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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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15 Comentários
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  1. Free Walker

    20 de agosto de 2014 3:50 am

    http://economia.estadao.com.b

    http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,para-a-cni-2014-esta-perdido-para-a-industria,1546262

    O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,para-a-cni-2014-esta-perdido-para-a-industria,1546262

    1. alexis

      20 de agosto de 2014 10:44 am

      Estadão?

      Eu já não leio nem de graça.

      Por que iria aceitar o seu convite Johnnie Walker?

  2. IV AVATAR

    20 de agosto de 2014 7:38 am

    Entrevista? Kd?

  3. IV AVATAR

    20 de agosto de 2014 7:44 am

    Que se discuta politica

    Por uma eleição mais politizada

     Por Theófilo Rodrigues, no blogConexão Cultura e Política:

    Marina riu no enterro. Dilma é muito sisuda. Aécio saiu bêbado de um bar em Copacabana. Marina é evangélica. Dilma é solteirona. Aécio não passa de um baladeiro…

    Será que mais uma vez o debate político eleitoral estará reduzido às notícias dignas de revistas de fofocas? Será que estamos fadados a nunca termos de fato uma agenda de discussões da grande política, dos grandes projetos em disputa?

    O processo eleitoral não é o único momento, mas é certamente aquele mais propício para o grande debate de ideias e de programas políticos para a sociedade. Em última instância, é o ápice periódico das formulações da esfera pública. Ou ao menos deveria ser…

    Pouco importa as preferências pessoais, sexuais, futebolísticas ou religiosas dos candidatos. O que queremos saber é quais são os projetos de cada um, quais os conjuntos de forças políticas que sustentam tais projetos e quais serão as formas de implementá-los.

    Qual será a política econômica de cada candidato? Pretende fazer privatizações ou aumentar o papel do Estado? Aumentará o desemprego ou irá reduzi-lo? Almeja manter as atuais taxas de juros ou baixa-las?

    Qual será a política externa de cada candidato? Pretende focar nas relações de blocos, ou investir em contatos bilaterais? Manterá o diálogo com países do sul como prioridade, ou retornará com as parcerias com os países do norte?

    Quais serão as políticas sociais? Investirá em políticas de universalização ou apenas nas focalizadas? Manterá o Bolsa Família ou acabará com ele? Respeitará as diretrizes do Plano Nacional de Educação ou as deixará de lado?

    Qual será a política de comunicação? Investirá na Telebras pública ou priorizará as teles privadas no desenvolvimento da Banda Larga? Serão mantidos os “critérios técnicos” na distribuição das verbas oficiais de publicidade ou implementará uma política de redistribuição para a diversidade e pluralidade dos meios?

    A participação social será considerada uma prioridade do governo? As Conferências nacionais de políticas públicas serão mantidas ou não receberão apoio do poder público? Os conselhos serão respeitados ou postos de lado?

    Enfim, são muitas as perguntas que podem e que devem ser trazidas para o debate público.

    Que revistas sensacionalistas e de fofocas apostem na despolitização, tudo bem. Ainda que lamentável, esse é o papel delas e não se espera nada de diferente. O que não dá para aceitar é que jornais, blogs e programas ditos jornalísticos também apostem nesse rebaixamento do processo eleitoral em detrimento do grande debate público dos projetos políticos em disputa. E essa responsabilidade não é apenas da mídia corporativa, mas também da mídia alternativa.

     

  4. IV AVATAR

    20 de agosto de 2014 8:48 am

    Dilma desmascara histeria do JN

    Por Dayane Santos, no site Vermelho:

    Antes de produzir este texto para falar do tribunal de inquisição montado pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, nesta segunda-feira (18) em Brasília, durante entrevista com a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, revimos as entrevistas com os candidatos Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Não que já não tivéssemos percebido a diferença grosseira com as entrevistas anteriores, mas para apontar de forma quantitativa essa diferença. 

    Na entrevista do tucano Aécio Neves foram feitas apenas quatro interrupções. O tucano respondeu a maior parte das perguntas sem que Willian Bonner ou Patrícia Poeta fizessem qualquer indagação ou questionamento no meio do seu raciocínio. Na entrevista com Eduardo Campos foram sete interrupções, principalmente quando o assunto foi a aliança com a ex-senadora Marina Silva.

    Já na entrevista com Dilma foram pelo menos 25 interrupções, sendo que cinco foram feitas em uma única tentativa de resposta no início da entrevista.

    Desde a primeira entrevista, o tom das perguntas já revelava como seriam os questionamentos à candidata Dilma, mas a bancada do Jornal Nacional – com caretas, dedo em riste e outras tantas demonstrações de grosserias e desrespeito – não conseguiu manter a máscara de jornalismo imparcial que tanto papagueiam.

    Jornalismo de fachada

    As perguntas longas de Bonner, vistas também nas entrevistas anteriores, pareciam desta vez mais discursos do que perguntas. Como a presidente não respondia como ele queria, interrompia de modo grosseiro e com insinuações.

    O papel do jornalista é questionar, indagar, pressionar. Mas é preciso, principalmente numa entrevista, deixar o entrevistado falar. A partir das suas declarações fazer os apontamentos necessários e os questionamentos que assim julgar pertinentes. Não foi o que vimos na entrevista com Dilma, que parecia mais um tribunal de exceção do que um programa jornalístico.

    A serenidade, a firmeza e a tranquilidade da presidenta Dilma, mesmo diante de tal histeria, incomodaram os apresentadores do JN, principalmente Bonner, que fez a maior parte das interrupções. O inconformismo era evidente porque Dilma não respondia o que eles queriam ouvir e sim apontava ponto a ponto as conquistas e avanços do seu governo e de Lula. 

    Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, definiu bem o comportamento da presidenta. “Se Dilma não cedeu nem à tortura física da ditadura, não seriam um mauricinho e uma patricinha de quinta que iriam dobrá-la”, afirmou Guimarães, que apontou que os apresentadores gastaram um terço dos 15 minutos que durou a entrevista, sem contar com o tempo das interrupções.

    Combate à corrupção

    A primeira “pergunta”, se é que podemos chamar assim, tratou sobre corrupção citando ministérios e até o caso recente da Petrobras em que Bonner, num tom arrogante, questiona qual é a dificuldade da presidente de se cercar de pessoas honestas. Dilma não se intimidou. “Fomos o governo que mais estruturou o combate à corrupção e aos malfeitos. Nenhum procurador-geral da República foi chamado no meu governo de ‘engavetador’ geral da República”, acrescentou, numa indireta referência a Geraldo Brindeiro, do governo tucano de FHC. 

    Bonner, inconformado, insistiu no tema tentando induzir a presidenta falar sobre o caso da Ação Penal 470. Dilma advertiu Bonner enfatizando que apesar ser candidata à reeleição ainda era a presidenta. “Enquanto eu for presidenta da República, não externarei opinião pessoal sobre decisões do Supremo Tribunal Federal. Eu tenho a minha opinião, mas não vou externá-la”, disse.

    Bonner não se conteve. “Mas o que a senhora diz sobre a postura do seu partido? A senhora não diz nada?” E Dilma, novamente firme, respondeu: “Olha, Bonner, eu não vou entrar nisso de me manifestar contra a decisão de um poder constitucional. Isso é muito delicado, merece o meu maior respeito”.

    Saúde e Mais Médicos

    Diante do descontrole de Bonner, Patrícia, que até então estava calada, resolveu intervir e mudar de assunto dizendo que na área da saúde “nada foi feito” nos governo Dilma e Lula. Dilma, mais uma vez, respondeu educadamente e apontou as medidas do governo na área. “Olha, Patrícia, nós tivemos, e ainda temos muitos problemas a enfrentar e desafios a enfrentar na saúde. Eu acredito que nós enfrentamos um dos mais graves que há na saúde. Porque na saúde você precisa de ter médicos. Pode ter tudo, se não tiver médicos, não tem atendimento à saúde. Nós tivemos uma atitude muito corajosa. O Brasil tem uma das menores taxas de médicos por mil habitantes, 1,8. E isso levou a uma carência imensa de médicos da atenção básica – são os postos de saúde. (…) chamamos médicos cubanos, através da OPS, e aí conseguimos chegar a 14.462 médicos, que, pelos dados da OMS, correspondem a uma capacidade de atendimento de 50 milhões de brasileiros”, rebateu a presidenta.

    Visivelmente desesperado, não conseguindo se conter na poltrona, Bonner fez mais uma vez o discurso de terror de quase dois minutos sobre a economia brasileira e a presidenta calmamente respondeu: “A inflação cai desde abril, Bonner, agora mesmo saiu um dado oficial mostrando que houve zero por cento de aumento de preços em julho. Por outro lado, todos os dados antecedentes ao segundo semestre, aqueles que anunciam o que vai acontecer na economia, mostram que haverá crescimento [do PIB] em relação ao primeiro semestre”.

    Insatisfeito com a resposta, mas espremido pelo tempo estabelecido de 15 minutos, Bonner teve que ceder um minuto para as considerações finais da presidenta, mas não se conteve e a interrompeu por mais duas vezes, coisa que não havia feito nas entrevistas anteriores, já que se trata do momento em que o candidato fala diretamente ao eleitor.

    Educadamente Dilma finalizou: “Obrigado, Bonner, eu quero dizer que acredito no Brasil. Eu compreendo, vou suspender a minha fala”, encerrou Dilma, com classe, diante dos entrevistadores que se mostraram em pleno ataque de nervos.

  5. Assis Ribeiro

    20 de agosto de 2014 9:20 am

    “O aparato judicial e

    “O aparato judicial e policial é seletivo e tal seleção possui aspectos classistas”

    Para Francisco de Guimaraens, diretor do departamento de direito da PUC-RJ, há, sim, implicações decorrentes da classe de origem dos magistrados brasileiros na atuação do poder Judiciário no país

    Por Antônio David

    De uns tempos para cá, o Poder Ju­diciário vem tomando as manchetes dos jornais e telejornais. Não raramente de­clarações de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) recebem maior aten­ção do que as da presidência da Repúbli­ca. Termos como “judicialização da polí­tica”, “teoria do domínio de fato” e “po­der moderador” entraram no vocabulá­rio das pessoas. Na entrevista a seguir, Francisco de Guimaraens, diretor do de­partamento de direito da PUC-RJ, com experiência na áreas de Direito Constitu­cional, Teoria do Estado e Filosofia Polí­tica, faz um balanço da atuação do Po­der Judiciário no país, ao discorrer, en­tre outras coisas, sobre o papel e o perfil do juiz brasileiro.

    Brasil de Fato – Há alguns dias, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou o resultado de uma pesquisa sobre o perfil do juiz brasileiro. Dentre as distorções aferidas, a pesquisa revelou que 84,2% dos juízes são brancos e apenas 15,6% são negros. A pesquisa não revela dados sobre a origem dos magistrados. Supondo que a maioria dos juízes vêm das classes mais abastadas, gostaria de começar perguntando se essa distorção tem implicações na atuação do Judiciário e, caso tenha, quais são?

    Francisco de Guimaraens – Sim, há, na minha opinião, implicações decorren­tes da classe de origem dos magistrados. Eu gostaria de mencionar dois exem­plos. O primeiro está nas penitenciá­rias. Há uma evidente desproporção en­tre o percentual de pobres e negros fora e dentro dos presídios. A população en­carcerada, que não é toda composta de condenados, pois muitos encarcerados ainda aguardam julgamento, é majori­tariamente pobre e negra. Dificilmen­te alguém das estatisticamente nomina­das classes A e B é condenado no Bra­sil. Isso significa que não há crime pra­ticado por membros dessas classes? Cla­ro que não. Aliás, o crime é um fenôme­no que se faz presente em todas as clas­ses sociais. No entanto, aqueles que não têm acesso aos melhores advogados têm piores condições de defesa. De resto, há também um estigma de classe, uma per­cepção que, na minha opinião, atinge o aparato judicial e repressivo. Negros e pobres costumam ser mais suspeitos e mais propensos a condenações do que brancos e ricos. Enfim, o aparato judi­cial e policial é seletivo e tal seleção pos­sui aspectos classistas. O outro exemplo diz respeito aos conflitos que envolvem a propriedade. Recentemente tivemos notícia de decisões judiciais que provo­caram verdadeiras tragédias urbanas. A decisão que autorizou a expulsão das famílias que viviam no Pinheirinho, fa­vela localizada em São José dos Cam­pos, e a decisão de despejo das famílias que ocupavam imóvel da Telerj, no Rio de Janeiro, são exemplos da falta de ta­to do Poder Judiciário para lidar com questões sociais. Nos dois casos, a remo­ção ocorreu sem nenhum planejamen­to, mediante mero uso da força policial. Algo semelhante ocorre com as ocupa­ções dos diversos movimentos pela ter­ra no Brasil. Invariavelmente, o Poder Judiciário não cumpre os prazos de de­sapropriação determinados na legisla­ção e atrasa a imissão do Incra na posse dessas terras para realização de assen­tamentos. Além disso, o Poder Judiciá­rio não enfrenta todos os itens que com­põem a noção de função social da pro­priedade e apenas se atém a questões re­lativas à produtividade da terra quando questões ambientais e trabalhistas tam­bém devem ser levadas em consideração para análise da função social da proprie­dade. Tampouco o Judiciário costuma se dispor a analisar o instituto jurídico da função social da posse, a fim de dar ga­nho de causa a latifundiários que, com o título de propriedade, sobrepõem seus interesses completamente aos possei­ros. Enfim, minha percepção de que há uma tendência classista em sua atuação se sustenta nesses elementos.

    Segundo o Censo da Educação Superior (2011), 52% dos estudantes de direito no Brasil são mulheres. No entanto, a pesquisa do CNJ revelou que 64% dos magistrados são homens e que, a despeito disso, 86,6% dos magistrados concordam com a afirmação de que “os concursos para magistratura são imparciais em relação às candidatas mulheres”. Como você encara a distorção de gênero na composição da magistratura brasileira, bem como a percepção dos magistrados sobre a suposta imparcialidade nos concursos?

    Creio que ainda não é possível, com os dados da pesquisa do CNJ mencionada, afirmar que há algum tipo de discrimi­nação de gênero. Eu até não descarto es­sa possibilidade em razão de um deter­minado tipo de prova que existe em con­cursos para a magistratura, a prova oral, em que a banca, ao fim e ao cabo, sabe o nome e o sexo do candidato, o que não ocorre nas demais fases em que os can­didatos são identificados por um núme­ro. A prova oral, portanto, torna possí­vel todo tipo de discriminação. Mas, ain­da assim, a pesquisa é inconclusa. Só po­deríamos demonstrar a discriminação de gênero nos concursos se tivéssemos acesso aos percentuais de mulheres e de homens que prestam o concurso e, so­bretudo, de mulheres e de homens que, chegando à última prova, a prova oral, obtêm aprovação no concurso. Gostaria ainda de salientar que a pesquisa forne­ce um dado interessante sobre a discri­minação de gênero. É o relativo aos per­centuais de magistrados que exercem o cargo de juiz titular, de segunda instân­cia e de Tribunais Superiores. Nestes ca­sos, não tenho dúvida em afirmar que há discriminação de gênero. Para explicar essa afirmação, é preciso fazer um escla­recimento sobre a carreira de magistra­dos. A carreira de juiz se inicia com o car­go de juiz substituto. O cargo seguinte é de juiz titular e o último cargo da carrei­ra é o de desembargador, que atua na se­gunda instância, ou seja, julga majorita­riamente recursos da primeira instância. No primeiro degrau da carreira, há 57% de juízes homens e 43% de juízas, ou se­ja, equilíbrio maior do que o menciona­do em sua pergunta. Volto a dizer: pa­ra afirmarmos que há discriminação nos concursos, seria necessário ter em mãos os dados sobre os candidatos dos con­cursos. No segundo degrau da carreira, o de juiz titular, a distância entre homens e mulheres aumenta. 63% são homens e 37% mulheres. A distorção se aprofun­da na segunda instância, em que há ape­nas 21,5% de desembargadoras e 78,5% de desembargadores. Por que isso acon­tece? Na minha opinião, porque há du­as formas de promoção: por antigui­dade e por merecimento. Em suma, ao que parece as mulheres majoritariamen­te são promovidas por antiguidade ape­nas. Quando olhamos para os dados dos Tribunais Superiores, a discriminação é ainda mais evidente. São 82% homens e 18% mulheres. Tais membros da magis­tratura, inclusive, não são concursados, visto que são nomeados pelo Poder Exe­cutivo federal.

    Ainda tratando da pesquisa do CNJ, um dos dados revelados é que apenas 27,8% dos magistrados entrevistados declararam estar satisfeitos com o salário. Nessa mesma direção, o atual corregedor nacional de justiça falou há alguns dias de “baixos salários”. Contudo, matéria publicada no Correio Braziliense em fevereiro deste ano revela que “um juiz substituto, ou seja, aquele que acabou de entrar na carreira, recebe uma média de R$ 15 mil líquidos, valor considerado sem benefícios”. Levando em conta que apenas 0,5% da população brasileira tem renda superior a 20 salários mínimos (segundo o IBGE) e que, portanto, os magistrados concentram-se no topo da pirâmide social brasileira, como você encara o fato de a maior parte estar insatisfeita com o salário?

    Na minha opinião, há duas razões pa­ra esta insatisfação. A primeira delas diz respeito à insatisfação geral da clas­se média tradicional com as mudan­ças sociais e econômicas experimenta­das nos últimos dez anos, à qual perten­cem os magistrados, e a segunda diz res­peito ao mundo jurídico. Juízes, no mi­crocosmos jurídico, têm muito prestí­gio, até porque têm exclusivamente o po­der de decidir. No entanto, os juízes sa­bem que não são, no microcosmos jurí­dico, os profissionais do Direito que ob­têm maior remuneração. Há, poucos, é verdade, advogados que têm renda mui­to superior à dos juízes. Essa compara­ção é inevitável e é frequentemente fei­ta até por alunos de Direito que chegam a justificar sua escolha pela advocacia em razão dos possíveis, e normalmente im­prováveis, altos rendimentos da carreira de advogado. Digo improváveis porque uma muito pequena minoria de advoga­dos consegue atingir tão altos rendimen­tos. Ainda assim, tais rendimentos cons­tituem um parâmetro de comparação pa­ra os juízes, o que, possivelmente, explica a insatisfação dos magistrados com seus rendimentos.

    Como você vê a chamada “judicialização da política” no Brasil?

    O termo “judicialização da política” necessita de um tratamento mais preci­so, pois pode ser causa de muita confu­são e envolve situações distintas. Mui­tos entendem por judicialização da po­lítica qualquer tipo de atividade judicial que reflita conflitos sociais que não en­contram resposta institucional adequa­da seja nas políticas públicas realizadas pelo Executivo, seja na mediação da re­presentação política parlamentar. As­sim, desde o cidadão que pleiteia algu­ma assistência médica não prevista pe­lo SUS até o partido político que busca reverter judicialmente uma derrota polí­tica no Parlamento se enquadrariam no que o senso comum hoje entende por ju­dicialização da política. Eu acredito ser necessária a ampliação contínua das de­mandas dos cidadãos que atingem o Po­der Judiciário. Não se trata de algo bom ou ruim, mas de algo necessário em so­ciedades que experimentam proces­sos democráticos e de expansão da dis­tribuição dos direitos sociais, culturais e econômicos, como é o caso brasilei­ro. Por outro lado, tenho muitas ressal­vas às recentes tentativas de reversão ju­dicial de derrotas no Parlamento obti­das por partidos políticos. Embora reco­nhecido pela Constituição, essas tentati­vas levaram a um perigoso avanço sobre atribiuções do Legislativo e, em alguns casos, a uma interferência indevida no processo eleitoral e no processo interno de composição e formação da vontade do Congresso. Na verdade, desde 2002, o TSE e o STF tentam expandir conside­ravelmente suas competências em rela­ção ao que até aquele momento se con­siderava razoável por esses mesmos ór­gãos. O caso que marca essa mudança de posição é o da “verticalização das alian­ças”, posição adotada pelo TSE em mar­ço de 2002 que impôs a suposta “coerên­cia” das alianças partidárias em âmbito nacional e em âmbito estadual, algo bas­tante curioso em um Estado Federativo como o brasileiro. Outro caso que mani­festou exercício de controle da formação da vontade e da composição parlamen­tar ocorreu em 2007 e envolveu a ques­tão da fidelidade partidária. Mais uma vez a cúpula do Poder Judiciário se ar­vorou do poder de interferir nos meca­nismos políticos de composição das for­ças parlamentares. Esse movimento do STF ganhou ainda mais corpo em 2012 quando cinco dos ministros do STF qua­se abrem uma crise sem precedentes en­tre o tribunal e o Parlamento. Ao se dei­xar levar pela sanha punitivista e pe­lo populismo penal estimulado pela mí­dia durante o julgamento da Ação Penal 470, o STF, por cinco a quatro, ou seja, sem maioria absoluta de votos, decidiu contrariar mais uma vez a Constituição e estabeleceu que decisão do STF poderia determinar cassação de mandato. A boa notícia é que esta última decisão foi re­vista em 2013 pelo próprio STF quando dois novos ministros foram nomeados, os ministros Luís Roberto Barroso e Te­ori Zavascki. De qualquer modo, os três casos mencionados demonstram uma tendência de a judicialização da política realizada pela cúpula do Poder Judiciá­rio descambar para interferência perigo­sa na autonomia do Congresso.

    O Judiciário transformou-se no novo “poder moderador”?

    Primeiro, é preciso esclarecer o que Benjamin Constant entendia por poder moderador. Tratava-se de poder cuja fi­nalidade era moderar as paixões políti­cas inerentes aos poderes Legislativo e Executivo, dependentes que são da sobe­rania popular para legitimar o seu exer­cício. Esta teoria foi formulada para de­fender a restauração monárquica após a revolução francesa e a experiência bo­napartista. Ou seja, tratava-se de uma teoria nitidamente antirrepublicana vis­to que o poder moderador seria exerci­do pelo monarca, isento de paixões po­pulares, segundo Constant. O tema da moderação, no entanto, não é restrito a Constant e algumas décadas antes já fa­zia parte dos debates norte-americanos que deram ensejo aos artigos federalis­tas. Hamilton, Madison e Jay defendiam uma partilha da função moderadora en­tre as instituições republicanas, sobretu­do entre o senado, a presidência da re­pública e a suprema corte, que deveriam filtrar os excessos das paixões popula­res absorvidas pela câmara de represen­tantes do povo, correlata à nossa Câma­ra dos Deputados. Enfim, o quadro ins­titucional brasileiro mais parece com o modelo americano do que com o mode­lo de Benjamin Constant, razão pela qual eu entendo ser impossível o Judiciário se tornar um poder moderador. Ou se­ja, dizer que o STF exerce poder modera­dor é, na minha opinião, um expediente retórico que busca legitimar o discurso da invasão do STF nas competências do Congresso. É, de resto, bastante estra­nho que uma teoria, a do poder mode­rador, de caráter autoritário e de origem monárquica sirva de expediente retóri­co para justificar ações que dizem bus­car soluções para a crise de representa­tividade do Congresso, afinal crise de re­presentatividade deveria se resolver com mais participação, e não com mais con­centração de poder.

    Que balanço você faz da atuação do STF nos últimos anos no tocante aos julgamentos que você considera mais importantes?

    Não é dos melhores. Quanto à relação entre o STF e o Congresso Nacional, mi­nhas críticas já foram expostas. É preci­so fazer o registro do que é positivo e do que é negativo na atuação do STF quan­to ao exercício dos direitos humanos. Três casos recentes são úteis para de­monstrar que o STF tem condições de produzir decisões adequadas à institui­ção dos direitos no Brasil. No que se re­fere à instituição dos direitos, o STF re­sistiu às pressões para declarar a incons­titucionalidade da lei de biossegurança, especificamente quanto à pesquisa cien­tífica com células-tronco embrionárias. Tanto a decisão quanto o procedimento de consulta à sociedade brasileira adota­do pelo STF são dignos de nota e de elo­gios. Outra decisão foi o reconhecimen­to da constitucionalidade das cotas pa­ra negros previstas na lei que instituiu o programa PROUNI, do governo federal. Por fim, a decisão que admitiu a união civil de pessoas do mesmo sexo deve também ser mencionada, na medida em que se trata de um considerável marco na promoção dos direitos civis em nos­so país. Por outro lado, o STF tem adota­do posturas contrárias à promoção des­ses mesmos direitos civis. Gostaria de ci­tar algumas decisões relativamente re­centes. A primeira delas é a decisão que considerou constitucional a Lei de Anis­tia e, portanto, fez terra arrasada as con­venções e tratados contra tortura de que o Brasil é parte. Essa decisão, ao manter a autoanistia de torturadores, foi um du­ro golpe na luta pelos direitos humanos e abriu uma enorme brecha para futu­ra punição do Estado brasileiro na Cor­te Interamericana de Direitos Huma­nos. Outra decisão condenável é bem re­cente. O STF decidiu ser responsabilida­de da justiça militar julgamento de civis que desacatarem militares no exercício de atividade de segurança pública.

    Há alguns meses, o ex-presidente Lula defendeu a limitação de mandato para os ministros do STF. Qual é a sua opinião?

    Concordo com a posição do presiden­te Lula que é regra constitucional em di­versos países europeus, em que os juízes dos tribunais constitucionais exercem os seus cargos por prazo determinado. Tra­ta-se de medida que tornaria mais re­publicano o próprio STF, na medida em que a natureza política de suas atribui­ções é evidente. Hoje, pelas regras de no­meação, é possível que um ministro seja nomeado aos 35 anos e deixe o STF ape­nas aos 70 anos. Em suma, uma reforma constitucional que instituísse prazo de permanência no STF inferior seria bas­tante útil para o fortalecimento dos valo­res republicanos em nosso país.

    No caso específico do julgamento da Ação Penal 470 (mensalão), como você encara o emprego da “Teoria do Domínio do Fato” no julgamento?

    O emprego da Teoria do Domínio Fi­nal do Fato foi mais um dos perigosos movimentos realizados pelo STF duran­te o julgamento da Ação Penal 470. Ali­ás, um jurista muito renomado e reco­nhecidamente conservador, muito con­servador, Ives Gandra Martins, afirmou categoricamente que José Dirceu foi condenado sem provas. A Teoria do Do­mínio do Fato, inclusive, não foi aplica­da sequer de acordo com o que propõe seu criador, Claus Roxin. Para este juris­ta alemão, sua teoria não dispensa a for­mação da prova do fato criminoso, não implica uma possibilidade de condena­ção criminal por presunção. Ou seja, e aqui repito o que afirmou publicamen­te Ives Gandra, o STF aboliu, na Ação Penal 470, o princípio constitucional da presunção de inocência. É muito grave a posição adotada pelo STF. É, de resto, uma violação profunda dos Tratados e Convenções assinados pelo Estado bra­sileiro. Uma vez mais, a última instân­cia do Poder Judiciário põe o Brasil em uma sinuca de bico diante das Cortes In­ternacionais. Segundo o modo de aplica­ção heterodoxo da teoria do domínio do fato proposto pelo STF, no limite, qual­quer empregador poderá ser condenado junto com um empregado seu, caso es­te venha a cometer algum crime dentro do ambiente de trabalho. Seria até curio­so imaginar que, ao aplicarmos a teoria à moda do STF, banqueiros poderiam ser condenados se gerentes de banco des­sem golpes financeiros nos clientes. Pela lógica adotada pelo STF, se os banquei­ros não agirem para evitar golpes finan­ceiros, ainda que não tenham menor co­nhecimento desses golpes, eles, que têm domínio em abstrato das ações de seus empregados, também são partícipes dos crimes financeiros eventualmente pra­ticados por empregados. Restaria a eles provar que não sabiam da prática delitu­osa. E todos que atuam na área jurídica, fazer prova negativa, ou seja, provar que não se fez ou não se sabia, é quase im­possível. Daí a exigência constitucional de presunção de inocência.

    Poderíamos até estender essa linha de raciocínio para qualquer atividade eco­nômica ou política. Enfim, se levarmos a ferro e fogo a teoria do STF, inviabiliza­remos a própria existência da sociedade brasileira e a própria segurança de inves­timento de capital no país. Quem, em sã consciência, abriria um negócio sabendo que qualquer crime de seus funcionários cometido no ambiente de trabalho pode ser debitado na conta do chefe? É preci­so que fique evidente e esclarecido o ris­co dessa equivocada forma de aplicação da teoria do domínio do fato: qualquer um pode ser arrastado para um proces­so criminal e sofrer condenação criminal caso um subordinado hierárquico prati­que conduta considerada crime pela le­gislação. Nem Simão Bacamarte, o psi­quiatra paranoico imaginado por Ma­chado de Assis, chegaria a tanto.

    A população carcerária brasileira é de 711.463 presos. Se contarmos o número de mandados de prisão em aberto, a população prisional saltaria para 1,089 milhão de pessoas. No entanto, dados do Ministério da Justiça de 2012 revelam que apenas 11,8% cometeram crimes contra a pessoa. Na sua opinião, as chamadas penas alternativas são viáveis?

    São viáveis e necessárias. Hoje esta­mos entre os cinco países do mundo que mais encarceram cidadãos. Eu, inclu­sive, sou da opinião de que uma medi­da imediata para enfrentar a tendência atual é eliminar a pena de prisão para crimes cometidos sem nenhuma ameaça à integridade física ou psíquica de uma pessoa. Crimes contra o patrimônio de­veriam ser punidos de outros modos, ja­mais com pena de prisão.

    Segundo o Ministério da Justiça, 25% dos detentos estão presos por tráfico de drogas. A maior parte são pequenos traficantes. Em maio do ano passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) recomendou aos juízes criminais que apliquem a Lei de Crimes Hediondos ao julgar os pequenos traficantes de drogas, com vistas a mantê-los mais tempo presos. Quais são as consequências sociais do encarceramento em massa no Brasil, no curto, médio e longo prazos?

    São as piores possíveis. No curto pra­zo, o encarceramento constitui um estig­ma para o encarcerado. No médio e no longo prazos o encarceramento atira os encarcerados na delinquência. Foucault, aliás, já dizia isso na década de 1970. O cárcere produz o delinquente. Um bate­dor de carteira na prisão entra em con­tato com todo tipo de infrator e, ao fim e ao cabo, com todo tipo de método pa­ra prática de crime. O mesmo Foucault assinalou que a França, durante um pe­ríodo, recrutava policiais entre ex-pre­sos. Faz todo sentido. Ninguém conhece melhor os métodos de prática de crimes do que alguém que passou alguns anos entre pessoas que praticaram os mais di­versos crimes. A experiência ensina.

    Como você avalia a concepção e implantação das UPPs no Rio de Janeiro pelo governo Cabral?

    Tanto a concepção quanto a implan­tação apresentam problemas. No entan­to, é preciso lembrar que o tema não é tão simples, na medida em que há defen­sores das UPPs dentro das favelas onde elas foram implantadas. Uma crítica às UPPs precisa, portanto, levar em consi­deração que em um primeiro momento elas funcionaram e foram capazes de di­minuir a sensação de insegurança e al­guns índices de violência nos locais onde se estabeleceram. De qualquer modo, a concepção é equivocada, na medida em que é impossível sustentar a longo prazo os benefícios imediatos da implantação de uma unidade militarizada em uma favela sem a redefinição do plano dire­tor, sem investimentos sociais expressi­vos e, sobretudo, sem um plano que evite o êxodo forçado de moradores de fave­las que não podem arcar com a elevação do custo de vida, efeito verificado nas re­giões em que se implantaram as UPPs. A simples implantação universal de uma unidade policial para fins de vigilância é, de resto, inexequível até porque não há policiais suficientes para instalar UPPs em todas as favelas do Rio de Janeiro. Mas, também é preciso evitar a crítica pela crítica, porque as UPPs ao menos levam para as favelas algum grau de ins­titucionalidade. Certamente não haveria tamanha manifestação contrária à mor­te de um morador de uma favela, como foi o caso do assassinato do Amarildo na Rocinha, caso o tráfico fosse o responsá­vel. O fato de existir uma UPP na Roci­nha abalou a imagem até do governador do estado. Essa é uma brecha que a ins­talação de UPPs abre.

    Como resposta às manifestações de rua ocorridas em junho de 2013, a presidenta Dilma foi à televisão e anunciou o envio de um projeto de lei ao Congresso Nacional, propondo a convocação de um plebiscito sobre a realização ou não de uma Assembleia Constituinte Exclusiva para fazer a Reforma Política. Como você encara essa proposta?

    Eu evitarei tecer comentários sobre questões de ordem técnico-jurídica, já que há diversas posições sobre o assun­to. O que me parece é que o argumento usado faz todo sentido. Uma reforma po­lítica profunda dificilmente seria apro­vada pelo atual Congresso porque os atuais parlamentares foram eleitos sob certas regras e a mudança dessas regras provocaria ainda maior grau de incerte­za acerca da renovação de seus manda­tos nas eleições subsequentes. Daí, na minha opinião, fazer bastante sentido que uma reforma política profunda se­ja objeto de deliberação de uma consti­tuinte exclusiva, cujos membros não se­rão atingidos pelas regras que formula­rem, na medida em que seus mandatos se extinguirão tão logo aprovem a refor­ma política.

    Como você encara a “Política Nacional de Participação Social” instituída pela presidenta Dilma?

    Foi uma excelente medida e, sem dú­vida, a melhor resposta que o governo federal deu às reivindicações de maior participação popular no Estado feitas pelas diversas manifestações que ocor­reram desde junho de 2013. É, inclusi­ve, uma eficaz forma de combate a des­vios de conduta de funcionários público, de representantes e de combate ao des­vio de verbas. Talvez por essa razão te­nha sofrido tamanha oposição de se­tores conservadores e de alguns parla­mentares. Tais setores sabem, embora não digam abertamente, que a participa­ção popular na gestão dos serviços pú­blicos dificulta a obtenção de benefícios privados. A surpresa que me ocorreu foi o constrangedor silêncio dos que foram às ruas em 2013 por maior participação popular, melhores escolas, hospitais, transportes. Não houve até o momen­to qualquer defesa do Plano Nacional de Participação Social, que abre a possibi­lidade de movimentos sociais institucio­nalizados e até não-institucionalizados de participar da fiscalização da execução das políticas públicas.

    http://www.brasildefato.com.br/node/29512

  6. Assis Ribeiro

    20 de agosto de 2014 9:24 am

    Mortes por depressão crescem

    Mortes por depressão crescem 705% em 16 anos no Brasil (PESQUISA)

    Em 16 anos, o número de mortes relacionadas com depressão cresceu 705% no Brasil, mostra levantamento inédito feito pelo jornal O Estado de S. Paulo com base nos dados do sistema de mortalidade do Datasus. Estão incluídos na estatística casos de suicídio e outras mortes motivadas por problemas de saúde decorrentes de episódios depressivos.

    Foi a depressão, somada à dependência química, o que provavelmente levou o ator americano Robin Williams, de 63 anos, a se matar, na segunda-feira passada, dia 11. Os dados mostram que, em 1996, 58 pessoas morreram por uma causa associada à depressão. Em 2012, último dado disponível, foram 467.

    O número total de suicídios também teve aumento significativo no Brasil. Passou de 6.743 para 10.321 no mesmo período, uma média de 28 mortes por dia. As taxas de suicídio são muito superiores às mortes associadas à depressão porque, na maioria dos casos, o atestado de óbito não traz a doença como causa associada.

    No Brasil, a faixa etária correspondente à terceira idade é a que reúne as estatísticas mais preocupantes. No caso de mortes relacionadas à depressão, os maiores índices estão concentrados em pessoas com mais de 60 anos, com o ápice depois dos 80 anos.

    No caso dos suicídios, embora os números absolutos não sejam maiores entre os idosos, a maior taxa de crescimento no período analisado ocorreu entre pessoas com mais de 80 anos. Entre 1996 e 2012, o suicídio cresceu 154% nesta faixa etária.

    Causas

    Segundo especialistas, o aumento de suicídios e de mortes associadas à depressão está relacionado com dois principais fatores: o aumento das notificações e o crescimento de casos do transtorno.

    “Como o assunto é mais discutido hoje, há maior procura por atendimento médico e mais diagnósticos. Mas também está provado, por estudos epidemiológicos, que a incidência da depressão tem aumentado nos últimos anos, principalmente nos grandes centros”, disse Miguel Jorge, professor associado de psiquiatria da Unifesp.

    Jorge explica que, além do componente genético, que pode predispor algumas pessoas à doença, fatores externos da vida atual, como o estresse e a grande competitividade profissional, podem favorecer o aparecimento da doença.

    No caso dos idosos, a chegada de doenças crônicas incuráveis, o luto pela perda de pessoas próximas e a frustração por não poder mais realizar algumas atividades os tornam mais vulneráveis à depressão e ao suicídio. “Um estilo de vida estressante, o uso de drogas e álcool e insatisfação em diversas áreas são fatores de risco para a doença. Fazer escolhas pessoais e profissionais que ajudem a controlar esses fatores é uma forma de prevenir a depressão”, diz o especialista.

    http://www.brasilpost.com.br/2014/08/18/pesquisa-depressao-brasil_n_5688619.html?utm_hp_ref=brazil

  7. Assis Ribeiro

    20 de agosto de 2014 9:27 am

    Desde o fim da Segunda

    Desde o fim da Segunda Guerra, a Guarda Nacional foi chamada apenas uma vez para restaurar a ordem no estado: foi em abril de 1968, com o desencadeamento de confrontos violentos após a morte do ativista de direitos humanos Martin Luther King.

    Presença da Guarda Nacional não reduz tensão em Ferguson 

    Envio de forças militares e toque de recolher não acalmam situação na pequena cidade dos EUA. Enquanto policiais e manifestantes continuam a se enfrentar, cresce a desconfiança da população nas autoridades.

    A tensão começa quando a noite cai na cidade de Ferguson, no estado americano do Missouri. É enorme o medo de que novas manifestações violentas invadam as ruas, e de que a polícia volte a reprimi-las com gás lacrimogêneo, aumentando ainda mais o caos.

    Na expectativa de que a situação se acalmasse, o governador do Missouri, Jay Nixon, chegou a suspender o toque de recolher da população na noite desta segunda-feira (18/08). Entretanto, dez dias após a morte do jovem negro Michael Brown, houve novos confrontos entre manifestantes e policiais, deixando mais feridos.

    Viaturas blindadas da Guarda Nacional circulam pelas ruas da pequena cidade, de apenas 21 mil habitantes. Helicópteros da polícia fazem a vigilância na madrugada. Jornalistas são detidos, juntamente com manifestantes, sob as mais variadas e inconsistentes justificativas – entre eles estão alguns correspondentes alemães, como Ansgar Graw, do jornal Die Welt, e Frank Hermann, do Rheinische Post.

    Desconfiança geral

    Jay Nixon decidiu enviar a Guarda Nacional para Ferguson, a fim de proteger o departamento de polícia municipal e os estabelecimentos comerciais. As forças de segurança tentam dispersar os grupos de jovens que vão se aglutinando em alguns pontos da cidade – mas muitos ignoram as ordens e ainda provocam os policiais, que caíram em total descrédito junto à população. Após a morte de Brown, praticamente nenhum morador afrodescendente de Ferguson confia na polícia.

    Os habitantes do Missouri estão perplexos diante da convocação de militares da Guarda Nacional americana para conter manifestantes. Os agentes já haviam sido chamados no passado para ajudar a população, mas no contexto de catástrofes naturais – como quando a neve em excesso bloqueou ruas no inverno ou quando enchentes invadiram prédios durante os meses mais quentes.

    Desde o fim da Segunda Guerra, a Guarda Nacional foi chamada apenas uma vez para restaurar a ordem no estado: foi em abril de 1968, com o desencadeamento de confrontos violentos após a morte do ativista de direitos humanos Martin Luther King. Na época, 1,5 mil guardas entraram em ação para devolver a paz ao cotidiano.

    Agora, o contingente de agentes enviados a Ferguson é menor, mas o número exato não foi divulgado pelas autoridades, que se esforçam para evitar chamar atenção para o grupamento.

    Policial é policial

    O fato é que os jovens de Ferguson não sabem apontar exatamente a diferença entre um policial municipal e um guarda nacional. “Policial é policial”, afirma um rapaz que prefere não se identificar – mostrando que a desconfiança geral da população se aplica às autoridades em geral.

    E isso parece estar na raiz dos problemas em Ferguson no momento. Para muitos moradores, tudo o que políticos, promotores de Justiça e delegados de polícia afirmam em coletivas de imprensa, diante de câmeras de televisão, não passa de palavras vazias, de promessas em que não se pode confiar.

    Há muitos anos o clima na cidade está ruim, afirma um morador afroamericano que trabalha num hotel próximo ao aeroporto. Muitos negros não têm emprego, afirma ele – e, dentre os que têm, muitos não ganham o suficiente para o próprio sustento.

    “Queremos justiça”, vociferam os jovens que caminham à noite pelas ruas da cidade. O objetivo deles é claro: a prisão de Darren Wilson, o policial que atirou em Michael Brown à queima roupa.

    O jovem negro, não armado, foi baleado ao menos seis vezes, segundo uma autópsia solicitada por seus pais. Eles não confiam na autópsia realizada pelo Estado. E se duas autópsias não foram suficientes, o procurador-geral Eric Holder já disse que uma terceira deverá ser realizada. Nesta quarta-feira, Holder desembarca em Ferguson para ver com os próprios olhos a situação na pequena cidade.

    http://www.dw.de/presen%C3%A7a-da-guarda-nacional-n%C3%A3o-reduz-tens%C3%A3o-em-ferguson/a-17862467

  8. SergioMedeirosR

    20 de agosto de 2014 10:26 am

    Quando a liberdade de expressão mostrou sua cara ao Brasil

    A forma agressiva com que William Bonner e Patrícia Poeta trataram a Presidente Dilma Roussef, em sua entrevista no Jornal Nacional da Rede Globo, em contraposição a postura serena e desafiadora da entrevistada, ao final, teve efeito contrário ao esperado pelo referidos inquisidores.

    Explico.

    A polêmica que se criou, em face da flagrante parcialidade e agressividade que nortearam a entrevista, por parte dos apresentadores, se disseminou nas redes sociais e no restante da mídia, acarretando defesas e ataques conforme a opção eleitoral dos internautas e mercê de outras manifestações de conteúdo estritamente crítico.

    Mas, abstraída a questão em si – o que nada tem a ver com a análise do mérito de tal fato – restou como subproduto desta disputa, a enorme publicidade dada aos pronunciamentos políticos, a serem futuramente concretizados,  e isso, justamente na inauguração do horário politico eleitoral gratuito.

    Pois bem, em razão da qualidade e do tempo disponível pelo Partido dos Trabalhadores e pela Presidente Dilma Roussef, para realizarem sua defesa e exporem o contraditório,  tal contexto teve o condão de possibilitar uma exploração didática do ocorrido, resultando em algo extremamente benéfico para a campanha da referida candidata e, o mais importante, para a efetivação da democracia.

    Tal situação emblemática de ataque patrocinado pela Globo contra a candidata Dilma Roussef e seu partido, funcionou como chamada para que as pessoas assistissem o programa eleitoral do PT, oportunidade na qual este deu um banho de competência na exploração de suas realizações enquanto governo, em claro contraste com as afirmações do jornal e de seus apresentadores.

    O erro, primário, deu-se pelo simples hábito da referida emissora, de nunca ceder contraponto ao Partido dos Trabalhadores, apesar de sistematicamente acusa-lo, o que resta provado, em termos mais amplos, na análise realizada por pesquisadores da UFRJ, que revela que 93% do noticiário é dirigido contra o governo e somente7% é favorável (http://www.manchetometro.com.br/).

    Acostumados com tal procedimento, a cúpula do jornalismo não teve o cuidado de verificar que, desta vez, excepcionalmente, e, a despeito de sua vontade, haveria oportunidade de réplica, tréplica e mais, haveria a possibilidade de se realizar  toda uma exposição dos fatos e das matérias abordadas, sob a ótica das pessoas e partido atacados – no caso, no espaço destinado a propaganda eleitoral gratuita.

    E quão importante é tal fato, que, até mesmo frente a uma tentativa espúria de atacar a candidata e o governo do Partido dos Trabalhadores, bastou a simples disponibilização de um instrumento fundamental para a democracia , ou seja, um pouco de liberdade de expressão, para neutralizar tal ataque, ou seja, através da possibilidade de acesso, via meios de comunicação de massa, para a parte atingida poder exercer o direito de defesa e o contraditório perante a população brasileira.

    Este episódio escancara a diferença do que ocorre na chamada grande mídia, em que a liberdade entendida como manifestação livre plural sem amarras e com paridade, é feita refém pelos donos das concessões públicas dos veículos de comunicação de massa.

    Em termos concretos:

    É justamente esta a liberdade que é sonegada pelos meios de comunicação.

    É justamente esta a liberdade que é objeto de luta e pela qual milhões de pessoas morreram

    É justamente esta a  liberdade que é sinônimo de igualdade e clareza

    É justamente esta a liberdade que é a base da dignidade da pessoa humana

    É justamente esta a LIBERDADE que se chama DEMOCRACIA.

  9. Cláudio José

    20 de agosto de 2014 1:18 pm

    PROJETO: DESAFIO DOS DOUTORES DA ALEGRIA
    Rio de Janeiro, 20  de agosto de 2014 PROJETO: DESAFIO DOS DOUTORES DA ALEGRIA Caros amigos (as) acho muito bacana essa mobilização de famosos (artistas, jogadores de futebol, etc) no desafio do gelo, em prol de arrecadar fundos, para uma doença um pouco conhecida, mas vou lançar aqui, um outro desafio em prol de várias instituições de caridade, que cuidam de crianças com câncer e que também precisam de ajuda:  DESAFIO DOS DOUTORES DA ALEGRIA, onde esses famosos se fantasiariam de palhaços pela causa. Amigos (as) esses famosos com certeza participando desse novo desafio, vão levar um pouco de alegria, para muitas crianças que estão em tratamento e na minha humilde opinião a causa também é muito justa e nobre. Vamos entrar nessa corrente (desafio) do bem.  Atenciosamente:
    Cláudio José, um amigo do povo e da paz. 

  10. Gilson AS

    20 de agosto de 2014 2:28 pm

    Eis aqui os motivos para reeleição da Dilma.

    QueDatafolha nada !

    BRASIL LIDERA RANKING DE CONFIANÇA DO CONSUMIDOR

    http://www.brasil247.com/images/cache/1000×357/crop/images%7Ccms-image-000388506.jpg%5B………………………………………..]Índice de confiança dos consumidores brasileiros em relação à melhoria da economia foi o que mais subiu em julho entre 24 países pesquisados; seis em cada dez pessoas no Brasil (62%) acreditam em um fortalecimento econômico nos próximos seis meses; uma em cada quatro pessoas ouvidas considerou “boa” a situação econômica do País no mês passado; dados são da consultoria Ipsos, que entrevistou mil brasileiros na primeira quinzena de julho

    1. Gilson AS

      20 de agosto de 2014 2:30 pm

      (Sem título)

      :

  11. IV AVATAR

    20 de agosto de 2014 2:46 pm

    As propostas de Dilma no rasto das manifestações de junho/2013

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=7pFeDI4T6Ic%5D

     

  12. Leandro_O

    20 de agosto de 2014 6:44 pm

    Senado aprova Reforma Tributária no Chile

    Senado aprueba en particular el proyecto de Reforma Tributaria

    images

    20 agosto, 2014        

    La Sala del Senado aprobó este martes las indicaciones al proyecto de Reforma Tributaria impulsada por el gobierno, el cual fue despachado para su próximo trámite.

    Así, se aprobaron las nuevas modificaciones al proyecto de ley aprobadas en la Comisión de Hacienda, por 33 votos a favor, uno en contra de la senadora de Amplitud Lily Pérez, y la abstención del UDI Iván Moreira.

    Moreira se mostró contrario a la iniciativa y antes de abstenerse, aseguró que se trata de “un mal proyecto para los chilenos”, mientras que la senadora Lily Pérez aseguró que  “entendiendo la importancia de la reforma, pero por coherencia política, hoy día nuevamente concurro mi voto negativo. No voy a permitir que el gobierno diluya su responsabilidad en la conducción de la economía en la oposición, para cuando las cosas vayan mal, digan ‘pregúntenle a la oposición que apoyó a esta reforma’”.

    El senador UDI, Jaime Orpis, dijo que “ayer el banco entregó una serie de cifras que dan cuenta de una desaceleración. Este mal resultado es en la mayoría de los sectores económicos. El tema económico no solamente está referido a la reforma tributaria, lo que pasa en el país es una profunda crisis en la confianza. No sólo hay una baja en el crecimiento sino en el consumo”.

    Luego, la parlamentaria del mismo partido, Jacqueline van Rysselberghe aseguró que “quiero hacer un reconocimiento a los miembros de la Comisión de Hacienda, por su capacidad de resolver diferencias, y mostrar independencia, siendo parte de un poder independiente del Ejecutivo, sobre todo si lo comparamos con la labor de la Cámara de Diputados. La labor de la Cámara fue francamente bochornosa”.

    La senadora, de esta forma, respaldó las críticas expresadas por su par RN Baldo Prokurica, quien acusó durante la mañana que la Cámara actuó como “buzón”.

    Finalmente, la parlamentaria dijo que “si bien vamos a aprobar esta reforma, es una mala reforma”.

    En tanto, las tres normas que llegaron a la Sala con votación de mayoría (con la abstención del senador Montes) se despacharon por 25 votos a favor, dos en contra y cinco abstenciones.

    Se trata de las indicaciones que establecen los criterios de habitualidad en el ámbito del impuesto al suelo, el crédito al IVA a la construcción y la que establece la gradualidad en la aplicación del mismo.

    La Cámara de Diputados será la encargada de conocer, en tercer trámite, los cambios que introdujo el Senado al proyecto que modifica el sistema de tributación de la renta, e introduce diversos ajustes, en el sistema tributario.

    El gobierno debe conseguir la aprobación del proyecto a más tardar el 30 de septiembre, a modo de que al menos 2 mil 500 millones de dólares alcancen a ingresar al presupuesto de 2015.

     

    http://www.elmostrador.cl/pais/2014/08/19/senado-aprueba-en-particular-el-proyecto-de-reforma-tributaria/

     

  13. Pisquila

    21 de agosto de 2014 1:06 am

    Wayne Madsen: “Outra queda suspeita de avião na América Latina”

    Esta matéria é do jornalista americano Wayne Madsen, publicada no site da Strategic Culture Foundation e traduzida pelo Coletivo Vila Vudu. Extraída do Rede Castor Photo (http://www.redecastorphoto.blogspot.com.br/2014/08/marina-silva-george-soros-e-mais-um.html).

    Outra queda supeita de avião na América Latina reforça interesses americanos e globalistas

    19/8/2014, [*] Wayne Madsen, Strategic Culture“Another Suspicious Plane Crash in Latin America Bolsters American and Globalist Interests”Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu   As eleições presidenciais no Brasil marcadas para outubro estavam sendo dadas como resolvidas, com a reeleição da atual presidenta Dilma Rousseff. Isso, até a morte, num acidente de avião, de um candidato absolutamente sem brilho ou força eleitoral próprios, economista e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Dia 13/8, noticiou-se que o avião que levava Campos – candidato de centro, pró-business, que ocupava o 3º lugar nas pesquisas, atrás até do candidato do partido mais conservador (PSDB), Aécio Neves, também economista e defensor da ‘’austeridade’’ – espatifara-se numa área residencial de Santos, no estado de São Paulo, Brasil. Campos era candidato do Partido Socialista Brasileiro, antigamente da esquerda, mas hoje já completamente convertido em partido pró-business. Como aconteceu nos partidos trabalhistas da Grã-Bretanha, da Austrália e Nova Zelândia, nos liberais e novos partidos democráticos canadenses, e no Partido Democrata dos EUA, interesses corporativos e sionistas infiltraram-se também no Partido Socialista Brasileiro e o converteram num partido da “Terceira Via”, pró-business e só muito fraudulentamente ainda denominado partido “socialista”. Já é bem visível que os EUA tentam desestabilizar o Brasil, desde que a Agência de Segurança Nacional dos EUA espionou correspondência eletrônica e conversações telefônicas da presidenta Dilma Rousseff do Partido dos Trabalhadores (PT) e vários de seus ministros, o que levou ao cancelamento de uma visita de estado que Rousseff faria a Washington; e com o Brasil hospedando o presidente russo Vladimir Putin e outros líderes do bloco econômico dos BRICS em recente encontro de cúpula em Fortaleza.Dilma, Aécio e Campos (e Marina) em maio/2014  O Departamento de Estado dos EUA e a CIA só fazem procurar pontos frágeis no tecido social do Brasil de Rousseff, para criar aqui as mesmas condições de instabilidade que fomentaram em outros países na América Latina (Venezuela, Equador, Argentina – na Argentina mediante bloqueio de créditos para o país, em operação arquitetada por Paul Singer, capitalista-abutre sionista) – e na Bolívia. Mas Rousseff, que antagonizou Washington ao anunciar, com outros líderes BRICS em Fortaleza, o estabelecimento de um banco de desenvolvimento dos países BRICS, para concorrer contra o Banco Mundial (controlado por EUA e União Europeia) parecia imbatível nas eleições de reeleição. A atual presidenta era, sem dúvida, candidata ainda imbatível quando, dia 13 de agosto, Campos e quatro de seus conselheiros de campanha, além do piloto e copiloto, embarcaram no avião Cessna 560XL, que cairia em Santos, matando todos a bordo. A queda do avião empurrou para a cabeça da chapa do PS a candidata que concorria como vice-presidente, Marina Silva. Em 2010, Silva recebeu inesperados 20% dos votos à presidência, como candidata de seu Partido Verde. Esse ano, em vez de concorrer sob a legenda de seu partido, Marina optou por agregar-se à chapa pró-business, mas ainda dita “socialista” de Campos. Hoje, Marina já está sendo apresentada – talvez com certo exagero muito precipitado! – como melhor aposta para derrotar Rousseff nas eleições presidenciais de outubro próximo. Marina, que é pregadora cristã evangélica em país predominantemente cristão católico romano, também é conhecida por ser muito próxima da infraestrutura da “sociedade civil” global e dos grupos de “oposição controlada” financiados por George Soros, capitalista e operador de hedge fund globais. Conhecida por sua participação nos esforços para proteção da floresta amazônica brasileira, Marina tem sido muito elogiada por grupos do ambientalismo patrocinado pelo Instituto Open Society [Sociedade Aberta], de George Soros. A campanha de Marina, como já se vê, está repleta de palavras-senha da propaganda das organizações de Soros: “sociedade sustentável”, “sociedade do conhecimento” e “diversidade”. Marina Silva – Olimpíadas de Londres/2010Marina exibiu-se ao lado da equipe do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres em 2012. O ministro dos Esportes do Brasil, Aldo Rebelo, disse que a exibição de Marina naquela cerimônia havia sido aprovada pela Família Real Britânica, e que ela “sempre teve boas relações com a aristocracia europeia”.  Marina também apoia com muito mais empenho que Rousseff as políticas de Israel para a Palestina. Como se vê também nas Assembleias de Deus de cristãos pentecostais, Marina participa de uma facção religiosa que acolhe, não raro nas posições de comando organizacional, membros do movimento mundial dos “Cristãos Sionistas”, tão avidamente pró-Israel quanto organizações de judeus sionistas como B’nai B’rith e o World Jewish Congress. As Assembleias de Deus creem no seguinte, sobre Israel: Segundo a Escritura, Israel tem importante papel a cumprir no fim dos tempos. Por séculos, estudiosos da Bíblia ponderaram sobre a profecia de uma Israel restaurada. “Eis o que diz o Senhor Soberano: Tirarei os israelitas das nações para as quais foram. Reuni-los-ei de todas as partes e os porei juntos na sua própria terra”. Quando o moderno estado de Israel foi criado em 1948, e os judeus começaram a ir para lá, de todos os cantos do mundo, os estudiosos da Bíblia viram ali a mão de Deus em ação; e que nós viveremos lá os últimos dias. Marina Silva e Marco Feliciano… Parceiros?Em 1996, Marina recebeu o Prêmio Ambiental Goldman, criado pelo fundador da Empresa Seguradora Goldman, Richard Goldman e sua esposa, Rhoda Goldman, uma das herdeiras da fortuna da empresa de roupas Levi-Strauss. Em 2010, Marina foi listada, pela revista Foreign Policy, editada por David Rothkopf, do escritório de advogados Kissinger Associates, na lista de “principais pensadores globais”. O mais provável é que jamais se conheçam todos os detalhes do acidente que matou Campos. Participam hoje das investigações sobre o acidente a National Transportation Safety Board (NTSB) e a Federal Aviation Administration, do governo dos EUA. Membros dessas duas organizações com certeza serão informados do andamento das investigações e passarão tudo que receberem para agentes da CIA estacionados em Brasília, os quais tudo farão para ter o título “Trágico Acidente” estampado no relatório final. A CIA sempre conseguiu encobrir sua participação em outros acidentes de avião na América Latina que eliminaram opositores do imperialismo norte-americano naquela parte do mundo. Dia 31/7/1981, o presidente Omar Torrijos, do Panamá, morreu quando o avião da Força Aérea panamenha no qual viajava caiu perto de Penonomé, Panamá. Sabe-se que, depois que George H. W. Bush invadiu o Panamá em 1989, os documentos da investigação sobre o acidente, que estavam em posse do governo do general Manuel Noriega foram confiscados por militares norte-americanos e desapareceram. Super King Air- 200, BeechcraftDois meses antes da morte de Torrijos, o presidente Jaime Roldós do Equador, líder populista que se opunha aos EUA, havia também morrido num acidente de avião: seu avião Super King Air (SKA), operado como principal aeronave de transporte oficial pela Força Aérea do Equador, caiu na Montanha Huairapungo na província de Loja. No avião, também viajavam a Primeira-Dama do Equador, e o Ministro da Defesa e esposa. Todos morreram na queda do avião. O avião não tinha Gravador de Dados do Voo, equipamento também chamado de “caixa preta”. A polícia de Zurique, Suíça, que conduziu investigação independente, descobriu que a investigação feita pelo governo do Equador encobria falhas graves. Por exemplo, o relatório do governo do Equador sobre a queda do SKA, não mencionava que os motores do avião estavam desligados quando a aeronave colidiu contra a parede da montanha. Cessna Citation 560XLComo o avião de Roldós, o Cessna de Campos também não tinha gravador de dados de voo. Além disso, a Força Aérea Brasileira anunciou que duas horas de conversas gravadas pelo gravador de voz da cabine de voo do Cessna em que viajava Campos não incluem qualquer conversa entre o piloto, copiloto e torre de controle naquele dia 13 de agosto. O gravador de voz da cabine a bordo do fatídico Cessna 560XL foi fabricado por L-3 Communications, Inc.de New York City. Essa empresa L-3 é uma das principais fornecedoras de equipamento de inteligência e espionagem para a Agência de Segurança Nacional dos EUA, a mesma empresa que fornece grande parte das capacidades de escuta de seu cabo submarino, mediante contrato entre a ASN (Agência de Segurança Nacional – NSA em inglês) e a Global Crossing, subsidiária da L-3. Embora Campos não fosse inimigo dos EUA, sua morte em circunstâncias suspeitas, apenas poucos meses antes da eleição presidencial, substituído, como candidato, por elemento importante na infraestrutura política coordenada por George Soros, cria alguma dificuldade eleitoral para a presidenta Rousseff, que Washington, sem dúvida possível, vê como adversária.  A “pedra no sapato” de Soros, da CIA e dos EUAOs EUA e Soros pesquisam já há muito tempo várias vias para invadir e desmontar, por dentro, o grupo das nações BRICS. A tentativa de Soros-CIA para pôr na presidência da China um homem como Bo Xilai foi neutralizada, porque os chineses conseguiram capturá-lo e condená-lo por corrupção, antes. Com Rússia e África do Sul absolutamente inacessíveis para esse tipo de ardil, restam Índia e Brasil, como alvos dos esforços da CIA e de Soros para fazer rachar e desmontar o grupo BRICS. Embora o governo do direitista Narendra Modi na Índia esteja apenas começando, há sinais de que pode vir a ser a cunha de que os EUA precisam para desarticular os BRICS. Por exemplo, a nova Ministra de Relações Exteriores da Índia, Sushma Swaraj, é conhecida como empenhada e muito comprometida aliada de Israel. Outubro de 2013 – cria-se o “Cavalo de Tróia”No Brasil, hoje governado por Rousseff, a melhor oportunidade para infiltrar no governo um dos “seus” parece ser, aos olhos da CIA e Soros, a eleição de Marina Silva. Seria como um “Cavalo de Tróia” infiltrado no comando de um dos países do grupo BRICS, em posição para atacar por dentro aquele bloco econômico, mais importante a cada dia. A queda do avião que matou Eduardo Campos ajudou a empurrar para muito mais perto do Palácio da Alvorada, em Brasília, uma agente-operadora dos grupos financiados por George Soros.________________________________ [*] Wayne Madsen é jornalista investigativo, autor e colunista. Tem cerca de vinte anos de experiência em questões de segurança. Como oficial da ativa projetou um dos primeiros programas de segurança de computadores para a Marinha dos EUA. Tem sido comentarista frequente da política de segurança nacional na Fox News e também nas redes ABC, NBC, CBS, PBS, CNN, BBC, Al Jazeera, Strategic Culture e MS-NBC. Foi convidado a depor como testemunha perante a Câmara dos Deputados dos EUA, o Tribunal Penal da ONU para Ruanda, e num painel de investigação de terrorismo do governo francês. É membro da Sociedade de Jornalistas Profissionais (SPJ) e do National Press Club. Reside em Washington, DC.

     

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