Este verbo esquisito procrastinar, adiar, deixar pra depois, faz parte da nossa vida desde sempre
Rio – Desde sempre se ouve que não se deve deixar para amanhã o que se pode fazer hoje. Desde sempre, a gente conhece gente que faz deste hábito uma quase regra no seu dia a dia. Por diversas razões: por preguiça, na esperança que ninguém perceba, porque a tarefa é chata, porque faz a linha Gabriela, tipo eu nasci assim, cresci assim. Ou porque acredita que varrendo pra debaixo do tapete a situação se resolve. E ainda tem aqueles que entregam pra Deus, e usam esta expressão ou esta crença para não tomar atitude alguma e ainda se vitimizam. E não estou falando só das questões mais triviais, como a torneira que pinga, a porta emperrada, a louça empilhada na pia. Nas grandes e pequenas questões que envolvem boa parte da população, este mesmo adiamento de atitudes acontece todo dia.
Veja agora a polêmica sobre taxistas e motoristas de carros executivos. Já teve protesto, reclamações, passeatas. Agora, está instalado um vale-tudo nas ruas, com motoristas querendo resolver no braço aquilo que precisa de normas, leis e decisões tomadas de cabeça fria. Já teve motorista espancado no Rio e em São Paulo. É hora de agir, de colocar ordem na casa antes que aconteça uma tragédia.
Outro dia li nos jornais um executivo falando uma palavra rara de ouvir mas muito presente na vida real: pasmaceira. Não era sobre esta questão, mas é perfeita para situações como esta. É preciso sair da pasmaceira. No começo da semana, prenderam vários bandidos e apresentaram suas armas. Armas de guerra, que podem derrubar helicópteros. Certamente não foi a primeira vez. Todos, autoridades e cidadãos, ficaram horrorizados. É preciso ter atitude, tomar coragem, mudar a regra do jogo e não deixar que as decisões sejam procrastinadas.
Sim, este verbo esquisito procrastinar, adiar, deixar pra depois, tem feito parte da nossa vida desde sempre. Todos nós empurramos com a barriga alguma coisa. Outro dia, ouvindo o psicanalista Manoel Thomaz Carneiro, gostei da maneira que ele vê o tema. Para ele, procrastinar é deixar nossos neurônios preguiçosos, é envelhecer precocemente o cérebro. O deixar para depois não nos liberta e sim nos enche de culpa, de indolência. Manoel propõe que sejamos chefes de nós mesmos, que mandemos em nossos neurônios, como se fossem funcionários contratados por nós, para enfrentar a realidade, sem adiar, nem deixar para amanhã. Em outras palavras: todos temos que dar duro com a gente mesmo para seguir em frente. Não dá mais para adiar, procrastinar ou esperar. E vale para todos. Inclusive autoridades.
Fernanda Candeias, do Rio de Janeiro, cria brinquedos terapêuticos e doa gratuitamente para crianças doentes
Por Juan Arías
Existem brinquedos que podem servir não só para que meninas e meninos se divirtam, mas também para fazê-los sonhar quando ficam doentes. Como as bonecas de pano, coloridas e simbólicas criadas por Fernanda Candeias para crianças que sofrem, por exemplo, de câncer ou cardiopatia grave.
Se não sonhássemos durante o sono, enlouqueceríamos, ensinavaFreud. E se não sonhássemos acordados, murcharíamos. Não se vive sem algum desejo, ainda que, às vezes, seja apenas um relâmpago em meio à tempestade da vida.
Mas se todos nós precisamos de sonhos, as crianças ainda mais, já que nelas a fronteira entre a realidade e a fantasia se dissipa. Por isso, os pequenos, mais do que os adultos, são sensíveis à poesia. Suas metáforas, como a do verso “aqui plantaremos árvores e sombras”, soam com naturalidade para eles. Por que não seria possível plantar uma sombra?
E, se todas as crianças precisam de sonhos, as que foram atingidas por uma tragédia como um câncer, uma doença cardíaca grave ou aquelas que precisam de um transplante para sobreviver precisam ainda mais.
Fernanda, do Rio de Janeiro, pensou nessas crianças, atingidas antes de poder desfrutar a vida. Essa artista, formada em museologia, cria para elas bonecas para sonhar, que também são terapêuticas.
Chamou-as de Bonecas de Propósito, porque simbolizam uma ideia para cada uma das doenças sofridas por crianças que vivem na solidão dos hospitais.
Bonecas carecas, com as quais meninas com câncer que perdem o cabelo sem saber o porquê podem se identificar; bonecas com o coração fora do corpo, vermelho e vibrante, para aqueles que sofrem de doenças cardíacas; e bonecas com o rim bordado como uma moeda de ouro, para aqueles que esperam um transplante com angústia ou acabam de passar pelo procedimento.
Suas amigas doam tecidos, botões sem utilidade, pedaços de fitas coloridas, rendas e tudo o que sobra em casa para que realize sua tarefa.
Sua única recompensa é a alegria de saber que essas crianças dormem em suas camas de dor segurando suas criações, sonhando com dias melhores.
Não tem a satisfação de poder observar nos olhos dessas crianças a gratidão pelo presente. Mas vibra com alegria, diz ela, quando psicólogas ou enfermeiras contam as histórias criadas por suas bonecas. Por exemplo, quando uma menina no INCA, triste porque seu cabelo começava a cair, pede para que sua cabeça seja totalmente raspada para ficar parecida com sua boneca careca que ama com paixão.
Ou quando um menino à espera de um transplante, ao ver o rim de uma boneca bordado, exclamou alegre e aliviado: “É o meu novo rim”. Ou o pequeno com uma doença cardíaca, que sorri quando vê brilhando na mão da boneca um coração que parece vivo.
É verdade que essas bonecas criadas por Fernanda são apenas uma gota d’água limpa no mar de egoísmo no qual está imersa nossa sociedade, que prefere virar o rosto diante da dor alheia, como se esta não fosse também sua. No entanto, às vezes são essas pequenas sementes de generosidade criativa que impedem o apagar do último sopro de esperança no mundo.
Talvez como uma reação à pilhagem e à corrupção generalizada presentes hoje no Brasil, atingindo até as instituições mais nobres e que estão desgastando a sociedade, multiplicam-se iniciativas individuais para aliviar as feridas dos mais fracos e discriminados na sociedade.
Não deixa de ser um sopro de esperança, já que, de grão em grão, forma-se a areia branca de uma praia; gota a gota, criam-se as águas dos oceanos; e a cada gesto de generosidade cria-se um contraponto luminoso e criativo à escuridão da ganância.
Obrigado Fernanda, e um beijo para suas bonecas que, enquanto fazem crianças doentes sorrir, ajudam os adultos a refletir.
Mercado literário: Como os booktubers estão mudando o mercado
Da Carta Capital
Como os booktubers estão mudando o mercado literário
por Deutsche Welle Jovens que apresentam livros no Youtube são descobertos por editoras, que aos poucos começam a investir em modelo inovador para atrair interesse sobre lançamentos e obras clássicas.Muitas editoras começaram a trabalhar com blogueiros ou booktubers da mesma forma que colaboram com jornalistas profissionais especializados em literatura.
Com o cabelo tingido, ela aparece em frente à câmara e explica como acabou de reorganizar a sua lista de livros “para serem lidos” – o que ela chama de TBRs ou “To Be Reads”. Ela o fez por cor – do rosa ao púrpura – e mostra 66 obras que adquiriu e planeja ler, resumindo em uma breve frase do que cada um se trata.
Ela é conhecida como “Little Book Owl”, a “corujinha dos livros”. Qualquer um que pretende ter sucesso como booktuber pode se inspirar nesse estilo, que parece funcionar muito bem: seu canal tem quase 132 mil assinantes. Ela dá algumas dicas para isso em um vídeo chamado “How to booktube”.
Trata-se de uma forma moderna de propaganda boca a boca. A maioria dos blogueiros não é realmente de analistas ou críticos literários – os booktubers menos ainda. Mesmo assim, milhares de pessoas acessam seus vídeos para ouvir o que eles têm a dizer sobre um determinado livro.
A Alemanha já tem as suas próprias celebridades no ramo. Lucie Redhead, por exemplo, foi uma das personagens mais aguardadas do “Kölner VideoDays 2015” – festival de produtores de vídeos no Youtube na cidade de Colônia.
Apesar de Lucie fazer uma performance solo em seus vídeos, ela tem o apoio de uma equipe, o que também é o caso de muitas estrelas emergentes na internet.
Sara Bow, cujo verdadeiro nome é Sara Garic, é uma vlogueira alemã que dá dicas de maquiagem e moda nos seus canais do Youtube. Desde 2013, ela também é uma booktuber “profissional”.
Sara tem quase 20 mil assinantes no Youtube e 3 mil seguidores no Twitter. Cinco pessoas trabalham com ela na produção dos vídeos: um fotógrafo, um diretor de cooperação, um assistente e dois editores. Em seus comentários, muitas vezes, ela cita a sua equipe.
“Eu me divirto tanto com as pessoas online. Se eu posso inspirar o meu público a ler, sinto que faço sucesso com o que eu estou fazendo”, explica.
O sucesso também compensa financeiramente. Profissionais da indústria acreditam que, uma vez que você atinge 100 mil assinantes, pode se sustentar com um canal no Youtube. Mas é claro que cosméticos e moda são mais lucrativos do que livros.
Novos canais
Muitas editoras começaram a trabalhar com blogueiros ou booktubers da mesma forma que colaboram com jornalistas profissionais especializados em literatura. As editoras veem nesse novo modelo uma forma de atingir o público entre 18 e 34 anos.
A Random House, por exemplo, criou em março deste ano o seu próprio portal para blogueiros, onde eles podem ter acesso a cópias. A empresa também apresenta seus lançamentos especialmente para os booktubers de maior destaque.
Os booktubers podem definitivamente impulsionar vendas, pelo menos nos gêneros mais populares entre adolescentes e jovens adultos, como fantasia e as chamadas light novels – romances com ilustração, em geral no estilo anime.
Mas não é somente por dinheiro que os livros são apresentados em vídeo. Um exemplo particularmente inovador é o “Thug Notes”, produzido pelo grupo de mídia californiano “Wisecrack”´. A ferramenta é uma criação do comediante Greg Edwards, especialista em stand-up, e dos autores Joseph Salvaggio e Jared Bauer, entre outros.
O slogan da série é “Thug Notes: Literatura Clássica. Gangster Original”, que resume a filosofia do canal. O modelo adotado é o uso de “gangsta rap”, animações e gráficos engraçados. Eles apresentam trabalhos literários importantes – de obras de Shakespeare, passando pelo clássico “1984”, de George Orwell, até o romance mais recente de Harper Lee “Go Set a Watchman”.
“Eu criei o ‘Thug Notes’ porque notei que existia uma lacuna no Youtube. Existem milhares de canais de educação bem-sucedidos que se concentram em ciências exatas, mas nenhum sobre ciências humanas. É muito difícil fazer as pessoas se interessarem por artes, especialmente a audiência jovem. Como alguém pode despertar o interesse em algo como “Grandes esperanças” [de Charles Dickens]? Para isso você tem que fazer algo radical”, explica Jared Bauer.
O rap foi o meio que ele considerou apropriado para aplicar esse conceito. “O hip hop é tão abrangente internacionalmente que ele oferece uma nova ferramenta de identidade para a apresentação, que possibilita atrair o público mais jovem aos nossos vídeos”, explica o comediante Greg Edwards.
“Nós fazemos resumo e análise sobre os livros de um jeito engraçado, exagerado, de uma forma mais próxima a esse público, assim as pessoas ficam interessadas em ler o livro e formar a sua própria opinião”, afirma. O canal tem meio milhão de assinantes.
INFRA ESTRUTURA É A CHAVE DO CRESCIMENTO – A poluição real da Baia da Guanabara e da Lagoa Rodrigo de Freitas mais as lagoas da Barra encherá o Brasil de vergonha nas Olimpiadas, serão exibidas para o mundo inteiro.
As Olimpiadas, pensadas como grande painel de propaganda do Brasil serão nesse quesito contra propaganda.
O Brasil tem necessidades de investimentos em infra estrutura em dimensões chinesas. Esses investimentos serão o grande gancho para o relançamento da economia brasileira na rota do crescimento uma vez que os oustros possiveis gatilhos, o consumo domestico e as exportações, tem escassas possibilidades no curto prazo.
O volume de investimentos necessarios em saneamento são fabulosos, não só agua e esgoto, tambem tratamento do lixo, os investimentos em mobilidade nas nove areas metropolitanas tambem serão imensos, todos são
setores onde o Brasil está muito atrasado, de Norte a Sul. A falta de saneamento rebaixa o Brasil para padrões inferiores a dos demais emergentes, causa doenças e custos no sistema publico de saude. Outro setor crucial onde investimentos são necessarios é o de educação fundamental, pouco considerado em planos de investimentos. Nossas escolas são em grande parte arcaicas, de baixas condições de uso, sem equipamentos modernos, todo investimento em educação fundamental terá efeitos multiplicadores certos. Nas matriculas do 2º ciclo metade dos alunos não completam o curso, condenando-se a baixas oportunidades de emprego pelo resto da vida.
No sistema de transportes todos os modais necessitam de grandes investimentos, na energia planos de 100 ou 200 bilhões de reais são insuficientes, as necessidades são muito maiores se o horizonte for de longo prazo.
Para viabilizar o relançamento da economia brasileira pelo caminho da infra estrutura faltam tres elementos:
-Organização
-Neutralizar a burocracia de licenciamentos
-Meios de financiamento
Os tres fatores exigem forte liderança. O modelo de Juscelino deve ser lembrando. Percebendo que a burocracia ministerial de seu tempo não daria conta de um vasto plano de desenvolvimento, criou 30 Grupos de Trabalho que operavam em paraelo ao organograma ministerial e deu a eles METAS claras para atingir em 5 anos. Qualquer obstaculo o Presidente ele mesmo se encarregava de resolver.
A questão da burocracia de licenciamentos é crucial ou se exige PRAZOS para licenciar ou será impossivel qualquer plano de infra estrtutura no Brasil. Colocar micro interesses no caminho de grandes projetos é mortal, aumento os custos e alonga varias vezes o prazo. O conjunto do Pais tem que ter prioridade em relação a interesses de minorias.
A questão de recursos tem que ser resolvida por meanismos criativos como pagamento em bonus, na visão de que esses investimentos não são despesas, criam riqueza nova que será o lastro dos bonus.
Sem um plano de infra estrutura de natureza estrategica o Brasil não terá a ANCORA de um novo ciclo de crescimento.
Todo o conjunto de mecanismos empresariais que seriam parceiros desse ciclo, as grandes empreiteiras nacionais, foram destruidas na Lava Jato, de modo que será preciso criar uma nova alternativa com construtoras e empreendedoras estrangeiras, o que exige liderança e oa imagem do Pais, algo que deve ser cuidado com profissionalismo, o Brasil é um dos raros paises do mundo que não tem campanha permanente de projeção do Pais na midia estrangeira, não faz campanhas para atrair turismo e nem para interessar investidores, somos bem caipiras e toscos nesse campo. Lembro que um unico seminario para atrair investidores para o Brasil realizado pelo Mario Garnerio em 1970 na Suiça, trouxe cerca de 300 novas firmas ao Brasil. Foi um sucesso e nunca mais se fez.
A foto abaixo está “causando” nas redes sociais, leia-se Facebook. Dona Kátia entre a presidenta da UNE, Carina Vitral, e a presidenta da União dos Estudantes Secundaristas, Bárbara Melo. A galerinha da ultra-esquerda está surtando por causa da foto. Decorridos mais de 7 meses, ainda não identificou o inimigo real. Deixem dona Kátia em paz, o inimigo é o Levy.
Se você busca debates sadios, opiniões ponderadas e críticas construtivas, não entre nos comentários de notícias e posts na internet. Os itens acima são coisa rara no meio do mais puro “ódio.com”.
“É um canal de escape emocional 24 horas no ar. Se a emoção é forte, eu descarrego um caminhão de sentimentos nos comentários”, afirma Andréa Jotta, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Psicologia em Informática da PUC-SP. “O problema é que a internet deixa aquilo eterno. Você pode mudar de opinião, mas aquilo fica registrado e pode te prejudicar no futuro”, completa.
Dez anos atrás se popularizou o conceito de “Web 2.0”, e os sites noticiosos abriram espaço para os internautas opinarem sobre as reportagens. A ideia original era tornar os portais de notícia “uma rua de mão dupla”. Na prática, o espaço virou um congestionamento de palavrões, ameaças e preconceitos.
“A tecnologia da internet fez explodir a demanda social da catarse. As opiniões são sempre radicais, explosivas”, opina o psicólogo Jacob Pinheiro Goldberg. “A lógica binária da internet estimula a visão maniqueísta do mundo: ou você é contra ou a favor. A sutileza não é o traço essencial da internet”, argumenta.
A interatividade acabou gerando duas crias indesejadas: os “trolls” e os “haters”. O primeiro é um polemista que se diverte com a repercussão de suas “trolladas”, gíria para opiniões descabidas e zombeteiras só publicadas para gerar revolta nos outros internautas.
Já os “haters” são acusadores que distribuem sua fúria contra times, partidos, religiões, raças, gêneros, opções sexuais, gostos musicais e o que tiver em pauta.
“O internauta gostaria de falar tudo aquilo para o chefe ou para a mulher ou para o vizinho. Mas isso implicaria em reações que ele não suportaria. O botão de comentário é um remédio que dá alívio imediato. Você pode se alterar, desligar o computador e voltar para sua vida. Claro, sem resolver seu problema pessoal”, explica a psicanalista Sônia Pires.
Os comentaristas típicos
Em sites de notícias, menos de 1% dos leitores comentam. Essa estatística, somada à baixa qualidade dos comentários, fizeram sites como o da agência de notícias Reuters e do portal econômico Bloomberg Business decidissem eliminar suas áreas de comentários.
Num primeiro momento, tanta intolerância nos comentários obrigou os portais a criar a função de “moderador de comentários”, profissional que separava as opiniões publicáveis das impublicáveis. Afinal, modos e moderação são o que menos se encontra nessas opiniões.
Por outro lado, vários grupos políticos e econômicos adotaram a estratégia de arregimentar pessoas (pagas ou voluntárias) para multiplicar opiniões favoráveis a seus interesses e contrárias a de seus adversários. Além disso, surgiram softwares (“robôs”, no jargão digital) para multiplicar ainda mais a interatividade a favor dos manipuladores.
Nos vídeos desta reportagem, aparecem vários “tipos psicológicos” que são figurinhas fáceis na área de comentários. Um deles é o adepto da “teoria da conspiração”, sempre vendo complôs e planos secretos por trás dos fatos descritos nas notícias.
Outro perfil constante é leitor “hipercrítico” que reclama do jornalista, do portal, da reportagem, dos entrevistados e dos outros comentários, se lamenta do “tempo perdido” e promete “encerrar sua assinatura” do serviço.
Um estilo muito comum é o “justiceiro”, distribuindo ameaças em seus posts e advogando mais repressão para combater a criminalidade. Eles se multiplicam em reportagens policiais ou quando há alguma mudança nas leis sendo analisada pelo Congresso Nacional.
Não faltam também os comentaristas portadores do chamado “complexo de vira-lata”, termo criado pelo escritor Nelson Rodrigues para mostrar o sentimento de inferioridade dos brasileiros em relação às outras nações. Muitas opiniões postadas execram o povo e o país para elogiar países mais desenvolvidos, principalmente os EUA.
As paixões clubísticas, partidárias e religiosas também invadem os comentários, com provocações, xingamentos, boatos e difamações. Ultimamente, a crise econômica e política faz o PT ser o alvo preferido. Mas evangélicos, umbandistas, tucanos, peemedebistas, corintianos e flamenguistas costumam ser frequentadores desse posto.
O problema principal é que o debate fora da internet segue também essas regras. As discussões logo descambam para a ofensa pessoal, o descrédito do interlocutor e o rebaixamento do conteúdo. Hoje em dia, há mais polemistas que debatedores, e dar opinião virou parte da indústria do entretenimento .
JUSCELINO KUBITSCHEK, A 7ª FORTUNA DO MUNDO – A America Latina tem longa historia de corrupção politica.
Os famosos Presidentes do México nos anos 50, 60 e 70 deixavam o poder como Reis e iam para o exilio dourado levando entre 1 e 2 bilhões de dolares, era a conta da época. Tinham o privilegio de indicar o sucessor, só havia um partido, o PRI mas a tradição era não ficarem no Mexico depois de deixar a Presidencia. Peron saiu do poder em 1953
para um exilio na Espanha, comprou uma mansão do bairro de ricos, a Puerta de Fierro, depois de levar da Argentina US$200 milhões em valores da época.
Presidentes e ditadores da America Central eram mega corruptos, saqueavam seus paises, como Somoza
na Nicaragua, Trujillo na Republica Dominicana, François Duvalier no Haiti. Peru e Venezuela conheceram larga corrupção de Presidentes, destacando-se os nomes de Manuel Odria, Perez Gimenez e Juan Vicente Gomez,
Chile e Uruguai muito menos e a Colombia tambem, dado o carater aristocratico de seus Presidentes, que não precisvam roubar, a maioria nasceram em familias ricas da fechada elite de Santa Fé de Bogotá.
O Brasil teve sorte nesse quesito, não tem registro de corrupção presidencial de alto bordo, a não ser por exceção.
Os Presidentes da Republica Velha eram escrupulosos, Getulio morreu deixando um apartamento de classe média,
os Presidentes militares não deixaram fortuna, os filhos do Presidente Medici viviam de empregos de classe média
depois do pai ter sido Presidente.
No caso de Juscelino, como assumiu em tempos de grande ativismo da UDN, carimbou-se na sua figura o bordão
“é a 7ª fortuna do mundo” dado o grande numero de obras publicas que comandou nos seus 5 anos de governo.
O bordão sempre foi falso. A dedução era “como ele teve muito poder e fez muitas obras deve ter roubado”.
JK nunca teve fortuna, tinha alguns pequenos luxos, um bom apartamento, bons quadros mas nunca teve avião, barco
ou haras. Janio não era santo e deixou alguns recursos financeiros e varios imoveis, geralmente casas de classe media media, um bom patrimonio mas nada gigantesco, Janio tinha o habito de arrecadar muito para campanhas e não gastar tudo. Jango tinha fazendas antes de ser presidente, herança do pai, não aumentou seu patrimonio.
Há muita lenda sobre a fortuna de politicos. Para amealhar fortuna é necessaria uma capacidade especial vocacionada
para a acumulação, não é algo muito comum em politicos, a maioria precisa sim de dinheiro sempre porque todo politico tem periodos ruins, sem cargo ou mandato mas sempre tem uma especie de circulo de apoiadores, mesmo na seca
e é preciso atende-los, é um hospital aqui, um remedio, um parto, um enterro, politico tem sempre que ter dinheiro disponivel, dai as pegadinhas, as sobras de campanha, comissões aqui e ali. Esse “sistema” acontece em toda a America Latina e tambem nos EUA mas neste Pais fica tudo mais simples porque politico pode receber doação sem problemas, desde que registrada e o doador não é perseguido pela policia. Nos EUA pode praticamente tudo desde que não escondido, nossa cultura é o contrario, criminaliza-se tudo e empurra todos para “embaixo dos panos”.
Conheci na minha vida muitos politicos, fui tesoureiro nacional de partido politico, os ricos eram os que ja eram ricos, os demais correm atrás de dinheiro sempre mas não são ricos para ficar tranquilos, o dinheiro na politica funciona como “capital de giro”, é necessario para o funcionamento do sistema, não há politica de graça nem em pequenas cidades.
A criminalização do dinheiro na politica vai provocar mudanças para pior, os que vão ter dinheiro serão os “pastores”
e os “empresarios”, bancadas da bola, rural, da saude, dos cartorios, os demais vão ter que mudar de ramo.
Juscelino nos ultimos anos de vida teve dificuldades financeiras e a viuva teve que vender alguns quadros que estavam nas paredes. A lenda da ” 7ª fortuna ” tambem foi jogada em cima do Ministro dos Transportes Mario Andreazza e do Presidente da Petrobras Shigeaki Ueki, Andreazza teve o enterro custeado por amigos, provavelmente agora terá novo candidato, o ex-Ministro Jose Dirceu, segundo o mesmo time bilionario “chefão do esquema Petrobras”, é a reedição da eterna lenda da “7ª fortuna do mundo” que faz a cabeça dos bem pensantes.
Odonir Oliveira
13 de agosto de 2015 5:06 amLeda Nagle: Não dá mais para esperar
Em O DIA
Este verbo esquisito procrastinar, adiar, deixar pra depois, faz parte da nossa vida desde sempre
Rio – Desde sempre se ouve que não se deve deixar para amanhã o que se pode fazer hoje. Desde sempre, a gente conhece gente que faz deste hábito uma quase regra no seu dia a dia. Por diversas razões: por preguiça, na esperança que ninguém perceba, porque a tarefa é chata, porque faz a linha Gabriela, tipo eu nasci assim, cresci assim. Ou porque acredita que varrendo pra debaixo do tapete a situação se resolve. E ainda tem aqueles que entregam pra Deus, e usam esta expressão ou esta crença para não tomar atitude alguma e ainda se vitimizam. E não estou falando só das questões mais triviais, como a torneira que pinga, a porta emperrada, a louça empilhada na pia. Nas grandes e pequenas questões que envolvem boa parte da população, este mesmo adiamento de atitudes acontece todo dia.
Veja agora a polêmica sobre taxistas e motoristas de carros executivos. Já teve protesto, reclamações, passeatas. Agora, está instalado um vale-tudo nas ruas, com motoristas querendo resolver no braço aquilo que precisa de normas, leis e decisões tomadas de cabeça fria. Já teve motorista espancado no Rio e em São Paulo. É hora de agir, de colocar ordem na casa antes que aconteça uma tragédia.
Outro dia li nos jornais um executivo falando uma palavra rara de ouvir mas muito presente na vida real: pasmaceira. Não era sobre esta questão, mas é perfeita para situações como esta. É preciso sair da pasmaceira. No começo da semana, prenderam vários bandidos e apresentaram suas armas. Armas de guerra, que podem derrubar helicópteros. Certamente não foi a primeira vez. Todos, autoridades e cidadãos, ficaram horrorizados. É preciso ter atitude, tomar coragem, mudar a regra do jogo e não deixar que as decisões sejam procrastinadas.
Sim, este verbo esquisito procrastinar, adiar, deixar pra depois, tem feito parte da nossa vida desde sempre. Todos nós empurramos com a barriga alguma coisa. Outro dia, ouvindo o psicanalista Manoel Thomaz Carneiro, gostei da maneira que ele vê o tema. Para ele, procrastinar é deixar nossos neurônios preguiçosos, é envelhecer precocemente o cérebro. O deixar para depois não nos liberta e sim nos enche de culpa, de indolência. Manoel propõe que sejamos chefes de nós mesmos, que mandemos em nossos neurônios, como se fossem funcionários contratados por nós, para enfrentar a realidade, sem adiar, nem deixar para amanhã. Em outras palavras: todos temos que dar duro com a gente mesmo para seguir em frente. Não dá mais para adiar, procrastinar ou esperar. E vale para todos. Inclusive autoridades.
Odonir Oliveira
13 de agosto de 2015 5:17 am“Bonecas de Propósito”-
Do El País
Bonecas para sonhar
Fernanda Candeias, do Rio de Janeiro, cria brinquedos terapêuticos e doa gratuitamente para crianças doentes
Por Juan Arías
Existem brinquedos que podem servir não só para que meninas e meninos se divirtam, mas também para fazê-los sonhar quando ficam doentes. Como as bonecas de pano, coloridas e simbólicas criadas por Fernanda Candeias para crianças que sofrem, por exemplo, de câncer ou cardiopatia grave.
Se não sonhássemos durante o sono, enlouqueceríamos, ensinavaFreud. E se não sonhássemos acordados, murcharíamos. Não se vive sem algum desejo, ainda que, às vezes, seja apenas um relâmpago em meio à tempestade da vida.
Mas se todos nós precisamos de sonhos, as crianças ainda mais, já que nelas a fronteira entre a realidade e a fantasia se dissipa. Por isso, os pequenos, mais do que os adultos, são sensíveis à poesia. Suas metáforas, como a do verso “aqui plantaremos árvores e sombras”, soam com naturalidade para eles. Por que não seria possível plantar uma sombra?
E, se todas as crianças precisam de sonhos, as que foram atingidas por uma tragédia como um câncer, uma doença cardíaca grave ou aquelas que precisam de um transplante para sobreviver precisam ainda mais.
Fernanda, do Rio de Janeiro, pensou nessas crianças, atingidas antes de poder desfrutar a vida. Essa artista, formada em museologia, cria para elas bonecas para sonhar, que também são terapêuticas.
Chamou-as de Bonecas de Propósito, porque simbolizam uma ideia para cada uma das doenças sofridas por crianças que vivem na solidão dos hospitais.
Bonecas carecas, com as quais meninas com câncer que perdem o cabelo sem saber o porquê podem se identificar; bonecas com o coração fora do corpo, vermelho e vibrante, para aqueles que sofrem de doenças cardíacas; e bonecas com o rim bordado como uma moeda de ouro, para aqueles que esperam um transplante com angústia ou acabam de passar pelo procedimento.
Fernanda confecciona as bonecas em casa e as oferece gratuitamente para o Instituto Nacional do Câncer (INCA), para o Pró Criança Cardíaca e para a Fundação do Rim.
Suas amigas doam tecidos, botões sem utilidade, pedaços de fitas coloridas, rendas e tudo o que sobra em casa para que realize sua tarefa.
Sua única recompensa é a alegria de saber que essas crianças dormem em suas camas de dor segurando suas criações, sonhando com dias melhores.
Não tem a satisfação de poder observar nos olhos dessas crianças a gratidão pelo presente. Mas vibra com alegria, diz ela, quando psicólogas ou enfermeiras contam as histórias criadas por suas bonecas. Por exemplo, quando uma menina no INCA, triste porque seu cabelo começava a cair, pede para que sua cabeça seja totalmente raspada para ficar parecida com sua boneca careca que ama com paixão.
Ou quando um menino à espera de um transplante, ao ver o rim de uma boneca bordado, exclamou alegre e aliviado: “É o meu novo rim”. Ou o pequeno com uma doença cardíaca, que sorri quando vê brilhando na mão da boneca um coração que parece vivo.
É verdade que essas bonecas criadas por Fernanda são apenas uma gota d’água limpa no mar de egoísmo no qual está imersa nossa sociedade, que prefere virar o rosto diante da dor alheia, como se esta não fosse também sua. No entanto, às vezes são essas pequenas sementes de generosidade criativa que impedem o apagar do último sopro de esperança no mundo.
Talvez como uma reação à pilhagem e à corrupção generalizada presentes hoje no Brasil, atingindo até as instituições mais nobres e que estão desgastando a sociedade, multiplicam-se iniciativas individuais para aliviar as feridas dos mais fracos e discriminados na sociedade.
Não deixa de ser um sopro de esperança, já que, de grão em grão, forma-se a areia branca de uma praia; gota a gota, criam-se as águas dos oceanos; e a cada gesto de generosidade cria-se um contraponto luminoso e criativo à escuridão da ganância.
Obrigado Fernanda, e um beijo para suas bonecas que, enquanto fazem crianças doentes sorrir, ajudam os adultos a refletir.
Odonir Oliveira
13 de agosto de 2015 5:24 amMercado literário: Como os booktubers estão mudando o mercado
Da Carta Capital
Como os booktubers estão mudando o mercado literário
por Deutsche Welle Jovens que apresentam livros no Youtube são descobertos por editoras, que aos poucos começam a investir em modelo inovador para atrair interesse sobre lançamentos e obras clássicas.
Muitas editoras começaram a trabalhar com blogueiros ou booktubers da mesma forma que colaboram com jornalistas profissionais especializados em literatura.
Com o cabelo tingido, ela aparece em frente à câmara e explica como acabou de reorganizar a sua lista de livros “para serem lidos” – o que ela chama de TBRs ou “To Be Reads”. Ela o fez por cor – do rosa ao púrpura – e mostra 66 obras que adquiriu e planeja ler, resumindo em uma breve frase do que cada um se trata.
Ela é conhecida como “Little Book Owl”, a “corujinha dos livros”. Qualquer um que pretende ter sucesso como booktuber pode se inspirar nesse estilo, que parece funcionar muito bem: seu canal tem quase 132 mil assinantes. Ela dá algumas dicas para isso em um vídeo chamado “How to booktube”.
Trata-se de uma forma moderna de propaganda boca a boca. A maioria dos blogueiros não é realmente de analistas ou críticos literários – os booktubers menos ainda. Mesmo assim, milhares de pessoas acessam seus vídeos para ouvir o que eles têm a dizer sobre um determinado livro.
A Alemanha já tem as suas próprias celebridades no ramo. Lucie Redhead, por exemplo, foi uma das personagens mais aguardadas do “Kölner VideoDays 2015” – festival de produtores de vídeos no Youtube na cidade de Colônia.
Apesar de Lucie fazer uma performance solo em seus vídeos, ela tem o apoio de uma equipe, o que também é o caso de muitas estrelas emergentes na internet.
Sara Bow, cujo verdadeiro nome é Sara Garic, é uma vlogueira alemã que dá dicas de maquiagem e moda nos seus canais do Youtube. Desde 2013, ela também é uma booktuber “profissional”.
Sara tem quase 20 mil assinantes no Youtube e 3 mil seguidores no Twitter. Cinco pessoas trabalham com ela na produção dos vídeos: um fotógrafo, um diretor de cooperação, um assistente e dois editores. Em seus comentários, muitas vezes, ela cita a sua equipe.
“Eu me divirto tanto com as pessoas online. Se eu posso inspirar o meu público a ler, sinto que faço sucesso com o que eu estou fazendo”, explica.
O sucesso também compensa financeiramente. Profissionais da indústria acreditam que, uma vez que você atinge 100 mil assinantes, pode se sustentar com um canal no Youtube. Mas é claro que cosméticos e moda são mais lucrativos do que livros.
Novos canais
Muitas editoras começaram a trabalhar com blogueiros ou booktubers da mesma forma que colaboram com jornalistas profissionais especializados em literatura. As editoras veem nesse novo modelo uma forma de atingir o público entre 18 e 34 anos.
A Random House, por exemplo, criou em março deste ano o seu próprio portal para blogueiros, onde eles podem ter acesso a cópias. A empresa também apresenta seus lançamentos especialmente para os booktubers de maior destaque.
Os booktubers podem definitivamente impulsionar vendas, pelo menos nos gêneros mais populares entre adolescentes e jovens adultos, como fantasia e as chamadas light novels – romances com ilustração, em geral no estilo anime.
Mas não é somente por dinheiro que os livros são apresentados em vídeo. Um exemplo particularmente inovador é o “Thug Notes”, produzido pelo grupo de mídia californiano “Wisecrack”´. A ferramenta é uma criação do comediante Greg Edwards, especialista em stand-up, e dos autores Joseph Salvaggio e Jared Bauer, entre outros.
O slogan da série é “Thug Notes: Literatura Clássica. Gangster Original”, que resume a filosofia do canal. O modelo adotado é o uso de “gangsta rap”, animações e gráficos engraçados. Eles apresentam trabalhos literários importantes – de obras de Shakespeare, passando pelo clássico “1984”, de George Orwell, até o romance mais recente de Harper Lee “Go Set a Watchman”.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=Y_8Yybo4q_A%5D
“Eu criei o ‘Thug Notes’ porque notei que existia uma lacuna no Youtube. Existem milhares de canais de educação bem-sucedidos que se concentram em ciências exatas, mas nenhum sobre ciências humanas. É muito difícil fazer as pessoas se interessarem por artes, especialmente a audiência jovem. Como alguém pode despertar o interesse em algo como “Grandes esperanças” [de Charles Dickens]? Para isso você tem que fazer algo radical”, explica Jared Bauer.
O rap foi o meio que ele considerou apropriado para aplicar esse conceito. “O hip hop é tão abrangente internacionalmente que ele oferece uma nova ferramenta de identidade para a apresentação, que possibilita atrair o público mais jovem aos nossos vídeos”, explica o comediante Greg Edwards.
“Nós fazemos resumo e análise sobre os livros de um jeito engraçado, exagerado, de uma forma mais próxima a esse público, assim as pessoas ficam interessadas em ler o livro e formar a sua própria opinião”, afirma. O canal tem meio milhão de assinantes.
anarquista sério
13 de agosto de 2015 10:11 am(Sem título)
anarquista sério
13 de agosto de 2015 10:17 amAndre Araujo
13 de agosto de 2015 11:49 amINFRA ESTRUTURA É A CHAVE DO
INFRA ESTRUTURA É A CHAVE DO CRESCIMENTO – A poluição real da Baia da Guanabara e da Lagoa Rodrigo de Freitas mais as lagoas da Barra encherá o Brasil de vergonha nas Olimpiadas, serão exibidas para o mundo inteiro.
As Olimpiadas, pensadas como grande painel de propaganda do Brasil serão nesse quesito contra propaganda.
O Brasil tem necessidades de investimentos em infra estrutura em dimensões chinesas. Esses investimentos serão o grande gancho para o relançamento da economia brasileira na rota do crescimento uma vez que os oustros possiveis gatilhos, o consumo domestico e as exportações, tem escassas possibilidades no curto prazo.
O volume de investimentos necessarios em saneamento são fabulosos, não só agua e esgoto, tambem tratamento do lixo, os investimentos em mobilidade nas nove areas metropolitanas tambem serão imensos, todos são
setores onde o Brasil está muito atrasado, de Norte a Sul. A falta de saneamento rebaixa o Brasil para padrões inferiores a dos demais emergentes, causa doenças e custos no sistema publico de saude. Outro setor crucial onde investimentos são necessarios é o de educação fundamental, pouco considerado em planos de investimentos. Nossas escolas são em grande parte arcaicas, de baixas condições de uso, sem equipamentos modernos, todo investimento em educação fundamental terá efeitos multiplicadores certos. Nas matriculas do 2º ciclo metade dos alunos não completam o curso, condenando-se a baixas oportunidades de emprego pelo resto da vida.
No sistema de transportes todos os modais necessitam de grandes investimentos, na energia planos de 100 ou 200 bilhões de reais são insuficientes, as necessidades são muito maiores se o horizonte for de longo prazo.
Para viabilizar o relançamento da economia brasileira pelo caminho da infra estrutura faltam tres elementos:
-Organização
-Neutralizar a burocracia de licenciamentos
-Meios de financiamento
Os tres fatores exigem forte liderança. O modelo de Juscelino deve ser lembrando. Percebendo que a burocracia ministerial de seu tempo não daria conta de um vasto plano de desenvolvimento, criou 30 Grupos de Trabalho que operavam em paraelo ao organograma ministerial e deu a eles METAS claras para atingir em 5 anos. Qualquer obstaculo o Presidente ele mesmo se encarregava de resolver.
A questão da burocracia de licenciamentos é crucial ou se exige PRAZOS para licenciar ou será impossivel qualquer plano de infra estrtutura no Brasil. Colocar micro interesses no caminho de grandes projetos é mortal, aumento os custos e alonga varias vezes o prazo. O conjunto do Pais tem que ter prioridade em relação a interesses de minorias.
A questão de recursos tem que ser resolvida por meanismos criativos como pagamento em bonus, na visão de que esses investimentos não são despesas, criam riqueza nova que será o lastro dos bonus.
Sem um plano de infra estrutura de natureza estrategica o Brasil não terá a ANCORA de um novo ciclo de crescimento.
Todo o conjunto de mecanismos empresariais que seriam parceiros desse ciclo, as grandes empreiteiras nacionais, foram destruidas na Lava Jato, de modo que será preciso criar uma nova alternativa com construtoras e empreendedoras estrangeiras, o que exige liderança e oa imagem do Pais, algo que deve ser cuidado com profissionalismo, o Brasil é um dos raros paises do mundo que não tem campanha permanente de projeção do Pais na midia estrangeira, não faz campanhas para atrair turismo e nem para interessar investidores, somos bem caipiras e toscos nesse campo. Lembro que um unico seminario para atrair investidores para o Brasil realizado pelo Mario Garnerio em 1970 na Suiça, trouxe cerca de 300 novas firmas ao Brasil. Foi um sucesso e nunca mais se fez.
Fernando J.
13 de agosto de 2015 2:38 pmAinda não sabem quem é o inimigo real
A foto abaixo está “causando” nas redes sociais, leia-se Facebook. Dona Kátia entre a presidenta da UNE, Carina Vitral, e a presidenta da União dos Estudantes Secundaristas, Bárbara Melo. A galerinha da ultra-esquerda está surtando por causa da foto. Decorridos mais de 7 meses, ainda não identificou o inimigo real. Deixem dona Kátia em paz, o inimigo é o Levy.
Fernando J.
13 de agosto de 2015 3:02 pmCorreio do Povo. charge: Tacho
anarquista sério
13 de agosto de 2015 3:07 pmComentários na internet são
Comentários na internet são “descarrego de ódio”, dizem psicólogos
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Rodrigo Bertolotto
Se você busca debates sadios, opiniões ponderadas e críticas construtivas, não entre nos comentários de notícias e posts na internet. Os itens acima são coisa rara no meio do mais puro “ódio.com”.
“É um canal de escape emocional 24 horas no ar. Se a emoção é forte, eu descarrego um caminhão de sentimentos nos comentários”, afirma Andréa Jotta, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Psicologia em Informática da PUC-SP. “O problema é que a internet deixa aquilo eterno. Você pode mudar de opinião, mas aquilo fica registrado e pode te prejudicar no futuro”, completa.
Dez anos atrás se popularizou o conceito de “Web 2.0”, e os sites noticiosos abriram espaço para os internautas opinarem sobre as reportagens. A ideia original era tornar os portais de notícia “uma rua de mão dupla”. Na prática, o espaço virou um congestionamento de palavrões, ameaças e preconceitos.
“A tecnologia da internet fez explodir a demanda social da catarse. As opiniões são sempre radicais, explosivas”, opina o psicólogo Jacob Pinheiro Goldberg. “A lógica binária da internet estimula a visão maniqueísta do mundo: ou você é contra ou a favor. A sutileza não é o traço essencial da internet”, argumenta.
A interatividade acabou gerando duas crias indesejadas: os “trolls” e os “haters”. O primeiro é um polemista que se diverte com a repercussão de suas “trolladas”, gíria para opiniões descabidas e zombeteiras só publicadas para gerar revolta nos outros internautas.
Já os “haters” são acusadores que distribuem sua fúria contra times, partidos, religiões, raças, gêneros, opções sexuais, gostos musicais e o que tiver em pauta.
“O internauta gostaria de falar tudo aquilo para o chefe ou para a mulher ou para o vizinho. Mas isso implicaria em reações que ele não suportaria. O botão de comentário é um remédio que dá alívio imediato. Você pode se alterar, desligar o computador e voltar para sua vida. Claro, sem resolver seu problema pessoal”, explica a psicanalista Sônia Pires.
Os comentaristas típicos
Em sites de notícias, menos de 1% dos leitores comentam. Essa estatística, somada à baixa qualidade dos comentários, fizeram sites como o da agência de notícias Reuters e do portal econômico Bloomberg Business decidissem eliminar suas áreas de comentários.
Num primeiro momento, tanta intolerância nos comentários obrigou os portais a criar a função de “moderador de comentários”, profissional que separava as opiniões publicáveis das impublicáveis. Afinal, modos e moderação são o que menos se encontra nessas opiniões.
Por outro lado, vários grupos políticos e econômicos adotaram a estratégia de arregimentar pessoas (pagas ou voluntárias) para multiplicar opiniões favoráveis a seus interesses e contrárias a de seus adversários. Além disso, surgiram softwares (“robôs”, no jargão digital) para multiplicar ainda mais a interatividade a favor dos manipuladores.
Nos vídeos desta reportagem, aparecem vários “tipos psicológicos” que são figurinhas fáceis na área de comentários. Um deles é o adepto da “teoria da conspiração”, sempre vendo complôs e planos secretos por trás dos fatos descritos nas notícias.
Outro perfil constante é leitor “hipercrítico” que reclama do jornalista, do portal, da reportagem, dos entrevistados e dos outros comentários, se lamenta do “tempo perdido” e promete “encerrar sua assinatura” do serviço.
Um estilo muito comum é o “justiceiro”, distribuindo ameaças em seus posts e advogando mais repressão para combater a criminalidade. Eles se multiplicam em reportagens policiais ou quando há alguma mudança nas leis sendo analisada pelo Congresso Nacional.
Não faltam também os comentaristas portadores do chamado “complexo de vira-lata”, termo criado pelo escritor Nelson Rodrigues para mostrar o sentimento de inferioridade dos brasileiros em relação às outras nações. Muitas opiniões postadas execram o povo e o país para elogiar países mais desenvolvidos, principalmente os EUA.
As paixões clubísticas, partidárias e religiosas também invadem os comentários, com provocações, xingamentos, boatos e difamações. Ultimamente, a crise econômica e política faz o PT ser o alvo preferido. Mas evangélicos, umbandistas, tucanos, peemedebistas, corintianos e flamenguistas costumam ser frequentadores desse posto.
O problema principal é que o debate fora da internet segue também essas regras. As discussões logo descambam para a ofensa pessoal, o descrédito do interlocutor e o rebaixamento do conteúdo. Hoje em dia, há mais polemistas que debatedores, e dar opinião virou parte da indústria do entretenimento .
NanaL
13 de agosto de 2015 4:31 pmChina-Guerra de moedas
Do Blog do AloK
http://blogdoalok.blogspot.com.br/2015/08/china-sobre-mais-nova-guerra-de-moedas.html
Andre Araujo
14 de agosto de 2015 1:07 amhttps://cpdoc.fgv.br/sites/de
https://cpdoc.fgv.br/wp-content/uploads/imagens/dossies/jk/fotos/4_Desenvolvimentismo/foto11.jpg
JUSCELINO KUBITSCHEK, A 7ª FORTUNA DO MUNDO – A America Latina tem longa historia de corrupção politica.
Os famosos Presidentes do México nos anos 50, 60 e 70 deixavam o poder como Reis e iam para o exilio dourado levando entre 1 e 2 bilhões de dolares, era a conta da época. Tinham o privilegio de indicar o sucessor, só havia um partido, o PRI mas a tradição era não ficarem no Mexico depois de deixar a Presidencia. Peron saiu do poder em 1953
para um exilio na Espanha, comprou uma mansão do bairro de ricos, a Puerta de Fierro, depois de levar da Argentina US$200 milhões em valores da época.
Presidentes e ditadores da America Central eram mega corruptos, saqueavam seus paises, como Somoza
na Nicaragua, Trujillo na Republica Dominicana, François Duvalier no Haiti. Peru e Venezuela conheceram larga corrupção de Presidentes, destacando-se os nomes de Manuel Odria, Perez Gimenez e Juan Vicente Gomez,
Chile e Uruguai muito menos e a Colombia tambem, dado o carater aristocratico de seus Presidentes, que não precisvam roubar, a maioria nasceram em familias ricas da fechada elite de Santa Fé de Bogotá.
O Brasil teve sorte nesse quesito, não tem registro de corrupção presidencial de alto bordo, a não ser por exceção.
Os Presidentes da Republica Velha eram escrupulosos, Getulio morreu deixando um apartamento de classe média,
os Presidentes militares não deixaram fortuna, os filhos do Presidente Medici viviam de empregos de classe média
depois do pai ter sido Presidente.
No caso de Juscelino, como assumiu em tempos de grande ativismo da UDN, carimbou-se na sua figura o bordão
“é a 7ª fortuna do mundo” dado o grande numero de obras publicas que comandou nos seus 5 anos de governo.
O bordão sempre foi falso. A dedução era “como ele teve muito poder e fez muitas obras deve ter roubado”.
JK nunca teve fortuna, tinha alguns pequenos luxos, um bom apartamento, bons quadros mas nunca teve avião, barco
ou haras. Janio não era santo e deixou alguns recursos financeiros e varios imoveis, geralmente casas de classe media media, um bom patrimonio mas nada gigantesco, Janio tinha o habito de arrecadar muito para campanhas e não gastar tudo. Jango tinha fazendas antes de ser presidente, herança do pai, não aumentou seu patrimonio.
Há muita lenda sobre a fortuna de politicos. Para amealhar fortuna é necessaria uma capacidade especial vocacionada
para a acumulação, não é algo muito comum em politicos, a maioria precisa sim de dinheiro sempre porque todo politico tem periodos ruins, sem cargo ou mandato mas sempre tem uma especie de circulo de apoiadores, mesmo na seca
e é preciso atende-los, é um hospital aqui, um remedio, um parto, um enterro, politico tem sempre que ter dinheiro disponivel, dai as pegadinhas, as sobras de campanha, comissões aqui e ali. Esse “sistema” acontece em toda a America Latina e tambem nos EUA mas neste Pais fica tudo mais simples porque politico pode receber doação sem problemas, desde que registrada e o doador não é perseguido pela policia. Nos EUA pode praticamente tudo desde que não escondido, nossa cultura é o contrario, criminaliza-se tudo e empurra todos para “embaixo dos panos”.
Conheci na minha vida muitos politicos, fui tesoureiro nacional de partido politico, os ricos eram os que ja eram ricos, os demais correm atrás de dinheiro sempre mas não são ricos para ficar tranquilos, o dinheiro na politica funciona como “capital de giro”, é necessario para o funcionamento do sistema, não há politica de graça nem em pequenas cidades.
A criminalização do dinheiro na politica vai provocar mudanças para pior, os que vão ter dinheiro serão os “pastores”
e os “empresarios”, bancadas da bola, rural, da saude, dos cartorios, os demais vão ter que mudar de ramo.
Juscelino nos ultimos anos de vida teve dificuldades financeiras e a viuva teve que vender alguns quadros que estavam nas paredes. A lenda da ” 7ª fortuna ” tambem foi jogada em cima do Ministro dos Transportes Mario Andreazza e do Presidente da Petrobras Shigeaki Ueki, Andreazza teve o enterro custeado por amigos, provavelmente agora terá novo candidato, o ex-Ministro Jose Dirceu, segundo o mesmo time bilionario “chefão do esquema Petrobras”, é a reedição da eterna lenda da “7ª fortuna do mundo” que faz a cabeça dos bem pensantes.