Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
El Cid
19 de agosto de 2014 3:25 amChecagem:
façam suas comparações:
[video:http://www.dailymotion.com/video/x23di2y_aecio-neves-e-entrevistado-no-jornal-nacional_news%5D
[video:http://www.dailymotion.com/video/x23he6k_eduardo-campos-e-entrevistado-no-jornal-nacional_news%5D
[video:http://www.dailymotion.com/video/x240pn0_dilma-roussef-e-entrevistada-do-jornal-nacional-18-08-2014_news%5D
Márcio Carioca
19 de agosto de 2014 9:15 amJornalismo sem-vergonha
A diferença de postura dos entrevistadores é INACREDITÁVEL.
Fizeram uma ou outra pergunta mais dura para Aécio, mas sempre levantando a bola para ele “explicar” o problema. E não interromperam a resposta praticamente nenhuma vez. Comparada à entrevista de Dilma, a conversa com Aécio foi uma verdadeira ação entre amigos.
Luciano Prado
19 de agosto de 2014 3:48 amDedo fedorento
Dilma faz reclamação junto a Globo… O dedo de Patrícia Poeta tava fedendo horrores. Cossou lá e não lavou.
Luis Fraga
19 de agosto de 2014 6:15 amAs perguntas:
Resumo de entrevista com Dilma no JNForam pelo menos 17 intervenções – perguntas e interrupções – em 15 minutos, além do que as perguntas eram a pregação atual, da mídia. Introdução: Bonner O tempo total desta entrevista é de 15 minutos e a gente procura reservar um minuto, um minuto e meio para o candidato expor no fim aqueles projetos que ele considera prioritários para o govero no caso de ele ser eleito. Escândalos: 1) Candidata, no seu governo houve uma série de casos de corrupção e de desvios éticos, houve escândalo e corrupçãp no Ministério da Agricultura, Ministério das Cidades,Ministério dos Esportes,Ministério da Saúde,Ministério dos Transportes,Ministério do Turismo,Ministério do Trabalho,até mesmo a Petrobras acabou se tornando objeto de duas CPIs… a questão que eu lhe faço é a seguinte:Qual é a dificuldade de desde o início, se cercar de pessoas honestas que lhe permitam formar uma equipe de governo honesto que evite esta situação que nós vimos de repetidos casos de corrupção, não há, não pode haver uma sensação no ar de que o PT, descuida da questão ética e da questão da corrupção? 2) E em relação ao seu partido? Seu partido teve recentemente um grupo de elite de pessoas corruptas, comprovadamente corruptas, eu digo isto porque foram julgadas, condenadas e mandadas para a prisão pela mais alta corte judiciária do país; eram corruptos e o seu partdo tratou esses condenados por corrupção como guerreiros, como vítimas, como pessoas que não mereciam este tratamento, como vítimas de injustiça. A pergunta que eu lhe faço:Isso não é ser condescendente com a corrupção candidata? 3) Interrompendo..então a Sra. condena a postura do PT neste caso… 4) Interrompendo de novo… E a ação de seu partido a Sra. condena, Sr. Presidente? 5) Interrompendo de novo…mas candidata a pergunta que lhe fiz foi sobre a postura do seu partido, qual é a sua posição a respeito da postura de seu partido? 6) Patricia Poeta; corrupção não é o único problema. Seu governo diz que sempre investiu muito na área da saúde e essa continua sendo a maior preocupação dos brasileiros seundo uma pesquisa do instituto datafolha e isto depois de 12 anos de governo do PT, ou seja mais de uma década, nãp foi tempo suficiente para colocar estes problemas no trilho não? 7) Patricia Interrompendo…deixa eu fazer então um adendo aqui importante para para os nossos espectadores. A sra. diria aqui então diante de nossos telespectadores que hoje enfrentam filas nos hospitais, muitas vezes são atendidos em macas, que uitas vezes não conseguem fazer um exame de diagnóstico que a situação na saúde de nosso país hoje é minimamente razoável? Depois de 12 anos (com o dedo em riste apontando para a “face” da presidenta. 8) Bonner interrompendo…olha nós precisamosafalar de economia hein? 9) Patricia interrompendo…A colocação Presidenta, era 12 anos, doze anos de mandato mas…o Bonner quer falar sobre economia… 10) um tema importantíssimo… 11) vamos em frente…A Inflação anual neste momento tá no teto daquela meta estabelecida pelo governo, está em 6,5por cento.A economia encolheu 1,2 % no segundo trimestre deste ano e tem uma projeção de crescimento baixíssima para esta ano. Menor do que 1 por cento.O superávit do primeiro trimestre deste ano foi o pior dos útimo 14 anos.Quando a sra. é confrontada com este números ruins a sra. diz que eles são um produto, um resultado de uma crise internacional, aliás a sra. diz que até eles não são nem tão ruins assim porque a sra. lembra o caso das demissões de milhões na Europa e o fato de o Brasil ter hoje uma situação de pleno emprego, aí quando os analistas dizem que o ano que vem, de 2015, vai ser uma no difícil, ano de acertos de casa, que é preciso arrumar a economia brasileira, e portanto isso vai impor algum sacrifício, vai ser um ano duro a sra. diz que isso é pessimismo e aí eu lhe pergunto, a sra. considera justo; ora – olhandopara os números da economia- ora culpar o pessimismo, ora culpar a crise internacional pelos problemas? O seu governo não tem nenhum papel, nenhuma responsabilidade nos resultados que estão aí? 12) Interrompendo a resposta…mas o resultado no momento é muito ruim…inflação alta…insdústrias com estoques elevados…tem ameaça de desemprego ali na frente. 13) Interrompendo…Isto não é ser otimista em contrapartida ao pessimismo que a sra. critica? 14) Interrompendo…então vamos para os prjetos candidata? 15) Candidata nosso tempo está acabando… 16) Eu quero garantir à sra. o seu tempo de um minuto e meio para o seus projetos de candidata. 17) Seus projetos prioritários candidata… Qurem saber as respostas? Só vendo o vídeo.Faltou – para compor o quadro, obviamente as caras, o dedo em riste, as pausas estudadas, as ênfases em certas palavras e o demais acervo de interpretação. O que ressalta da entrevista- ponto para PHA – como já foi bem observado, é que nas perguntas está o que o JN quer que o povo brasileiro pense.
Luis Fraga
19 de agosto de 2014 6:19 amQue saco!
Tentei por 3 vezes fazer a formatação correta do texto para tornar a leitura agradável, mas não consegui.
Desisto!
Como é difícil por parágrafos, identação, pular linhas etc….
Assis Ribeiro
19 de agosto de 2014 11:29 amLuis
Às vezes acontece comigo.
Resolvo da seguinte forma:
1) copio o texto no word do computador
2) seleciono todo ele e escolho como fonte o calibre (corpo) tamanho 11.
3) copio e colo no Nassif.
Tente como teste.
Abraços.
Luis Fraga
19 de agosto de 2014 6:58 pmObrigado!
Ô Assis, obrigado pela dica, vou testar.
André Paulo Reis
19 de agosto de 2014 7:35 amTente o campo COLAR
Eu copio e colo,,..ao colar aparece um campo em página separada onde colo o texto e dou ok, clique em colar ai nesse icone da barra de edição que aparece o campo para inserir o texto, se vc escreve diretamente na caixa de comentarios, tente no tal campo que falei..
Márcio Carioca
19 de agosto de 2014 8:58 amPode contar 18
Ainda faltou aquele ponto em que ele interrompeu a conclusão da Dilma sobre a questão da saúde, quando ela lembrou do SAMU, pra dizer que ela já havia respondido à pergunta da Patricia.
Fiódor Andrade
19 de agosto de 2014 6:22 amA ocultação da ideologia por meio da objetividade fraudulenta.
Do http://www.apocaodepanoramix.com
A ocultação da ideologia por meio da objetividade fraudulenta. Narrativa da direita.
Os números, todos sabem, dizem o que quisermos que eles digam. A direita, por outro lado, sente enorme dificuldade de abrir-se na sua coloração ideológica própria, numa espécie de vergonha mal-disfarçada. Precisa então construir uma narrativa que pareça ideologicamente neutral, ou seja, que remeta apenas a aspectos gerenciais, supostamente objetivos, de uma realidade que é naturalmente imutável.
Precisa, mais que tudo, ocultar e negar a existência de classes com interesses diversos e conflitantes, tanto relativamente à divisão e apropriação das riquezas, quanto culturalmente. Precisa, vistas as coisas por outro lado, construir e servir-se de um discurso de naturalizada objetividade e negar as experiências bem sucedidas de alteração das desigualdades.
Resulta que a pequena burguesia urbana, profundamente descontente com a melhora dos que estão abaixo de si e alimentada pela imprensa mainstream, reproduz um discurso de objetividade fraudulenta, que parece tratar de um mundo onde inexistem opções guiadas por ideologias.
Quem escuta essa narrativa fria e aparentemente sem juízos valorativos percebe que ela foi purgada de qualquer elemento de escolha, como se opções não houvesse e tudo se limitasse a aspectos gerenciais. Eis o grande fetiche da narrativa direitista: tudo é questão de gestão.
De carta forma, a base deste discurso é já meio antiga, pois cuida-se do triunfalismo que emergiu no final da década de 1980, quando alguns aspirantes a profetas anunciaram o fim da história. O fim da história seria o resultado de um consenso nunca havido, em que o liberalismo absoluto ter-se-ia afirmado como verdade revelada.
A desonestidade dessa gente saltava aos olhos já naquela época, porque nem mesmo o tal liberalismo tem a realidade que nos papéis é fácil aparentar. Realmente, os profetas liberais nunca abdicaram de apropriar-se do Estado para que seu liberalismo funcionasse na medida correta de apropriação, o que significa dizer sempre em maior medida.
Discutem-se números, indicadores, resultados de balanços de empresas estatais, variações da bolsa de valores, estatísticas, tudo quanto possa parecer sintoma de uma coisa natural a funcionar melhor ou pior conforme a administração que tenha. Isso, todavia, além de mesquinho é fraudulento.
Mesquinho porque é micro demais e nega o planejamento e possibilidade de alterar-se a realidade social. Fraudulento porque os números, a depender do ângulo porque se os vejam, dizem qualquer coisa. No fundo, trata-se de investir contra os movimentos de desconcentração de rendas com um discurso que não pareça ideológico.
Tudo que for aparentemente sem valor ideológico, que for terceira via, que for apolítico, que for gerencial é discurso de direita. Isso fica evidente porque o núcleo do discurso direitista é a instalação de um modelo que só resulta em aprofundamento das desigualdades e não sou eu que o digo de forma inovadora, é a história que o prova fartamente.
É compreensível a dificuldade que se põe para um discurso sinceramente direitista, porque a enorme maioria das pessoas não se sentirá atraída por uma proposta de empobrecimento, nem mesmo se ela vier cuidadosamente embalada em palavras complicadas. Daí a necessidade de se recorrer à objetividade fraudulenta e acusar os promotores da redistribuição de gestores ruins.
Interessante é perceber como a pequena burguesia que repete o recebido da imprensa sem pensar incorre em contradições a cada dois ou três meses. Fosse eu da imprensa e fosse mais refinadamente pérfido, teria muito prazer em divertir-me assim com as classes médias, levando-as a dizerem as maiores asneiras e a desdizer-se mês depois com outra asneira ainda maior.
Se se anuncia uma redução de um preço administrado, de um serviço prestado por alguma empresa concessionária de serviço público, correm todos a dizerem que isso é ruim porque a empresa perderá dinheiro e prejudicará seus acionistas! O sujeito vai pagar menos, mas reclamará disso porque foi ensinado que isso é ruim, embora seja… bom.
Pois bem, se este mesmo preço sofre uma elevação alguns meses depois, isso é ruim, o que é mesmo óbvio. Mas, isso é ruim como uma enviesada confirmação da profecia anterior de que baixar o preço também era ruim. A imprensa joga o jogo do ganha-ganha e leva seus alunos a repetirem felizes e lépidos as contradições mais atrozes.
Essa crítica mediática que sempre desagua no ruim, mesmo que duas coisas estejam nos extremos de uma escala – e pensemos no preço da gasolina, por exemplo – revela que se trata puramente de ideologia. Não há objetividade em ser contra a redução do preço da gasolina e contra o posterior aumento pelas mesmas razões. É ilógico para qualquer pessoa que pense com sua própria cabeça.
Detenho-me neste particular dos preços administrados e concernentes a empresas públicas porque o principal objetivo da direita brasileira é vender duas jóias cujo capital ainda é maioritariamente público: a Petrobrás e o Banco do Brasil.
Para vendê-los, caso a direita tenha êxito nas presidenciais de outubro, será necessário algum discurso, porque não haverá condições, nem coragem de simplesmente vender porque é melhor entrega-las que receber os dividendos que repassam ao Estado como detentor da maior parte do capital social. É preciso dizer que estas empresas são um mau negócio para o Estado, mesmo que isso não faça qualquer sentido, principalmente quando se pensa na Petrobrás.
Semelhante acontece com programas e órgãos voltados à segurança social e a ações redistributivas. É moda falar das contas da seguridade social como se se tratasse de uma sociedade anônima exploradora de atividade econômica, ou seja, como algo que persegue lucro. Aqui a fraude é enorme, porque os objetivos e a natureza dos órgãos e programas são totalmente esquecidos na construção da narrativa.
Esta narrativa aquela velha estória do Estado mínimo, que é recontada com tênues variações em todas as latitudes e em todos os tempos. Esse Estado só deve ser mínimo para as maiorias, porque ninguém da classe média para cima sobreviveria nos mesmos padrões sem parasitar o Estado de alguma maneira, seja por isenções fiscais, seja por salários, seja por empréstimos a juros baixos e mil outras formas criativas.
http://www.apocaodepanoramix.com/?p=4661
aliancaliberal
19 de agosto de 2014 12:57 pmTu sabes mesmo o que é
Tu sabes mesmo o que é direita, sem essa do espantalho que criou no texto.
Pisquila
19 de agosto de 2014 6:46 amA cara dos “entrevistadores do JN” no final da entrevista
Liga um amigo distante e pergunta qual a minha opinião sobre a performance da presidenta Dilma na entrevista(?) do JN, que já estava no seu finalzinho. Na verdade, mais parecia que ela estava numa inquisição diretamente conduzida pelo próprio Torquemada. Se a intenção do Bonner e da Patrícia Poeta (leia-se, irmãos Marinho) era encurralar a Dilma, passaram do ponto e a coisa virou um angu de caroço. A Dilma saiu como agredida e os dois entrevistadores e principalmente ele, como grossos e sem a devida educação. Eu virei para o amigo e lhe perguntei: “Fulano, olha para a cara desses dois entrevistadores neste final de entrevista e diga rápido: com o que elas parecem? De pronto ele me respondeu: “Com cara de bun…”. Bem, então a sua pergunta já está respondida. A Dilma escapou dessa e eles não tiveram o resultado que esperavam. Como faltou a Fátima Bernades naquela bancada para dar outro pito no Bonner… O dedo em riste da Patricía Poeta para a presidente de um País, foi o cúmulo da deselegância e falta de educação. A Globo deixou a máscara cair de vez. Creio que a Dilma ganhou alguns pontos com essa malfadada inquisição. A jogada armada pela Globo foi o Bonner fazer (e com gosto, diga-se de passagem), perguntas quilométricas colocando a pecha de corrupção no PT, criticando a Saúde e a Economia, não para serem respondidas e sim para ficarem como acusações no subconsciente coletivo dos telespectadores. E além disso, com esse esquema, encurtar o tempo que a Dilma tinha para responder e quando respondia, a ordem foi interrompê-la direto para não concatenar as respostas. Só que a coisa saiu do prumo. O meu sobrinho (15 anos) que estava assistindo, comparou o Bonner ao Faustão: “o cara fala, fala e não deixa a Dilma responder. Tá igual ao Faustão”. A minha filha (23 anos) foi mais objetiva: “Que cara chato!”
André Paulo Reis
19 de agosto de 2014 7:26 amSelfies(autoretratos) com
Selfies(autoretratos) com caixão de Eduardo Campos ao fundo geram indignação nas redes sociais
http://oglobo.globo.com/brasil/selfie-em-velorio-de-campos-gera-indignacao-nas-redes-sociais-13635476
Assis Ribeiro
19 de agosto de 2014 9:11 amA atualidade do pensamento de Milton Santos
A atualidade do pensamento de Milton Santos
“Teríamos que retomar o debate da civilização, que foi substituído pelo debate do crescimento econômico: se vamos aumentar os juros, se vamos facilitar um pouco de inflação. Mas a civilização, ela própria, não é objeto de discussão. E isso abre espaço para uma série de barbáries.”
Sobre a globalização
“É preciso perceber três espécies de globalização se queremos escapar à crença de que este mundo, assim como nos é apresentado, é a única opção verdadeira:
Há o mundo tal como nos fazem vê-lo, com a globalização como fábula; o segundo é o mundo como ele é, com a globalização como perversidade; e o terceiro, o do mundo como ele pode ser, o da outra globalização.
A globalização tem três faces, portanto: é uma fábula, na medida em que fantasia-se acerca de mitos como a comunicação universal, o fim do Estado e a aldeia global.
O outro lado é a globalização perversa, que ataca a maioria dos países pobres, trazendo miséria, fome e doenças. Mas as mesmas técnicas que permitem em países ricos a proliferação da ideologia perversa permitirão aos países pobres um movimento de baixo para cima, que imporá uma nova ideologia mais humana.”
A imprensa como instrumento de propaganda a serviço de grupos específicos
“A globalização perversa é baseada em fábulas como a da comunicação global, do espaço e tempo contraídos, da desterritorialização e da morte do Estado. São fábulas porque a informação é centralizada e manipulada no interesse das grandes empresas. A diminuição de espaço e tempo pregada só acontece para poucos. A globalização perversa precisa dos territórios e dos governos internos para se manter e a morte do Estado, por sua vez, só aproveita às poucas empresas hegemônicas.
Todas essas fábulas são inculcadas nos cidadãos antes mesmo de qualquer ação.
Nascem daí a violências estrutural e a perversidade sistêmica, onde a competitividade e a potência (falta de solidariedade ou prevalência sobre os outros) puras, unidas à ideologia neoliberal, fazem parecer normais as exclusões sociais. Fala-se muito em violência da sociedade de nosso tempo, mas esquece-se que as violências que mais percebemos são apenas derivadas. A violência estrutural resulta da presença, em estado puro, da competitividade, da potência e do dinheiro. A essência da perversidade é a competitividade, uma guerra em que tudo vale para conquistar melhores espaços no mercado.”
A gestão do “novo”
“… A gestação do novo, na história, dá-se frequentemente, de modo quase imperceptível para os contemporâneos, já que suas sementes começam a se impor quando ainda o velho é quantitativamente dominante. É exatamente por isso que a “qualidade” do novo pode passar despercebida… A história se caracteriza como uma sucessão ininterrupta de épocas. Essa idéia de movimento e mudança é inerente à evolução da humanidade. É dessa forma que os períodos nascem, amadurecem e morrem…”
“… Uma outra globalização supõe uma mudança radical das condições atuais, de modo que a centralidade de todas as ações seja localizada no homem: a precedência do homem. Sem dúvida, essa desejada mudança apenas ocorrerá no fim do processo, durante o qual o reajustamentos sucessivos se imporão. Nas presentes circunstâncias a centralidade é ocupada pelo dinheiro, em suas formas mais agressivas, um dinheiro em estado puro sustentado por uma informação ideológica, com a qual encontram simbiose…”
Os atores que vão mudar a história são os atores de baixo. Vão agir de baixo para cima. Os pobres em cada país, os países pobres dentro dos diversos continente, os continentes pobres em face dos continentes ricos. De tal forma, não teremos uma revolução sincronizada: haverá explosões aqui e ali em momentos diferentes, mas que serão impossíveis de conter.
O Estado
O Estado é indispensável porque as chamadas organizações do terceiro setor não são abarcativas, não podem cuidar do conjunto das pessoas que precisam de cuidados. Já o Estado tem a tendência de cuidar de todos, de todas as pessoas. Essa produção democrática que as ONGs ou o terceiro setor – por suas limitações de origem, financiamento, objetivos – não podem fazer. Então, o Estado torna-se algo cada vez mais indispensável, porque as fontes criadoras de diferenças e desigualdades são muito mais fortes que no passado.
Democracia vazia
A gente esvaziou a palavra democracia de conteúdo. Continua-se falando em uma democracia sem saber muito bem do que se está falando. Nós utilizamos uma série de conceitos que vêm de um outro tempo – e que tornam vazios, porque o tempo mudou! – da maneira que é conveniente. Usa-se o conceito de democracia com referência ao meramente eleitoral. O resto – a representatividade, a responsabilidade, tudo isso – perdeu força.
Responsabilidade da educação
“A educação corrente e formal, simplificadora das realidades do mundo, subordinada à lógica dos negócios, subserviente às noções de sucesso, ensina um humanismo sem coragem, mais destinado a ser um corpo de doutrina independente do mundo real que nos cerca, condenado a ser um humanismo silente, ultrapassado, incapaz de atingir uma visão sintética das coisas que existem, quando o humanismo verdadeiro tem de ser constantemente renovado, para não ser conformista e poder dar resposta às aspirações efetivas da sociedade, necessárias ao trabalho permanente de recomposição do homem livre, para que ele se ponha à altura do seu tempo histórico.”
O tecnicismo engessador
“Em nome do cientismo, comportamentos pragmáticos e raciocínios técnicos, que atropelam os esforços de entendimento abrangente da realidade, são impostos e premiados. Numa universidade de ‘resultados’, é assim escarmentada a vontade de ser um intelectual genuíno, empurrando-se mesmo os melhores espíritos para a pesquisa espasmódica, estatisticamente rentável. Essa tendência induzida tem efeitos caricatos, como a produção burocrática dessa ridícula espécie de ‘pesquiseiros’, fortes pelas verbas que manipulam, prestigiosos pelas relações que entretêm com o uso dessas verbas, e que ocupam assim a frente da cena, enquanto o saber verdadeiro praticamente não encontra canais de expressão.”
Sobre a violência atual
“O caldo de cultura que baliza a vida já é violento em si. A globalização exige de todos os atores, de todos os níveis e em todas as circunstâncias, que sejam competitivos. Esse processo exige que empresas, instituições, igrejas sejam competitivas. A competição estimula a violência porque a regra que vigora é a regra do resultado. Não existe ética. Quando, por exemplo, se privilegia, no ensino secundário, a formação técnica, sem nenhum conteúdo humanístico, está se criando mais um caldo de cultura que estimula atitudes violentas.”
http://assisprocura.blogspot.com.br/2014/08/a-atualidade-do-pensamento-de-milton.html
Aroeira
19 de agosto de 2014 9:12 amDilma no JN: entrevista ou interrogatório?
Resumo da ópera: as perguntas (???) do bonner foram longas afirmativas feitas com o objetivo de convencer o telespectador de que os pontos de vista da Rede Globo a respeito das coisas que interessam ao povo Brasileiro (corrupção, saúde, economia, etc) são incontestáveis. E, na concepção do grupo mafioso representado naquele momento pelo editor do JN, o Brasil continua uma merda.
Mais uma vez, e deselegantemente, as respostas da Dilma foram interrompidas muitas vezes. E, nas conclusões finais, ela não teve o tempo prometido de 1 minuto e 30 segundos. A Dilma então forçou a barra e conseguiu fazer as suas considerações finais no meio de uma enxurrada de advertências do tipo “seu tempo já acabou, seu tempo já acabou, seu tempo já acabou”.
Isto não foi uma entrevista; isto foi um “INTERROGATÓRIO”. É como se um delegado de polícia fizesse uma séria de afirmativas com relação a um suposto crime cometido por um preso e não deixasse o cara se explicar. Nessas condições o preso vai para o xilindró e fica lá aguardando por um advogado que o defenda. E o advogado da Dilma é o programa eleitoral gratuito que começa hoje, onde ela terá tempo de responder a todas a “perguntas” feitas pelo bonner.
Eu sabia que nessa entrevista a merda ia virar boné. Ou será bonner?
Vladimir
19 de agosto de 2014 9:52 amA USP e o investimento do governo de São Paulo na Educação
Na folha de hoje.
VLADIMIR SAFATLE
Números não mentem
Todo brasileiro reconhece que educação e pesquisa são nossos problemas mais decisivos. Por isso, a sociedade tem o direito de formar sua opinião a respeito do que acontece em seu mais importante centro de pesquisas e formação a partir do maior número de dados possíveis. A solução da crise pela qual passa a Universidade de São Paulo exige um debate público e aberto a respeito das responsabilidades do estado brasileiro e de seus entes federados.
No entanto, há de se reconhecer que a sociedade não tem recebido as informações necessárias para criar um quadro claro a respeito das causas da situação difícil pela qual a USP passa atualmente. Como se costuma dizer, números não mentem.
Nos idos de 1989, a USP tinha 31.897 alunos de graduação, além de 8.486 mestrandos e 4.428 doutorandos.
Em 2012 este número era 58.303 alunos na graduação (aumento de 83%), além de 13.836 mestrandos (aumento de 63%) e 14.662 doutorandos (aumento de 231%). Só entre 1995 a 2012, a universidade passou de 132 cursos oferecidos a 249, contabilizando um aumento de 88,6%, com toda a necessidade de investimento em infraestrutura para tais cursos novos. O que não deveria nos estranhar, já que, neste período, a universidade incorporou ou criou campi como os de Lorena, Santos e a USP Zona Leste.
Agora, e isto deve ser realmente sublinhado, mesmo com tal ampliação substantiva, o número de professores no mesmo período cresceu apenas 4%, passando de 5.626 a 5.860, ou seja, praticamente nada. Mas o mais impressionante é que o número de funcionários simplesmente caiu (sim, caiu) 5%, passando por sua vez de 17.735 a 16.839.
Dessa forma, a relação aluno/professor aumentou de 8 por 1 para 15 por 1 neste período, o que está longe de configurar uma instituição “inchada”, como nos foi sugerido.
Só a título de comparação a relação aluno/professor em Harvard é 7 por 1. A Universidade Católica do Chile teria passado a USP em certos rankings internacionais exatamente por ela ter uma relação aluno/professor menor. Com o congelamento da contratação de novos professores, a situação será ainda pior.
O que se tira disto é que os professores e funcionários da universidade precisam responder por mais atividades com um salário que, comparado ao recebido em 1989 por um docente, teve o seu poder de compra reduzido em 9,5%.
Estes números demonstram que a USP tornou-se uma universidade de massa em plena expansão sem ter recebido do Estado as condições para tanto. Ela é apenas um capítulo a mais da demissão do Estado em relação à educação pública.
Assis Ribeiro
19 de agosto de 2014 10:14 amMania de ‘selfies’ pode estar
Mania de ‘selfies’ pode estar passando dos limites, diz pesquisador
Registrar os momentos com vídeos, atualizações de status e selfies é inevitável, mas podemos estar ultrapassando os limites. É o que pensa o pesquisador Andrew Hoskins, da Universidade de Glasgow, na Escócia.
Ele está em São Paulo para o Fórum Permanente de Gestão do Conhecimento, Comunicação e Memória, onde falará sobre como as tecnologias digitais estão mudando a maneira como os acontecimentos atuais se tornam memória.
Manter-se conectado a todo momento, segundo Hoskins, já é parte integrante da experiência de estar em qualquer lugar e se tornou uma espécie de compulsão. Isso ajudaria a explicar, por exemplo, a polêmica levantada pelos autorretratos tirados durante o funeral de Eduardo Campos.
O pesquisador, que fundou a publicação especializada Memory Studies, fala até mesmo de um “esvaziamento da memória” à medida que as pessoas se tornam mais dependentes das buscas online e guardam extensos arquivos e fotos pessoais digitais que nunca serão visualizados.
“A memória sempre se faz no presente. Ainda não entendemos a magnitude da maneira como a tecnologia mudará nossa memória no futuro”, disse o pesquisador à BBC Brasil.
Confira a entrevista:
BBC Brasil: Durante o funeral do ex-candidato presidencial Eduardo Campos, pessoas foram criticadas por tirar selfies mesmo próximo ao caixão. Como você vê isso? Pode ser considerado desrespeitoso ou seria uma reação normal ao estar presente em um evento histórico?
Andrew Hoskins: Depende do ponto de vista de cada um. A noção do que é público se transformou com a tecnologia. E há agora o que eu chamo de compulsão pela conectividade. Então a pergunta a se fazer é por que as pessoas estão tirando selfies? Por que elas estão constantemente registrando tudo? É em parte a ideia do que é estar em um espaço público hoje, o que é entender uma certa experiência ou evento.
A tecnologia sempre esteve presente nesse sentido, mas para mim há um ponto em que chegamos longe demais. É quando registrar o evento se torna mais importante do que ver o que está sendo registrado. Acho que esse momento estamos vivendo agora.
BBC Brasil: E a noção que temos dessas regras de comportamento vai mudar ao longo do tempo?
Andrew Hoskins: Essa moral é geracional e está sempre mudando. São níveis diferentes de alfabetização midiática. O uso normal para uma pessoa não é o mesmo para outra.
Quando eu vou para um show, eu quero ver uma banda, eu vou para ver a performance. Eu não quero alguém diante de mim balançando o telefone, a câmera ou um iPad. Mas eu sou de outra geração, eu acho isso estranho. Eles claramente acham que não. Eles acham que isso é parte rotineira do que significa estar em um evento ao vivo. Essa midiatização dos eventos é algo que mudou muito nos últimos cinco anos.
Eu também vivo tirando fotos e gravando tudo o que acho interessante, não estou acima disso. Mas você precisa se perguntar: como seria essa experiência se você não a tivesse registrado? O que ela significaria para você uma semana ou dois meses depois sem aquele registro audiovisual? Quão importante é esse registro na formação da memória daquele evento? Outras pessoas construirão suas memórias sem isso e sempre foi suficiente.
BBC Brasil: Em seu livro iMemory você diz que a compulsão pela conectividade pode ser responsável pelo esvaziamento da nossa memória. Como esse esvaziamento acontece? Nos lembramos de menos coisas porque estamos muito ocupados tirando fotografias?
Andrew Hoskins: A memória hoje é menos uma questão de lembrar e mais uma questão de saber para onde olhar. Muitos psicólogos dizem que há uma diminuição da memória humana por causa da nossa crescente confiança na tecnologia. Quando eu era criança, eu tinha que lembrar das coisas. Agora se eu não me lembro, posso digitar e aparece para mim.
A grande mudança é que a confiança nas tecnologias da comunicação e da informação para criar memórias, para se sociabilizar e para se informar está passando a ser um dependência. E esse é o ponto crítico. Diferentes países estão em diferentes estágios, mas estamos todos entre a confiança e a dependência das tecnologias.
Contar com essas tecnologias é bom, na minha opinião. Mas depender delas é outra coisa. A noção de compulsão pela conectividade sugere para mim que estamos dependentes. É essa coisa de não poder ficar sem checar mensagens no telefone, sem tirar fotos. De não poder ficar desconectado por algum tempo, porque nos sentimos sozinhos e alienados.
BBC Brasil: E é possível determinar quais eventos as pessoas devem ou não registrar? Como shows ou mesmo funerais?
Andrew Hoskins: Há pessoas que estão tentando. Há algumas bandas que pedem aos fãs que não gravem, não fotografem e não usem seus telefones durante os shows e alguns aderem a isso. Mas eles são a exceção, não a regra. A sensação é de que isso é inevitável e de que a penetração dos smartphones faz parte da sociabilidade do dia a dia. É impossível escapar deles.
BBC Brasil: Mesmo antes dos celulares, estes eventos já eram sociais. Em funerais, já se debatia o hábito de conversar animadamente com outras pessoas. Nos anos 1960 já se dizia que fãs dos Beatles iam aos shows mais para gritar do que para assistir à banda. A tecnologia móvel mudou isso tanto assim ou estamos apenas nos adaptando a um novo formato?
Andrew Hoskins: Em países e regiões diferentes as coisas mudam em ritmos distintos. O que é um comportamento aceitável em cada lugar é cultural e regional. É difícil ter uma resposta única para esta pergunta. Mas é realmente uma questão de adaptação.
Especialmente se você pensar que muitas das pessoas tirando essas fotos são de uma geração mais nova. Há 30 anos, quando eu era criança, a pessoa que tirava todas as fotos das férias em família era meu pai. Era o pai que determinava o que seria, no futuro, a memória da família. Então tínhamos aquela perspectiva bastante patriarcal e masculina. Quem tira as fotos hoje? Os filhos. Então temos hoje uma perspectiva diferente sobre as famílias. Nesse sentido, a mudança é interessante.
BBC Brasil: No caso da política, é mais fácil hoje trazer de volta promessas de campanhas e escândalos envolvendo os candidatos para continuar cobrando respostas. A tecnologia estaria ajudando a nossa memória política?
Andrew Hoskins: Sim e não. Há muitas maneiras de responder a essa pergunta. Uma delas tem a ver com a maneira como os políticos estão lidando com o presente, porque eles sabem que tudo está sendo gravado e poderá ser usado contra eles. Na Grã-Bretanha, acho que o discurso político se tornou muito insosso porque os políticos têm medo de dizer algo que eles sabem que dois meses depois será recuperado rapidamente para contradizer a próxima coisa que eles disserem.
O jornalismo sempre fez isso, mas era muito difícil. Você tinha que analisar um arquivo imenso para encontrar o momento em que uma pessoa prometeu algo. Mas agora qualquer um pode fazê-lo, chama-se Google. Isso tem um efeito adverso na política. Porque os políticos, assim como qualquer um, não querem ter que responder por opiniões e promessas que inevitavelmente mudam – por boas e más razões. Então o discurso deles tende a ser mais vazio.
Por outro lado, há uma filosofia de que a memória perfeita e completa sobre todas as coisas é algo bom, mas isso ignora algo fundamental: nem todas as memórias são boas. Também queremos esquecer coisas. Esquecer não é disfuncional, é muito importante.
BBC Brasil: Mas ao escolher representantes políticos é importante lembrar, não?
Andrew Hoskins: Sim e não. Quando o ex-primeiro-ministro britânico Gordon Brown chamou uma eleitora de “preconceituosa” em 2010, a tecnologia o pegou desprevenido. (Gordon havia acabado de cumprimentar a mulher, Gillian Duffy, e fez o comentário momentos depois, no carro, para um de seus assessores, sem perceber que ainda usava um microfone do canal de TV Sky News. O caso repercutiu em todo o país).
Um microfone que estava ligado o pegou falando o que ele realmente pensava e isso foi visto como degradante. Aquela frase representava tudo o que Gordon Brown pensava? Provavelmente não. Mesmo assim, ela manchou a memória política do homem que ele foi e das coisas que pensou.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/08/140818_andrew_hoskins_selfie_cc.shtml
Assis Ribeiro
19 de agosto de 2014 11:07 amO jornalismo tenta se impor
O jornalismo tenta se impor como poder hegemônico.
O que se viu nas entrevistas do Jornal Nacional com os candidatos à presidência da república foi mais uma tentativa de amordaçar os entrevistados, pautar respostas, intimidar os candidatos e qualificar a imprensa como o maior poder da república.
Em uma entrevista cuja proposta era abordar propostas de governo, Bonner e Patrícia Poeta se enveredaram como delegados de polícia a investigar ilações e emparedar as falas dos candidatos.
As atuações performáticas dos entrevistadores repetiu a politicagem rasteira tentando colocar os candidatos na defensiva e não permitiu que fossem apresentadas suas propostas de governo.
Como disse Fernando Brito em seu blog:
“No meu tempo, quando fumar era comum, chamava-se “teste do cinzeiro”.
Consistia, essencialmente, em convidar o entrevistado a fumar e não lhe oferecer o cinzeiro.
Ficava o pobre coitado, inseguro sem saber que diabos faria com a cinza.
Intimidação.
Era isso o que se desejava saber sobre o candidato ao emprego: se era capaz de enfrentar a “autoridade” do entrevistador ou se, pusilânime, temia o poder da mídia.
As entrevistas do Jornal Nacional – Aécio Neves, depois o finado Eduardo Campos – tiveram um clima inequívoco de “quem manda aqui sou eu” de parte de William Bonner e de Patricia Poeta (será mesmo esse o sobrenome dela ?)
Mais que o conteúdo, as respostas de Dilma, a quem faltaram olhos vidrados e convicção na voz, tiveram um mérito.
Não ficou, como aqueles entrevistados das técnicas de RH, sem saber o que fazer diante da “otoridade” incontestável.
Não concedeu o mando inconteste do que deveria ser dito aos entrevistadores da Globo.
Qualquer jornalista que tenha passado da fase de estagiária sabe que o entrevistado só dirá algo de inédito, de original, se o entrevistador for capaz de estabelecer um clima de cumplicidade amena com aquele que é inquirido.
Do contrário, arrisca-se a levar um fora. Lembro me de um antológico dado por Jânio Quadros a um jornalista do velho programa “Pinga Fogo” da TV Tupi.
A uma pergunta inconveniente do Jornalista, o matreiro e performático Jânio respondeu:
“Sr Almir. Note que estou lhe tratando de sr Almir, tal a hostilidade que sua pergunta se entrepôs entre nós.”
Daí em diante, pouco importou o conteúdo da resposta de Jânio. Era irrelevante, diante da recusa inicial da legitimidade do que era perguntado.
Dilma, por seu temperamento, não chegou a esta desqualificação do delegado Bonner e da investigadora Poeta.”
Eduardo Guimarães do blog da Cidadania vai além:
“A presidente da República bem que poderia ter incorporado o espírito de Leonel Brizola e, após ter dito tudo que tantos brasileiros têm a dizer sobre a Globo, deixado William Bonner e Patrícia Poeta fazendo suas caras e bocas (de nojo) sozinhos. Se não fosse uma dama, poderia ter dito que recebeu o Jornal Nacional para ser entrevistada, não para ser agredida.
O que se viu na noite de terça-feira, 18 de agosto de 2014, na TV Globo, não foi uma entrevista dura como foram – em alguma medida – aquelas a que foram submetidos Aécio Neves e Eduardo Campos. Foi uma agressão, um desrespeito.
E não só pelo tom dos entrevistadores, mas pelo tempo que gastaram com suas perguntas. Bonner e Poeta gastaram um terço dos 15 minutos que durou a entrevista. Mais especificamente, 4 minutos e 48 segundos. Isso sem contar o tempo das interrupções. Não houve nada igual nas entrevistas com Aécio Neves e Eduardo Campos.
(…)
A data dessa sessão de tortura midiática entra agora para a história do jornalismo brasileiro como exemplo de falta de compostura profissional. Bonner e Poeta teriam feito papel menos odioso se emulassem os energúmenos que, na abertura da Copa, vociferaram o infame “Dilma, VTNC”. Só faltou berrarem isso diante da presidente da República.”
O site Brasil 247 faz uma síntese perfeita do clima da entrevista:
“Agredida pelo Jornal Nacional, Dilma se defende”
Foi inacreditável a ação eleitoral do Jornal Nacional contra a presidente Dilma Rousseff; William Bonner fez perguntas quilométricas; Patrícia Poeta chegou a fazer cara de nojo e a colocar o dedo em riste diante de Dilma em razão do “nada” que teria sido feito na área da saúde em 12 anos, ditos com ênfase pela apresentadora; Dilma mal teve a oportunidade de responder perguntas que eram acusações, como sua suposta incapacidade de se cercar de pessoas honestas e os números da economia; quando teve oportunidade falar, Dilma disse que seu governo “estruturou o combate à corrupção” e que “nenhum procurador foi chamado de engavetador-geral da República”; ela lembrou ainda o baixo desemprego e a inflação que se aproxima de zero nos últimos meses; não foi entrevista, foi agressão, fora de qualquer padrão civilizado de jornalismo; presidente conseguiu falar sobre o progama Mais Médicos e informar que a inflação está baixando, com zero de elevação em julho
Com posturas até então desconhecidas do grande público, os apresentadores William Bonner e Patrícia Poeta deixaram a elegância de lado e partiram para o ataque sobre a presidente Dilma Rousseff, na entrevista ao Jornal Nacional concedida no Palácio da Alvorada, em Brasília, nesta segunda-feira 18. Ambos estavam vestidos de preto, indicando luto pela morte do ex-governador Eduardo Campos, cujo último compromisso eleitoral foi a entrevista da quarta-feira 13. Eles não dirigiram nenhuma pergunta sobre o fato à presidente.
Bonner parecia o mais irritado, mas Patrícia não quis ficar atrás. Ela chegou a apontar, em riste, o dedo para a face próxima da presidente, insistindo que o governo dela e do ex-presidente Lula não fizeram “nada” na área da saúde. A presidente conseguiu dizer, entre interrupções da entrevistadora, que hoje, ao contrário do passado, o atendimento de saúde pública atinge 50 milhões de brasileiros.
No início da entrevista, Bonner perguntou, por mais de um minuto, sobre “corrupção e malfeitos”, citando uma série de ministérios e também a Petrobras.
– Qual a dificuldade de formar uma equipe de governo com gente honesta?, questionou ele, mais ao estilo botequim de esquina do que o que emprega normalmente, todos os dias, à exceção dos domingos, na bancada do JN. O jogo de apertar a presidente ficou claro desde o primeiro momento.
A própria Dilma percebeu e não se intimidou com a postura da dupla. Procurou responder a todas as perguntas e manter a calma, mas não dando as respostas que Bonner e Patrícia esperavam. Dilma tinha argumentos na ponta da lingua.
– Fomos o governo que mais estruturou o combate à corrupção e aos malfeitos, respondeu ela.
– Nenhum procurador geral da República foi chamado no meu governo de engavetador geral da República”, acrescentou, numa referência nada sutil a Geraldo Brindeiro, dos tempos do governo Fernando Henrique.
BONNER NUNCA FIZERA PERGUNTAS TÃO LONGAS E EM TOM TÃO DURO
O âncora do Jornal Nacional insistiu no tema da corrupção, usando cada vez mais ênfase sobre a presidente:
– Um grupo de elite do seu partido foi condenado por corrupção, são corruptos, posso dizer por que a Justiça já julgou, mas o seu partido protegeu essas pessoas. O que a sra. acha dessa postura do seu partido?
Dilma não respondeu diretamente, optando por lembrar sua posição institucional:
– Enquanto eu for presidente da República, não externarei opinião pessoal sobre decisões do Supremo Tribunal Federal. Eu tenho a minha opinião, mas não vou externá-la.
– Mas o que a sra. diz sobre a postuta do seu partido? A sra. não diz nada?
– Olha, Bonner, eu não vou entrar nisso de me manifestar contra a decisão de um poder constitucional. Isso é muito delicado, merece o meu maior respeito.
PATRÍCIA APONTOU O DEDO EM RISTE PARA A PRESIDENTE
Patrícia, que até então estava calada, perguntou sobre saúde, afirmando que “nada fora feito” nos governo Dilma e Lula, e que “as filas se multiplicam nos hospitais e postos de saúde”. Dilma, outra vez, procurou responder sem aceitar a indagação como provocação.
Patrícia não gostou do que ouviu, e lá veio Bonner atacar de novo:
– A sra. considera justo culpar ora a crise econômica internacional, ora os pessimistas pelo baixíssimo crescimento da economia brasileira, pela inflação alta?
– A inflação cai desde abril, Bonner, agora mesmo saiu um dado oficial mostrando que houve zero por cento de aumento de preços em julho. Por outro lado, todos os dados antecedentes ao segundo semestre, aqueles que anunciam o que vai acontecer na economia, mostram que haverá crescimento em relação ao primeiro semestre.
Bonner não pareceu satisfeito com a resposta, mas em razão do tamanho das perguntas que havia feito antes, percebeu que o tempo de 15 minutos estava estourando. Foram, de fato, questionamentos quilométricos os que ele fez.
– Eu vou garantir um minuto para a sra. encerrar, disse ele, visivelmente insatisfeito.
– Obrigado, Bonner, eu quero dizer que acredito no Brasil, reiterou Dilma, que ainda foi mais duas vezes interrompida para que fosse cumprido o tempo estabelecido.
– Eu compreendo, vou suspender a minha fala, encerrou Dilma, com classe, diante dos entrevistadores que se mostraram em pleno ataque de nervos.
IV AVATAR
19 de agosto de 2014 12:16 pmNoruega aponta avanços de Dilma na preservação da Amazônia
NORUEGA APONTA AVANÇO NA CONSERVAÇÃO DA AMAZÔNIA
Relatório da Agência Norueguesa de Cooperação para o Desenvolvimento mostra avanços do governo brasileiro na conservação da região amazônica; diz que o Brasil teve sucesso em evitar o desmatamento de 6.2 milhões de hectares entre 2007 e 2013, impedindo a emissão de três bilhões de toneladas de dióxido de carbono
19 DE AGOSTO DE 2014 ÀS 06:50
por Portal Brasil
Relatório da Agência Norueguesa de Cooperação para o Desenvolvimento (Norad, na sigla em inglês) mostra avanços do governo brasileiro na conservação da região amazônica. De acordo com o documento, divulgado nesta segunda-feira (18), houve uma forte queda na taxa de desmatamento do Brasil e nas emissões de gases-estufa do país.
Projetos financiados com dinheiro norueguês no Brasil estão “traçando o caminho para futuras reduções”, afirma o relatório. Segundo a agência, o Brasil teve sucesso em evitar o desmatamento de 6.2 milhões de hectares entre 2007 e 2013, impedindo a emissão de três bilhões de toneladas de dióxido de carbono.
A Noruega é um dos principais parceiros do Brasil em projetos de conservação ambiental. Com economia fortemente lastreada pela produção de petróleo e gás, a Noruega investiu 10,3 bilhões de coroas (o equivalente a US$ 1,7 bilhão) entre 2008 e 2013 no combate ao desmatamento de regiões tropicais. Só o Brasil recebeu 720 milhões de dólares em apoio a programas ambientais.
O país nórdico atua em parcerias com o Ministério do Meio Ambiente, dentro do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em projetos que beneficiam populações que dependem da floresta para sobreviver.
Cláudio José
19 de agosto de 2014 1:34 pmPROJETO: MENSAGENS EDUCATIVAS
Rio de Janeiro, 19 de agosto de 2014 PROJETO: MENSAGENS EDUCATIVAS Caros amigos (as) tentar melhorar o mundo em que vivemos é dever de todos nós. Pensando nisso, gostaria de sugerir um projeto; O MENSAGENS EDUCATIVAS, onde dentro dos elevadores, Metrô, trens, bancos, nos letreiros dos ônibus, etc. seriam instalados painéis eletrônicos luminosos com várias mensagens do bem, como: gentileza, gera gentileza, diga bom dia, obrigado e boa noite, economize água e luz, proteja as crianças e os animais, fazer o bem, faz bem, não esqueça de vacinar as crianças, seja do bem e de paz, etc. Amigos (as) precisamos educar o nosso povo, para melhorar o mundo em que vivemos, e tudo é um começo.
Atenciosamente:
Cláudio José, um amigo do povo e da paz.
Juliano Santos
19 de agosto de 2014 2:35 pmNassif, sugiro esse texto do
Nassif, sugiro esse texto do Theo Rodrigues, cientista político, membro do Barão de Itararé, publicado no Cafezinho. Acho que vai gostar. Trecho incicial:
“Marina riu no enterro. Dilma é muito sisuda. Aécio saiu bêbado de um bar em Copacabana. Marina é evangélica. Dilma é solteirona. Aécio não passa de um baladeiro…
Será que mais uma vez o debate político eleitoral estará reduzido às notícias dignas de revistas de fofocas? Será que estamos fadados a nunca termos de fato uma agenda de discussões da grande política, dos grandes projetos em disputa?”
http://www.ocafezinho.com/2014/08/19/por-uma-eleicao-mais-politizada/
Pedro Penido dos Anjos
19 de agosto de 2014 3:48 pmarcos Coimbra: a oposição é a
arcos Coimbra: a oposição é a mídia. Isso é democracia?
18 de agosto de 2014 | 15:02 Autor: Fernando Brito
Não é preciso acrescentar nada ao que diz Marcos Coimbra em seu artigo na CartaCapital.
Presidente do Vox Populi, entende mais dos processos de formação de opinião pública – e e de sua expressão nas pesquisas – do que qualquer um de nós.
É, apenas, um diagnóstico completo do que vem se passando não agora, mas durante quase todo um governo que foi tratado como “campanha eleitoral” pela imprensa brasileira.
E, também, um retrato de quanto nos custa o fato de que o PT continue achando que o tigre midiático não morderá se receber afagos e boa ração publicitária.
Isso não seria um problema se o castigado fosse apenas um partido que se desmilinguiu e perdeu sua combatividade, se não pusesse, com isso, em perigo de ser levado de cambulhada um processo de transformação que, mesmo tímida, este país precisa se quiser ter um destino próprio e algo próximo de justiça para seus filhos.
Não há problema algum em termos uma mídia onde haja oposição, é da democracia.
O que não é da democracia é ter a mídia como oposição, o partido único da oposição, dono exclusivo da “verdade” incontestável.
Mais, dono da vontade nacional, a tal ponto que governantes eleitos baixem-lhe eternamente a cabeça.
As eleições e a mídia
Marcos Coimbra
Na próxima terça 19, com o início da propaganda eleitoral na televisão e no rádio, entraremos na etapa final da mais longa eleição de nossa história. Começou em 2011 e nossa vida política gira em torno dela desde então.
A batalha da sucessão de Dilma Rousseff foi iniciada quando cessou o curto período de lua de mel com as oposições, no primeiro ano de governo. Talvez em razão do vexame protagonizado por José Serra na campanha, o antipetismo andava em baixa.
Durou pouco. Na entrada de 2012, o clima político deteriorou-se. As oposições perceberam que, se não fizessem nada, marchariam para nova derrota na eleição deste ano. Ao analisar as pesquisas de avaliação do governo e notar que Dilma batia recordes de popularidade a cada mês, notaram ser elevadas as possibilidades de o PT chegar aos 16 anos no poder. E particularmente odiosa. Serem derrotadas outra vez por Dilma doía mais do que perder para Lula.
Ela era “apenas” uma gestora petista, sem a aura mitológica do ex-presidente. Sua primeira eleição podia ser creditada, quase integralmente, à força do mito. Mas a segunda, se viesse, seria a vitória de uma candidatura “normal”. Quantas outras poderiam se seguir?
A perspectiva era inaceitável para os adversários do PT. Na sociedade, no sistema político e no empresariado, seus expoentes arregaçaram as mangas para evitá-la. A ponta de lança da reação foi a mídia hegemônica, em especial a Rede Globo.
Recordar é viver. Muitos se esqueceram, outros nem souberam, mas a realidade é que a “grande imprensa” formulou com clareza um projeto de intervenção na vida política nacional.
Não é teoria conspiratória. Quem disse que os “meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste País, já que a oposição está profundamente fragilizada”, foi a Associação Nacional de Jornais, por meio de sua presidenta, uma das principais executivas do Grupo Folha. Enunciada em 2010, a frase nunca foi tão verdadeira quanto de 2012 para cá.
Como resultado da atuação da vanguarda midiática oposicionista, estamos há três anos imersos na eleição de 2014. A derrota de Dilma é buscada de todas as formas. O “mensalão”? Joaquim Barbosa? A “festa cívica” do “povo nas ruas”? O “vexame” da Copa do Mundo? A “compra da refinaria”? O “fim do Plano Real”? A “volta da inflação”? O “apagão” na energia? A “crise na economia”? A “desindustrialização”? O “desemprego”?
Nada disso nunca teve verdadeira importância. Tudo foi e continua a ser parte do esforço para diminuir a chance de reeleição da presidenta.
Ou alguém acha que os analistas e comentaristas dessa mídia acreditam, de fato, na cantilena que apregoam quando se vestem de verde-amarelo e se dizem preocupados com a moral pública, os empregos dos trabalhadores ou a renda dos pobres? Ou que queiram fazer “bom jornalismo”?
Temos agora uma ferramenta para elucidar o papel da mídia na eleição. Por iniciativa do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, está no ar o manchetômetro (http://www.manchetometro.com.br), um site que acompanha a cobertura diária da eleição na “grande imprensa”: os jornais Folha de S.Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo, além do Jornal Nacional da Globo (como se percebe, os organizadores do projeto julgaram desnecessário analisar o “jornalismo” do Grupo Abril).
Lá, vê-se que os três principais candidatos a presidente foram objeto, nesses veículos, de 275 reportagens de capa desde o início de 2014. Aécio Neves, de 38, com 19 favoráveis e 19 desfavoráveis. Tamanha neutralidade equidistante cessa com Dilma: ela foi tratada em 210 textos de capa. Do total, 15 são favoráveis e 195 desfavoráveis. Em outras palavras: 93% de abordagens negativas.
É assim que a população brasileira tem sido servida de informações desde quando começou o ano eleitoral. É isso que faz a mídia para exercer o papel autoassumido de ser a “oposição de fato”.
O pior é que a influência dessas empresas ultrapassa o noticiário. Elas contratam as pesquisas eleitorais que desejam e as divulgam quando e como querem. E organizam os debates entre candidatos.
Está mais que na hora de discutir a interferência dessa mídia no processo eleitoral e, por extensão, na democracia brasileira.
El Cid
19 de agosto de 2014 6:10 pmGilmar Mendes vai preparar outro habeas-corpus?
Procurado há quatro anos, médico Roger Abdelmassih é capturado no Paraguai
http://noticias.r7.com/cidades/procurado-ha-quatro-anos-medico-roger-abdelmassih-e-capturado-no-paraguai-19082014
Mara L. Baraúna
19 de agosto de 2014 6:35 pmMorre a primeira bailarina negra do Teatro Municipal
Mercedes Baptista foi a primeira negra a integrar o corpo de baile Municipal
Mercedes Ignácia da Silva Krieger (Campos dos Goytacazes, 1921 – Rio de Janeiro, 18 de agosto de 2014)
Morre a primeira bailarina negra do Teatro Municipal, aos 93 anos
De O globo
A bailarina e coreógrafa Mercedes Baptista morreu na noite desta segunda-feira, aos 93 anos. Ela estava no lar de repouso onde morava na Rua Euclides da Rocha, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. De acordo com a cuidadora de Mercedes, identificada apenas como Jô, a bailarina sofria de problemas cardíacos. Ela era viúva e não tinha filhos. O corpo da bailarina será cremado no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju. O horário da cerimônia ainda não foi definido.
Mercedes se notabilizou por ser a primeira bailarina negra do Teatro Municipal do Rio, durante a década de 1950, além de introduzir danças inéditas em desfiles de Escolas de Samba, como na apresentação do Salgueiro em 1963, onde incorporou danças consideradas eruditas em alas da agremiação. Ela também foi homenageada pelo O Globo vencendo o Estandarte de Ouro do ano de 2009, na categoria personalidade do ano.
A dançarina clássica foi importante na luta pela reafirmação do negro como artista e também buscou valorizar a cultura brasileira. Abalado, o professor Manoel Dionísio da Escola de Mestre-sala, porta-bandeira e porta-estandarte, soube do fato através de um telefonema recebido das enfermeiras que cuidavam de Mercedes. Manoel integrou a companhia de ballet folclórico de Mercedes e visitava a amiga quinzenalmente. Segundo ele, mesmo debilitada por causa da idade, a bailarina continuava admirando a dança.
— A gente sempre promovia algumas rodas de samba para ela. Mesmo na cadeira de rodas, ela sempre mexia os ombros. Ela foi e sempre será uma referência para mim. Infelizmente, a missão dela terminou por aqui.
Em 1948, ela entrou para o corpo de Baile do Municipal. Mercedes Baptista foi ainda uma figura importante para o carnaval carioca. Ela foi responsável pela clássica ala do minueto no desfile do Salgueiro sobre “Xica da Silva”, em 1963.
— Fomos muito criticados na época. Foi um escândalo. Fomos considerados pela crítica carnavalesca como a coreografia maldita do carnaval. Dois anos depois começaram a copiar a gente — afirmou Manoel Dionísio, que também participou da apresentação salgueirense.
Em 2008, Mercedes Baptista foi homenageada pela escola de samba da Série A, Cubango, no enredo “Mercedes Batista, de Passo a Passo, um Passo”. No ano seguinte, a Unidos de Vila Isabel com enredo referente ao centenário do Teatro Municipal também prestou homenagem à Mercedes.
Mercedes Baptista nasceu em 1921, no município de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Ainda jovem, mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro, onde trabalhou em uma gráfica, em fábrica de chapéu e empregada doméstica. Mercedes não tinha filhos.
Documentário Balé de Pé no Chão – A Dança Afro de Mercedes Baptista
Livro: Mercedes Baptista: a criação da identidade negra na dança, por Paulo Melgaço da Silva Junior
Mercedes Baptista
Wikidança.net
El Cid
19 de agosto de 2014 7:03 pmque alívio, hein Gugu ??
Justiça devolve helicóptero para a família do senador Zezé Perrella
http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2014/08/19/interna_politica,560065/justica-devolve-helicoptero-para-a-familia-do-senador-zeze-perrella.shtml
Mara L. Baraúna
19 de agosto de 2014 7:05 pmEx- médico Roger Abdelmassih é preso no Paraguai
Entrevista em São Paulo em 2009 com o médico Roger Abdelmassih, que à época era dono da maior clínica de reprodução assistida do Brasil e já enfrentava acusações de crimes sexuais (Foto: Sérgio Neves/Estadão Conteúdo/Arquivo)
Prisão foi efetuada em Assunção pelo governo paraguaio com apoio da PF.
Condenado a 278 anos de prisão, Abdelmassih era procurado desde 2011.
PF anuncia prisão do ex-médico Roger Abdelmassih no Paraguai
Do G1, por Vianey Bentes e Camila Bomfim
A Polícia Federal informou que prendeu nesta terça-feira (19) o ex-médico Roger Abdelmassih em Assunção, capítal do Paraguai. Ele foi preso por um órgão do governo paraguaio com apoio da Polícia Federal brasileira.
Segundo a PF, após o procedimento de deportação sumária, Abdelmassih dará entrada no Brasil por Foz do Iguaçu (PR), cidade na fronteira com o Paraguai, e posteriormente será transferido para São Paulo.
O ex-médico, especialista em reprodução humana, era um dos homens mais procurados do estado de São Paulo.
Em 23 de novembro de 2010 a Justiça o condenou a 278 anos de reclusão. Ele é acusado de estupro e atentado violento ao pudor contra 56 pacientes.
Abdelmassih não foi preso naquela ocasião porque um habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça (STJ) dava a ele o direito de responder em liberdade.
O habeas corpus foi revogado pela Justiça em janeiro de 2011, quando ex-médico tentou renovar seu passaporte, o que sugeria a possibilidade de que ele tentaria sair do Brasil. Como a prisão foi decretada e ele deixou de se apresentar, passou a ser procurado pela polícia.
Em maio de 2011, Abdelmassih teve o registro de médico cassado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo.
evandro condé de lima
19 de agosto de 2014 8:24 pmE vocês reclamando de São Paulo.
Eu não sou engenheiro, muito menos urbanista; mas em minha inocência acredito que transporte de massa por ônibus não é a melhor das alternativas. Belo Horizonte, como inúmeras cidades brasileiras, possui os gargalos no trânsito, onde uniram-se um traçado que não colabora, uma especulação imobiliária onde ruas são abertas sem planejamento e/ou controle ou estudos e as leis de ocupação são – acuso sem provas- feitas para agradar,dentre outros, construtores; e uma mentalidade tacanha (aí mineirada, devemos nos orgulhar?) de dar dó. Depois de encararmos anos de obras do BRT com um planejamento e execução pífios (taí a queda e demolição de viadutos que não me deixam mentir) e os engarrafamentos que teimam em existir, sendo que postei ontem: Pois bem, agora sai nos jornais – segue apenas as manchetes
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) não deve recorrer da liminar que proíbe a demolição da alça Norte do Viaduto Batalha dos Guararapes, em Venda Nova. O prefeito Marcio Lacerda (PSB) afirmou, nesta segunda-feira, que tem um acordo informal com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e com a Polícia Civil. Para ele, a demolição seria a melhor solução para o local. Sobre a liberação do trânsito na Avenida Pedro I, o administrador municipal informou que há um projeto sendo feito nos Estados Unidos para determinar a melhor maneira dos veículos votarem a trafegar pela via, porém não indicou uma data para isso. O estudo será divulgado nos próximos dias.
Pois bem, agora sai nos jornais – segue apenas as manchetes :
Plano de expansão do transporte rápido por ônibus de BH, o Move, prevê circulação por mais 81,5 quilômetros até 2020 e ligação com metrô. Nem todas as vias terão corredor exclusivo
Avenida Amazonas terá BRT e ônibus seguirá até Contagem
Estudos de viabilidade devem ficar prontos em até 18 meses; não há data para início das obras
Eu não acredito nessa administração. Foram capázes de realizar um concurso para um novo prédio da PBH, pagaram nem si quanto ao vencedor – a grande novidade, o vencedor foi o arquiteto Gustavo Pena- o dito prédio seria erguido onde hoje se encontra o estacionamento da Rodoviária (ainda nem terminaram de desapropriar terrenos para construção da nova), uma área central e mais ou menos degradada e o projeto é isolado, não inclui nenhum plano urbanístico muito menos de revitalização.
Em síntese: É DOSE PRA LEÃO.
Pedro Penido dos Anjos
20 de agosto de 2014 2:32 amNOTA À SOCIEDADE
Roberto
NOTA À SOCIEDADE
Roberto Amaral
Hoje (19/08), fui agredido pelo pasquim eletrônico assinado pelo ex-jornalista Ricardo
Noblat. A direita alugada não compreende minha integridade. Irrita-lhe minha
coerência política e meu papel como Presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB),
de cuja refuntlação fui responsável em 1985. Fui vítima de ataque, que me apontou
como artífice de suposta conspiração contra Marina Silva. Noblat pretendeu, em sua
manifestação tomar verídica sua infundada tese, valendo-se de frase que atribuiu a
Eduardo Campos, hoje morto. Mortos não se defendem, tampouco atacam.
Logo que a trlgédia da morte de Eduardo Campos se abateu sobre o meu País e meu
partido, nessa ordem, começou o assédio para que o PSB anunciasse sua escolha
óbvia para a tecomposição da chapa presidencial. A primeira cobrança foi feita ainda
no aeroporto :de Congonhas quando me deslocava para saber do nosso líder. O mau
jornalismo já estava açodado na noite daquela quarta-feira fatídica. E não mais parou.
O partido I eu pessoalmente tomamos e mantivemos a decisão ética –
incompreens~el aos que carecem dessa matéria prima – de que só cuidaríamos de
novos camin~os quando tivéssemos enterrado nosso amigo. Vivíamos um luto e
pedíamos respeito. Distribui nota com esses esclarecimentos, bem como dei fartas
explicações aos que nos procuravam por definições. Além da política, existem a vida
e a morte, além da fofoca, o respeito humano pelos que se foram e pelos que
choravam.
Os idiotas de plantão desconheciam que eu havia conversado com Marina Silva sobre
esse procedimento, com meus colegas de Executiva Nacional e com a família de
Eduardo Campos. Sepultado o líder, não cessam as dores. Mas os entendimentos
foram abertos, começando por conversar com Renata Campos e, em seguida, com
Marina. Amanhã será a vez dos partidos que integram nossa coligação.
Nesse meio tempo, ouvi os companheiros dirigentes e nossos principais quadros. Não
cabe a um presidente socialista ter candidato, mas conduzir o partido ao encontro da
melhor solução e esta é aquela que mais nos une e nos faz vencer o transe e a
campanha. Cabe-me construir, ouvindo. Buscar a melhor alternativa partidária para a
cabeça de chapa e seu vice. É o que estou fazendo.
Cabe-me levar o resultado aos partidos coligados e submeter nossa proposta. Tal
decisão não é ato de exclusiva vontade do PSB. Muito menos pertence à imprensa,
como alguns parecem acreditar. E o PSB decide e só decide através de suas
instâncias partidárias e meu dever é preservar essas instâncias e suas autonomias e
exigir que elas sejam respeitadas.
Sempre procurei fazer a grande política, deixando a política miúda, da troca de
favores, afagos e comissões para o baixo-clero. E não faço de adversários eventuais
inimigos de carreira. Tanto eu quando Eduardo sempre preservamos a amizade de
Lula, de cujo governo fomos ministros dedicados. Isso jamais impediu um legítimo
projeto político do PSB e inclusive disputar com ele as eleições de 2002.
CLN 304