Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
Rogerio Maestri
15 de agosto de 2014 3:36 amA segunda maior dívida norte-americana, só comparável ao mercado
A segunda maior dívida norte-americana, só comparável ao mercado imobiliário!
Com o processo de queda de investimentos públicos norte-americanos em setores como o ensino, está se criando uma nova bolha que ainda não está a ponto de estourar, mas se não for feito algo em breve teremos um problema como o do setor imobiliário.
Os custos do ensino nos Estados Unidos são crescentes a longa data e o financiamento público direto diminuindo, o que ocorre este custo é repassado aos estudantes mediante empréstimo. Os empréstimos escolares de 2007 até 2013 dobraram em valor, segundo uma agência reguladora norte-americana a Consumer Financial Protection Bureau (cfpd) a dívida pública dos estudantes norte-americanos atingiu no fim de 2011 a quantia surpreendente de 1 TRILHÃO de dólares (vide http://www.consumerfinance.gov/newsroom/student-debt-swells-federal-loans-now-top-a-trillion/), atualmente estima-se esta dívida em torno de 1,05 trilhões, http://www.bloomberg.com/news/2014-07-24/record-student-loan-debt-prompts-treasury-push-to-stem-defaults.html.
Se a inadimplência desta dívida não estivesse em alta (passou de 13,4 para 14,7 em um ano http://www.bloomberg.com/news/2014-07-24/record-student-loan-debt-prompts-treasury-push-to-stem-defaults.html) as coisas estariam no caminho normal do endividado povo norte-americano, entretanto com custos na educação subindo assustadoramente, para dar um exemplo, médicos formados em 1978 tinham uma dívida média em torno de US$13.469,00 (algo em torno de US$48.000,00 em dólares de hoje) um estudante de medicina sai em média com uma dívida de US$170.000,00 (http://www.bloomberg.com/news/2013-04-11/medical-school-at-278-000-means-even-bernanke-son-carries-debt.html), ou seja, um aumento de 450% em 36 anos (isto já em valores deflacionados). Somado esta dívida pública há uma dívida com instituições privadas que passa de 150 milhões de dólares.
Além do crescente endividamento e o aumento da inadimplência, esta dívida está começando a pesar na decisão das financeiras e dos próprios formados em contrair empréstimos para a compra da casa ou de um automóvel, ainda não é tão importante este fator, mas começa a preocupar os recém-formados e os agentes financeiros (http://blogs.wsj.com/economics/2014/08/05/how-student-loans-are-shaping-mortgage-approvals/ ). Num país movido a endividamento isto tira a possibilidade do famoso empurra com a barriga que é a vida do americano médio.
Como a capacidade de emitir dólares do governo americano é praticamente ilimitada (excetuando os problemas futuros que vão ocorrer!), isto não parece preocupar os economistas e financistas americanos (assim como a bolha do mercado imobiliário não preocupava), porém já para os recém-formados isto torna a sua vida bem mais desagradável. Diferentemente dos mercados de hipotecas, não dá para entregar parte do diploma quando não há possibilidade de pagamento, só restando a declaração de falência pessoal ou o refinanciamento da dívida.
Agora para os nossos fantásticos liberais de botequim, que adoram a política norte-americana de estado mínimo, imaginem o que levaria uma diminuição do Estado Brasileiro na educação superior, se considerarmos que muitos desses teóricos apregoam que o Estado deve se ocupar do ensino de primeiro e segundo grau, deixando para a iniciativa privada o ensino superior, planos de financiamento que nos Estados Unidos devem ser pagos ou dá cadeia, seriam mais uma grande fonte de enriquecimento das instituições privadas de ensino e um rombo surpreendente nas contas públicas, pois no fim quem pagaria tudo seria o Estado.
Motta Araujo
15 de agosto de 2014 3:46 amhttp://media.royalcaribbean.c
http://media.royalcaribbean.com.br/content/shared_assets/images/destinations/regions/hero/panama_01.jpg
CEM ANOS DO CANAL DO PANAMA – Em 15 de agosto de 1914 entrava em funcionamento o Canal do Panama, obra prima de engenharia que liga o Atlantico ao Pacifico através de um canal artificial de 82 quilometros e tres grupos de eclusas que em poucos minutos elevam os navios e depois os rebaixam, em eclusas de duas mãos acionada por bombas com os navios puxados por locomotivas, o sistema é praticamente o mesmo desde a inauguração, com pequenas modernizações, agora está em curso uma grande ampliação ainda não concluida.
A construção do Canal alem da engenharia de construção exigiu uma importante engenharia sanitaria visando eliminar a febre amarela na região, responsavel por milhares de mortes de operarios na primeira tentativa de construção que foi levada pelos franceses. Na segunda tentativa, pela Panama Canal Company, controlada pelo Governo americano, foi necessaria uma completa profilaxia do mosquito da febre amarela pelos medicos Finlay (cubano), Gorgas e Reed que identificaram o mosquito e os metodos de prevenção da doença.
A construção do canal exigiu tambem uma obra de engenharia politica, visando destacar o Panama da Colombia e criano um novo Estado, a Republica do Panama, para dar segurança legal à Zona do Canal, que teve soberania americana té 31 de dezembro de 1999.
O Canal é fundamental para o comercio mundial, por ele passam 15.000 navios por ano, devendo esse numero aumentar muito após a ampliação. O Cabal tornou o Panama tambem um centro de redistribuição e centro financeiro. Na Zona libre de Colon, no lado do Atalantico, existem mais de 600 armazens onde produtos vindos da Asia são reembalados e redirecionados, a Cidade do Panama, no lado do Pacifico é um hoje um grande centro financeiro, comercial e turistico, a Republica tem a maior taxa de crescimento das Americas, alem de ser hoje a residencia de 240.000 aposentados americanos.
Os Canais de Suez e do Panama são duas obras magnificas especialmente se considerarmos a época em que foram construidos, sem os potentes equipamentos de hoje, feitos praticamente “na mão”, o de Suez mais ainda mas o do Panama teve a dificuldade especial de transpor a topografia, exigindo maquinario complexo de elevação dos navios,
uma obra que mereceria ser vista por quem vai a Miami, fica no meio do caminho e não custa a mais descer do Panama
como pausa para ver o Canal em funcionamento e depois voar a Miami, não custa mais do que ir direto.
Mara L. Baraúna
15 de agosto de 2014 4:43 amEvento Arquivos da ditadura
O evento Arquivos da ditadura acontece no Centro Cultural Justiça Federal do Rio de Janeiro, entre 5 de agosto e 21 de setembro de 2014 e é composto por uma exposição de fotografias do antigo DOPS da Guanabara, um seminário internacional sobre a pesquisa em arquivos e uma mostra de filmes sobre a ditadura brasileira.
Centro Cultural Justiça Federal- Av. Rio Branco, 241 – Centro, Rio de Janeiro – RJ – (21) 3261-2550
jns
15 de agosto de 2014 4:53 amGaza
As razões pelas quais a população de Gaza é tão jovem
New Cientist | Andy Coghlan | 01/08/14
A densidade populacional da Faixa de Gaza é questionada, mas, em comparação com outras cidades, a Cidade de Gaza, com uma população de cerca de 750.000 pessoas, é, sem dúvida, uma área urbana densamente povoada.
A elevada densidade populacional vai, de alguma forma, explicar os elevados números de vítimas no conflito atual. Cerca de 63 israelenses e cerca de 1.460 palestinos morreram desde que o atual conflito começou, há um mês, com, no mínimo, 245 mortes de crianças. Mas, por que tantas crianças? Acontece que existem características incomuns sobre a estrutura da população em Gaza que a tornam um enigma no mundo moderno.
Em primeiro lugar, a população da Faixa de Gaza, cerca de 1,8 milhão de pessoas, apresenta uma proporção extraordinariamente grande de crianças. O Index Mundi, a fonte de dados do país na Internet, mostra que 43,5 por cento da população tem 14 anos ou menos, em comparação com 32 por cento no Egito e 27 por cento em Israel.
A idade média em Gaza é de 18 anos, em comparação com a média mundial de 28. Na maioria dos países europeus a idade média é de cerca de 40 anos, e é de 30 anos em Israel. Somente em uma dúzia de países africanos registra-se a média de idade mais baixa, chegando a 15 anos em Uganda.
Mais filhos
Então, por que há tantas crianças em Gaza? Os demógrafos dizem que é uma combinação de fatores incomuns. Uma delas é que uma, invulgarmente, baixa proporção de mulheres palestinas não têm empregos. “É o lugar no mundo onde menos mulheres trabalham fora de casa”, diz Jon Pedersen, do Instituto Fafo, um centro de pesquisa demográfica e social em Oslo, na Noruega. Os números mais recentes da Palestinian Central Bureau of Statistics mostram que apenas 14,7 por cento das mulheres estão no mercado de trabalho.
“Na maioria dos outros países, a taxa é muito maior do que isso, variando entre 70 a 80 por cento na Escandinávia, por exemplo”, diz Pedersen, que é coautor de um estudo abrangente, feito há uma década, sobre a demografia de Gaza. Mesmo em outros países do Oriente Médio, com culturas semelhantes à de Gaza, a proporção de mulheres que trabalham fora são significativamente maiores. Na Jordânia, por exemplo, 16 por cento das mulheres têm empregos.
Os dados do Index Mundi mostram que a taxa de fertilidade em Gaza atingiu o pico de 8,3 filhos por mulher em 1991. Atualmente, a média de 4,4 filhos por mulher está entre as mais altas do mundo, enquanto Israel possui uma taxa de 3 filhos. Embora a taxa global não seja elevada, verifica-se taxas acima de 6 filhos entre os judeus ortodoxos Haredi. Na maioria dos países europeus, a taxa é cerca de 2 filhos.
O segundo fator, que contribui para a alta taxa de fertilidade, é que os maridos ganham mais dinheiro quanto mais crescem as suas famílias. “Os empregadores estão dispostos a pagar por isso”, diz Pedersen. “Tradicionalmente, os homens recebem salários extras se têm mais filhos.”
Educação formal
O resultado, diz Pedersen, é que a maioria das famílias de Gaza aprendem a lidar com um único salário e proporcionar mais liberdade para o crescimento das famílias do que em regiões como a Escandinávia, onde os pais têm de trabalhar para sobreviver.
Um quebra-cabeça, no entanto, é por que tantas mulheres de Gaza – especialmente aquelas que são bem educadas – fazem a opção por construir grandes famílias, em vez de seguir carreiras profissionais. Enquanto, na maioria dos países, a taxa de natalidade cai paralelamente com a melhor educação e mais oportunidades na carreira para as mulheres, Gaza não segue esse padrão.
Um estudo publicado em 2006 demonstrou que, apesar do grau de escolaridade elevada entre as mulheres de Gaza – todas têm pelo menos nove anos de escolaridade – e das taxas de mortalidade infantis relativamente baixas e constantes, em torno de 25 por mil nascimentos, poucas optaram por seguir carreiras independentes. Durante o levante da Intifada, que começou em 1987, a pesquisa mostrou que houve aumento nas taxas de casamento, com muitas mulheres cultas dispostas a casar com homens que receberam menos educação.
“A mulher palestina não está tendo muitos filhos, porque não sabe sobre a contracepção ou não tem acesso aos métodos anticoncepcionais”, diz Sara Randall, antropóloga da Universidade de Londres, que é coautora da pesquisa de 2006. “Então, podemos concluir que elas realmente querem muitos filhos.”
Senso de dever
O estudo de Randall, envolvendo entrevistas com 16.204 mulheres de Gaza e 4.900 mulheres jordanianas, para estabelecer uma comparação, concluiu que a Intifada foi o fator motriz para o aumento da fertilidade e do número de casamentos. Nos anos da Intifada, entre 1989 e 1990, por exemplo, as mulheres eram 1,4 vezes mais propensas a aceitar o casamento do que em 1980. Para as mulheres mais escolarizadas, a taxa de natalidade foi ainda maior durante a Intifada, representando o dobro de 1980.
Randall conclui que “os dados disponíveis não permitem inferir, mas parece ser uma hipótese plausível que os níveis fenomenalmente altos de fertilidade em Gaza são certamente uma resposta para a opressão política e são uma percepção da necessidade de aumentar a população da Palestina. Em uma situação onde a impotência, o subemprego e a marginalização deixaram poucas oportunidades para a expressão da própria identidade, a reprodução é uma das poucas liberdades que permanece e também contribui para o objetivo maior de aumentar o povo palestino”, afirma.
Pedersen diz que o senso de dever, para expandir a populaçã,o é um fator que não pode ser descartado. “Houve declarações do Hamas incitando as mulheres a terem mais filhos para criar um exército maior”, diz ele.
Foto da Internet
IV AVATAR
15 de agosto de 2014 5:10 amO abuso do poder econômico nestas eleições
Gilmar Mendes sabia muito bem o que estava fazendo ao impedir que o STF aprovasse o fim do financiamento privado de campanhas eleitorais
Representantes de trabalhadores e mnorias sofrem com custos de campanha
Parlamentares que tentam reeleição reclamam de aumento dos gastos, redução do fundo partidário e diferença em relação a campanhas que recebem doações de empresas e igrejasAutora: Hilda Cavalcanti, da RBA
Erika, Manuela, Nimário e Wyllys, atuantes em direitos humanos: críticas ao sistema. Simon, aos 84 anos, não faz mais campanha; Jarbas sai do Senado e disputa Câmara; Vicentinho teme poder econômico; e Souto reclama dos custos
Brasília – Embora tenham se programado durante anos para enfrentar as eleições, deputados e senadores estão assustados com os altos custos das campanhas. E passaram as últimas semanas desfilando um rosário de queixas nas lideranças dos partidos, segundo informações de gabinetes da Câmara e do Senado.
As principais reclamações são o aumento dos valores em relação a 2010 (bem maior que o esperado), a redução de contribuições partidárias e, ao mesmo tempo, a situação desproporcional pela qual eles têm de enfrentar em relação aos candidatos que recebem doações privadas de grandes empresas e organizações religiosas.
O problema remete à velha questão da necessidade de uma reforma política e ao debate sobre o fim do financiamento privado de campanhas. Muitos dos beneficiados com maiores recursos terminam em mandatos com pouca representatividade popular e que acabam defendendo no Legislativo interesses de grandes grupos econômicos. Do outro lado dessa movimentação, encontram-se os candidatos cujos assessores têm se esmerado em realizar jantares, ações entre amigos e eventos diversos para arrecadar recursos como forma de bancar o difícil período eleitoral.
Alguns parlamentares desistiram de se recandidatar e outros apontam a situação financeira como principal dificuldade para manter a cadeira. “Doar R$ 300 é muito diferente de doar R$ 3 milhões. É claro que essa influência é maléfica e deixa o Congresso cada vez mais desproporcional. Só conseguiremos acabar com tamanha distorção, de fato, com a reforma política”, enfatizou o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), ao avaliar o quadro.
“Não há problema em se fazer uma campanha mais barata, até deveríamos todos tentar isso. O problema é concorrer com adversários que gastam fortunas enquanto se faz essa campanha barata. Só vamos conseguir resolver isso quando conseguirmos isolar o poder econômico do processo eleitoral”, acrescentou, na mesma linha, o senador Humberto Souto (PPS-MG).
Diferença grande
Conforme levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgado recentemente, enquanto em 2010 o gasto com a campanha de um deputado federal ficou, em média, em R$ 1,1 milhão, este ano a previsão está em R$ 3,6 milhões. Já o gasto para a campanha de um senador, subiu de R$ 4,5 milhões para R$ 5,6 milhões. A estimativa foi feita com base nas previsões orçamentárias apresentadas por todos os candidatos registrados na Justiça Eleitoral.
Além disso, gastos com comitê de campanha, tirando os profissionais especializados, ficam, por baixo, em R$ 12 mil a R$ 15 mil mensais, diz um assessor, o que ajuda a inflacionar a conta total. A previsão feita atualmente é de que, somados, os custos de todas as candidaturas formalizadas no TSE nas eleições deste ano – 25.381 disputando cargos na Presidência da República, governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmara Distrital do Distrito Federal – chegarão a um montante R$ 24 bilhões a mais que o de quatro anos atrás, de acordo com dados do próprio tribunal.
A distorção fica mais gritante quando se percebe que as bancadas do empresariado, evangélica e do agronegócio estão sempre bem preparadas para apoiar em massa candidaturas que os representem. Essa concorrência diminui as chances de candidatos históricos que, há anos, têm representado os trabalhadores e se destacado em áreas como direitos humanos e direitos das minorias.
Em outubro passado, estudo elaborado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) mostrou que, em função dessas distorções, a Câmara dos Deputados, nas próximas eleições, corre o risco de passar por uma renovação só vista anteriormente em 1990, da ordem de 61% dos componentes. No caso do Senado, a renovação também ocorrerá, mas não de forma tão expressiva, uma vez que apenas um terço das cadeiras estarão em disputa.
Na avaliação do analista político Antonio Carlos Queiroz, do Diap, se não houver uma grande articulação das entidades sindicais, a bancada que defende os trabalhadores no Legislativo correrá o risco de ficar pequena diante de deputados e senadores menos comprometidos com a questões trabalhistas e causas sociais. “Essa perspectiva é preocupante”, ressalta.
Dificuldades de recondução
“Não posso falar por todos, mas estamos, de fato, enfrentando muita dificuldade na campanha deste ano”, afirmou o líder do PT na Câmara, Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho. “A bancada dos trabalhadores já é pequena e, se perdermos mais parlamentares na próxima legislatura, será o caos. Os sindicatos do Brasil inteiro precisam se articular para defender candidaturas de nomes importantes dentro do Congresso. Não podemos deixar que diminua”, afirmou o deputado Paulinho (SDD-SP), da Força Sindical, ao falar sobre o tema.
Como se não bastasse esse problema de ordem econômica, parlamentares têm apresentado outras dificuldades na recondução de candidaturas. Jean Wyllys (Psol-RJ), que foi defensor da autorização para casamento entre pessoas do mesmo sexo e contribuiu para o andamento de muitas matérias na Comissão de Direitos Humanos, quase não se candidatou. Ele ameaçou, em maio passado, não disputar a reeleição, diante do apoio dado pelo Psol ao pastor Silas Malafaia, que possui posição antagônica, principalmente em relação aos direitos civis, às defendidas por Wyllys.
Malafaia é o padrinho político da candidatura do pastor evangélico Jefferson Barros, do mesmo estado, a deputado federal, o que complica a situação de Jean Wyllys.
Outro candidato que se destacou na área de Direitos Humanos, Domingos Dutra, recém-saído do PT para o Solidariedade, enfrenta problemas no Maranhão que podem levar à impugnação da sua candidatura. O motivo foi o fato de Dutra ter se deixado fotografar, antes do período eleitoral, com uma camisa portando os números da sua chapa. O assunto está sendo avaliado pelo TRE.
A deputada Erika Kokay (PT-DF), que também teve trabalho atuante na área e possui um eleitorado bem segmentado, realizou eventos para conseguir angariar recursos e as campanhas costumam ser feitas por meio de muito corpo a corpo junto ao eleitorado, nas comunidades. Erika faz parte do grupo de parlamentares do PT no Distrito Federal, que questiona o governo de Agnelo Queiroz, do mesmo partido.
Em Minas Gerais, o petista Nilmário Miranda, vive situação complicada. Ele também não recebe doações de grandes empresários e a candidatura, segundo informações de colegas da mesma legenda, enfrenta dificuldades. Ele foi o criador da Comissão de Direitos Humanos da Câmara e ministro da Secretaria de Direito Humanos no primeiro governo do ex-presidente Lula.
Mudança de cenário
Outro nome tido como emblemático nas três últimas legislaturas avisou que não volta em 2015: a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS). Manuela afirmou que considera importante renovar a experiência e, neste ano, sai de cena em Brasília para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.
No Senado, os dois desfalques são os senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Pedro Simon (PMDB-RS). Vasconcelos disputa uma vaga como deputado federal. Poderia ter negociado a campanha para reeleição na chapa majoritária em Pernambuco, mas preferiu ser candidato à Câmara, em meio às críticas sobre o processo de doações e o troca-troca na política observado a cada quatro anos.
Simon deixa totalmente a vida parlamentar. Ele tem dito em entrevistas que não tem mais interesse em disputar eleições nem enfrentar todo o desgaste do custo alto das campanhas. “É um sistema perverso. O parlamento e a política precisam ser reformados. Desde esse modelo eleitoral que está em vigor, passando pelas distorções do financiamento de campanhas, aos trabalhos existentes hoje no Congresso”, disse.
Nos últimos anos, mostrou o Diap, a taxa de renovação de parlamentares oscilou entre 43,86% (em 2008) e 44,25% (em 2010). Em 1990, foi de 61,82% e, em 1994, de 54,28%. Em relação à bancada de representante dos trabalhadores, existem hoje, em todo o Congresso, 83 deputados e oito senadores.
http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/08/representantes-dos-trabalhadores-e-minorias-sofrem-com-altos-custos-de-campanha-9761.html
Alexandre Weber - Santos -SP
15 de agosto de 2014 9:49 amParlamentares são advogados administrativos
Hoje, os parlamentares são advogados administrativos eleitos para defenderem os interesses de seus financiadores.
Como a economia real e de serviços está nas mãos alienígenas, o Brasil é dilapidado com gusto.
A chance de um cidadão sem vínculos com doadores e comum se eleger hoje e conseguir fazer a diferença nos parlamentos, seja em que esfera for, é zero.
Pelo que levam de riquezas e bens do Brasil, sai barato financiar campanhas.
Até quando?
IV AVATAR
15 de agosto de 2014 5:21 amO poder dos paraísos fiscais, um debate interditado na mídia
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Economia/O-poder-dos-paraisos-fiscais-mais-um-debate-interditado-na-midia-brasileira/7/31609
IV AVATAR
15 de agosto de 2014 5:27 amCorrea: Equador vende prá quem quer
Correa: Equador não pedirá permissão para vender a países amigos
O presidente equatoriano, Rafael Correa, afirmou nesta quarta-feira (13) que seu país não pedirá permissão a ninguém para vender alimentos à Rússia, em referência à possibilidade de que a União Europeia (UE) tente impedir o comércio de Moscou com a América Latina.
Wikicommons
Rafael Correa afirmou que “a América Latina não é parte da UE”.
Durante entrevista com meios de comunicação, o presidente garantiu não ter registro de queixas das instituições europeias sobre este tema. Acrescentou que “a América Latina não é parte da UE”.
Recentemente, a publicação The Financial Times informou que a UE está preocupada ante a possibilidade de que a América Latina ocupe seu lugar no comércio russo, depois que Moscou anunciou medidas para proibir importações desse bloco regional.
Em resposta às sanções unilaterais contra a Rússia tomadas pelo Ocidente, o governo de Vladimir Putin decidiu vetar a entrada de produtos agrícolas procedentes dos Estados Unidos, UE, Noruega, Austrália e Canadá.
Segundo os relatórios, Bruxelas teme que a ocasião seja aproveitada pelos países latino-americanos para ocupar seu lugar e levar ofertas a Moscou.
Fonte: Prensa Latina
IV AVATAR
15 de agosto de 2014 5:43 amCarpideiras no pedaço
Fico só observando no JN as carpideiras da oposição na telinha do noticiário sobre o velório do morto. Algo mórbido ver essa direita moribunda precisando da morte de uma liderança tão importante e respeitável para ver se desempaca e olha lá que a mídia amiga e rentistas já tentaram de tudo: Derrubada da CPMF, operação derruba ministro levada a cabo por Cachoeira e Veja, demonização da Copa, quem sabe agora, com a morte de Campos, a coisa vai
IV AVATAR
15 de agosto de 2014 6:01 amMarina Silva será mesmo a herdeira de Campos?
Marina Silva será mesmo a herdeira de Campos?
A ex-senadora precisará conciliar seus interesses pessoais com os da máquina do PSB, uma tarefa que não parece ser tão simples
Eduardo Campos e Marina Silva em 3 de julho, momentos antes de registrarem sua candidatura na Justiça Eleitoral
Após a morte de Eduardo Campos, candidato do PSB à Presidência da República, a ex-senadora Marina Silva, vice em sua chapa, é apontada como sucessora natural do pernambucano. A entrada de Marina no cenário eleitoral, que causa apreensão nas campanhas de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), é, no entanto, ainda incerta.
A chapa encabeçada pelo PSB tem dez dias para apresentar um novo nome para a disputa. Além de Marina, filiada há apenas dez meses, o PSB parece não ter um nome capaz de substituir Eduardo Campos. Desde outubro passado, quando o governador do Ceará, Cid Gomes, e seu irmão, o ex-ministro Ciro Gomes, deixaram o partido para se filiar ao PROS, Campos comandava o PSB sem sombra. Também não há, nos outros partidos integrantes da chapa (PPS, PHS, PRP e PPL), um nome minimamente relevante para substituir Campos de forma a realizar uma campanha com chances de vitória.
O vácuo criado pela morte do ex-governador de Pernambuco cria, inevitavelmente, uma tensão. Quem bancava a presença de Marina na chapa era o próprio Campos, em grande parte contra o desejo de inúmeros correligionários, como o primeiro vice-presidente do PSB, o ex-ministro Roberto Amaral [colunista do site de CartaCapital], e os governadores Camilo Capiberibe (Amapá) e Renato Casagrande (Espírito Santo). A resistência ao nome de Marina é explicada pelo fato de ela ser, na realidade, a líder da Rede Sustentabilidade, outro partido, ainda não fundado oficialmente, que está meramente alojado dentro do PSB. As duas siglas têm visões de mundo e projetos políticos diferentes, muitas vezes irreconciliáveis, que só se sustentavam juntos pela parceria entre Eduardo e Marina.
Para o PSB, a situação é delicada. É possível que parlamentares pessebistas tentem viabilizar seus nomes, mas a alternativa tem grandes obstáculos. Em primeiro lugar, o tempo é curto para um substituto surgir do nada enquanto o partido se recupera do baque. Em segundo lugar, o PSB será pressionado externamente para lançar o nome de Marina. Antonio Campos, irmão de Eduardo, afirmou ainda na quarta-feira 13 que o caminho do partido deveria ser fortalecer Marina. Nos próximos dias, enquanto a família e os eleitores pernambucanos se despedem de Campos, um momento de comoção já iniciado e que será exibido no País inteiro, todos os olhos estarão sobre Marina e ela será tratada como a sucessora. Por fim, o PSB sabe que Marina tem chances reais de ganhar a eleição. Segundo algumas pesquisas, a ex-senadora estaria atrás apenas de Dilma na disputa presidencial.
Diante desta situação, o PSB corre o “risco” de ganhar as eleições e chegar ao poder comandado por uma pessoa com identificação mínima com o partido.
Para Marina, o desafio também é grande. Sua sucessão será apresentada ao mundo externo da chapa como “natural” apenas se ela se mobilizar para tanto. Marina precisará exercer um papel de líder e conciliadora e costurar um acordo que inclua não apenas seu nome, mas apoio firme durante a campanha. Marina precisará, ainda, estar disposta a bancar os apoios construídos por Eduardo Campos. Um dos acertos mais problemáticos foi feito em São Paulo, onde o PSB apoia, e conta com o apoio, do PSDB de Geraldo Alckmin. Marina foi contra o acerto e, caso seja a candidata, terá de subir no palanque ao lado do tucano no maior colégio eleitoral do País. Na dupla com Campos, ela era a idealista e ele, o articulador. Agora, Marina precisará assumir os dois papeis, uma capacidade que não se sabe se ela possui.
A trágica morte de Eduardo Campos, de fato, muda as eleições. O tamanho do impacto só será medido, no entanto, quando o PSB e Marina Silva tomarem uma decisão a respeito de seu futuro. A depender da escolha, e do ímpeto colocado sobre ela, a decisão pode ajudar a romper a polarização entre PT e PSDB na política nacional. Se a nova candidatura fracassar, a polarização ficará reforçada.
Assis Ribeiro
15 de agosto de 2014 8:21 amQuando alguns esquerdistas se
Quando alguns esquerdistas se unem à bancada ruralista
Acordo sobre biodiversidade vai entrar em vigor sem o Brasil
Protocolo de Nagoya estabelece regras para uso dos recursos da biodiversidade e divisão dos lucros obtidos. Devido à oposição da bancada ruralista, Brasil está de fora.
Em outubro, 50 países e a União Europeia (UE) vão se reunir para definir pontos em aberto de uma importante arma no combate à biopirataria, o Protocolo de Nagoya. O Brasil, entretanto, ficará de fora dessas negociações porque ainda não ratificou o documento, o que pode prejudicar os interesses nacionais.
“Ao não participar, o Brasil vai ter dificuldades para defender seus interesses. Um país como o Brasil, que é tão complexo, grande e onde a biodiversidade é tão importante, não poderia ficar a reboque das decisões de outros países”, opina o secretário-executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD) da ONU, Bráulio Ferreiras de Souza Dias.
O primeiro encontro dos países-membros da CBD que ratificaram o protocolo será realizado durante a reunião da Conferência das Partes – órgão decisório máximo da CDB – que acontece em outubro na Coreia do Sul. Na reunião serão discutidas regras e procedimentos para o cumprimento do protocolo, mecanismos para sua implementação e financiamento, além de questões que não estão bem definidas no texto.
“Nós temos a maior biodiversidade do mundo, mas, além disso, nosso setor agrícola depende de espécies que não são nativas, por isso seria do nosso interesse estar lá para discutir como isso vai ser regulamentado”, afirma o biólogo Carlos Joly, da Unicamp, que integra a Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos.
Joly cita o desenvolvimento de novas variedades de espécies, que eventualmente precisariam de recursos genéticos de espécies vindas de outros países, como exemplo de um ponto que não está totalmente claro no texto, apesar de representantes da ONU afirmarem que essa regulamentação não cabe ao protocolo.
“Vamos ver outros países, até menos importantes do ponto de vista da biodiversidade, tomando decisões. Vamos acabar tendo que cumprir coisas muito difíceis de serem mudadas no futuro”, opina a secretária-geral do WWF Brasil, Maria Cecília de Brito.
Oposição do setor agropecuário
Argumentos ligados à agricultura estão sendo usados para barrar a ratificação do protocolo no país. Em junho de 2012, o documento foi enviado pela Presidência da República ao Congresso Nacional. Mas, devido a pontos considerados polêmicos pela bancada ruralista, pouco aconteceu desde então.
Quem é contra o protocolo afirma que ele prejudicaria o setor agropecuário, pois quase todas as plantas e animais de interesse da agropecuária brasileira, principalmente os destinados à exportação, como soja e gado, são provenientes de outros países. Os oposicionistas alegam que, ao aceitar o acordo, o Brasil teria que pagar royalties por essas espécies.
Mas ambientalistas contestam essa posição afirmando que o protocolo não é retroativo, ou seja, ele engloba somente o que for criado depois que ele entrar em vigor. Além disso, os recursos utilizados na alimentação são regulamentados pelo Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e a Agricultura.
Para o diretor de políticas públicas do Greenpeace, Sérgio Leitão, o país é o maior prejudicado com a decisão dos ruralistas. “O Brasil se coloca na posição vergonhosa de não ter o texto ratificado e com um grande prejuízo para a defesa daquilo que é seu principal ativo: suas florestas, conhecimentos tradicionais e a riqueza que conseguiu preservar ao longo de sua existência”, reforça.
Segundo o assessor especial do Ministério do Meio Ambiente, Luiz Antônio Carvalho, o governo está se esforçando para esclarecer as dúvidas do agronegócio sobre o protocolo e tem grandes expectativas de que o documento seja ratificado em breve.
Acesso e divisão
O Protocolo de Nagoya estabelece regras de acesso a recursos da biodiversidade, como também a divisão dos lucros gerados por esses meios. Ele evita, por exemplo, que uma empresa estrangeira patenteie recursos originários do Brasil, como aconteceu com o açaí, patenteado por uma companhia japonesa.
Açaí foi patenteado por empresa do Japão
Além disso, o documento determina que os países detentores de recursos genéticos da biodiversidade ou onde vivam comunidades com conhecimentos tradicionais recebam parte dos lucros gerados com a venda de produtos desenvolvidos a partir desses recursos ou conhecimentos.
“Ele deve ser visto com um instrumento que protege os interesses dos detentores da biodiversidade, como também ajuda a dar segurança jurídica para os investimentos em pesquisa e tecnologia e na comercialização de produtos derivados da biodiversidade”, completa Dias.
A promotora do Ministério Público do Distrito Federal, Juliana Santilli, reforça que o protocolo garante que as legislações nacionais sobre biodiversidade sejam respeitadas, pois ele garante a soberania dos países para regulamentar o acesso a seus recursos.
Além disso, Santilli lembra que mesmo os países que não ratificaram o protocolo são obrigados a seguí-lo ao negociar com países que o aderiram. O tratado entra em vigor no dia 12 de outubro e será valido para os 51 membros da Convenção sobre Diversidade Biológica que ratificaram o acordo, entre eles Índia, Indonésia, México, Peru, África do Sul, União Europeia, Espanha, Dinamarca, Uruguai e Vietnã.
http://www.dw.de/acordo-sobre-biodiversidade-vai-entrar-em-vigor-sem-o-brasil/a-17846525
Assis Ribeiro
15 de agosto de 2014 8:30 amJornalistas presos por fazer
Jornalistas presos por fazer cobertura. Recrudescimento das relações entre o sistema e a sociedade.
Morte de jovem negro abala os Estados Unidos
Michael Brown estava desarmado e foi atingido por policial em Ferguson, no Missouri
Um amigo de Brown afirma que a situação já estava praticamente sob controle e o jovem já teria colocado as mãos para o alto, como havia exigido o agente, quando houve o disparo. A versão do chefe de Polícia de St. Louis, Jon Belmar, é diferente: Brown teria sido atingido depois de agredir o policial e tentar roubar sua arma.
Leia todas as últimas notícias de Zero Hora
Olhar Global: protesto por morte de jovem negro nos EUA se aproxima dos distúrbios no Brasil e na Turquia
O episódio, que aconteceu no último sábado, provocou tumulto na madrugada de segunda-feira, que seguem até esta quinta-feira. O presidente americano Barack Obama se pronunciou na terça-feira, pedindo calma:
— A morte de Michael Brown é dolorosa e Michelle e eu expressamos nossas mais sinceras condolências a sua família e sua comunidade — indicou Obama em um comunicado, lembrando que o FBI havia iniciado uma investigação federal, paralela à da Polícia.
O presidente pediu diálogo depois da confusão que terminou com dois policiais feridos, 32 detidos e doze estabelecimentos comerciais saqueados.
Nesta quarta-feira, dois repórteres foram presos e os policias arremessaram bombas de gás lacrimogênio contra os manifestantes.
Wesley Lowery, jornalista do The Washington Post e Ryan J Reilly, do The Huffington Post, foram detidos durante a cobertura do protesto.
Segundo o jornal britânico The Guardian, os dois jornalistas foram algemados e levados em uma viatura discreta da polícia. Um dos manifestantes avisou à polícia que ambos eram repórteres, que teriam sido presos por filmar os policiais.
Um repórter do The Guardian teria sido ameaçado ao se aproximar da força policial para confirmar a identidade dos jornalistas presos.
*AFP
http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/08/morte-de-jovem-negro-abala-os-estados-unidos-4574898.html
Assis Ribeiro
15 de agosto de 2014 9:48 amBrasil conquista medalha
Brasil conquista medalha inédita em olimpíada internacional de astronomia
Na mesma semana em que Artur Ávila Cordeiro de Melo, matemático brasileiro, conquistou a Medalha Fields, o Brasil teve outra conquista na área de ciências exatas, protagonizada por alunos do ensino médio. Cinco estudantes conquistaram a medalha de prata em prova por equipe na 8ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica, conquista inédita no país. O evento, que terminou no último domingo (10), ocorreu na cidade de Suceava, na Romênia. O grupo brasileiro também obteve, nas provas individuais, duas medalhas de bronze e três menções honrosas.
A equipe desembarcou hoje (14) no Brasil, após viagem de 30 horas. “Essa competição tem nível muito elevado, e os alunos brasileiros se destacaram”, diz o coordenador de Educação em Ciências do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), no Rio de Janeiro, Eugênio Reis, que acompanhou os estudantes. Segundo ele, “esses jovens que voltam com a medalha mostram para os demais que isso é uma coisa possível; que basta se dedicar, que se tem chance”.
Ao todo, participaram da olimpíada 208 estudantes, de 39 países. O Brasil é um dos países que participa da Olimpíada desde a primeira edição. A prova de equipe varia a cada ano, e a elaboração fica a cargo do país que sedia o evento. Na última edição, os grupos tiveram 90 minutos para calcular a trajetória de dois mísseis que deveriam atingir um asteroide, em rota de colisão com a Terra, e salvar o planeta.
Para as contas, puderam usar apenas objetos contidos em uma caixa: réguas, massa de modelar, barbante e papel milimetrado. A medalha de ouro ficou com o Canadá e a de bronze com a Lituânia.
A preparação dos estudantes vem desde o ano passado, com a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica, voltada para estudantes de escolas públicas e particulares. No ano passado foram 800 mil inscritos em todo o país. Os participantes que se destacaram foram convidados a continuar estudando.
Os selecionados passaram por várias etapas, que incluíram uma prova presencial. Além dos cinco estudantes que participaram da competição internacional, foram escolhidos cinco para participar da competição latino-americana, que será no Uruguai, de 10 a 16 de outubro. Haverá também cinco suplentes. Os finalistas tiveram aulas, participaram de oficinas e de observações astronômicas.
“Foi uma experiência indescritível”, sintetiza Felipe Vieira Coimbra, de 16 anos, que acabava de entrar em casa quando conversou com a Agência Brasil. Ele é aluno do segundo ano do Instituto Dom Barreto, em Teresina (PI). O colégio particular está entre as notas mais altas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Como astronomia não está no currículo escolar, Felipe diz que todo o estudo que teve foi por conta própria, com livros e apostilas usadas em universidades.
Além da medalha de prata, o jovem carrega no currículo duas medalhas de ouro na Olímpíada Brasileira de Física. Ele diz que prefere não restringir os planos para o futuro, mas adianta que pretende seguir na área de exatas e cogita o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) como objetivo. “Na escola, é quase um clichê, as exatas são as matérias menos populares. Mas não sou o único no Brasil, tem muita gente que se destaca, o Artur é um exemplo”.
http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2014-08/brasileiros-conquistam-medalha-inedita-em-olimpiada-internacional-de
anarquista sério
15 de agosto de 2014 10:04 amanarquista sério
15 de agosto de 2014 10:09 am(Sem título)
ROGERIO FARIA
15 de agosto de 2014 10:17 amDudu vai enfrentar o desconhecido!
Clique na imagem para mais tirinhas!
João Paulo Reis
15 de agosto de 2014 10:46 amKd a aba ULTIMOS POSTS?
Nassif, kd a aba últimos posts? Aliás ve se tem como exibir os ultimos 50 posts e não apenas os do dia
luisnassif
15 de agosto de 2014 11:04 amOs problemas do blog, ontem,
Os problemas do blog, ontem, estavam de alguma forma ligados a essa aba. Os técnicos estão tentrando solucionar.
Paulo F.
15 de agosto de 2014 11:41 amDa Deutsche WelleAcordo sobre
Da Deutsche Welle
Acordo sobre biodiversidade vai entrar em vigor sem o Brasil
Protocolo de Nagoya estabelece regras para uso dos recursos da biodiversidade e divisão dos lucros obtidos. Devido à oposição da bancada ruralista, Brasil está de fora.
Em outubro, 50 países e a União Europeia (UE) vão se reunir para definir pontos em aberto de uma importante arma no combate à biopirataria, o Protocolo de Nagoya. O Brasil, entretanto, ficará de fora dessas negociações porque ainda não ratificou o documento, o que pode prejudicar os interesses nacionais.
“Ao não participar, o Brasil vai ter dificuldades para defender seus interesses. Um país como o Brasil, que é tão complexo, grande e onde a biodiversidade é tão importante, não poderia ficar a reboque das decisões de outros países”, opina o secretário-executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD) da ONU, Bráulio Ferreiras de Souza Dias.
O primeiro encontro dos países-membros da CBD que ratificaram o protocolo será realizado durante a reunião da Conferência das Partes – órgão decisório máximo da CDB – que acontece em outubro na Coreia do Sul. Na reunião serão discutidas regras e procedimentos para o cumprimento do protocolo, mecanismos para sua implementação e financiamento, além de questões que não estão bem definidas no texto.
“Nós temos a maior biodiversidade do mundo, mas, além disso, nosso setor agrícola depende de espécies que não são nativas, por isso seria do nosso interesse estar lá para discutir como isso vai ser regulamentado”, afirma o biólogo Carlos Joly, da Unicamp, que integra a Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos.
Joly cita o desenvolvimento de novas variedades de espécies, que eventualmente precisariam de recursos genéticos de espécies vindas de outros países, como exemplo de um ponto que não está totalmente claro no texto, apesar de representantes da ONU afirmarem que essa regulamentação não cabe ao protocolo.
Produtos de exportação da agropecuária brasileira, como a soja, são originários de outros países
“Vamos ver outros países, até menos importantes do ponto de vista da biodiversidade, tomando decisões. Vamos acabar tendo que cumprir coisas muito difíceis de serem mudadas no futuro”, opina a secretária-geral do WWF Brasil, Maria Cecília de Brito.
Oposição do setor agropecuário
Argumentos ligados à agricultura estão sendo usados para barrar a ratificação do protocolo no país. Em junho de 2012, o documento foi enviado pela Presidência da República ao Congresso Nacional. Mas, devido a pontos considerados polêmicos pela bancada ruralista, pouco aconteceu desde então.
Quem é contra o protocolo afirma que ele prejudicaria o setor agropecuário, pois quase todas as plantas e animais de interesse da agropecuária brasileira, principalmente os destinados à exportação, como soja e gado, são provenientes de outros países. Os oposicionistas alegam que, ao aceitar o acordo, o Brasil teria que pagar royalties por essas espécies.
Mas ambientalistas contestam essa posição afirmando que o protocolo não é retroativo, ou seja, ele engloba somente o que for criado depois que ele entrar em vigor. Além disso, os recursos utilizados na alimentação são regulamentados pelo Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e a Agricultura.
Para o diretor de políticas públicas do Greenpeace, Sérgio Leitão, o país é o maior prejudicado com a decisão dos ruralistas. “O Brasil se coloca na posição vergonhosa de não ter o texto ratificado e com um grande prejuízo para a defesa daquilo que é seu principal ativo: suas florestas, conhecimentos tradicionais e a riqueza que conseguiu preservar ao longo de sua existência”, reforça.
Segundo o assessor especial do Ministério do Meio Ambiente, Luiz Antônio Carvalho, o governo está se esforçando para esclarecer as dúvidas do agronegócio sobre o protocolo e tem grandes expectativas de que o documento seja ratificado em breve.
Acesso e divisão
O Protocolo de Nagoya estabelece regras de acesso a recursos da biodiversidade, como também a divisão dos lucros gerados por esses meios. Ele evita, por exemplo, que uma empresa estrangeira patenteie recursos originários do Brasil, como aconteceu com o açaí, patenteado por uma companhia japonesa.
Açaí foi patenteado por empresa do Japão
Além disso, o documento determina que os países detentores de recursos genéticos da biodiversidade ou onde vivam comunidades com conhecimentos tradicionais recebam parte dos lucros gerados com a venda de produtos desenvolvidos a partir desses recursos ou conhecimentos.
“Ele deve ser visto com um instrumento que protege os interesses dos detentores da biodiversidade, como também ajuda a dar segurança jurídica para os investimentos em pesquisa e tecnologia e na comercialização de produtos derivados da biodiversidade”, completa Dias.
A promotora do Ministério Público do Distrito Federal, Juliana Santilli, reforça que o protocolo garante que as legislações nacionais sobre biodiversidade sejam respeitadas, pois ele garante a soberania dos países para regulamentar o acesso a seus recursos.
Além disso, Santilli lembra que mesmo os países que não ratificaram o protocolo são obrigados a seguí-lo ao negociar com países que o aderiram. O tratado entra em vigor no dia 12 de outubro e será valido para os 51 membros da Convenção sobre Diversidade Biológica que ratificaram o acordo, entre eles Índia, Indonésia, México, Peru, África do Sul, União Europeia, Espanha, Dinamarca, Uruguai e Vietnã.
CB
15 de agosto de 2014 11:47 amhttp://www.alertatotal.net/20
http://www.alertatotal.net/2014/06/elite.html
http://extra.globo.com/noticias/economia/walter-schalka-assumira-presidencia-da-suzano-em-2013-6804488.html
CB
15 de agosto de 2014 12:22 pmEntão, pelo faceburro, eu
Então, pelo faceburro, eu tropecei neste texto “brilhante” que esta senhora deve ter escrito no entusiasmo da demonstração do “alto nível” que a elite deu na abertura da Copa, daí fucei um pouco na coisa e achei também uma resposta que outra pessoa escreveu.
http://dadinhanofront.blogspot.com.br/2014/06/uma-resposta-dona-monica-schalka_16.html
João Paulo Reis
15 de agosto de 2014 11:57 amArgentina e os danos da privatização da Petrobrás
http://www.cartamaior.com.br/?/Blog/Blog-do-Emir/Argentina-os-danos-da-privatizacao-da-Petrobras-deles/2/31588
João Paulo Reis
15 de agosto de 2014 12:04 pmSaul Leblon: Pq o mercado financeiro aposta em Marina
A Bolsa de valores pq o mercado financeiro imaginou que Marina estivesse no avião,
Se Marina tivesse morrido, a chance de segundo turno não haveria segundo turno sem ela Marina
O que o mercado é derrotar o PT a qualquer custo, pq sabe que podem dominar Marina através de uma bancada dominada por eles conservadores e aliados, contando ainda com os governadores, leia Saul Leblon
http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/Tragedia-e-desespero/31607
João Paulo Reis
15 de agosto de 2014 12:09 pmArmínio Fraga Gordon, do FED, para presidente
http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/Arminio-Gordon-para-Presidente/30916
Adir Tavares
15 de agosto de 2014 12:13 pmCanal do Panamá completa 100 anos de olho na expansão
Um século após sua inauguração, hidrovia passou de um projeto militar dos Estados Unidos a um símbolo da ascensão econômica do Panamá. Obras de ampliação devem ser concluídas em 2015 e quadruplicar lucros.
“É claro que vamos comemorar o centenário. Mas para nós, este jubileu não é tão importante quanto a devolução do canal em 31 de dezembro de 1999”, diz Francisco Miguez, vice-chefe de finanças da Autoridade do Canal do Panamá (ACP), administradora estatal do canal.
O sucesso econômico da hidrovia que liga o Pacífico ao Atlântico explica a fase de crescente autoconfiança vivida pelo Panamá. Enquanto em 1995, sob a supervisão dos Estados Unidos, apenas 200 mil contêineres atravessavam o canal a cada ano, hoje, sob controle do governo local, são aproximadamente cinco milhões por ano.
O navio Ancona, com 200 passageiros a bordo, foi o primeiro a atravessar os 80 quilômetros do Canal do Panamá, em 15 de agosto de 1914. Desde então, a economia do pequeno país da América Central, com 3,8 milhões de habitantes, depende da hidrovia.
Segundo a ACP, os lucros obtidos com o canal geram um repasse de cerca de um bilhão de dólares aos cofres públicos panamenhos por ano. Até 2025, a quantia deve quadruplicar.
Administração dos EUA
Os Estados Unidos compraram o projeto para a construção do Canal do Panamá de uma companhia francesa em 1902. No ano seguinte, tropas americanas ocuparam a área — onde o canal seria construído — e negociaram um tratado, que permitia o uso dele por tempo indeterminado.
Durante as obras, entre 1905 e 1914, cerca de seis mil pessoas morreram em acidentes ou de doenças. Após a Segunda Guerra Mundial, o Canal do Panamá perdeu sua importância econômica e geoestratégica, porque, nos EUA, os custos de transporte da costa oeste à leste diminuíram com a expansão de estradas e ferrovias.
Segundo Noel Maurer, professor da Harvard Business School, “o governo americano deveria ter melhorado a administração do canal e o devolvido ao Panamá muito antes de 1999”. Para escrever o livro The Big Ditch, (A Grande Vala, em tradução livre), Maurer pesquisou a história do canal a partir da perspectiva dos EUA.
Já sob o comando do governo panamenho, a hidrovia transformou-se, a partir do ano 2000, num ponto de intersecção global. No total, 144 rotas marítimas internacionais passam pelo canal – sendo China, Estados Unidos, Equador e Chile os principais usuários.
Obras de ampliação
O centenário do Canal do Panamá, considerado uma oitava maravilha do mundo, é marcado pelo lema “expansão”. Cerca de cinco bilhões de dólares foram investidos em obras de ampliação — que deveriam ficar prontas para a festa dos 100 anos, mas que só serão concluídas no final de 2015.
Para abrir caminho para o projeto de expansão, implodiram-se montanhas, cavaram-se novos acessos e instalaram-se grandes comportas. No futuro, cargueiros da classe chamada de pós-Panamax, com até 14 mil contêineres, poderão passar pela hidrovia.
De acordo com Miguez, da ACP, o planejamento para construir um quarto sistema de eclusas já foi iniciado. “No momento, avaliamos a demanda e os requisitos técnicos do projeto”, diz. “Mesmo que a terceira eclusa ainda não esteja pronta, já estamos pensando no próximo passo.”
Até agora, as obras de ampliação foram executadas pelo consórcio Grupo Unidos por el Canal (GUPC), do qual empresas da Espanha, Itália, Bélgica e Panamá fazem parte. A China também já demonstrou interesse em participar da expansão do canal.
Obras de ampliação fazem do Canal do Panamá o maior canteiro de obras do mundo no momento
Expansão chinesa
A empresa de construção civil China Harbour Engineering Company (CHEC) expressou na última semana o desejo de participar “de todos os projetos de desenvolvimento do Canal do Panamá nos próximos anos, em particular, do planejamento, da construção e dofinanciamento do quarto sistema de comportas”.
Empresas chinesas também têm grandes planos na vizinha Nicarágua. De acordo com a imprensa local, a Hong Kong Nicaragua Canal Development Investment Corporation planeja construir um canal de 278 quilômetros de comprimento entre o oceano Pacífico e o Atlântico. O controverso projeto deve custar 50 bilhões de dólares e exige que 400 mil hectares de floresta sejam desmatados.
Especialistas veem os planos chineses com ceticismo. “Não acredito que a China realmente deseje construir um novo canal, o projeto é grande demais”, diz Maurer. “Provavelmente, os chineses só querem garantir os direitos de uma zona de livre comércio, que fazem parte do contrato com a Nicarágua.”
Para Miguez, a proposta chinesa é simplesmente utópica. “A demanda atual é perfeitamente atendida pelo Canal do Panamá. Duvidamos que esse projeto ambicioso e arriscado se torne rentável.”
Mas utopias podem ter vida longa. Afinal, foram necessários 385 anos para que os planos de construção do Canal do Panamá – inicialmente planejado em 1529, por ordens do imperador Carlos 5º – fossem colocados em prática. A Nicarágua ainda teria, portanto, bastante tempo para construir mais uma maravilha do mundo.
http://www.dw.de/canal-do-panam%C3%A1-completa-100-anos-de-olho-na-expans%C3%A3o/a-17855251
João Paulo Reis
15 de agosto de 2014 12:39 pmA direita quer Marina como sua tábua de salvação
A DIREITA QUER QUE MARINA SEJA SUA TÁBUA DE SALVAÇÃO
(originalmente publicado na Carta Maior)
A campanha eleitoral transcorria modorrenta, com resignação por parte da oposição. Tinha esgotado os graus de manipulação dos resultados de pesquisa, conseguindo, no máximo, passar a ideia de que os escândalos não tinham feito baixar o apoio ao Aécio.
As acusações ao governo ja chegavam ao nível patético do caso da Wikipedia, não sobrava muito, nem para as perguntas à Dilma no JN. Tinham conseguido subir o máximo possível ao pastor. Aécio e Eduardo Campos ficavam nos seus patamares consolidados, as entrevistas dos dois no JN não entusiasmavam a ninguém.
Quando de repente veio o trágico acidente e a morte de Eduardo Campos. Os restos nem havia chegado a Recife a os ventríloquos da direita já se assanhavam com a possibilidade de Marina ser a candidata no lugar dele.
Especulações e esperanças, aqui e lá fora, já projetavam uma reviravolta no quadro sucessório. O segundo turno estaria garantido, os riscos todos iam pra cima da Dilma. Marina partiria com os tais 20 milhões de votos – que parece que ela teria o poder de ter guardado na bolsa, intactos – para disputar com Dilma. Os institutos de pesquisa corriam formular suas desinteressadas perguntas, tipo: Voce estaria disposto a mudar seu voto para Marina, se ela for candidata a presidente? Quem você prefere: Dilma ou Marina?
Mas de repente começam a surgir as dúvidas: Não é possível que a Marina não se aproveite dessa oportunidade de ouro de tirar o PT do governo? Será que o PSB vai querer lançar um candidato do próprio partido? Onde está a consciência cívica da oposição, que pode perder a possibilidade que o destino lhe deu de ganhar as eleições? De derrotar o PT?
Plenamente dispostos a enterrar definitivamente ao debilitado Aecio, as vozes da direita se excitam, entre frenesi e angustia de perder essa oportunidade. Não importa se Marina não é uma pessoa confiável. Que pode assustar os empresários do agronegocio. Que tenha suas manias ecológicas. O que importa é tirar o PT do governo. Depois a gente vê. Se ela chegar a ganhar, vai precisar do apoio parlamentar e dos governadores tucanos, vai precisar da mídia. Se dá uns apertões e ela vai ceder, até porque não tem apoio próprio.
A direita quer que Marina os tire do aperto em que se meteram, com dois candidatos que, no máximo, poderiam levar a disputa para o segundo turno. Quer que Marina seja a sua tabua de salvação para derrotar o PT. Livrar-se da reeleição da Dilma e, quem sabe, até de um retorno do Lula!
Numa hora boa, quando tinham esgotado seu arsenal de futricas, quando o horário eleitoral vai começar e as condições da Dilma ganhar no primeiro turno aumentariam, acontece o acidente e recoloca a possibilidade da Marina mobilizar os votos do desinteressados nos candidatos apresentados. Justo quando a direita se preocupava em mobilizar os do voto nulo, do voto em branco, da abstenção, dos indecisos, mas não conseguia entusiasmá-los com Aecio e Eduardo Cunha, aparece quem pode servir para resgatá-los.
Já vão aparecer pesquisas, que correm para aproveitar o clima de consternação, para não perder esse clima e pressionar a Marina e o PSB com intenções de voto mirabolantes a favor dela e decepcionantes para qualquer outro candidato do PSB. A cena está montada. É ela, tem que ser ela, senão, ao contrário, a Dilma ganha e no primeiro turno.
Todos menos a Dilma – essa a candidatura da oposição, que agora olha para a Marina como sua bala de prata.
MRE
15 de agosto de 2014 1:15 pmJUcelino da Luz.
Nestes tempos bicudos de um monte de acidentes aéreos, seria sensato dar uma atenção as “visões” do Jucelino da Luz.
Suas visões anteriores o credenciam, por mais que a ciência atual não tenha, ou não queira ver, “verdades relacionadas” aos fatos psíquicos trazidos por ele.
Se tem charlatanismo como muitos preconizam, que se prove que os documentos por ele apresentados são falsos do tipo “internet aceita tudo”.
De qualquer forma alerto amigos e parentes a evitar o voo relacionado abaixo.
ACIDENTE AÉREO
Segundo Jucelino Luz ,há uma possibilidade de um acidente aéreo em 26 de novembro de 2014;onde PODERÁ OCORRER um choque contra um prédio na avenida paulista –são Paulo, esse vôo JJ3720, VAI SAIR DO AEROPORTO DE CONGONHAS –SP, PODERÁ SOFRER UMA FALHA EM UMA DAS TURBINAS PODENDO PERDER ALTITUDE E O CONTROLE E SE CHOCAR CONTRA UM EDIFÍCIO. NOS DOCUMENTOS APOSTADOS , FORAM PRESERVADOS OS NOMES DAS EMPRESAS ENVOLVIDAS ;ENTRETANTO, COMO PODEMOS OBSERVAR NOS DOCUMENTOS EXIBIDOS , TODOS ESTÃO CIENTES DA GRAVIDADE DO PROBLEMA E TODAS MENSAGENS ENVIADAS FORAM ENTREGUES AOS RESPONSÁVEIS(SEUS DESTINATÁRIOS) PARA TOMADA DE MEDIDAS NO SENTIDO DE EVITAR A QUEDA DESSA AERONAVE – E SE O ACIDENTE ACONTECER PODERÁ CAUSAR CENTENAS DE VÍTIMAS FATAIS, PORTANTO, PRECISAMOS NOVAMENTE DA AJUDA DOS INTERNAUTAS, MÍDIA,(DIVULGAÇÃO), AUTORIDADES COMPETENTES QUE SE EXIJA UMA MANUTENÇÃO E A SUSPENSÃO DESSE VÔO NA DATA INDICADA ATRAVÉS DOS SONHOS PREMONITÓRIOS DE JUCELINO LUZ.. OS SONHOS NÃO SÃO PREDESTINAÇÕES; ONDE MUITOS CASOS ACONTECEM E OUTROS OCORREM MUDANÇAS E NÃO ACONTECEM; DOS QUAIS, NÃO CONSEGUIMOS EXPLICAR .MESMO ASSIM,COMO CIDADÃO E NA TENTATIVA DE SALVAR VIDAS TEMOS COMO DEVER E OBRIGAÇÃO ESPALHAR ESSE ALERTA COMO PREVENSÃO. NÃO PRECISAMOS FICAR EM PÂNICO , COM MEDO , NO ENTANTO, TEMOS QUE PROTEGER NOSSOS FAMILIARES E AMIGOS ,DIVULGANDO E ALERTANDO-OS SOBRE A POSSIBILIDADE DESSE EVENTO ACONTECER E/OU NÃO ACONTECER!
BOA SORTE ! E QUE DEUS PROTEJA A TODOS !
João Paulo Reis
15 de agosto de 2014 1:23 pmA direita quer um segundo turno
A direita força por Marina. E Aécio, vai para o lixo?
Autor: Fernando Brito
A evidente pressão do conservadorismo em favor de que Marina assuma a vaga deixada pela morte de Eduardo Campos é uma faca de dois gumes.
Pode, é claro, levar a um segundo turno das eleições presidenciais.
Mas igualmente pode, pela comoção causada pela morte do candidato e pelo espetáculo mórbido criado pela mídia em torno do desaparecimento de Eduardo Campos, ultrapassar Aécio Neves e roubar dele o lugar neste segundo turno.
E aí?
Como agirão os integrantes do PSB com notórias ligações com os tucanos, como Márcio França (SP), Júlio Delgado (MG) e o notório Roberto Freire, cujo PPS está nesta coligação?
Tentam vetar Marina, não há segundo turno; concordam com ela e arriscam que Aécio fique fora dele?
O que o “stablishment” acha de Marina?
Capaz, preparada, eficiente?
Vai contar que ela seja, como ensaiou várias vezes na campanha de 2010, dócil e cordata com os interesses econômicos, os grandes inimigos, neste país, do meio-ambiente?
Vão jogar Aécio fora, como parece ser a vontade de alguns “mais animados”?
E Dilma, de fato “perde”?
Os votos de Pernambuco e o que o candidato socialista tinha a mais no Nordeste migram para quem?
São perguntas que não se pode responder agora.
Episódios como o de ontem, espetacularizados de forma doentia na mídia, produzem imenso efeito imediato e, em geral, parcas consequências de médio e longo prazos.
A mórbida pesquisa Datafolha registrada ontem é, como já se afirmou aqui uma tolice científica – além de uma imensa desumanidade de seus promotores – porque vai medir não intenção de voto, mas comoção.
Há muitas perguntas a serem respondidas, embora o provável seja a candidatura Marina Silva.
Mas nem tudo, com ela, são flores para a direita.
João Paulo Reis
15 de agosto de 2014 1:24 pmAécio é quem mais perde com Marina candidata
Gadelha: Aécio é quem mais perde com Marina candidata.
Autor: Fernando Brito
Meu bom amigo Hayle Gadelha, publicitário e especialista em marketing eleitoral, em seu blog, publica uma análise bastante serena e inteligente do que pode ser a migração dos votos com a mudança do cenário eleitoral.
Insisto que qualquer grande mudança imediata nos números só representará duas coisas: o desejo de produzir uma “virada” num quadro eleitoral que se apresentava muito estável e os compreensíveis efeitos da comoção e do espetáculo de mídia em torno do acidente.
Gadelha também observa os efeitos da “comoção” em sua análise e só não o reconhece quem a produz com objetivos eleitorais.
Vale a pena acompanhar seu raciocínio.
Quem perde mais – Aécio ou o Não-Voto?
Hayle GadelhaNa última pesquisa Ibope, agora em agosto, Dilma tinha 38% e a soma dos outros candidatos também era 38%. O Não-Voto (eleitores que não têm intenção de votar em qualquer que seja o candidato) tinha, portanto, 24% (no primeiro turno de 2010, o Não-Voto foi 8,64%). No histórico, desde junho, Dilma estava absolutamente estável, enquanto os outros candidatos perdiam 4 pontos para o Não-Voto. Aécio crescia, mas sem conseguir tirar nem de Dilma nem do Não-Voto. Com a saída repentina – e lamentável para política brasileira – de Eduardo Campos, a interrogação é a melhor resposta. Mas não custa imaginar.
Marina certamente será a candidata do PSB. Até aqui, os seus antigos votos, aqueles quase 17,66% dos votos (considerando o total do comparecimento) que ela teve em 2010, estavam indo mais para o Não-Voto do que para Eduardo Campos. Alguns talvez tenham migrado para Everaldo. Outros para Aécio. Com a sua candidatura, ela poderá conquistar alguma coisinha do que seria para Eduardo, outra coisinha do que seria de Everaldo, mais um pouquinho de Aécio e boa parte do Não-Voto. Ainda assim, o segundo turno não estará garantido.
Dilma com certeza crescerá ainda mais no Nordeste e também crescerá naquele Não-Voto que simplesmente estava dando tempo ao tempo para votar sem risco de errar. É bom lembrar que, hoje, Dilma de certa forma está em situação melhor do que no primeiro turno de 2010. As pesquisas indicam que ela tem 50% dos votos válidos, contra 46,91% que teve há quatro anos. Se considerarmos o total do eleitorado que compareceu, no primeiro turno de 2010 ela teve 42,85% e hoje já tem 38% – ou seja, uma diferença bem pequena, facilmente superável com a televisão.
A situação de Aécio é mais complicada. Com a provável subida de Marina, ele poderá perder, como lembra meu amigo Fábio, o chamado voto útil, daquele eleitor que poderia deixar de lado tanto o Eduardo Campos quanto o Não-Voto para tentar eleger Aécio. O item “comoção”, pode até inverter isso, conduzindo o voto útil para Marina. Mas acredito que no final o eleitor vai preferir o certo ao duvidoso, preferindo Dilma a ter que arriscar na inexperiência administrativa de Marina.
No frigir dos ovos, tanto Aécio quanto o Não-Voto é que serão os grandes perdedores.
El Cid
15 de agosto de 2014 1:53 pmIdentidade cultural na pós-modernidade…
Cláudio José
15 de agosto de 2014 2:21 pmPROJETO: NAVEGANDO PELA SAÚDE
Rio de Janeiro, 15 de agosto de 2014 PROJETO : NAVEGANDO PELA SAÚDE Caros amigos (as) já fiquei internado em um hospital e sei como é difícil o tempo passar. Pensando nisso, gostaria de sugerir um projeto, O NAVEGANDO PELA SAÚDE onde o acesso a internet seria de grátis no interior dos hospitais de todo o Brasil, todo hospitalizado teria acesso a internet, onde seria disponibilizado notebooks, para que não tem, o acamado teria direito de usar, pelo menos por uma hora por dia. Amigos (as) com um pouco de criatividade e boa vontade nós podemos amenizar esse sofrimento de isolamento e até ajudar na sua recuperação, penso primeiramente no sofrimento de milhares de crianças, que estão internadas sem nada para fazer. Os críticos vão falar que faltam coisas mais básicas na saúde, mas tudo é um começo, esse projeto poderia ter apoio da inciativa privada, que colocaria a sua marca nos computadores. Atenciosamente:
Cláudio José, uma amigo do povo e da paz.
Gilson AS
15 de agosto de 2014 4:52 pmJÔ SOARES ESTÁ COM SUSPEITA DE CÂNCER NO PULMÃO
http://www.brasil247.com/pt/247/cultura/150261/J%C3%B4-Soares-est%C3%A1-com-suspeita-de-c%C3%A2ncer-no-pulm%C3%A3o.htm
Estado de saúde do apresentador da Globo é grave, informa colunista do jornal O Dia, do Rio; segundo ele, o oncologista Dráuzio Varella foi chamado para acompanhar o caso; Jô está internado desde o dia 25 de julho no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para tratar de uma pneumonia
Gilson AS
15 de agosto de 2014 5:03 pmVai vendo. Quem é que é de cor ?
Quando nasci, era preto.
Quando cresci, era preto.
Quando pego sol, fico preto.
Quando sinto frio, continuo preto.
Quando estou assustado, também fico preto.
Quando estou doente, preto.
E, quando eu morrer continuarei preto !
E tu, cara branco.
Quando nasce, é rosa.
Quando cresce, é branco.
Quando pega sol, fica vermelho.
Quando sente frio, fica roxo.
Quando se assusta, fica amarelo.
Quando está doente, fica verde.
Quando morrer, ficará cinzento.
E vem me chamar de homem de cor ?
(Escrito por uma criança Angolana)
eh,eh,eh !
Henrique@
15 de agosto de 2014 6:37 pmFinanciamento da saúde pública.
Para discutir (um pouco além do senso comum) o desafio representado pelo financiamento da disponibilização, com qualidade, de serviços públicos de saúde a toda população, em conformidade com compromisso assumido pelo Estado, no âmbito de nossa Constituição, gostaria de tecer algumas considerações com base na Nota Técnica n° 012/2013, emitida pela Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados e em algumas reportagens recentes, cujos links seguem nos comentários.
Conforme se depreende da leitura da Nota, um dos grandes problemas enfrentados pela saúde pública brasileira é o seu subfinanciamento, mesmo considerando que os recursos públicos a ela destinados, tanto por União, Estados e Municípios, tenham aumentado em mais de 125%, em valores corrigidos pelo IPCA, entre 2000 e 2011, passando de pouco menos de R$ 70,5 bi a pouco mais de R$ 159,2 bi. O que corresponderia, considerando uma população de 200 milhões de pessoas, a um gasto per capita anual de pouco mais de R$ 796, ou, aproximadamente, R$ 66,30, por pessoa a cada mês.
Para subsidiar uma avaliação, mesmo que superficial, da adequabilidade dos recursos empregados à prestação de um serviço público de saúde de qualidade, poderíamos levar em consideração os custos de contratação, junto ao mercado, de planos de saúde.
Conforme reportagem veiculada pela Folha, a contratação dos planos de saúde particulares pela população idosa tem custado, em média, R$ 999,20, por mês, mesmo que condicionada a uma avaliação prévia das condições do paciente, o que impediria sua contratação por pacientes com maior risco de demandarem tratamentos de saúde mais dispendiosos.
Dessa forma, uma vez que, de acordo com dados do IBGE, a população idosa brasileira, em 2011, remontava a 24,85 milhões de indivíduos, a destinação de recursos públicos que garantisse um gasto per capita em parâmetros semelhantes aos praticados pela iniciativa privada (cerca de R$ 839, em valores de 2011, deflacionados pelo IPCA) para atendimento à saúde apenas da população idosa brasileira remontaria a cerca de R$ 250 bi anuais.
Isto é, considerando parâmetros de qualidade e custo consonantes com os praticados pelo mercado, apenas os recursos públicos a serem aplicados na área da saúde para atendimento apenas da população idosa (12,6% do total da população brasileira) já representaria, em números referentes a 2011, um valor 57% superior a todo o orçamento público da área de saúde.
Por oportuno, é importante destacar que tais considerações apresentam a óbvia limitação de não atentarem para a margem de lucro embutida nos preços cobrados pela iniciativa privada, eficiência administrativa, ou para eventuais reduções de custo por aumento de escala na prestação dos serviços, e, ainda, por não incluírem, em seu escopo, os custos de serviços públicos de saúde normalmente não cobertos por planos de saúde, como vacinação, ou distribuição gratuita de medicamentos. http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/orcamentobrasil/estudos/2013/NTn12de2013FinanciamentodaSadeBrasileOutrosPasesV.Prel..pdf http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/08/1499575-plano-de-saude-submete-idoso-a-consulta-medica-antes-de-aceita-lo.shtml http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/09/27/pnad-populacao-idosa-no-brasil-cresce-vive-mais-e-comeca-a-usar-a-internet.htm
Rui Daher
15 de agosto de 2014 9:27 pmCartaCapital – Agropecuária e eleições
http://www.cartacapital.com.br/politica/a-agropecuaria-na-eleicao-1808.html