Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
Diogo Costa
3 de maio de 2015 3:28 amO maior escândalo da história do Ministério Público dos EUA
MÃO DE GATO NO ATO PATRIÓTICO – No dia 11 de setembro de 2001 houve o atentado contra as Torres Gêmeas e contra outros prédios nos EUA. A resposta ao terrorismo praticado veio na forma da promulgação do chamado Ato Patriótico, em outubro de 2001.
Esse ato permitiu uma escalada sem precedentes na flexibilização de direitos e garantias civis ao abrir espaço para a interceptação telefônica e telemática sem autorização judicial, além de dar um verniz legal a práticas de tortura contra pessoas suspeitas de terrorismo. Houve também a quebra da Convenção de Genebra, em relação aos prisioneiros de guerra, e várias outras implicações.
O ato expiraria ao final de 2005 mas foi renovado pelo Congresso norte-americano, sendo promulgado pelo presidente George W. Bush em março de 2006. Nesta renovação do Ato Patriótico entrou a mão de gato. Uma das cláusulas inseridas no texto, pelo senador republicano Arlen Specter, dava poder total ao Departamento de Justiça (similar ao Ministério da Justiça) e ao presidente para demitir e nomear procuradores federais a seu bel prazer, sem a anuência do Senado.
Essa cláusula passou despercebida até que a rede ABC News mostrou e denunciou uma série de e’mails, em março de 2007, nos quais o principal estrategista político de George W. Bush, sr. Karl Rove, que o acompanhava desde os tempos de governador no Texas, aparecia trocando mensagens com Alberto Gonzales, então Conselheiro da Casa Branca.
Karl Rove era vice chefe do Estado Maior e Conselheiro Superior da presidência da república na época dos fatos. A troca de e’mails houvera sido feita em janeiro de 2005, e nela os senhores Karl Rove e Alberto Gonzales, além de outras figuras importantes do governo Bush, planejavam a troca de procuradores federais que não rezavam pela mesma cartilha do governo republicano.
Alberto Gonzales, que foi o principal responsável por justificar juridicamente as arbitrariedades do Ato Patriótico, chegou a colocar como pré-condição, para a sua chegada ao Departamento de Justiça e ao cargo de Procurador-Geral dos EUA (lá a função de Ministro da Justiça e de Procurador-Geral é exercida pela mesma pessoa), a possibilidade de demitir procuradores de orientação liberal, com vínculos políticos maiores junto ao Partido Democrata.
Dito e feito. Alberto Gonzales substituiu o antigo Procurador-Geral, John Ashcroft, em fevereiro de 2005. A partir de março de 2006, com o Ato Patriótico devidamente renovado, e contando com a cláusula “mão de gato” inserida no texto, Alberto Gonzales começou a colocar em prática o plano arquitetado em janeiro de 2005.
Uma ordem escrita revelou que, em março de 2006, Gonzales ordenou ao seu chefe de gabinete, Kyle Sampson, e à conselheira Monica Goodling, a demissão de 135 pessoas tidas como inimigas políticas da administração George W. Bush. A demissão dos procuradores federais começou em dezembro de 2006. No total foram demitidos 08 procuradores federais e a partir da denúncia da ABC News o Congresso dos EUA iniciou as investigações.
O presidente George Bush, o Procurador-Geral e chefe do Departamento de Justiça, Alberto Gonzales, e o estrategista Karl Rove, foram acusados de utilizar de má-fé a cláusula inserida na renovação do Ato Patriótico, e de politizar o Ministério Público Federal para blindar membros do Partido Republicano de investigações que vinham sendo feitas pelos procuradores federais demitidos em dezembro de 2006.
O maior escândalo da história do Ministério Público norte-americano teve como consequências as saídas de Alberto Gonzales e de Karl Rove da administração de George W. Bush, em meados do ano de 2007.
Além de perder os seus dois ‘braços direitos’, Bush viu o Senado aprovar a supressão da “emenda mão de gato”, ainda em março de 2007, por acachapantes 94 votos favoráveis e apenas 02 contrários. Uma semana depois, com nova votação acachapante, a Câmara dos Deputados também aprovou a derrubada da cláusula que dava poderes ilimitados ao Departamento de Justiça e ao Procurador-Geral, com 329 votos favoráveis e apenas 78 contrários.
O texto final foi aprovado por sessão conjunta do Congresso, em maio, e em junho de 2007 o presidente da república se viu na iminência de promulgá-lo. E assim o fez. A aventura autoritária de dar plena liberdade para a nomeação e demissão de procuradores federais, por parte do presidente e do Procurador-Geral, enfim chegava ao seu término. Aventura que durou, felizmente, apenas 01 ano e 03 meses.
Hoje, como é de praxe na história dos EUA, os procuradores federais só podem ser nomeados ou demitidos com a anuência do Senado. Raras são as vezes em que há demissões de procuradores, muito menos demissões em massa. Até porque a vigilância do Senado é ferrenha, diferente da vigilância do Senado brasileiro, que pouco cumpre o seu papel de fiscalização.
Em linhas gerais este foi o caso mais emblemático e rumoroso da história do Ministério Público Federal dos EUA, quando um governo pretendeu politizar a categoria e demitir em massa procuradores federais não alinhados, além de blindar membros do partido dos eventuais plantonistas do poder.
A patranha durou pouco. Mas o suficiente para que o Congresso daquele país agisse rapidamente para estancar a aleivosia praticada.
Aqui no Brasil algumas pessoas imaginam que o presidente dos EUA manda e desmanda no Ministério Público. Em primeiro lugar, as estruturas de Brasil e EUA são diferentes.
Em segundo lugar, em que pese poder nomear o Procurador-Geral, o presidente dos EUA não tem poder direto sobre os procuradores federais. Estes, como no Brasil, tem autonomia de investigação.
E só podem ser admitidos ou demitidos com a anuência do Senado, algo que raríssimas vezes ocorre, como foi dito anteriormente.
José C Lima
3 de maio de 2015 11:17 amEstados Unidos da América criam sistema de controle
Estados Unidos da América criam sistema de controle no Ministério Público para evitar condenações erradas.
http://romulomoreira.jusbrasil.com.br/artigos/130263998/a-etica-do-promotor-de-justica-criminal-nos-eua
O problema é que no Brasil o MP virou Quarto Poder o que já é por si fato gravissimo uma vez que o normal é que os Poderes sejam apenas tres e, o pior, um MP ancorado, reforçado e comandado pela mídia ou seja obediente e temeroso a esta. Midia e MP assim partidarizados acusando e, mais, colocando a faca no pescoço do Judiciário e Legislativo(e tentando abocanhar também o Executivo), o que é uma excrescencia total. O modelo brasileiro não condiz com a democracia, o nosso Estado Democrático de Direito foi ferido de morte, este é o ponto que nos interessa. Resumo da ópera: Já que o funcionamento do nosso MP é uma cópia piorada do MP dos EUA, que pelo menos se evite que esta Instituição deixe de ser Quarto Poder. Quanto a isso os EUA já tomaram suas providências. E nós? Só vendo a banda do pig passar com o MP no abre-alas….rsss$
Vânia
3 de maio de 2015 7:39 amO machismo e o preconceito
O machismo e o preconceito cultural mataram Amanda Bueno
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-machismo-e-o-preconceito-cultural-mataram-amanda-bueno-3472.html
anarquista sério
3 de maio de 2015 8:01 amOdonir Oliveira
3 de maio de 2015 12:33 pmAnarquista, você é imbatível no quesito
imagens de humor!
Faz -me rir !
rs,rs,rs,rs,rs,
Adilsonbb
3 de maio de 2015 9:02 amQuinto Constitucional uma teratologia jurídica
Nassif,
Com as vênias dos que pensam diferente, quero tecer um comentário sobre a independência do MP.
De início, em momento algum a CF/88 confere ao MP estatus de Poder. A obrigação constitucional do MP pode ser vista por meio do Art. 127 – que assevera: “O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis”.
Todavia, tão perniciosa, para democracia, quanto a relação do MP com a Mídia, é a relação nada republicana do MP com o Judiciário, vista no Artigo 94 da Carta Magna, que ao invés de adicionar uma cereja no bolo, os parlamentares constituintes adicionaram um corpo estranho – uma teratológica jurídica na CF/88 – o famigerado quinto constitucional, que aliás, se aplica à OAB. Ou seja, num artigo
concede a independência ao MP e em outro Artigo da CF/88 faz com que o MP fique na dependência do Judiciário, Executivo e Legislativo no que tange à promoção de membros do MP e OAB para compor vários tribunais, inclusive os superiores e os tribunais de contas.
Por fim, pergunto: qual a independência pode ter um órgão, no qual a promoção de seus membros para compor cargos da magistratura depende do órgão que indica – Executivo, sabatina – legislativo e convivêcia como par – Judiciário? O pior que esse modelo é repetido pelas leis orgânicas dos Estados. Depois dos casos dos juízes Rocha Mato e Nicolau quais outros casos envolvendo juiz o MP cumpriu sua obrigação de fiscal da lei?
anarquista sério
3 de maio de 2015 9:15 amAlckmin envia Tropa de Choque
Alckmin envia Tropa de Choque para fazer mestrado em Curitiba
“A educação começa em casa”, ensina a polícia de Curitiba
CURITIBA – Admirado com a aula magna de cidadania ministrada pelo decano Beto Richa, o bacharel Geraldo Alckmin enviou a Tropa de Choque Paulista para um intercâmbio no Paraná. “Temos muito o que aprender com a polícia curitibana. Aqui em São Paulo sequer usamos pitbulls, por exemplo”, explicou o governador paulista, com um ar desenxabido.
Catedráticos neoliberais elogiaram o modelo de repressão em tempo integral implementado por Beto Richa. “Era hora de dar um rumo de homem a essa cidade. Chega dessa viadagem de festival de teatro, Curitiba agora assume sua face de macho comedor”, filosofou Luiz Felipe Fondue, da província de São Paulo. Beto Richa reagiu com modéstia aos elogios: “É bom que os policiais não tenham diploma, porque gente formada normalmente é muito insubordinada”, desconversou, segurando um porrete na mão.
A dupla de governadores estuda implementar um sistema de vigilância em todas as escolas estaduais para impedir que os professores disseminem a doutrina comunista. “Colocaremos sentinelas nas salas de aula. Toda vez que um professor de história citar Paulo Freire, Marx ou Eliane Brum, será castigado com palmatórias de efeito moral”, explicou Richa, empunhando um taco de beisebol.
Odonir Oliveira
3 de maio de 2015 2:03 pmEu, que estive por anos em salas de aula de escolas estaduais
paulistas, reconheço que tal iniciativa muito engrandecerá o surto de mestrados e doutorados- e por que não dizer- de pós-doutorados no estado bandeirante. Sugiro, além do modelo de repressão integral, que sejam concentrados em grandes pátios os professores, ora revoltados e grevistas- e lhes seja aplicada a derradeira cura, como se faz com êxito na Indonésia.
Só assim atingiremos as metas neoliberais – seriam?- que se deseja alcançar.
Proposta indecente, ops, docente!
Adir Tavares
3 de maio de 2015 9:44 amOs “esquadrões da morte” uniformizados dos Estados des-Unidos
O espaço para os temas livres e variados.
Os “esquadrões da morte” uniformizados dos Estados des-Unidos
por Wayne Madsen [*]
Parte da razão para o surgimento de esquadrões da morte oficialmente admitidos nas fileiras da polícia dos EUA é a constante militarização do estado americano, das cidades, dos municípios e de forças policiais de pequenas cidades desde o ataque do 11/Set. De acordo com o chamado ” programa 1033 ” , o Pentágono forneceu à polícia toda espécie de excedentes de guerra, desde veículos blindados para pessoal (conhecidos como veículos Mine-Resistant Ambush-Protected ou “MRAPS”) até rifles M-16 de qualidade militar e blindados Humvees. Alguns destes equipamentos estavam à plena vista em Ferguson, Missouri, durante os protestos quanto à morte a tiro do adolescente afro-americano Michael Brown por um polícia branco.
Porque Baltimore, ao contrário de St. Louis e North Charleston, é considerada como fazendo parte da área da capital nacional de Washington, DC, os media corporativos dos EUA e responsáveis do governo reagiram ao grupo tumultuoso de estudantes afro-americanos do ensino secundário que acompanhou o funeral de Gray com a espécie de alarme existencial habitualmente destinado a nações-estado “ameaçadoras” como o Irão, Venezuela e Coreia do Norte. Os media exprimiram mais simpatia para com a farmácia da cadeia CVS saqueada durante a disputa do que para com a família de Gray, a qual estava a pedir calma e paz.
A polícia de Baltimore estava ansiosa por um confronto com a população afro-americana de Baltimore que fervia em silêncio e decidiu travar autocarros escolares que transportavam alunos afro-americanos de volta às suas casas. A polícia também lançou bloqueadores de tráfego nas ruas de Baltimore. Os alunos do secundário foram forçados pela polícia a abandonarem seus autocarros. A polícia então encurralou os jovens numa área na vizinhança de Mondawman. A estação do metro nas proximidades foi fechada pela polícia e os alunos foram impedidos de voltarem para casa tanto pelos autocarros escolares como pelos autocarros de transporte público ou pelo metro. Todas as testemunhas oculares, pais dos alunos e professores da escola verificaram o facto de que os alunos foram ilegalmente detidos pela polícia. Quando uns poucos deles começaram a atirar pedras à polícia, a polícia lançou pedras e rochas de volta sobre os jovens os quais, deveria ser enfatizado, foram inicialmente provocados pela táctica mão pesada da polícia de interromper todo o transporte local.
Basicamente, a polícia de Baltimore adoptou as tácticas usadas diariamente pela polícia israelense contra palestinos na Cisjordânia: vedar rotas de trânsito, encurralar a população alvo e responder com força esmagadora e, frequentemente, violência brutal. De facto, a polícia de Baltimore, assim como a Polícia do Município de St. Louis que reagiu à situação de Ferguson, recebeu treino israelense em imposição da lei e “contra-terrorismo”, incluindo a utilização de armas de som tipo dispositivo acústico de longo alcance (long range acoustic device, LRAD ), utilização de cercas portáteis anti-multidão e instrução em artes marciais Krav Maga , da polícia israelense e da Força de Defesa Israelense. Este treino foi cortesia de programas apoiados pelas proto-fascistas Anti-Defamation League ( ADL ) e Jewish Institute for National Security Affairs ( JINSA ) . A ADL anteriormente compilou ficheiros com dados maciços de americanos dissidentes, líderes de direitos civis e clero cristão anti-guerra para as polícias federal e estaduais. Oficiais de polícia reformados que receberam treino em Israel patrocinado pela ADL foram à televisão proclamar ser a “demonstração de força” da polícia e do exército em Baltimore o modelo para o resto do país.
A mensagem para as minorias da América era clara: a polícia continua livre para sumariamente executar civis à vontade e quaisquer protestos, venham eles de ghetos negros, barrios hispânicos ou reservas de nativos americanos, serão recebidos com força policial esmagadora ou “pavor e choque”.
O governador republicano de Maryland, Larry Hogan, despachou centenas de tropas da Guarda Nacional de Maryland para Baltimore para trabalhar com a polícia de Baltimore e de jurisdições externas a fim de impor um recolher obrigatório. O jogo de bola ao cesto Baltimore Orioles-Chicago White Sox programado em Camden Yards foi proibido àqueles que já tinham bilhetes de entrada, a primeira vez na história que um grande jogo de bola ao cesto foi jogado diante de um estádio vazio. Uma sequência de fim-de-semana planeada para ser jogada em Camden Yards entre os Orioles e os Tampa Bay Rays foi transferida para St. Petersburg, na Florida. Se isto soa como as “punições colectivas” administradas por Israel a palestinos em Gaza e na Cisjordânia, foi exactamente daí que as autoridades de Baltimore e Maryland tiveram a ideia.
As perturbações que se seguiram ao funeral de Gray foram antecedidas na noite anterior por uma confrontação entre a polícia e torcedores afro-americanos que saíam do estádio Camden Yards. A solução para as autoridades: punição colectiva para a maioria da população afro-americana de Baltimore. Cada vez mais, afro-americanos, hispânicos e nativos americanos estão a tornar-se os “palestinos” da América, povo disponível para a polícia a qualquer hora e qualquer dia “praticar tiro ao alvo”.
O governador republicano de Nova Jersey, Chris Christie, candidato presidencial em 2016, antigo promotor federal que tem tanto de arrogância quanto de peso, despachou para Baltimore soldados de cavalaria da Polícia Estadual de Nova Jersey a fim de ajudar a impor a lei. A utilização de polícia de fora do estado em Baltimore para reforçar a da cidade foi uma ilustração cabal dos laços estreitos existentes entre agências de imposição da lei de todo o país em apoio da “linha azul” e de agentes de polícia que enfrentam investigações sobre execuções extra-judiciais de cidadãos. Tal como visto em outros incidentes por todo o país, a associação Ordem Fraternal da Polícia e as divisões de assuntos internos dos departamentos de polícia encarregados de investigar brutalidades policiais frequentemente conspiram para encobrir provas do mau comportamento da polícia. Enquanto isso, líderes políticos americanos estão a receitar soluções “placebo” como câmaras nos organismos policiais para resolver a questão da brutalidade da polícia. As câmaras não resolverão os problemas subjacentes de alto desemprego nas áreas da polícia inclinadas à violência sobre cidadãos nem resolverão o facto de que os Estados Unidos têm a mais alta população prisional per capita do mundo, com cerca de 2,2 milhões de presos, principalmente afro-americanos homens, cumprindo longas penas por crimes não violentos relacionados com drogas.
Os media corporativos e políticos republicanos, incluindo o governador Hogan, consideram desportivo, tal como o fizeram em relação a membros afro-americanos da assembleia municipal em St. Louis e de outras cidades, atacar a presidente da municipalidade Stephanie Rawlings-Blake como “incompetente” por permitir que as coisas na sua cidade “saíssem do controle” sem uma demonstração de força maciça e imediata. Seu colega, o presidente da municipalidade de Filadelfia Michael Nutter, defendeu suas acções em Baltimore. É uma prática habitual utilizada pelos oligarcas republicanos retratar a minoria dos democratas que detém um posto electivo como “fracos quanto ao crime” a fim de conseguir pontos políticos fáceis com o assassínio de cidadãos minoritários pela polícia.
Após os tumultos que varreram cidades americanas em 1968 a seguir ao assassínio do reverendo Martin Luther King, no que é agora considerado por muitos como tendo sido uma conspiração do governo envolvendo o FBI a fim de silenciar aquele líder dos direitos civis, o presidente Lyndon Johnson respondeu: “O que você esperava? Não sei porque está tão surpreendido. Quando você coloca o seu pé sobre o pescoço de um homem, subjuga-o durante trezentos anos e então deixa que se levante, o que é que ele vai fazer? Ele vai golpear o que o bloqueou”.
Quase 50 anos depois, a polícia americana continua a visar afro-americanos com tácticas de “esquadrões da morte” outrora populares entre as mais repressivas e asquerosas ditaduras fascistas da América Latina, com líderes de municipalidades que foram provocados pelas mesmas agências estado-unidenses envolvidas no assassinado de Luther King e hoje com a militarização da polícia americana.
30/Abril/2015
Ver também:
http://www.killedbypolice.net
[*] Jornalista.
O original encontra-se em http://www.strategic-culture.org/...
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
Paulo F.
3 de maio de 2015 10:27 amEnquanto isso em Portugal…
Qual o jornalismo que se deseja? E quem deseja o que?
Do Diário de Notícias de Lisboa
Jornalistas sóbrios procuram-se
por FERNANDA CÂNCIO 01 maio 2015
O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas publicou uma “nota” sobre a participação de jornalistas nas redes sociais. O jornalista, diz, “não pode ser limitado na sua liberdade de pensamento e de expressão” pelo que “em princípio não possa ser condicionado o seu acesso e o uso que individualmente faz das redes sociais”. Mas – mas – “deve procurar a sobriedade”.
E exemplifica: “Um jornalista que acompanha a vida política não deve fazer nas redes sociais comentários depreciativos, jocosos ou elogiosos sobre essa área”, sob pena de “dar azo a perder [sic] a sua credibilidade ou o seu estatuto de independência e a sua integridade profissional”. Então, jornalista que acompanhe todos os aspetos da vida – um diretor, grande repórter, pivô – não deve comentar nas redes sociais, certo? Não deve, ao ouvir o que sabe ser falso, indignar-se; concordar com esta ou aquela posição ou – escândalo – achar graça a esta ou aquela pessoa. Ou seja, expor em público o que pensa e sente põe-lhe em causa, CD dixit, a credibilidade e integridade. Mas, presume-se, só nas redes sociais; se tiver um espaço de comentário como este, na TV ou na rádio, já pode comentar – e ser jocoso, depreciativo, elogioso -, sob pena de, caso lho não permitam, se gritar censura. Aliás, ai de quem se queixar, aos tribunais, do jornalista-comentador: é logo acusado de atentado à liberdade de expressão.
E se surgir um projeto de lei sobre cobertura de campanhas eleitorais estipulando ser “expressamente proibida a inclusão na parte meramente noticiosa ou informativa de comentários ou juízos de valor”? É a guerra santa. Por acaso isso já consta da lei em vigor, de 1975 e assinada por Vasco Gonçalves, sendo apenas um dos muitos dislates nela contidos – bem mais gravosos do que a tonteria do malfadado projeto do PSD e CDS (apoiado e depois desapoiado pelo PS) de exigir a apresentação, com 40 dias de antecedência, de um plano de cobertura das campanhas. Mas interessa lá uma lei que ninguém conhece ou cumpre quando se pode dias a fio bradar contra a “tentativa de censura”?
Ah, a histeria dos jornalistas ante qualquer arremedo de regulação. Em 2006, em peso, apodaram de “maior atentado à liberdade de expressão desde 1974” a proposta de lei do Estatuto de Jornalista, por criar uma comissão – de jornalistas e patrões – com o poder de retirar a carteira de jornalista a quem viole deveres deontológicos no desempenho da profissão. Estando o horrífico atentado em vigor há oito anos, nada se notar significa decerto que ninguém viola os ditos deveres – motivo pelo qual os guardiões éticos do sindicato, sem nada para fazer, se debruçam sobre a vida social dos jornalistas. Procuremos pois a sobriedade. Se encontrar, aviso. É que nos faz mesmo falta.
Odonir Oliveira
3 de maio de 2015 11:37 amPra não dizer que não falei de flores
PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES
Conheceram-se em situação de emergência emocional. Crise de saúde física ou emocional? Vai saber…
Do momento do encontro inicial ao clímax do contato, houve perdas e danos, risos e sufocamentos gástricos, engasgos incontidos, soluços intermitentes, isquemias transitórias, enxaquecas e, por fim, vômito em jato. Tudo com o quê apenas a saúde não poderia contar.Vai saber…
Remédios eram aquelas conversas intermináveis pelas telas, fosse sobre a conjuntura nacional sobre a internacional; desabafos de temática cotidiana, o emprego, o carro batido, a dor na família, uma perda aqui um dano ali, uma torcida acolá. Uma música ontem, um filme hoje , uma série amanhã, compartilhados via tela em emergência existencial. Coincidências de “toques de cotovelos cibernéticos”, etéreos, aéreos, em nuvem. Vai saber …
Tudo novo, mesmo que conhecidos em carne e osso, em tela encontravam-se, assim, pelos botecos webianos. Os produtos, as alegrias, a vontade de rir … Freud explica, quase querendo fazer uma selfie de nossas almas.
Os hábitos diferentes, os gostos diferentes, as trajetórias diferentes. Tudo igual. Vai saber … “Gente é pra viver não pra morrer de fome”, canta aquele que era um antes e agora já não se pode confiar nele politicamente mais. É mesmo, né.
Gosta de jiló, já comeu com chuchu? E com pimenta?
Nunca provei, sabor amargo.
Vou ver se consigo uma boa receita, estas coisas têm segredos que os mais antigos conhecem bem, como altura do fogo, quantidade de água, tempo de cozimento, alem da escolha do jiló !…
Há, há, há ,quanta sutileza pode ter o jiló, né.
Preciso até ter cuidado ao cozinhá-lo, ao degustá-lo…
Comer jiló é para ..profissionais!..
Ao que parece você é uma neófita!…hahhahhahahha
Não pode ser muito nem pouco, não pode ser cozido demais nem de menos. Como vinho é preciso aprender a gostar do discreto amargor que acaba por lhe conferir um certo charme!…
Vamos ver se consigo o passo a passo!..
Diria que nem tudo que parece amargo é realmente amargo.Um discreto amargo pode dar um gosto especial a certos pratos.Para alguns amargo é doce e nos faria ver as diferenças do mais doce mais salgado mais ácido e, nem tanto amargo, como é a fama do jiló!
Aguardo o passo-a-passo. Amargo pode ser doce, como pimenta que pra uns arde e pra outros não. Maas, o nome desse sabor é amargo mesmo? Há controvérsias.
Isso veremos brevemente ! e mesmo as controvérsias são as faces da mesma moeda!..Reagiu…tem a ver!…Não existe reação sem motivos.O que não tem importância não gera reação!..Interpretá-las é FREUD.
Sabia que aquela pessoa interessante que conhecera há alguns meses era … era atraente conversar com ela em palavras, sentia falta daquela conversa. Mas havia perigos perigosos naquilo também: metáforas e alegorias em profusão, onomatopeias pouco reveladoras dos sentidos verdadeiros, pressupostos unilaterais ou bilaterais. Vai saber …
Correr riscos, ainda que etéreos, implicava viver aquele discurso cheio de exclamações, vírgulas, pontos de interrogação. Tudo muito novo, ainda que de nuances tão conhecidas. No suporte, na plataforma diferente mas revelando emoções tão conhecidas, tão experimentadas. Sabe-se como começa, como caminha… e como terminaria. Teria de haver um término, uma finalidade em tudo aquilo. Ou não?
Embora haja ansiedades desveladas, prazerosas, elas também podem ser mais complexas do que aparentam.
Seres humanos são cheios de complexidades, quando deviam viver apenas.
As músicas enviadas e recebidas, o compartilhar de mensagens sobre Dilma, Lula, PT, panelaços, coxinhas, terceirização, Lava Jato permeando sílabas, figuras de linguagem e tracadalhos recheados de humor. Tudo em cima do ponto, na mosca tal e qual em um e noutro.
Fôlego pra mais quantas partidas? Pra mais quantas chegadas?
O choque de realidade como um tapa na cara; nada daquilo existiu? Talvez nada daquilo tivesse existido.
Medo de abrir nova pasta, novo arquivo.
Salvos na nuvem, entretanto.
Deletem-se todos os e-mails, até prova em contrário.
Perigos perigosos desvelam-se a partir de um enter.
Ficar com um sentimento nas mãos.
Essas telas são muito perigosas mesmo.
Vai saber.
Odonir Oliveira- maio de 2015
Anna Dutra
3 de maio de 2015 9:48 pmOdonir, Odonir …
Odonir, Odonir ..
Olha eles aí: os adoráveis “toques de cotovelos cibernéticos” de que eu gostei tanto! Tudo porque Adelia mencionou cotovelos se tocando, eu fui de almas se tocando, e você extrapolou para os cibernéticos… Longe vai a verve, a criatividade, a imaginação …
Quanto aos amores, coração é terra em que …
Gosto muito do teu texto. Há escritores latentes – muitos – neste blog. Gente que sabe dizer e diz …
Abraços rimados.
Pedro Penido dos Anjos
3 de maio de 2015 12:03 pmO Brasil tem feriados
O Brasil tem feriados demais?
Paula Adamo Idoeta Da BBC Brasil em São Paulo23 abril 2015 Dias festivos costumam ter impacto na produção econômica; mas número de feriados nacionais é parecido com o de muitos outros países
Em uma semana mais curta por causa do feriado de Tiradentes, na terça-feira, o Rio de Janeiro comemora também o dia de São Jorge, nesta quinta. Enquanto muita gente celebra os dias de descanso, outros se queixam de prejuízos causados pelos feriados.
A Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro) calcula que, com menor movimentação comercial, o setor deixe de movimentar cerca de R$ 92,7 bilhões no Brasil neste ano, em decorrência de 11 feriados de 2015.
Mas será que o Brasil tem feriados em excesso?
Se compararmos os números de feriados nacionais com outros países, não parece ser o caso.
Estudo internacional da consultoria em recursos humanos Mercer calculou, no ano passado, que o Brasil tem número de feriados semelhante a países como Canadá, França, Itália e Suécia, com 11 feriados cada.
Leia mais: EUA: O país das oportunidades… e das férias não remuneradas
Os Estados Unidos têm 10 feriados nacionais, ainda que empresas privadas não sejam obrigadas a liberar seus funcionários, diz a Mercer.
Na América Latina, a Colômbia é campeã de feriados (18), seguida por Argentina e Chile (15 cada). O México, por outro lado, tem apenas sete feriados.
O Brasil terá em 2015, segundo o Ministério do Planejamento, nove feriados oficiais, sem levar em conta o Carnaval e Corpus Christi, considerados pontos facultativos – mas que significam folga para a maioria dos trabalhadores.
Mas esse cálculo não leva em conta os diversos feriados estaduais e municipais (por exemplo Sexta-feira da Paixão e aniversários das cidades), nem as “pontes” – aquelas sextas ou segundas-feiras enforcadas quando os feriados caem na quinta ou na terça.
O número significativo de pontes de feriado leva algumas empresas a descontar folgas nesses dias dos bancos de horas de alguns funcionários, explica Karla Costa, consultora de remuneração e mobilidade global da Mercer.
Feriados móveis
Esse não é o caso em muitos lugares.
Em países da Europa ou da América do Norte, diversos feriados são móveis – transferidos para segunda ou sexta-feira justamente para que não se percam dias úteis ou para evitar que feriados que caiam no final de semana sejam “perdidos”.
Um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados propõe prática semelhante no Brasil: fixa nas segundas-feiras os feriados nacionais que caírem na terça, e nas sextas-feiras os que caírem às quartas ou quintas-feiras.
Feriados estimulam viagens curtas de lazer, ainda que reduzam o número de viagens de negócios
“A ideia é postergar o feriado para que ele nunca caia no meio da semana, para que o país não perca dias úteis – algo que reduz muito a produtividade do país”, explica à BBC Brasil o autor do projeto de lei, deputado Edmar Arruda (PSC-PR).
As exceções do projeto seriam os feriados nacionais que caírem nos sábados ou domingos e algumas datas específicas – 1º de janeiro, 7 de setembro (Independência), 2 de novembro (Finados) e 25 de dezembro (Natal), que nunca seriam móveis.
O projeto aguarda aprovação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
Jornadas
Números de feriados frequentemente são associados a quedas na produção econômica dos países.
Número de feriados oficiais anuais pelo mundo
Colômbia e Índia – 18 feriados
Tailândia e Coreia do Sul – 16 feriados
Finlândia e Rússia – 14 feriados
Brasil (a conta leva em consideração a Sexta-feira da Paixão), Peru e África do Sul – 12 feriados
Estados Unidos, Noruega, Portugal – 10 feriados
Bolívia e Irlanda – 9 feriados
Holanda e Reino Unido – 8 feriados
México – 7 feriados
(Fonte: Worldwide Benefit and Employment Guidelines; Mercer; 2014)
No segundo trimestre do ano passado, quando o PIB (Produto Interno Bruto) caiu 0,6% em comparação com o trimestre anterior, uma das justificativas do Ministério da Fazenda foi justamente a Copa do Mundo, que reduziu o número de dias trabalhados em muitas empresas e repartições públicas.
Leia mais: Churrascos e engarrafamentos: saiba como outros países vivem feriados
Com os feriados deste ano, a Fecomércio-RJ prevê prejuízo de R$ 14,6 bilhões apenas no Estado do Rio de Janeiro – em função de 14 feriados (nacionais e estaduais) de 2015. “Por dia, o comércio fluminense deixa de faturar cerca de R$ 1,04 bilhão”, diz comunicado da entidade.
Mas nem todos saem no prejuízo: feriados estimulam viagens de lazer, explica Goiaci Alves Guimarães, do conselho deliberativo da Associação Brasileira de Agências de Viagens de São Paulo (ABAV-SP).
“O setor é beneficiado na parte de lazer e prejudicado na de viagens de negócios, mas a conta fecha no positivo”, diz ele, afirmando que o setor cresceu 1,2% no primeiro trimestre, apesar de também estar sentindo a retração econômica do país. “O feriado estimula viagens curtas, de cerca de quatro dias, que não pesam tanto no bolso.”
Além disso, de volta às comparações internacionais, feriados não necessariamente significam que trabalhamos menos horas no total.
Levando-se em conta a jornada de trabalho regulada por lei no Brasil, de até 44 horas semanais, e descontando-se os feriados e férias, um trabalhador típico brasileiro pode trabalhar ao redor de 2.000 horas anuais, quantidade parecida à de horas trabalhadas por um trabalhador mexicano ou coreano, mas bem superior à média de países como Dinamarca, Holanda e França.
Pedro Penido dos Anjos
3 de maio de 2015 12:07 pmEconomia dos EUA decepciona:
Economia dos EUA decepciona: entenda como isso afeta o Brasil
Ruth Costas Da BBC Brasil em São Paulo29 abril 2015 Real e outras moedas de economias emergentes voltaram a se valorizar em abril
A economia americana cresceu apenas 0,2% no primeiro trimestre deste ano, quando a expectativa era de que tivesse uma expansão de 1%. No último trimestre de 2014, o crescimento havia sido de 2,2%, na taxa anualizada.
Entre as justificativas para a freada estão o frio extremo deste início do ano, que teria pressionado o consumo das famílias, a redução dos investimentos na exploração e prospecção de petróleo e a queda de mais de 7% das exportações do país, prejudicadas pela alta do dólar.
Mas em que essa decepção com o crescimento do PIB dos Estados Unidos afeta o Brasil?
Analistas consultados pela BBC ressaltam dois efeitos para o país – um no câmbio e o outro nas exportações.
Para começar, a notícia favorece a recuperação do real frente ao dólar, como ressaltam os economistas Thiago Biscuola, da RC Consultores, e André Perfeito, da Gradual Investimentos.
Isso porque a expectativa de muitas consultorias econômicas era que o FED, o Banco Central dos EUA, começaria a aumentar os juros básicos da economia americana a partir de setembro.
Com a decepção com os dados do primeiro trimestre, porém, é provável que isso seja postergado.
“A estimativa de nossa consultoria em particular já era que a alta (de juros nos EUA) só ocorreria em 2016 e as estatísticas mostrando essa recuperação mais lenta tornam isso ainda mais provável”, diz Biscuola.
Quando os juros sobem nos EUA, parte dos recursos aplicados em economias emergentes tende a “voltar para casa” – o que derrubar o valor da moedas desses países frente ao dólar. Nessa linha, a perspectiva de que o juros não vão subir tão cedo provoca o efeito inverso.
Leia mais: O Brasil tem feriados demais?
Volatilidade
Biscuola diz que parte da valorização que a moeda brasileira teve em abril – de 8,22% frente ao dólar – se deve às dúvidas sobre o ritmo e a data em que terá início um aperto monetário nos EUA.
O real chegou a seu valor mais baixo em relação à moeda americana no final de março, quando a cotação bateu os R$3,2. Desde então, recuperou-se parcialmente, com a moeda americana fechando em R$ 2,95 nesta quarta-feira.
“Fatores internos também contribuíram para essa valorização recente”, diz o analista da RC Consultores.
“Houve uma ligeira melhora nas expectativas em relação à economia brasileira depois que a Petrobras anunciou seu balanço de 2014 e que tivemos um alívio das pressões do Congresso contra as medidas de ajuste fiscal. Como disse recentemente o ministro da Fazenda Joaquim Levy, as expectativas sobre a economia do país ficaram menos voláteis.”
Perfeito, da Gradual, é mais cético sobre a contribuição desse processo de melhoria do cenário doméstico para a recente valorização do real.
Ele lembra que o peso colombiano, por exemplo, também ganhou 8,24% frente ao dólar em abril, e o rublo russo, 12%.
“Acho que no curto prazo, de fato, o real tende a se valorizar frente ao dólar, mas no longo prazo pode voltar a cair – há muitos fatores domésticos e internacionais que podem influenciar essa trajetória. O cenário ainda é de grande volatilidade.”
No que diz respeito às exportações, Perfeito ressalta que a decepção com o desempenho da economia americana frustra as expectativas do governo brasileiro de uma grande expansão nas vendas para o país.
“Até 2008 tínhamos um superávit no comércio com os americanos. Hoje temos um déficit considerável, de cerca de US$ 8 bilhões, e a expectativa era que ele fosse atenuado com ajuda da desvalorização do real frente ao dólar”, explica.
Biscuola lembra que não são só as exportações para o mercado americano que saem prejudicadas com uma recuperação do real. “Com a moeda brasileira em um patamar mais alto, os exportadores como um todo tendem a perder
Pedro Penido dos Anjos
3 de maio de 2015 12:31 pmCondenada a 14 anos a
Condenada a 14 anos a ex-chefe de inteligência de Uribe, na Colômbia
Corte Suprema pede que o ex-presidente colombiano também seja investigado
El Pais –Sally Palomino Madri 1 MAY 201
Ex-chefe da polícia secreta se entrega e estremece a Colômbia
Maria del Pilar Hurtado, ex-chefe da Inteligência colombiana. / Fernando Vergara (AP)
Depois de quatro anos de processo judicial, a Corte Suprema da Colômbia condenou na quinta-feira a 14 anos de prisão María del Pilar Hurtado, ex-chefe dos serviços de inteligência durante a presidência de Álvaro Uribe (2002-2010). Hurtado foi acusada de espionar ilegalmente defensores dos direitos humanos, jornalistas, políticos e magistrados. A Corte também condenou a oito anos de prisão domiciliar Bernardo Moreno, secretário-geral durante o mandato de Uribe. Em sua decisão, o tribunal pediu que o agora senador também seja investigado pelos mesmos fatos.
Oito altos funcionários do Governo de Uribe foram responsabilizados por algum crime
Hurtado se entregou às autoridades em 31 de janeiro, depois de ficar foragida da Justiça, sob a forma de asilo político no Panamá, por quatro anos. Sua saída da Colômbia aconteceu bem quando estourou o escândalo. Foi a primeira funcionária do Governo de Uribe a enganar a Justiça. Atualmente, um ex-ministro e um ex-comissário da paz, ambos funcionários em seu mandato, estão foragidos. Hurtado é a segunda diretora de inteligência que se encontra detida por esse caso. Jorge Noguera, que exerceu o mesmo cargo, também no Governo de Uribe, foi condenado em 2011 a 25 anos de prisão.
Sobre a decisão da Corte de que o ex-presidente responda à Justiça por sua possível ligação com o caso, Uribe disse em sua conta no Twitter que na próxima terça-feira contestará a solicitação da Corte Suprema de Justiça. “Que tristeza que Bernardo Moreno e María del Pilar Hurtado sejam condenados por cumprir o dever”, tuitou Uribe.
Entre as vítimas de espionagem por parte de órgãos do Estado, que na Colômbia são chamadas de chuzadas (equivalente ao termo grampeadas), está a ex-senadora e líder de esquerda Piedad Córdoba. Segundo a Corte, os agora condenados interceptaram suas comunicações para obter informações sobre a libertação de sequestrados e supostos vínculos com os guerrilheiros das FARC. Também o jornalista Daniel Coronel, que em sua coluna de opinião na revista Semana revelou vários escândalos do Governo de Uribe, foi vítima da espionagem ilegal, que com a decisão da Corte nesta semana parece estar sendo esclarecida.
As duas condenações se somam a outras que mancham o Governo de oito anos do presidente Uribe, que teve uma dos mais altos índices de popularidade na Colômbia. Pelo menos outros seis de seus mais altos e próximos funcionários foram considerados pela Justiça responsáveis por algum crime.
Pedro Penido dos Anjos
3 de maio de 2015 12:44 pmComo o anúncio de um “corpo
Como o anúncio de um “corpo de praia perfeito” tornou-se um campo de batalha para as mulheres
inSharePostado em 02 mai 2015por : Diario do Centro do Mundo
O cartaz do produto de emagrecimento e a recepção calorosa
Publi
Odonir Oliveira
3 de maio de 2015 3:47 pmMudanças de hábito (com vídeo)
Mudanças de hábito: nova geração descarta antigos costumes
Usar relógio, ver televisão e andar de carro particular não fazem mais parte da rotina
Jornal do BrasilMatheus Ferre*
Com o avanço da tecnologia e as profundas alterações domundo moderno, antigos e tradicionais hábitos estão deixando de fazer parte da rotina da nova geração. Estas mudanças são facilmente constatadas numa pesquisa de campo, que o Jornal do Brasil vem realizado nos últimos dias.
São raros os jovens que usam relógio, substituído pelo celular, com suas múltiplas funções e conectividade. Andar de carro também parece não estar entre as preferências deles, que usam como argumento principalmente os constantes engarrafamentos do Rio.
Ler jornais impressos também não está entre os hábitos dos jovens, que se informam pela internet, principalmente nas redes sociais. Televisão e suas programações tradicionais também estão cada vez mais sendo deixadas de lado. Eles preferem baixar programas e ver séries nos quais ele controla a frequência, a hora e o dia em que serão assistidos.
O estudante Gabriel Rodrigues, 22 anos, afirmou que realmente não utiliza nenhum relógio no pulso porque ele possui um celular que na tela mostra as horas. “Se eu precisar olhar hora é mais fácil olhar no celular, o horário já está ali”, disse. A também estudante Ingrid Tavares, quando perguntada se tem o hábito de usar relógio, respondeu imediatamente: “No pulso?” e em seguida completou: “Não possuo esse costume não, eu prefiro ver no celular.” Thamara Gonzalez explicou que passou a usar o relógio há pouco tempo, “cerca de um mês para cá, mas antes eu não usava, porque eu não gosto, me incomoda”, afirmou. O estudante Pedro Miguel, 23, acredita que o uso do relógio de pulso seja importante, mas ele acaba não usando por não ser um hábito comum: “Acredito que seria melhor para eu me organizar, mas acabo esquecendo.” Bruna Pereira Passos, estudante da PUC-Rio, respondeu a pergunta de forma direta: “Cara, eu vejo [a hora] no celular.”
Curiosamente, neste momento de forte mudanças de hábito, a Apple lança, sob o slogan de “o produto mais pessoal que já fizemos”, o Apple Watch – um relógio de pulso compatível com todos os produtos da marca. Será que os jovens trocarão o polivalente celular por este dispositivo de pulso?
Especialistas comentam mudanças na sociedade
A professora da faculdade de Educação da UFF Lucia de Mello e Souza Lehmann acredita que exista realmente uma mudança em curso na sociedade. Para ela, os jovens possuem uma facilidade maior para assimilar as novas tecnologias lançadas a cada momento pelas empresas, as novas redes sociais e os novos aplicativos que aparecem para os smartphones. “Acredito que todo mundo está se adaptando a essa nova realidade. No entanto, o jovem tem uma facilidade mais natural para se adequar. As pessoas mais velhas estão tentando, mas os jovens ainda não “cronificou” um comportamento específico do seu tempo”, explicou a professora.
“Você costuma assistir à televisão?”, o JB perguntou. A grande maioria respondeu que não vê por preferir programar o que quiser, na hora que quiser, em serviços de streaming na internet. A estudante Thais Passos disse que quase nunca assiste à televisão, que normalmente costuma assistir às séries e aos filmes que gosta na internet. A também estudante Bruna Pereira dos Santos disse que “não tem mais” o hábito de assistir à televisão. “Acabo vendo pela internet. Quando eu vejo TV é mais para ver filme e seriado, mas é bem programado, sabe? Escolho o filme que vou ver a hora que eu vou ver. Mas eu vejo mais pela internet, pelo computador”, disse.
A psicóloga Noeli Godoy acredita que os jovens não costumam mais assistir à televisão por não haver na grade de programação um conteúdo atrativo à faixa etária. “A relação deles com o conteúdo midiático, seja televisivo ou via internet, é um pouco diferenciado por questões contextuais e históricas. O que acontece é que os conteúdos televisivos não possuem mais atrativos para essa faixa etária. A luta pela audiência e as exigências publicitárias estão acima da produção de qualidade dos conteúdos televisivos. Filmes e novelas são repetitivas. Neste cenário é muito mais atrativo buscar a internet, cuja a possibilidade de interação é muito maior. A juventude pode opinar, expor pensamentos e afetos diante da informação recebida”, explicou Noeli.
A professora de Educação da UFF Lucia Lehmann afirma que um aparelho que consegue unir acesso à internet, música, possibilidade de se comunicar com outros, ler notícias é um grande atrativo para os jovens de forma geral. “Se você considerar, por exemplo, a distância e o percurso entre o Rio de Janeiro e Niterói, muito comum entre os jovens do Rio, esse aparelho com inúmeras funções é agradável para o jovem”, comentou a professora.
O estudante Lucas Barbosa Turcano disse que hoje em dia assiste bem menos à televisão do que costumava ver antigamente. “O que acontece é que hoje em dia a gente tem serviços como o Netflix, podemos baixar filmes na internet de graça, então está mudando muito a forma que nós assistimos à TV. Antes tínhamos a TV aberta, aí veio a fechada, agora a gente tem as várias formas de mídia, de assistir conteúdo e, na minha opinião, o mesmo pode ser transmitido para o jornal. Antigamente ele era em papel, e hoje ele é lido praticamente todo pela nossa geração na internet.”
A maioria dos entrevistados revelou que costuma preferir acessar as redes sociais para se informar, como é o caso do estudante Pedro Todesco, 22. “Normalmente, prefiro acessar pela internet todo o conteúdo de notícia. Primeiro olho os sites dos jornais, dou uma olhada no Twitter, às vezes a página do Facebook, por aí, as pessoas costumam compartilhar também e eu vejo e me informo.” O estudante Pedro Miguel, 23, disse que só costuma assistir à televisão para ficar junto com a família e que a internet toma praticamente todo o seu tempo de lazer. “Uso as redes sociais [para se informar]. O Facebook, o Twitter às vezes têm algumas coisas mais interessantes, assuntos que não são tão óbvios passam por lá e, de vez em quando, passo por sites de jornais para ler alguma coisa, mas é bem raro. Gosto de alguns comentaristas, mas é por ai, é muito rede social, pelo que os outros estão falando, não muito pelas notícias”, afirmou o estudante.
Meio de transporte
Pensando no meio ambiente ou no estresse causado pelo trânsito, grande parte dos entrevistados afirmou preferir utilizar os transportes públicos. “Ando muito de ônibus”, disse Thamara Gonzalez, “não gosto muito do metrô, mas ando muito de ônibus mesmo, porque não tenho carro”, disse. “Acho que o Rio de Janeiro é uma cidade muito bonita, então eu, por exemplo, pego muito o Aterro [do Flamengo] e gosto de pegar o ônibus, porque fico olhando pela janela, viajando”, disse Lucas Barbosa Turcano. O estudante Breno da Rocha Silva diz que, para ele, o modo certo seria a utilização constante dos transportes públicos, “sendo mais efetivo e mais pessoas parassem de usar o transporte privado, a gente teria menos veículos com mais pessoas dentro, o que seria bem mais rápido e com menos trânsito”, explicou o estudante. No entanto, apesar de preferirem os coletivos públicos para se locomoverem no dia a dia, os jovens preferem, no caso das saídas de final de semana, voltar para casa de táxi, por conta da pouca segurança à noite na cidade. Alguns estudantes, para preservar o meio ambiente, preferem ir além, como é o caso da estudante Manuela Rose Bardin, 21, que afirmou não utilizar carro. “Costumo ir de bicicleta para os lugares, porque acho que não polui o meio ambiente. Acho meio ‘tosco’ vir de ônibus e gastar dinheiro se posso vir de bicicleta. Carro, acho burrice, porque fica todo mundo preso duas horas no trânsito para ir do Humaitá ao Jardim Botânico.”
A professora Lucia Lehmann não duvida que algumas pessoas tenham o real interesse no meio ambiente, mas afirma que não é possível atribuir esse desejo a todos. Segundo ela, antigamente o maior desejo de um jovem era completar 18 anos para poder tirar a carteira de motorista e começar a andar de carro sozinho. “No entanto, a questão é que ter um carro despende energia, dinheiro, responsabilidade, algumas limitações, como por exemplo, ter que pagar estacionamento, gasolina, tem que levar na oficina e outros pequenos detalhes que não são práticos. Muitos da geração atual não se interessam por um carro, porque eles sabem que não podem beber e dirigir. Acaba que existe mais mobilidade com o transporte público dentro da cidade sem precisar de um carro particular.” A psicóloga Noeli Godoy completa afirmando: “Parece que há uma cultura de preservação da saúde e do meio ambiente, mas também há a possibilidade de maior ingestão de bebidas alcoólicas e o medo da violência.”
O estudante Hugo Issa, 25, afirmou que o transporte depende muito do destino e que só costuma usar transporte particular quando vai para um local que existe uma maior facilidade para estacionar. “Quando vou para o Centro ou para São Paulo, onde costumo ir bastante, uso o transporte público, bastante o metrô. Acho que é uma forma interessante de se locomover sem estresse e contribuindo para um trânsito melhor. Mas nos finais de semana depende: se tiver bebida, pego um transporte público, ou até mesmo o táxi, mesmo com preço mais elevado, ou a gente vai para a casa de algum dos nossos amigos”, disse.
Casamento
O JB também questionou sobre como é a visão atual sobre o casamento formal. “O título [casamento] não é uma coisa tão necessária hoje em dia”, conforme colocou o jovem Alan Rochlin, é o pensamento mais comum. “Acho que o casamento como uma instituição tem uma base muito religiosa, então hoje em dia as fronteiras estão se diluindo. O casamento é um conceito muito mais amplo que antigamente, não só mais aquela coisa de que duas pessoas vão a uma igreja, bem formal, mas duas pessoas que sejam do mesmo sexo ou sexo diferente, que moram junto, e tem até quem more separado, são válidas. Hoje em dia isso é uma coisa bem mais ampla”, disse Lucas Barbosa Turcano.
A psicóloga Noeli Godoy acredita que a juventude busca apenas ser feliz, independentemente da necessidade de um casamento formal. “Alguns valores convencionados vão perdendo seu sentido tradicional e recebendo outros. Tenho observado que as opiniões sobre casamento e união afetiva homo ou hétero estão bem divididas. Dependendo da formação, cultura, crenças, construções históricas, o jovem escolherá esse posicionamento. O que vejo de mais comum entre eles é que ainda acreditam no amor entre duas pessoas. Esse valor ainda não caiu e é o que penso ser o mais importante registrar aqui. É uma juventude que busca ser feliz, vencer, ampliar sua voz, deseja a potência de vida e deixar sua marca nesse tempo”, afirmou a psicóloga.
A professora Lucia Lehmann concorda com Noeli e destaca que as mudanças ocorridas no pensamento também têm se refletido nas leis aprovadas. “Concordo que está havendo essa transformação, até mesmo nas próprias leis, que foram absorvendo essas novas formas de casar. Hoje você tem a união estável, os jovens não estão mais muito preocupados com as formalidades e a instituição do casamento. O que acontece é que os parâmetros de amor, intimidade e relacionamento têm mudado.”
As profissionais também destacaram a mudança na intimidade e nos relacionamentos de forma geral com a introdução da tecnologia. “O conceito de individualidade e privacidade foram se transformando e se singularizando. Houve um crescimento na necessidade da exposição pessoal. O que outrora era privado, torna-se público por opção. Ouço relatos de aumento de autoestima de sujeitos que expõem sua vida pessoal nas redes sociais”, disse Noeli Godoy. Já Lucia Lehmann afirma que há uma mudança nos limites para a exposição. Muitas pessoas gostam de mostrar suas fotos, vídeos e pensamentos nas redes sociais. “Algumas pessoas não se incomodam de se expor dessa forma, mas é claro, há sempre uma encenação, um faz de conta para o outro ver. Os níveis de relacionamento são diferente e os parâmetros mudaram.”
*Do programa de Estágio do JB
http://www.jb.com.br/pais/noticias/2015/05/02/mudancas-de-habito-nova-geracao-descarta-antigos-costumes-2/
Emanuel Cancella
4 de maio de 2015 12:18 pmRevistas e jornais
No Brasil, revistas e jornais são lixos
Lendo as manchetes de jornais hoje, 4/5, pediria licença ao ex-presidente Lula para estender o conceito de lixo que ele dedicou às revistas Veja e Época e aos jornais Folha de São Paulo e o Globo. De pronto, peço desculpas ao lixo, pois o mesmo presta um grande favor à humanidade, caso reciclado, e essas revistas e jornais não prestam para nada, senão vejamos:
Segundo A Folha, “País regride em avanço do poder de compra”, numa análise totalmente subjetiva, típica de quem só quer falar mal. O baixo crescimento e a perda do poder de compra dos salários é um problema da maioria dos países principalmente da Europa, sendo que o Brasil tem uma das menores taxas de desemprego do mundo.
Já o Globo , ” Relatório aponta 55 violações à liberdade de expressão no Brasil em 2014”. Creio que a maior violação à liberdade de expressão, de 2014, foi a do Jornal Nacional da Globo, na véspera da eleição presidencial, dedicando mais de 10 minutos à reportagem mentirosa e proibida pela justiça da Veja, que dizia que Lula e Dilma sabiam da corrupção. Aliás, em todas as eleições, às vésperas, a Globo arruma um artifício ilegal para ajudar seus candidatos, normalmente representantes da elite brasileira
Mas o mais lamentável é que nenhum dos dois meios de comunicação informou que, a partir de hoje, durante toda a semana os representantes da Petrobrás estão em Houston para receber o maior prêmio da indústria de óleo e gás do mundo. Com o agravante de que o Globo ainda dedicou algumas matérias para falar mal da Petrobrás.
Já me antecipo aos críticos que dirão que estamos exagerando, como se a mídia brasileira fosse bandida. O pior é que é: Globo, Band, Folha e Editora Abril, responsável pela Veja, estão listadas no banco HSBC com contas na Suíça para lavagem de dinheiro, como fazem os maiores bandidos do mundo, inclusive os traficantes. Sonegação é crime!
OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.
Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).
Rio de Janeiro, 04 de maio de 2015