4 de junho de 2026

Fora de Pauta

O espaço para os temas livres e variados.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

18 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Sairé

    10 de maio de 2015 3:44 am

    A Petrobras quer receber o dinheiro que os delatores desviaram

    E agora, Dr. Moro?

    Petrobras vai à Justiça buscar ressarcimento contra executivos e empreiteiras citadas na Lava Jato

    Fonte: Conversa Afiada

    A Petrobras entrou como coautora do Ministério Público Federal nas ações de improbidade administrativa contra as empreiteiras e os executivos apontados como responsáveis por irregularidades no âmbito da Operação Lava Jato.

    As ações somam-se a um conjunto de medidas que estão sendo adotadas para garantir o ressarcimento integral dos prejuízos sofridos pela companhia, inclusive aqueles relacionados à sua reputação.

    Nesta primeira etapa, são duas ações – uma protocolada no dia 30 de abril e outra nesta sexta-feira (8) – referentes a pagamentos indevidos relacionados a contratos das empresas Engevix e Mendes Júnior com a Diretoria de Abastecimento. O valor total é de cerca de R$ 452 milhões, considerando reparos por danos materiais e multa, além de pedido de indenização por danos morais, cujos valores serão quantificados no decorrer do processo.

    Nas próximas semanas, a Petrobras ingressará, também como coautora, em outras três ações. Os processos envolverão contratos com as empresas Camargo Corrêa, OAS e Galvão Engenharia, totalizando pedido de reembolso de aproximadamente R$ 826 milhões. Assim como no primeiro bloco, o montante é composto por danos materiais, acrescidos de multa – equivalente ao triplo do prejuízo material -, além dos danos morais a serem quantificados no decorrer do processo.

    Ao acompanhar as ações já propostas e futuras, a companhia reforça sua cooperação com as investigações e busca o ressarcimento pelos prejuízos causados pelo esquema de pagamentos indevidos.

    1. Free Walker

      10 de maio de 2015 1:03 pm

      Só dos xecutivos e

      Só dos xecutivos e empreiteiras? E onde entra o PT,  PMDB e PP nessa história?

       

  2. anarquista sério

    10 de maio de 2015 7:47 am

    Cartas de Buenos Aires: Omar

    Cartas de Buenos Aires: Omar Obaca, o candidato negro da Argentina

    As propostas de Obaca parecem ser bem mais atrativas que as brigas de comadre entre Governo e oposição que tudo que tem como projeto de governo é ser o oposto do outro

    Omar Obaca (Foto: Facebook de Obaca)A meses das eleições presidenciais (outubro), pouco parece estar realmente definido.

    Cristina Kirchner e seu partido ainda não endossaram oficialmente o atual Governador da Província de Buenos Aires, Daniel Scioli, como o candidato governista. Todo mundo sabe que o sonho dourado de Cristina é ver Florencio Randazzo, o atual Ministro dos Transportes, colocando a faixa presidencial, e não Scioli, que dará uma “banana” a ela assim que por o pé na Casa Rosada. 

    Enquanto o kirchnerismo se retorce, o opositor Mauricio Macri vai surfando numa onda de confiança gerada pelas eleições primárias na capital, uma das maiores escolas eleitorais do país e da qual é Chefe de Governo. Buenos Aires capital é mais de direita do que os Republicanos do Tea Party. 

    No meio desta insólita vida que tem a política na Argentina, aparece Omar Obaca para imprimir um pouco de humor ao cenário. Negro, carismático e verborrágico, o candidato fictício foi criado por um canal de televisão online (https://www.fwtv.tv/obaca).  “Omar Obaca, o primeiro Presidente negro da Argentina. Sério, mas com um sorriso devastador. Elegante e muito carismático, como Denzel Washington”, se intitula. 

    O personagem brinca com todos os clichês e ridículos das campanhas eleitorais argentinas. Cutuca os preconceitos e a dura verdade de que não há nenhum candidato nessa corrida que represente as minorias. De fato, nenhum negro, nenhum índio, se quase não estão nas ruas, menos ainda nos corredores políticos da capital.  

    “Basta de dólar blue, em outubro vem aí o dólar black”, brinca Omar com o dólar paralelo chamado de blue, praticamente o único acessível à população geral depois que o Governo impôs restrições à compra.  “Vote em mim que eu te dou minha senha do Netflix”, diz outro slogan. 

    Com gestual imitando o Presidente americano Barack Obama, Omar Obaca vem conseguindo adeptos na rede social graças a seu charme e marca registrada de “W”, feito com três dedos que, segundo ele, representa a palavra “winner”, de ganhador em inglês.

    Entre suas propostas, também estão a repatriação de jogadores como Messi, que desde a adolescência joga no Barcelona e que notoriamente não tem o mesmo desempenho quando atua na seleção argentina, mas que os argentinos reclamam de volta, e o casamento com data de validade. 

    “No meu governo, os professores vão ganhar o dobro ou triplo que um traficante de drogas”, promete.  

    As propostas de Obaca parecem mesmo ser bem mais atrativas que as brigas de comadre entre o Governo e a oposição que, até agora, tudo que tem como projeto de governo é ser o oposto do outro. 

  3. anarquista sério

    10 de maio de 2015 9:42 am

     
     
    Foto de Welber Marcio Silva. 

     

  4. anarquista sério

    10 de maio de 2015 9:45 am

     
     
    Foto de Chiado Editora. 

     

    1. Odonir Oliveira

      10 de maio de 2015 8:47 pm

      Uau !

      O que seriam voos?

      Às vezes, voar não é para os pássaros, assim como “se eu me chamasse Raimundo seria apenas uma rima não uma solução”.

  5. anarquista sério

    10 de maio de 2015 9:52 am

     
     
    Foto de Acervo Arrocha.com.br. 

     

  6. Cláudio José

    10 de maio de 2015 12:13 pm

    Na cidade sede das Olimpíadas

    Na cidade sede das Olimpíadas de 2016, uma em cada três escolas da rede municipal não tem quadra de esportes

    Quadra de escola de samba em Ramos vira local para esportes do colégio municipal Professor Carneiro RibeiroQuadra de escola de samba em Ramos vira local para esportes do colégio municipal Professor Carneiro Ribeiro Foto: Fabiano RochaBruno AlfanoTamanho do texto A A A

    Enquanto os instrumentos da Imperatriz Leopoldinense estão guardados, a quadra da escola de samba em Ramos quebra o galho da escola vizinha, a Professor Carneiro Ribeiro, da rede municipal de ensino do Rio, cidade sede das Olimpíadas de 2016. É no espaço dos bambas que os alunos do colégio público têm aulas de educação física. A unidade é uma das 376 da cidade que não possuem quadra esportiva para a disciplina. Na rede, uma em cada três escolas, das 1.008 municipais, não contam com esse espaço.

    Essa é a realidade do pequeno Rodrigo Brás, de 9 anos, que tem na ponta da língua o que quer ser quando crescer:

    — Jogador de futebol do Barcelona — dispara.

    Mas treinar para chegar lá é difícil. Rodrigo mora no Complexo do Alemão e, segundo a mãe, não tem um espaço bom para jogar por lá. Acaba batendo bola entre as vielas da favela mesmo — para o desespero dos vizinhos. Na Escola Municipal Professor Carneiro Ribeiro, onde ele estuda, a situação não é nada melhor: o improviso também é regra.

     

    Os primos Rodrigo e Rafael, alunos da Escolas Mun Professor Carneiro Ribeiro, em Ramos, querem ser jogadores de futebolOs primos Rodrigo e Rafael, alunos da Escolas Mun Professor Carneiro Ribeiro, em Ramos, querem ser jogadores de futebol Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo

     

    — A gente tem aula no pátio ou na quadra da escola de samba — explica, tímido.

    Esse não é o único colégio de Ramos que utiliza a quadra da Imperatriz. As escolas municipais Walt Disney e Padre Manuel de Nóbrega também não têm quadras esportivas e compartilham o espaço.

    — O caminho da escola até aqui atrapalha um pouco. As crianças ficam muito agitadas e às vezes fica difícil controlar — contou uma professora enquanto levava as crianças pelo percurso de um quarteirão do colégio até a Imperatriz.

    Um relatório do Tribunal de Contas do Município (TCM) de 2007 mostra que esse não é um problema novo. Naquele ano, o número de escolas sem quadra era o mesmo: 376. Nos anos seguintes, o órgão passou a realizar relatórios anuais. No último, de 2013, apontou que, entre as escolas com quadras, apenas 41,5% tinham os espaços em “condições boas”. Nas outras, estavam razoáveis, precários ou em obras.

    A Secretaria municipal de Educação alega que 172 das escolas sem quadra não possuem espaço suficiente para a construção. “Os alunos destas unidades e das demais que não têm quadra realizam atividades físicas ou desportivas em vilas olímpicas e clubes e associações recreativas e desportivas, por meio de convênio”, informou a nota.

    A pasta ainda informou que “conta com inúmeras ações voltadas para os Jogos Olímpicos e conteúdo esportivo com os alunos”. A principal é a criação dos Ginásios Experimentais Olímpicos, em Pedra de Guaratiba, Santa Teresa e no Caju. Juntos, 1.207 alunos são beneficiados pelas três unidades em funcionamento. Nesses espaços, são oferecidas modalidades esportivas como atletismo, tênis de mesa, vôlei, handebol, judô, luta olímpica, futebol, badmington, aliadas ao currículo do 6º ao 9º ano.

     

    Quadra da Imperatriz é usada por três escolas diferentesQuadra da Imperatriz é usada por três escolas diferentes Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo

     

    Praça vira alternativa

    Não é só em Ramos que as escolas precisam improvisar espaços para a educação física — disciplina que é obrigatória por lei no currículo escolar desde 1996. Em todas as regiões da cidade, há unidades que precisam transformar pátios apertados, quadras de areia fora da escola e até praças em locais para as aulas.

    Na Barra da Tijuca, o espaço para a educação física da Escola Municipal Professora Zuleica Nunes de Alencar vira um verdadeiro lamaçal em dias chuvosos. José Everton Santos, de 15 anos, conta que todo mundo fica dentro da escola quando o tempo não ajuda.

    — Pelo menos tem uma mesa de pingue-pongue — conta o rapaz do 8º ano.

     

    José Everton Santos é aluno da Escola Municipal Professora Zuleica Nunes de AlencarJosé Everton Santos é aluno da Escola Municipal Professora Zuleica Nunes de Alencar Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo

     

    Os alunos da Escola Municipal Henrique Dodsworth, em Ipanema, não têm a mesma sorte. Acostumada a fazer a educação física na pracinha do Jardim do Alah, no Leblon, a garotada perdeu espaço para as obras da Linha 4 do metrô, que fechou boa parte do local.

    — A gente teve trocar para o Parque dos Patins, na Lagoa. Ficamos mudando, e isso atrapalha as aulas — conta uma funcionária do colégio.

    Já os estudantes da Escola Municipal Pereira Passos, no Rio Comprido, perderam o espaço que tinham. Nos últimos anos, a direção havia feito um convênio com o Helênico Atlético Club, a dez minutos de caminhada. Mas a parceria não continuou — e a bela quadra do clube foi trocada por um patiozinho ao lado da escola.

    — Não há nenhuma dúvida de que há uma relação entre o incentivo do esporte na escola e o desempenho nas Olimpíadas. Quem faz o trabalho de garimpo, a formação da base, é o profissional de educação física na escola. É preciso que se tenha um sistema esportivo para funcionar degrau a degrau. Desde o ensino fundamental até a universidade — defendeu José Paulo Neves, integrante do Conselho Regional de Educação Física do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

    ‘Na sala, a aula perde 90% do potencial’

    José Paulo Neves, membro do Conselho Regional de Educação Física

    O que o aluno perde ao não ter uma aula de Educação Física adequada?

    Quando o aluno é tolhido, é uma perda em efeito cascata. Primeiro, perde-se a criação de hábitos saudáveis. Depois, que disciplina ensina valores morais? Ganhar e perder? Ensina a socializar?

    Há impacto na aprendizagem do estudante?

    Quando o aluno é bem estimulado nas aulas de Educação Física, principalmente no fundamental, todas as outras disciplinas são beneficiadas. Ele melhora o raciocínio lógico, a circulação. Tem toda uma gama de ganhos fisiológicos e neurológicos que estimulam a educação.

    Você já teve experiências de escolas sem quadra?

    Já dei aula numa escola em que o espaço era de nove metros quadrados para 12 alunos, entre a cantina e a pilastra. Trazer a aula para a sala reduz em 90% o potencial dela. A Educação Física, apesar de ser também teórica, pela essência, tem que ser prática e lúdica.

    O que mais falta para o país melhorar nesse campo?

    Existe uma briga da categoria contra uma resolução do Conselho Nacional de Educação que permite que profissionais sem formação em Educação Física deem aula da disciplina. Isso não pode. Imagina uma criança de 5 anos que nunca teve uma aula adequada de Educação Física. Como será o equilíbrio dela? A coordenação motora? A gente economiza muito dinheiro no SUS, investindo na Educação Física.

     

    Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/educacao/na-cidade-sede-das-olimpiadas-de-2016-uma-em-cada-tres-escolas-da-rede-municipal-nao-tem-quadra-de-esportes-16110780.html#ixzz3ZjlBjVrM

  7. Andre Araujo

    10 de maio de 2015 12:25 pm

    A MISERIA DO DEBATE ECONOMICO

    A MISERIA DO DEBATE ECONOMICO – A politica monetaria aplicada à economia brasileira é um mistério. Quem a inspira? Será o Ministro Levy? Ou o Banco Central, cuja direção é anterior à Era Levy e mostrou-se subordinada à Presidencia e não ao Ministro da Fazenda quando praticou uma politica monetaria expansionista entre 2011 e 2013 ?

    É uma politica misteriosa na sua inspiração e absolutamente errada MESMO DENTRO DOS CANONES DA ORTODOXIA.

    Mesmo os mais conservadores regimes economicos sabem que não tem sentido AUMENTAR JUROS EM PLENA RECESSÃO. Não precisa ser keyneisiano, basta ser racional.  O monetarismo é tudo menos irracional.

    Aumento de juros na economia classica VISA FAZER BAIXAR A DEMANDA, mas a demanda já estava baixando antes da escalada de aumento de juros. A demanda que resta é INELASTICA, os preços que fizeram a inflação recente subir

     são PREÇOS ADMINISTRADOS, basicamente energia eletrica, combustiveis, telefonia, tarifas de onibus e metrô, materias primas cartelizadas como cimento, aço, aluminio, cobre. Portanto esses preços não serão contidos ou baixados pela escalada de juros. Então QUAL A FINALIDADE DOS AUMENTOS CONTINUOS DA TAXA SELIC?

    Desde a reeleição da Presidente Dilma os aumentos da taxa Selic FIZERAM AUMENTAR O CUSTO DA DIVIDA PUBLICA em 35 BILHÕES DE REAIS/ANO, metade do que o ajuste fiscal visa obter com os cortes de gastos. Qual a logica?

    Corta-se despesas de custeio e investimentos com grande sacrificio politico e social e de outro lado o que se economizou vai ser gasto em mais juros?  Tira-se empregos e salarios para entregar a economia a rentistas?

    O monetarismo pode ser cruel mas não é estupido. Essa politica monetaria é de uma estupidez unica, do tamanho da mediocridade da diretoria do Banco Central. Tudo isso é conhecido faz tempo mas coloca-se a questão.

    Porque os economistas brasileiros não debatem intensamente a irracionalidade dessa politica monetaria que vai causar estragos sociais, economico e politicos de uma dimensão telurica, historicamente inédita?

    O Brasil teve Ministros da Fazenda de todos os tipos, de um extraordinario  pela inteligencia e coragem Oswaldo Aranha, ministro em décadas tão diferentes como a de 1930 e a de 1950 até um ortodoxo e tambem brilhante Otavio Gouveia de Bulhões, passando pelo ultra conservador Eugenio Gudin, todos tinham suas crenças e suas politicas MAS não eram irracionais, seus atos e politicas tinham começo, meio e fim, mesmo os inflacionistas e os ortodoxos.

    A atual alta da inflação veio centralmente dos tarifaços de energia, combustiveis e transportes, esses preços não vão baixar nem que a Selc vá a 50% ao ano, é INFLAÇÃO JÁ CONSOLIDADA por causa dessas reajustes, mas a politica declarada é baixar para 4,5% em 2016. Isso só poderá acontecer se os preços concorrenciais baixarem muito, é isso?

    Para os preços de alimentos e  bens de consumo baixarem para compensar as altas já praticadas e ainda a praticar nos preços administrados será preciso criar uma DEPRESSÃO na economia, com taxas de desemprego de 1929, é isso que se pretende? Caminhamos para essa politica, o Congresso sabe que esse será o cenario? Cadê o debate?

    No hospicio de Franco da Rocha tem internas bem mais sãos do que essa gente louca. Caminham para o abismo dando risada, na aprovação das MP dos ajuste NÃO HOUVE NENHUM QUESTIONAMENTO DA POLITICA MONETARIA.

    A proposito do titulo do post, onde estão os bons economistas brasileiros que não fazem um ruidoso debate sobre essa onda de loucura anti-nacional? SUBIR JUROS NUMA RECESSÃO, é a nova contribuição do Brasil ao mundo.

  8. Coletivo Gregório Bezerra.

    10 de maio de 2015 1:15 pm

    Viva às mães, mas não matem nossas mulheres…

    Não, esse texto não é um libelo ultra-feminista, do tipo que coloca o papel de mãe como oposto ao de mulher…nada disso.

     

    É uma constatação, ou melhor, uma opinião

     

    Para além das evidências, de que um dia reservado às mães é muito mais um truque comercial, baseado na chantagem e culpa que sentimos por esquecermos a importância de nossos parentes em nossas vidas, nesse caso específico, a mãe, esse texto se dedica a compreender como somos capazes de seguirmos matando nossas mulheres para vestir nelas, na maioria das vezes, à força ou por coerção sentimental irreversível, o fardo da maternidade…

     

    Como sempre gosto de dizer, são relações de poder que permeiam os laços sociais e familiares, e as mães, neste sentido, não são apenas vítimas, mas também ajudam a reproduzir nos seus rebentos a lógica machista…

     

    Dias desses, estava com minha família em um lugar público, e conversamos sobre um gesto de uma mãe, que socorria seu menino, colocando-o para aliviar o líquido de sua pequena bexiga em público.

     

    Por óbvio, o gesto, de tão usual e cândido, talvez não tenha merecido de nenhum dos outros transeuntes qualquer censura, salvo de nossa família, que mesmo assim o fez de forma privada…

     

    São essas mulheres, junto com suas filhas e tantas outras, que serão vítimas do assédio e da violência moral de homens adultos bêbados (ou não) que urinam em qualquer lugar público…

     

    E pior: garantem impunidade a falta de higiene e atentado ao pudor masculino, mas vedam com fervor caso uma mulher faça o mesmo, ainda que seja uma pequena menina amparada por sua mãe…

     

    Há outros tantos exemplos, mas não cabe citá-los aqui, hoje é o “Dia das Mães”…

     

    São mães as que ganham 30 a 40% menos que os pais quando fazem as mesmas tarefas no mercado de trabalho…

     

    São mães as que continuam vítimas quase exclusivas da violência doméstica…

     

    São as mães as vítimas da violência sexual, inclusive por seus parceiros…

     

    E assim, quando celebramos a maternidade, como nosso fervor religioso-sentimentalista-consumista, soterramos o que de mais bonito tem uma mãe: o fato de serem mulheres antes…

     

    Queremos mães, não queremos mulheres…

     

    Tanto é verdade que separamos os dias que celebram essa condição, como se disséssemos que ser mãe é uma categoria “superior”…

     

     

    Condenamos nossas mulheres à maternidade, e sequestramos seus corpos em dogmas religiosos transformados em leis absurdas, proibindo-as de escolher, impondo-lhes a maternidade com sentença definitiva…Uma vez mãe, uma vez prenha, não há volta…

     

    O verdadeiro dias das mães será quando ser mãe for uma decorrência de ser mulher, e não ao contrário, como ainda é…

     

    Feliz dias para as mulheres que escolheram ser mães.

     

    1. Odonir Oliveira

      10 de maio de 2015 10:22 pm

      Desigualdade põe saúde materna em risco no Brasil, diz ONG

      http://noticias.terra.com.br/brasil/desigualdade-social-poe-saude-de-maes-em-risco-no-brasil-diz-ong,7c2ee3b8aa761db5928e06b1b685aba6x4mpRCRD.html

      BRASIL

      Desigualdade põe saúde materna em risco no Brasil, diz ONG

      Ainda há um abismo nos serviços de saúde ofertados a recém-nascidos e suas mães nas áreas ricas e pobres das cidades

      BBC BRASIL.com

      10 MAI2015

       

      Um estudo sobre o bem-estar de mães e bebês pelo mundo destaca o abismo entre favela e asfalto quanto à qualidade dos serviços de saúde ofertados, tanto em cidades brasileiras como em metrópoles internacionais.

      O levantamento anual “O Bem-Estar das Mães do Mundo 2015”, feito pela ONG Save the Children, coloca o Brasil em 77º lugar do ranking entre 179 países analisados, abaixo de países latino-americanos como Argentina e México.

      O relatório compila dados levantados por outras instituições – de saúde materna, mortalidade infantil, educação, renda per capita e até representatividade feminina no governo – e, no caso brasileiro, cita um estudo realizado no Rio que aponta que a taxa de mortalidade de recém-nascidos chega a ser 50% maior em favelas do que em bairros mais ricos.

      “Há crescentes evidências de que os bairros onde se vive têm muito a ver com o acesso à saúde de qualidade. Hospitais de boa qualidade muitas vezes estão reservados a mães que têm poder econômico”, diz à BBC Brasil Beat Rohr, diretor regional da Save the Children na América Latina.

       

      Ele lembra que, historicamente, a saúde mundial tendia a ser melhor nas áreas urbanas do que nas rurais. “Mas hoje vemos que dentro das próprias cidades essa disparidade é muito grande, e isso se reflete em mortalidade materna e infantil. Se algumas gestantes têm acompanhamento regular em bairros ricos, isso nem sempre ocorre em bairros pobres, onde às vezes o médico não está, a consulta não é frequente e etc”.

      No Brasil, mulheres têm uma chance em 780 de morrer de causas relacionadas à gravidez – nesse indicador específico, o país fica em 82º lugar entre os 179 analisados.

      Dados de março deste ano apontam que a mortalidade materna vem caindo, mas em ritmo insuficiente para que o país alcance até o fim deste ano o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) no quesito.

      A altíssima taxa de cesáreas, o excesso de intervenções desnecessárias, a falta de treinamento de equipes especializadas e a proibição do aborto são alguns dos fatores apontados como barreiras para que o risco diminua mais no país.

      Representatividade política

      Mas, entre os indicadores usados pela Save the Children, o Brasil se sai pior em representação política feminina, apesar de ter uma mulher na presidência.

      “As mulheres têm menos de 10% dos assentos no Congresso, colocando o país em 151º lugar no mundo nesse indicador”, diz o levantamento.

      Questionado a respeito da influência disso na saúde materna e infantil, Rohr explica que “há indicativos de que, quando têm poder político, as mulheres (no Legislativo) tendem a votar mais em políticas sociais, ainda que isso não seja uma regra”.

      Na maioria dos países, crianças de áreas urbanas empobrecidas têm até cinco vezes mais probabilidade de morrer do que as de áreas nobres

      Foto: BBCBrasil.com

      Problemas observados nos centros urbanos brasileiros são semelhantes aos de outras grandes cidades do mundo, diz o relatório da ONG ao citar “disparidades devastadoras em saúde entre ricos e pobres”.

      “Para bebês nascidos em muitas das cidades que mais crescem no mundo, (é uma questão de) sobrevivência dos mais ricos”, diz Jasmine Whitbread, executiva-chefe da Save the Children.

      Em 19 dos 40 países em que há dados de tendências de longo prazo, cresceu o abismo entre áreas prósperas e marginalizadas no que se refere a taxas de sobrevivência infantil.

      EUA, o pior país rico para se dar à luz

      O relatório concluiu também que mulheres que dão à luz nos Estados Unidos têm mais chance de morrer no parto do que em qualquer outro país rico.

      Uma mulher americana tem, em média, probabilidade dez vezes maior de morrer na gravidez ou durante o nascimento da criança do que as gestantes da Áustria, por exemplo.

      Apesar de o país ter uma das maiores rendas per capita do mundo, ficou em 33º lugar do levantamento, dois abaixo do relatório do ano passado.

      “Em algumas cidades americanas, a diferença entre a sobrevivência de crianças urbanas ricas e pobres é maior do que em muitos países desenvolvidos”, diz o texto.

      Em Washington, a capital americana, crianças nascidas nas partes mais pobres tinham probabilidade dez vezes maior de morrer antes de seu primeiro aniversário do que crianças que moram nas regiões mais ricas da cidade, diz o relatório.

      A Save the Children elogia, por outro lado, a redução da mortalidade materna e infantil em capitais como Campala (Uganda) e Adis Abeba (Etiópia).

      O ranking da ONG é liderado por países nórdicos: a Noruega ficou em primeiro lugar em saúde materna e infantil, e Finlândia, Islândia, Dinamarca e Suécia também tiveram boas colocações.

      Países africanos devastados por guerras e conflitos internos – Mali, República Centro-Africana, República Democrática do Congo e Somália – são os piores para mulheres que vão dar à luz.

      1

      NORUEGA

      7

      Espanha

      24

      Reino Unido

      33

      EUA

      36

      Argentina

      53

      México

      56

      Rússia

      61

      China

      65

      Turquia

      73

      Líbano

      77

      Brasil

      83

      Tailândia

      84

      Irã

      100

      Iraque

      111

      Síria

      114

      Nepal

      179

      Somália

      Destaques do ranking Estado das Mães do Mundo 2015

       

      1. Odonir Oliveira

        10 de maio de 2015 10:23 pm

        A OUTRA MÃE

        A OUTRA MÃE

         

        Tinham chegado quase juntas ao grande hospital de Salvador, mas isso poderia ter acontecido em qualquer outro. Era o ano de 1979.

         

        A branquinha de olhos castanhos e pele bronzeada trazia nas mãos uma pasta de plástico fechada por elásticos onde estavam guardados os documentos pessoais, o cartão do INSS e um bilhete no qual a recomendavam ao Doutor Xis , amigo de outros amigos.

        A mulata franzina de olhos cor de mel que trazia papeis amarfanhados e meio sujos nas mãos havia esperado alguns meses pela consulta, ainda que estivesse buchuda havia alguns meses também.

         

        Como tivessem chegado juntas e apresentado as credenciais que lhes permitiriam ser atendidas, foram logo distinguidas em suas pompas e circunstâncias e conduzidas a entrar na sala a serem examinadas pelo Doutor Xis.

         

        Duas cadeiras as acolheram e ali começaram a conversar. A primeira estava grávida há oito meses e viera do sul do país para morar naquela cidade; já a segunda fazia uns quatro meses que estava prenha e feliz da vida por isso. Ao preencher a ficha , o médico ia lhes fazendo  perguntas costumeiras nessas situações. O que surpreendeu foi que tinham a mesma idade, 24 anos; teriam o primeiro filho e estavam ali segurando suas crias com as mãos nas barrigas como se quisessem proibir que dali saíssem.

         

        O doutor ginecologista foi requisitado em outro setor e deixou-as, cada uma com suas emoções, seus medos, suas expectativas, suas persistências, suas esperanças.

        Um estado de mudez as acometeu então. Olhavam-se apenas, tão diferentes e tão subitamente iguais.              

                                                                                                                                                 Uma imaginando que a outra sim era feliz, com comida boa, casa bonita com carro estacionado na frente, bercinho enfeitado, enxoval de primeira e pediatra para qualquer presunção de dor. Às vezes um sorrisinho no canto da boca, quase um acordo tácito de materna cumplicidade. Depois um certo olhar vago , para longe, para muito mais longe que a vidraça o pudesse empurrar. Uma mudez meio ressentida e atávica, quase murmúrio de uma dor assentada e legítima. 

         

         A outra pensando se seu homem amado, o que lhe fizera aquele filho, seria um bom pai, se a amaria ainda da mesma forma, agora que seus seios estavam dilatados e com bicos em auréolas róseas quase sem nenhuma atração sensual. Pensava que a mulatinha sim é que parecia ser muito desejada, e era por um amor embrutecido e rude que lhe agarrava pelos ombros, a jogava na cama, impunha-lhe as vontades e juntos voavam por nuvens saborosas. Invejou a outra com um olhar de soslaio apenas. Quantas vezes teria sido amada antes de estar daquele jeito buchuda, perguntou-se.Teria sido como ela, logo na segunda vez, meio por desejo e não por anseio de procriação? Parecia que não. Era quase um monumento de reverência à libido: pelo rosto, pelos lábios, pelos cabelos cacheados; tudo recendia à prazer na outra mãe a seu lado. Tornou-se  quase mulher, em vez de mãe, naquele instante. Que pensasse naquela ultrassonografia que iria lhe dizer menino ou menina, que iria como um oráculo anunciar o que deveria ser contado ao pai distante ainda no sul do país. Era isso apenas o que contava: a realização do amor, a constatação, quase concreta afinal, do filho que ela e seu homem juntos iriam ter.

        A mulatinha, porque era magrinha, de quadril surpreendentemente estreito, aguardava  sem  talvez nem um pensamento, nada que a mãe branquinha a seu lado suspirasse a desejar. Queria saber como estava o filho que carregava por esses últimos quatro meses. Algum mistério em seu rosto no entanto, como um anátema que lhe aguardasse a seguir, ou a suspeita dele.

        Doutor Xis entrou, fechou a porta e pediu que a mulher branca deitasse para começar a ultrassonografia, tendo nas mãos o bilhete com a sua indicação. Mas sem qualquer explicação, talvez pela cumplicidade  adquirida naqueles minutos em que estiveram lado a lado em dor e prazer, cedeu à mulata sua vez. O médico disse que então ali se deitasse a outra.

         

        – É seu primeiro filho?-perguntou.

        -Não, esse é o terceiro.

        – Tem dois filhos, então?- roçando-lhe o ventre com aquele microfone, que se não era microfone parecia ser um. Olhava na tela um retrato em preto e branco disforme e desesperançoso de toda uma vida.

        – Não, doutor, eu perdi os outros dois, não cheguei a parir não. Morreram.

        – Então são três, porque esse aqui também está morto. Você perdeu.

        -Ah, doutor, esse também? Não vai criar, não?!

        – Não, vamos marcar a curetagem. Vista-se e espere ali fora que a enfermeira vai conversar com a senhora.

        Vinte e quatro anos, três filhos que não vingaram. Um vazio comunicado daquela forma! Que dor! Que incomunicabilidade!

         

        Saiu o Doutor Xis e enquanto orientava, talvez, a enfermeira ou adiantava algum procedimento, a branca, de vinte e quatro anos com bilhete de indicação, se perguntava se deveria deitar naquela maca, se ainda queria saber do seu filho, do sexo do seu filho, dos desejos do pai do filho, dos seus desejos, da vontade de querer ser mãe, do irreconhecível sentimento masculino do gestar, do parir, do amamentar, do proteger, do defender, do guiar, do educar, do ferir alguém que a sua cria ameaçasse ferir. Pensou se ali estava alguém que lhe pudesse responder todas aquelas questões ou se teria que ir aprendendo sozinha como respondê-las e agir, então.

         

        Já na maca, o médico lhe explicava em detalhes como estava sua filhinha, ou seria filhinho, tratava-se do saquinho escrotal ou não… parecia ser, ficaria devendo a garantia do sexo, portanto. Afirmava que o bebê estava bem encaixado, na posição correta e que era só aguardar. Parto normal à vista como ela desejava. Quadril largo, pouco peso, criança saudável. Tudo correndo bem. Ensinou-lhe exercícios de respiração, mandou que continuasse caminhando na areia molhada da praia todas as manhãs. Se houvesse algum perigo – que o parto seria em casa- a carteirinha do INSS estava pronta, e eles avisados. Era só comparecer ao hospital.

         

        Descia agora da maca como se descesse de um avião em chamas, como sobrevivente de uma tragédia. Queria ir embora dali urgentemente. Parecia que o filho lhe descia pernas abaixo, como se não fosse conseguir segurá-lo mais, tamanho o choque da dor alheia testemunhada.

        E a outra mãe? Desejou encontrá-la na saída, dizer-lhe talvez umas palavras, oferecer-lhe seu peito para agasalhar seu choro. Ouvir o resto da história. Aprender com ela, aprender com aquilo e depois ensinar a seus filhos, que para isso servem as mães, para adoçar sofrimentos, acalmar desesperos, acarinhar soluços inevitáveis. Nada.

        Aprendeu, mãe deve servir de aconchego e bálsamo para vidas em evolução.

         

        Odonir  Oliveira

        maio de 2015

         

  9. Pedro Penido dos Anjos

    10 de maio de 2015 1:42 pm

    Gestão Profissional ou

    Gestão Profissional ou Austera do Flamengo

    Posted on10/05/2015by

     

    Gastos dos ClubesEu estranhava que o clube de futebol com a marca mais preciosa do País, já que sua torcida se espalha do Rio de Janeiro “para cima”, não conseguia ter uma gestão financeira profissional, saneando-a e rentabilizando-a. Com ela, daqui a pouco, terá condições de investir em jovens jogadores de futebol promissores e não em “medalhões” em fim-de-carreira para marketing de curto prazo junto à torcida, tipo “me engana que eu gosto”.

    Robson Sales (Valor, 13/04/15) informa que, no confronto financeiro entre as duas maiores torcidas do futebol brasileiro, o Flamengo bateu o Corinthians em 2014. O clube carioca apresentou um crescimento de 27% na receita bruta, somando R$ 347 milhões, segundo relatório obtido pelo Valor. Já o time paulista, ao contrário, teve queda de 12% na receita total, em relação ao ano anterior, atingindo a marca de R$ 258 milhões, de acordo com o balanço divulgado em fevereiro pela diretoria de finanças.

    Os clubes tinham até o fim de abril de 2015 para apresentar os balanços do ano passado. Consultorias esportivas ouvidas pelo Valor dizem que o Flamengo será o clube que terá feito a maior amortização da dívida em 2014. Até o ano passado, o clube carioca era o mais endividado do país. Segundo a agência BDO, a dívida líquida era de quase R$ 760 milhões, entre débitos trabalhistas e fiscais.

     

    De acordo com o balanço financeiro do Flamengo, o clube conseguiu reduzir o principal da dívida em R$ 138 milhões desde 2013. “Nós sabíamos que tínhamos que aumentar a receita, sem aumentar a despesa proporcionalmente, não cair no chavão do futebol que é repassar todo ganho de receita unilateralmente para o futebol”, disse o vice-presidente de finanças, Rodrigo Tostes. “Esse dinheiro vai para pagar a dívida”, disse. Em 2014, o clube teve uma despesa de R$ 230 milhões, uma redução de 1% na comparação com 2013.

    Na avaliação de Pedro Daniel, da consultoria BDO, o clube acertou ao atacar primeiro os débitos com o governo. Para o especialista em mercado esportivo, o Flamengo está em posição confortável com a nova medida provisória, assinada pela presidente Dilma Rousseff em março, que trata da renegociação das dívidas dos clubes de futebol com a União. “Como o Flamengo já está pagando a sua dívida, ele ficará em pé de igualdade com os outros clubes, que também terão que pagar o que devem”, disse Daniel. A dívida dos clubes é estimada em torno de R$ 4 bilhões.

    A atual gestão do Flamengo, liderada pelo presidente Eduardo Bandeira de Mello, conseguiu ampliar a receita obtida com marketing. “A gente passa a ter um equilíbrio nas receitas em termos de operação mais saudável do clube”, disse Tostes. Segundo o balanço, a rubrica de marketing responde por 35% da receita anual do clube. A renda obtida com a transmissão de jogos pela TV equivale a 33%.

    O Corinthians, em contrapartida, aumentou a dependência financeira da TV para 43% no ano passado – em 2013, essa fatia era de 32%. Pelo valor pago, a TV Globo só passa jogo do time…

    O balanço do time paulista mostra que desde 2012 os ganhos com patrocínio estão estáveis em cerca de R$ 60 milhões. Para Daniel, o Corinthians tem feito uma aposta errada, aumentando os gastos com o futebol acima da taxa de expansão das receitas. “A diretoria está muito mais preocupada com o resultado dentro do campo, do que fora”, avaliou.

    O Flamengo trilhou o caminho inverso, “cortou custo e começou a trabalhar o relacionamento com as empresas, com uma imagem de clube mais transparente e com governança”, afirmou o analista.

    Tostes gosta de dizer que o foco da atual gestão é “sanear as finanças: clube forte, time forte”.

    Neste ano, o Flamengo pode atingir a respeitável marca de arrecadar valor próximo a R$ 100 milhões em publicidade e patrocínio, segundo fontes do mercado.

    A recuperação financeira do Flamengo já faz com que a diretoria sonhe com novos projetos. Um deles é arrematar a concessão do Maracanã. Hoje o estádio está nas mãos de um consórcio liderado pela construtora Odebrecht, que reclama de prejuízos na gestão da arena. O governo do Rio de Janeiro avalia um pedido de reequilíbrio econômico- financeiro feito pela concessionária e, oficialmente, rejeita uma nova licitação.

    Embora a empresa negue a intenção de encerrar o contrato e de já ter um acordo para que o Flamengo jogue no estádio, o clube carioca garante que tem capacidade operacional para administrar o Maracanã “e fazer dele um sucesso financeiro”. “Se o consórcio abandonar o contrato, estamos preparados para pegar o estádio no dia seguinte”, afirmou Tostes.

    O Flamengo prevê novos investimentos de olho, principalmente, na possibilidade de atrair novos parceiros. Com a redução em quase 60% da relação dívida e receita e a obtenção de certificados de pagamentos em dia, o clube quer equilibrar as receitas até 2016.

    Na contramão de outros clubes brasileiros e federações de futebol, criticadas pela gestão ineficiente e pouco transparente, o mercado considera o time carioca um exemplo: “Há marcas querendo investir no Flamengo por causa da transparência e governança e isso atrai patrocinadores”, afirma Daniel, da BDO. Na semana passada o conselho Flamengo aprovou a lei de responsabilidade fiscal do clube. É um passo para institucionalizar a nova visão administrativa do clube de maior torcida do futebol brasileiro.

    ARTE / ESTADO DE MINAS

    Renan Damasceno (Estado de Minas, 08/05/15) informa que, apesar do crescimento de 107% nas receitas nos últimos cinco anos, Atlético e Cruzeiro continuam sufocados pelo alto custo de seus departamentos de futebol. Estudo detalhado realizado pela BDO Consultoria mostrou que o Galo gastou mais com futebol (R$ 189,5 milhões) do que arrecadou (R$ 178,9 milhões) no ano passado – um aumento considerável, uma vez que, em 2013, ano da conquista da Libertadores, o setor era responsável por 64% da receita total. Já a Raposa tem 87% da receita comprometida, porcentagem semelhante à dos dois anos anteriores.

    Com o desempenho, os dois clubes estão muito longe de cumprir o teto estipulado pela Medida Provisória 671, a MP do Futebol, em discussão no Congresso. Segundo um dos tópicos mais polêmicos da MP, o clube que quiser aderir a programas de refinanciamento de dívida não pode consumir mais de 70% da arrecadação bruta anual com futebol. Nos últimos cinco anos, o Atlético ficou abaixo desta meta apenas em 2013, enquanto o Cruzeiro gastou 69% em 2011. Pelos balanços financeiros do ano passado, apenas quatro das 20 maiores agremiações do país – Flamengo (49%), Atlético-PR (51%), Vasco (60%) e Fluminense (61%) –, poderiam se beneficiar de refinanciamento, caso a MP seja aprovada.

    “Um dos princípios da boa gestão é gastar menos, mas os clubes se acostumaram a se beneficiar do que chamamos de doping financeiro: abrem mão do planejamento, de executar dívidas, em prol da competitividade”, avaliou Vitor Kubota, consultor esportivo sênior da BDO. “Alguns, como o Flamengo, estão tentando fazer o caminho contrário: abrindo mão de time competitivo para equilibrar as finanças”, explicou.

    O Atlético atribui o desequilíbrio entre gastos e receita no ano passado aos bloqueios de receita feitos pela União, além do pagamento dos R$ 40 milhões necessários para que aderisse ao Programa de Recuperação Fiscal (Refis) – a dívida fiscal de R$ 270 milhões caiu para R$ 190 milhões, com parcelamento em 180 vezes. “O ano passado para gente foi singular, por causa dos bloqueios e do esforço que fizemos para aderir ao Refis. Se esse dinheiro tivesse sido empregado no clube, teríamos outro panorama. Se isso (o gasto de 106%) fosse uma regra, estaríamos errados, mas houve essas singularidades. Estamos nos esforçando para continuar arrumando a casa”, afirmou o diretor jurídico do Atlético, Lásaro Cândido da Cunha.

    Dirigentes de Atlético, Grêmio e Avaí foram escolhidos para representar os clubes da Série A em audiência no Congresso, para discutir a MP. Os clubes são contra o que consideram intervenção do governo. “É inconstitucional. O clube é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que vai muito além do futebol. O que temos que discutir vai muito além disso: pagamos carga tributária elevadíssima, como mostram os Refis passados, que alongam a dívida e não solucionam. Clube de futebol paga até cinco vezes mais para a Previdência que alguns setores. Isso que deve ser discutido”, defende Lásaro.

    Comparando o crescimento das receitas de 2010 a 2014, o Cruzeiro apresentou crescimento de 120%, enquanto o do Atlético alcançou 92%. De 2013 para 2014, a arrecadação celeste, impulsionada pelas duas conquistas do Brasileiro, subiu de R$ 187,8 milhões para R$ 223,1 milhões. Já a do Galo caiu de R$ 227,8 milhões no ano da conquista da Libertadores para R$ 178,9 milhões.

    Se a receita aumentou, o endividamento continua crescendo. O Atlético é o quarto clube que mais deve no Brasil (R$ 486,6), enquanto o Cruzeiro ocupa a 12ª colocação (R$ 252,9 milhões). O Botafogo, com uma dívida de R$ 845,4 milhões, encabeça a lista. Somado, o rombo dos 20 maiores chega a R$ 6,2 bilhões.

     

    O déficit acumulado em cinco anos é de R$ 160,3 milhões no Atlético e R$ 104,4 milhões no Cruzeiro. Em 2014, o da Raposa chegou a R$ 38,6 milhões, e o do alvinegro, R$ 48,4 milhões.

     

  10. NICKNAME

    10 de maio de 2015 1:44 pm

    Sugiro:

    (O acesso é livre, porém O Estadão, como a FSP, bloqueiam o copiar colar)

    http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,para-parceiro-do-abc-lula-esta-isolado,1684611

  11. Cláudio José

    10 de maio de 2015 1:52 pm

    FILHO DO SERTÃO

    Gilberto driblou a seca e a miséria para vencer no futebol

    Atacante nasceu em cidade de Alagoas na rota do Cangaço

    MARCIA VIEIRA

    Rio – Foi em Piranhas, sertão de Alagoas, bem perto da Grota de Angicos, onde um dia o bando de Lampião encontrou o seu trágico fim, que nasceu um dos heróis da conquista do Campeonato Carioca. Mas até brilhar no Sul Maravilha e ser um dos destaques da conquista vascaína, a jornada do atacante Gilberto foi espinhosa como um mandacaru.

    “Se você visse onde ele começou a jogar, não iria acreditar. O campinho de terra batida era na ladeira. Depois, a prefeitura reformou e deu o nome dele. Tenho muito orgulho do meu filho. Ele saiu daqui com 15 anos e ganhou o mundo sozinho. Ralou muito para chegar onde está”, elogia Gilberto Souza.

    Gilberto caiu nas graças da torcida do VascoFoto:  Carlos Moraes

    Antes de aprender a driblar até a ladeira, Giba ensaiou seus primeiros chutes em campinhos empoeirados do vilarejo de Entremontes, às margens do Rio São Francisco. Ali, onde o sertão parece virar ‘mar’, e o ‘mar’ virar sertão’, ele cresceu vislumbrando um futuro melhor ao lado da companheira inseparável. A bola só ficava de lado na hora dos mergulhos, no Velho Chico, ou nas pescarias com os ribeirinhos.

    “Crescemos juntos. Temos uma amizade monstra. Nossas famílias eram muito humildes. Viviam em uma luta danada contra a seca. Apesar das dificuldades, a gente dizia, de brincadeira, que um dia iria chegar a um time grande ”, relembra o goleiro Saulo, atualmente no ABC de Natal.

    No primeiro clube, o Grêmio de Entremontes, Gilberto já demonstrava ter o dom de artilheiro. “Ele fazia tanto gol que o levei para o meu time, o Flamenguinho”, diz o pai do jogador, torcedor do Rubro-Negro. “Sou Flamengo. Na região, é o time de maior torcida, Depois, vêm Vasco e Corinthians. Mas, antes de tudo, torço pelo sucesso do meu filho”, justifica.

    LEIA MAIS: Notícias, contratações e bastidores: confira o dia a dia do Vasco

     

    Do Flamenguinho, Gilberto foi parar na Escolinha do Cabo Sílvio Rios, onde chegou a disputar um torneio do Sesi, em Alagoas, com a camisa do Atalaia Xingó. 
    “Ele jogava de volante, mas já fazia muitos gols. Sabia distribuir bem a bola, cabecear e chutava forte. O sucesso dele não me surpreendeu. Ainda vai chegar à seleção brasileira”, aposta o sargento da reserva Silvio Rios, que era dono da escolinha de futebol local.

    Apesar do talento precoce, a sorte de Gilberto só mudou quando o Confiança, de Sergipe, fez pré-temporada em Piranhas.

    Gilberto e o pai, o seu maior incentivadorFoto:  arquivo pessoal

    “No coletivo, precisei de jogadores para o time reserva e o Gilberto foi muito bem. Dos dois chutes que deu, um foi na trave e o outro, no gol”, conta o experiente técnico Nereu Pinheiro. Percebendo o potencial do garoto, ele o levou para os juniores do time sergipano.

    Logo na estreia, a estrela de Gilberto brilhou.“Era um jogo duríssimo e eu havia perdido vários jogadores por lesão. Coloquei o Gilberto no segundo tempo e ele marcou o gol da vitória”, diz, orgulhoso. A parceria com o atacante se repetiu dois anos depois, quando Nereu assumiu as divisões de base do Santa Cruz e se lembrou da jovem promessa: “Peguei o carro e fui buscá-lo em Sergipe. Em três jogos no time de cima. ele marcou oito gols.”

    Até chegar ao Vasco, Gilberto fez jus à fama de artilheiro por Internacional, Sport, Portuguesa e Toronto, sua última escala antes de São Januário. “Ele não falava inglês e se sentia sozinho no Canadá. Só se comunicava pelo intérprete. O convite do Vasco foi uma bênção”, comemora seu Gilberto.

    Inspiração para uma legião de garotos nordestinos, Gilberto tenta retribuir um pouco do que ganhou com a sua comunidade. No fim do ano, sempre faz uma festa, em parceria com o amigo Saulo, para arrecadar alimentos e doar aos mais pobres.

    Como bom nordestino que é, o atacante faz sempre questão de ajudar e não desiste nunca. Onde muitos veem apenas espinhos — miséria, sofrimento e muita dificuldade —, ele encontrou esperança. O sertão é a inspiração de Gilberto, o seu maior orgulho. Melhor norte não poderia ter quem quer vencer na vida e no futebol.

     

     

     

     

  12. Cláudio José

    10 de maio de 2015 4:34 pm

    QUE DEUS OLHE , PROTEJA AS CRIANÇAS E A MÃE

    Mulher adota 3 crianças deficientes no Piauí e diz: ‘Quis o que ninguém quer’

    Dona de casa adotou três crianças com necessidades especiais.
    Mulher se encantou com as crianças durante trabalho voluntário que fazia.

     

    Gilcilene AraújoDo G1 PI

    FACEBOOKMulher adota três crianças com deficiência no Piauí (Foto: Otilina Dualibe/Arquivo Pessoal)Mulher adota três crianças com deficiência no Piauí (Foto: Otilina Dualibe/Arquivo Pessoal)

    “Quis crianças que ninguém quer. A solidão deles me comoveu e por isso eu os trouxe para morar comigo”, conta a dona de casa Otilina Duabilibe, 59 anos, que adotou uma menina e dois meninos com necessidades especiais.O trio foi abandonado no Lar da Criança em Teresina.Ela se encantou com as crianças durante um trabalho voluntário que fazia na instituição. Nem mesmo, os questionamentos e as críticas de amigos e familiares lhe fizeram desistir do gesto de carinho e mostra o quão grande pode ser o amor materno.

    “Algumas pessoas perguntavam por que iria adotá-los se já tinha dois filhos biológicos? Não me incomodei com os comentários. Nos conhecemos quando trabalhava voluntariamente no Lar da Criança. Eu colocava música e brincava com as crianças especiais. Fiquei encantada com a inteligência, receptividade e carinho deles”, lembra a dona de casa.

    Primeiro, veio o Matheus, um menino autista e com hidrocefalia. Na época, ele tinha dois anos e foi deixado no Lar porque a mãe biológica alegou que não tinha condições financeiras de criá-lo, já que tinha outros 14 filhos. Hoje, ele tem 17 anos.

    Dona de casa conheceu as crianças durante trabalho voluntário em Teresina (Foto: Otilina Dualibe/Arquivo Pessoal)Dona de casa conheceu os filhos durante trabalho
    voluntário (Foto: Otilina Dualibe/Arquivo Pessoal)

    Um ano depois, Otilina Duabilibe se apaixonou pela pequena Daniela. Uma menina que chegou ao Lar da Criança com 28 dias de nascida e portadora da Síndrome de Dandy Walker, uma malformação cerebral congênita que acomete o cerebelo e os espaços repletos de líquido circunvizinhos a ele. Dada, como é chamada pela mãe, tem 16 anos.

    Já o integrante mais novo da família Duabilibe chegou com um ano. Samuel tem Síndrome de Down, nada que impeça o menino de correr e brincar o tempo inteiro. A entrevista foi interrompida algumas vezes para chamar a atenção do garoto de 8 anos.

    “Assim que Samuel chegou ao lar, eu decidi que ficaria com ele, mas tiver que esperar um pouco porque minha casa não tinha mais espaços. Tive que aumentar minha residência e esperei oito meses para levá-lo para casa”, afirmou Otilina Duabilibe.

    Mudança de vida
    Quando os filhos adotivos chegaram, os biológicos tinham 17 e 14 anos. A dona de casa conta que não houve rejeição, mas revela que voltou a estudar para aprender a cuidar dos filhos de coração. “Eu fiz um curso técnico de enfermagem porque precisa saber socorrer quando um deles apresentasse algum problema. Adotei crianças especiais e precisava ter uma noção de primeiros socorros. Por exemplo, o Matheus tem crises convulsivas e sei o que fazer”, disse.

    Abri mão de dois empregos para me dedicar exclusivamente aos meus filhos”Otilina Dualibe, mãe adotiva das três crianças

    A mãe também precisou abandonar o emprego para se dedicar exclusivamente aos filhos. “Eu trabalhava na secretaria estadual de saúde e em alguns hospitais, mas abri mão destes empregos porque, além de ganhar pouco, temiam que meus filhos não fossem bem cuidados pela pessoa que viesse trabalhar aqui”, comentou a dona de casa, que agora trabalha por conta própria.

    Para sustentar os filhos, Otilina Duabilibe recebe doações. Entretanto, ela não se arrepende das decisões tomadas. “Se dizer que é facil criá-los, estarei metindo, mas se você pensar muito, algumas atitudes na vida você não realiza. É preciso coragem e se você ficar esperando o momento certo chegar, ele pode nunca vir. E não podemos perder a oportunidade de ajudar alguém. Por isso, se alguém pensa em adotar uma criança especial não espere muito para realizar este gesto”, finaliza. Otilina Duabilibe.

    tópicos:Teresina

     

  13. Pipoca

    10 de maio de 2015 7:02 pm

    Voz das Comunidades do RJ

    Se for possível publiquem:

    http://www.brasil247.com/pt/247/favela247/180311/Contra-panela%C3%A7os-da-elite-ativistas-defendem-Dilma.htm

Recomendados para você

Recomendados