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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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22 Comentários
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  1. Alberto Porem Jr.

    18 de agosto de 2014 3:07 am

    Generosos

    Boa noite Luis Nassif e amigos comentaristas. O texto abaixo foi escrito por minha amiga, Rejana Davi Becker, uma valorosa advogada e brasileira da melhor gema. Conhece Brasília e sua política como poucos. Vale uma reflexão na atual conjuntura. 

    GENEROSOS (por Rejana Davi Becker)

    É cedo pra fazer retrospectiva, e nem se pretende, mas em um ano de tantos fatos marcantes no Brasil, talvez se possa dizer que 2014 tenha sido o ano em que foi dado aos brasileiros conhecer a Alemanha.
    Não apenas a Alemanha do 7X1, mas a Alemanha do generoso povo alemão.
    Tive a sorte de conhecer a Alemanha antes e uma Alemanha que talvez poucos conheçam e que acho ainda mais impressionante.
    Dresden, cidade que concentrava, a época da segunda guerra mundial um dos maiores parques industriais da Alemanha foi, já com a guerra terminada, bombardeada e arrasada pelos americanos e britânicos, a mim, diz mais dos alemães que qualquer outro lugar ou fato.
    Em Dresden chamam a cidade velha de nova e a nova de velha porque a primeira teve que ser reconstruída após a primeira guerra mundial e a segunda, após a segunda grande guerra. Nessa última, da qual não havia sobrado nenhum tijolo, também não sobrou nenhum homem para reconstruí-la, por isso há um monumento à mulher reconstrutora que foi quem refez a cidade. Não, não foi o Estado, foram as mulheres sobreviventes que viram seus marido e seus filhos ainda crianças de até 12 anos serem levados a morrer na guerra, que se reergueram e reergueram uma cidade e um País.
    Dresden mostra a altivez do povo alemão. Mas vi mais na Alemanha. Lá, o Estado fornece refeições acessíveis a quem necessita. Ocorre que os cidadãos acham indigno ser alimentados pelo Estado. Assim o Estado coloca a disposição daqueles cidadãos 5 euros diários para que se alimentem. Basta que retirem o valor e comprem a comida, onde e como queiram. Poucos o fazem, pelo mesmo motivo que não buscam o de comer.
    Estive em Cuba em início de janeiro de 2000. Faltava muita coisa em Cuba, aos cubanos, por causa do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos na década de 60 e que perdura até hoje. Faltava sabonete, tomate, carros, batom… Mas não faltava arroz e frajoles. Ou educação, saúde, bom humor e alegria.
    Era uma época que alguns hão de se lembrar que não se passava uma semana sem que a miséria brasileira estivesse nos noticiários. Seca e fome no nordeste. Panelas vazias a encher a tela de nossas televisões. E não era só no nordeste. Uma semana antes de ir a Cuba vi uma reportagem chocante. Na Vila Cruzeiro, em Porto Alegre, uma mãe fervia papelão a guisa de sopa para enganar a fome dos filhos.
    Por vezes nos chegava ajuda humanitária do exterior para minimizar nossa miséria.
    Continuamos um País onde falta muito, ainda. Aeroportos, estradas, portos, hospitais equipados… Mas não somos mais um País de miseráveis famintos.
    Recebemos de Cuba o que Cuba ou qualquer lugar pode oferecer de melhor: sua gente. Quando os médicos cubanos cá chegaram foram hostilizados. Venceram-nos pela competência. Se alguém duvida, pergunte aos pacientes deles.
    De outra banda, o Brasil está investindo dinheiro alto, com retorno financeiro para si, inclusive, em um porto cubano. Imperdoável aos olhos de muitos brasileiros! Mandar dinheiro pra Cuba???!!! Ajudar outro País? Pra que?
    Aplaudimos e nos rendemos à generosidade do povo alemão, que nos deixou um hotel e mandou 100 mil euros para auxiliar os desabrigados da enchente no RS e esta semana anunciou mais de um bilhão de euros de ajuda humanitária à Coréia. Que nobreza! Que generosidade!
    Quando o nosso País anunciou o perdão parcial da dívida externa de 12 países africanos, cuja miséria é ainda maior que a nossa até os anos 2000, houve um linchamento nas redes sociais! E as nossas estradas, portos, aeroportos, hospitais?
    Redes sociais estas tão pródigas em enaltecer a generosidade dos alemães conosco e tão mesquinha em se doar. 
    Será o povo brasileiro o oposto do alemão? 
    Teremos nós vocação para pequenês, para mediocridade? 
    Quando aprenderemos realmente as lições que o povo alemão pode nos ensinar? Que quem constrói uma nação é seu povo, não seus políticos e que para ser um grande povo há que dar, também, e não só receber?
    Com Joaquim Carlos Carvalho e Thiago Braga

  2. Gilson AS

    18 de agosto de 2014 3:19 am

    Doença e suas causas.

    Será Verdade ?

    VOCÊ SABIA ???????????
    Algumas doenças e os sentimentos que as causa:
    Amigdalite – Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
    Anorexia – Ódio ao extremo de si mesmo.
    Apendicite – Medo da vida, bloqueio do fluxo do que é bom.
    Arteriosclerose – Resistência, recusa de ver o bem
    Artrite – Crítica mantida por longo tempo
    Asma – Sentimento contido, choro reprimido
    Bronquite – Ambiente familiar inflamado, gritos , discussões
    Câncer – Mágoa profunda, tristeza mantida por muito tempo
    Colesterol – Medo de aceitar a alegria
    Derrame – Rejeição à vida
    Diabetes – Tristeza profunda, vida amarga
    Diarreia – Medo, rejeição, fuga
    Dor de cabeça – Autocrítica falta de valorização
    Dor nos joelhos – Medo de recomeçar, medo de seguir em frente.
    Frigidez – Medo, negação do prazer.
    Gastrite – Incerteza profunda, sensação de condenação.
    Hemorroidas – Medo de prazos determinados, raiva do passado
    Hepatite – Raiva, ódio. Resistência a mudanças
    Insônia – Medo, culpa.
    Labirintite – Medo de não estar no controle.
    Meningite – Tumulto interior, falta de apoio
    Nódulos – Ressentimento, frustração. Ego ferido.
    Pele (acne) – Impidualidade ameaçada. Não perdoa a si mesmo.
    Pneumonia – Desespero, cansaço da vida.
    Pressão alta – Problema pessoal duradouro não resolvido.
    Pressão baixa – Falta de amor quando criança.
    Prisão de ventre – Preso ao passado, medo de não ter dinheiro suficiente.
    Pulmões – Medo de absorver a vida.
    Resfriados – Confusão mental, desordem, mágoas.
    Reumatismo – Sentir-se vítima, falta de amor, amargura.
    Rinite alérgica – Congestão emocional, culpa e crença em perseguição.
    Rins – Medo de crítica, do fracasso, desapontamento.
    Tireoide – Humilhação.
    Tumores – Alimentar-se de mágoas, acumular nervoso.
    Úlcera – Medo de não ser bom o bastante.
    Varizes – Desencoraja mento. Sentir sobrecarregado

  3. Motta Araujo

    18 de agosto de 2014 3:30 am

    http://en.wikipedia.org/wiki/

    http://en.wikipedia.org/wiki/Sursock_family#mediaviewer/File:Sursock_house.jpg

    A FAMILIA SURSOCK DO LIBANO E AS TERRAS DA PALESTINA

    Os Sursock, familia de origem grega e de religião ortodoxa fugiu de Constantinopla em 1453 quando os turcos tomaram a antiga capital do Imperio Romano do Oriente e se estabeleceram no Libano. Por seculos foram uma das familias dominantes na então provincia turca, de lendaria riqueza e importancia social. Os Sursock controlavam a importação de trigo, tinham navios e armazens, foram os primeiros a construir uma ferrovia na região.

    Havia outras grandes familias, os Butros, Dagher, Yaziji,  Araman,  Dagher, Tueni, Trad mas os Sursock eram o mais proeminentes em Beirut. Em 1882 constuiram uma ferrovia ligando a zona rural do Libano à capital por concessão do Sultão de Constantinopla, então o Chefe de Estado de todo o Imperio Otomano.

    Em 1906 por negocio tiveram grande importancia na formação do Estado judeu. Os Sursock tinham uma vastissima (para a região) area de terras na Palestina, 46.000 hecatres, que arrendavam a camponeses arabes. Venderam a area por 750 mil Libras Esterlinas ao Fundo Nacional Judeu, a maior de todas as instituições do judaismo, que hoje é dona de 13% do territorio israelense. O Fundo Nacional Judeu foi criado com dinheiro doado pela diaspora americana já naquela epoca, 1905. Mais de 40 antes da criação de Israel  havia imigração de judeus para a Palestina, em terras compradas principalmente pelo Fundo Nacional Judeu.

    Os Sursock especularam de tal forma com trigo durante a Primeira Guerra, quando o Libano passou por um periodo de grande escassez de alimentos, milhares morreram de fome, que perderam muito de sua influencia e respeito durante o mandato francês, que reduziu sua importancia politica. Eram porem o que seria uma aristocracia na então provincia,

    tanto que se casavam com nobres europeus como os Principes Colnna da Italia. 

    As grandes familias eram a piramide da organização social nas provincias do Imperio Otomano. No Egito a familia Mehemet Ali, de origem albanesa, atingiu o ranking de realeza, a monarquia egipcia era dessa familia, que não era nem egipcia e nem arabe, demonstrando a tolerancia e flexibilidade politica dos otomanos, refinados conquistadores.

  4. Assis Ribeiro

    18 de agosto de 2014 8:56 am

    Stanley Burburinho
    Por que
    Stanley Burburinho

    Por que será que as mídias do Reino Unido: The Economist e Financial Times fazem pressão para que Marina venha como cabeça de chapa no PSB?

    Descobriram que é o Pedro Malan, que foi o ministro da Fazenda de FHC e que hoje faz parte do Conselho de Administração do Itaú, que apoia e financia campanha de Marina, que alimenta a The Economist e Financial Times, ambos do Reino Unido, com notícias ruins contra o Brasil. Veja essa notícia

    “Pedro Malan [ex-ministro de FHC e atual conselheiro do Conselho de Administração do banco Itaú] é a ponte entre oposição e a velha mídia do exterior”

    http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/96901/Malan-%C3%A9-a-ponte-entre-oposi%C3%A7%C3%A3o-e-m%C3%ADdia-global.htm

    Já foi identificado, em Brasília, o personagem que conecta interesses oposicionistas a publicações internacionais, como a revista The Economist e o jornal Financial Times; trata-se do ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan, atual membro do conselho de administração do Itaú Unibanco, que desfruta de prestígio junto aos meios financeiros internacionais; periódicos ingleses têm feito críticas constantes à condução da economia por Guido Mantega e, neste fim de semana, a Economist passou a defender a eleição de Aécio Neves

    /Parece que a filha de Malan, Cecília Malan, é correspondente da Globo(Jornal Nacional, em Londres)

    Qual o interesse do Itaú em apoiar Marina Silva? A Neca Setúbal, herdeira do Itaú é a responsável pelas finanças da campanha de Marina. Veja se as notícias abaixo não são para deixar desconfiado:

    Marina Silva, banco Itaú e Natura

    1 – Receita autua Itaú em R$ 18,7 bi por deixar de recolher imposto em fusão – http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2013/08/receita-autua-itau-em-r-187-bi-por-deixar-de-recolher-imposto-em-fusao.html

    2 – Sócio do Itaú, e ex-diretor do Banco Central no governo de Fernando Henrique, prega desemprego para atacar inflação – –
    http://www.brasil247.com/pt/247/economia/95310/S%C3%B3cio-do-Ita%C3%BA-prega-desemprego-para-atacar-infla%C3%A7%C3%A3o-Ex-BC-prega-desemprego-para-atacar-infla%C3%A7%C3%A3o.htm

    Fórmula de Ilan Goldfajn, ex-diretor do Banco Central no governo de Fernando Henrique, além de desemprego inclui depressão do consumo das famílias e ajuste para baixo nos aumentos de salários; tudo para conter a inflação; “Talvez seja necessário, hoje, desaquecer por um tempo o consumo e o mercado de trabalho”, registra economista-chefe do Itaú Unibanco em artigo no jornal O Estado de S. Paulo; capaz de ser promovido entre sua turma

    3 – Economista do Itaú aposta no rebaixamento do Brasil – – http://www.brasil247.com/pt/247/economia/124811/Economista-do-Ita%C3%BA-aposta-no-rebaixamento-do-Pa%C3%ADs.htm

    Ilan Goldfajn, economista-chefe do banco de Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles, afirma que o Brasil deve esperar pouco de 2014; ele ainda fala do possível downgrade do Brasil por agências de risco

    4 – Marina Silva pode vetar banqueiros, mas não o Itaú – – http://www.brasil247.com/pt/247/poder/109564/Rede-pode-vetar-banqueiros-mas-n%C3%A3o-Neca.htm

    “Ela não é vista como filha de banqueiro”, justifica deputado Walter Feldman (SP), que deixou o PSDB para ir para o Rede Sustentabilidade; militantes que apoiam o novo partido defendem que sejam recusadas doações partidárias de empreiteiras e bancos, como a sigla já determina com empresas de tabaco, agrotóxicos, bebidas alcoólicas e armas; herdeira do Itaú, no entanto, tem relação mais próxima com a futura legenda: Neca Setúbal é amiga de Marina Silva e responsável pela captação de recursos do Rede. Quer dizer que ela pode?

    5 – Neca Setúbal, herdeira do banco Itaú, coordena programa de Marina Silva – – http://www.brasil247.com/pt/247/poder/135487/Herdeira-do-Ita%C3%BA-coordena-programa-de-Campos-e-Marina.htm

    Considerada a ‘fada madrinha’ da ex-senadora desde 2010, Neca Setúbal entra oficialmente na campanha à Presidência do PSB pela Rede; socióloga e filha de Olavo Setúbal, ela foi responsável pela captação de recursos da nova sigla: “A Marina fala que nós duas viramos amigas porque fomos contra os nossos destinos. Porque era para a Marina ser uma moça pobre do seringal do Acre e eu, uma moça rica da alta sociedade paulistana. Temos uma amizade muito bonita”, diz

    6 – Marina Silva pede novos protestos de rua em 2014 – http://www.brasil247.com/pt/247/poder/125163/Marina-pede-novos-protestos-de-rua-em-2014.htm

    Ex-senadora Marina Silva, que tentou criar um partido, a Rede, cujos líderes estiveram diretamente envolvidos na organização de manifestações e até em depredações de patrimônio público, como no caso do Itamaraty, exalta os protestos de junho e pede mais em 2014; “voto nessa bela multidão que foi às ruas como personalidade do ano de 2013 e desejo-lhe mais força e criatividade para renovar a democracia no Brasil em 2014”, diz ela

    7 – Marina condena, mas não expulsa seu assessor que incendiou o Itamaraty – http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/111994/Marina-condena-mas-n%C3%A3o-expulsa-v%C3%A2ndalo-da-Rede.htm

    “Errou em todos os aspectos”, diz a ex-senadora, porém sem comentar por que o Rede Sustentabilidade não expulsou Pedro Piccolo Contesini, que participou do ato de vandalismo contra o Palácio em Brasília no dia 20 de junho; em entrevista à Folha, ela defende protestos pacíficos, sem “agressão às pessoas, ao patrimônio”, como fez o militante; Marina Silva critica ainda a atribuição do termo “sonhatismo” ao seu projeto político e diz não querer falar em “hipótese” caso não tenha partido para se candidatar em 2014

    8 – Na campanha de 2010, o vice de Marina Silva foi o Guilherme Leal, dono da Natura. Ele mora em Londres há décadas.

    9 – Natura é autuada pela Receita em R$ 628 milhões – http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios-industria,natura-e-autuada-pela-receita-em-r-628-mi,139886,0.htm

    /Lembra que, de repente, a Marina apareceu nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, carregando a Bandeira do Brasil?

    http://assisprocura.blogspot.com.br/2014/08/marina-e-seus-apoiadores.html

     

  5. Gustavo Belic Cherubine

    18 de agosto de 2014 10:10 am

    Notícia de Charles, o Flautista

    Oi Nassif, olha o Charles.

    Abraços, Gustavo.

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/181171-flautista-retoma-carreira-que-foi-interrompida-pelo-crack.shtml Flautista retoma carreira que foi interrompida pelo crack WILHAN SANTINCOLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM LONDRINA (PR) Em um show de samba num bar de Londrina, o lugar de destaque no palco não é do vocalista, mas do flautista. Os frequentadores sabem por quê: o dono do instrumento é Charles Pereira Gonçalves, o Charles da Flauta. Charles, 41, aprendeu só a tocar aos dez anos e se apresentou até na Europa. Mas sua carreira foi interrompida pelo crack. Há alguns anos, tentou tratamento em São Paulo e hoje está no Paraná para ficar longe do vício. Aos 14 anos, ele, os dois irmãos e o pai começaram a se apresentar no centro de São Paulo. Depois que seu talento foi descoberto, recebeu lições de mestres como Altamiro Carrilho (1924-2012). Em 1988, gravou o LP “Pinguinho de Gente”. Aos 18 anos, pôs-se a usar drogas e foi tocar em semáforos para sustentar o vício. “Minha mãe morreu quando eu tinha dez anos. Eu e meus irmãos fomos morar com uma tia e passamos a ter amizades inapropriadas”, conta. Primeiro usou maconha e cocaína. “Daí para o crack foi um pulo.” Começou a morar na rua, foi internado cerca de 15 vezes e preso por tentativa de homicídio em uma briga de rua. Na penitenciária, dava aulas aos presos com uma flauta doce. Foram mais de quatro anos atrás das grades. Quando deixou a prisão, voltou às ruas. Sua sorte melhorou ao ganhar uma flauta transversal de um médico que levava sopa aos moradores. “Graças àquela flauta, juntei dinheiro para comprar outras duas. Aquele homem semeou em mim uma vontade de mudar.” Depois, trocou São Paulo pelo Paraná. REMENDOS Hoje, o flautista gosta de recordar sua fase áurea e enumera colegas de palco, como Demônios da Garoa e Dominguinhos. Para se manter longe do crack, ele se apoia na fé evangélica. Colegas o elogiam. “Na primeira vez que ele chegou na nossa roda, não se identificou. Começou a tocar e ficamos impressionados”, diz Osório Perez, 33. Ainda em 2014 deve lançar um CD, pelo selo Organismo Vivo, do músico Daniel Taubkin, e já pretende gravar outro. Ele também quer se casar e ajudar o irmão gêmeo, que mora nas ruas de São Paulo.

  6. Vladimir

    18 de agosto de 2014 10:11 am

    A mágica

    A noite de domingo já se acabava e nada de vazar os resultados da pesquisa do Datafolha para presidente,realizada loga após a morte de Eduardo Campos.

    Era evidente que o resultado não era favorável ao candidato apoiado pela mídia e seus asseclas,senão o vazamento teria ocorrido já na parte da tarde.. No entanto ,não era possível ,depois de tanta “comoção” provocada pela morte de Eduardo Campos,de tanta insistência pelo nome de Marina Silva que o quadro sucessório não apresentasse alterações significativas.

    O candidato apoiado pela mídia vivia um mau momento.denúncias sobre o aeroporto construido com dinheiro publico para uso de sua família (e do próprio,conforme admitiu em entrevistas),de sua desastrosa aparição no Jornal Nacional etc,etc.

    Marina Silva,até por lembranças da eleição passada,deveria,como trouxe,em um primeiro momento agregar mais votos que ofalecido candidato.

    Já a presidenta Dilma,viva um momento melhor,captado inclusive nesta pesquisa,com redução de rejeição e melhora na avaliação de seu governo.

    Assim,era de se esperar que o resultado da pesquisa mostrasse a presidenta em ligeira ascensã,o candidato da mídia em l queda e Marina Silva com alguma coisa como uns 5 pontos a frente deste candidato.

    A ordem dos fatores até  que foi mantida. Mas não era possível demonstrar a realidade e,mais uma vez,aparentemente,a margem de erro e os votos nulos,em branco ou indecisos foram fundamentais para corrigir o arrranjo.

    Não é possível,nem crível,que a provável candidata do PSB arregimentasse seus votos somente nesta faixa de indecisos,brancos e nulos. Também não é possível que o candidato da mídia não tenha perdido quase nada de seus votos , uma vez que,canalizava uma parte dos votos de oposicionistas que não viam em Eduardo a chance de vitória e passaram a “ver” com a provável ascensão de Marina a cabeça de chapa.

    Enfim,de concreto temos que a campanha eleitoral no rádio e televisão começa com a presidenta Dilma com algo pr´ximo dos 40% das intenções de votos e com a mídia atuando,como sempre tem atuado,24 horas contra a democracia e contra o Brasil.

    Se a presidenta conseguir comunicar-se melhor do que fez até agora,a eleição será decidida no primeiro turno,e com relative folga.

  7. João Paulo Reis

    18 de agosto de 2014 10:33 am

    Sader: Resta à direita se refugiar na mídia

    SADER: RESTA À DIREITA DA AL SE REFUGIAR NA MÍDIA

    .:

     

    Segundo sociólogo Emir Sader, na falta de projetos, direita latino-americana se refugia em setores da mídia para formar cadeias que resistem a transformações democráticas; “combinando campanhas terroristas”

     

    18 DE AGOSTO DE 2014 ÀS 07:09

     

    por Emir Sader, publicado na Rede Brasil Atual

    A direita latino-americana já teve várias fisionomias: economias primário-exportadoras e regimes políticos oligárquicos, ditaduras e governos neoliberais. Nenhuma parece suficientemente atraente para fazê-la voltar ao governo onde deixou de sê-lo. O modelo primário exportador sofreu golpe mortal com a crise de 1929. As ditaduras serviram para brecar avanços políticos das esquerdas surgidas ou fortalecidas na reação àquela crise.

    O projeto neoliberal parecia ser a boia de salvação das forças mais retrógradas das sociedades latino-americanas, permitindo que a direita trocasse de roupa, aparecendo como força “modernizadora”. Contra um Estado qualificado como parasitário, pela livre circulação dos capitais que supostamente permitiria reativar economias e promover o mercado e o grande empresariado como os agentes mais dinâmicos da sociedade, surgia uma “nova direita”.

    Essa fisionomia foi ajudada pela adesão de forças antes próximas ao campo popular. Partidos de origem nacionalista como o PRI mexicano e o peronismo, social-democratas como a Ação Democrática da Venezuela, o Partido Socialista do Chile, o PSDB no Brasil, entre outros, seguiram a trilha dos partidos socialista da França e da Espanha, pioneiros a “aderir”. O historiador Perry Anderson constatou em seu texto Balanço do Neoliberalismo que não tinha havido um modelo tão abrangente como o neoliberal. Se ainda no começo dos anos 1970 um conservador como Richard Nixon tinha afirmado “somos todos keynesianos” – confessando a hegemonia do modelo conhecido pelo Estado indutor do desenvolvimento e do bem-estar social –, não muito tempo depois até a social-democracia internacional dizia o oposto: “Somos todos neoliberais”.

    A esquerda histórica era desqualificada como superada, marginalizada dos grandes movimentos da globalização. Políticos oligárquicos eram reciclados para o liberalismo de mercado. Projetava-se o século¬ 21 como o século da nova direita.

    O modelo, pujante no seu início, revelou no entanto seus limites. As crises financeiras se multiplicaram – do México à Coreia do Sul, do Brasil à Rússia, da Argentina à Grécia.Depois de ter sido o continente que teve mais governos neoliberais e nas suas modalidades mais radicais – com os de Pinochet no Chile (1973-1990) e Menem na Argentina (1990-2000) –, a América Latina viu florescer governos antineoliberais. Esses governos ocuparam lugares amplos no campo político, deslocando a direita tradicional, agora associada à nova direita. Diante do pacto político na região de não aceitar governos que se estabelecessem pela força, como tentou-se, sem sucesso, na Venezuela, esse segmento teve de buscar outras vias e espaços.

    Novos governos – Venezuela, Brasil, Argentina, Uruguai, Bolívia, Equador – se consolidaram por atuar nos pontos mais frágeis do neoliberalismo: promovendo a centralidade das políticas sociais no lugar da dos ajustes fiscais. Recuperando o papel do Estado como indutor de crescimento e de direitos sociais, no lugar da centralidade do mercado. Priorizando diálogo regional em vez de tratados com os Estados Unidos.

    A direita teve de se refugiar onde mantém espaços de poder privilegiados – os meios de comunicação. Em situação monopolista, pelo poder do dinheiro e pela articulação com lobbies internacionais, se criam cadeias de formação antidemocrática da opinião pública, com poder de pressão sobre governos. A direita consegue desgastá-los, mas não vencê-los eleitoralmente, pois faltam-lhe plataforma, capacidade de projetar líderes e de conquistar bases de apoio além de decadentes setores das classes médias.

    Resta à direita latino-americana promover formas de desestabilização, combinando campanhas terroristas na mídia, mobilizações de setores que resistem às transformações democráticas e apoio internacional, buscar brecar os impulsos desses governos e, eventualmente, ganhar eleições. Essas formas de ação, já derrotadas em várias ocasiões na Bolívia, Equador e Brasil, se concentram agora especialmente na Venezuela e na Argentina. Aí jogam todas suas cartas.

     

  8. João Paulo Reis

    18 de agosto de 2014 10:34 am

    A estranha cobertura do velório de Campos pela Globo News

    GloboNews esconde emoção de Lula

     Por Luiz Carlos Azenha, do Recife, no blog Viomundo:

    Observando um resumo da cobertura da GloboNews do velório de Eduardo Campos, em Recife, por volta das 14:30.

    Nas imagens, destaque para José Serra, candidato ao Senado em São Paulo, que enfrenta o petista Eduardo Suplicy – que, aliás, conta com o apoio de Marina Silva. Foi mostrado três vezes. Também de forma simpática apareceram Aécio Neves e, ao longe, o governador Geraldo Alckmin.

    Por outro lado, literalmente piscaram as imagens do ex-presidente Lula, emocionado (ao chegar, ele pegou no colo o filho recém-nascido de Eduardo Campos) e da presidente Dilma Rousseff.

    No fim da reportagem, o filho mais velho Campos puxa o coro de “Eduardo, guerreiro, do povo brasileiro” diante de Dilma.

    Corta para a comentarista Cristiana Lobo, que destaca este último fato.

    Diz que a campanha recomeça “do zero”.

    Resumo da ópera: que Marina Silva leve a eleição para o segundo turno, como quer a Globo. Porém, que não trate de deixar para trás o preferido da casa, Aécio Neves.

     

  9. João Paulo Reis

    18 de agosto de 2014 10:36 am

    A mídia abandonou Aécio?

    Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

    Há um surdo desespero na campanha do PSDB.

    Assistem, sem outra reação que não a do sinceríssimo Reinaldo Azevedo, o movimento da imensa máquina de propaganda da mídia em favor de Marina Silva, tranformada em mater dolorosa de Eduardo Campos, com quem – todos sabem – mantinha uma relação de convivência eleitoral, ao ponto de, mês e meio atrás, ter mandando divulgar nota dizendo que a aliança PSB-Rede tinha data para acabar.

    Agora, porém, tudo mudou.

    Eduardo, morto, transformou-se em líder de Marina e ela, muito viva, em “continuadora” de sua trajetória, à qual há apenas 10 meses se juntou.

    A família – por ironia o “ponto fraco” que William Bonner e Patrícia Poeta apontavam no candidato, no Jornal Nacional, na véspera de sua morte – agora é erguida como símbolo da virtude de Campos e elevada à condição de foro político onde se decidem os rumos da campanha.

    O PSDB, acostumado a “surfar” os tsunamis de mídia, está perplexo diante de tudo.

    Despareceu dos jornais, com os quais podia, antes, dar-se ao luxo de se relacionar com “notas oficiais”.

    É obrigado, constrangido, a ler até mesmo Merval Pereira dizer que, agora, ”Marina seria a candidata das ruas, e tentarão fixar em Aécio Neves do PSDB a imagem de que é o candidato dos políticos.”

    Quem construiu a “não-política” como ideal de pureza – esquecendo que a política foi a evolução com que a democracia grega superou a transmissão hereditária do poder – agora se vê atropelado por ela.

    É que, talvez, na sua imensa vaidade, os tucanos não enxerguem que a direita brasileira quer que ocupe a Presidência qualquer um que se disponha a ser um “não-presidente” .

    Dócil por fraqueza, leniente por conveniência, fraco por definição e caráter.

    Ou tudo isso por transtorno próprio aos que se lambuzam no poder inesperado.

    O processo político, não obstante, prossegue, como a negativa de Galileu do movimento da Terra se completa com aquele “entretanto, se move”.

    Até segunda ordem das pesquisas, a mídia sepultou Aécio Neves.

    E sem velório ou lágrimas.

  10. Aroeira

    18 de agosto de 2014 10:49 am

    Não existe político que mereça ser canonizado

    Eu nunca conheci alguém com coragem para criticar um morto durante um velório. Até porque esta pessoa correria o risco de levar uns tapas, na melhor das hipóteses. Mas agora que o morto já foi enterrado, falemos do político Eduardo Campos.

    Não existe nenhum político que mereça ser canonizado. Todos são pecadores com enormes defeitos e algumas virtudes.

    Eduardo Campos com toda certeza tinha algumas virtudes a mais do que um  Aécio Neves ou uma Marina Silva. Dizem que ele era um  grande gestor pois soube aproveitar enormemente da ajuda propiciada por Lula ao seu Estado natal, Pernambuco. Naturalmente que Eduardo  e sua equipe souberam elaborar bons projetos em áreas estratégicas para o desenvolvimento daquele Estado, mas sem dúvida ele desfrutou de uma atenção toda especial do Sapo Barbudo que queria tirar Pernambuco de uma situação de miséria secular. E a quatro mãos, os dois conseguiram expressivas melhoras nas áreas de educação, infraestrutura viária, portos e aeroportos e criação de empregos.

    Mas Eduardo Campos, como todo político que só pensa naquilo (chegar ao Palácio do Planalto), colocou o seu projeto pessoal de poder acima de um projeto de construção de um país que ainda tem uma das piores distribuição de renda do  planeta. E partiu para fazer alianças inclusive com os banqueiros, uma pequena classe de “cidadãos” (banqueiro tem pátria?) que são beneficiados por uma montanha de dinheiro dos nossos impostos, através do pagamento de juros escorchantes de uma dívida interna de cerca de 3 trilhões de reais, portanto, uma dívida eterna impagável. Fez também alianças com políticos  decrépitos e viciados, e estas alianças, com banqueiros e a escória da política brasileira, eram apresentadas como revolucionárias pelo falecido Eduardo. E tudo isso em função de um projeto pessoal de poder.

    Este homem merece ser canonizado?

     

     

     

     

     

     

  11. SergioMedeirosR

    18 de agosto de 2014 11:40 am

    Marina, a candidata, suas circunstâncias e opções

    A possibilidade de Marina se tornar a segunda força e com isso alijar o PSDB da disputa à presidência, neste momento, que antecede o início da propaganda eleitoral gratuita, é essencial tanto para definir o espaço midiático dos candidatos da oposição, como para garantir as finanças que cada um dispõe para tornar viáveis suas candidaturas.

    Nas declarações de caciques do PSDB e do próprio candidato à Presidência (que podem ser apenas pro-forma), que saudam Marina, pode estar a semente da destruição não somente de Aécio, mas dos demais candidatos do PSDB.

    Anoto, também, que não descarto a possibilidade do referido candidato apenas estar tentando aplicar a mesma estratégia que deu certo com Eduardo Campos, ou seja, trazer Marina para o lugar comum das oposições, onde seria mais fácil utilizá-la e manobrá-la, sem o receio que se torne grande o suficiente para ameaçá-lo.

    Ocorre que, ao que se pode presumir, através de posicionamentos e declarações, a nova candidata não se mostra sensível a quaisquer tipos de aliança com o PSDB e, neste momento, sabe que suas chances dependem justamente  desta independencia, portanto, não se mostra inclinada a incorrer no mesmo erro de Eduardo Campos, ainda mais agora, em que ficou claro que tais tratativas somente beneficiaram o candidato do PSDB.

    Mas, não obstante tais considerações, aparentemente, seja por excesso de confiança ou fanfarronisno (medo travestido de bravata), a cúpula do PSDB, efetivamente, no início, ficou feliz pelo fato de possivelmente a candidatura de Marina criar novamente uma expectativa mais concreta de segundo turno.

    Entretanto, passada a euforia – não pela morte de Eduardo Campos – mas pela candidatura de Marina, estas velhas raposas da politica, aos poucos, começaram a colocar suas barbas de molho.

    É que, volta a rondar o cenário central da disputa politica, um espectro que pode ser fatal para o referido grupo.

    Esta mesma conjuntura politica, que há pouco tempo atrás já se apresentara como passível de colocar o PSDB na condição de carta descartada do baralho, ou seja, fora do jogo, e que foi neutralizada através da cooptação de Eduardo Campos, pode estar prestes a se concretizar novamente.

    Só que agora existe um pequeno empecilho, Marina, eis que esta, a princípio, não aceita ser cooptada pelo PSDB.

    Dessa forma,não poderá nem mesmo de início, ser tratada como aliada, pois evidentemente não o é, o que faria uma manifestação neste sentido ser de pronto desmascarada pela própria candidata.

    De qualquer sorte fica o aviso, que Marina não se iluda, o erro de Campos foi compor com o PSDB e não atacá-lo, sendo que, para caracterizar-se como uma terceira via, precisaria ter se diferenciado tanto do governo quanto do candidato do PSDB, ou seja, atacando a ambos.

    Pois bem, voltando a atual conjuntura.  

    Com a tragédia da morte, passou a existir uma nova composição com Marina candidata a presidente e Eduardo Campos, que apesar de falecido, continua a ser fundamental, na qualidade de motor a impulsionar moral e emocionalmente a candidatura.

    Os desdobramentos de tais acontecimento e fatos politicos são bem mais abrangentes do que os – ainda parcamente – noticiados pela mídia, a qual se ressente de uma análise mais definida da conjuntura pelos seus dirigentes, e torna dispersas as manifestações de seus analistas de plantão, posto que ainda não definido o quadro e a atuação da imprensa.

    Vemos, portanto, neste momento, de um lado, um Reinaldo vociferando contra Marina e, do outro lado, Dora Kramer e Cristiana Lobo, dando apoio a candidatura.

    A questão é exatamente esta, a partir da estabilização das análises, se Marina se mostrar competitiva o suficiente para subjugar ou ficar perigosamente próxima a Aécio, nas novas pesquisas, pergunta-se, por exemplo, a partir de então como será o tratamento dado a Marina pela mídia e pelo outro partido oposicionista.

    Aliás, neste ponto, uma interrogação, como se dará, e creio que inevitavelmente se dará, tal mudança da percepção da mídia (comportamento) em relação à Marina, que, de militante ecológica e cristâ, se transmutará em um ser com inúmeros defeitos, os quais, a tornariam inservível para a presidência de um país como o Brasil.

    Na última eleição Marina nunca chegou a ser uma ameaça, portanto, nunca foi confrontada, o que pode ser muito diferente desta vez, mas existe outro fator ainda, o dilema da imprensa, que talvez hesite em atacá-la de forma mais contundente, pois esta pode ir para um segundo turno com Dilma.

    Essa é a nova conjuntura.

    O jogo pode ter mudado, e a dobradinha Marina (e ainda Campos) pode – novamente – se apresentar com potencial capacidade de disputar efetivamente a eleição presidencial, ou seja, não se trata de mero coadjuvante da oposição, destinado a levar a decisão para um segundo turno, como era considerado até ontem.

    No caso, como postulante com possibilidade concreta de alijar Aécio Neves e o PSDB do segundo turno, o PSB, agora de Marina, logo, logo, passará a ser tratado como um adversário de peso, a ser confrontado em todos os espaços e campos possíveis ( a mídia oficial é fundamental para este embate).

    Reitero, outro ponto a ser considerado é: qual o espaço midiático que tal acontecimento (morte de Eduardo Campos) carrega consigo, e até quando será incensado pela mídia e traduzido em apoio a Marina.

    Terá a mesma duração efemera do chamado aécioporto, que parece esquecido da grande imprensa, antes mesmo de ter suas implicações e desdobramentos investigados ou analisados pela mídia.  Neste ponto, anoto que, a herança de terras obtidas por usucapião pelo candidato Aécio Neves, é fato singular e com enorme capacidade de repercussão perante a sociedade brasileira, justamente pela estigmatização que foi feita em relação a este instituto jurídico, notadamente por integrantes de partidos como o PSDB.

    Nessa mesma seara, a vantagem de Marina, que já foi de Eduardo Campos, é que esta pode ser vendida como o “novo” no próximo pleito, algo impossível para o velho PSDB de Aécio/Serra, que, além disso, cada vez mais, deverá suportar a pesada carga das denúncias de corrupção que pesam sobre a construção de aeroportos pelo candidato a presidencia pelo PSDB, ao lado e em terras de sua família em Minas Gerais, durante seu governo, do cartel, roubo e corrupção no metrô, junto ao governo de São Paulo, etc.

    Este é o novíssimo quadro.

    Na realidade, repete-se um quadro anunciado a pouco tempo, e que se faz repetir com cores mais fortes e urgentes e que, inevitavelmente poderá alterar de forma sensivel o atual quadro eleitoral brasileiro.

  12. Pedro Penido dos Anjos

    18 de agosto de 2014 12:38 pm

    Análise / Luiz Gonzaga

    Análise / Luiz Gonzaga Belluzzo

    Fausto e o moralismo

    O neoliberalismo é também um projeto de retorno a uma ordem alicerçada exclusivamente em fundamentos econômicospor Luiz Gonzaga Belluzzo — Carta Capital – publicado 18/08/2014 04:09   inShareFausto vendeu-se ao demônio. Para adquirir poder e dinheiro entre os mortais, hipotecou a alma pela eternidade. Tamanha era a força da sua cupidez, a fome da riqueza abstrata, que, diante dela, a eternidade parecia durar apenas um segundo.

    Vai pela casa da tonelada a quantidade de tinta gasta para deplorar o poder do dinheiro, a sua força para corromper as consciências, desfigurar as almas e os sentimentos. Contra esse poder e essa força, lançaram-se poetas, filósofos, teólogos e até os moralistas de folhetim.

    George Simmel, em seu livro A Filosofia do Dinheiro, mostra que o sujeito atacado pelo amor “doentio” ao dinheiro não é uma aberração moral, mas o representante autêntico do indivíduo criado pela sociedade argentária. As qualidades dos bens e o gozo de suas utilidades tornam-se absolutamente indiferentes para ele. Suas preferências,  sentimentos,  desejos, são totalmente absorvidos pelo impulso de acumular riqueza monetária.

    É curioso observar como a sociedade argentária, ao transformar violentamente os indivíduos e suas subjetividades em simples coágulos monetários, pretenda ao mesmo tempo colocar barreiras, ensinando-lhes as virtudes da moderação, da frugalidade,  da solidariedade. Então, como podemos falar de sentimentos como honradez, dignidade, autorrespeito numa sociedade em que todos os critérios de sucesso ou insucesso são determinados pela quantidade de riqueza monetária que cada um consegue acumular?

    É difícil escapar da sensação de que a contenção desse impulso é impossível sem a coação e a intimidação crescentes. As leis devem se tornar cada vez mais duras e especializadas na tentativa de coibir o enriquecimento “sem causa” e a qualquer custo. Verdade? A experiência contemporânea parece demonstrar que os circuitos de enriquecimento ilícito – apesar do grande número de prisões e condenações – não fazem outra coisa senão aumentar, multiplicando-se mundo afora. As drogas e seus sistemas de produção e comercialização, a espionagem industrial e tecnológica, a corrupção política, a compra e venda de informações e de “desinformação” da opinião pública formam uma rede formidável e em rápido crescimento de circulação de dinheiro “sujo”.

     

    Esse dinheiro transita e é “esquentado” e “esfriado” nos mercados financeiros liberalizados. Negócios legais são muitas vezes fachadas para “branquear” dinheiro de origem ilícita. Os sistemas fiscais – diante dos circuitos financeiros que permitem a livre movimentação de capitais – perdem o seu caráter progressivo e passam a depender cada vez mais dos impostos indiretos e da taxação dos assalariados.

    Daí o enfraquecimento sem precedentes da esfera pública, a desmoralização dos poderes do Estado, a crescente onda de moralismo que revela, aliás, mais impotência do que indignação. Os perdedores desse jogo entregam-se a lamentações e ondas de protesto que se esgotam rapidamente entre o escândalo do momento e o próximo. Sem tempo para raciocinar, entregam-se ao consumo de fatos sensacionais e escabrosos.

    Nessas situações crescem os clamores por medidas “salvacionistas”, apoiadas na invocação da própria santidade, honestidade ou bons propósitos. Em geral, esses movimentos de opinião voltam-se contra o “formalismo” dos procedimentos legais. Os grandes pensadores da modernidade encaravam com horror a possibilidade de vitória dos grupos que veem no direito e na formalidade do processo judicial obstáculos ao exercício da moral. Para eles, tais protestos não são apenas errôneos, mas revelam apego malsão à sua própria particularidade,  desfrutada narcisisticamente sob o disfarce da moralidade.

    No capitalismo realmente existente são os negócios que invadem a esfera estatal. A concorrência entre as grandes empresas impõe a presença do Estado nos negócios e envolve a disputa por sua capacidade reguladora e por recursos fiscais. Isso significou  abrir as portas para a invasão do privatismo nos negócios do Estado.

    O neoliberalismo também pode ser entendido como um projeto de retorno a uma ordem jurídica alicerçada exclusivamente em fundamentos econômicos. Para tanto, é obrigado a atropelar e estropiar, entre outras conquistas da dita civilização, as exigências de universalidade da norma jurídica. No mundo da nova concorrência e da utilização do Estado pelos poderes privados, a exceção é a regra. Tal estado de excepcionalidade corresponde à codificação da razão do mais forte, encoberta pelo véu da legalidade.

    Seria uma insanidade, no mundo moderno e complexo, tentar substituir os preceitos e a força da lei pela presunção de virtude autoalegada por qualquer grupo social ou, pior ainda, por aqueles que ocupam circunstancialmente o poder.

     

  13. mcn

    18 de agosto de 2014 2:37 pm

    Oi, Nassif e pessoal do

    Oi, Nassif e pessoal do portal.

    A alteração na caixa “Últimos conteúdos GGN” não ficou boa, pelo menos para mim. Está difícil encontrar os posts colaborativos (Fora de Pauta etc.) e ver os posts com mais comentários.

  14. mcn

    18 de agosto de 2014 2:40 pm

    Projeto transforma conhecimento de jovens em inovação

    http://portal.aprendiz.uol.com.br/2014/08/15/google-science-fair-2014-transforma-conhecimento-de-jovens-em-inovacao/

    Google Science Fair 2014 transforma conhecimento de jovens em inovação

    15/08/2014 | Danilo Mekari

    Você sabia que todos os funcionários do Google têm o direito de dedicar 20% de seu tempo de trabalho a projetos relevantes de interesse pessoal? Foi dessa maneira que surgiu a Google Science Fair (GSF), competição online de ciências criada em 2011 nos Estados Unidos que tem como objetivo estimular o desenvolvimento de projetos científicos em jovens que tenham entre 13 e 18 anos.

    Incomodado com a constante ausência de jovens brasileiros nas finais da competição, o funcionário do setor de vendas do Google no Brasil, Victor Paolillo Neto, 23, participou da concepção do Prêmio Local da GSF – criado também através dos “Projetos 20%”. A premiação busca “iniciativas que tentem solucionar um problema localmente relevante”, segundo descrição no site da GSF 2014.

    Conheça o projeto vencedor 

    Preocupados com os vazamentos de óleo em rios e oceanos, Raíssa e Gabriel desenvolveram o projeto “Membrana de Absorção Seletiva”, produzindo um material capaz de absorver 22 vezes o seu próprio volume e, no caso, ajudar na contenção desses vazamentos. “Ela funciona como uma esponja que absorve óleo e repele água”, explica Raíssa. “Ele pode ser aplicado em qualquer derramamento e, por não ser um mineral tóxico, não causará contaminação ou dano ao meio ambiente.”

    Segundo a pesquisa realizada pela dupla, orientada pela professora Schana Andréia da Silva, quase sete bilhões de litros de petróleo já foram derramados no mundo – considerando apenas os vazamentos de grande porte. Gabriel afirma que é um processo muito viável economicamente, pois “o óleo absorvido poderá ser recuperado e retornar para a indústria. Além disso, a membrana pode ser reutilizada várias vezes”.

    Reconhecimento

    O Prêmio Local foi entregue pela primeira vez na terça-feira (12/8), e a dupla vencedora veio do Rio Grande do Sul para receber a congratulação na sede do Google, em São Paulo. Raíssa Müller e Gabriel Chiomento da Motta, ambos de 19 anos, estudaram Química em curso técnico da Fundação Liberato, instituição que promove a Mostratec (Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia), maior feira de jovens cientistas da América do Sul.

    Com a premiação, os jovens recebem mil dólares para o desenvolvimento de seu projeto – além de um reconhecimento público por terem criado algo relevante para a sociedade.

    “É muito bom ver o nosso trabalho reconhecido. Foi um projeto de muitas etapas e teve que ser feito com muito cuidado, pois foi um ano inteiro dedicado às pesquisas. É um incentivo não só para nós, mas para todos os jovens que desejam fazer pesquisa e ciência”, declara Raíssa.

    Sair das caixinhas

    De acordo com Victor, coordenador local do GSF e membro do conselho da Associação Brasileira de Incentivo à Ciência (ABRIC), o papel do Google é estimular a transformação do conhecimento em inovação.  “Queremos que mais escolas apliquem esse método de ensino”, observa. Confira o bate-papo com o criador do Prêmio Local da GSF 2014.

    Portal Aprendiz – Qual a importância do GSF para o desenvolvimento da ciência no Brasil?

    Victor Paolillo Neto – Hoje, nosso principal desafio é transformar o conhecimento em inovação, ou seja, transformar o conteúdo da escola em algo que possa ser aplicado na sociedade, e que os alunos possam se envolver e se interessar mais por ciência e se tornarem futuros transformadores.

    Esse processo de transformação depende muito de instituições públicas e privadas, aí que entra o Google Science Fair: uma feira de ciências online, democrática, para todo mundo participar e conhecer o que é uma iniciação científica. É importante ter essa experiência e fazer com que mais escolas possam aplicar esse método de ensino de ciências, transformando o conhecimento em inovação.

    Raíssa, Schana e Gabriel recebem prêmio na sede do Google.

    Raíssa, Schana e Gabriel recebem prêmio na sede do Google.

    Danilo Mekari

    Portal Aprendiz – Por muito tempo, a linguagem científica afastou os jovens da pesquisa. Você acredita que o papel do Google é reaproximar a juventude da ciência?

    Victor – O próprio Google nasceu de uma inovação, nasceu da ciência. Hoje, é um serviço que o jovem usa muito, não apenas o Google Search, mas também o e-mail, o Google Docs, o armazenamento na nuvem.  O jovem está totalmente conectado naquilo e pode pensar ‘poxa, se eu me envolver com ciências eu posso criar o próximo Google’. O nosso papel como empresa é mostrar o quão próximo eles estão de fazer isso. Eles podem ser os próximos protagonistas do futuro.

    Portal Aprendiz – O Prêmio Local vai continuar?

    Victor – Sim. A nossa meta é não só ter um prêmio local, mas levar um estudante brasileiro para uma final de GSF nos Estados Unidos. Hoje, a participação nas finais da competição ainda é muito concentrada nos chineses, japoneses e americanos. Precisamos atingir essa mudança e levar uma equipe brasileira pra lá.

    Anote na agenda: a Mostratec 2014 irá acontecer entre os dias 27 e 31/10, em Novo Hamburgo (RS), e vai reunir mais de 350 projetos de jovens cientistas de todo o mundo.

    Portal Aprendiz – Como foi a sua participação na Mostratec?

    Victor – Antes de vir para o Google, quando cursava o ensino médio, fiz uma iniciação científica aos 15 anos e participei da Febrace e da Mostratec. Fiz quatro projetos diferentes e viajei pra sete competições fora do país. Isso mudou totalmente a minha vida: tanto a perspectiva de qual seria meu impacto no mundo como pessoa, como também me mostrou o quão importante é ter mais gente envolvida nessa temática para ampliar esse movimento de desenvolvimento da ciência. Eu acredito que isso pode mudar vidas. Quero levar essa oportunidade para o maior número de pessoas possível.

    Portal Aprendiz – Qual é o papel da ciência em um movimento de expandir a educação para além da sala de aula tradicional?

    Victor – A ciência é a principal ferramenta para o jovem aplicar o conhecimento que ele recebe na escola em uma coisa tangível e factível. Quando a gente fala em ciência, temos que pensar na interdisciplinaridade: não só em matemática, ou só biologia, só história, só ciências sociais, mas como tudo isso se junta.

    Isso é o mais legal do projeto científico. Ele pode envolver infinitas áreas de conhecimento. Esse é o caminho em que o mundo precisa andar: sair das caixinhas onde tudo está separado e se expandir, mostrando que o mundo é um sistema complexo de coisas acontecendo ao nosso redor.

     

  15. evandro condé de lima

    18 de agosto de 2014 2:54 pm

    Será que teremos uma reforma tributária?

    Quando as notas fiscais trazem discriminadas o valor dos impostos, passamos a ter noção do quanto pagamos. Seria interessante até uma campanha para divulgar, uma vez que acredito que poucos se dão ao trabalho de ler.

    Minha esposa, que infelizmente precisa de cosméticos, que no caso dela são, na verdade, remédios, chega em casa com a nota: 

    Valor da compra: R$ 277,70;

    Totl de imposto: R$ 102,01.

  16. hc.coelho

    18 de agosto de 2014 3:30 pm

    Boato

    Corre por ai um boato que a refinaria de Passadena está dando lucro e que o valor mínimo dela hoje seria 4 bilhões de dólares. O autor do boato é o Cafezinho, blog sujo.

    Acho que a bolsa vai despencar. 

  17. Cláudio José

    18 de agosto de 2014 5:34 pm

    PROJETO; AÇÕES COMUNITÁRIAS
    Caros amigos (as) sou um sonhador do bem, mas no Brasil, quem pode fazer mais, parece que não tem muita vontade. Apresentei esse projeto para a Bolsa de SP eté agora infelizmente não tive uma resposta? Estou sabendo pela internet, que muitos projetos sociais estão passando por dificuldades é isso é uma pena.  Rio de Janeiro, 30 de julho de 2014 BOLSA DE VALORES: DiretoriaPROJETO: AÇÕES COMUNITÁRIAS Prezados Senhores (as) investir no social tem um retorno super garantido de um mundo melhor, para todo mundo. Pensando nisso, gostaria de sugerir um projeto: AÇÕES COMUNITÁRIAS, onde a Bolsa de Valores de SP (do Brasil), faria um concurso, para eleger os melhores projetos sociais realizados pelos cidadãos do povo, nas comunidades carentes do Brasil. Os vencedores receberiam algumas ações das empresas participantes do projeto e depois de um tempo, eles terão que decidir, o que fazer com elas, de comum acordo com as suas necessidades. Observação: essa seria uma ótima maneira de apresentar para essa turma, como é que funciona a Bolsa de Valores de SP (do Brasil), todo mundo ganha com esse projeto do bem.  Atenciosamente:
    Cláudio José, um amigo do povo e da paz. 

  18. Leo V

    18 de agosto de 2014 7:13 pm

    “Buffalo Bill brasileiroJá

    “Buffalo Bill brasileiro

    Já velho, Buffalo Bill ganhava a vida como artista de circo, encenando para o público os combates que outrora havia travado contra os peles-vermelhas. Lembrei-me disto porque num restaurante de Belém, em Lisboa, há um arco de tijolos decorado com notas de variadíssimos países e os empregados contaram-me que há pouco tempo atrás Fernando Henrique Cardoso esteve lá a jantar e, depois de se ter gabado de que havia sido ele o criador do Real, assinou uma nota de já não sei quantos reais e deu-lhes para a fixarem no arco, junto às outras. Passa Palavra

    http://passapalavra.info/2014/08/98782

  19. Cláudio José

    18 de agosto de 2014 7:42 pm

    PROJETO: O FISCAL DO BEM

    Rio de Janeiro, 18 agosto de 2014

    PROJETO: O FISCAL DO BEM

    Caros amigos (as) a sonegação e a corrupção maltrata os mais pobres, tira dinheiro da educação, saúde etc. Pensando nisso, gostaria de sugerir um projeto: O FISCAL DO BEM, onde as prefeituras fariam uma campanha contra a sonegação e de ajuda para várias instituições de caridade, onde por cada nota fiscal arrecadada por uma instituição de caridade a prefeitura doaria para mesma por exemplo R$ 0,10, com isso o povo vai se conscientizar de pedir a nota fiscal e depois doar para a instituição de caridade de sua confiança. Amigos (as) todo mundo ganha com esse projeto, precisamos educar o povo, que fazer o bem faz bem. Estou sabendo que muitas instituições de caridade estão passando por dificuldades e infelizmente pensando em até de acabar com inúmeros projetos sociais. Amigos (as) que os bons prefeitos aproveitem essa projeto.

    Atenciosamente:
    Cláudio José, um amigo do povo e da paz.

  20. evandro condé de lima

    18 de agosto de 2014 9:14 pm

    Rir para não chorar.

    Nem meia palavra sobre como e por que a escolha (em negrito). 

    A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) não deve recorrer da liminar que proíbe a demolição da alça Norte do Viaduto Batalha dos Guararapes, em Venda Nova. O prefeito Marcio Lacerda (PSB) afirmou, nesta segunda-feira, que tem um acordo informal com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e com a Polícia Civil. Para ele, a demolição seria a melhor solução para o local. Sobre a liberação do trânsito na Avenida Pedro I, o administrador municipal informou que há um projeto sendo feito nos Estados Unidos para determinar a melhor maneira dos veículos votarem a trafegar pela via, porém não indicou uma data para isso. O estudo será divulgado nos próximos dias. 

     

    Agora, ver um repórter perguntar quanto custou ou custará a consultoria, e perguntas relevantes sobre a escolha(nossos engenheiros ?) deve ser pedir demais. Perguntas sobre prazos, custos, indenizações, etc., ficam para depois.

  21. Mara L. Baraúna

    18 de agosto de 2014 10:13 pm

    Centenário de Aracy de Almeida, a Dama da Central

    Aracy Teles de Almeida (Rio de Janeiro, 19 de agosto de 1914 — Rio de Janeiro, 20 de junho de 1988)

    Criada no subúrbio carioca, no bairro de Encantado, numa grande família protestante; o pai, Baltazar Teles de Almeida, era chefe de trens da Central do Brasil e a mãe, dona Hermogênea, dona de casa. Tinha apenas irmãos homens.

    Estudou num colégio no bairro do Engenho de Dentro, passando depois para o Colégio Nacional, no Méier. Desistiu de continuar os estudos porque queria ganhar dinheiro e sair de casa. 

    Começou a cantar aos onze anos na igreja evangélica, em terreiros de macumba escondido dos pais, e tocava cuíca no bloco ‘Somos de pouco falar’.

    Mais tarde, conheceu Custódio Mesquita, por intermédio de um amigo. Cantou para ele a música Bom-dia, Meu Amor (Joubert de Carvalho e Olegário Mariano), conseguindo entrar a Rádio Educadora (depois Tamoio), em 1933. Ali mesmo, conheceu Noel Rosa e aceitou o convite, que ele lhe fez, para “tomar umas cervejas cascatinhas na Taberna da Glória”. Desde este dia, o acompanhou todas as noites e tornou-se sua maior intérprete.

    Em 1936, foi filmado o famoso “Alô, alô, carnaval”, dirigido por Adhemar Gonzaga e produzido pelo americano Wallace Downey. Neste filme Noel Rosa sugeriu aos roteiristas e compositores João de Barro (o Braguinha) e Alberto Ribeiro, que alguns versos da canção Palpite Infeliz fossem interpretados pela cantora Aracy de Almeida lavando roupa num quintal modesto. Dizem que a Aracy ficou irritada com a sugestão de Noel Rosa e recusou-se a interpretar a cena, retirando-se das filmagens!

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=eV1Ru_1DFWA%5D

    Aracy de Almeida era uma mulher culta, diferente e competente, não só pela voz , mas também pela disciplina. Ela chegava uma hora antes do show, experimentava todos os microfones, passava os instrumentos, conferia tudo com o operador de som. E dava muita bronca nos músicos, que sempre chegavam em cima da hora, quando não atrasados.

    Em 1960, com a entrada da Bossa Nova e do Rock no Brasil, o samba deixou de ser prioridade na MPB. Logo, Aracy de Almeida, uma das figuras brasileiras mais importantes deste século, caminhou, sem frescura, para a TV, numa nova atividade, jurada de programas de auditório, onde criou fama como uma das artistas mais exigentes na escolha dos calouros.

    Pessoa de fino trato, inteligência incomum e, paradoxalmente, mulher de maus modos quando exposta ao público. Aquele estereótipo que a televisão exacerbara  para consumo das massas, exposto cruelmente como um ser humano intratável, desglamurizada e permanentemente de maus bofes, na verdade guardava os contornos meio punks que ela já rascunhara na década de 30, quando ia cantar nos bordéis do Mangue, levada por Noel Rosa. 

    A casa onde vivia, no bairro do Encantado, era casa no mais vasto sentido: ampla, com jardins ao fundo, janelas permanentemente abertas, ensolarada. E quadros de Di Cavalcanti, Clovis Graciano, Antonio Bandeira, Walter Wendhausen, Heitor dos Prazeres, Luis Canabrava, Aldemir Martins.

    “Quero voltar para o Encantado”. E não adiantava insistir, falar dos compromissos assumidos. Era novembro. Deixava de lado contratos fabulosos em boates e televisão, queria de novo vestir seu traje caseiro. Confessava, enfim, que o Natal a pegava pelo pé. Tinha um incrível bom gosto e uma habilidade manual inacreditáveis para armar seus badulaques natalinos.  

    Aracy de Almeida é vidrada no Velho Testamento. Evangelista por influência paterna, agora converteu-se ao judaísmo. Toda essa contradição místico-religiosa se conflita ainda no culto quase religioso a Noel Rosa, de quem é a melhor intérprete.

    Tinha cúmplices fiéis, e Tico era um deles. Roqueiro, filho de Míquel e Abrahão, donos da  Vigotex – uma indústria de tecidos finos, responsável pelos trajes que ela adotara como uniforme, desde que abandonara os vestidos de laise e brocados que seu protegido Denner confeccionava para ela. 

    Araca era uma espécie de precursora natural dos grandes transgressores que ditavam mudanças comportamentais. Foi existencialista antes de Sartre e Simone de Beauvoir, foi hippie bem antes dos abalos provocados por Woodstock. Enrolando um baseado e guardando-o entre as dobras da camisa, saía para desarrumar as noites paulistanas a bordo do belo Mercedes guiado por Tico, no Cadillac de Denner, cuja instalação do primeiro atelier ela patrocinou. 

    Em 1968, a pedido da própria Aracy, Caetano Veloso compôs uma música para ela, “A voz do morto”. Ela a gravou, num compacto-simples, para a Bienal do Samba de São Paulo daquele ano. O morto, claro, era Noel Rosa. Não se sabe por que, a música foi proibida pela censura, e ficou praticamente desconhecida. Mas ela ainda a cantava no ano seguinte, no show Que maravilha!, com Jorge Ben e Paulinho da Viola. Aracy gostava daquela turma nova. Eles a adoravam.

    Aracy de Almeida nunca foi bonita. Sempre com um palavrão cabeludo engatado na boca, gírias em escala industrial, não atraía muitos amantes. Já os seus principais amigos eram todos homens, como Maria, Vinicius, Fernando Lobo, Clóvis Graciano, Di Cavalcanti, Carlão Mesquita e Aldemir Martins.

    Ainda assim, Aracy possuía um tesouro que não se furtava a exibir a amigos, muito pelo contrário: os seios. Eles eram uma unanimidade para quem os tinha visto – lindos. São vários os relatos de Aracy mostrando os seios em boates, restaurantes e festas.

    A Aracy que morreu em 1988 não era mais a artista favorita de amigos influentes e interessantes.  A cantora dos versos mais tristes do samba e marchinhas surreais, a amiga que ministrou supositório em Antônio Maria, a mulher que tinha orgulho de seus seios, que gastava todo o dinheiro que ganhava com presentes para os amigos, ouvinte de Debussy, que dizia gostar mais de cachorro do que de gente, refugiada em sua casa no Encantado, fazendo feira, lendo a Bíblia, foi enterrada numa véspera de São João. Milhares de pessoas cantaram “Não me diga adeus” (de Luiz Soberano, J. C. da Silva e Paquito), seu grande sucesso de 1948.

    “Costumo dizer que Aracy de Almeida elevou o palavrão à categoria de uma cantata de Bach.” Hermínio Bello de Caravalho.

     Saiba mais sobre Aracy em:  Aracy: a voz do coração, da página Noel Rosa – 100 canções para o centenário  

    Aracy de Almeida – Momentos Musicais da Funarte 

    Aracy de Almeida: mulher do futuro, por Alexandre B. de Souza e Leonardo S. Prado

    Aracy de Almeida : o samba em pessoa – Rádio Batuta

    O centenário de Aracy de Almeida, a preferida de Noel Rosa, por Elson Rezende e Luciano Hortencio

    A Dama do Encantado, por João Antônio

    Dicionário Cravo Albin

    A paixão Aracy de Almeida segundo Hermínio Bello de Carvalho

    Projetos tentam reabilitar a imagem de Aracy de Almeida, lembrada como a jurada ranzinza da TV, por Silvio Essinger

    Wikipédia

    Homenagens:

    Aracy de Almeida: rainha dos Parangolés e Arquiduquesa do Encantado, por Hermínio Bello de Carvalho 

     A Dama do Encantado : Tributo à Aracy de Almeida, por Olívia Byington

    Espaço Cultural Aracy de Almeida 

    Praça Cantora Aracy de Almeida, Projeto de Lei Nº 1336/2003 

    Vídeos:

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=EZtNpPCqV1s%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=veqvAWg5WZI%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=4d2xomLeK9s%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=UCbfueFk2-w%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=4e21gIHaMHs%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=2esqrbH5EQ8%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=UnJ6RXG6cPE%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=7ZEFDNcuOJ4%5D

     

  22. MiriamL

    18 de agosto de 2014 11:27 pm

     
     
     
     
     
    A homenagem de

     

    A homenagem de André Raposo aos avós, à literatura e à vida

     

     

     

     

    A homenagem de André Raposo aos avós, à literatura e à vida

     

     

    Colocado no Youtube há duas semanas, o vídeo Carta aos meus avós – a partir de José Saramago, realizado por André Raposo e João Descalço, já foi visto mais de 100 000 vezes. A ideia da produção de uma peça baseada no texto Carta a Josefa, minha avó, de José Saramago, foi do publicitário André Raposo, de 22 anos. «Um amigo passou-me essa crónica, eu já havia lido o Memorial do Convento e o Ensaio Sobre a Cegueira, além de algumas crónicas do Saramago, mas essa eu não conhecia. Gostei muito. Faz dois anos, quando o meu avô materno faleceu, voltei a ela. Fiquei muito próximo desse texto, li-o várias vezes, e comecei a pensar em trabalhá-lo de alguma maneira.»

    A sua experiência teatral levou Raposo a pensar, de início, em adaptar a crónica de Saramago como um monólogo e apresentá-la no Teatro Rápido (espaço para obras de 10/15 minutos), mas logo a ideia de realizar um vídeo se sobrepôs. «Achei que teria mais projeção, e como não havia realizado nada, chamei um amigo, o João, para fazê-lo comigo.»

    Durante seis meses Raposo andou às voltas com a ideia. Primeiro decidiu que o vídeo seria feito em Beja, no Alentejo, terra natal sua e de sua avó Maria Alice, de 81 anos, a outra protagonista do vídeo. «Ela aceito o convite na hora, mas fez algumas exigências: como, por exemplo, contracenar só comigo.»

    Avó_Saramago(Fotos de Cristiano Morais)

    Após a escolha dos atores, André Raposo foi em busca do cenário. O local escolhido foi a casa da outra avó (paterna, já falecida). «É uma casa grande e bem iluminada», explica o publicitário. No início de julho, durante quatro dias, ele e a avó interpretaram o texto escrito pelo Nobel português em 1968. Ainda foram precisas mais duas semanas de edição – ao lado de João Descalço – e finalmente no dia 23 de julho, três dias antes do Dia dos Avós em Portugal, o vídeo foi colocado nas redes sociais.

    Era para ser uma homenagem aos avôs e avós. O que não imaginavam Raposo e Descalço é que o vídeo rapidamente se tornaria, no jargão da Internet, «viral». «A divulgação foi só mesmo nas redes sociais. Primeiro passei aos amigos, depois os amigos aos amigos, e os amigos dos amigos aos seus amigos, e foi assim», explica o publicitário. Além de muitos elogios e mensagens de carinho, a dupla recebeu pedidos para que o texto estivesse disponível em outros idiomas. A primeira legenda, em espanhol, já está visível; e em breve também será possível ler o texto em inglês.

    Processed with VSCOcam with c1 preset

    A avó Maria Alice também gostou do resultado, relata o neto. «Ela é muito comunicativa e as pessoas falam com ela na rua, contam que viram o vídeo.» Mas, segundo ele, ela não tem ideia da dimensão e do alcance do trabalho que fizeram. Só sabe que em Beja o vídeo fez sucesso.

    Além de homenagear os avós, o publicitário diz que queria com o vídeo demonstrar que José Saramago, ao contrário do que algumas pessoas pensam, é acessível a toda gente. «Esse texto da avó Josefa é prova disso», conclui. Era para ser uma homenagem aos avós, e acabou por ser um presente para todos os leitores de José Saramago.

    Assista ao vídeo de André Raposo e da avó Maria Alice:

     

    [video:http://youtu.be/NkbAfHXZKRw%5D

     

     

    http://www.josesaramago.org/homenagem-de-andre-raposo-aos-avos-um-presente-para-todos-nos/

     

    “Carta a Josefa, minha avó” (1968)

     

    30 Julho, 2014

     

     

    No ano de 1968, José Saramago publicou no jornal A Capital, de Lisboa, a crónica Carta a Josefa, minha avó. Anos mais tarde, ela seria publicada no livro Deste Mundo e do Outro. Abaixo segue a reprodução da página do jornal A Capital em que foi originalmente publicado o texto.

     

    carta

     

    Carta para Josefa, minha avó

    Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo — e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas e de formadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água.

    Viste nascer o sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um banquete universal. Criaste pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio ameaçava gelá-los. Contaste-me histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de família, um crime de morte. Trave da tua casa, lume da tua lareira — sete vezes engravidaste, sete vezes deste à luz.

    Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com  isto viveste e vais vivendo. És sensível às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinha. Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti, a palavra Vietname é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de raio. Da fome sabes alguma coisa: já viste uma bandeira negra içada na torre da igreja.(Contaste-mo tu, ou terei sonhado que o contavas?)

    Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém. Estou diante de ti, e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber o que é o mundo. Chegas ao fim da vida, e o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, uma coisa que não faz parte da tua herança: quinhentas palavras, um quintal a que em cinco minutos se dá a volta, uma casa de telha-vã e chão de barro. Aperto a tua mão calosa, passo a minha mão pela tua face enrugada e pelos teus cabelos brancos, partidos pelo peso dos carregos — e continuo a não entender. Foste bela, dizes, e bem vejo que és inteligente. Por que foi então que te roubaram o mundo? Quem to roubou? Mas disto talvez entenda eu, e dir-te-ia o como, o porquê e o quando se soubesse escolher das minhas palavras as que tu pudesses compreender. Já não vale a pena. O mundo continuará sem ti — e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava. Não teremos, realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa de que me não acusas — e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, por que te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida: «O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!»

    É isto que eu não entendo — mas a culpa não é tua.

     

    http://www.josesaramago.org/carta-josefa-minha-avo-1978/

     

     

     

     

     

     

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