Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
Marco St.
16 de agosto de 2014 3:17 amA incompetência do PSDB
A incompetência do PSDB que é solenemente desprezada pela mídia.
Água contaminada pode ter mandado mais de cem a hospital de SP
Suspeita é investigada em Brodowski, onde 60% da população está com as torneiras secas após uma bomba de captação ter quebrado
15.08.2014
Estadão
Mais de cem pessoas, a maioria crianças, foram atendidas nos últimos dias com sintomas de virose em Brodowski, no interior de São Paulo, e a principal suspeita é que a contaminação tenha ocorrido através da água. Mais de metade da cidade tem sido abastecida por caminhões-pipa desde que as bombas de captação quebraram há um mês.
Os pacientes atendidos apresentavam sinais de diarreia, febre e vômito e moradores temem que a contaminação tenha acontecido através da água entregue pelos caminhões ou da que é fornecida nas escolas. Amostras foram recolhidas e encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, mas os resultados devem ficar prontos em 15 dias.
A administração municipal garante que a água distribuída nos bairros é monitorada e atribui o problema ao clima seco ou à sujeira presente nas caixas de água das residências. Porém, para ter certeza do que ocorreu, foram enviadas para análise amostras da água que sai do poço, da que é entregue pelos caminhões e ainda das caixas de algumas casas. Segundo o secretário de Saúde, Davi Frutani de Oliveira, somente os exames poderão apontar o que houve.
Defeito. O fornecimento de água foi suspenso para 60% da população de Brodowski no dia 15 de julho após quebrar uma bomba de captação. Ela foi substituída duas semanas depois, mas voltou a estragar e os moradores continuam enfrentando problemas no fornecimento. Ainda não há uma data precisa sobre quando a situação voltará ao normal.
Motta Araujo
16 de agosto de 2014 3:17 amDIALOGOS com Mario Sergio
DIALOGOS com Mario Sergio Conti da Globonews, entrevistou Luciano Huck, o purgante entrevistando o laxativo, qual é a tematica de DIALOGOS? Em um momento crucial , de inflexão , da politica, da economia e da sociedade brasileira o intrgavel Conti foi desencavar um colega da casa da area de entretenimento frivolo? Se é para pescar no aquario da Globo há nomes muito melhores mas qual o critério? O que o narigudo tem a dizer de transcedental que não seja como ganhar em dinheiro com variedades? Ou a Globo não tem um diretor de conteudo ou o negocio é promover o promoter Huck. Francamente, para fazer esse papel não precisa do Mario Sergio Conti, pode chamar o Zé Bonitinho. Cada uma
Porque não chamar o Edney Silvestre que tem muito a contar, o William Waack, a Elizabeth Cavalho, o Miguel Falabella,
o Jorge Pontual, a Sandra Coutinho, são da casa mas tem algo a dizer sobre suas vidas, experiencias e carreira.
Afinal, o nome do programa é DIALOGOS e não FRIVOLIDADES.
Francisco de Assis
16 de agosto de 2014 12:59 pmTEM CERTEZA QUE ERA MESMO O HUCK?
TEM CERTEZA QUE ERA MESMO O HUCK?
Marco St.
16 de agosto de 2014 3:21 am“A incompetência do PT”
A “incompetência” do PT que tanto incomoda a mídia e a oposição:
Pasadena foi a única a obter lucro no grupo Petrobras
Estadão Conteúdo
15 Agosto 2014
A informação sobre o bom desempenho da refinaria será utilizada por alguns ex-diretores da Petrobras em suas defesas no TCU
Pivô de investigações no Tribunal de Contas da União (TCU) e no Congresso, a refinaria texana de Pasadena foi a única a registrar lucro no primeiro semestre deste ano dentro do grupo Petrobras. O lucro da unidade foi de cerca de US$ 130 milhões, motivado, principalmente, pelo benefício do uso do petróleo não convencional produzido nos Estados Unidos. A informação sobre o bom desempenho da refinaria será utilizada por alguns ex-diretores da Petrobras em suas defesas no Tribunal de Contas da União (TCU), que responsabilizou os executivos que estavam no cargo em 2006, data da decisão de compra de Pasadena, por um prejuízo de US$ 792,3 milhões com o fechamento do negócio.
Assim, esperam comprovar que o negócio não poderia ser classificado como sendo ruim. O argumento que será usado por esses ex-diretores é que os prejuízos decorrem do não cumprimento de arbitragem da Corte Americana, que repercutiu no pagamento de multas em uma segunda fase do processo de aquisição, e da utilização de avaliações técnicas depreciadas, tanto internas quanto de auditorias externas, para determinar o preço de compra da refinaria.
Ao todo, a Petrobras contava com 27 cenários, mas, segundo a defesa desses diretores, a apresentação à diretoria na época foi apenas do pior cenário, o mesmo considerado na negociação com a Astra Oil, antiga proprietária de Pasadena.
Procurada, a Petrobras, por meio de sua assessoria de imprensa e do departamento de Relações com Investidores, não informou o resultado da refinaria no semestre. Internamente, o lucro da refinaria também é mantido em sigilo, sob o argumento de que se trata de uma empresa de capital fechado, não negociado em bolsa de valores, embora a controladora Petrobras seja de capital aberto. A informação poderá beneficiar a diretoria que tem como principal argumentação a tese de que não teria, com as informações demonstradas na época pelo então diretor Internacional, Nestor Cerveró, avaliar que o negócio é prejudicial à Petrobrás.
No relatório financeiro divulgado ao mercado, a estatal não cita em qualquer momento o nome de Pasadena, apenas menciona o refino nos Estados Unidos, onde a única refinaria da Petrobras é Pasadena. Ao comentar o aumento de 8% da carga de petróleo processada no exterior, entre o primeiro e segundo trimestres deste ano, a companhia informa que conseguiu melhorar as margens de retorno, com uma utilização avançada da capacidade de refino de um óleo de boa qualidade.
Apesar de não ter passado pelas reformas previstas no projeto aprovado pela Petrobras em 2006, que adaptaria a refinaria ao processamento do petróleo brasileiro do campo de Marlim, do tipo pesado, a operação em Pasadena tem sido favorecida pelo avanço da produção de petróleo não convencional, do tipo leve, o chamado shale oil and gas, em inglês. Como nos Estados Unidos a exportação de petróleo depende de aprovação do presidente da República, é grande a disponibilidade interna do insumo, próprio para a produção de combustíveis de melhor qualidade e valor agregado, exatamente o contrário do que ocorre no Brasil.
aliancaliberal
16 de agosto de 2014 3:52 am“a refinaria texana de
“a refinaria texana de Pasadena foi a única a registrar lucro no primeiro semestre deste ano dentro do grupo Petrobras.”
E você diz que é uma coisa boa.
IV AVATAR
16 de agosto de 2014 6:00 amAliança, não fale bobagem
A queda foi geral: Gigantes do Petróelo tiveram prejuizo
http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,gigantes-globais-de-petroleo-voltam-a-ter-queda-no-lucro,184431e
aliancaliberal
16 de agosto de 2014 6:21 pmPiorou então, quer dizer que
Piorou então, quer dizer que todo o suposto boom de desenvolvimento petista se deve a fatores externos não da sua capacidade divina de administrar o país.
El Cid
17 de agosto de 2014 1:30 amseu caso é serio:
Raí
16 de agosto de 2014 10:12 pmA teoria do “quanto pior, melhor”
Anarca, a palavra lucratividade numa empresa petrolífera, do tamanho da Petrobrás, e có-irmãs, em qualquer parte do mundo, não faz parte do dia-a-dia, pois é uma atividade que presupõe retôrno a médio e longo prazo, e seria natural, que após a reengenharia feita em Pasadena, lucro real, fosse coisas de anos, e não agora, como ocorreu em Pasadena, que alem deste resultado expressivo dadas as circunstancias, mostrou ao mundo, uma tecnologia avançadíssima, que está revolucionando o exigente mercado consumidor de combustível norte-americano.
As perspectivas de um retôrno extraordinário, do pré-sal(a longo prazo, repito) não é uma “coisa boa” ?
Não estamos debatendo lucros de um boteco, cujo investimento precisa retornar imediatamente, senão o dono fica sem capital de giro, e sim de uma petrolífera, cujo valor de mercado, passa de US$ 108 Bilhões de Dólares, e cujos números são absolutamente superlativos, e difíceis de serem entendidos por simples mortais.
aliancaliberal
16 de agosto de 2014 3:43 amEsquema! – Como pagar uma
Esquema! – Como pagar uma carne e comer duas, por Dilma.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=kS58KpgHiG8&index%5D
Pula Pirata da Estrela
[video:https://www.youtube.com/watch?v=gwmGcEPtsF8%5D
A história de Fernando Pimentel em Minas Gerais
[video:https://www.youtube.com/watch?v=7bOYJlK1_2U%5D
Maria Carvalho
16 de agosto de 2014 4:04 amBrasileiros em Berlim.
Do DW – Cultura
http://www.dw.de/festival-de-dan%C3%A7a-contempor%C3%A2nea-de-berlim-tem-brasileiros-entre-destaques/a-17855977
Festival de dança contemporânea de Berlim tem brasileiros entre destaques.
“Tanz im August” apresenta o melhor da produção mundial de dança contemporânea. Coreógrafos Marcelo Evelin e Eduardo Fukushima são alguns dos destaques desta edição.
Um dos mais importantes festivais de dança contemporânea da Alemanha, o Tanz im August apresenta todos os anos, em Berlim, espetáculos instigantes, que questionam a arte, o espaço e o movimento.
Em sua 26º edição, o evento continua sua missão de levar a dança contemporânea para o grande público e fornecer novas inspirações à cena local, com companhias de ponta vindas de todo o mundo.
Este ano, o Tanz im August buscou dar espaço para diferentes práticas coreográficas, permitindo que a dança contemporânea seja apresentada na sua totalidade. Nesse contexto, a dança pode englobar ações políticas e apropriações históricas, sem esquecer da internet, um grande espaço de propagação para novas audiências.
Assim a seleção deste ano parte em busca de investigar o movimento, olhando para o passado, o presente e o futuro da dança contemporânea, seu papel artístico, cultural e político. O festival oferece não só um espaço para a diversão, mas também para um reflexão mais profunda sobre temas do mundo contemporâneo.
Dois artistas brasileiros estão entre os destaques do Tanz im August 2014. Em sua primeira apresentação na Alemanha, Eduardo Fukushima apresenta três de seus consagrados solos. Marcelo Evelin retorna à cidade para instigar a plateia com Suddenly Everywhere is Black with People.
(foto)
Marcelo Evelin propõe uma radical redefinição dos conceitos de artista e público
Movimento como possibilidade de expressão
O trabalho de Fukushima segue uma linha de investigação que começa nos gestos e no movimento. “Os três solos representam um percurso de trabalho como coreógrafo e dançarino de 2007 até 2014”, comenta. “Nesse percurso é visível o ganho de complexidade na relação entre conceito, movimento e sonoridade.”
O paulistano apresenta três solos no festival: Between Contentions (2008), How to Overcome the Great Tiredness? (2010) e Crooked Man (2013/14). “A estreia foi em Veneza, dentro da sala de jantar de um ex-monastério renascentista. Crooked Man nasceu nesse salão, esse trabalho não é para um palco italiano, ele acontece em uma passarela, e por esse motivo será apresentado no jardim do Schinkel Pavillon”, diz o coreógrafo sobre o espetáculo, que abre o Tanz im August.
Os três solos não possuem elementos cênicos, como objetos e cenário. “Pesquiso o movimento como possibilidade de expressão e comunicação na sua crueza com o básico de iluminação.” How to Overcome the Great Tiredness? e Crooked Man têm trilha original a cargo, respectivamente, dos compositores de música eletrônica Felipe Ribeiro e Tom Monteiro.
“Os três trabalhos são recortes de momentos da minha vida como artista e os mecanismos de criação são parecidos, cada um tem as suas coleções de gestos específicos que distribuo no espaço em tempo real, perante o público”, explica o artista.
Para Fukushima, é uma honra muito grande se apresentar num festival da importância do Tanz im August. “Sinto-me privilegiado, pois sou novo e me considero em começo de trajetória como artista”, afirma o coreógrafo, que, em outubro, leva seu trabalho para outro grande festival europeu de dança, o Dance Umbrella, em Londres.
(foto)
“Crooked Man”, de Eduardo Fukushima, abre o festival de dança contemporânea de Berlim
Outro coreógrafo que retorna aos palcos berlinenses é o brasileiro Marcelo Evelin. Em 2009, Matadouro, espetáculo do piauiense, abriu o festival de dança brasileira Move Berlin. Cinco anos mais tarde, Evelin apresenta Sudenly Everywhere is Black with People ao lado da coletivo holandês Demolition Inc.
No espetáculo, Evelin propõe uma radical redefinição dos conceitos de artista e público. Um grupo de cinco bailarinos pintados de preto se movimenta no espaço em um ritmo imprevisível. Eles se movem agrupados como um único corpo, obrigando o espectador a adotar continuamente novas posições.
Com uma espécie de dança de guerra, uma disputa pelo espaço cênico, um questionamento do fenômeno das multidões, o espetáculo cria uma experiência íntima e pessoal que ousadamente aborda questões contemporâneas, como migração, raça e poder.
Além dos palcos
Mas o Brasil não brilha apenas nos palcos do Tanz im August. O artista brasileiro Alex Pinheiro foi responsável pelas colagens que ilustram os pôsteres, cartazes e anúncios do festival pelas ruas de Berlim, além do site e da divulgação virtual do evento.
As colagens de Pinheiro brincam com o universo da moda, a natureza, o cinema, a arte pop e as ruas. “Nosso cérebro absorve a dança em um âmbito maior que o visual. Eu procurei traduzir esse sentimento nas minhas colagens. Usando fotos de espetáculos do festival, misturadas com recortes do meu acervo, desenvolvi corpos e movimentos inesperados e impossíveis”, explica o artista.
Além de espetáculos vindos da América, da Europa e da Ásia, o Tanz im August também conta com instalações – destaque para EAT, do francês Alain Buffard sobre canibalismo –, simpósios, discussões e a possibilidade do público de se aprofundar em alguns dos espetáculo, explorando os movimentos e princípios estéticos em conversas com seus respectivos coreógrafos.
O Tanz im August acontece em diversas locações de Berlim até 30 de agosto.
– Sobre Marcelo Evelin:
http://wikidanca.net/wiki/index.php/Marcelo_Evelin
– Sobre Eduardo Fukushima
http://fukushimaeduardo.wordpress.com/
João Paulo Reis
16 de agosto de 2014 5:43 amMarina Silva já tinha data marcada para abandonar Eduardo Campos
Só para lembrar: Marina Silva já tinha data marcada para abandonar Eduardo Campos
DENER GIOVANINI, no Estadão
O estilo desagregador, prepotente e arrogante de Marina Silva, que deixou um rastro de intrigas, desconfianças e desarmonia em suas passagens pelo PT e pelo Partido Verde, já tinha data para voltar a mostrar suas garras: em nota oficial publicada no dia 26 de junho, a Rede Sustentabilidade (o grupo que segue Marina) deixou clara […]
O estilo desagregador, prepotente e arrogante de Marina Silva, que deixou um rastro de intrigas, desconfianças e desarmonia em suas passagens pelo PT e pelo Partido Verde, já tinha data para voltar a mostrar suas garras: em nota oficial publicada no dia 26 de junho, a Rede Sustentabilidade (o grupo que segue Marina) deixou clara as suas intenções:
4. A filiação transitória democrática permite que, tão logo a Rede obtenha seu registro na Justiça Eleitoral, o que deve ocorrer nos próximos meses, seus militantes formalmente vinculados ao PSB poderão se transferir para a legenda de origem sem o risco de qualquer tipo de sanção partidária.
5. Portanto, os militantes da Rede têm data para deixar o PSB, conforme o compromisso firmado entre os partidos no final do ano passado.
Para ler a Nota da Rede na integra, CLIQUE AQUI.
É óbvio que ninguém, até então, poderia imaginar a reviravolta que aconteceria no quadro sucessório presidencial com a tragédia que se abateu sobre a candidatura de Eduardo Campos. A morte do então candidato do PSB derrubou o tabuleiro do xadrez político no chão. O jogo vai recomeçar do zero a partir de agora.
Marina Silva e sua “Rede” talvez tenha sido a pior jogada de Campos em toda a sua carreira política. Ele acreditou que Marina daria um grande impulso à sua candidatura, o que de fato não ocorreu. Talvez Eduardo, assim como tantas outras pessoas do mundo político, enxergasse nos quase 20 milhões de votos que Marina Silva obteve nas últimas eleições presidenciais um sólido patrimônio político. Foi um grande erro.
O patrimônio político de Marina Silva era tão sólido como fumaça. Seus 20 milhões de votos não lhe credenciaram sequer para construir seu próprio partido. Ela não conseguiu o número de assinaturas necessárias para obter o registro da Rede junto ao Tribunal Superior Eleitoral e, tão pouco, conseguiu impulsionar o nome de Eduardo Campos para chegar pelo menos aos dois dígitos de intenção de voto para a eleição de outubro.
Não bastasse tamanha desilusão, Marina Silva e sua Rede tiraram de Eduardo Campos apoios importantes, especialmente em colégios eleitorais fundamentais, como Rio de janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Goiás. A intransigência e a incapacidade de articulação de Marina Silva subtraíram de Eduardo palanques e alianças que poderiam ajuda-lo a tentar chegar ao segundo turno. Obviamente ninguém do PSB admitirá publicamente esse equivoco que foi a escolha da Marina como vice. Mesmo no Partido Verde, onde ela deixou um rastro de intrigas e desarmonia, quase levando o partido a desintegração absoluta, ninguém fala publicamente sobre isso.
Marina Silva quer um partido pra chamar de seu. Para mandar e impor seu messianismo “sonhático”. E o bote está se armando sobre o PSB.
Caso o partido de Eduardo Campos decida pela substituição do nome dele pelo de Marina estará apenas repetindo os erros do PT e do PV. Entregar o comando do partido a uma candidata desagregadora e com um histórico tsunâmico será o caminho mais curto para enterrar a história do PSB. Os sonháticos de Marina farão cair sobre os dirigentes do Partido Socialista Brasileiro a escuridão dos pesadelos de uma noite sem fim.
Fiódor Andrade
16 de agosto de 2014 5:46 amCOMO ERA A VIDA DOS SERTANEJOS NAS DÉCADAS DE 70, 80 E 90
Do facebook do Padre Djacy Brasileiro https://www.facebook.com/djacy.brasileiro/posts/10203645739537087 COMO ERA A VIDA DOS SERTANEJOS NAS DÉCADAS DE 70, 80 E 90.Como sertanejo, que conhece um pouco a história sofrida e difícil dos conterrâneos, aliás, convivo noite e dia com os mesmos, pois moro no sertão paraibano, mostrarei um pouco como era a vida desses homens e mulheres desta região tantas vezes esquecidos, marginalizados e ignorados até o limiar do ano dois mil e três, quando novos horizontes começaram a despontar, trazendo-lhes bem-estar e dignidade.O que vou expor é o que ouvi e ouço do povo do sertão sobre seu passado. São relatos comoventes, tristes, que falam de suas pelejas, de suas lutas renhidas, dificuldades e sacrifícios, como também da cruz da injustiça social, da humilhação e do desprezo. São histórias macabras que ficaram marcadas indelevelmente na memória dos fortes e valentes sertanejos:-Padre Djacy, na seca de 70 a gente era humilhado, tratado com desprezo.-Botei minha família em cima de um caminhão velho, chamado pau de arara, e fomos embora para São Paulo. Lá, a gente sofreu feito um diabo. Era tanta humilhação.-Fui embora pra São Paulo em 68. Padre, me lembro que coloquei minha mulher e meus filhos no caminhão pau de arara. Eita sofrimento. Passamos vários dias em cima do caminhão. Não havia nenhum conforto, porque os bancos eram de madeira e tudo coberto de lona. A gente parava no meio da estrada para comer e fazer outras coisas. Quando a gente chegou São Paulo, só tinha poeira na roupa, no cabelo, no corpo e nas malas. Quanto sofrimento, meu Deus!-Meu amigo de 2000 pra trás, sertanejo não tinha valor, era visto como bicho do mato, agente não era considerado não. A gente era ignorado pelos os homens do poder. Os políticos nos humilhavam demais.-Em tempo de seca, eu me lembro como se fosse hoje, havia saques. As pessoas com fome saqueavam feira, escola e até hospital. A fome era grande. A gente tinha que arrumar comida pra matar a fome da família. Era a gente correndo com saco de arroz ou feijão na cabeça e a polícia correndo atrás. Eita tempo da molesta. Ave Maria!-Padre, meu irmão morreu de acidente na estrada. Foi assim: ele foi pra feira e com os outros agricultores carregaram alimentos de umas bancas de feira. Ele botou o saco de arroz na cabeça, vinha correndo quando de repente um caminhão que vinha atropelou meu irmão. Não posso me lembrar. Meu irmão morreu carregando alimento pra matar a fome dos filhos e da mulher.-Em tempo de seca, o governo mandava pra nós um arroz chamado buga. Era um arroz estranho, diferente, parecia com comida de passarinho. E a gente comia porque era o jeito. Mais nunca vi esse arroz na minha vida. Não sei onde o governo arrumava esse arroz pra mandar pra nós. Eita buga ruim da peste.-Olha seu Padre, eu tenho 85 anos e não minto. Vou dizer uma coisa: eu me lembro que em tempo de seca, minha mãe fazia angu de uma raiz chamada pau mocó. Minha mãe lavava dez vezes essa raiz para tirar o amargo. A raiz amargava demais. Ainda assim, o angu ficava amargo. A gente comia porque não tinha outra coisa. Eita sofrimento, meu Deus, não posso lembrar e meus olhos ficam cheios de lágrimas. Tempo ruim.-Na seca de 98, o governo mandava pra nós feijão tão ruim, tão duro, que não tinha fogo que desse jeito. O feijão não cozinhava não. A gente tirava do fogo e estava do mesmo jeito. O jeito era passar no liquidificador, mesmo assim ficava ruim. Esse governo nos humilhava demais.-Uma vez, eu dei o feijão do governo pra a minha bacorinha. Ah, meu Deus, a bichinha ia morrendo de dor de barriga. Eu ia matando minha bacorinha com o feijão que o governo mandava.-Teve uma seca grande, seu Padre, parece que foi em 83, que o governo obrigou as mulheres a trabalhar na emergência. Coitada da gente. A gente saia de madrugada para ir trabalhar. A gente trabalhava carregando carroça, fazendo comida pra os homens e tudo mais.-Na seca dos anos 80, as mulheres trabalhavam na emergência. Era uma verdadeira humilhação. Teve mulher que ganhou neném debaixo de latadas. Meu Deus, era sofrimento demais.-O governo obrigou as mulheres a trabalhar na emergência. Cansei de ver muitas mulheres com a barriga saindo pela boca indo trabalhar. E o governo não queria saber. Se a mulher não fosse, mesmo já pra ganhar neném, tinha o ponto cortado e não ganhava no final do mês.-Na seca de 83, eu levava meus filhos pequenos para a emergência. Colocava meus filhos debaixo da latada, pegava uma carroça e ia carregar terra e fazer mais outras coisas, que eram serviço de homens. Padre, a gente já foi tão humilhada por esses governantes. Eles não tinham pena de nós. A gente era tratada de forma tão humilhada, que quando me lembro, dá vontade de chorar.-As pragas dos políticos tiravam proveito da nossa fome e sede. Pareciam urubus em cima de carniça. Essa gente de gravata e paletó não queria saber do nosso sofrimento, mas sim do nosso voto. Para eles, o que valia não era a pessoa do sertanejo, mas o seu voto.-Os sertanejos quando chegavam em S.-Paulo, o povo de lá dizia logo: chegaram os flagelados da seca. Eita humilhação!-Nos tempos antigos, nosso transporte era o jumento. E não era todo mundo que podia comprar um jumento. Esse animal ajudou muito a nós. Coitado do bichinho, só vivia pra trabalhar noite e dia.-Naquele tempo, quem queria estudar, ia pra escola ou a pé ou montado no jumento. Era muito difícil para pobre estudar. Só rico ia pra capital estudar pra se formar. Pobre só existia pra trabalhar pro patrão.-Naquele tempo, pobre não se formava pra doutor. Não ia pra capital ou cidade grande pra estudar. Que nada! Isso era coisa das famílias importantes do sertão.-Eu queria estudar, mas meu pai não tinha dinheiro pra comprar os cadernos, a farda, sapato. Tudo era difícil para o pobre estudar.-Eu me lembro que quando uma pessoa da família adoecia, o pai ou mãe ia se humilhar no pé do prefeito ou do vereador. O pai pedia para o prefeito arrumar uma ambulância para levar o doente pra o hospital.-Uma vez, me lembro como hoje, minha mulher ia ganhar menino, fui até a casa do vereador e disse assim: vereador, pelo o amor de Deus, minha mulher vai ganhar menino, me arrume a ambulância. Sabe o que ele me disse? Vou arrumar a ambulância ou outro carro, agora você vai assumir o compromisso de votar em mim. Eu disse: sim, toda minha família vai votar no senhor. Foi assim que consegui levar minha mulher pro hospital. Pobre, naquele tempo, sofria e era humilhado pelos políticos.-Nos tempos passados, o governo nem ligava para a saúde do povo do sertão. Era difícil ver um médico. A gente andava seis léguas ou mais em busca de médico. Muita gente morria em casa porque não tinha assistência médica. O pobre quando adoecia, podia chamar logo o padre.-O sertanejo que morava no sitio, quando adoecia era levado numa rede para a cidade. As pessoas andavam muitas léguas com o doente na rede. E quando chegava na rua, ainda ia se humilhar na casa do prefeito ou do patrão. Choro só em lembrar desse tempo. Era muita humilhação. Era demais, Deus me livre.-De mil, tirava um que se formava pra doutor. Era muito difícil. Parece que o governo só privilegiava os filhos de ricos.-Antigamente, os filhos de pobres já nasciam sabendo de uma coisa: ser agricultor. Nasciam na roça, viviam na roça e morriam na Roça. Esse era o destino dos filhos de pobres.-No meu tempo, a casa do sertanejo era de taipa, quase caindo, no tempo de inverno, a nossa casa parecia uma peneira. Coitada da minha mulher, corria pra lá e pra cá, colocando pano na rede dos filhos pra não molhar os meninos. Era sofrimento demais.-Roupa, calçados, a gente só comprava uma vez no ano, quando catava e vendia o algodão. Eu lembro que o pano mais vendido era o tergal e o volta ao mundo. Era uma roupa pra cada um. A gente comprava o pano na feira e mandava fazer as camisas e as calças.-Seu Padre, pobre aqui no sertão só via a cor do dinheiro quando vendia o algodão. Era quando a gente pegava num dinheirinho.-O pai selava o animal e ia pra feira. Na feiram, comprava bolacha, farinha, rapadura, açúcar e café. Quando chegava em casa era uma festa. Esse negócio de verdura não existia. Só rico comia verdura.-Padre, eu vim conhecer o que era maçã e uva depois de velho. No meu tempo, ninguém sabia o que era isso.-Eu não tenho vergonha em dizer que passei muita fome. Lá em casa, Padre Djacy, eram 11 pessoas. Me lembro que chegava a hora do almoço e não tinha nada pra comer. Minha mãe ficava desesperada. Estou chorando só em lembrar desse tempo. Ah, meu Deus, que tempo ruim!-Seu Padre, naquele tempo, mulher quando se casava, o primeiro presente que recebia era um moinho pra moer milho. Todo dia a mulher moía milho. Começava pela manhã e ia até à noite. O moinho era pesado demais.-A mulher nos anos atrás moía milho, pisava arroz, pisava sal, carregava lata d’água na cabeça, cuidava da casa, do marido e dos filhos. A mulher era pau pra toda obra.-Antigamente, a mulher ganhava menino era em casa. Quando chegava a hora de ganhar o menino ou menina, o marido montava num jumento e ia atrás da parteira. Quando ela chegava a mulher já estava quase morta de tanta dor. E a parteira tinha mãos santas. Tudo dava certo. O bebê não morria e a mulher também não. Era coisa de Deus. Todos meus filhos nasceram em casa, nas mãos da parteira. Essa mulher era uma santa.-Em tempo de eleição, a gente era muito humilhado pelo patrão. Ele chegava na nossa casa e diz assim: todos vocês estão obrigados a votar no meu candidato. Se não votarem, vocês vão se arrepender. E a gente tinha que votar no candidato do patrão, assim era mandado embora. Quem era doido de votar contra.-Os sertanejos naquele tempo eram como escravos. Viviam trabalhando pra o patrão e ainda eram obrigados a votar no candidato do patrão. A gente era humilhado demais. A gente vivia trabalhando no duro pra o patrão.-Antigamente, seu Padre, quem mandava na gente era o patrão. A gente era escravo do patrão. A gente obedecia em tudo o chefe, ou seja, o coronel.-Os filhos do patrão estudavam e se formavam, enquanto nossos filhos não tinham esse direito. O futuro do filho do patrão era ser doutor, o futuro do filho dos pais pobres era a roça. Coitado, crescia e morria na roça. A caneta do filho de pobre era a enxada. Eita sofrimento, meu Deus!-As coisas no passado eram tudo difícil. Na casa do pobre não tinha geladeira, fogão de gás, nem fogão de carvão. Isso era coisa de rico. Só na casa do rico tinha isso. Cansei de passar o dia todo soprando o fogo. Toda hora eu tava soprando o fogo. Minha cara ficava cheia de fumaça. É por isso que as mulheres num instante ficavam velhas.-Carreguei muito pau de lenha nas costas. Eu passava o dia na roça e quando voltava, voltava cansado, suado, ainda trazia um bocado de pau de lenha nas costas. Meus ombros ficavam cheios de calos. Era o jeito.-Pobre não comprava nem carro nem moto. Pobre só mesmo o direito de possuir um ou dois jumentos. O jumento era o transporte do pobre. Até pra ir pra missa, a gente ia montado no jumento. E não era todo pobre que podia comprar um jumento. A coisa era difícil pro lado do pobre.-Remédio naquele tempo era luxo, era coisa de rico. Pobre não tinha condição de comprar remédio. Tudo era muito caro. O remédio de pobre era raiz de pau pra fazer chá.-Quando o pobre ia viajar, ele ia de pau de arara. Passava semanas mais semanas em cima daquele caminhão levando poeira na cara.-Padre Djacy, no tempo passado, pobre só via avião quando passava no céu. A gente corria pra o terreiro pra ver o bicho passar. A gente via o avião bem pequeninho. Era uma coisinha lá no céu. O povo ficava admirado e às vezes até com medo daquele bicho. Tinha gente que dizia que coisa do outro mundo. Uma vez minha tia ficou com tanto medo do avião que se escondeu debaixo da cama. Coitada dela!-Uma vez, a gente tava almoçando quando ouvimos a zuada do avião. Todo mundo deixou o prato pra ver o avião passar. A gente ficava admirado vendo aquele avião voar.-Antigamente, quando o marido ia pra São Paulo, a mulher passava mês e mais mês esperando notícia. Meu marido colocava uma carta no correio e eu só ia receber a carta com um mês ou mais. Pra saber noticia do marido era difícil. Eita tempo ruim, meu Deus!-Antigamente pobre não sabia o que era perfume. Isso era coisa de rico. A gente usava mesmo era outra coisa, sei lá o que era.-Naquele tempo, o que mais a gente desejava era sair da miséria, do sofrimento, do abandono. A gente sonhava que um dia o sertanejo pudesse viver melhor, com mais dignidade. Fosse tratado como gente, como cidadão, e não como cassaco ou flagelado que só servia mesmo pra votar no patrão.-Padre Djacy, era como Luiz Gonzaga cantava, e era verdade: “faz pena o nortista, tão forte e tão bravo, viver como escravo no norte e no sul”. Ele tinha razão. Graças a Deus, de 2003 pra cá, as coisas mudaram muito, e pra melhor. Obrigado, meu Deus! Obrigado, Frei Damião! Obrigado, meu padim cíço Romão!Os anos passaram e a realidade também. Hoje, os sertanejos, com ar de felicidade, entusiasmados e admirados com o presente, contam uma nova história de vida marcada por cidadania, justiça e dignidade.E será no próximo artigo que veremos esse novo contraste sócio-político-econômico e cultural. Aguardem!Padre Djacy Brasileiro, em 15 de agosto de 2014.e-mail: [email protected]: @Padredjacy
IV AVATAR
16 de agosto de 2014 6:02 amAvião não poderia decolar com gravador de voz desligado,diz Anac
Avião não poderia decolar com gravador de voz desligado, diz Anac
Segundo a agência, equipamento deve ser obrigatoriamente checado antes da decolagem
Da Agência Brasil
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou hoje (15) que a aeronave em que viajava o candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, não poderia decolar sem o gravador de voz ativado. Segundo a agência, embora não seja um item de segurança, o equipamento deve ser obrigatoriamente checado pelo comandante antes do início do taxiamento, conforme manual de operação do fabricante da aeronave.
O manual também estabelece que o cockpit voice recorder (CVR) deve ser verificado a cada 150 horas de voo ou 24 meses, o que ocorrer primeiro. Mais cedo, a Aeronáutica informou que o gravador de voz do jato que caiu quarta-feira (13) não registrou as conversas ou sons ambientes em seu o último voo. As duas horas de áudio gravadas e já analisadas por peritos do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) não correspondem ao voo em que Campos e mais seis pessoas morreram.
A Anac reiterou que o avião PR-AFA, modelo Cessna Aircraft 560XL, estava com a Inspeção Anual de Manutenção e o Certificado de Aeronavegabilidade válidos e que a última verificação anual completa das manutenções foi executada em fevereiro deste ano.
Veja também: Especialista descarta sabotagem de caixa-preta no voo que matou Eduardo Campos
A aeronave, com capacidade para nove passageiros, de propriedade da Cessna Finance Export Corporation, era operada pela empresa privada AF Andrade, por meio de arrendamento operacional (leasing), conforme Registro Aeronáutico Brasileiro. A Anac pediu apoio à Polícia Federal para localização do operador, com o objetivo de verificar informações veiculadas pela imprensa sobre eventual venda da aeronave, ainda não comunicada à agência.
Aroeira
16 de agosto de 2014 10:03 amLula, esse grande brasileiro
Um Lula não afetado, equilibrado, sincero, sem medo e sem ódio é o que você verá neste vídeo onde ele fala sobre a morte de Eduardo Campos.
http://wwwterrordonordeste.blogspot.com.br/2014/08/lula-fala-da-morte-de-eduardo-campos.html
alexis
16 de agosto de 2014 10:14 amTeoria da conspiração?
Há algum tempo estou sentindo, no blog do Nassif (apenas nele), certa demora em movimentar páginas ou abrir posts, quando não trava de vez e tenho que abrir tudo de novo. Parece um robozinho que checa cada coisa que você tenta fazer. Em outros blogs não existe isso, mesmo alguns chamados sujos.
anarquista sério
16 de agosto de 2014 10:26 amCurtir
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jns
16 de agosto de 2014 11:44 amSEM PAZ
Apenas Onze Países Sem Conflitos no Mundo
À medida que novas guerras e agitações civis surgem a cada semana, são poucos os países do mundo que poderiam ser considerados ‘sem conflitos’.
THE INDEPENDENT | ADAM WITHNALL | 14/08/2014
A crise em Gaza, a ascensão de militantes islâmicos no Iraque e na Síria e a situação dos conflitos em curso na Ucrânia, nos fazem sentir que o mundo inteiro está em guerra.
A ascensão do Isis no Iraque levou a muita agitação, violência e o deslocamento de milhares de pessoas da minoria Yazidi | REUTERS
Especialistas acreditam que este seja quase universalmente o caso – de acordo com um think-tank que produz uma das análises mais importantes de ‘paz global’ – e as coisas só vão piorar.
Pode ser uma leitura sombria, mas, dos 162 países cobertos pelo Institute for Economics and Peace’s (IEP’s), apenas 11 não estavam envolvidos em nenhum conflito, de acordo com o mais recente estudo do IEP.
As guerras civis na República Democrática do Congo têm mantido o país como um dos lugares mais conflituosos do mundo
Pior ainda, o mundo, como um todo, foi ficando, progressivamente, menos pacífico a cada ano desde 2007, contrariando nitidamente uma tendência que mantinha um movimento mundial à distância dos conflitos desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
O Reino Unido, por exemplo, é relativamente livre de conflito interno, tornando-se fácil considerá-lo como um estado de paz. Mas o seu envolvimento recente em combates no Afeganistão e o elevado estado de militarização, colocam a Grã-Bretanha, na verdade, em uma classificação ruim no 2014 Global Peace Index, situando-se próxima de 47 pontos.
A corrupção política e a instabilidade têm perseguido o Paquistão, nos conflitos com a Índia sobre a disputada região da Caxemira.
Por outro lado, existem países que não estão envolvidos em nenhuma guerra no exterior, envolvendo mortes – como a Coreia do Norte -, mas que estão envolvidos em conflitos internos divisivos e arraigados.
As conclusões do IEP mostram que as escolhas são poucas, se alguém quiser viver em um país completamente pacífico. Os únicos a alcançar a pontuação mais baixa em todas as formas de conflito foram: Suíça, Japão, Catar, Ilhas Maurícias, Uruguai, Chile, Botswana, Costa Rica, Vietnã, Panamá e Brasil.
O gráfico de conflitos internos do Global Peace Index, mostra os países sem ‘nenhum conflito’ em verde escuro (IEP)
E, mesmo que os países não sejam totalmente isentos de outros problemas, o IEP diz que eles poderiam ser os últimos a entrar em conflito.
No Brasil e na Costa Rica, por exemplo, o nível de conflito interno pode ser o menor possível, mas o acesso a armas de pequeno porte e a probabilidade de manifestações violentas são preocupantemente elevadas.
A Suíça é, destacadamente, famosa quando se trata de envolvimento em conflitos externos e tem um risco muito baixo de problemas internos, de qualquer tipo, mas perde um número elevado de pontos no índice geral, devido à sua enorme taxa de exportações de 100.000 armas por pessoa.
O IEP diz que, para atingir o nível mais baixo em todos os seus indicadores de conflito, o país não deve ser sido envolvido em qualquer ‘incompatibilidade impugnada, que diz respeito a governo e / ou território, onde o uso da força armada entre as duas partes, das quais pelo menos uma é o governo de um estado, resulta em pelo menos 25 mortes em combate relacionadas em um ano’.
Mais difícil ainda, os analistas do Economist Intelligence Unit devem ser convencidos de que o país não tem ‘nenhum conflito’ dentro das suas fronteiras. Esta classificação, em termos de agitação civil, não pode até mesmo incluir conflito ‘latente’, envolvendo ‘diferenças de posição sobre os valores definidos de importância nacional’.
Os países ‘verdes’ são os mais pacíficos (IEP) e os demais foram envolvidos em conflitos externos que levaram a mais de 25 mortes.
O Global Peace Index mediu os últimos dados até o final do ano anterior, o que significa que o estado de conflito internacional agora é realmente pior do que o estudo sugere. Como os protestos sobre a Copa do Mundo ainda estão vivos na memória coletiva, por exemplo, o Brasil poderia ficar fora da lista de países pacíficos até 2015.
Em declarações ao The Independent, a diretora do IEP, Camilla Schippaa alertou que o estado de paz do nosso tempo tem sido ‘lento mas constante diminuido’ nos últimos anos.
A Coréia do Norte é uma das nações mais conflituosas do mundo devido a problemas internos
‘Os grandes choques econômicos e geopolíticos, como a crise financeira global e a Primavera Árabe, deixaram mais países em risco de cair em conflito. No ano passado vimos um grande aumento na atividade terrorista, o ressurgimento do conflito na Faixa de Gaza e nenhuma solução para a crise na Síria e no Iraque’, disse Ms Schippa.
Desde 2002, o movimento militante islâmico Boko Haram, numa tentativa de estabelecer a lei islâmica e abolir o governo secular, tem causado muita violência na Nigéria
‘Fora do Oriente Médio, a agitação civil na Ucrânia se transformou em rebelião armada e houve aumento da violência no Sudão do Sul e na República Democrática do Congo’, acrescentou Ms Schippa.
‘A continuidade da agitação global significa que é improvável ocorrer uma inversão desta tendência no curto prazo.’
Para explorar a 2014 Global Peace Index, na íntegra, visite o site do IEP aqui.
Fonte:
http://www.independent.co.uk/news/world/politics/world-peace-these-are-the-only-11-countries-in-the-world-that-are-actually-free-from-conflict-9669623.html
Roberto
16 de agosto de 2014 11:51 amHelicoca – O helicóptero de 50 milhões de reais
Vale a pena cada segundo, assistam!
https://www.youtube.com/watch?v=i_hJDNvaeKM
alexis
16 de agosto de 2014 1:42 pmVale a pena
Assisti na íntegra.
É muito triste conferir que o crime (grande crime) compensa neste país.
Pobre Brasil. Temos que reagir de algum modo.
aliancaliberal
16 de agosto de 2014 6:40 pmAlexis num dia o PT esta num
Alexis num dia o PT esta num congresso elogiando os narcotraficantes das FARCs, no outro dia estão falando ilasões sobre o helicóptero com cocaina que nem o dono dele pelo que diz a policia esta envolvido.
Ou sabem mais que a policia, ou é só factóide criado para denegrir a oposição.
El Cid
17 de agosto de 2014 1:26 amvocê não se importa…
de passar vergonha por aqui com o mesmo “mantra” ?
IV AVATAR
16 de agosto de 2014 1:17 pmComo a midia consegue transformar ladrões em santos?
Adelina
16 de agosto de 2014 2:19 pmAvatar da Dilma
A página da Dilma está muito legal. Infelizmente não tenho tempo para navegar. Mas pelo site da Justiceira da Esquerda fiquei sabendo sobre o avatar da Dilma. Você envia uma fotinha sua e a página constroi um avatar. Muito legal! Já fiz o meu e coloquei no face e twitter. Tentei inserir a imagem de meu avatar, mas não consegui. Bora fazer avatar da Dilma, já somos mais de 5 mil : http://www.mudamais.com/avatar
alessandroduarte
16 de agosto de 2014 4:36 pmDebian turns 21!
Debian turns 21!
Sat 16 August 2014 by Ana Guerrero Lopez and Valessio Brito with tags birthday
Today is Debian’s 21st anniversary. Plenty of cities are celebrating Debian Day. If you are not close to any of those cities, there’s still time for you to organize a little celebration!
Happy 21st birthday Debian!
anarquista sério
16 de agosto de 2014 5:22 pmTodos sabemos que Robin
Todos sabemos que Robin Williams morreu há uma semana.Li várias revistas importantes com seus articulistas importantes tbm, retratarem os últimos momentos de Robin, aonde vivia e como se deu sua morte.
Mas nenhuma foi tão didática( aonde e como vivia) e detalhista( como morreu) que um brasileiro escreveu.
O articulista chama- se Alvaro Pereira Junior. Eis a coluna::Um primor.
A estrada de Robin
Entre uma rodovia, o Pacífico e a gelada baía de San Francisco, Robin Williams escolheu a morte
Não é exatamente que a autoestrada 101 seja interrompida quando chega a San Francisco: ela se dissolve pelas ruas da cidade.
A freeway, que percorrre verticalmente a costa oeste americana, vem de Los Angeles, 600 quilômetros ao sul. E lá é diferente: a 101 parte L.A. ao meio, entra por cima, por baixo, rodovia e metrópole superpostas em um único monstro de concreto.
Já em San Fran, é como se a 101 respeitasse a capital da contracultura, o berço do movimento hippie. Como se tivesse vergonha de despejar sobre a pacata San Francisco seu tráfego brutal, não quisesse fazer tremer as velhas casas vitorianas.
Mas a 101, sempre paralela ao Pacífico, tem uma missão: com ou sem San Francisco em seu caminho, ela precisa seguir até o Estado de Washington, o último da costa oeste antes da fronteira com o Canadá.
Por isso, depois de desaparecer ao sul da cidade, deixar de existir entre as ladeiras que já foram de Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jerry Garcia e dos poetas da geração beat, ela ressurge mais ao norte, incorporada em uma das pontes mais conhecidas do mundo: a Golden Gate, tão bela que parece flutuar no horizonte.
Com pouco menos de três quilômetros, a Golden Gate acaba, a 101 segue adiante e um outro mundo começa: Marin County, o condado de Marin, vizinho pacato e rural da ultraurbana San Francisco.
Neste trecho, a faixa de terra é estreita. À esquerda, o Pacífico em fúria. Do outro lado, a baía de San Francisco. Entre um e outro, rasgando a floresta de coníferas, a rodovia 101.
Por ali, a convivência com a natureza é intensa. As temperaturas raramente caem abaixo de zero, mas o frio, ainda que não seja extremo, dura o ano todo. Nos últimos dias, auge do verão no hemisfério Norte, a temperatura máxima foi de 20 °C. A mínima, 14 °C. Sem contar o vento. Sem contar o oceano gélido logo ali.
As cidades de Marin, uma em seguida à outra, são pequenas. Os nomes não deixam esquecer que, até meados do século 19, ali era México: San Rafael, San Anselmo, San Geronimo, Lagunitas.
Os poucos restaurantes fecham às 20p0. Vida noturna inexiste. Mora em Marin quem nasceu ou se criou ali –ou quem quer se isolar.
Não é uma área da moda, cobiçada por celebridades. Entre as poucas que vivem na região, os músicos do Metallica, o guitarrista Carlos Santana e o diretor George Lucas.
Marin também era a terra de Robin Williams. Ele nasceu em Chicago, mas mudou-se para lá aos 16 anos. Estudou teatro em uma faculdade regional, o College of Marin.
Sua cidade atual era Tiburon. Voltada não para a imensidão do Pacífico, mas para as águas congelantes da baía. O slogan do lugar: “A minutos de San Francisco –mas a um mundo de distância”.
Verdade. Quando a neblina permite, Tiburon tem uma vista arrebatadora de San Fran, uma das cidades mais lindas do mundo.
Não sei se Robin Williams via esse cenário da janela. Nem se frequentava “a cidade” (como os habitantes dos arredores se referem a San Francisco), ou se preferia que lhe trouxessem tudo em casa.
Pelas imagens da televisão, vemos que vivia em uma casa de rua, térrea, no estilo que os californianos chamam de “espanhol”. St. Thomas Way, 95. Nenhuma ostentação, no padrão do bairro. Sem muros altos, sem segurança.
Nas entrevistas, o pessoal da rua descreve um sujeito que gostava de pedalar, discreto. “Nós dávamos a ele o espaço de que ele precisava”, diz um vizinho a uma TV local.
Sozinho em seu quarto, nos últimos minutos de domingo passado, Robin Williams corta o pulso esquerdo com um canivete, sulcos não muito fundos, calibrados para uma morte gradual.
Enquanto ainda tem forças, ele enrola um cinto no pescoço. A outra ponta, prende entre a porta entreaberta de um armário e o batente. Encosta a porta com força, certifica-se de que o cinto não vai escapar. Já tinha trazido uma cadeira, o cinto é curto. Senta-se.
Do lado de fora, mesmo de madrugada, ouvem-se de muito longe os automóveis na autoestrada 101. Um ruído de fundo, incessante, confundindo-se com os sons do mar
Bruno Cabral
16 de agosto de 2014 5:29 pmHistórico de Localização do Google Maps mostra por onde você já
Privacidade? O que e isso?
Se você tem um smartphone ou tablet Android há grandes possibilidades do Google saber exatamente onde você esteve nos últimos meses ou anos. Poucas pessoas sabem que é possível obter um histórico pessoal completo de localização via Google Maps, que mostra o seu trajeto no mapa todos os dias em que você esteve junto ao seu dispositivo Android enviando dados para os servidores.
Abra a página de localização logado com sua conta Google (Foto: Reprodução/Paulo Alves) Passo 2. No menu lateral, escolha o dia cujas localizações deseja visualizar. Abaixo do calendário, você ainda pode escolher ver no mapa até 30 dias simultâneos de movimentação.
Escolha os dias que deseja ver e o ponto de referência no calendário (Foto: Reprodução/Paulo Alves) Passo 3. No mapa, dê zoom nos pontos de referência assinalados e veja mais detalhes clicando em cada um deles. Você poderá ver data, horário sua posição no mapa – algumas vezes o card diz até se você esteve parado em um ponto específico.
Ao clicar em cada ponto, você pode ver o horário exato em que você passou por um local (Foto: Reprodução/Paulo Alves) Passo 4. No gráfico abaixo do mapa, movimente o mouse para os lados para ver a movimentação exata, ponto por ponto, conforme o horário do dia.
Saiba como rastrear um celular Android usando o serviço oficial do GoogleO serviço é tão detalhado que mostra a movimentação até dentro de sua própria casa – se você andar com seu smartphone no bolso, é claro. No entanto, há alguns erros de localização pontuais, possivelmente devido a momentos em que você esteve somente com o 3G ligado, já que Wi-Fi e GPS tornam a localização mais precisa.Se você deseja saber onde esteve e até o horário em que visitou locais em sua cidade, confira o tutorial que o TechTudo preparou. Lembre-se que você deve ter aceitado, no momento da primeira configuração de seu Android, disponibilizar suas informações de localização ao Google.Passo 1. Acesse a página de Histórico de Localização do Google. Certifique-se que você está devidamente logado com sua conta.
Cada curva no gráfico indica a distância percorrida naquele momento.
O gráfico indica a distância percorrida e a movimentação com o arrastar do mouse (Foto: Reprodução/Paulo Alves) Pronto! Agora você já sabe ver por onde andou nos últimos meses ou anos com a ajuda do Google Maps. A ferramenta tem algumas falhas e não consegue mostrar suas informações em todos os períodos, mesmo que você tenha certeza de que estava junto ao seu Android. Porém, experimente focar o zoom na sua própria casa: você pode se surpreender com a precisão da localização, especialmente se seu Android esteve conectado ao Wi-Fi durante a maior parte do tempo.Via TechCrunch
Iara G
16 de agosto de 2014 7:13 pm28 sinais de que o planeta está em perigo (e quer ajuda)
SOS TERRA
Águas contaminadas, ar poluído, solo degradado, desequilíbrio ecológico, clima em transe…Os alertas são claros: o mundo agoniza — e nós também
Este 5 de junho é Dia Mundial do Meio Ambiente. Para nós, urbanoides, pode parecer algo distante e vago. Há tempos, a humanidade se distanciou da natureza a ponto de se julgar um ser autossuficiente e independente domeio ambiente. Mas o ritmo das transformações pelas quais o mundo vem passando está se acelerando e seria um perigo ignorar isso.
É preciso resgatar o elo perdido e reconhecer que todos enfrentamos os mesmos desafios e estamos conectados e unidos por um objetivo comum de uma vida próspera e sustentável no planeta. “A Terra é a ilha compartilhada por todos nós. Devemos nos unir para protegê-la”, disse o Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon.
Conheça 28 sinais de que o planeta está passando por maus bocados e de que ahumanidade pode ser tão culpada quanto vítima dessa transição.
1. VIVEMOS NUM SÉCULO FEBRIL
Treze dos 14 anos mais quentes já registrados na história ocorreram no século 21. O ano de 2013 foi o sexto mais quente desde que os registros modernos começaram em 1850, segundo os dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM). Os recordes anuais são de 2010 e de 2005, com temperaturas globais cerca de 0,55° C acima da média. O balanço da OMM confirma a tendência de aquecimento global de longo prazo, com temperaturas médias elevadas.
2. O SOLO BOM PADECE
A degradação e a desertificação ameaçam as terras férteis do mundo, com consequências alarmantes: insegurança alimentar, pobreza, escassez hídrica e maior vulnerabilidade às mudanças do clima. Segundo a ONU, 24% das terras produtivas do mundo estão degradadas, enquanto 168 países sofrem com a desertificação.
3. A VIDA MARINHA SUFOCA
Atualmente, existem cerca de 500 zonas mortas no mundo, que cobrem mais de 245 mil quilômetros quadrados, quase a superfície inteira do Reino Unido. São zonas litorâneas onde a vida marinha foi praticamente sufocada pela poluição.
4. RESPIRAMOS DE MAL A PIOR
A poluição do ar nas grandes cidades tem alcançado níveis nada seguros para a saúde humana. Apenas 12% de todas as pessoas do planeta respiram um ar de boa qualidade, segundo estudo recente da Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, a concentração média de poluentes em suspensão no ar é de 40 microgramas por metro cúbico (mg/m³), o dobro do nível considerado seguro.
5. MUITOS MORREM PELO QUE NÃO TÊM
A cada 20 segundos, uma criança morre de doenças diarreicas, em grande parte evitáveis por meio de saneamento adequado, melhor higiene e acesso à água segura. Todos os anos, 3,5 milhões de pessoas morrem no mundo por problemas relacionados ao fornecimento inadequado da água, à falta de saneamento e ausência de políticas de higiene, segundo a ONU.
6. OUTROS MATAM O QUE TÊM
Em meio à poluição atmosférica que assola a China, o país enfrenta outra crise ambiental silenciosa e, muitas vezes, invisível: a contaminação das águas subterrâneas. Quase 60% delas estão poluídas, segundo estudo estatal divulgado pela agência Xinhua. A qualidade da água subterrânea foi classificada como “relativamente pobre” em 43,9% das regiões analisadas e “muito ruim” em outras 15,7%.
7. É PARA BEBER OU GERAR ENERGIA?
Os recursos hídricos estão sob pressão para atender a crescente demanda global por energia. No total, a produção de energia é responsável por 15% de retirada de água do Planeta. Mas esse número está aumentando e, em 2035, o crescimento populacional, a urbanização e o aumento do consumo prometem empurrar o consumo de água para geração de energia até 20%. Recursos hídricos em declínio já estão afetando muitas partes do mundo e 20% de todos os aquíferos já são considerados sobreexplorados.
8. BATEMOS RECORDES PERIGOSOS
Pela primeira vez, a concentração mensal de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera superou o nível de 400 partes por milhão (ppm), no mês de abril, em todo o hemisfério norte, segundo dados da Organização Mundial de Meteorologia (OMM). Este limiar é de importância simbólica e científica e reforça a evidência de que a queima de combustíveis fósseis e outras atividades humanas poluentes são responsáveis pelo contínuo aumento de gases do efeito estufa, vilões do aquecimento global.
9. SOFREMOS DESASTRES HISTÓRICOS
Eventos extremos, como secas e cheias, se mostram cada vez mais recorrentes e violentos, quebrando todos os recordes. Há um ano, a Europa central enfrentava a pior cheia de sua história, enquanto o Nordeste brasileiro sofria com a pior seca em mais de meio século.
Neste ano, a cheia do século castigou Sérvia e Bósnia, e por aqui, o Rio Madeira atingiu seu maior nível em décadas.
10. PERDEM OS RICOS
Os países ricos e emergentes acumulam nada menos do que US$ 1,5 trilhão em perdas econômicas e danos provocados por desastres naturais na última década, segundo um relatório da OCDE. Sem uma ação imediata, estes custos podem subir ainda mais devido às mudanças climáticas. Para reduzir as perdas no futuro, os países precisam investir em resiliência e aumentar sua capacidade de resistir a choques e estresses.
11. PERDE-SE PRODUÇÃO AGRÍCOLA
Um estudo feito pelo Grupo Internacional de Consulta em Pesquisa Agrícola (CGIAR, na sigla em inglês) para as Nações Unidas sugere que o aquecimento global pode comprometer, até 2050, cerca de 20% da produção trigo, arroz e milho – as três commodities agrícolas mais importantes e que estão na base de metade das calorias consumidas por um ser humano.
12. PERDEM OS POBRES E FAMINTOS
A escalada dos preços dos alimentos é uma questão de vida e morte para as populações que vivem em países em desenvolvimento e que gastam até 75% de sua renda para conseguir comer. Como se não bastasse, os mais pobres também são os mais afetados pelos extremos do clima, uma vez que seus países estão menos preparados para lidar com essas alterações.
13. ENQUANTO 1/3 DA COMIDA VIRA LIXO
Um terço dos alimentos produzidos no mundo não são consumidos, o que se traduz no desperdício de até 2 bilhões de toneladas de comida por ano. Segundo o relatório “Global Food; Waste not, Want not”, o desperdício é fruto de condições inadequadas de armazenamento e transporte, adoção de prazos de validade curtos, ou compra excessiva por parte dos consumidores. Outro problema é a preferência dos supermercados por alimentos “perfeitos” em termos de formato, cor e tamanho.
14. TAMBÉM GERAMOS SUCATA PÓS-MODERNA (AOS MONTES)
O acesso fácil às tecnologias modernas tem um efeito colateral difícil de se digerir. Anualmente, segundo dados da ONU, o mundo gera em média 40 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano. A maior parte vem de países emergentes, como o Brasil, que ainda não possuem sistema de gestão eficiente para lidar com esse tipo de material. Artefatos eletroeletrônicos contêm materiais que demoram a se decompor – plástico, metal e vidro – e outros altamente prejudiciais à saúde, como mercúrio, chumbo, cádmio, manganês e níquel.
15. E CRIAMOS MORADAS TÓXICAS
Atualmente, mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo estão expostas à poluição tóxica em níveis superiores aos tolerados pelas organizações internacionais de saúde. Essas populações vivem em regiões contaminadas por metais pesados, pesticidas e até por substâncias radioativas, como o césio. Agbogbloshie (foto), na Gana, é a segunda maior área de processamento de lixo eletrônico na África Ocidental. Através de processos de reciclagem informais, o chumbo é frequentemente liberado no meio ambiente sem controle de segurança ambiental. (Conheça os 10 lugares mais poluídos do mundo e habitados)
16. OS GIGANTES DE GELO COLAPSAM
Dois novos estudos, um realizado por pesquisadores da NASA em parceria com a Universidade da Califórnia em Irvine, e outro pela Universidade de Washington, indicam que o derretimento do manto de gelo da Antártida Ocidental atingiu um estado irreversível. Segundo os pesquisadores, esse processo “poderia triplicar sua contribuição ao nível dos oceanos”.
17. E ACIONAM UMA BOMBA RELÓGIO
O derretimento de gelo no Ártico é uma verdadeira “bomba relógio econômica”, segundo os cientistas, que mediram, pela primeira vez, os custos do degelo. A conta é astronômica, algo próximo de US$60 trilhões de dólares, quase o Produto Interno Bruto (PIB) mundial, de US$ 70 trilhões. O degelo intensifica as mudanças climáticas com a liberação de toneladas de gás metano, um gás efeito estufa 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono (CO2). O derretimento dos subsolos árticos congelados, o chamado permafrost, por sua vez contribuiria para o aquecimento adicional do planeta.
18. O DEGELO REDUZ O ALBEDO
O degelo tem reduzido o fator de refletividade da região polar, levando a uma maior absorção de energia. Esse poder de reflexão de uma superfície é conhecido como “albedo”, uma das forças motrizes para o tempo e o clima. Se a quantidade de energia absorvida muda, isso tem um efeito sobre o balanço de energia da Terra e, finalmente, afeta o nosso tempo e o clima, reforçando os fenômenos das mudanças climáticas.
19. A BIODIVERSIDADE FICA À DERIVA
Aproximadamente um terço da biodiversidade dos leitos marítimos polares estão ameaçados de extinção como consequência da mudança climática. A perda progressiva das calotas polares poderia gerar resultados nefastos para o ecossistema das regiões ao permitir uma maior penetração dos raios solares no leito marinho.
20. OS OCEANOS PEDEM AJUDA
Os oceanos são os maiores aliados da Terra para a manutenção do seu equilíbrio climático. Eles absorvem grande parte da radiação solar que atinge o Planeta e também funcionam como sumidouros de dióxido de carbono (CO2). Mas esses heróis do clima já se revelam vítimas do aquecimento global. A mudança no PH da água acontece à medida que o CO2 emitido pela atividade humana – originada fundamentalmente pela queima de combustíveis fósseis – é absorvido pelos oceanos. Várias formas de vida marinhas podem ser prejudicadas. Inúmeros estudos mostram que a acidificação interfere principalmente no desenvolvimento das espécies com carapaça ou esqueleto de carbonato cálcico, como corais e moluscos.
21. OS CORAIS PERDEM A FORÇA
A maior barreira de corais do planeta vive uma crise ambiental sem precedentes. Relatório recente mostra que a Grande Barreira de Corais Australiana já perdeu mais da metade de sua cobertura (50,7%) nos últimos 27 anos. E, se nada for feito na próxima década, podem restar apenas 5% da formação no ano de 2022. Não para aí. Segundo pesquisa global com mais de 700 espécies de corais, aproximadamente 33 % delas estão ameaçadas de extinção com o crescente aumento de temperatura do planeta.
22. ESPÉCIES PERDEM O RUMO
A elevação das temperaturas tem causado o que os cientistas chamam de “estresse térmico” no mundo animal. Durante vinte anos, pesquisadores europeus vêm estudando o movimento de populações de aves e borboletas no continente frente às mudanças cada vez mais constantes no clima. O resultado preocupa: os animais simplesmente não conseguem migrar na velocidade necessária para habitats com condições propícias para a dlimentação e procriação e correm riscoe desaparecer ao se concentrarem em regiões com clima mais hostil. Ou seja, as aves e borboletas europeias estão voando para longe de seus habitats mais adequados, sofrendo com o tal “estresse térmico”.
23. AS MUDANÇAS SÃO LENTAS DEMAIS
O desenvolvimento mundial das tecnologias de energia limpa continua bem abaixo do nível necessário para evitar os piores impactos das mudanças climáticas. Com a predominância do carvão na geração de energia global, especialmente nos países emergentes, como China e Índia, parece cada vez mais improvável que a meta internacional para limitar o aumento da temperatura média em 2 ºC seja atendida, segundo a Agencia Internacional de Energia.
24. O MAR SOBE E OPRIME
Quem disse que a elevação do nível do mar é um problema distante? Estudos já relacionam a elevação do Pacífico às mudanças climáticas. As águas subiram cerca de 20 centímetros nos últimos 200 anos. Segundo os pesquisadores, os maiores picos na elevação do nível do mar aconteceram entre 1910 e 1990, o que pode estar vinculado a intensificação das atividades industriais.
25. OS VENTOS SE ENFURECEM
Entre 2001 e 2010, houve 511 eventos relacionados com o ciclone tropical, que resultou em um total de quase 170 mil mortos, mais de 250 milhões de pessoas afetadas e prejuízos econômicos estimados de 380 bilhões de dólares. De acordo com o NOAA, centro de furacões dos EUA, 2001-2010 foi a década mais ativa desde 1855 em termos de ciclones tropicais na bacia do Atlântico Norte. Uma média de 15 tempestades por ano foi registrada, bem acima da média de longo prazo de 12 anos.
26. PRAGAS AVANÇAM
A segurança alimentar global está ameaçada pelo surgimento e disseminação de pragas e doenças, um fenômeno estimulado pelo aquecimento global, sugere um novo estudo publicado no periódico científico Nature Climate Change. Segundo os pesquisadores das universidades de Exeter e Oxford, as pragas e patógenos estão se movendo a uma média de 3 quilômetros (Km) por ano. Tal fenômeno, dizem os pesquisadores, constitui mais uma ameaça à produção de alimentos. Atualmente, estima-se que entre 10% e 16% das culturas globais são perdidas devido à pragas e surtos de doenças na agricultura.
27. NOS TORNAMOS INSACIÁVEIS
Já somos sete bilhões de pessoas no mundo, comendo, usando energia, poluindo e consumindo cada vez mais produtos em um planeta finito. A pressão sobre os recursos naturais só aumenta. Segundo o Global Footprint Network, uma organização de pesquisa que mede a pegada ecológica do homem no planeta, a diferença entre a capacidade de regeneração da natureza e o consumo humano gera um saldo ecológico negativo que vem se acumulando desde a década de 80, também estimulado pelo crescimento populacional.
28. E O MUNDO FICA MAIS VIOLENTO
À extensa lista de efeitos relacionados ao aquecimento global, adicione mais um: a raiva. Um estudo publicado na revista Science diz que a medida que as temperaturas globais aumentam, o nosso temperamento também esquenta. A conclusão foi de que a incidência de guerra e distúrbios civis pode aumentar entre 28% e 56% até 2050. De acordo com o estudo, o aquecimento torna regiões vulneráveis do mundo mais suscetíveis a problemas relacionados com o clima, o que estimularia o deslocamento de pessoas para áreas vizinhas, levando a conflitos.
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/28-sinais-planeta-esta-perigo-precisa-ajuda-785111.shtml?func=2
Cláudio José
16 de agosto de 2014 11:39 pmPAPA FRANCISCO CRITICA
PAPA FRANCISCO CRITICA HIPOCRISIA DOS RELIGIOSOS QUE “VIVEM COMO RICOS”
“A hipocrisia dos homens e mulheres consagrados que professam o voto de pobreza e, contudo, vivem como ricos, danificam a alma dos fiéis e prejudicam a Igreja”, disseo papa Francisco a 4 mil membros das comunidades religiosas sul-coreanas, no centro católico para pessoas com mobilidade reduzida de Kkottongnae, que fica a 100 quilômetros ao sul de Seul
16 DE AGOSTO DE 2014 ÀS 16:39
Da Agência Lusa “A hipocrisia dos homens e mulheres consagrados que professam o voto de pobreza e, contudo, vivem como ricos, danificam a alma dos fiéis e prejudicam a Igreja”, disse hoje (16) o papa Francisco a 4 mil membros das comunidades religiosas sul-coreanas, no centro católico para pessoas com mobilidade reduzida de Kkottongnae, que fica a 100 quilômetros ao sul de Seul.
O papa advertiu para “o perigo que constitui o consumismo em relação à pobreza da vida religiosa”, em um país que alcançou um rápido progresso material nas últimas décadas. Falou também sobre a castidade, expressando “a entrega exclusiva ao amor de Deus”, em uma alusão a setores que defendem o desaparecimento do celibato na Igreja Católica.
“Todos sabemos quanto exigente é [a castidade] e o compromisso pessoal que comporta. As tentações neste domínio requerem humildade e confiança em Deus, vigilância e perseverança”, lembrou Jorge Mario Bergoglio aos religiosos sul-coreanos.
Depois, o papa Francisco se encontrou com 150 representantes laicos da Igreja Católica sul-coreana, tendo-os desafiado a “ir mais além”, a ajudar os pobres e a se esforçarem para que todas as pessoas possam ter a “dignidade de ganhar o pão e manter as suas famílias”.
Em seu seu discurso, ele falou “do matrimônio” nos tempos atuais, qualificando o presente como “uma época de grande crise para a vida familiar”.
Francisco iniciou na quinta-feira (14) uma viagem de cinco dias à Coreia do Sul, a primeira que um papa faz em 25 anos àquele país, que tem 5,4 milhões de católicos, mais de 10% da população total. Hoje, antes do encontro com pessoas com mobilidade reduzida, ele beatificou 124 mártires na praça Gwanghwamun, no centro de Seul, numa cerimônia assistida por centenas de milhares de pessoas.
O papa visitou ainda um cemitério de fetos abortados ao se deslocar ao centro católico de Kkottongnae, no terceiro dia da sua visita à Coreia do Sul. Francisco passou junto ao Jardim Taeahdongsan, onde se pode ver uma estátua da Sagrada Família rodeada de centenas de cruzes brancas de madeira que pertencem àqueles que “não nasceram”, tendo orado em silêncio.
Na Coreia do Sul há uma taxa elevada de abortos e, segundo os dados oficiais publicados em 2005, foram praticadas nesse ano 340.000 interrupções voluntárias de gravidez, tendo nascido apenas 440.000 crianças. A lei sul-coreana do aborto estabelece que, em caso de violação, incesto, perigo para a saúde da mãe ou doenças hereditárias há um prazo máximo de 24 semanas desde a conceção para que seja possível praticar o aborto.
A visita ao país termina na segunda-feira (18).
El Cid
17 de agosto de 2014 1:19 amMarina, a “providência divina” é conveniente a você ?
Marina e a providência divina
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/mariana-e-a-providencia-divina/