56 amMuito além
Muito além da….ignorância.
Perícia do governo estadual barra professor obeso
Folha de S.Paulo
A obesidade mórbida foi responsável pela rejeição de um quarto dos professores aprovados no último concurso do governo de São Paulo, no fim de 2013, para a educação básica.
De 11.858 aprovados que passaram pela avaliação de saúde, 155 foram considerados inaptos nas perícias, sendo 39 (25%) recusados por obesidade.
Segundo o DPME (departamento de perícias médicas), os professores barrados ainda podem pedir reconsideração da avaliação.
Outras doenças também reprovam, como nódulos em cordas vocais, câncer, diabetes grave, hipertensão grave e redução da audição.
anarquista sério
17 de maio de 2014 9:07 amAgora é moda:
Pedreiro é
Agora é moda:
Pedreiro é linchado ao ser confundido com estuprador
Rafael Ribeiro
do Agora
Campo Grande – O pedreiro Hugo Neves Ferreira, 45 anos, morreu após ser linchado pelos seus vizinhos confundido com um estuprador, na noite de quarta-feira, no Jardim Aero Rancho, na periferia de Campo Grande (MS).
Segundo informações da assessoria da Polícia Civil do estado, a vítima ficou nua da cintura para baixo após rasgar suas roupas ao tentar pular seu portão, o que teria motivado o crime.
“Ele estava sangrando, ferido, e como estava alcoolizado, saiu correndo, o que chamou a atenção de um grupo de homens que pensaram que ele estava fugindo após estuprar alguém”, disse a assessora da polícia Rosimeire Etsuko Harada.
anarquista sério
17 de maio de 2014 9:12 amAssim como escrevi ontem em
Assim como escrevi ontem em algum dos posts:
“”Cabe ao presidente do Supremo decidir quando o novo pedido da defesa será submetido aos outros ministros. Ainda não há prazo.””
A matéria:
Defesa de Dirceu recorre ao plenário do STF contra veto a trabalho externo
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/05/1455671-defesa-de-dirceu-recorre-ao-plenario-do-stf-contra-veto-a-trabalho-externo.shtml
Heitor de Assis
17 de maio de 2014 1:04 pmPelo andar da carruagem,
Pelo andar da carruagem, Dirceu só terá seu direito reconhecido pelo próximo Presidente do STF. O escroque de plantão não fará nada.
Fôrça, Zé Dirceu!
hugo1
17 de maio de 2014 9:25 amE lá se foi o nosso
E lá se foi o nosso Myltainho, guerreiro do texto
Miúdo e franzino, meu amigo Myltainho era um valente e inconformado guerreiro na luta contra as injustiças sociais, a hipocrisia, as maracutaias, o autoritarismo, a intolerância, a violência, o mau-caratismo, todas estas desgraças das quais ainda não conseguimos nos livrar. Para combater tudo o que achava errado, usava como arma apenas as palavras, dono que era do melhor texto da imprensa brasileira, um incansável artesão forjado nas redações para transformar pedra bruta em finos diamantes.
Repórter, redator, editor, escritor, criador de publicações, Mylton Severiano da Silva se foi na noite de sexta-feira, aos 73 anos, em Florianópolis. À tarde, tinha ido ao médico, sentindo fortes dores no estômago. Receitaram-lhe um remédio e o mandaram de volta para casa. Pouco tempo depois, morreu de infarto. Acabou sendo vítima de uma das muitas mazelas que não se cansava de denunciar: a negligência e a incúria nos serviços de saúde.
Devo a este brasileiro de fé e compromisso com seu povo, meu primeiro emprego na grande imprensa, nos anos 60 do século passado. Se sou jornalista até hoje, ele é o culpado. Myltainho já era uma das estrelas da lendária revista “Realidade”. Naquela manhã de segunda-feira, como só ele estava na redação, entreguei-lhe o bilhete do meu primo Klaus, recomendando-me para um emprego na melhor publicação brasileira de todos os tempos. Era muita pretensão minha…
Por cima dos óculos de aro fino, olhou-me bem e abriu um sorriso, incrédulo, dizendo mais ou menos assim:.
“Meu filho, você é muito novo, está começando agora. Aqui só tem craque, é a seleção brasileira do jornalismo… Tem que ralar primeiro em jornal, depois você volta…”.
Vendo minha cara de decepção, logo encontrou um jeito de ajudar e me encaminhou para o Estadão, ali perto, onde um amigo dele, Aloísio Toledo Cesar, era o chefe da reportagem da manhã. Comecei no mesmo dia, trabalhei mais de dez anos no jornal e estou ralando até hoje, mas a “Realidade” acabou bem antes que eu pudesse criar coragem de pedir novamente uma vaga naquele time.
Myltainho era assim: sempre solidário, disposto a ajudar os outros, mesmo que fosse um jovem desconhecido. Mais tarde, nos cruzamos em outras redações da vida, ficamos amigos, cúmplices e confidentes, rimos muito juntos nas vitórias e choramos as derrotas da nossa geração, na gangorra do último meio século. Humilde, sem nunca perder a altivez, só faltava ele pedir desculpas quando mexia num texto, invariavelmente para torna-lo melhor.
Foi tão rica sua trajetória como jornalista, iniciada aos nove anos, no “Terra Livre”, publicação de Marília, no interior paulista, onde nasceu, com reportagem sobre as condições de trabalho numa fazenda da região, que não cabe contar esta história no espaço de um blog. Estou muito triste para continuar escrevendo sobre uma das figuras mais admiráveis que tive a ventura de conhecer neste ofício de contar histórias dos outros.
Para quem quiser saber mais sobre a vida e a obra de Mylton Severiano da Silva, recomendo a belíssima homenagem prestada a ele no comovente texto de Luana Shabib publicado pelo site da revista “Brasileiros”, onde também trabalho:
http:/www.revistabrasileiros.com.br
O enterro está marcado para as 13 horas deste domingo no Cemitério Getshemani, no Morumbi, em São Paulo.
Vai com Deus e descansa em paz, meu velho e bom amigo.
http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2014/05/11/e-la-se-foi-o-nosso-myltainho-guerreiro-do-texto/
Antonio Carlos Silva - RJ
17 de maio de 2014 10:09 amÊta cabra bom !! Bom cineasta, excelente brasileiro !!
Furtado rebate críticas de artistas ao país: “mal informados”
Diretor gaúcho Jorge Furtado usou seu blog pessoal para rebater as manifestações de artistas brasileiros que criticaram a atual situação social, política e econômica do Brasil; “Fico triste ao ver artistas brasileiros, meus colegas, tão mal informados. Dizer que não dá mais para viver no Brasil logo agora, agora que milhões de pessoas conquistaram alguns direitos mínimos”, disse; ele questiona: “Em que as coisas estão piorando? E piorando para quem? Quem disse? Qual sua fonte de informação?”
16 de Maio de 2014 às 20:39
247 – O diretor gaúcho Jorge Furtado usou seu blog pessoal para rebater as manifestações de artistas brasileiros que criticaram a atual situação social, política e econômica do Brasil. O texto foi publicado um dia após as declarações de Wagner Moura para jornal O Estado de S. Paulo, em que o ator se diz satisfeito em deixar o país por dois anos.
Moura reclamou do preconceito e do conservadorismo do país. Ele criticou o PT – “O PT não inventou o toma lá, dá cá, mas o institucionalizou” – e o governo de Eduardo Paes (PMDB) no Rio de Janeiro: “Eduardo Paes governa com a iniciativa privada”.
Em seu blog, Furtado escreveu: “Fico triste ao ver artistas brasileiros, meus colegas, tão mal informados. (…) Dizer que não dá mais para viver no Brasil logo agora, agora que milhões de pessoas conquistaram alguns direitos mínimos (…)”, escreveu o diretor em seu blog no site da Casa de Cinema de Porto Alegre. No texto, ele questiona: “Em que as coisas estão piorando? E piorando para quem? Quem disse? Qual sua fonte de informação?”
Jorge Furtado encerra o texto dizendo “o Brasil nos dá motivos diários de vergonha e tristeza, quem não sabe? Mas, estamos piorando? Tem certeza? Quem lhe disse? Qual sua fonte? E piorando para quem?”. Outros artistas brasileiros também se manifestaram sobre o tema, gerando grande repercussão: o cantor Ney Matogrosso deu entrevista para o canal de TV português RTP fazendo duras críticas ao governo, dizendo que “hoje em dia, a saúde pública no Brasil é uma vergonha” e “está piorando”, “a educação no país é vergonhosa” e “o transporte público é horroroso”.
Na semana passada, o vocalista Roger, do Ultraje a Rigor, rebateu declarações de que ele seria incoerente por tocar em um evento financiado pelo governo – que ele critica. Roger aproveitou para criticar planos como o Bolsa Família: “Tenho certeza que, se fôssemos bem educados, ninguém precisaria de esmola do governo, assim como eu próprio nunca precisei”.
Leia o texto de Jorge Furtado na íntegra:
“Fico triste ao ver artistas brasileiros, meus colegas, tão mal informados.
Imagino que, com suas agendas cheias, não tenham muito tempo para procurar diferentes fontes para a mesma informação, tempo para ouvir e ler outras versões dos acontecimentos, isso antes de falar sobre eles em entrevistas, amplificando equívocos com leituras rasas e impressionistas das manchetes de telejornais e revistas ou, pior, reproduzindo comentários de colunistas que escrevem suas manchetes em caixa alta, seguidas de ponto de exclamação.
Fico triste ao ler artistas dizendo que não dá mais para viver no Brasil, como se as coisas estivessem piorando, e muito, para a maioria. Dizer que não dá mais para viver no Brasil logo agora, agora que milhões de pessoas conquistaram alguns direitos mínimos, emprego, casa própria, luz elétrica, acesso às universidades e até, muitas vezes, a um prato de comida, não fica bem na boca de um artista, menos ainda de um artista popular, artista que este mesmo povo ama e admira. Em que as coisas estão piorando? E piorando para quem? Quem disse? Qual a fonte da sua informação?
Fico triste ao ouvir artistas que parecem sentir orgulho em dizer que odeiam política, que julgam as mudanças que aconteceram no Brasil nos últimos 12 anos insignificantes, ou ainda, ruins, acham que o país mudou sim, mas foi para pior. Artistas dizendo que pioramos tanto que não há mais jeito da coisa “voltar ao ‘normal ‘”, como se normal talvez fosse ter os pobres desempregados ou abrindo portas pelo salário mínimo de 60 dólares, pobres longe dos aeroportos, das lojas de automóvel e das universidades, se “normal” fosse a casa grande e a senzala, ou a ditadura militar. Quando o Brasil foi normal? Quando o Brasil foi melhor? E melhor para quem?
A mim, não enrolam. Desde que eu nasci (1959) o Brasil não foi melhor do que é que hoje. Há quem fale muito bem dos anos 50, antes da inflação explodir com a construção de Brasília, antes que o golpe civil-militar, adiado em 1954 pelo revólver de Getúlio, se desse em 1964 e nos mergulhasse na mais longa ditadura militar das américas. Pode ser, mas nos anos 50 a população era muito menor, muito mais rural e a pobreza era extrema em muitos lugares. Vivia-se bem na zona sul carioca e nos jardins paulistas, gaúchos e mineiros. No sertão, nas favelas, nos cortiços, vivia-se muito mal.
A desigualdade social brasileira continua um escândalo, a violência é um terror diário, 50 mil mortos a tiros por ano, somos campeões mundiais de assassinatos, sendo a maioria de meninos negros das periferias, nossos hospitais e escolas públicos são para lá de carentes, o Brasil nos dá motivos diários de vergonha e tristeza, quem não sabe? Mas, estamos piorando? Tem certeza? Quem lhe disse? Qual sua fonte? E piorando para quem?”
Assis Ribeiro
17 de maio de 2014 11:54 amManifestação pelo
Manifestação pelo tumulto.
Desculpem, mas não foi contra a Copa coisa nenhuma. Poderia ser, não foi. Hoje foi a favor de qualquer coisa que parasse o trânsito em nossas cidades, e pra isso bastam cem debiloides e alguns cartazes.
O que está acontecendo nesse momento no Brasil não é uma manifestação da insatisfação popular contra a Copa ou a FIFA. O que acontece é uma soma de ações de grupos organizados pelos mais diferentes motivos, mas sob o guarda-chuva da Copa. Isso é desonesto, mas quem vai cobrar honestidade de black bloc?
Em São Paulo, por exemplo, professores municipais em greve tomaram a avenida 23 de maio e sem-teto se deslocaram pela Zona Leste. O que isso tem a ver com Copa? Algumas centenas de black blocs e assemelhados subiram a avenida Consolação e quebraram uma concessionária de automóveis e queimaram lixo. Cadê o tema? A manifestação era contra ao capitalismo coreano, ou o não-recolhimento de lixo na capital? Que Copa?
Pergunte a um desses blocs qual é exatamente o problema com a Copa? Lembram daqueles atorezinhos globais que fizeram um anúncio contra Belo Monte e não acertaram um só dos motivos pelos quais aquilo fosse mesmo a fonte de todo o mal? Seus bloc: qual o problema de vocês com a Copa? Corrupção? É na Copa que tem corrupção? É a questão dos aeroportos? Vocês se afligem muito com os aeroportos, isso?
O dinheiro que deveria ir pra Saúde? A Saúde gasta por ano mais de 100 bilhões de reais, e gasta bem e mal pra caramba. A Copa vai custar uns oito bilhões, pra sempre. Quem sabe se manifestar contra a burocracia que destrói a Saúde e desvia ou desperdiça bilhões fosse uma causa mais legítima para quem está mesmo indignado com os desvios do país? A Educação? De que adianta investir mais em uma Educação do século dezenove? Seu bloc: você está enfurecido pela desorientação do currículo escolar implementado pelo MEC, é isso?
Há um ano, a indignação era com os transportes, alguém lembra? Pra onde ela foi? Transporte e Copa são a mesma coisa? A Copa dura um mês, os transportes a gente usa e necessita a vida inteira. O que deveria nos preocupar mais? Aliás, com toda a indignação bloc, alguém viu alguma planilha de custos das empresas de transporte ser aberta e analisada? Em algum lugar?
Ou seja, no ano passado a gente incendiou o país por uma causa justa – a falta de transparência nos pagamentos feitos a empresas de transporte que oferecem pouco e ganham muito. Nada se resolveu, nada avançou, mesmo que o aumento tenha sido suspenso, o que não resolve em nada o problema, uma vez que provavelmente as empresas estão sendo pagas com dinheiro público, pelo que deixaram de receber desde junho passado.
Nada do que era assunto no ano passado avançou um milímetro, e todos vocês já estão de novo colocando aquelas mascarazinhas ridículas por uma outra causa? De que adianta a indignação abastecida a molotov contra tudo isso que está aí? Vocês querem transformar radicalmente o aí? Para que servem vocês, se não sabem sequer o que são contra? Apenas para assassinar cinegrafistas e encher o saco de todo mundo?
O que acontece hoje, é que vocês assassinam causas. Vocês ridicularizam a democracia com essas máscaras sem sentido, e a democracia significa muito para mim, que vivi muitos anos sem ela. Vocês afastam todo mundo das ruas. Vocês são umas pragas.
O que eu quero ver é planilha de custos de ônibus, transparência e honestidade na definição dos custos e investimentos, e um transporte mais bem gerenciado, planejado, e quem roubou dinheiro dos trens e metrô na cadeia. O que eu quero ver é quem sobreorçou os estádios pagando por isso. Quero ver as mamatas expostas e os responsáveis chamados diante da Justiça e o dinheiro de volta. Quero ver o Ministério dos Esportes mostrando exatamente o que foi feito, o que não foi feito, e as causas, e não apenas gastando milhões com consultorias inúteis. Quero novos métodos de gestão do dinheiro público, com indicadores que nos permitam avaliar o retorno sobre TODOS os investimentos que bancamos com nossos impostos.
E isso, estimados blocs, não se consegue indo lá fora resolver nossos problemas com a autoridade paterna. Isso se resolve com ação contínua, organização dos cidadãos, com mobilização e disciplina, com meios de comunicação que queiram o bem do país, e não apenas os favores de quem apoiam.
Isso tudo só se consegue com cidadania, algo adulto, que começamos (mal) em 1989 e estamos longe de acabar.
Eu quero ver a Copa em paz. Já pagamos por ela, e temos esse direito. Eu quero começar a pensar na eleição presidencial e nos rumos que o Brasil vai tomar. Eu quero seguir em frente com o fortalecimento das instituições e do estado laico, deixando a Marina Silva longe de qualquer coisa parecida com poder.
Eu quero seguir trabalhando, organizando, pensando e debatendo, porque sem isso o que existe é pauta e imposição. Se isso serve para os partidecos de exquerda, não serve para ninguém que viva no século 21.
Eu quero a gente curtindo a vida, sem desligar por um segundo da nossa responsabilidade para com ela e para com o país. Eu quero a gente livre dos black blocs e de volta às manifestações sérias, na dura tarefa de fazer o que tem que ser feito, e não apenas berrar ao vento pelo que nunca pode ou deve acontecer.
Gostaria ainda que a nossa Seleção fosse bem e não fizesse feio na frente de todo mundo. Mas, não sei se já perceberam, eu sei muito bem o que dá pra pedir, e o que é melhor deixar pra lá.
Um bom dia a todos, e vamos em frente.
Por Marcelo Carneiro da Cunha
http://terramagazine.terra.com.br/zagueiro/blog/2014/05/15/pelo-tumulto/
Mara L. Baraúna
17 de maio de 2014 1:50 pmMPF e a decisão dos cultos africanos não serem religião
MPF/RJ recorre da decisão que não considera os cultos africanos como religião
Retirado da EBC – Agência Brasil
Na foto, o Tambor de Crioula é dançado em homenagem a São Benedito, em São Luís.
Arquivo / Wilson Dias / Agência Brasil
O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro (MPF/RJ) recorreu da decisão do juiz da 17ª Vara Federal do Rio, Eugênio Rosa de Araújo, que negou o pedido de retirada de vídeos com mensagens de intolerância contra religiões afro-brasileiras. O juiz alegou que tais crenças “não contêm os traços necessários de uma religião”, que seriam um texto-base, como o Corão ou a Bíblia, estrutura hierárquica e um Deus a ser venerado.
Na decisão, Araújo coloca que “as manifestações religiosas afro-brasileiras não se constituem em religiões, muito menos os vídeos contidos no Google refletem um sistema de crença – são de mau gosto, mas são manifestações de livre expressão de opinião”.
No recurso, o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Jaime Mitropoulos, argumenta que os 15 vídeos em questão caracterizam crime de ódio, pois são baseados na “intolerância e na discriminação por motivos religiosos”, ressaltando que a comunidade internacional “praticamente chegou ao consenso sobre a necessidade de coibir práticas desse tipo”.
Ela cita a promulgação de documentos como a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos (1966), a Declaração sobre a Raça e os Preconceitos Raciais (1978) e a Declaração sobre a eliminação de todas as formas de intolerância e discriminação fundadas na religião ou nas convicções (1981).
A Ação Civil Pública foi proposta a partir de uma representação da Associação Nacional de Mídia Afro, que apontou vídeos divulgados no Youtube que trariam mensagens que “associam as referidas religiões à figura do diabo e a tudo de mal que a ele possa estar ligado, muito embora ‘diabo’ ou ‘demônios’ sequer façam parte do universo das religiões de matrizes africanas”, diz o recurso de Mitropoulos.
No agravo de instrução, o procurador destaca também que o Ministério Público Federal expediu recomendação para que a Google Brasil retirasse os vídeos da internet. Mas, segundo ele, a empresa manteve os vídeos sob o argumento de que “tudo não passa de um fiel retrato da liberdade religiosa do povo brasileiro”.
Para o presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (Ccir), Ivanir dos Santos, o juiz Eugênio Rosa de Araújo não se posicionou na decisão com a neutralidade que requer o cargo. “Eu acho que o juiz não externou uma posição como juiz, ele externou uma posição como uma pessoa que tem uma religião, e o estranho é que ele é um funcionário de um Estado laico. Ele, na verdade, ofende a lei que ele tem que zelar, o próprio artigo da constituição que fala de discriminação de religião e preconceito”.
Santos informa que o Ccir fará uma reunião na próxima semana sobre a questão para, se for o caso, denunciar o juiz ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Procurado pela Agência Brasil, o CNJ não comentou a decisão e disse que “é órgão administrativo do Judiciário e não tem interferência sobre questões judicializadas”.
Sérgio T.
17 de maio de 2014 2:46 pmJornalistas da Rede Globo denunciam emissora por várias irregula
Jornalistas da Rede Globo denunciam emissora por várias irregularidades, inclusive assédio moral
Embora ainda seja a maior e mais poderosa rede de TV do Brasil, a Rede Globo já não pode tanto, como antes.
Além do mal que faz ao país com seu poder oligopólico, agora ela começa a fazer mal para dentro, atingindo diretamente seu corpo de jornalistas. A denúncia é do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro:
Jornalistas da Rede Globo confiam na mediação do Ministério do Trabalho para erradicar irregularidades que têm se multiplicado na emissora. Redução em salários, assédio moral, acúmulo de funções, jornadas de 13 dias sem folga e banco de horas negativo foram algumas das denúncias apresentadas por cerca de 40 profissionais da empresa que estiveram reunidos com o Sindicato por mais de duas horas na tarde desta terça-feira (06/05) em um colégio do Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio. A mesa redonda com o ministério poderá ajudar a esclarecer possíveis ilegalidades cometidas pela Globo no processo de reestruturação em curso.
A reunião foi convocada a pedido dos jornalistas da Rede Globo após redução abrupta nos salários, desde março, por uma decisão da empresa de evitar que seus funcionários trabalhem além da jornada legal de cinco horas mais duas extras. O problema é que essas horas extras robusteciam a remuneração dos jornalistas, em um sistema estimulado pela emissora, já que a média do salário-base por lá é baixo. Há casos de profissionais que perderam R$ 2.000 de um mês para o outro.
Como compensação, a Globo ofereceu uma indenização calculada sobre a média das horas extras pagas nos últimos seis meses. A compensação, de baixo valor e que não resolve a perda mensal nos salários, é encarada pelos jornalistas e pelo Sindicato como um ‘cala boca’ oferecido pela empresa.
As justificativas dadas pelo setor de Capital Humano – nome do departamento de recursos humanos da Rede Globo – aos funcionários foram um verdadeiro festival de assédio moral. Os jornalistas relataram que foram chamados um a um para conversar com analistas de recursos humanos, que não respondiam de forma clara as perguntas e até chegaram a espalhar boatos de que jornalistas fraudavam o ponto para ganhar mais. O gestor direto era chamado a participar em muitas dessas reuniões, numa atitude claramente intimidatória.
Pelo fim do ‘cheque especial’ do banco de horas
Para além dos salários, os jornalistas da Rede Globo também se queixaram do sistema de banco de horas, em que começam o mês devendo 21 horas – que seriam relativas aos sábados não trabalhados. O Sindicato reiterou que a prática é ilegal, apesar de estar disseminada nas redações do Rio que adotaram o controle de ponto. A Justiça entende que a empresa deve abonar as horas dos dias em que não requisita o funcionário. O fim desse ‘cheque especial’ do banco de horas deverá ser negociado com os patrões nas rodadas da campanha salarial.
Acúmulo e desvio de funções, jornadas de até 13 dias sem folga e a obrigatoriedade de tirar uma hora de descanso no meio do expediente são outros assuntos que deverão ser tratados na conversa com a mediação do Ministério do Trabalho. Ficou acertado no encontro de segunda-feira que uma nova reunião será marcada no mesmo local, em dois horários, para atrair mais jornalistas insatisfeitos com o desrespeito aos direitos trabalhistas na Rede Globo.
do Blog do Melo
OBS: Não dou links para a mídia corporativa porque eles também não nos linkam quando nos citam.
Marco St.
17 de maio de 2014 3:18 pmRepórteres da grande mídia
Repórteres da grande mídia combinam pauta contra Lula
Posted by eduguim
Não é fácil cobrir política no Brasil, segundo repórter de um dos grandes veículos de mídia que cobriram a palestra que o ex-presidente Lula deu a centenas de blogueiros na última sexta-feira. Informações que tal repórter me deu sem saber com quem falava serão úteis para a compreensão da manchete sobre o evento que ganhou as capas dos grandes jornais de sábado (17/05).
A grande imprensa compareceu em peso ao hotel Braston, no centro velho de São Paulo, onde está acontecendo o 4º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais. Havia repórteres de vários grandes meios de comunicação – O Globo, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, G1, UOL, Terra, IG… Só não foi visto repórter da Veja.
O corredor que dá acesso ao salão de convenções na sobreloja do hotel estava intransitável. Por ali, misturavam-se os participantes do evento e a imprensa. Esta, porém, tinha uma porta de acesso exclusiva ao salão, que desembocava em um cercadinho feito para os repórteres.
Salvo um ou dois incidentes entre blogueiros menos pacientes com as manipulações midiáticas e repórteres, a imprensa foi bem recebida. Porém, esses “operários da notícia” estavam tensos e este blogueiro descobriu que não era por medo do público que ali estava, mas devido à pressão que um desses “operários” – que, por razões óbvias, não será identificado – insinuaria que todo repórter de política sofre quando tem que cobrir Lula.
Para extrair sinceridade de um dos membros da imprensa que ali estavam, a solução foi este que escreve dissimular a razão de sua presença no local fingindo que participava de outro evento no salão de convenções contíguo àquele em que Lula palestraria. Travou-se, então, o seguinte diálogo com um dos repórteres:
Blogueiro — O que está acontecendo aí?
Repórter – O Lula vem falar.
Blogueiro – Quem é toda essa gente?
Repórter – São blogueiros aliados do PT; Lula vem falar pra eles.
Blogueiro – Lula é sempre notícia, né?
Repórter – Notícia cabeluda. Dá um trabalho danado.
Blogueiro – Por quê?
Repórter – A gente tem que achar a “pauta certa”…
(…)
Infira você, leitor, qual é a “pauta certa”.
A palestra em questão foi excelente. Lula estava inspirado, como sempre. Enquanto encantava a plateia com suas tiradas engraçadas, fiquei pensando o que a imprensa poderia encontrar para comprometê-lo. A presença maciça de repórteres em mais um encontro do ex-presidente com blogueiros certamente se destinava a encontrar algo que pudesse servir para a mídia tentar desgastá-lo publicamente.
Ao fim da fala de Lula, achei que ele não oferecera matéria-prima para que os robôs teleguiados pela grande mídia pudessem usar. E não havia mesmo. Por isso, foi preciso inventar.
Após Lula falar, participantes do Encontro de Blogueiros relataram uma cena inusitada presenciada por vários deles: repórteres de vários veículos distintos reuniram-se para discutir que pauta comum todos entregariam às suas respectivas redações.
Um repórter sugeria distorcer, omitir ou destacar este ponto, outro contestava aquela ideia e dava outra. Alguns dos blogueiros que presenciaram a cena aproximaram-se do grupo de repórteres inquirindo-os sobre se era comum fazerem aquilo, reunirem-se e combinarem o que iriam divulgar sobre o que haviam presenciado.
A interpelação dispersou os repórteres, que foram se reunir em outra parte. O resultado dessa reunião, porém, começou a ser visto no mesmo dia nos portais G1, UOL etc., e ganhou maior repercussão nos jornais de sábado (17). Abaixo, uma das manchetes principais de primeira página que decorreram de uma distorção criminosa da fala do ex-presidente.
Chega a ser inacreditável que a mídia tenha pinçado e distorcido uma frase de Lula dessa forma. O ex-presidente disse o seguinte:
“Nós nunca reclamamos de ir a pé (ao estádio). Vai a pé, vai descalço, vai de bicicleta, vai de jumento, vai de qualquer coisa. A gente está preocupado? Ah não, porque agora tem que ter metrô até dentro do estádio. Que babaquice que é essa?“
O que Lula disse foi que, no Brasil, nunca ninguém pediu que estações de metrô fossem construídas dentro de estádios de futebol e que agora estavam cobrando alguma coisa que nunca foi pedida no Brasil. E emendou dizendo que brasileiro, para ver futebol, não mede esforços.
As palavras do ex-presidente, da forma como foram expostas, dão a entender que ele acha que o povo não merece ter estação de metrô dentro de estádio de futebol, o que seria não só uma “babaquice”, mas um desperdício de recursos públicos, pois o povo não vai a estádios todo dia, mas usa metrô todo dia e por certo os locais para construir estações devem ser mais adequados.
Pode-se construir estação de metrô em um hospital, em shoppings e em terminais rodoviários ou de trens porque são locais de grande afluxo diário de pessoas, mas não faz sentido construir dentro de um estádio de futebol. Durante a Copa até seria útil, mas e depois?
O que fica desse episódio é a confirmação de um procedimento da velha mídia que todo mundo conhece, mas que nem todos devem se lembrar. Em 2006, por exemplo, quando foi apreendido o dinheiro dos “aloprados”, aconteceu a mesma coisa – repórteres e policiais armaram um cenário com o dinheiro apreendido que fez seu volume físico parecer maior.
Infelizmente, mais uma vez se confirma que a luta para agradar as chefias leva jovens repórteres a praticar toda sorte de trapaças com a notícia. E que esta é “tratada” para dizer aquilo que os patrões desses jovens querem que seja dito, obviamente em prejuízo do direito do público a receber fatos em vez de versões e interpretações subjetivas como essa de que trata o post.
*
Palestra no 4º Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais
Lula, Alexandre Padilha e Fernando Haddad com blogueiros em Sã Paulo (16/05/2014)
Alexandre Weber - Santos -SP
17 de maio de 2014 4:36 pmSupercomputador descobre nova classe de polímeros
IBM discovers new class of ultra-tough, self-healing, recyclable plastics that could redefine almost every industry
By Sebastian Anthony on May 16, 2014 at 12:18 pm11 Comments
Stop the press! IBM Research announced this morning that it has discovered a whole new class of…plastics. This might not sound quite as sexy as say, MIT discovering a whole new state of matter — but wait until you hear what these new plastics cando. This new class of plastics — or more accurately, polymers — are stronger than bone, have the ability to self-heal, are light-weight, and are 100% recyclable. The number of potential uses, spanning industries as disparate as aerospace and semiconductors, is dizzying. A new class of polymers hasn’t been discovered in over 20 years — and, in a rather novel twist, they weren’t discovered by chemists: they were discovered by IBM’s supercomputers.
One of the key components of modern industry and consumerism is the humble thermosetting plastic. Thermosetting plastics — which are just big lumps of gooey polymer that are shaped and then cured (baked) — are light and easy to work with, but incredibly hard and heat resistant. The problem is, once a thermoset has been cured, there’s no turning back — you can’t return it to its gooey state. This means that if you (the engineer, the designer) make a mistake, you have to start again. It also means that thermoset plastics cannot be recycled. Once you’re done with that Galaxy S5, the thermoset chassis can’t be melted down and reused; it goes straight to the dump. IBM’s new polymer retains all of a thermosetting plastic’s useful properties — but it can also be recycled.
IBM’s new class of polymers began life, as they often do in chemistry circles, as an accident. Jeannette Garcia had been working on another type of polymer, when she suddenly noticed that the solution in her flask had unexpectedly hardened. “We couldn’t get it out,” Garcia told Popular Mechanics. “We had to smash the flask with a hammer, and, even then, we couldn’t smash the material itself. It’s one of these serendipitous discoveries.” She didn’t know how she’d created this new polymer, though, and so she joined forces with IBM’s computational chemistry team to work backwards from the final polymer. Using IBM’s supercomputing might, the chemists and the techies were able to work back to mechanism that caused the surprise reaction.
https://www.youtube.com/watch?v=_A_w4nlTzhs
[video:https://www.youtube.com/watch?v=_A_w4nlTzhs%5D
Scanning electron microscope image of the new PHT polymer discovered by IBM Research
This new class of polymer is called polyhexahydrotriazine, or PHT. [DOI: 10.1126/science.1251484 – “Recyclable, Strong Thermosets and Organogels via Paraformaldehyde Condensation with Diamines”]. It’s formed from a reaction between paraformaldehyde and 4,4ʹ-oxydianiline (ODA), which are both already commonly used in polymer production (this is very important if they want the new polymer to be adopted by the industry). The end result shows very high strength and toughness, like other thermosets, but its heat resistance is a little lower than other thermosets (it decomposes at around 350C, rather than 425C).
An IBM Research infographic, for the new PHT polymer
Rather uniquely, though, IBM’s new polymer is both recyclable and self-healing. As you can see in the video above, chunks of the polymer readily rejoin to create a whole — and then when stretched in the future, they break randomly, not along the joins, proving a very high level of self-healing. [Read more about self-healing plastics.] Unlike traditional thermosets, which produce tons of recyclable waste every year, IBM’s PHT can be fully reverted back to its base state with sulfuric acid — which, as Garcia points out, is “essentially free.”
Jeannette “Jamie” Garcia: One happy IBM Researcher
In short, then, IBM has created a new plastic that could impact a number of industries in a very big way. The advantages of self-healing, tough plastics are highly evident in the aerospace, transportation, and architecture/construction industries. Thermoplastics also play a big part in the electronics industry, from the low-level packaging of computer chips, through to the chassis of your smartphone. In all of these areas, recyclability and self-healing could be a huge boon. As Garcia says, “If IBM had this 15 years ago, it would have saved unbelievable amounts of money.” Not to worry, Jeannette — there’s still plenty of time for IBM to save (and make) billions of dollars with this new plastic.
Alexandre Weber - Santos -SP
17 de maio de 2014 6:32 pmTecnologia, inspiração , inovação…
[video:https://www.youtube.com/watch?v=u3Z1hDwGEmM%5D
Published on May 13, 2014
The SIGGRAPH Technical Papers program is the premier international forum for disseminating new scholarly work in computer graphics and interactive techniques. In addition to the core topics of modeling, animation, rendering, imaging, and human-computer interaction, the Technical Papers program includes related topic areas like: computer games, scientific visualization, information visualization, computer-aided design, computer vision, audio, robotics, and fabrication. SIGGRAPH 2014 brings together thousands of computer graphics professionals, 10-14 August 2014 in Vancouver, BC. Learn more at http://s2014.siggraph.org/.
Alexandre Weber - Santos -SP
17 de maio de 2014 7:02 pmAlgo de podre no reino da Dinamarca
E aqui no Brasil nos diminuimos a arrecadação para aumentar a quantidade de carros produzidos. Têm algo de podre no reino da Dinamarca, parece que dá missa não conhecemos nem a metade ainda.
Que será que nos espera?
Where the World’s Unsold Cars Go To Die
In teh past several years, one of the topics covered in detail on these pages has been the surge in such gimmicks designed to disguise lack of demand and end customer sales, used extensively by US automotive manufacturers, better known as “channel stuffing”, of which General Motors is particularly guilty and whose inventory at dealer lots just hit a new record high. But did you know that when it comes to flat or declining sales and stagnant end demand, channel stuffing is merely the beginning?Where the World’s Unsold Cars Go To Die (courtesy of Vincent Lewis’ Unsold Cars)
Above is just a few of the thousands upon thousands of unsold cars at Sheerness, United Kingdom. Please do see this on Google Maps….type in Sheerness, United Kingdom. Look to the west coast, below River Thames next to River Medway. Left of A249, Brielle Way.
Timestamp: Friday, May 16th, 2014.
There are hundreds of places like this in the world today and they keep on piling up…
THE WORLDS UNSOLD CAR STOCKPILE
Houston…We have a problem!…Nobody is buying brand new cars anymore! Well they are, but not on the scale they once were. Millions of brand new unsold cars are just sitting redundant on runways and car parks around the world. There, they stay, slowly deteriorating without being maintained.
Below is an image of a massive car park at Swindon, United Kingdom, with thousands upon thousands of unsold cars just sitting there with not a buyer in sight. The car manufacturers have to buy more and more land just to park their cars as they perpetually roll off the production line.
There is proof that the worlds recession is still biting and wont let go. All around the world there are huge stockpiles of unsold cars and they are being added to every day. They have run out of space to park all of these brand new unsold cars and are having to buy acres and acres of land to store them.
NOTE:
The images on this webpage showing all of these unsold cars are just a very small portion of those around the world. There are literally thousands of these “car parks” rammed full of unsold cars in practically every country on the planet. Just in case you were wondering, these images have not been Photoshopped, they are the real deal!
Its hard to believe that there are so many unsold cars in the world but its true. The worse part is that the amount of unsold cars keeps on getting bigger every day.
It would be fair to say that it is becoming a mechanical epidemic of epic proportions. If anybody from outer space is reading this webpage, we here on Earth have too many cars, why not come and buy a few hundred thousand of them for your own planet! (sorry but this is all I can think of)
Below is shown just a few of the 57,000 cars (and growing) that await delivery from their home in the Port of Baltimore, Maryland, U.S.A. With Google Maps look South of Broening Hwy in Dundalk for the massive expanse of space where all these cars are parked up.
The car industry would never sell these cars at massive reductions in their prices to get rid of them, no they still want every buck. If they were to price these cars for a couple of thousand they would sell them. However, nobody would then buy any expensive cars and then they would end up being unsold. Its quite a pickle we have gotten ourselves into.
Below is shown an image of the Nissan test track in Sunderland United Kingdom. Only it is no longer being used, reason…there are too many unsold cars parked up on it! The amount of cars keeps on piling up on it until its overflowing. Nissan then acquires more land to park up the cars, as they continue to come off the production line.
UPDATE: Currently May 16th, 2014, all of these cars at the Nissan Sunderland test track have disappeared? Now I don’t believe they have all suddenly been sold. I would guess they may have been taken away and recycled to make room for the next vast production run.
Indeed next to that test track and adjacent to the Nissan factory, they are collating again as shown on the Google Maps image below. So where did the last lot go? This is not an employees car park by the way.
None of the images on this webpage are of ordinary car parks at shopping malls, football matches etc. Trust me, they are just mountains and mountains of brand spanking new unsold cars. There is no real reason why you should be driving an old clunker now is there?
The car industry cannot stop making new cars because they would have to close their factories and lay off tens of thousands of employees. This would further add to the recession. Also the domino effect would be catastrophic as steel manufactures would not sell their steel. All the tens of thousands of places where car components are made would also be effected, indeed the world could come to a grinding halt.
Below is shown just a small area of a gigantic car park in Spain where tens of thousands of cars just sit and sunbathe all day.
They are also piling up at the port of Valencia in Spain as seen below. They are either waiting to be exported to…nowhere or have been imported…to go nowhere.
Tens of thousands of cars are still being made every week but hardly any of them are being sold. Nearly every household in developed countries already has a car or even two or three cars parked up on their driveway as it is.
Below is an image of thousands upon thousands of unsold cars parked up on a runway near St Petersburg in Russia. They are all imported from Europe, they are all then parked up and they are all then left to rot. Consequently, the airport is now unusable for its original purpose.
The cycle of buying, using, buying using has been broken, it is now just a case of “using” with no buying. Below is an image of thousands of unsold cars parked up on an disused runway at Upper Heyford, Bicester, Oxfordshire. They are seriously running out of space to store these cars.
It is a sorry state of affairs and there is no answer to it, solutions don’t exist. So the cars just keep on being manufactured and keep on adding to the millions of unsold cars already sitting redundant around the world.
Below are parked tens of thousands of cars at Royal Portbury Docks, Avonmouth, near Bristol in the United Kingdom. If you look on Google Maps and scan around the area at say 200ft you will see nothing but parked up unsold cars. They are absolutley everywhere in that area practically every open space has unsold cars parked up on it.
Below is that same area in Avonmouth, UK, but zoomed out. Every gray space that you see is filled with unsold cars. Anyone want to hazard a guess at how many are there…
As it is, there are more cars than there are people on the planet with an estimated 10 billion roadworthy cars in the world today.
We literally cannot make enough of them. Below are seen just a few of the thousands of Citroen’s parked up at Corby, Northamptonshire in England. They are being added to daily, imported from France but with nowhere else to go once they arrive.
So there they sit, brand spanking new cars, all with a couple of miles on the clock that was consummate with them being driven to their car parks. Below is the latest May 2014 Google Maps image of unsold cars in Corby, Northamptonshire.
Manufacturing more cars than can be sold is against all logic, logistics and economics but it continues day after day, week after week, month after month, year in year out.
Below is shown a recent (April 2014) screen grab from Google Maps of the Italian port of Civitavecchia. All those little specks are a few thousand brand new unsold Peugeots. Just collecting dust and maybe a bit of salty sea spray!
Below, all nice and shiny but with nowhere to go. Red and white and black and silver, purple, pink and blue, all the colors of the rainbow and be they all brand new. Indeed all the colors of the rainbow are down there on those cars, making pretty mosaics, montages of color and still life. Maybe that is all they will now ever be, surreal urban art of the techno production age. Magnificent metal boxes, wasting space and saving grace, all sitting still, because its business at mill.
All around the world these cars just keep on piling up, there is no end in sight. The economy shouts out quite loud that nobody has the money anymore to spend on a new car. The reason being that they are making their “old” cars go on a lot longer. But we cannot stop making them, soon we will run out of space to park them. We are nearly running out of space to drive them that’s for sure!
Below, more cars mount up in the port of Valencia in Spain. They will not be exported as there is nowhere for them to go, so they just sit and rot in their colorful droves.
Gone are the days when the family would have a new car every year, they are now keeping what they have got. It may be fair to say that some families still get a new car every year but its the majority that now do not.
The results are in these images, hundreds of thousands if not millions of cars around the world are driven from their factories, parked up and left.
Could we say that these cars have been left to rot! Maybe, as these cars will certainly rot if they are not bought, driven and cared for. It does not look like they will be sold any day soon, many of them have been standing for over 12 months or even longer and this is detrimental to the car.
Below, as far as the eye can see, right into the background, cars, cars and more cars. But what’s beyond the horizon? Have a guess…Yes that’s right…even more cars! All brand new but with no homes to go to. Do you think they will ever start giving them away, that may be the only radical solution. Who knows, you could soon be getting a free car with every packet of cornflakes.
When a car is left standing idle, all the oil sinks to the bottom of the sump, and then corrosion begins to set in on all the internal engine parts where the oil has drained away.
Cold corrosion is when condensation builds up in the cylinders and rust forms in the bores. The engines would then start to seize and would need to be professionally freed before they could be started. Also the tires start to lose air and the batteries start to go flat, indeed the detrimental list goes on and on.
So the longer they sit there the worse it slowly becomes for them. What is the answer to this? Well they need to be sold and that just isn’t happening.
The epidemic is not improving, it is getting worse. Car manufactureres are constantly coming out with new models with the latest technology in them. Hence prospective buyers of, for example, a new Citroen Xsara Picasso want the latest model, not last years model. Hence all the unsold Citroen Xsara Picasso cars from the previous year will now have even lesser chance of being sold.
The problems then just keep on mounting up. In the end, the unsold cars that are say 2 years old will have no alternative but to be either crushed up, dismantled and/or their parts recycled.
Some car manufacturers moved their production over to China, General Motors and Cadillac are examples of this. They are then shipped over in containers and unloaded at ports. However they are now being told to put a big halt in their import into the U.S.A. as they just can’t sell them in the quantities they would desire. Consequently Chinese car parks are now filling up with brand new American cars. Well nobody in China can afford them on their meagre pittance wages, so there they will stay until our economy improves…which it might do in a few generations.
Cláudio José
17 de maio de 2014 7:22 pmMovimento para beatificação
Movimento para beatificação de Dom Helder ganha impulso
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A Arquidiocese de Olinda e Recife apresentou em uma reunião reservada o documento com assinatura de religiosos da regional, para iniciar o processo de beatificação de Dom Helder Câmara, liderança religiosa que se tornou referência na luta pela justiça social no Brasil e foi duramente perseguido durante a ditadura. Defensor de uma igreja mais voltada aos pobres, ficou conhecido durante o regime militar como o “bispo vermelho”. O próximo passo da Arquidiocese deve ser recolher assinaturas no resto do país, para então solicitar a abertura do processo ao Vaticano.
Dom Hélder nasceu em 7 de fevereiro de 1909, em Fortaleza, no Ceará, e morreu aos 90 anos, em casa, na Igreja das Fronteiras, no Recife, após cinco dias internado no Hospital Português. Suas lutas motivaram quatro indicações ao Prêmio Nobel da Paz, devido à sua projeção no mundo inteiro como o sacerdote que lutava pela justiça social, aliando a missão espiritual ao apoio aos fieis menos favorecidos.
Filho do jornalista João Eduardo Torres Câmara Filho e da professora primária Adelaide Pessoa Câmara, desde cedo manifestou sua vocação para o sacerdócio, tendo sido ordenado padre em 1931, aos 22 anos. Em 1936 foi para o Rio de Janeiro, onde foi ordenado bispo auxiliar, em 1952 e, um mês depois, bispo, aos 43 anos. Quando chegou ao Rio de Janeiro, então com 27 anos, se espantou com o cenário de pobreza e marginalização, com as favelas nas encostas dos bairros mais nobres da então capital do país.
Com o incentivo e aprovação do então subsecretário geral do Vaticano e futuro Papa João VI, Monsenhor Giovanni Batista Montini, fundou, em 1950, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com sede no palácio arquiepiscopal do Rio de Janeiro. Como acreditava que o processo de evangelização e a Igreja Católica só se consolidariam se os bispos trocassem ideias frequentemente, sugeriu a fundação da CNBB Quando conseguiu, se tornou o primeiro secretário-geral da Conferência. Mais tarde, ajudou a fundar a Conferência Episcopal Latino-americana (Celam).
Sempre preocupado com os necessitados, Dom Helder criou também o conjunto habitacional Cruzada São Sebastião, que deu origem a outros projetos semelhantes, e o Banco da Providência, que fornece atendimento à pessoas que vivem em situação de miséria. Em 1964 retorna à Pernambuco, quando é designado arcebispo de Olinda e Recife.
Desempenhou funções em organizações não-governamentais, movimentos estudantis e operários, ligas comunitárias contra a fome e a miséria. Sofreu retaliações e perseguições por parte das autoridades do regime militar brasileiro.
Se tornou um dos religiosos mais visados pelos militares, chamado de “o bispo vermelho”. A morte do padre que era seu auxiliar sempre foi vista como um recado dos agentes repressores a Dom Hélder, cujo nome não podia sequer ser citado pela imprensa. O corpo do sacerdote, com visíveis marcas de tortura e tiros, foi encontrado em um terreno baldio da Cidade Universitária, na Zona Oeste de Recife, em 27 de maio de 1969.
Quando houve o golpe militar recebeu um mensageiro do dono das Organizações Globo na época, Roberto Marinho, com um texto em que o arcebispo apoiaria a ditadura. Recusou a proposta e rompeu relações com Marinho, de quem fora padrinho de casamento.
Denunciou, em Paris, já nos anos 70, o uso sistemático da tortura contra os dissidentes políticos no Brasil. Os militares proibiram a publicação de qualquer entrevista de d. Helder pelos meios de comunicação. O segundo tema proibido pela censura era o dos direitos humanos.
Em 1970, o Sunday Times o definiu como “o homem mais influente da América Latina, logo atrás de Fidel Castro. Incomodava-lhe a “pompa excessiva” e o progressivo distanciamento da Igreja das questões sociais. Chegou a falar certa vez: “Quando dou de comer a um pobre, todo o mundo me chama de santo. Mas quando falo que os pobres não têm comida, todos me apelidam de comunista”, próximo ao discurso que Francisco adotou recentemente, quando foi também taxado de comunista.
O pedido para beatificação foi feito pela primeira vez em 2008, quando documento elaborado no Encontro Nacional de Presbíteros foi encaminhado à Congregação para a Causa dos Santos, no Vaticano.
O processo de beatificação inclui duas fases. Na primeira a igreja em que o candidato viveu deve reunir informações sobre sua vida, virtudes e reputação de santidade. A partir disso, ele já pode ser chamado como Servo de Deus. A segunda fase compreende o envio do processo ao Vaticano e encaminhado à Congregação para a Causa dos Santos.
Na década de 1990, lançou a campanha Ano 2000 Sem Miséria na Fundação Joaquim Nabuco. Jamais se acostumou com a miséria, a dor e o sofrimento humano.
Em 2009, o centenário do nascimento de Dom Helder foi lembrado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, homenagem que contou com a presença de admiradores, autoridades e políticos. “Hoje é dia de festa e de orgulho para o povo mineiro. Esta Assembleia Legislativa, casa do povo e da democracia, resgata e homenageia Dom Helder Câmara, grande defensor da liberdade, dos direitos políticos, da justiça e da paz, mensageiro da esperança”, afirmou Paulo Stumpf, diretor da Escola Superior Dom Helder Câmara, na ocasião.
Foi Dom Luciano Mendes de Almeida que presidiu a Celebração Eucarística de inauguração da Escola Superior Dom Helder Câmara. Sobre Dom Helder, disse Dom Luciano:
Crítico da ditadura militar
Opositor do regime militar no Brasil, Dom Hélder foi perseguido por sua atuação social e política, e teve seu acesso aos meios de comunicação social negados após o decreto do Ato Institucional 5. Em 1984, aos 75 anos, renunciou e repassou o comando da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Em 1999, dois dias antes de completar 90 anos, foi inaugurado, em Recife, o Centro de Documentação Hélder Câmara, que reúne um acervo de 7.547 meditações de Dom Hélder, seus 22 livros publicados em 15 idiomas, e as cartas circulares escritas durante seus 67 anos de sacerdócio.
Como ressaltou Leonardo Boff em artigo publicado em 2010, Dom Helder, o papa João XXIII, Dom Pedro Casaldáliga e Dom Luiz Flávio Cappio são alguns dos que não se apresentam como “autoridades eclesiásticas, mas como pastores no meio do Povo de Deus”.
O professor Luiz Carlos Luz Marques, da Universidade Católica de Pernambuco, falou para a Rádio Vaticano em 2013: “Lendo sobre Dom Hélder, percebe-se que ele tinha uma sensibilidade muito grande. Uma questão era a dignidade das mulheres. No caso do Concílio, ele pensava especialmente na dignidade das religiosas. Outra coisa, claro, os pobres, a centralidade dos pobres: essa percepção dele de que dois terços da humanidade vivia abaixo da linha da pobreza, justamente nos países ditos ‘cristãos'”.
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Cláudio José
17 de maio de 2014 7:55 pmBOA IDEIA
Empresas criam rivais para a lâmpada LED
Por NYT |
17/05/2014 05:28Texto 99 pessoas lendo 2Comentários
Nos EUA, duas startups venderão lâmpadas que usam tecnologias emprestadas da indústria pesada e de antigas televisões
Woburn, Massachusetts – Desde que leis do governo começaram a eliminar gradualmente a lâmpada comum, em 2012, a visita ao corredor de lâmpadas (que antes era bem simples) tornou-se um exercício de navegação por uma gama de escolhas e terminologias, especialmente para novos tipos de fluorescentes compactas e LEDs.
Agora, essas escolhas deverão se tornar ainda mais complicadas. Duas startups estão prontas para começar a vender lâmpadas que usam tecnologias inteiramente diferentes – uma emprestada da indústria pesada e outra das antigas televisões – e atendem aos novos padrões energéticos.
Resta saber se elas conseguirão conquistar clientes que permanecem teimosamente presos a lâmpadas incandescentes. Mas o fato de as duas terem chegado até aqui é uma indicação de como o mercado de iluminação continua incerto, apesar de anos de promoção para as novas opções mais econômicas.
“Tentar substituir a incandescente será bastante difícil”, declarou Mark Rea, diretor do Lighting Research Center no Rensselaer Polytechnic Institute. “As pessoas detestam mudanças de qualquer tipo. Hoje produzimos fontes de luz melhores do que a incandescente em qualquer medida, com os benefícios que você espera da iluminação. Mas as coisas não funcionam assim”.
Velhas lâmpadas ainda são as mais populares
De fato, as lâmpadas incandescentes – sejam estoques restantes em lojas ou modelos de halogênio que obedecem às novas leis, em efeito desde janeiro – vendem muito mais do que os outros tipos em grandes lojas como Home Depot e Lowe’s, segundo executivos da indústria.
No último trimestre de 2013, de acordo com estatísticas da National Electrical Manufacturers Association, as lâmpadas incandescentes formaram 65 por cento das vendas de fabricantes, com o restante consistindo basicamente de fluorescentes compactas.
Mesmo com autoridades, fabricantes e varejistas focando seus esforços em aprimorar e comercializar a tecnologia LED, pesquisadores e empresários vêm buscando outras ideias, convencidos de que nenhuma das opções no mercado oferece qualidade e preço como a luz comum. As lâmpadas de LED, por exemplo, oferecem uma qualidade de luz considerada igual ou melhor do que as lâmpadas tradicionais, mas seu preço – muitas vezes US$10 por lâmpada, após começar pelo dobro desse valor há alguns anos – assusta os consumidores.
“Como espécie, nós evoluímos sob a luz do sol durante o dia e a luz incandescente durante a noite, na forma de fogueiras, velas, lamparinas a óleo e finalmente a lâmpada incandescente”, afirmou Konstantinos Papamichael, co-diretor do California Lighting Technology Center na Universidade da Califórnia, em Davis. “Será difícil as pessoas mudarem animadamente para novas tecnologias sem obter algo similar ao que já possuem”.
Finally pode ser novo rival do LED
Num pequeno laboratório de demonstrações em Boston, um artista que trabalha com vidro, usando óculos escuros, sopra tubos especialmente projetados, um minúsculo componente de uma nova lâmpada que irá se chamar Finally (finalmente, em inglês) quando chegar às lojas. A alguns metros dali, um cientista examina gráficos multicoloridos representando o espectro de cores emitido pela lâmpada. E num canto, dezenas das lâmpadas brilham de ponta cabeça, parte do controle de qualidade interno da empresa.
Tudo faz parte da jornada de John Goscha, que já possui uma startup de sucesso, para desenvolver uma lâmpada melhor. Goscha, de 30 anos, abriu uma empresa de tacos de golfe personalizados quando ainda estava no colegial e fundou a IdeaPaint, que permite que a maioria das superfícies funcione como lousa, enquanto estudava na Babson College.
Mas a IdeaPaint cresceu, e há cerca de três anos ele estava louco para fazer algo novo.
“Tirei uns dois meses e tentei simplesmente abrir minha janela, olhar para fora e dizer ‘Ei, o que está acontecendo no mundo?'” contou ele.
Naquela época, um amigo mencionou o processo de eliminação das lâmpadas incandescentes, do qual ele não tinha conhecimento. Infeliz como consumidor com as fluorescentes compactas e LEDs, ele decidiu buscar a criação de uma alternativa.
“Eu pensei, ‘Não quero essas duas opções, e certamente existem outras pessoas que também não querem'”, explicou ele.
Procurando pela solução, ele começou a frequentar conferências e encontros e pediu conselhos a Victor Roberts, ex-engenheiro da General Electric que acabou se juntando à equipe. Num longo voo até Hong Kong, os dois conversaram sobre indução, uma tecnologia que possui uma série de aplicações, incluindo motores elétricos em eletrodomésticos e guindastes de construção civil, por ser de longa duração. Mas ela ainda não havia sido amplamente adaptada para uso doméstico em iluminação, pois era difícil e caro fazer os ajustes necessários para se obter luz forte e onidirecional dentro de uma lâmpada comum.
Mas com o advento de transistores menores e outros avanços, a empresa, que contratou engenheiros de fabricantes estabelecidos como Osram, Sylvania e Philips, encolheu o aparato a uma antena de 7,6 centímetros envolta em fios de cobre. Isso cria um campo magnético dentro da lâmpada que estimula o mercúrio a produzir luz ultravioleta, que por sua vez cria luz visível quando interage com um revestimento especial de fósforo no vidro.
O resultado, a ser fabricado na Índia, já possui quase todas as aprovações regulatórias. A lâmpada pode ser descartada em aterros sanitários (apesar de seu conteúdo de mercúrio) porque a quantidade do metal é minúscula e em estado sólido, e não líquido. Ela também recebeu aprovação da Federal Communications Commission porque a antena é tecnicamente um receptor de rádio, mesmo que fraco.
Goscha pretende vender a lâmpada por US$8, tornando-a competitiva frente a alguns dos LEDs mais baratos do mercado.
No entanto, mesmo tendo mostrado promessa suficiente para atrair cerca de US$19 milhões de investidores, incluindo alguns dos professores de Goscha na Babson e interesse de grandes varejistas, seu sucesso ainda não está garantido.
Vu1 tenta voltar ao mercado
Veja por exemplo a Vu1, lâmpada que deveria ter chegado ao mercado há mais de três anos. Ela ficou disponível por algum tempo no site da Lowe’s, mas teve problemas de produção e foi retirada. Com novas operações de fabricação na China em vez da República Tcheca, afirmou William B. Smith, o presidente da empresa, apenas agora eles estão prontos para começar a distribuir.
“Tudo isso é um ódio auto-infligido”, disse Smith, brincando sobre os percalços da empresa – que incluíram a perda do apoio de Wall Street após o descumprimento de muitos prazos. “Quando você move uma tecnologia de um país a outro, as coisas nunca saem conforme o planejado”.
Smith disse estar basicamente financiando a empresa sozinho, enquanto luta para melhorar de situação.
A Vu1, que será disponibilizada primeiro para uso em luminárias embutidas, usa uma tecnologia como dos tubos de raios catódicos em televisores, “uma tecnologia revolucionária na década de 1940”, explicou Smith, onde elétrons atingem um coquetel de fósforo sobre o vidro e o fazem brilhar.
Mas a longa jornada até as lojas mostra como pode ser difícil criar uma nova lâmpada, e como a promessa das novas tecnologias pode ser enganosa.
Pesquisadores, vendo um mercado amplamente aberto, estão trabalhando em ainda mais tecnologias, incluindo plasma e as chamadas LEDs orgânicas, que espalham luz por uma superfície flexível.
“Daqui a vinte anos, vamos entrar numa sala e lâmpadas OLED estarão cobrindo todo o teto, escurecendo automaticamente e conseguindo descobrir o seu estado de espírito, e será incrível”, disse Smith. “Obrigado, capitão Kirk. Mas ainda não chegamos lá”.
Leia tudo sobre: LED • lâmpadasTexto
Gilson AS
17 de maio de 2014 10:38 pm(Sem título)
sergiorgreis
17 de maio de 2014 11:29 pmÁgua diminui, represa sobe
Recomendo o belo post de ontem do Fernando Reinach a respeito da mudança dos números referentes à capacidade do Sistema Cantareira após o início do bombeamento do volume morto da represa Jaguari.
Vale dizer que ontem a elevação do nível do reservatório de 8% para 26,7% foi noticiada com entusiasmo pela mídia, ficando como manchete principal em vários portais. Hoje, no entanto, a Grupo Técnico de acompanhamento do Sistema Cantareira atualizou o relatório que é apresentado na Sala de Situação dessa agência reguladora, e os números são outros (http://arquivos.ana.gov.br/saladesituacao/BoletinsDiarios/DivulgacaoSiteSabesp_17-5-2014.pdf). Diferentemente do anunciado em tantas ocasiões, a inclusão do volume morto repercutiu na elevação de cerca de 14 pontos percentuais, e não de 18,5, de forma que agora o Sistema Cantareira está com 22,3%. A questão é de matemática simples: a utilização de parte do volume morto, por suposto, também implica o aumento do denominador, isto é, da quantidade total de água, em tese, que pode ser retirada (passou de 973,94 metros cúbicos para 1156,41 metros cúbicos). Claro, a quantidade de água anunciada a mais é a mesma, mas o erro aritmético é crasso e dá uma falsa ilusão de que a condição é um pouco menos pior do que já é a partir da contabilidade criativa. É preciso colocar, enfim, o absurdo em si dessa mudança súbita de apresentação dos dados, que apresentam uma condição que não é a real, constante dos termos da outorga realizada em 2004. Trata-se de uma condição absolutamente excepcional que, inserida por meio dessa criativa estratégia que transforma volume morto em volume útil, banaliza a emergência e torna um cenário pré-trágico coisa trivial. Não é preciosismo colocar que mais adequado seria apresentar as informações sem a admissão a priori desse estoque morto como parte já integrada da operação do sistema (inclusive com relação ao Atibainha, que já aparece com a capacidade de uso estimada de seu volume abaixo do nível das comportas mesmo sem a instalação das bombas).
O total de água disponível é de cerca de 250 metros cúbicos. Como estamos perdendo cerca de 60 metros cúbicos ao mês, a água dura até Setembro (isso sem sabermos se todas as bombas serão instaladas a tempo, conforme notícia de ontem do Jornal GGN).
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,agua-diminui-represa-sobe,1167674,0.htm
Água diminui, represa sobe
Para não ficar cantando durante o banho, verifico antes como anda o Cantareira. Na quinta-feira, 15, restavam 8,2% do volume útil. Suspiro e banho rápido.
Nesta sexta-feira, 16, repeti minha rotina. Levei um susto. O Sistema Cantareira estava com 26,7%. Como o volume de água no reservatório poderia ter aumentado 18% em uma noite? Curioso, entrei no Diário do Sistema Cantareira, no site da Sabesp. Informava que havia começado o bombeamento do “volume morto” (quantidade de água que fica no fundo da represa) do Sistema Cantareira. O texto dizia: “Com isso, o nível do Sistema Cantareira será acrescido de 182,5 bilhões de litros de água, o que fará com que o nível suba 18,5% a partir desta sexta-feira”.
Se não estivesse acompanhado essa enorme crise ambiental que assola São Paulo, teria tomado um banho longo e despreocupado, afinal o Cantareira estava salvo! Mas não se engane: os 26,7% são uma ilusão retórica.
O que aconteceu foi que, com o começo do funcionamento das bombas, a quantidade de água disponível para ser vendida em São Paulo realmente aumentou. Estamos sugando o fundo da represa, o chamado “volume morto” ou, como prefere a Sabesp, a “reserva técnica”. Na lógica do marketing, se esse volume passou a ficar disponível, porque não somá-lo ao nível da represa? Parece simples. Talvez seja purismo, mas, na minha opinião, essa soma é uma forma de desonestidade intelectual que prejudica a compreensão da crise que estamos vivendo.
O discurso honesto seria dizer que o Sistema Cantareira está no limite de sua capacidade e que sua maior represa, responsável por 83% do volume, está com somente 1,7% de sua capacidade útil. Quando a capacidade útil chega a zero, o sistema deixa de ser capaz de fornecer água para São Paulo.
O Sistema Cantareira abastece de água quase 9 milhões de pessoas. Se ele deixar de levar água para São Paulo, boa parte dessas pessoas não terá água em suas casas. Felizmente, parte dessas residências pode ser abastecida por outras represas, mas metade delas não pode ser abastecida de outra maneira e teria de receber água de caminhão-pipa ou ser desocupada.
Dada a seriedade do problema foi decidido instalar uma série de bombas capazes de coletar parte do “volume morto”. Esse é o volume de água que garante a recuperação da represa e sua sobrevivência no longo prazo. Essa decisão foi inevitável e vai garantir o abastecimento por alguns meses, talvez até o inicio do próximo período de chuva. Mas é importante dizer que essa decisão envolve riscos. Se gastarmos a maior parte do “volume morto” durante este ano e não chover no final do ano, talvez não exista sequer água para organizar um racionamento em 2015. Além disso, a retirada dessa água vai dificultar, atrasar ou mesmo impedir a recuperação do Sistema Cantareira.
Mas discurso honesto é difícil.
Para entender o problema, é preciso saber que quando uma represa é projetada, é praxe não colocar o túnel que capta a água no ponto mais profundo da represa. Isso garante a existência de um volume que nunca é retirado, o que permite a recuperação do reservatório. É o “volume morto”. Além disso, os engenheiros definem um mínimo operacional, abaixo do qual é recomendável reduzir drasticamente a retirada de água de modo que o reservatório possa cumprir sua função por mais tempo. Quando o Sistema Cantareira foi construído, o nível mínimo operacional foi definido em 829 metros (é o número de metros acima do nível do mar em que se encontra a superfície da água) e o “volume morto” começava aos 820,8 metros.
Como eu descrevi no artigo da semana passada, durante a seca de 2004, o reservatório ficou abaixo de 829 metros, e os governos estadual e federal decidiram redefinir o nível do volume mínimo, que passou a ser igual ao início do volume morto (820,8 metros). Naquela época foi usado o mesmo truque retórico. Da noite para o dia, o volume do Sistema Cantareira “cresceu” quase 20%. O equivalente aos 8 metros entre 829 e 820,8. Foi a primeira vez que o Cantareira “subiu” de nível sem que entrasse uma gota de água. Agora chegamos nos 820 metros, e foi necessário instalar as bombas. E, com elas, o “nível” cresceu novamente. A água diminui, mas a represa sobe.
Como disse Ésquilo: “A primeira vítima de uma guerra é a verdade”.
Mais informações: Ressuscitando Morto com Caneta, publicado no ‘Estado’ em 9 de maio de 2014. Clique aqui para ler.