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  1. implacavel

    7 de agosto de 2015 4:12 am

    A TÁTICA DO MENSALÃO

    http://www.oretratodobrasil.com.br/revista/RB_97/pdf/RB97_parcial.pdf 

    – O juiz Sérgio Moro copia o truque da condenação de Henrique Pizzolato pelo STF
    Ponto de Vista da revista Retrato do Brasil – Edição n° 97
    Na mesma edição da revista, reportagem de Raimundo Rodrigues Pereira aprofunda o Ponto de Vista abaixo com os detalhes das punições que atingem dirigentes da Camargo Corrêa que põem em dúvida decisões do juiz Moro.

     

  2. NICKNAME

    7 de agosto de 2015 4:18 am

    do Blog OutrasPalavras:”Ir além dos partidos, nas eleições-2016″

    “Ir além dos partidos, nas eleições-2016” http://outraspalavras.net/blog/2015/08/06/ir-alem-dos-partidos-nas-eleicoes-2016/  (Li este artigo há minutos bem depois de, dias atrás, ter me manifestado mais de uma vez pelos Posts do Dia de modo parecido nalguns pontos – os comentariozinhos ‘tão lá a quem acessar meu arquivo) /  Agora e novamente, também faço referência à leitura, aos meios de comunicação, incluindo mídia alternativa: há homogeneização de comportamento e de pensamento, de standardização, ou de robotização dentro e fora do mundo dito virtual.

    1. NICKNAME

      7 de agosto de 2015 4:21 am

      Julgamos que utilizamos novas tecnologias, mas somos usados

      E leituras superficiais que levam a menor compreensão. Smartphones, tablets e afins , não pela tecnologia, mas pela indução a uma nova escravização, ou dependência: pensamos que utilizamos tecnologias que vão surgindo, novas, mas é o “sistema” que vai nos usando. “Tempos MOdernos” é mais atual do que nunca. O cartaz de ilustração num site da Presidência (ou algum Ministério) estava correto, só que não estava à altura … do entendimento… geral, e foi por isso retirado.

  3. FabioREM

    7 de agosto de 2015 7:59 am

    A direita brasileira que saiu do armário não para de vender livr

    Uma boa análise a respeito do renascimento da Direita no Brasil

     

    El País

    http://brasil.elpais.com/brasil/2015/07/22/politica/1437521284_073825.html

    A direita brasileira que saiu do armário não para de vender livros

    Entre as várias faixas empunhadas pelos milhares de manifestantes que saíram às ruas contra o Governo Dilma Rousseff nas grandes manifestações deste ano, uma em particular escandalizou a intelectualidade brasileira: “Chega de doutrinação marxista. Basta de Paulo Freire”. Enquanto enchiam as redes sociais de textos em defesa do patrono da educação brasileira, que tornou-se referência mundial, professores universitários se questionavam de onde poderia ter saído uma crítica como essa. Se tivessem folheado um dos livros mais vendidos dos últimos tempos no Brasil, topariam com o seguinte questionamento: “Vocês conhecem alguém que tenha sido alfabetizado pelo método Paulo Freire? Algumas dessas raras criaturas, se é que existem, chegou a demonstrar competência em qualquer área de atividade técnica, científica, artística ou humanística? Nem precisa responder. Todo mundo já sabe que, pelo critério de ‘pelos frutos o conhecereis’, o célebre Paulo Freire é um ilustre desconhecido”.

    Em suas inúmeras postagens nas redes sociais, Carvalho mistura comentários filosóficos e críticas agressivas a petistas, feministas e “gayzistas”, entre outros. “Feminista vive de polêmica… é para enganar mulher trouxa, assim como o gayzismo é feito para enganar gay trouxa”, diz em um vídeo. Morador dos  Estados Unidos desde 2005 e professor de um seminário online de filosofia, o filósofo menciona entre seus feitos, em postagem recente, a “quebra da hegemonia intelectual da esquerda, com o meu livro O Imbecil Coletivo e a minha coluna no Globo, abrindo para liberais e conservadores um espaço que lhes era negado desde os anos 80 pelo menos”. A citação, que é seguida por uma reunião de críticas de estudiosos estrangeiros sobre a Pedagogia do Oprimido, está no artigo “Viva Paulo Freire!”, parte de O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota (Record), fenômeno de vendas no país, com quase 150.000 exemplares vendidos em menos de dois anos, nas contas da editora. O livro, um dos frutos do pensamento conservador que toma as livrarias brasileiras, reúne artigos publicados em jornais e revistas nos últimos anos pelo filósofo brasileiro Olavo de Carvalho.

    Apesar de ter publicado obras sobre a filosofia de Aristóteles e Schopenhauer, Carvalho é mais conhecido por esses vídeos e debates virtuais, nos quais interage com figuras como o deputado Jair Bolsonaro, em que critica, em meio a palavrões e insultos, aqueles que defendem políticas e condutas progressistas, com atenção especial ao Foro de São Paulo e aos defensores de governos do PT. A postura bélica, que o filósofo considera uma peneira pela qual passariam apenas aqueles dispostos a exercitar o próprio conhecimento, passou a ser replicada nas batalhas das redes sociais, muito alimentadas pelo blogueiro Felipe Moura Brasil, responsável por organizar O mínimo que você precisa saber…, o jornalista Reinaldo Azevedo e o economista Rodrigo Constantino, autor de outro bestseller, o estigmatizante Esquerda Caviar (Record), que vendeu 50.000 exemplares. 

    Com textos contundentes e ataques pessoais a figuras públicas das quais discordam — como no caso em que Constantino zombou do ativismo social da atriz Letícia Spiller um dia depois de ela ter sido mantida refém por assaltantes —, os arautos virtuais da direita brasileira contribuíram para a popularização de um ideário conservador que ganhou espaço num momento de desgaste do PT. A intensidade figadal com que defendem o Estado mínimo e condenam ativismos em nome de minorias assusta, contudo, a parcela formalmente educada do país, tão acostumada a conceitos consolidados como justiça social ou histórica e a divisão da sociedade entre opressores e oprimidos.

    Segurança x liberdade

    A guerra das redes sociais é a parte mais visível e estridente de um aumento na circulação de ideias conservadoras e libertárias pelo país, incentivada por meio de instituições liberais como o Instituto Millenium e de livros publicados nos últimos anos. Munidos de valores e conceitos opostos ao progressismo, os conservadores brasileiros travam com seus oponentes ideológicos o que o economista austríaco Friedrich Hayek definiu, na década de 1940, em seu O Caminho da Servidão, como a disputa entre os dois valores fundamentais e excludentes da direita e da esquerda: liberdade e segurança, respectivamente. Hayek, expoente da escola austríaca de economia, é um dos pensadores liberais clássicos cuja obra, disponível gratuitamente em sites como o do Instituto Ludwig von Mises Brasil, embasa muito da produção intelectual da direita liberal que inunda as livrarias do país.

    Há quem veja no fenômeno de saída do armário dos direitistas uma espécie de fim de ressaca do período da ditadura militar (1964-1985), associada à direita. Há até pouco tempo, nem parlamentares do antigo PFL se diziam de direita, e ninguém no mainstream se arvorava a defender discursos que não envolvessem a palavra desigualdade. Nos últimos anos, parece ter entrado em curto circuito o consenso social que levou à Constituição de 1988, de inspiração social-democrata europeia, com o Estado e os direitos no centro do debate.

    Editor de muitas das obras da onda conservadora que toma as livrarias, Carlos Andreazza, da Editora Record, faz uma leitura liberal clássica do sucesso dessa empreitada. “Havia e há uma imensa demanda reprimida, culpa dos cerca de 50 anos em que a produção editorial brasileira excluiu os pensamentos liberal e conservador de suas prensas, por que se recolocassem, com tratamento profissional, as importantíssimas ideias liberais e conservadoras nas prateleiras das livrarias”. Andreazza reivindica o pioneirismo na percepção do nicho no país e diz que a Record investiu pesado para se tornar referência e líder nesse mercado.

    Segundo o editor, todos os livros do gênero lançados recentemente pela Record são grandes sucessos, “com vendas consistentes e perenes, e com presença nas listas de livros mais vendidos”. A editoria lançou recentemente Por trás da Máscara, do passe livre aos black blocs, sobre os protestos de junho de 2013, que já segue para a segunda edição, e Pare de Acreditar no Governo, por que os brasileiros não confiam nos políticos e amam o Estado, com 12.000 exemplares vendidos em menos de dois meses — ambos de inspiração conservadora.

    Internet

    Para Flavio Morgenstern (leia entrevista), autor de Por trás da Máscara, a internet e as redes sociais tiverem um papel fundamental para o renascimento do pensamento de direita no Brasil. Ele argumenta que, pelas redes, o público teve acesso aos grandes intelectuais direitistas, que haviam sido “escorraçados das universidades nacionais por pesquisadores esquerdistas”. Não por acaso, autores como o próprio Morgenstern, Alexandre Borges, Gustavo Nogy e Francisco Razzo entraram no radar da Record após se destacar no ambiente virtual.

    Morgenstern acredita que, no poder durante os governos Lula e Dilma, a esquerda perdeu muito do prestígio adquirido durante os anos de enfrentamento à ditadura. Prova disso é o sucesso de autores como o jornalista Guilherme Fiuza, autor do recente Não é a Mamãe, reunião de textos com críticas a Dilma Rousseff — segundo Andrezza, “tudo quanto [Fiuza] escreve vende como água no deserto”. “Vejo que outras editoras voltam-se agora também para essa janela. É ótimo, pois sugere que talvez retomemos a saúde intelectual, impossível sem equilíbrio”, disse o editor ao EL PAÍS.

    Andreazza se refere a casas de publicação como a Edições de Rio de Janeiro, que lançou neste ano O mito do Governo Grátis, do economista Paulo Rabello de Castro, e a portuguesa Leya, responsável por publicar livros de autores como o historiador Marco Antonio Villa, especializado em criticar os governos do PT em obras como A década perdida, o filósofo Luiz Felipe Pondé e o jornalista Leandro Narloch, autor do mega-sucesso Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, com mais de 200.000 exemplares vendidos. Já a Três Editorial, do Grupo Folha, lançou recentementePor que Virei à Direita, escrito por Denis Rosenfield, por Pondé e pelo português João Pereira Coutinho, que também publicou pela editora As ideias conservadoras explicadas a revolucionários e reacionários‬.

    Esses livros recuperam e divulgam obras de autores como Hayek e Ludwig von Mises, defensores das liberdades individuais diante do estatismo, e de pensadores como os norte-americanos Thomas Sowell e Eric Hoffer, que apontam os limites e contradições dos ideais progressistas, além do clássico conservador Edmund Burke. Para Bruno Garschagen, autor de Pare de acreditar no Governo, os livros chegam em boa hora, pois o Brasil passa por um momento “propício para o surgimento de intelectuais conservadores” (leia entrevista abaixo). Segundo ele, um dos benefícios é “apresentar à sociedade ideias políticas alternativas e mais adequadas ao Brasil num período histórico em que a esquerda e as demais ideologias intervencionistas dominam a nossa política formal”.

     

  4. Luiz Alberto Vieira

    7 de agosto de 2015 10:13 am

    A Recessão e a Bolha Imobiliária

    O Brasil teve entre 2007 e 2013 uma enorme bolha imobiliária. Neste período, os preços dos imóveis novos na cidade de São Paulo aumentaram incríveis 171,9%[1]. Para termos uma ideia do descolamento da realidade desses preços, no mesmo período a inflação acumulada foi de 45,9% e o PIB nominal cresceu 103,1%.

    Assim, o Valor Global de Vendas (VGV) na maior cidade do país cresceu de R$ 12,7 bilhões em 2004 para R$ 21,14 bilhões em 2013, em valores corrigidos pelo INCC.

    A bolha imobiliária brasileira possui todos os ingredientes de uma bolha típica. Após um aumento da demanda provocado pela consolidação do mercado de massas e alta de preços das commodities, houve um ciclo de alta apoiado na expansão da liquidez por meio da capitalização de grandes incorporadores na Bolsa de Valores e facilidades no acesso do crédito imobiliário.

    A especulação se propagou nas maiores cidades do Brasil! Em Brasília, profissionais liberais e servidores públicos financiavam 3 ou 4 imóveis ao mesmo tempo com a construtora, mesmo sem renda suficiente para arcar com os financiamentos. A valorização de um imóvel pagava os custos dos financiamentos dos demais e a compra de mais um imóvel na planta. E assim, girava o ciclo especulativo na classe média.

    Corretores imobiliários incentivavam a sanha especulativa dos clientes com a lenda da valorização infinita dos imóveis na capital. Afinal, não se podia construir numa cidade tombada. Pouco importava que estavam lançando um novo setor inteirinho e muito da especulação também ocorria fora do Plano Piloto. Toda bolha possui uma pseudo-racionalidade. A das tulipas era a dificuldade de se cultivar a bela flor!

    O mesmo comportamento especulativo aconteceu em São Paulo, Rio de Janeiro e nas maiores cidades do Brasil. Copa do Mundo e Olimpíadas justificavam a ciranda da especulação na falta de um tombamento. Basta ouvirmos o barulho das panelas nas varandas gourmets inacabadas para sabermos onde a especulação imobiliária foi mais forte.

    Mas ao contrário do que pensavam os corretores de Brasília e os especuladores de todo o Brasil, toda bolha tem um fim.

    O setor Noroeste em Brasília, que foi lançado em 2009 com preços na planta de até R$ 14 mil o m2 (ou R$ 19,64 mil em valores corrigidos), hoje tem imóveis prontos sendo vendidos a R$ 8 mil o m2. Em São Paulo, os preços de lançamentos já aumentaram abaixo da inflação em 2014 e em 2015 já começam a recuar.

    O impacto na economia das grandes cidades é devastador. O VGV (Valor Global de Vendas) na cidade de São Paulo caiu de R$ 21,14 bilhões para R$ 12,27 bilhões entre 2013 e o ano passado, o que equivale a praticamente 2% do PIB da cidade.  O nível de emprego na construção civil do Estado de São Paulo caiu 10,82% em junho de 2015 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, com 66,7 mil postos de trabalhos perdidos.[2]

    Evidentemente, a maior seletividade da Caixa Econômica Federal na comparação com seus pares norte-americanos reduz os efeitos sobre o sistema de crédito. Assim, a bolha brasileira vive um lento desinflar, o que é um pouco melhor do que um estouro de bolha, mas com efeitos que não podem ser desprezados pela condução da política macroeconômica.


    [1] Fonte: Embraesp/Secovi-SP – http://www.secovi.com.br/files/Arquivos/preco-medio-residencial-abr-2015.pdf

    [2] Fonte: Sinduscon-SP/FGV – http://www.sindusconsp.com.br/downloads/economia/581_Nivel_Atividades.pdf

  5. Paulo F.

    7 de agosto de 2015 1:31 pm

    A coisa esta difícil.

    da Deutsche Welle

    Sete razões para a queda da popularidade de Dilma

    Conheça os principais motivos para a queda na aprovação da presidente, que superou o recorde negativo de Fernando Collor e é aprovada por apenas 8% dos brasileiros, segundo o Datafolha.

    Brasilien São Paulo, Proteste Anti Dilma Rousseff

    A popularidade da presidente Dilma Rousseff caiu para o pior nível já alcançado por um chefe de Estado brasileiro desde que o Instituto Datafolha começou essa medição.

    Na pesquisa divulgada nesta quinta-feira (06/08) pelo jornal Folha de S. Paulo, o governo Dilma é reprovado por 71% dos entrevistados. Apenas 8% consideram o governo bom ou ótimo.

    De acordo com o Datafolha, 66% dos entrevistados defendem que o Congresso abra um processo de impeachment da presidente, mas apenas 38% acreditam que Dilma será afastada do cargo.

    Até agora, o recordista de impopularidade entre os presidentes avaliados desde 1990 era Fernando Collor de Mello, que às vésperas de seu impeachment, em setembro de 1992, tinha 9% de aprovação e 68% de reprovação.

    A DW Brasil lista as sete principais razões que explicam esse recorde negativo de Dilma.

    Mau desempenho da economia

    Quando o bolso dos cidadãos reclama, fica difícil manter em alta a popularidade de qualquer presidente. E, no Brasil, a situação da economia está especialmente difícil – o país caminha a passos largos para a recessão. “Tem muita gente desesperada e insatisfeita”, comenta o cientista político David Fleischer, da UnB.

     

    O Produto Interno Bruto (PIB) está caindo – recuou 0,2% no primeiro trimestre, e o governo espera queda de 1,2% no ano. A inflação, que diminui o poder de compra dos salários, está em alta, com as previsões se aproximando dos 10% ao ano. A taxa de desemprego sobe a cada mês, e especialistas já falam que ela pode alcançar os dois dígitos nos próximos meses.

    Tudo isso contrasta fortemente com a situação herdada por Dilma do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No governo Lula, o PIB cresceu, o desemprego caiu, e a inflação estava controlada. O bom desempenho da economia impulsionou a popularidade do ex-presidente.

    Escândalo de corrupção na Petrobras

    “Dilma é uma pessoa honrada e não está envolvida em corrupção”, afirmou recentemente o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. E a própria presidente declarou à DW: “Um dos ônus [de combater a corrupção] é acharem que nós é que a fazemos.”

    Mas, honradez à parte, quando o partido da presidente é apontado como um dos principais beneficiários de um esquema milionário de corrupção numa estatal do porte da Petrobras, é impossível essa situação não respingar na imagem e não se refletir na popularidade do mandatário, seja ele quem for.

    E o caso de Dilma tem ainda um agravante: a ligação dela com a Petrobras. A petrolífera é subordinada ao Ministério de Minas e Energia, que Dilma ocupou de 2003 a 2005. Além disso, ela foi presidente do conselho de administração da Petrobras de 2003 a 2010. Quando já era presidente, Dilma escolheu uma pessoa muito próxima para comandar a estatal, Graça Foster, que só deixou o cargo com o início do atual escândalo.

    “Ela foi ministra de Minas e Energia, da Casa Civil e depois presidente. Muita gente acha impossível que ela não soubesse o que acontecia”, comenta Fleischer, que também destaca não haver sinais de que Dilma tenha lucrado pessoalmente com a corrupção.

    Dificuldades na comunicação

    Calada, gerentona, durona, inflexível – esses são alguns dos adjetivos que costumam acompanhar a presidente. Dilma está muito longe do estilo carismático e próximo do povo cultivado pelo ex-presidente Lula. No Brasil, carisma faz a diferença para um prefeito, governador ou presidente, e um estilo como o de Dilma não ajuda a melhorar a popularidade de ninguém.

    “O governo tem um grave problema de comunicação”, comenta o analista político Gaspard Estrada, ligado ao Instituto de Ciências Políticas de Paris. Dilma não gosta de dar entrevistas e passou meses em silêncio. Só há pouco mudou de atitude, falando inicialmente com alguns veículos estrangeiros – entre eles a DW – e depois com a imprensa brasileira.

    “Sem declarações, não há como a imprensa repercutir o ponto de vista do governo. Assim o ambiente parece dominado por opiniões da oposição, que sempre tem interesse em falar”, diz Estrada.

    Já Lula falava regularmente com a imprensa no seu segundo mandato, após um período de silêncio no primeiro. “Lula também ouvia mais os marqueteiros. Dilma é muito convencida de que sabe tudo e que está sempre certa. Marqueteiro tem a vida difícil com ela”, diz Fleischer.

    Crise política

    A crise política pode não ter um efeito direto sobre a popularidade da presidente, mas indiretamente influencia. Sem diálogo com os líderes do Congresso, o governo não consegue aprovar as políticas que deseja para recolocar o país nos trilhos. Como resultado, a economia não deslancha, e o desempenho econômico é crucial para a aprovação de qualquer presidente.

    A crise política tem ainda outro efeito: lideranças políticas, mesmo dentro do PT, começam a se afastar da presidente, que fica cada vez mais isolada. “Nenhum político quer se associar seu nome a um presidente com tanta reprovação”, comenta Fleischer.

    Desgaste do PT no governo

    Ser governo desgasta mais a imagem de um partido governante do que ser oposição – essa é uma regra não escrita da política. O PT já está há 13 anos no Palácio do Planalto, e Dilma participa do governo desde o primeiro dia, inicialmente como ministra de Lula e mais tarde como presidente. É natural que parte da queda da popularidade venha do desgaste de ser governo.

    Polarização política

    O Brasil saiu tão polarizado da última eleição, vencida por Dilma com uma pequena margem, que uma boa parte da população vai simplesmente ser contra a presidente, não importa o que ela faça. E a polarização estimula os movimentos contrários à presidente a sair para as ruas. Protestos em larga escala, como os vistos neste ano no Brasil, também tem um efeito negativo na popularidade de Dilma.

    Movimento cíclico

    É incomum, em qualquer parte do mundo, um presidente manter um alto nível de popularidade ao longo de um longo período. Mesmo no Brasil, é raro o caso de um presidente que tenha se mantido sempre popular – Lula é exceção e não regra. O sobe e desce da popularidade têm também, portanto, um elemento cíclico natural.

    “Raros são os presidentes que não enfrentam uma queda de popularidade. Dilma saiu de um patamar muito alto em 2013, era esperado que o número fosse cair. Atípicos mesmo são presidentes como Lula, que conseguem manter os números altos por tanto tempo”, comenta Estrada.

    O cientista político Frédéric Louault, da Universidade Livre de Bruxelas, concorda. “Esses números de popularidade, apesar de chamativos pela velocidade com que se consolidaram, muitas vezes são cíclicos, mesmo em outros países da região.”

    Ele lembra ainda outro aspecto muito característico da democracia brasileira: a centralização na figura do presidente, que passa a ser o responsável por tudo o que acontece, ainda que não governe sozinho o país nem possa resolver todos os problemas sozinho.

    “No Brasil, o povo tende a concentrar todas as suas expectativas no presidente, que é uma figura que alimenta a imaginação. Isso é bom para o presidente quando as coisas vão bem, já que as pessoas vão ligar esse bom momento ao governo que está no poder. Mas, quando algumas coisas vão mal, o presidente é responsabilizado por tudo que está acontecendo”, afirma Louault.

     

  6. Andre Araujo

    8 de agosto de 2015 2:12 am

    http://www.nytimes.com/2015/0

    http://www.nytimes.com/2015/08/09/business/international/effects-of-petrobras-scandal-leave-brazilians-lamenting-a-lost-dream.html?smid=fb-nytimes&smtyp=cur&_r=1

    Materia do New York Times sobre a Lava Jato “” Brasil, o Sonho Perdido”, o Brasil se auto mutilando, nós falndo mal de nós para o mundo.

  7. Emanuel Cancella

    8 de agosto de 2015 2:12 pm

    Globo

                              

    Globo: Ai, como eu sou bandida!

    Na ditadura militar, as manifestações eram proibidas! Quando a sociedade ia para as ruas protestar, corria-se o risco de ser presa ou apanhar, e muitas vezes fugíamos, para não sermos, espancados, detidos ou mortos. O direito que temos hoje de protestar, de fazer panelaço ou passeatas, custou a vida de muitos brasileiros.

    Não foram só os civis vítimas da ditadura, muitos militares lutaram contra ela e pagaram caro por isso. Hoje os militares são prestigiados pelo governo, por exemplo, com os aviões top de linha, comprados da Suécia, e o submarino atômico, com parte da tecnologia brasileira, que vai vigiar nossos mares principalmente proteger o pré-sal. Sem contar que os atletas, treinados pelos militares, brilharam no PAN, isso é motivo de orgulho para todos os brasileiros.

    Entretanto a Globo nunca nos apoiou, muito pelo contrário, a partir daí sempre esteve do lado dos ditadores, crescendo a sua sombra. E como cresceu! E sempre contra a democracia.

    E ainda continua contra a democracia, e só está apoiando manifestação de rua contra o governo Dilma, chamando o povo, porque seu candidato Aécio Neves perdeu e agora querem tomar o poder na marra. Fizeram de tudo para ganhar, criticavam o governo o tempo todo, e por último a Globo levou ao ar, no Jornal Nacional, na véspera da eleição, no momento que a propaganda eleitoral era proibida, a denúncia mentirosa da revista Veja de que Lula e Dilma sabiam da corrupção na Petrobrás. Isso para favorecer o candidato Aécio Neves! E com toda essa apelação, ainda perderam.

    Além de antidemocrática, a Globo é bandida mesmo, já que sonegou o imposto de Renda da transmissão da Copa do Mundo de 2002; tem conta na Suíça no banco HSBC para lavagem de dinheiro; e por ser monopolista na transmissão esportiva há décadas é a principal suspeita de envolvimento na corrupção da FIFA, inclusive seu sócio, dono da TV TEM de São Paulo, é réu confesso no processo da Fifa.

    Será que o senador Romário, presidente da CPI da FIFA, vai peitar a GLOBO ou vai agir como um peixe ensaboado? Romário, sou seu fã, e quero continuar a sê-lo.

     Quanto às manifestações, elas são muito bem vindas, sejam panelaços ou passeatas, pois isso faz parte da vida democrática do país.

    As redes sociais têm sido uma arma mortal contra o autoritarismo da mídia tradicional, principalmente da Globo.

    Além da derrota que Dilma impôs ao candidato da Globo, o que também incomoda a Globo, na verdade, é que o governo anunciou a lei de controle das comunicações. Esse controle existe em todos os países desenvolvidos, e no Brasil todas as demais  concessões têm regras, mas as empresas de comunicação consideram isso inaceitável, chamam a regulação da mídia de mordaça, de imposição do PT. A Globo quando criticada se defende dizendo que querem destruí-la mas na verdade o que ser quer é democratizar todos os meios de comunicações.

    Chegou a hora de a sociedade dar um basta no autoritarismo e na manipulação da Globo!

    Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

    Rio de Janeiro, 07 de agosto de 2015

    OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.

    Autor: Emanuel Cancella,  OAB/RJ 75 300

    End.: Praia do Flamengo nº 100, apto. 905, CEP 22210-030;          

    http://emanuelcancella.blogspot.com.br/

     

                          

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