Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
sergior
15 de maio de 2015 3:11 amDo Ensaio Desenvolvimentista à austeridade: uma leitura Kaleckia
08/05/2015 – Copyleft
Do Ensaio Desenvolvimentista à austeridade: uma leitura Kaleckiana
A austeridade bloqueia o avanço das demandas por redução das desigualdades e restabelece o mecanismo de controle dos capitalistas sobre o governo.
Fernando Rugitsky
http://cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FEconomia%2FDo-Ensaio-Desenvolvimentista-a-austeridade-uma-leitura-Kaleckiana%2F7%2F33448
A virada da política econômica sob o mote da austeridade, iniciada nos últimos meses no Brasil, tem sido impressionante. A polêmica em torno da política de desonerações da folha de pagamentos é ilustrativa. Iniciada em 2012 e expandida nos dois anos seguintes, tal política foi classificada pelo atual ministro da Fazenda como “grosseira”, uma “brincadeira que nos custa R$ 25 bilhões por ano”. Um estrangeiro que não acompanha os embates políticos e econômicos do Brasil poderia ficar incrédulo se fosse informado que, na eleição ocorrida no ano passado, a presidenta foi reeleita e que o atual governo é de continuidade.
No entanto, apesar de aparentemente abrupta, tal virada é apenas o desfecho de um conflito subjacente que ganhou força no início do primeiro mandato de Dilma Rousseff, quando se iniciou o que André Singer chama de “ensaio desenvolvimentista”. Dessa maneira, compreender a opção atual pela austeridade requer examinar, ainda que brevemente, a política econômica do primeiro mandato, suas tensões e seus limites. E entender como seus resultados abriram espaço para que certos grupos adotassem uma estratégia surpreendentemente bem sucedida de pautar o debate público com a necessidade de um ajuste fiscal e de rejeição das opções de política realizadas entre 2011 e 2014.
O ensaio desenvolvimentista
Em agosto de 2011, a reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM) diminuiu a taxa de juros de 12,5 para 12 por cento ao ano. O ineditismo da decisão consistiu em reduzir a taxa de juros na sequência de uma reunião que a havia aumentado. Nos encontros que se seguiram, o COPOM continuou reduzindo a taxa de juros, até que ela chegou a 7,25 por cento, em outubro de 2012, permanecendo nesse nível até abril de 2013.
Também em agosto de 2011, observou-se o início de um processo de desvalorização da taxa de câmbio brasileira. Desde o início do ano, o governo vinha alterando a regulamentação do mercado de câmbio, impondo recolhimentos compulsórios em algumas operações e alterando as alíquotas do imposto sobre operações financeiras (IOF). O resultado foi que, após atingir a média mensal mais baixa (R$ 1,56 por dólar) desde que o regime de câmbio fixo foi abandonado em janeiro de 1999, a taxa de câmbio começou a subir. Entre maio de 2012 e maio de 2013, ela passou a flutuar em torno de R$ 2,00 por dólar.
Essas alterações concomitantes visavam a estimular a elevação da taxa de investimento da economia brasileira, por meio da redução do custo do capital (via redução da taxa de juros) e do aumento da competitividade da produção nacional nos mercados estrangeiros (via desvalorização do câmbio). Supunha-se também que a redução do retorno das aplicações financeiras, que se seguiu à redução da taxa de juros, estimularia a transferência de recursos para atividades produtivas.
O ensaio desenvolvimentista não se restringiu à política macroeconômica, contudo. Houve também uma tentativa de aumentar a competitividade da economia através da redução de alguns custos incorridos pelas empresas. Esse era o objetivo, por exemplo, ao colocar em negociação as taxas de retorno das licitações de obras públicas, ao reduzir o preço da energia elétrica ou ao desonerar a folha de pagamento. Vislumbrava-se nos dois primeiros casos a possibilidade de conciliar crescimento econômico e redução das desigualdades. Afinal, o objetivo era limitar os lucros apropriados por alguns setores particularmente concentrados. O que se buscou fazer, também, ao se reduzir os spreads cobrados pelos bancos públicos, impondo uma notável pressão competitiva sobre as instituições financeiras privadas.
Em termos de crescimento do produto e elevação da taxa de investimento, no entanto, esse esforço não surtiu os efeitos esperados. A razão, em parte, parece estar associada a restrições de demanda. Elas são muito visíveis quando se observa a trajetória dos termos de troca da economia brasileira, isto é, da razão entre os preços das exportações e das importações. Entre 2004 e 2011, tal razão cresceu mais do que 4 por cento ao ano, elevando a demanda e explicando, em parte, a aceleração do crescimento do produto observada no período.
Os termos de troca, no entanto, atingiram seu pico recente em setembro de 2011 e nos três anos seguintes caíram a uma taxa média de pouco menos de 4 por cento ao ano. Essa inversão deveu-se em grande medida à redução do preço de vários produtos primários exportados pelo Brasil, que, por sua vez, seguiu-se à desaceleração da economia chinesa. A queda nos termos de troca significou uma redução da demanda agregada no Brasil no exato momento em que se iniciava o ensaio desenvolvimentista. As empresas que viam, por um lado, parte de seus custos caírem, assistiam ao aumento de seus estoques. Sem expectativa de recuperação da demanda, o aumento das margens de lucro não foi capaz de estimular os investimentos.
É importante notar que a deterioração dos termos de troca, apesar de representar um choque adverso de demanda no curto prazo, pode eventualmente contribuir para o crescimento do produto ao aumentar a competitividade da produção nacional. Anthony Thirlwall argumentou há muito tempo, ao discutir as formulações de Raúl Prebisch, que ao desvalorizarem suas moedas para estimular as exportações os países buscam deteriorar seus termos de troca deliberadamente.
Seja como for, as restrições de demanda de curto prazo, associadas à trajetória dos termos de troca, parecem explicar apenas uma parte da dinâmica da taxa de investimento. A revisão recente divulgada pelo IBGE dos dados das contas nacionais mostra que a taxa de investimento, após elevar-se de 17,3 para 20,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), entre 2006 e 2010, ficou praticamente estagnada nos três anos seguintes e caiu quase um ponto percentual no ano passado. As taxas efetivamente observadas no período foram: 20,6 em 2011, 20,2 em 2012, 20,5 em 2013 e 19,7 por cento do PIB em 2014. Tal trajetória parece ter, em parte, uma natureza política.
A greve de investimento e as raízes da austeridade
Em um célebre artigo publicado em 1943, Michal Kalecki explica as razões políticas que estariam por trás da oposição dos capitalistas a políticas que visem ao pleno emprego. Conforme mostrou recentemente Wolfgang Streeck, suas conclusões podem ser generalizadas para compreender tensões mais gerais entre a politização das relações econômicas e os interesses dos capitalistas ou, em outras palavras, entre democracia e capitalismo.
Sucintamente, Kalecki argumenta que, ainda que as políticas governamentais possam ser benéficas no curto prazo para os capitalistas ao garantir-lhes demanda para os seus produtos, elas sofrem resistência por retirar deles um poderoso mecanismo de controle sobre os governos. Na ausência de políticas de estímulo à demanda, o nível de emprego e a taxa de crescimento do produto dependem crucialmente das decisões de investimento dos capitalistas. Assim, para evitar aumentos do desemprego e retrações econômicas que poderiam pôr em questão sua legitimidade política, os governos são forçados a ceder às pressões capitalistas e a moldar suas políticas de acordo com seus interesses. A referência constante ao “estado de confiança dos empresários” é a forma de manifestação dessa chantagem, pela qual os capitalistas ameaçam realizar uma “greve de investimentos” (na expressão de Streeck) em reação às políticas que os desagradam.
É claro que há limites a essa oposição, uma vez que a natureza das relações sociais capitalistas impõe que os proprietários se apropriem continuamente de uma parcela do excedente produzido pelos trabalhadores para que se reproduzam como proprietários. Se sua “greve de investimentos” for muito duradoura, sua capacidade de se apropriar do excedente pode se reduzir demasiadamente. Contudo, até esse limite, há uma margem para que eles usem suas decisões de investimento como instrumento político.
Parece plausível argumentar que parte da estagnação do investimento ocorrida a partir de 2011 tenha essa natureza política. Ao mudar a política de juros, pressionar para baixo os spreads e colocar em questão a taxa de retorno das licitações públicas e das empresas do setor elétrico, o governo contrariou interesses poderosos. A reação foi visível na trajetória da taxa de investimento.
Pode-se argumentar que tal argumento tem a natureza de uma teoria conspiratória, mas na realidade ele implica apenas reconhecer que as decisões de investimento não são tomadas de forma completamente atomizada, por firmas que não estabelecem quaisquer relações entre si. Ao contrário, se a economia e a política são duas faces de uma mesma realidade social, é esperado que também os investimentos sejam objeto de barganha e negociação. Além disso, mesmo em uma economia com a dimensão da brasileira, é notório que alguns grandes grupos empresariais controlam uma parte significativa do investimento total. E uma decisão desses grupos, ao afetar seus fornecedores e consumidores, tende a ter um impacto agregado relevante.
Mais concretamente, a capacidade dos capitalistas de reagirem a uma política governamental depende de outros fatores como sua própria fragmentação e o grau de mobilização social. A estratégia do ensaio desenvolvimentista aparentemente supunha uma cisão entre interesses industriais e financeiros que restringiria a oposição a ser enfrentada. Em retrospecto, parece que tal cisão foi superestimada e que, como argumentou recentemente Maria da Conceição Tavares, há uma grande fusão entre o capital industrial e o financeiro na economia brasileira. Além disso, o ensaio desenvolvimentista não foi acompanhado de mobilização social, em 2011 e 2012, consistindo em um conjunto de decisões tomadas sem amplo debate público, por dentro de um sistema político cuja principal característica é forçar o gradualismo. Nesse contexto, os capitalistas podiam confiar que, com a pressão advinda de uma greve de investimentos, ele não teria força para se manter. E a política econômica convencional seria, cedo ou tarde, retomada.
A estagnação do investimento abriu, assim, o caminho para a virada da política econômica. Ao reduzir o crescimento da atividade econômica, desacelerou a arrecadação de impostos, colocando pressão sobre as contas públicas. Ao mesmo tempo, a desvalorização cambial pressionou a inflação e forçou o governo a recuar em relação ao afrouxamento da política monetária. A partir de abril de 2013, o COPOM inicia um ciclo de elevação da taxa de juros que, ao aumentar a conta de juros a ser paga pelo governo, retirou dele o argumento de que um superávit fiscal menor seria suficiente para estabilizar o endividamento público.
Perspectivas
Mas a quem interessa a austeridade? Ou, em outras palavras, por que a crítica ao ensaio desenvolvimentista assumiu a forma de defesa da austeridade, ainda que qualquer análise da trajetória da dívida pública total (mesmo da dívida bruta) não indique o cenário problemático que se alardeia? Mesmo que a virada da política econômica convença os capitalistas de que eles recuperaram o poderoso mecanismo de controle sobre o governo, de que fala Kalecki, nada garante que, em um cenário de retração da demanda e acumulação de estoques, eles voltarão a investir. A forte retração do gasto público que se anuncia virá indubitavelmente acompanhada de uma desaceleração econômica que prima facie não beneficia ninguém. Mas seria ingenuidade pensar que os defensores da austeridade simplesmente ignoram seus efeitos. Como apontou o próprio Kalecki, “ignorância obstinada é normalmente uma manifestação de motivos políticos subjacentes”.
Dois tipos de motivos podem ser concebidos. O primeiro, mais evidente, é colocar um freio no aumento dos salários, aumentando o desemprego. Dessa forma, seria possível interromper e eventualmente reverter o aumento do percentual dos salários na renda, que foi observado nos últimos anos, e recuperar a margem de lucro das empresas. Antes da virada para a austeridade, esse caminho já vinha se anunciando com a justificativa de combater a inflação. Desde 2013, Ilan Goldfajn, por exemplo, sugeria que não seria possível reduzir a inflação sem “desaquecer temporariamente (…) o mercado de trabalho”. A polêmica em torno da afirmação de Armínio Fraga, durante a campanha eleitoral, segunda a qual os salários no Brasil cresceram muito aponta no mesmo sentido.
O segundo motivo político subjacente parece estar relacionado à trajetória dos gastos públicos. Conforme tem sugerido Samuel Pessôa, desde 1999 as despesas públicas aumentam em uma velocidade superior à da elevação do produto, principalmente por pressões distributivas. Quase metade do aumento do gasto público do período deveu-se à elevação dos gastos sociais e do custeio da saúde e da educação. Assim, na ausência de uma crise fiscal, real ou imaginária, que force a mudança nas regras de concessão dos benefícios sociais e que contenha a expansão dos gastos com os serviços públicos, a tendência é uma carga tributária crescente e uma pressão contínua para que, dada a desigualdade de renda e riqueza, as parcelas mais ricas da população assumam uma parte cada vez maior desse total.
A austeridade cumpre, assim, a função de bloquear o avanço das demandas por redução das desigualdades. Ao mesmo tempo, restabelece o mecanismo de controle dos capitalistas sobre o governo. Nas palavras de Kalecki, “a função social da doutrina do ‘equilíbrio fiscal’ é tornar o nível de emprego dependente do ‘estado de confiança’”. No entanto, como o objetivo de reduzir as desigualdades foi incorporado ao modelo de sociedade compartilhado pelos brasileiros e pelas brasileiras, conforme argumenta Marcos Nobre, sua tensão com a política de austeridade não poderá ser ocultada. E os conflitos sociais que cortam nossa sociedade devem apenas se aprofundar.
1. Professor do Departamento de Economia da FEA-USP e pesquisador associado do CEBRAP. Agradeço a Lucia Del Picchia pela leitura cuidadosa e pelas sugestões realizadas.
2. Mencionado em E. Cucolo, G. Patu (2015), “Levy diz que desoneração da folha era ‘grosseira’ e não protegeu emprego”, Folha de S. Paulo, 27 de fevereiro (disponível em:http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/02/1595858-levy-diz-que-desoneracao-da-folha-era-grosseira-e-nao-protegeu-emprego.shtml).
3. A. Singer (2013), “Vaivém”, Folha de S. Paulo, 30 de março (disponível em:http://www1.folha.uol.com.br/colunas/andresinger/2013/03/1254601-vaivem.shtml).
4. A. Thirlwall (1983), “Foreign trade elasiticities in centre-periphery models of growth and development”, Banca Nazionale del Lavoro Quarterly Review, Vol. 36 (146), p. 252.
5. M. Kalecki (1943), “Political aspects of full employment”, Political Quarterly, Vol. 14 (4), pp. 322-331.
6. W. Streeck (2011), “The crises of democratic capitalism”, New Left Review, n. 71, pp. 5–29.
7. V. Jungerfeld (2014), “País pode estar perto de recessão moderada, diz Conceição Tavares”, Valor Econômico, 29 de agosto
8. M. Kalecki, op. cit., p. 324.
9 I. Goldfajn (2013), “Combater a inflação, mexer no emprego”, O Globo, 5 de março (disponível em: http://oglobo.globo.com/opiniao/combater-inflacao-mexer-no-emprego-7738616). 10. M. Gamez, L. A. Nogueira (2014), “Armínio entra no jogo”, IstoÉ Dinheiro, 29 de agosto (disponível em: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/economia/20140829/arminio-entra-jogo/184997.shtml)11. S. Pessôa (2011), “O contrato social da redemocratização”, in: E. Bacha, S. Schwartzman (orgs.), Brasil: a nova agenda social, Rio de Janeiro: LTC, pp. 204-211.12. M. Kalecki, op. cit., p. 325.13. M. Nobre (2013). Imobilismo em Movimento: da abertura democrática ao governo Dilma. São Paulo: Companhia das Letras.
Gilson AS
15 de maio de 2015 4:20 am‘Pior coisa é não poder alimentar filho’, diz ladrão que comoveu
http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/05/pior-coisa-e-nao-poder-alimentar-filho-diz-ladrao-que-comoveu-policiais.html
‘Pior coisa é não poder alimentar filho’, diz ladrão que comoveu policiais
Eletricista desempregado foi preso ao tentar furtar 2 kg de carne para o filho.
Ele teve fiança e compras pagas por policiais que atenderam a ocorrência.
Preso por tentar furtar 2 kg de carne de um mercado para ter o que comer e ser liberado após uma policial pagar a fiança, o eletricista desempregado Mário Ferreira Lima se disse arrependido do crime e classificou a própria situação como “desespero”. “A pior que coisa existe na vida da gente é não poder alimentar o próprio filho”, disse.
Ele foi preso nesta quarta-feira (13) em um mercado de Santa Maria e sensibilizou os policiais civis, que decidiram dar um final diferente à história. Além de pagar a fiança, eles fizeram compras para Lima, que contou em depoimento ter praticado o crime para alimentar o filho de 12 anos. O homem cria o menino sozinho desde que a mulher se mudou para a casa de um filho mais velho, de outro casamento, para se recuperar das sequelas de um acidente.
NICKNAME
15 de maio de 2015 4:43 amVejam o absurdo Assoc. Americana de Psicologia
Mudou seu código de ética pra permitir assitir as torturas aos suspeitos na base americana em Guantánamo. Segundo entrevista e documentário na globonews nesta quinta-feira. Deois teve outro programa de uma ONG sobre o resto da vida de quem foi torturado. Aí, pelo doc. sabe-se porque o Estado Islâmico comete seus também crimes com pessoas vestidas de roupas alaranjadas: são as mesmas (ou quae sempre) cores usadas pelos prisioneiros em Guantánamo. Quem souber de mais e melhroes informações sobre a democracia americana… p ex a @ Guerra Mundial já estava praticamente ganha e os USA jogou 2 bombas no Japão 3 meses depois da vitória na Europa. Um teste? Um genocídio.
NICKNAME
15 de maio de 2015 4:43 amSugestão:
Não é pra desfocar a linha editorial do GGN, mas sugiro dar umas variadas nos temas em Posts do Dia, não no Fora de Pauta, que é visto pouco, me parece.
Fiódor Andrade
15 de maio de 2015 4:50 amÔ, raça!
Por Madrasta do Texto Ruim. do Objetivando Disponibilizar
» Ô, raça! By Publicado com o WordPress • http://www.objetivandodisponibilizar.com.br
Daí que eu tô fazendo um trabalho no qual contabilizo mais de 300 manchetes de Globo e Folha de SPaulo, durante o 2º turno das eleições.
Uma rápida passad’olhos, só por cima, vendo os verbos e substantivos usados, mostram alguns dados interessantes/curiosos/intrigantes. Vamos a eles:
1- uso do verbo derrotar / substantivo derrota
(Lembrem-se que os fatos finais foram: Dilma venceu, aécio perdeu)
Foram 10 ocorrências, entre verbo derrotar + derrota. 6 no globo e 4 na Folha. 3 ocorrências foram em verbo, 7 de substantivo.
Nas 4 derrotas substantivos (derrota DE FULANO, onde de fulano = adjunto adnominal) os adjuntos adnominais que apareceram foram: Aécio 2; Lula 1; e Dilma 4.
Com o verbo derrotar, duas ocorrências tiveram Dilma como… OBJETO DA FRASE! “Câmara derrota Dilma”; “Senado ameaça derrotar Dilma”
E se você tá pensando que Aécio é o objeto da frase que tá faltando, você está rotundamente enganado!
A manchete que falta é:
“DERROTADO, Padilha vira coordenador de campanha de Dilma em São Paulo” – não é nem voz passiva, é particípio passado, fechado e sacramentado. E se você quiser, ainda pode achar que esse derrotado é adjetivo ou substantivo, afinal de contas, a ideia é essa: “O Padilha é um derrotado, mesmo”… O_o
2) A expressão “Na frente” também traz dados curiosos. Está associada a aécio em 3 ocorrências, 2 delas relativas às pesquisas eleitorais.
A expressão “na frente” associada a Dilma não apresentou nenhuma ocorrência. Mas houve 2 casos de Dilma com a expressão “à frente”:
– Dilma à frente de Aécio;
– Bolsa cai com Dilma à frente.
3) Verbo atacar e substantivo ataque. Adivinhem quantas vezes houve ocorrências de “ataque de aécio” ou “aécio ataca”? ACERTOU QUEM DISSE ZERO!
“Ataque de Dilma” aparece 4 vezes; “Dilma ataca” (dilma sujeito da frase), outras 4 vezes. Lula ataca = 1vez
Isso porque nossa imprensa é totalmente imparcial, né? MAGINA SE NÃO FOSSE!
Source: http://www.objetivandodisponibilizar.com.br/o-raca/
anarquista sério
15 de maio de 2015 8:37 amanarquista sério
15 de maio de 2015 8:40 amVERDADES MASCULINAS
1.
VERDADES MASCULINAS
1. Peitos foram feitos para serem olhados e é isso que nós iremos fazer. Não tente mudar isso.
2. Aprenda a usar a tampa do vaso. Você é uma menina crescida. Se ela está levantada, abaixe-a. Vocês precisam dela abaixada, nós precisamos dela levantada. Você não nos vê reclamando por que você deixou ela abaixada.
3. Domingo = Esportes. É a mesma relação que a lua cheia tem com as mudanças na maré. Deixe estar.
4. Comprar NÃO é um esporte. E não, nunca vamos pensar nisso dessa forma.
5. Chorar é chantagem.
6. Pergunte o que você quer. Vamos ser claros nisso: Dicas sutis não funcionam! Dicas claras não funcionam! Dicas óbvias não funcionam! Apenas diga logo o que você quer.
7. Sim e Não são respostas perfeitas para praticamente todas as questões existentes.
8. Venha falar conosco a respeito de um problema somente se você quiser ajuda para resolvê-lo. Isso é o que a gente faz. Simpatia é trabalho das suas amigas
9. Uma dor de cabeça que dura 17 meses é um problema. Procure um médico.
10. Qualquer coisa que dissemos 6 meses atrás é inadmissível em um argumento. Na verdade, todos comentários tornam-se nulos e vetados após 7 dias.
11. Se você pensa que está gorda, provavelmente você esteja. Não pergunte para nós.
12. Se algo que nós dissemos pode ser interpretado de duas formas, e uma delas faz você ficar irritada e triste, nós queríamos usar a outra forma.
13. Sempre que possível, fale tudo o que você tem a falar durante os comerciais.
14. Cristóvão Colombo não precisou parar para pedir informações, e nem nós.
15. TODOS homens enxergam em apenas 16 cores, assim como as definições básicas do Windows. Pêssego, por exemplo, é uma fruta, não uma cor. Salmão é um peixe. Não fazemos idéia do que é âmbar.
16. Se algo coça, será coçado. Nós fazemos isso.
17. Se perguntarmos a você se há algo de errado e você responde ‘nada‘, nós agiremos como se nada tivesse errado. Nós sabemos que você está mentindo, mas não vale a pena a discussão.
18. Se você fizer uma pergunta para a qual você não quer uma resposta, espere uma resposta que você não queria ouvir.
19. Quando precisamos sair, absolutamente tudo que você usar está bom. Sério.
20. Não pergunte o que estamos pensando, a não ser que você esteja preparada para discutir sobre Sexo, Esportes ou Carros.
21. Você possui roupas suficientes.
22. Você possui sapatos de mais.
23. Eu estou em forma. Redondo é uma forma.
24. Obrigado por ler isso; Sim, eu sei, eu terei que ir dormir na sala hoje, mas saiba você que os homens não se importam com isso, é como acampar.
Odonir Oliveira
15 de maio de 2015 2:20 pmVerdades incontestáveis
anarquista sério, não paro de rir. Repassei pra muita gente esse texto.
Objetividade seu nome é anarquista sério.
Muitos risos, sem abreviação.
anarquista sério
15 de maio de 2015 8:44 amVINICIUS TORRES
VINICIUS TORRES FREIRE
Vitória do espírito de porco
Desordem e descrédito políticos causam derrota de Dilma no INSS, obra também da oposição mesquinha
A MUDANÇA das regras da aposentadoria foi, claro, uma derrota do governo. Mais importante, foi uma vitória do populismo, da ignorância, da pequenez e, francamente, do espírito de porco político.
Tal como aprovada na Câmara, a nova regra para o cálculo de idade e benefícios da aposentadoria pelo INSS não terá impacto relevante nas contas públicas antes de cinco anos. Ou seja, lá pelo segundo ano do mandato do próximo presidente da República. No entanto, há e haverá perdas e danos para o país. A derrota de anteontem do governo é sintoma de que a chapa da crise pode voltar a ferver.
Primeiro, nota-se que a porteira de malefícios do Congresso está aberta, sem mata-burros. Por ali ainda podem passar manadas de ideias doidivanas ou coisa pior. O ajuste fiscal, o mínimo para evitar desastres econômicos adicionais, foi aprovado, diminuído, apenas na Câmara. Imaginava-se que não haveria reveses extras no Senado. Só que não.
Segundo, a desordem política continua. A instabilidade política e a incerteza genérica que provoca sobre o futuro imediato do país por si só tendem a solapar a confiança econômica.
Terceiro, ficou outra vez evidente que não há compromisso no Congresso com a viabilidade não apenas do governo mas com a do Estado brasileiro, com as perspectivas econômicas de qualquer prazo. Pode-se defender o que quiser para o INSS, mas é preciso encontrar fundos para financiá-lo sem que se solape o crescimento econômico que vai sustentar os brasileiros, da ativa ou na aposentadoria. Não é o que está em discussão no Congresso.
Quarto, é agora inegável o espírito de porco da oposição, em especial do partido que quase chegou ao poder federal em 2014. O PSDB votou em massa pela mudança nas aposentadorias, legislação proposta pelo governo FHC. Mais que isso: leis votadas a fim de atenuar os problemas da Previdência, que, no entanto, continuaram a aumentar.
O PSDB votara contra o ajuste fiscal sem exposição de motivos. Poderia ter apresentado um plano alternativo ou maior a fim de justificar seu voto contrário. Não o fez, apesar de seus economistas terem ideias muito boas a respeito. Não o fez por espírito de porco, ignorância e populismo, agindo tal como o PT em relação aos governos tucanos.
Os pardaizinhos raivosos e direitistas que ora compõem a base do tucanato podem argumentar que votaram na linha do que Aécio Neves propunha vagamente na campanha de 2014, uma “rediscussão” do fator previdenciário, na verdade uma conversa mole para manter a Força Sindical a seu lado, para desgosto de seus economistas.
No entanto, o PSDB não rediscutiu nada, nem antes nem agora; não faz governo paralelo, não apresenta programa, coisa que o governo Dilma 2 não tem além de Joaquim Levy. O PSDB no Congresso faz apenas chacrinha, avacalha de modo oportunista e aproveitou para dar mais um tiro no avariado governo Dilma 2.
O tiro, porém, pode sair pela culatra, e seria ridículo se não fosse de mesquinharia revoltante e daninha: caso o PSDB vença o direito de administrar o que terá sobrado do país, a partir de 2019, serão os tucanos os responsáveis por administrar a lambança que aprovaram agora. E a coisa pode ficar pior no Senado
anarquista sério
15 de maio de 2015 9:05 am(Sem título)
anarquista sério
15 de maio de 2015 9:09 amNova fórmula de aposentadoria
Nova fórmula de aposentadoria pode esticar a carreira de Rogério Ceni
Rogério Ceni continuará treinando até que sua aposentadoria seja esclarecida
COCOON – A substituição do fator previdenciário, aprovada ontem pela Câmada dos Deputados, pode prolongar ainda mais a carreira do goleiro Rogério Ceni. “A alteração no esquema tático da Previdência cria uma linha de impedimento imaginária que pode barrar a decisão do goleiro de se aposentar em agosto”, explicou, com uma prancheta, o comentarista Paulo Vinícius Coelho.
Aos 78 anos e 104 cm de cintura, Rogério Ceni já bateu o recorde de contribuição ao INSS que pertencia a Oscar Niemeyer. “Ele nem se parece mais com o Luciano Huck, como no início da carreira”, lembrou, nostálgico, Juca Kfouri.
A pedido de Joaquim Levy, o Congresso aprovou também ontem à noite o corte do Corinthians da Libertadores.
Irene Rir
15 de maio de 2015 10:08 amOs entreguitas do PIG também estão indignados
Publicado em 14/05/2015 no Conversa Afiada
Dilma e Rebouças
dão uma bofetada no Moro
“A parte do leão do pré-sal pertence ao povo brasileiro !”
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Lula e ela reconstruíram em Suape o que FHC sucateou
A Presidenta Dilma Rousseff esteve no Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Ipojuca (PE), nessa quinta-feira (14) para participar da cerimônia de viagem inaugural do petroleiro André Rebouças, da Petrobras, e do batismo do petroleiro Marcílio Dias. Cada um dos navios terá capacidade de transportar 1 milhão de barris de petróleo.
As embarcações são o quinto e o sexto navios de uma série de 10 idênticos, do tipo Suezmax, encomendados ao Estaleiro Atlântico Sul no marco da 1ª fase do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef).
Ambos destinam-se à navegação de longo curso e carregam óleo cru, com dimensões máximas que permitem a passagem pelo Canal de Suez. Eles têm 274 m de comprimento (o equivalente a 2,5 vezes o comprimento de um campo de futebol, 48 m de largura e 51,7 m de altura).
O petroleiro André Rebouças teve investimento de R$ 392 milhões, sendo que R$ 326 milhões foram financiados pelo BNDES/Fundo da Marinha Mercante e outros vêm da Transpetro: R$ 66 milhões.
A embarcação tem 72% de conteúdo nacional, gerou mais de 2 mil empregos, e é a nona a entrar em operação das 49 encomendadas a estaleiros nacionais pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef).
Já o Marcílio Dias, batizado hoje, foi construído com investimento de R$ 380 milhões. Destes, R$339 milhões vieram de financiamento BNDES/Fundo da Marinha Mercante. A Transpetro arcou com R$ 40,6 milhões. O conteúdo nacional do navio fica em 67,0% e criou 1,7 mil novos postos de trabalho.
João de Andrade Neto, editor do Conversa Afiada
A cerimônia se realizou num momento político nublado, num tom cinza de Golpe.
O Golpe se reveste das seguintes características:
– transformar a Operação Lava Jato na gazua que destruiria a Petrobras, a Transpetro e as indústrias naval e de engenharia pesada do Brasil, para entregar ao capital estrangeiro, sob a liderança de Fernando Henrique Cardoso, que voa no jatinho de produtor de vácuo;
– usar o Juiz Moro de Guantánamo, o homem da Justiça com o próprio mouse, para quebrar a cadeia produtiva que fornece à Petrobras, como, por exemplo, a Camargo Correa, uma das sócias do Estaleiro Atlântico Sul;
– esse trabalho sórdido, que a política de comunicação do Governo – se é que existe – não consegue enfrentar, se cristaliza numa campanha incansável, 24 horas por dia, 30 dias no mês, 365 dias por ano pela Rede Globo de Televisão, uma concessão pública, como se sabe;
– sub-produtos do Golpe morinho, seriam rasgar a política de conteúdo local e o regime de partilha;
Dentro do próprio Governo, o Ministro (?) das Minas, Eduardo Braga, foi capaz de ir a Houston, capital do petróleo americano, para entregar a rapadura
– Dilma soube ressaltar o papel do militante, do lutador, do visionário André Rebouças.
E do herói Marcílio Dias, o bravo da Batalha de Riachuelo.
E, na superior companhia desses dois grandes brasileiros, deu uma sonora bofetada no Moro e nos que se beneficiariam de seu frustrado Golpe.
Dilma não podia ser mais clara:
– “No meu Governo as política de conteúdo local e o regime de partilha serão mantidos!”
– “Porque a parte do leão do pré-sal é do povo brasileiro!”
Ouviu, Braga?
Ouviu, Urubóloga?
Ouviu, Moro?
Ouviu, FHC?
Não adianta falar em inglês para a plateia de brasileiros no Waldorf!
Ouviu Padim Pade Cerra, que saiu na frente para entregar o pré-sal à Chevron, e ao voltar ao Senado, foi a primeira coisa que tentou fazer!
Tem que derrubar a Dilma, Cerra!
– A Dilma contou que recebeu do presidente Lula a tarefa de remontar a indústria naval brasileira, que o Fernando Henrique tinha “sucateado”, disse ela.
FHC tinha “desmantelado” a indústria que chegou a ser a segundo do mundo!
Ela contou que viu como o FHC tinha deixado os estaleiros – com grama no chão, porque ninguém pisava ali!
(Em tempo: em nenhum momento, ela citou o Man of the Year pelo nome. Deu a entender…)
– “Produzir no Brasil o que pode ser produzido no Brasil”, contou ela, foi o lema da reconstrução!
– “E pouca gente que se acha muita gente dizia que o Brasil não tinha competência para fazer casco de navio!”
Lula e ela tomaram a decisão estratégica de levar a indústria da construção naval para o Brasil afora – não deixar só no Sudeste, onde sempre esteve (até que o FHC tentasse destruí-la).
Por isso, hoje há estaleiros em Pernambuco, Rio Grande do Sul, na Bahia, no Espírito Santo!
E, como os petroleiros brasileiros já carregam, como o André Rebouças a partir de hoje, uma parte significativa da produção do pré-sal, que, na semana passada, atingiu o volume espantoso de 800 mil barris/dia, a indústria naval tem uma importância estratégica: garantir o fornecimento de petróleo aos brasileiros, em caso de guerra.
Esse discurso de Ipojuca há de ter sido um dos mais inspirados de Dilma Rousseff como Presidenta.
A naturalidade, a clareza e a necessária intensidade devem refletir a confiança de quem dobrou o Cabo das Tormentas.
Ela começa a ver a luz depois do ajuste.
A Dilma gerente, chefe de obras, a mãe do PAC, o JK de Saias.
Semana que vem tem o novo plano de obras de infra-estrutura e a chegada da grana dos chineses.
A cada momento, os moros da vida readquirem o tamanho natural.
Peças subalternas do enredo Golpista.
Vão ficar quatro anos batendo panela, a mostrar o bum-bum e a Dilma a inaugurar obras!
Em tempo: para ler a integra do discurso da Presidenta e ouvir o áudio, clique aqui.
Paulo Henrique Amorim
Rebouças foi um militante que amou o Brasil, disse ela
Mariano Costa
15 de maio de 2015 10:14 amLula e o vídeo de 40 segundos imperdível
[video:https://www.youtube.com/watch?v=15_RRinz6dE align:center]
Mailson
15 de maio de 2015 10:23 amA nota do Instituto Lula: vale a pena ler de novo
A nota do Instituto Lula:
NOTA À IMPRENSA
É inaceitável que uma grande democracia como o Brasil, com 200 milhões de habitantes, uma das maiores economias do mundo, seja transformada em refém de um criminoso notório e reincidente, de um réu que negocia depoimentos – e garante para si um percentual na recuperação do dinheiro que ajudou a roubar.
É inacreditável que um bandido com oito condenações, que já enganou a Justiça num acordo anterior de delação premiada, tenha palco para atacar e caluniar, sem nenhuma prova, algumas das principais lideranças políticas do país, legitimadas democraticamente pelo voto popular. Que se dê crédito a criminosos para apontar quem é e quem não é honesto neste País.
É uma pena que parte da imprensa brasileira venha tratando bandidos como heróis, quando tais pessoas se prestam a acusar, sem provas, os alvos escolhidos pela oposição; quando se prestam a difamar lideranças que a oposição não conseguiu derrotar nas urnas e teme enfrentar no futuro.
O Brasil merece ser tratado com mais responsabilidade e seriedade.
Assessoria de Imprensa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
São Paulo, 12 de maio de 2015
Marly
15 de maio de 2015 5:33 pmAssinando embaixo!
Assino embaixo, mostrando minha indignaão com todos esses acontecimentos!
Melinho
15 de maio de 2015 11:28 amTraduziam tudo
O casal teve dois filhos. E como eles gostavam dos Beatles, sabiam inglês e eram tradutores, batizaram os meninos com os nomes
João Leno e
Paulo Macartinei
zeba
15 de maio de 2015 4:33 pmO gás de pimenta e as
O gás de pimenta e as eleições na Argentina
Juca Kfouri
POR GUSTAVO MEHL*
É difícil explicar o tamanho de um Boca x River para quem só o conhece de longe. Podemos imaginar um jogo com a rivalidade de um Grenal e a cobertura midiática de uma final entre Corinthians e Flamengo: ainda assim, não dá conta.
A Argentina para. Veja bem: a Argentina para, o país inteiro. Todos os jornais, de todas as cidades, passam a semana toda noticiando o pré-jogo, depois mais uma semana repercutindo o resultado. Multiplique por três e você terá o ambiente que por esses dias se vive no país vizinho: foram três Superclásicos seguidos, um valendo a liderança do argentino, os dois seguintes de matar ou morrer na Libertadores, a principal competição do continente. Há um mês que não se fala em outra coisa.
A suspensão da partida decisiva, ontem, diante da Bombonera lotada e de milhões de televisores sintonizados, deu um fôlego ainda maior pra história. Jornalistas hermanos passaram a madrugada trabalhando e passarão mais alguns dias atarefados. E em ano de eleições, acontecimentos de tanta visibilidade ganham naturalmente relevância política.
Em outubro de 2015, os argentinos vão escolher o novo presidente do país. Em dezembro, os xeneizes escolhem o novo presidente do Club Atlético Boca Juniors. Pelos cortiços do bairro de La Boca, há quem afirme que esta última é a eleição mais importante. Paixões à parte, o que todos sabem é que os dois pleitos guardam íntima relação entre si. Explico.
Daniel Angelici, o atual presidente do Boca, é aliado de Mauricio Macri, ex-presidente do clube por mais de dez anos, atual prefeito de Buenos Aires e pré-candidato da direita anti-kirchnerista à presidência da Argentina. O gás de pimenta que queimou os jogadores do River Plate pode queimar também a reputação do mandatário do Boca e, por consequência, do prefeito da capital.
Quem sabe disso muito bem são os kirchneristas. Assim que acabou a partida, o Ministro do Interior e dos Transportes, Florencio Randazzo, pré-candidato a presidência apoiado por Cristina, estava ao vivo num programa da TV Pública condenando a violência de maneira um tanto oportunista: “É uma vergonha, é indignante. Há dirigentes que não entendem que deve-se erradicar a violência, mais que a violência, a delinquência”, disse.
As críticas a Angelici também tomaram a internet. O presidente do Boca não foi visto no campo de jogo durante a paralisação – fugindo à exposição?.. – mas na rede digital alcançou rapidamente os trending topics do twitter graças às mensagens de torcedores que o responsabilizaram pelo incidente. Muitos dos internautas denunciavam ainda uma suposta blindagem a Angelici feita por jornalistas dos meios reconhecidamente opositores ao governo de Cristina Kirchner, como o Clarín e o La Nación. A transmissão da Fox Sports não foi poupada: “É comovedora a maneira que Niembro (comentarista do canal) evita citar o nome de Angelici. Lealdade antes de tudo”, afirmou um internauta. “Se o narrador e o comentarista citam o nome de Angelici, lhes tiram do ar”, escreveu o jornalista Flavio Azzaro.
Mas no meio do turbilhão, há os que acreditam que o vexame da Bombonera pode servir a alguns planos de Angelici e Macri. Um par de anos atrás, a presidência de Angelici apresentou uma proposta no mínimo polêmica: a construção de um novo estádio, com maior capacidade de público, e a demolição da mítica Bombonera. Trata-se de uma empreitada que movimentaria caminhões de dinheiro, como nós brasileiros bem podemos imaginar. Paralelo a isso, Angelici colocou em prática um plano de associados que impossibilita o ingresso de não-sócios às partidas e que é criticado por seu caráter “elitizador”.
O projeto de novo estádio, a demolição do antigo e a elitização da torcida xeneize são ideias que certamente ganharão força com o papelão do gás de pimenta no Boca x River. São, ainda, ideias que se encaixam dentro de um contexto bastante influenciado pelas políticas da prefeitura.
Guardadas as devidas proporções, poderíamos dizer que o prefeito Mauricio Macri é uma espécie de Eduardo Paes misturado com Aécio Neves. Suas reconhecidas capacidades administrativas e políticas são exaltadas pelos seus seguidores e o credenciam como o principal nome da oposição ao Kirchnerismo. Por outro lado, os críticos apontam para sua relação benevolente com os grandes empresários e denunciam sua postura autoritária no governo da capital.
De fato, o panorama hoje em Buenos Aires é bastante favorável à especulação imobiliária, às corporações transnacionais, às construtoras. No bairro da Boca, por exemplo, o aumento do custo de vida para os moradores se contrapõe a perspectivas de oportunidades de ouro para o mercado imobiliário – por exemplo, no terreno em que hoje está o templo do futebol chamado de La Bombonera. Mas os projetos de Macri e Angelici sofrem resistência. Pelos muros do bairro de La Boca, por exemplo, esta resistência grita. “De la Bombonera no nos vamos! Boca es pueblo!”, é o que se lê em toda esquina.
Os desfechos de todas estas disputas ainda não são previsíveis. No meio do caminho, serão muitas as jogadas, dentro e fora de campo, dos dois lados do alambrado. Quem falou que seria simples? A política em Buenos Aires é um eterno Boca x River.
*Gustavo Mehl é jornalista, brasileiro, vivendo em Buenos Aires.
http://blogdojuca.uol.com.br/2015/05/o-gas-de-pimenta-e-as-eleicoes-na-argentina/
Emanuel Cancella
15 de maio de 2015 5:25 pmMídia
O crime compensa para a Globo, Band, Folha e editora Abril, que ainda debocham da sociedade.
Quando a Globo, no Jornal Nacional, passou a reportagem do ex-gerente Pedro Barusco, da Petrobrás, devolvendo R$ 157milhões foi como um deboche com a sociedade, pois pergunta que não quer calar: quando a Globo a Band, A Folha de São Paulo e a editora Abril, responsável pela revista Veja, vão devolver os valores que sonegaram na conta do HSBC da Suíça? Comparado o que essas empresas de comunicação devem de sonegação à Receita Federal, o que Barusco devolveu é troco. E ainda, sonegação também é crime!
Que ninguém espere que o Ricardo Boechat, o Boris Casoy da Band, o Willian Bonni e o Carlos Alberto Sardenberg da Globo comentem o fato e com isso fornecer provas contra seus patrões, mas a omissão depõe contra suas trajetórias. Como comentar o crime alheio se escondem o crime caseiro? Como vamos dizer para nossos filhos que o crime não compensa, vendo a telinha da Globo e da Band, ou folheando a Folha ou a Veja?
E a Neca Setúbal, dona do Itaú, que apoiou e financiou a campanha da Marina e do Aécio Neves, essa senhora deve R$ 18,7 bilhões à Receita Federal. A Fazenda está cobrando. Ela não vai pagar? Qual a moral dessa senhora para indicar um candidato à presidência se ela própria não cumpre com suas obrigações?
Imagine quantos hospitais, creches e obras sociais deixam de ser construídos pelo dinheiro dessa sonegação? E essas pessoas ainda dizem que querem tirar Dilma do governo para mudar o Brasil. Deus nos defenda! Essas empresas de comunicação ainda têm a coragem de acusar de corruptas pessoas muitas vezes sem provas, destruir reputações, mas escondem o próprio rabo. A Globo ainda tem a desfaçatez de mostrar o corrupto devolvendo o dinheiro da corrupção. E ela, quando vai devolver?
OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.
Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).
Rio de Janeiro, 15 de maio de 2015
Gomes Tobias
15 de maio de 2015 11:45 pmFato ocorrido em 1892
Fato ocorrido em 1892. Um senhor de 70 anos viajava de trem tendo ao seu lado um jovem universitário, que lia o seu livro de ciências. O senhor, por sua vez, lia um livro de capa preta. Foi quando o jovem percebeu que se tratava da Bíblia, e estava aberta no livro de Marcos. Sem muita cerimônia o jovem interrompeu a leitura do velho e perguntou:
– O senhor ainda acredita neste livro cheio de fábulas e crendices?
– Sim. Mas não é um livro de crendices é a Palavra de Deus. Estou errado?
– Claro que está! Creio que o senhor deveria estudar a história geral. Veria que a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 100 anos, mostrou a miopia da religião. Somente pessoas sem cultura ainda creem que Deus criou o mundo em seis dias. O senhor deveria conhecer um pouco mais sobre o que os cientistas dizem sobre isso.
– É mesmo? E o que dizem os cientistas sobre a Bíblia?
– Bem, respondeu o universitário, vou descer na próxima estação, mas deixe o seu cartão que eu lhe enviarei o material pelo correio. O velho então, cuidadosamente, abriu o bolso interno do paletó, e deu o cartão ao universitário. Quando o jovem leu o que estava escrito saiu cabisbaixo se sentindo pior que uma ameba. O cartão dizia:
“Louis Pasteur, Diretor do Instituto de Pesquisas Científicas da École Normale de Paris”.
Gomes Tobias
15 de maio de 2015 11:55 pmO problema não é a matéria mas o “materialismo”.
“O problema não é a matéria mas o “materialismo”. De modo semelhante, o problema não é o espírito mas o “espiritualismo”. A partir do momento em que encapsulamos uma ideia ou um pensamento num “ismo”, estabelecemos os alicerces do pensamento dualista. […] O universo é uni-verso, uma canção, um verso, um poema. Ele contém infinitas formas que dançam juntas em harmonia, cantam juntas em harmonia, se equilibram umas às outras na gravidade, se transformam umas às outras na evolução e todavia o universo mantém a sua totalidade e a sua ordem implicada. Trevas e luz, acima e abaixo, esquerda e direita, palavras e significado, matéria e espírito, complementam-se uns aos outros, confortáveis num abraço mútuo. Onde está a contradição? Onde está o conflito?”
Satish Kumar, Spiritual Compass, The Three Qualities of Life, Foxhole, Green Books, 2007, pp.47-48.
Gomes Tobias
16 de maio de 2015 12:16 amO teletransporte deixa de
O teletransporte deixa de ser um tema peculiar da ficção científica, afirmam cientistas russos do Instituto de Física de Moscou. No futuro próximo, será possível se deslocar a grandes distâncias sem aplicar um esforço físico e permanecer simultaneamente em dois lugares.
Não se exclui uma hipótese de teletransporte no espaço. É que existe um efeito físico chamado “confusão quântica”, ou seja, a capacidade de objetos quânticos de se distanciar e, ao mesmo tempo, não se dividir.
Tal efeito não existe na física clássica. Mas os cientistas russos encontraram um método de conservar a “confusão quântica” durante a transmissão de informações em grandes distâncias. Tal fenômeno se chama teletransporte, disse à Voz da Rússia um dos autores do projeto, Serguei Filipov:
“Não gostamos de ver novelos em desordem, quando a linha se confunde. Mas os físicos adoram confusões de vária índole. Nesses estados há uma correlação – o que acontece a um extremo da linha se relaciona com a outra extremidade. Essas correlações podem ser enviadas. Neste caso, as pessoas “distanciadas” serão correlacionadas, não tendo um comportamento independente”.
Inicialmente, as pesquisas se centravam no estudo da qualidade de transmissão de sinais através da fibra óptica, sendo essa uma “comunicação quântica secreta”. Os cientistas descobriram um algoritmo que permita elevar ainda mais o nível de secretismo. Quanto ao teletransporte, este se tornou um efeito secundário. Por meio desse efeito será possível deslocar objetos e pessoas:
”Por exemplo, você quer teletransportar uma pessoa. Mas para tal não é preciso transmitir seus átomos. Você tem uns 20 kg de oxigênio, 10 kg de carbono, um determinado volume de hidrogênio e toma tudo isso no outro extremo. Depois transmite a informação sobre a sua união e a composição gravada nos átomos. Do outro lado da linha, a partir dessa matéria recompõe aquela mesma pessoa”.
Tal “montagem” é semelhante à holografia quando, mediante um laser, se registram e depois se reproduzem imagens de objetos tridimensionais, similares aos verdadeiros.
Ora, não se trata de uma técnica especial de fotografar, mas sim de reprodução de um homem “em carne e osso”, com todos os traços específicos e características. Claro que a ciência ainda não alcançou tal patamar de desenvolvimento.
Mas os cientistas apreenderam a teletransportar os fotões que desempenham um papel de “portadores” de informações transmitidas. Numa ponta do fio, os especialistas souberam criar um estado de micro objeto, idêntico ao existente do outro lado. Agora, será preciso empregar este princípio em sistemas mais complicados.
Todavia, esta é uma tarefa difícil: quando o sistema cresce em volume, vai aumentando em flecha a complexidade de teletransporte. “É duas vezes mais complicado teletransportar dois átomos do que um, é oito vezes mais difícil teletransportar três átomos. Se queremos avaliar a possibilidade de teletransporte de um homem, devemos entender que o homem consiste de múltiplos átomos (10 elevado à vigésima quarta potência).
Leia mais: http://br.sputniknews.com/portuguese.ruvr.ru/news/2014_07_16/Fisicos-russos-fazem-teleporte-uma-realidade-1563/
(Voz da Rússia).