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27 Comentários
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  1. ROGERIO FARIA

    27 de agosto de 2014 3:20 am

    Com Dudu, na hora marcada

    CLIQUE NA IMAGEM PARA MAIS TIRINHAS!

  2. ROGERIO FARIA

    27 de agosto de 2014 3:21 am

    Os Brasinhas 3 – SÓ DUDU

    Os Brasinhas 3 – SÓ DUDU

    ROGERIO FARIATER, 26/08/2014 – 15:28ATUALIZADO EM 26/08/2014 – 15:28

     

    Este especial reúne as tirinhas dos Brasinhas com participação do personagem Dudu. Inspirados nos presidenciáveis, as tirinhas acompanham a corrida presidencial de 2014 com espaço para uma visão crítica, ao mesmo tempo em que buscam ser acessíveis a todos os públicos.

    O personagem Dudu, inspirado no presidenciável Eduardo Campos, teve sua personalidade inspirada na infância desse político na Escola Padre Donino em Recife, época em que era carinhosamente conhecido como Dudu Chorão. Acima de tudo trata-se de uma singela homenagem a Campos, que nos deixou cedo, quando ainda prometia grande protagonismo no cenário político nacional. A tragédia se deu no meio da série Acampamento do Dudu, a qual tinha o personagem como protagonista, mudando o rumo planejado para a historinha. Ela está na sequência no final deste álbum virtual.

    LEIA AGORA!

  3. Motta Araujo

    27 de agosto de 2014 4:06 am

    http://amazonwatch.org/news/2

    http://amazonwatch.org/news/2012/1018-internationally-renowned-environmental-leader-marina-silva-visits-san-francisco-bay-area

    Junte-se a uma causa das grandes ONGs internacionais, seja escalado como “leader” dessa causa, sua vida está feita.

  4. Free Walker

    27 de agosto de 2014 4:17 am

    Histórias esquecidas do futebol brasileiro..

    Metropol Futebol Clube

     https://www.youtube.com/watch?v=wZaAuz18sYk

  5. Cientista detona Marina

    27 de agosto de 2014 5:02 am

    Famoso cientista doutor em

    Famoso cientista doutor em ciências sociais,  Válber Almeida, faz cometário certeiro do que Marina e do que é Lula de fato.

    ================

    [ Marina é uma pessoa correta, mas ela está longe de entender o que está sendo proposto pela sua equipe ao país ou o que está acontecendo ao redor dela. Diferente de Lula que estava cercado por intelectuais e políticos militantes, socialmente comprometidos e por uma burguesia moderna e modernizadora]

    http://www.jesocarneiro.com.br/artigos/a-marina-do-medo-ou-o-medo-da-marina.html

  6. André .....

    27 de agosto de 2014 6:29 am

    A nata da corrupção apoia Marina

     

    MARINA, SERÁ QUE ELES PODERÃO TROCAR DE CNPJ?:

     

    Com multas bilionárias aplicadas pela Receita Federal, empresas como o banco Itaú, de Roberto Setúbal, grupo Globo, de João Roberto Marinho, e Natura, do ex-vice de Marina Silva Guilherme Leal, observam exemplo do PSB; partido fechou comitê financeiro anterior à nova candidata e agora abre outro CNPJ – o registro de pessoas jurídicas – para superar histórico de contas e arrecadações e começar vida nova, sem passivos a saldar; entre as três grandes empresas mordidas pelo Leão, todas apostam em Marina agora; será que ela vai apoiar mudanças de CNPJ como a que seu partido quer fazer?

     

    26 DE AGOSTO DE 2014 ÀS 14:27

     

    247 – Depois que o PSB anunciou a fórmula que está usando para encerrar o passado de arrecadações e despesas da campanha do ex-governador Eduardo Campos, com o fechamento formal do comitê financeiro e abertura de outro, com novo CNPJ (o número de registro de pessoas jurídicas), pelo menos três grandes empresas que pertencem ao campo de influência da candidata Marina Silva podem estar tentadas a fazer o mesmo.

    Com uma multa a pagar de nada menos de R$ 18,7 bilhões à Receita Federal, por conta de impostos considerados não recolhidos pela fusão com o Unibanco, o banco Itaú tem esse problema em seu CNPJ. A alternativa encontrada pelo PSB, com a anuência de Marina, que já começa uma nova corrida de arrecadação, pode interessar.

    No mesmo caso está uma companhia muito próxima da candidata. A Natura, do empresário Guilherme Leal, que foi candidato a vice de Marina em 2010, igualmente tem problemas com o Fisco. No ano passado, a empresa recebeu uma conta de R$ 628 milhões por IPI e Pis não recolhidos. Um CNPJ zero quilômetro também cairia bem para superar essa situação.

    Para as Organizações Globo, que jamais esconderam sua oposição à presidente Dilma Rousseff e, nessa medida, veem com simpatia a opção Marina, uma suavização no apetite do Leão igualmente seria positiva. A emissora perdeu no ano passado recurso contra a receita de R$ 730 milhões, em razão de impostos não recolhidos pela transmissão da Copa do Mundo de 2002.

    Se a moda lançada pelo PSB de Marina pegar, com o passado menos transparente sendo jogado no lixo da história para a abertura de um futuro novo em folha, a fila para trocar de CNPJ deverá ser grande.

  7. Notívago

    27 de agosto de 2014 9:22 am

    A prova do efeito fúnebre

    Em disputa com Aécio no provável segundo turno, Dilma vence com 41%.

    No debate de ontem Marina apelou para o defunto umas 4 vezes.

    E o JN de ontem também voltou a falar do defunto, que estava envolvido numa nebulosa transação com o jatinho que o matou.

  8. João de Deus

    27 de agosto de 2014 9:41 am

    Marina e a Neca de Pitibiriba

    Debate na Band

    Foi a Luciana Genro quem meteu o dedo na ferida quando falou da autonomia do Banco Central que a Marina pretende dar de presente aos banqueiros. São eles que determinarão a taxa selic e o superavit primário. É mesmo que queijo!, me lembrei agora desse ditado muito antigo.

    Outra coisa: Marina não utilizou números para defender seus argumentos. E foi um show de generalidades tipo saúde, educação, mobilidade urbana, etc.

    E acusou Dilma de ser uma gerentona, como coisa que no presidencialismo nós votássemos para escolher uma rainha.

    E pretende organizar uma equipe que nós podemos chamar de “saco de gatos”, com os melhores, segundo ela, de todos os partidos e da sociedade. A Neca de Pitibiriba certamente estará nessa equipe como legítima representante do banco Itaú. Foi o Fidelis quem falou na dívida do Itaú  para com a Receita Federal.

     

    1. drigoeira

      27 de agosto de 2014 10:48 am

      Conto de fadas!!!

      Vai ser o conto de fadas da Marina se transformando na série Pesadelo em Brasília…

      1. Alexandre Weber - Santos -SP

        27 de agosto de 2014 11:10 am

        Uma hashtag ### para o fim

        Estão na linha de fogo, uma # hashtag que exponha a fraude dos BCs e a campanha da Marina já era.

        Não dá para controlar a informação na Net, o brasileiro já percebeu a fraude, quando ligar os pontos, a motivação das jornadas de junho de 2013 terá sido dada, para sua repetição. O Brasil já é oficialmente hoje um país ingovernável a beira da conflagração.

  9. Alexandre Weber - Santos -SP

    27 de agosto de 2014 11:03 am

    Campanha de baixíssimo nível

    O artigo de ontem na Foreing Affairs, aqui:

    https://jornalggn.com.br/comment/412538#comment-412538

    Mostra que a banca e seu braço institucional, os bancos centrais, vão tentar uma última cartada para anestesiar o povo e raspar o fundo do tacho da usurpação de bens e riquezas dos povos onde lançaram seus tentáculos.

    Abandonaram todo e qualquer disfarce do dinheiro fraudulento por eles controlado em benefício próprio, deram a carreira do Dólar por encerrada, o que era de se esperar, pois é o destino de todas as moedas fiduciárias, 

    Aqui no Brasil, há 40 dias da eleição presidencial, a banca, através de seus bancos comerciais abandonaram todo e qualquer pudor e embarcaram na campanha da Marina, campanha de jatinho meia-boca, onde a Sininho da Floresta Amazônica, que substituiu o Pir-Lim-PIM-PIM pelo Daime, posa de inocente que não sabe de nada, nem o que significa em termos de sangue, suor e lágrimas, para o espoliado e sofrido povo brasileiro, a entrega porteira fechada do Banco Central do Brasil para os maiores predadores sem escrúpulos e sem leis do planeta Terra.

    Na verdade, só nas franjas sem votos dos candidatos cartas fora do baralho, o assunto foi ventilado, mas de forma insipiente e amadora, dívida indevida e impagável que precisa ser auditada, ou que a equipe da Marina é a dos abutres do Mercado Financeiro que já destruiu a Argentina, pais rico e de pessoas trabalhadoras, que não conseguem se livrar destes urubus que querem suas vidas e suas carniças.

    A banca não nega mais a fraude com que se mantém arrecadando em cima da desgraça de povos e nações, enfrenta os povos e os países que se rebelam contra ela e os ameaçam com traques.

    A situação é patética, até quando iremos ver esta pantomínia de mau gosto?

    A Dilma é a culpada, por não ter tomado uma providência séria com este descalabro, aqui no blog os que me lem sabe que denuncio isto dia sim e outro também, não agiu porque é conivente com  o esquema que destroi o sonho brasileiro.

    Acorda, Dilma!

    1. rmoraes

      27 de agosto de 2014 11:26 am

      PSB passado a limpo?

      Bom dia amigo!

      Céus!!! O PSB vem construindo um “conjunto de obra” que poderá levar o país a uma total insegurança institucional (econômica, administrativa e política) e a culpa é da Dilma? Ou vc acha que a Marina como vice não levaria a banca junto com ela pro planalto do mesmo jeito? Ou será que a gritaria é porque o Eduardo não tinha chances de realizar este mesmo programa e, portanto, não importava o que dissesse, mas, agora, Marina “perigas” ganhar as eleições?

      Abs generalizados!

      1. rmoraes

        27 de agosto de 2014 11:59 am

        Revendo

        Tá bem…

        Alguns pontos:

        1- Considero que os socialistas históricos do PSB sempre foram aliados críticos do PT e os tenho na mais alta conta, dentro do mais transparente jogo político. O PSB muitas vezes manteve um comportamento absolutamente ético e, por exemplo, defendeu avidamente a volta da CPMF para financiamento da saúde;

        2- Entendo que a entrada de Eduardo Campos na corrida presidencial foi legítima;

        3- O processo mostrou-se fora do controle com a absorção da Rede e a evidência de que os socialistas históricos não estavam mais no comando do partido;

        4- Adriano Benayon (aqui), figura histórica do PSB, diz que “errou o falecido Eduardo Campos ao entrar nessa associação, como erraram os que o acompanharam nesse passo”. O mesmo Benayon já denuncia (aqui) há muito tempo, como vc, o sangrameto do país para a banca internacional;

        5- Estou afeito à vida partidária e bem sei que dentro do PT, como dizia meu falecido pai, o mais bobo concerta relógio no escuro usando luvas de boxe;

        6- Somo minha voz à sua, mas parcialmente. Não creio que o país beire a conflagração e não acho que caminhamos rumo ao apocalipse. Creio, porém, que tempos difíceis virão… como já estamos tão acostumados. Um freio na especulação internacional não seria a solução, mas seria um bom começo.

        Abs.

  10. Alexandre Bitencourt

    27 de agosto de 2014 11:46 am

    Sobre o debate de ontem

    Apesar de uma Dilma meio nervosa e ansiosa, é a que teve um discurso mais consistente.

    Aécio se saiu bem assim como Maluf se sai nos debates.

    Marina impressionou na oratória, mas não nas propostas. A “nova política” não foi combinada com o Congresso. Trazer “os melhores quadros” de todos os partidos para fazer um governo onde todos concordem com ela. O mundo colorido que Marina apontou como a campanha de Dilma mais parece com a sua “nova política”.

    Eduardo levantou temos polêmicos como legalização da maconha e aborto. Luciana Genro foi pela mesma linha.

    Fidelix levantou alguns podres sobre a campanha de Marina, que conseguiu se sair bem. Pastor Everaldo mostrou que é o representante legítimo da extrema direita.

    Um debate com poucas propostas e muitas acusações de um mau governo petista como se estivessemos lendo a revista Veja. Não se poderia esperar algo diferente também. Mas o campo das propostas ficou vazio. Com Marina Silva ficou mais vazio ainda. Mas o discurso vazio agrada a consciência vazia dos que foram às jornadas de junho. Agrada também aqueles que só conseguem enxergar o Brasil através das páginas manipuladas dos jornais e dos telejornais diários.

     

  11. LACosta

    27 de agosto de 2014 12:20 pm

    Enquanto ocorria o debate na Band

    O Senhor Presidente do STE, Tofoli, trouxe à julgamento o recurso do Arruda solicitando a efetividade de sua (dele) inscrição para o próximo pleito concorrendo ao GDF. O malabarismo retórico do GM foi uma das coisas tão assombrosas (alguém duvidava?) quanto seus votos na famigerada AP 470, alegando inclusive que estaria ocorrendo perseguição política (SIC…). Esse voto (não sei ainda qual foi o último voto do Senhor Tofoli, mas de qualquer maneira ou votou com a maioria (_já eram mais de meia noite de hoje e na minha idade é hora de dormir) já consolidada ou aliou se ao Gilmar e foi voto vencido e Sr. Arruda deixa de ser candidato e vai pagar por oito anos sem prejuízos as ações penais que correm contra ele.

    1. rmoraes

      27 de agosto de 2014 1:02 pm

      Maioria no TSE vota por derrubar candidatura de Arruda no DF

      Maioria no TSE vota por derrubar candidatura de Arruda no DF

      Fernanda Calgaro
      Do UOL, em Brasília

      26/08/201423p2Ao lado do Procurador-Geral eleitoral, Rodrigo Janot (à esq.) os ministros do TSE Gilmar Mendes e Dias Toffoli participam do julgamento da candidatura de José Roberto Arruda. Mendes foi contra a impugnação da candidatura, por avaliar que geraria insegurança jurídica Ao lado do Procurador-Geral eleitoral, Rodrigo Janot (à esq.) os ministros do TSE Gilmar Mendes e Dias Toffoli participam do julgamento da candidatura de José Roberto Arruda. Mendes foi contra a impugnação da candidatura, por avaliar que geraria insegurança jurídica

      Ao analisar recurso apresentado pelo ex-governador do DF José Roberto Arruda (PR), a maioria dos ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu na noite desta terça-feira (26) barrar a sua candidatura ao governo do Distrito Federal com base na Lei da Ficha Limpa. 

      Seis ministros já votaram (cinco contra a candidatura e apenas um a favor) e falta apenas o presidente da corte, ministro Dias Toffoli, mas o julgamento acabou suspenso quando os magistrados discutiam a definição de uma regra geral sobre o prazo a ser considerado para aplicar a lei. A questão deve ser retomada ainda na sessão de hoje.

      O relator do recurso, o ministro Henrique Neves votou pela rejeição da candidatura e foi seguido por Admar Gonzaga Neto, Luiz Fux e Laurita Vaz. Eles entenderam que a sua condenação em segunda instância por improbidade administrativa com danos aos cofres públicos, mesmo tendo ocorrido após ele entrar com o pedido de registro da candidatura, o tornou inelegível.

      O ministro Gilmar Mendes discordou por entender que isso trará insegurança jurídica, uma vez que, na sua opinião, as candidaturas poderão ser contestadas a qualquer momento. “Todos aqueles que têm algum tipo de atividade de gestão em algum momento correm o risco de serem atingidos [pela Lei da Ficha Limpa].”

      Arruda, que aparece em primeiro lugar nas pesquisas eleitorais, recorreu à corte após o TRE-DF (Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal) ter rejeitado o registro da sua candidatura há duas semanas com base na Lei da Ficha Limpa. A polêmica no seu caso é que a condenação só aconteceu dias depois de ele dar entrada no pedido de registro de candidatura.

      A defesa recorreu sob o argumento de que, pela legislação eleitoral, deve ser considerada a condição que o político tinha no momento do pedido de registro da candidatura e, portanto, a Lei da Ficha Limpa não poderia alcançá-lo.

      Para o procurador-geral eleitoral, Rodrigo Janot, Arruda fica inelegível mesmo que a decisão judicial de segunda instância tenha saído após o pedido de registro.

      Arruda foi condenado por improbidade por envolvimento no esquema do mensalão do DEM, seu partido à época. Arruda, que sempre negou envolvimento com o suposto esquema de compra de apoio parlamentar, chegou a ser preso durante o seu mandato de governador, em 2010. Ele teve de deixar o DEM para não ser expulso e foi cassado pela Justiça Eleitoral.

       

  12. MarcioGM

    27 de agosto de 2014 1:35 pm

    Urna eletrônica é falha, alerta MP

    Fonte: http://www.valor.com.br/politica/3573682/urna-eletronica-e-falha-alerta-mp

    O sistema atual de votação eletrônica é falho e não pode garantir o sigilo do voto e a integridade dos resultados das eleições. A conclusão é do Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo, com base em relatório apresentado à Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB). O documento aponta ainda outras vulnerabilidades no programa usado nas urnas eletrônicas, com “efetivo potencial para violar a contagem dos votos“, destaca.

    Consta de investigação preliminar do procurador Pedro Antonio Machado que urnas eletrônicas submetidas a teste de segurança apresentaram fragilidade principalmente para garantir o caráter secreto do voto.

    Em tese os votos devem ser armazenados na urna eletrônica e misturados aleatoriamente pelo software programado para seguir um padrão matemático. No entanto, durante prova técnica laboratorial conduzida em 2012, os pesquisadores conseguiram colocar em ordem os 950 registros usados no teste, que foi realizado em atendimento a chamada pública do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    O responsável pelo relatório, professor Diego Aranha, alertou para o fato de a prova revelar a possibilidade de descobrir em quem o eleitor votou: “Com a reordenação dos votos, é possível, sabendo os horários que os eleitores foram a determinada seção eleitoral, descobrir em quem eles votaram, sendo certo que, para isso, basta que um dos fiscais anote tais horários”, esclareceu o especialista, que hoje atua no Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “No caso de personalidades, como candidatos das eleições majoritárias, basta que se acompanhe o noticiário para saber o horário em que exerceram o voto”, complementou Aranha.

    De acordo com o documento a falha foi descoberta com rapidez pela equipe da UnB.

    No entanto, devido às restrições impostas pelo comitê organizador do TSE, os pesquisadores não puderam submeter tais vulnerabilidades a novos testes, que poderiam demonstrar a existência de mais fragilidades. Segundo Aranha, os pesquisadores tiveram acesso ao código-fonte (programa em linguagem de computação) do software de votação por um período de apenas cinco horas.

    Após os testes de 2012, a área de tecnologia da informação do TSE deveria corrigir as falhas apresentadas pela equipe da UnB. O detalhamento e a verificação de outras vulnerabilidades, no entanto, não avançaram. Para as eleições deste ano o tribunal não vai realizar novos testes públicos na urna eletrônica, como vinha fazendo desde a eleição de 2010. Para a próxima eleição foi criado um grupo de trabalho – quase todo integrado por servidores do próprio TSE – pela portaria nº 215 do diretor-geral da secretaria da corte eleitoral. O objetivo é estudar e propor soluções aos problemas referentes à segurança do sistema automatizado de votação adotado no país.

    Os autos foram encaminhados ao procurador regional eleitoral André de Carvalho Ramos. Ele deve remetê-los ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de SP, que dará conhecimento ao TSE.

     

    1. Paulo F.

      27 de agosto de 2014 1:49 pm

      Por que a urna eletrônica incomada tanto?

      Bom mesmo é  a contagem manual que elegeu Bush Jr….

      Em uma fraude eleitoral que faria corar os mortos eleitores da República Velha!

      1. MarcioGM

        28 de agosto de 2014 1:26 pm

        De fato o sistema brasileiro é o melhor do mundo

        De fato o sistema brasileiro é muito melhor que o que elegeu Bush. Aliás, é melhor sistema do mundo… para os fraudadores.

        É de causar inveja um sistema absolutamente a prova de detecção de fraudes.

  13. Paulo F.

    27 de agosto de 2014 1:44 pm

    Yes, nos temos radicais também!

    Do Diário de Notícias de Lisboa

    E sanções à Grã-Bretanha?

    por  FERREIRA FERNANDES   Ontem

    O assassino de negro por trás do jornalista americano que ia ser degolado foi identificado como um jovem londrino. Já se sabia há muito que a guerra síria atraiu centenas de muçulmanos de segunda geração, sobretudo britânicos, franceses e belgas. Abdel Bary, de 23 anos, o tal da cara escondida e faca estendida, foi um discípulo do pregador radical Anjem Choudary. Era em Londres que Choudary, além das tresloucadas ideias místicas que destilava com o direito inalienável que as tolices vagas devem ter, também ensinava o que se segue: “Todas as mulheres, muçulmanas ou não, devem usar uma burca”, “quem beber álcool deve levar 40 chibatadas em público”…, – discursos de ódio que levaram ao pescoço de James Foley. E é assim que a Europa, há década e meia amedrontada com o perigo do radicalismo islâmico a vir, acordou com a triste compensação de também ela exportar tarados. Foi no Iraque que o londrino Bary degolou e os seus compatriotas, que vieram para a jihad, prostituem as camponesas que não são da seita. Se a Grã-Bretanha não se soube defender de dentro, tem a obrigação de não corromper o mundo com as suas facilidades. Qualquer jihadista voltando à Inglaterra é sujeito a um inquérito ligeiro, após o que pode viajar para onde quiser sem dizer água vai às autoridades. Por exemplo, ir visitar Anjem Choudary à casa mimosa em que vive, em Ilford, no Nordeste de Londres com a sua família e as ideias de sempre.

     

  14. MiriamL

    27 de agosto de 2014 2:59 pm

     
    Os 70 anos de Leminski:

     

    Os 70 anos de Leminski: comemoramos o nascimento de um dos nossos grandes escritores

     

     

     

    “Quando eu tiver setenta anos, então vai acabar esta adolescência. Vou largar da vida louca e terminar minha livre docência. Vou fazer o que meu pai quer, começar a vida com passo perfeito. Vou fazer o que minha mãe deseja, aproveitar as oportunidades de virar um pilar da sociedade e terminar meu curso de direito. Então ver tudo em sã consciência, quando acabar esta adolescência…”

    O poema acima, “Quando eu tiver setenta anos (link is external)“, foi escrito pelo escritor e poeta Paulo Leminski que, infelizmente, não chegou à idade: morreu em junho de 1989, aos 44 anos, vítima de uma cirrose hepática. Mas hoje, quando completaria os tais 70, deixa a certeza de que cumpriu sua vontade: viveu eternamente jovem, assim como versou em seus poemas.

    Paulo Leminski (link is external) nasceu no dia 24 de agosto de 1944, em Curitiba, no Paraná. Foi diretor de criação, redator publicitário, tradutor (além do português, falava inglês, francês, latim, grego, japonês e espanhol), professor de História, de Redação, e, quem diria, de Judô também. Mas sua contribuição para a cultura literária e musical brasileira superou, em sua vida, todas as suas inúmeras profissões formais, nos brindando com obras poéticas, quase 50 músicas, obras infantis, livros, biografias, sem contar os ensaios, as traduções e as inúmeras produções musicais.

    Com sua poesia (link is external), teve grande influência dentro da Música Popular Brasileira. Autor da polêmica música Verdura (link is external), gravada por Caetano Veloso em 1981, ele retratou os tempos em que o Brasil passava pelo Regime Militar. Contribuiu com outros artistas como Moraes Moreira e a com a banda A Cor do Som. Ainda hoje, é cantado por ícones da música como Zélia Duncan, Chico César, Arnaldo Antunes, entre outros.

    Por todo conhecimento histórico e filosófico que acumulou em vida, também por lecionar História, sua prosa teve grande densidade, sem perder a irreverência. No livro Catatau (link is external) (1975), Leminski conta como teria sido uma experiência alucinógena do filósofo e físico francês René Descartes (link is external) se ele tivesse vindo ao Brasil durante a Invasão Holandesa (link is external). O livro “Agora é Que São Elas (link is external)” também gerou polêmica por seu controverso modo de escrever, chegando a ser descrito como “prosa leve e safada, mas também muito reflexiva […] feito para anarquizar as normas da ficção e fazer o leitor experimentar, sem amarras, a invenção literária” (link is external).

    A gente selecionou uma série de músicas compostas por Leminski. Confere no vídeo:

     

    [video:http://youtu.be/XG2Y9ZKzOvM?list=PLZjQqfWydl6TjFVtmvF2CP5V_JtAoSUx0%5D

     

     

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=IIwRAvC8iTQ&list=PLZjQqfWydl6TjFVtmvF2CP5V_JtAoSUx0&index=2%5D

     

     

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=PqUKxB_N79o&list=PLZjQqfWydl6TjFVtmvF2CP5V_JtAoSUx0&index=3%5D

     

     

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=VEVjdha5FaQ&list=PLZjQqfWydl6TjFVtmvF2CP5V_JtAoSUx0&index=4%5D

     

     

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=xAWgIrF203c&list=PLZjQqfWydl6TjFVtmvF2CP5V_JtAoSUx0&index=5%5D

     

     

    http://mudamais.com/os-70-anos-de-leminski-comemoramos-o-nascimento-de-um-dos-nossos-grandes-escritores

     

  15. Tiago Bevilaqua

    27 de agosto de 2014 4:19 pm

    Eita imprensa

    Talvez devido as faixas de ônibus, o trânsito de automóveis ficou mais lento 7% no horário de pico da noite, e 16% no pico da manhã. Em compensação o fluxo de ônibus reduziu o tempo em 40%. Digo talvez, pois, na matéria lê-se: “Vale destacar ainda que, segundo os especialistas, a redução da velocidade média e o aumento do tempo que os carros ficam parados não são “culpa” das faixas. Eles vêm caindo desde que o estudo começou a ser feito, nos anos 1990. “As vias já não têm mais espaço para receber os carros”, diz o engenheiro Horácio Augusto Figueira.”

    Manchete do Estadão origem da reportagem: “Com faixas de ônibus, carros ficam 16% mais lentos no pico da manhã”, e do UOL que reproduz a reportagem: “Faixa de ônibus faz lentidão de carros crescer 16%”. Então o ótimo resultado que é a redução do tempo de viagem de ônibus não aparece, e a eventual, mas discutível consequência das faixas sobre o aumento do tempo da circulação de automóveis aparece, a maior delas. No caso do UOL, pior ainda, pois não há menção ao pico da manhã.

    Eita imprensa desgraçada. Não é por acaso que política da prefeitura de SP, toma surra da “grande” imprensa.

  16. MiriamL

    27 de agosto de 2014 4:35 pm

     
    Hoje na História: 1576 –

     

    Hoje na História: 1576 – Morre o pintor Tiziano Vecelli

     

    Max Altman | São Paulo – 27/08/2012 – 08h00

     

    Maior representante da escola de Veneza, ele tentava explorar ao máximo a cor e a luz, procurando captar os mais variados efeitos nas diferentes horas do dia.

     

    Wikicommons/Reprodução


     

    A Vênus de Urbino, de 1538, de Tiziano Vecelli, uma tradução da belexa ideal da época 

     

    Morre em 27 de agosto de 1576 em Veneza, o grande pintor Tiziano Vecelli, chefe da escola veneziana do ’’Cinquecento’’ (século XVI). Muito jovem ainda, tornou-se o retratista oficial dos doges de Veneza, sucedendo nesta função ao seu mestre Bellini.

    A capacidade de valorizar o status das personalidades lhe valeu o título de pintor oficial de todos os que pontificavam na Itália da Renascença. Ele retratou os maiores soberanos de seu tempo : o papa Paulo III, o imperador Charles V, o rei Filipe II, da Espanha, e até mesmo o rei Francisco I, da França.

    Quem não conhece a Vênus de Urbino ? Este nu da Renascença Italiana traduz a beleza ideal, o que fez dele a tela mais copiada da história da pintura. Seus motivos são encontrados no Olympia de Manet bem como em Maja Nua, de Goya. A pose do modelo e as cores quentes que o envolvem experimentam a um só tempo alegria e sensualidade.

    Tiziano nasceu em 1490, em Pieve di Cadore. Ainda menino foi morar com um tio em Veneza, tornando-se aprendiz do mestre do mosaico, Sebastiano Zuccato. Após a morte do mestre, em 1510, Tiziano encarregou-se de concluir alguns dos seus quadros, como A Vênus Adormecida e Concerto Campestre.

    Foto: 

     

    Em 1518, alcança a fama com Assunção da Virgem, que antecipava diversas características do Barroco e mesmo do Modernismo. [na reprodução abaixo, um autorretrato de 1567]

    Tiziano costumava assinar suas telas acrescentando um ‘p’ de pintor. Dedicou-se, ao contrário de muitos de seus contemporâneos, exclusivamente à pintura, conquistando glória e riqueza, acabando por sentar-se à mesa com a nobreza e ser aclamado por papas e reis.

    Um dos mais versáteis pintores italianos, ele era conhecido pelos seus colegas e admiradores como “o sol entre as estrelas”. Suas telas transmitem muita cor, luz, expressividade e sensualidade. Pintava habitualmente cenas bíblicas e da mitologia.

    Ao longo da carreira experimentou técnicas variadas. No começo, valia-se de pinceladas cuidadas e finas, mais tarde passou a utilizar-se de pinceladas grossas e desorganizadas. Em 1566, ao visitar Tiziano, Giorgio Vassari observou que as suas primeiras obras tinham sido executadas com muito cuidado, mas os seus últimos quadros eram elaborados com largas e ousadas pinceladas e manchas, de modo que de perto não se conseguia ver nada, mas de longe parecia tudo perfeito. Admiradores não compreenderam a mudança, que interpretavam com sinal de decadência. Vassari  entendeu que a nova técnica dava à obra aparência de espontaneidade, e, longe de indicar declínio, mostrava o desenvolvimento de um estilo mais livre.

    Palma, um dos discípulos de Tiziano, deixou uma vívida descrição dos métodos de trabalho do mestre: ele cobria antes as telas com amplas massas de cor, que constituíam a base da composição, indicando os meios-tons com “terra rossa”, provavelmente vermelho veneziano, ou com branco. Com o mesmo pincel trabalhava as partes mais claras e com quatro pinceladas criava uma figura extraordinária. Quando concluía o “esboço”, colocava o quadro na parede e lá o deixava durante meses, até o retomar e examinar com olhar crítico. Finalmente punha-se a fazer tantas alterações, quantas julgasse necessárias.

    Quando se dava por satisfeito, passava os últimos retoques, por vezes modulando com o dedo os pontos mais luminosos até transformá-los em meios-tons, ou harmonizá-los com as cores em redor reavivando a composição com um pouco de vermelho semelhante a uma gota de sangue, ou com uma mancha escura, igualmente aplicada com o dedo.

    Para Vassari, a maneira correta de pintar começava com a execução de esboços sobre papel, trabalhando-se cuidadosamente cada detalhe da composição, transferia-se o desenho para a madeira ou para a tela e se punha a pintar. Era o método adotado pelos expoentes da Escola Florentina, tais como, Leonardo, Rafael e, sobretudo, Michelangelo. Tiziano, como os venezianos em geral, parecia ignorar este método.

    Certo dia em 1545, em Roma, Tiziano recebe a visita de Michelangelo que afirmou gostar de seu colorido e estilo, mas estranhava os venezianos não aprenderem a desenhar bem desde os primeiros passos.

    Os venezianos tentavam explorar ao máximo a cor e a luz, e com esse objetivo usavam tonalidades intensas, jogavam com tons quentes e frios, procuravam captar os mais variados efeitos luminosos nas diferentes horas do dia.

    Principal representante da escola, Tiziano não só concretizou esses ideais com perfeição de gênio, como ainda os enriqueceu com importante contribuição pessoal.

    Suas paisagens de fundo, ricas em contraste de tons, conservam o espírito poético de Giorgione, porém as figuras são mais exuberantes que as de seu precursor. A composição é mais ousada, a pincelada larga e as manchas decididas ultrapassam as fluidas pinceladas, ajudando a criar atmosferas de maior intensidade, seja no drama violento de um quadro como Tarquínio e Lucrécia, ou na incontida alegria de A Bacanal, e mesmo na mística apoteose de A Ascensão de Nossa Senhora.

    Também nesse dia:
    551 a. C. – Nasce o filósofo chinês Confúcio 
    1828 – Brasil reconhece a independência do Uruguai 
    1831 – Físico Michael Faraday descobre a indução eletromagnética
    1883 – Explosão de vulcão extingue ilha de Krakatoa

     

    http://operamundi.uol.com.br/conteudo/historia/23951/hoje+na+historia+1576+-+morre+o+pintor+tiziano+vecelli.shtml

  17. El Cid

    27 de agosto de 2014 6:27 pm

    Vocês sabiam?
    vocês sabiam que o Chico Mendes era da “elite”? Não? A Marina sabia !!  http://www.dailymotion.com/video/x24p0yx_levy-fidelix-x-marina-silva_news

  18. Leo V

    27 de agosto de 2014 8:52 pm

    Marcelo Freixo, ontem, na

    Marcelo Freixo, ontem, na Alerj, numa fala forte para ser ouvida inteira e divulgada, sobre o caso Rafael Braga Vieira, preto, pobre, analfabeto, condenado a 5 anos de prisão por carregar uma garrafa de Pinho Sol e outra de água sanitária.

    O único condenado nas manifestações de junho do ano passado. Freixo explica porque se trata de uma injustiça histórica.

    https://www.youtube.com/watch?v=ZUmm8YOfGyA

     

  19. Gui Oliveira

    27 de agosto de 2014 9:01 pm

    Secularismo e satisfação social

    Sociedades sem Deus: por que os países menos religiosos são os mais satisfeitos socialmente. Entrevista especial com o sociólogo Phil Zuckerman

    Publicado na Revista IHU Online em 23/12/2008:http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/18992-sociedades-sem-deus-por-que-os-paises-menos-religiosos-sao-os-mais-satisfeitos-socialmente-entrevista-especial-com-o-sociologo-phil-zuckerman.          O que seria de nossas sociedades se Deus simplesmente não existisse para grande parte da população? Essa foi uma das perguntas que o sociólogo norte-americano Phil Zuckerman certamente tinha em mente ao dar início à sua mais recente pesquisa, que o levou a morar por mais de um ano na Escandinávia, especificamente na Dinamarca e na Suécia. Na bagagem, levava uma pergunta desafiante: como esses dois países, considerados os menos religiosos do mundo em todas as pesquisas prévias, podiam ser os que possuíam os mais altos índices de qualidade de vida, com economias fortes, baixas taxas de criminalidade, alto padrão de vida e igualdade social (em resumo, “contentment”, contentamento, satisfação, como ele chamou no subtítulo de seu livro)?

    Zuckerman tinha ainda outro objetivo, mais localizado. Segundo ele, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, a maioria de seus conterrâneos norte-americanos “pensa que qualquer sociedade que deixa de louvar a Deus ou de colocá-Lo no centro de sua cultura será condenada”, ou que “sem uma religião forte, um país se desintegrará no caos, no crime e na imoralidade”. Assim, entrevistando 150 cidadãos dinamarqueses e suecos, ele quis mostrar que, mesmo sem Deus, “é possível que uma sociedade seja forte, saudável, moral e próspera”.

    O resultado de sua viagem foi recém publicado em livro, pela New York University Press, intitulado “Society Without God – What the Least Religious Nations Can Tell Us About Contentment” [Sociedade sem Deus – O que as nações menos religiosas podem nos dizer a respeito da satisfação].

    Phil Zuckerman é sociólogo, com mestrado e Ph.D. em Sociologia pela Universidade do Oregon. Atualmente, é professor do Pitzer College, em Claremont, no sul da Califórnia. Também é autor de “Sex and Religion”(Wadsworth, 2005), “Invitation to the Sociology of Religion” (Routledge, 2003), “Du Bois on Religion” (Alta Mira Press, 2000) e “Strife in the Sanctuary: Religious Schism in a Jewish Community” (Alta Mira Press, 1999), dentre outros. Em sua página no sítio do Pitzer, está publicado um dos principais artigos de Zuckerman, intitulado“Atheism: Contemporary Rates and Patterns” [Ateísmo: Taxas e Padrões] em que ele analisa detalhadamente diversos dados sobre o ateísmo contemporâneo (em inglês). Esse texto faz parte do livro “The Cambridge Companion to Atheism”, organizado por Michael Martin (Cambridge University Press, 2007).

    Confira a entrevista.

    IHU On-Line – Como você realizou a sua pesquisa na Escandinávia? Qual foi a sua intenção e as suas principais descobertas?

    Phil Zuckerman – A maioria dos norte-americanos pensa que qualquer sociedade que deixa de louvar a Deus ou de colocá-Lo no centro de sua cultura será condenada – e que, sem uma religião forte, um país se desintegrará no caos, no crime e na imoralidade. Eu quis mostrar que isso não é necessariamente verdade. Eu quis mostrar aos meus conterrâneos norte-americanos que é possível que uma sociedade seja relativamente irreligiosa e, ainda assim, forte, saudável, moral e próspera.

    Há mais ou menos quatro anos, a Cambridge University Press [editora universitária] me pediu para escrever umcapítulo de um livro a respeito de quantos ateus existem no mundo. Então, eu passei cerca de seis meses procurando por todas as pesquisas nacionais e internacionais que eu pudesse encontrar. No fim, as pesquisas mostraram que a Dinamarca e a Suécia são, talvez, os países mais irreligiosos do mundo. Muitas pessoas, naDinamarca e na Suécia, dizem acreditar em Deus, mas muito poucas dão importância a essa crença. Muito poucas pessoas rezam a Deus, ou acreditam que o Deus literal da Bíblia é real, ou acreditam que a Bíblia é divina. Esses países têm os menores índices de crença na vida após a morte, na ressurreição de Jesus, no céu e no inferno etc. Além disso, têm os menores índices do mundo em termos de participação semanal na igreja. E mesmo assim, apesar de tudo isso, estão entre as sociedades mais prósperas, igualitárias, civilizadas e humanas da Terra. Quando olhamos os níveis de sucesso social, da alfabetização à expectativa de vida, da igualdade de gênero aos padrões ambientais, da saúde à democracia, da criminalidade aos cuidados com os mais velhos e com as crianças, as nações da Dinamarca e da Suécia estão no topo da lista.

    Em resumo, a Dinamarca e a Suécia provam que é possível que as sociedades sejam relativamente não-religiosas e ainda assim muito honestas e boas. Eu quis que os meus conterrâneos norte-americanos soubessem disso.

    Para entender melhor a falta de religião na Escandinávia, assim como melhor compreender a cultura de lá, eu vivi na Dinamarca durante 14 meses, em 2005-2006. E, durante esse tempo, eu realizei 149 entrevistas em profundidade com dinamarqueses e suecos de todas as classes sociais. Essas entrevistas me permitiram ir mais fundo do que os dados das pesquisas e realmente tentar entender o secularismo escandinavo.

    Minhas descobertas principais: dinamarqueses e suecos são, de fato, muito seculares. E, mesmo que eles não tenham crenças religiosas fortes, geralmente são muito satisfeitos. Não acreditam na vida após a morte, mas mesmo assim eles ainda levam vidas repletas e valiosas. E não acham que exista um “significado religioso último” para a vida, e mesmo assim eles ainda aproveitam o seu tempo aqui na Terra e fazem o melhor que podem com ele. Finalmente, eu tentei entender por que essas nações são tão contrárias à religião e em que sentido elas são diferentes dos Estados Unidos no que se refere à religião e à cultura política.

    IHU On-Line – Em que sentido a falta de religião está ligada à satisfação das sociedades da Dinamarca e da Suécia?

    Phil Zuckerman – A Dinamarca está no topo de todas as pesquisas internacionais que se referem à felicidade. A Suécia também está bem lá em cima. Os dinamarqueses e os suecos parecem ser pessoas razoavelmente satisfeitas. Isso está ligado à falta de religião deles? É difícil dizê-lo. É ainda mais difícil prová-lo. Eu não acho que uma falta de religião, por si só, faça com que os dinamarqueses e os suecos se sintam felizes ou satisfeitos. Pelo contrário, nós só temos que notar que a falta de religião ou a falta de uma conexão forte com Deus parece não levar ao desespero, à depressão, à tristeza ou à apatia. Em outras palavras, a falta de uma fé forte não causa necessariamente a felicidade, mas também não é uma barreira ou um impedimento.

    IHU On-Line – Você não concorda que, de certa forma, essas sociedades alcançaram esse bem-estar social por um substrato cristão de raízes antiqüíssimas? O inconsciente coletivo cristão que acompanhou o desenvolvimento dessas sociedades não teve importância nesse sentido?

    Phil Zuckerman – Definitivamente. Não se questiona que certos valores cristãos, ao longo dos séculos, ajudaram a dar forma a esses estados de bem-estar social. Não se questiona que os ensinamentos de Luterotiveram o seu papel, assim como a visão religiosa de Grundtvig [1]. Entretanto, devemos ser cuidadosos por diversas razões. Primeiro, aqueles que construíram o estado de bem-estar social tendiam a ser democratas sociais seculares, que eram, muitas vezes, anti-religiosos. Não foram os dinamarqueses e suecos fortemente religiosos que construíram o estado de bem-estar social. Então, parece um pouco injusto dar muito crédito ao cristianismo, quando foram os dinamarqueses e suecos seculares que verdadeiramente criaram as nações modernas e prósperas da Dinamarca e da Suécia que nós hoje admiramos.

    IHU On-Line – Em uma sociedade religiosa, os valores humanos estão baseados em uma concepção que vai além do próprio humano, chegando a Deus. Em que estão baseados os valores humanos em uma sociedade irreligiosa?

    Phil Zuckerman – Simples: no valor fundamental da vida humana. Os dinamarqueses e os suecos têm um respeito muito forte pela dignidade humana. Eles criaram sociedades com as menores taxas de pobreza do mundo, as menores taxas de crimes violentos do mundo e o melhor sistema de educação e de saúde do mundo. Eles fizeram isso não como uma tentativa de agradar ou alcançar Deus, mas porque vêem um valor manifesto na vida humana e acreditam que o sofrimento é um mal em e além de si mesmo. Não é necessário acreditar em Deus para acreditar na justiça. De fato, se poderia argumentar que aqueles que acreditam fortemente em Deus podem ser mais indiferentes e assumir que “tudo está nas mãos de Deus”, enquanto que os seculares sabem que a possibilidade de construir uma vida e um mundo melhores está nas mãos deles e apenas deles. Então, os dinamarqueses e os suecos contaram apenas com o seu próprio esforço – não com orações a Deus.

    IHU On-Line – Podemos assumir que uma sociedade irreligiosa não é a garantia do inferno na terra. Porém, quais seriam suas principais limitações e problemas sociais? Quais seriam suas causas?

    Phil Zuckerman – Nenhum país é livre de problemas. Nenhuma sociedade é livre de quaisquer erros ou fraquezas. Sim, existem problemas na Dinamarca e na Suécia. Mas eu diria que, independentemente de quais sejam esses problemas, eles comumente são piores em qualquer outro lugar. Quais limitações ou problemas podem surgir em sociedades seculares? Eu não posso dizer com certeza. Eu não tenho resposta.

    IHU On-Line – Em seu livro, você afirma que uma “sociedade sem Deus não é apenas possível, como também pode ser moral, próspera e completamente agradável”. Essa é apenas uma constatação ou também uma sugestão? Sua intenção é defender e propor uma sociedade ateísta?

    Phil Zuckerman – Eu não tenho nenhum desejo de propor uma sociedade ateísta. Eu acho que a religião pode ser uma coisa boa e moral. Eu acho que a religião oferece histórias e rituais maravilhosos, que os líderes religiosos ajudam as pessoas durante tempos difíceis ou nos ritos de passagem e que a religião – como qualquer criação humana – pode, às vezes, ser uma força potencial do bem no mundo. Eu não estou recomendando que as sociedades se tornem seculares. Eu estou simplesmente tentando mostrar ao mundo que o secularismo não é um mal em ou além de si mesmo, que a religião não é o ÚNICO [sic] caminho para se criar uma sociedade saudável e que precisamos reconhecer que as nações mais religiosas hoje são as mais caóticas, miseráveis e corruptas, e a tendência é que as sociedades menos religiosas hoje sejam as mais estáveis, seguras e humanas. As pessoas podem fazer o que quiserem com essas informações.

    IHU On-Line – Na sua opinião, qual a explicação para a grande maioria da população que se considera religiosa em países como o Brasil? Seríamos menos “satisfeitos”?

    Phil Zuckerman – Eu não sei se as pessoas são menos satisfeitas e contentes no Brasil por si sós (todo brasileiro que eu já conheci era muito feliz e satisfeito!). O que eu sei é que, no Brasil, vocês têm taxas de pobreza e de criminalidade mais altas, níveis muito altos de desigualdade, de corrupção política, um sistema de saúde mais pobre, uma igualdade de gênero mais fraca etc. Vocês têm centenas de milhares de desabrigados vivendo nas ruas, dezenas de milhares de crianças pedindo comida etc. Claro, vocês também têm Milton Nascimento e Os Mutantes. Então, quem pode reclamar?

    IHU On-Line – E nos EUA mesmo, país plenamente “satisfeito” em termos sociais, como o senhor explica a grande expansão de seitas cristãs?

    Phil Zuckerman – Explicar a religião nos EUA é um assunto de grande importância – e eu abordo isso no meu livro. Em poucas palavras, os altos índices de religiosidade nos EUA têm a ver com o seguinte: a religião é pesadamente comercializada e agressivamente “vendida” aqui. Nós também temos altas taxas de pobreza, de criminalidade e de desigualdade, nós também temos altos índices de diversidade racial e étnica e um excesso de comunidades imigrantes – tudo isso contribui com a nossa forte religiosidade aqui nos EUA.

    IHU On-Line – Em seu livro, você diferencia o ateísmo ditatorial e o democrático, assim como a religiosidade ditatorial e a democrática. Em que se fundamenta essa diferenciação?

    Phil Zuckerman – Simples: o ateísmo é forçado sobre a população ou não? Na antiga URSS, a religião se tornou virtualmente ilegal, e as pessoas que eram fortemente religiosas enfrentaram todos os tipos de punições possíveis, incluindo a tortura e a prisão. Esse também foi o caso da Albânia. E da Coréia do Norte. Se uma sociedade é regida por fascistas que impõem o ateísmo sobre uma população relutante, ele não é orgânico. É forçado. Entretanto, se olharmos os países democráticos onde a religião é simplesmente abandonada pelas pessoas livremente ao longo do tempo e sem nenhuma coerção governamental (como na Grã-Bretanha, nosPaíses Baixos, na Escandinávia etc.), então podemos dizer que esse é um secularismo mais orgânico, verdadeiro, livre e honesto.

    IHU On-Line – Não se poderia ler em seu livro um pouco de “preconceito” com os ateus, afirmando que eles são “bons”, e um pouco de “obviedade” com os religiosos, por mostrar que eles também são humanos e têm o direito de errar, inclusive socialmente?

    Phil Zuckerman – Eu não tenho certeza do que você quer dizer com essa questão. Eu não sei se os ateus são “bons”. Tudo o que eu sei é que as sociedades menos religiosas da Terra hoje tendem a ser as mais saudáveis, mais morais, mais igualitárias e mais livres – e as nações mais religiosas da Terra hoje tendem a ser as mais corruptas, pobres, dominadas pelo crime e caóticas. Os leitores podem fazer o que quiserem com essa informação. E eu sei que as pessoas relativamente não-religiosas que eu conheci e/ou entrevistei naEscandinávia estavam entre as pessoas mais gentis e mais humanas que eu já conheci – e tudo sem muita fé em Deus.

    Notas:

    1. Nikolai Frederik Severin Grundtvig (1783-1782) é uma das personalidades mais importantes na história da Dinamarca. Professor, escritor, poeta, filósofo, historiador, pastor e político, Grundtvig teve grande influência na história dinamarquesa. Os escritos de Grundtvig contribuíram para o surgimento do nacionalismo dinamarquês, a formação de cultura democrática e o desenvolvimento econômico. Convertido ao luteranismo em 1810, publicou “Kort Begreb af Verdens Krønike i Sammenhæng” [A crônica do primeiro mundo], de 1812, uma apresentação da história européia em que tenta explicar como Deus se faz presente na história humana e no qual critica a ideologia de diversos expoentes dinamarqueses.  Em 1825, publicou “Kirkens Gienmæle” [A réplica da igreja], uma resposta à obra de H. N. Clausen sobre o protestantismo e o catolicismo. ParaClausen, apesar de a Bíblia ser a principal base do cristianismo, ela era uma expressão inadequada de seu sentido global. Grundtvig chamou Clausen de professor anticristão e defendeu que o cristianismo não era uma teoria para ser derivada da Bíblia e elaborada por estudiosos, questionando o direito dos teólogos de interpretar a Bíblia. Por causa disso, foi proibido de pregar pela Igreja Luterana durante sete anos. Entre 1837 e 1841, publicou “Sang-Værk til den Danske Kirke” [Obra musical para a Igreja dinamarquesa], uma rica coleção de poesia sacra. No total, Grundtvig escreveu ou traduziu cerca de 1.500 hinos. A partir de 1830, deu origem ao movimento “Folkehøjskole” [alta escola popular] da Dinamarca, que influenciou a educação de adultos nos EUAna primeira metade do século XX, por meio de um tipo singular de escola, do e para o povo. As reflexões deGrundtvig sobre educação eram norteadas por cinco idéias centrais: a palavra viva (det levende ord), iuminação para a vida (livsoplysning), iluminação do Povo (folkeoplysning), dialógo equilibrado (Vekselvirkning) e as pessoas comuns acima das educadas (folket overfor de dannede).

    (Reportagem de Moisés Sbardelotto)

     

  20. MiriamL

    28 de agosto de 2014 12:36 am

     
     
    Zimbabwe recebe três mil

     

     

    Zimbabwe recebe três mil livros da colecção pessoal de Doris Lessing

     

    PÚBLICO 27/08/2014 – 16:08

     

     

     

    Os herdeiros da escritora falecida no ano passado concordaram em enviar os livros para o país onde Lessing cresceu e onde depois conheceu, em acções de promoção da leitura, “os leitores mais apaixonados do mundo”

     

    Doris Lessing venceu o Prémio Nobel da Literatura em 2007 REUTERS/Kieran Doherty

     

    “Pelo menos durante cinquenta anos Doris Lessing presenteou o mundo com literatura, não me surpreende que ela doe três mil livros à biblioteca.” Foi esta a reacção do escritor do Zimbabwe Panashe Chigumadzi quando soube que os herdeiros de Doris Lessing, falecida no ano passado aos 94 anos, vão doar três mil livros da colecção pessoal da autora à biblioteca de Harare, no Zimbabwe, onde cresceu.

    A doação foi acordada pelos vários beneficiários do testamento da escritora Prémio Nobel da Literatura 2007, noticiou o New Zimbabwe. Os livros que não forem necessários a nenhuma colecção da Universidade de East Anglia, no Reino Unido – instituição que por testamento recebe os livros de Lessing – vão viajar em breve até ao Zimbabwe. É a resposta dos herdeiros ao apelo da Africa Community Publishing and Development Trust, uma comunidade de editores africanos que procura facilitar o acesso à cultura nesse continente e com a qual Lessing colaborava.

    Na colecção de livros há um pouco de todos os géneros: do romance às enciclopédias, poesia, biografias e contos. Alguns deles ligados à cultura africana, sempre presente na vida e na literatura de Doris Lessing: o seu primeiro livro, A Erva Canta (Europa-América), passa-se no Zimbabwe e aborda a sua política racial.

    “Estes livros estão a encontrar o seu caminho para o lugar onde ela foi criada e onde a sua imaginação se deixou incendiar pelos livros que lhe eram enviados de Inglaterra. Agora outros vão poder ter essa experiência libertadora”, disse ao jornal inglês Guardian Christopher Bigsby, amigo da escritora e professor na Universidade de East Anglia.

    “É muito enternecedor saber que Doris Lessing, com este gesto majestoso, levou o seu amor por este país além da morte; só nos podemos sentir especiais por termos este lugar nos seus pensamentos”, disse ao jornal Herald, do Zimbabwe, Bernard Manyenyeni, presidente da câmara de Harare, onde a escritora viveu em 1939.

    Em 1956, Lessing tentou voltar a este país, mas foi banida por causa de declarações contra o regime racista. Quando conseguiu regressar, nos anos 1980, participou em iniciativas de incentivo à leitura nas bibliotecas. Foi nessa altura que se referiu às pessoas do Zimbabwe como “os leitores mais apaixonados do mundo”.

    “Na biblioteca não há livros daqueles que os alunos gostam de ler. Só há daqueles tomos das universidades americanas, pesados até para se pegar, rejeitados das bibliotecas dos brancos, ou romances com títulos como Fim-de-semana em Paris ou Felicity Encontra o Amor”, contou sobre esta sua experiência no discurso de aceitação do Nobel. “Os professores imploram que lhes enviem livros, que lhes digam como se ensina”, contou.

    Actualmente, muitas bibliotecas do país continuam sem orçamento para a compra de novos livros. “Depois de pesquisa feita no Zimbabwe, acordou-se que a biblioteca municipal de Harare, recentemente renovada, seria o local adequado para a colecção, não só porque Doris Lessing viveu aqui durante alguns anos, mas porque ela se preocupava muito com este país e com o seu acesso aos livros”, diz Panashe Chigumadzi.

    Quando chegaram a casa de escritora em Londres, onde vivia desde 1949, os elementos da equipa da sua editora, HarperCollins, passaram um dia a empacotar livros que, disseram, estavam por todas as divisões da casa onde coubesse uma prateleira. Os volumes já estão agora arrumados, prontos para chegarem ao Zimbabwe através da Book Aid International, que envia livros para o país desde 1959.

     

    http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/zimbabue-recebe-3-mil-livros-da-coleccao-pessoal-de-doris-lessing-1667773

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