O que fez Iara para despertar os instintos primitivos do pastor tucano? Ela desenvolveu o democrático hábito de comparecer ao legislativo municipal para protestar e cobrar. A entrevista reproduzida no vídeo acima rendeu um pedido de cassação do mandato do vereador por falta de decoro. Foi rejeitado por 13 a 9.
Presidente do PSDB federal, Aécio Neves talvez devesse desperdiçar um naco do seu tempo com o pastor Altemar. Alguém que sonha com a Presidência da República não pode se dar ao luxo de coabitar o partido com correligionários que cultivam o desejo de “dar um coro” em eleitoras. De duas, uma: ou o PSDB convence o pastor a aceitar Jesus ou o conduz até a porta de saída do templo.
Nassif, peço desculpas pela tradução google, mas acho que a pertinência do artigo vale uma concessão. Para quem preferir, o artigo original em ingles está no link abaixo
A Europa está finalmente começando a combater a prostituição no caminho certo
Sobreviventes de tráfico sexual para trás o modelo nórdico cada vez mais popular, o que envolve a criminalização da demandaLauren Hershtheguardian.com , Quinta-feira 12 de dezembro de 2013 06.33 EST‘Devido à coerção generalizada dentro dos setores prostituição legal, não é possível diferenciar a demanda de exploração e não de exploração. ” Fotografia: Jack Carey / Alamy
Zsolt está na frente da basílica de Santo Estêvão, no centro da cidade de Budapeste, todas as noites a partir de 08:00 até de madrugada. Seu trabalho é orientar os turistas de passagem para uma próxima “clube de cavalheiros”. Ele ganha 300 mil forint (£ 830) por mês em um país onde o salário médio é de menos da metade desse valor. Ele fala cinco línguas e está feliz em responder a perguntas durante o que ele diz é uma noite de “lento”. Mesmo assim, ele fala a 12 de língua Inglês homens interessados dentro de um período de 20 minutos. A indústria do sexo comercial não é legal na Hungria, mas é tolerada e existe em grande parte à vista.
A Hungria é uma chave “fonte” local para mulheres e meninas traficadas para países onde a prostituição é legal, como a Suíça, Alemanha e Holanda. Nesses países, as mulheres e as meninas são trazidos para suprir a demanda legalmente sancionado.
Aqueles que apóiam a legalização e descriminalização da prostituição, muitas vezes fazê-lo com o objetivo pretendido de fazer prostituição melhor e mais seguro para os envolvidos. No entanto, os sobreviventes do tráfico sexual têm afirmado repetidamente que a legalização e descriminalização da indústria do sexo comercial faz exatamente o oposto.
Uma declaração assinada por 177 verificados sobreviventes de tráfico sexual de tráfico sexual sobreviventes Unidos (STSU) sugere que:. “Sem os compradores de sexo comercial, o tráfico de sexo não existiria Se começarmos a penalizar e estigmatizar os compradores, poderíamos acabar com o tráfico sexual em nossa vida … a prostituição não é um crime sem vítimas, é uma forma brutal de violência sexual “.
A Europa está finalmente começando a ouvir. Uma nova tendência está surgindo – criminalizando os compradores, traficantes e cafetões que alimentam a indústria do sexo comercial, enquanto a descriminalização e prestação de serviços e opções de saída para as pessoas na prostituição.
A partir de 1999, na Suécia, Noruega e Islândia implementado este“modelo nórdico” da política prostituição. Estas leis visam reduzir toda a demanda, reconhecendo que, devido à coerção generalizada dentro dos setores de prostituição legais, simplesmente não é possível diferenciar a demanda que é explorador do que não é.
A Holanda e Alemanha – que tentou regulamentar a prostituição em 2000 e 2002, respectivamente – estão começando a recuar a partir de suas experiências fracassadas, com políticos pressionando por novas leis para criminalizar a compra de sexo de uma vítima de tráfico ou coerção.
No Reino Unido, esperamos que de Theresa May MP “bill escravidão moderna” irá incluir disposições que abordam especificamente a demanda. Se a Irlanda segue líder da França, adotando o modelo nórdico – e no Reino Unido não criminalizar demanda – pode ter de responder rapidamente como traficantes atravessam as fronteiras de um ambiente legislativo que é mais favorável. Esta tendência europeia para criminalizar a compra de sexo e descriminalização pessoas na prostituição ecoa recomendação de Mary Honeyball MEP em seu relatório do Parlamento Europeu que o modelo nórdico ser implementado em todo o continente. Ele também é compatível com a obrigação legal de todos os estados membros da UE para enfrentar a demanda que “incentiva todas as formas de exploração ligada ao tráfico”, como enfatiza UE anti-tráfico coordenador, Myria Vassiliadou.Ela reflete também a recomendação do Comissário da UE para Assuntos Internos, Cecilia Malmström, para os países a tomar medidas para reduzir a demanda por exploração sexual.
De volta a Budapeste, Zsolt não percebe que ele é parte da razão por que o tráfico sexual continua a florescer. Ele não sabe que a menina de 14 anos a partir de sua cidade natal, que não podem falar Inglês ou holandês e acha que ela está indo trabalhar em um salão de cabeleireiro em Amesterdão, acaba em uma janela em uma rua Nyíregyháza , comprado por sexo por “visitantes da luz vermelha”.
Instamos o Reino Unido e todos os governos europeus para implementar o modelo nórdico em todo o continente. Isto não só irá garantir que a vida de inúmeras mulheres e meninas são melhoradas, mas também irá enviar um sinal forte para pessoas como Zsolt, que não apreciar plenamente que ao permitir que a indústria do sexo comercial, eles estão escondendo a exploração e violência que é em seu núcleo.
A LONGA LUTA CONTRA A HOMOFOBIA – Parte da sociedade brasileira tem discutido exaustivamente a questão da homofobia nos últimos anos. É um debate que acende inflamadas e antagônicas posições. Há também uma árdua batalha que a comunidade LGBT trava há décadas em favor do fim da discriminação em razão da orientação sexual das pessoas. Os setores mais decididamente contrários à criminalização da homofobia no Brasil são oriundos dos meios religiosos, de variadas confissões cristãs, o que não chega a surpreender. No mundo inteiro as resistências mais fortes encontram-se nos meios religiosos.
A luta pela concretização das demandas contra a homofobia ganha importante destaque atualmente através do debate travado sobre o PLC 122, que visa a garantia dos direitos humanos fundamentais para a comunidade LGBT. Esta longa luta político-legislativa iniciou em 07 de agosto de 2001, quando a então deputada federal Iara Bernardi, do Partido dos Trabalhadores de São Paulo, apresentou o projeto de lei nº 5003/2001. Entre novembro de 2001, quando o projeto iniciou a tramitação na CCJC (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania), e abril de 2005, o projeto teve três relatores que analisaram a matéria e devolveram o projeto à Comissão sem apresentar nenhum parecer.
Foram eles (os relatores da época) os deputados federais Bispo Rodrigues (PL-RJ), em novembro de 2001, Bonifácio Andrada (PSDB-MG), em junho de 2003 e o então deputado federal Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), em abril de 2004. Quase um ano depois, em 17 de março de 2005, a relatoria passou a ser feita pelo deputado federal Luciano Zica, do Partido dos Trabalhadores de São Paulo. Em pouco mais de um mês (26 de abril de 2005), e após vencer a paralisia de três relatores que nada fizeram, o deputado federal Luciano Zica (PT-SP) apresenta o parecer final, favorável à constitucionalidade do projeto de Iara Bernardi (PT-SP).
Em agosto de 2005 a CCJC finalmente aprova o parecer do deputado federal Luciano Zica (PT-SP) e a matéria segue para o plenário da casa. Em novembro de 2006 o projeto é aprovado pela Câmara dos Deputados e em dezembro do mesmo ano é encaminhado para a apreciação no Senado. Ali nascia o atual PLC 122. Ainda em dezembro de 2006 a Mesa Diretora do Senado encaminha o PLC 122 para a CDH (Comissão de Direitos Humanos). Após passar pela Comissão de Direitos Humanos, seria preciso encaminhar a matéria para a CCJ, antes da apreciação em plenário.
Em fevereiro de 2007 é designada a relatoria do projeto, que fica com a Senadora Fátima Cleide, do Partido dos Trabalhadores de Rondônia. No mês seguinte a então Senadora Fátima Cleide (PT-RO) apresenta relatório favorável à constitucionalidade do projeto. A pedido de outros parlamentares a relatora retirou a apresentação do parecer para permitir a realização de uma audiência pública sobre o tema, que se realizou em maio de 2007. Em outubro de 2007 a Senadora Fátima Cleide (PT-RO) reapresenta seu parecer favorável mas não houve votação por falta de quórum.
Numa manobra protelatória, feita em dezembro de 2007, a Mesa Diretora do Senado decidiu que o projeto deveria passar também pela análise da CAS (Comissão de Assuntos Sociais). O PLC 122 então saiu da CDH sem ter sido votado e passou a tramitar na CAS. A Senadora Fátima Cleide (PT-RO) torna-se novamente a relatora da matéria, agora na CAS, e em março de 2008 apresenta parecer favorável ao PLC 122. Um pedido de vista coletivo impediu a votação do parecer. Outros pedidos de vista, votos em separado, emendas e falta de acordo de lideranças impediram a apreciação do PLC 122 no ano de 2008.
No início de 2009 a Senadora Fátima Cleide (PT-RO) reapresenta o seu parecer e as manobras protelatórias (uma infinidade de fúteis requerimentos) seguem a pleno vapor. Para driblar as manobras, a relatora apresenta um novo parecer, com algumas modificações, em outubro de 2009. Finalmente o parecer favorável é aprovado na CAS em novembro de 2009 e retorna para a análise na Comissão de Direitos Humanos. No início de 2010 mais uma vez os contrários ao PLC 122, que perderam a batalha na CAS, voltam a carga na CDH. Apresentam inúmeros requerimentos e solicitações de audiência públicas, em manobra explicitamente protelatória, visando adiar ao máximo a apreciação da matéria.
E é preciso nominar quais foram os maiores inimigos da causa LGBT no Senado. Estes sempre foram e continuam sendo os Senadores Marcelo Crivella, do PRB do Rio de Janeiro, e o Senador Magno Malta, do PR do Espírito Santo. Eles é que sempre lideraram as manobras protelatórias.
Foi-se o ano de 2010, permeado pelo processo eleitoral nacional, e o PLC 122 mais uma vez ficou na gaveta… No início de 2011 o PLC 122 foi arquivado e prontamente desarquivado pela Senadora Marta Suplicy, do Partido dos Trabalhadores de São Paulo (infelizmente a guerreira Senadora Fátima Cleide – PT de Rondônia – não conseguiu se reeleger no pleito de 2010). Marta Suplicy, conhecidíssima defensora da causa LGBT, trabalha incansavelmente para construir um acordo de lideranças que permitisse a apreciação do PLC 122, mas as manobras cada vez mais radicalizadas dos contrários a matéria impedem o avanço do trâmite na CDH.
Em setembro de 2012 Marta Suplicy assume o Ministério da Cultura e em função disso tem que abandonar a relatoria da matéria. Em dezembro de 2012 o Senador Paulo Paim, do Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul, assume a relatoria do projeto na CDH. Nem é preciso falar sobre o compromisso do Senador Paulo Paim com as causas dos trabalhadores do campo e da cidade, dos aposentados e pensionistas, da comunidade negra, das mulheres e de outras várias minorias… E desde dezembro de 2012 que o lobby teocrático impede de todas as formas o avanço do PLC 122 no Senado Federal, repetindo todos os tipos de manobras já referidas.
Notem que nem mesmo a mudança do texto que veio da Câmara dos Deputados, já tentada pelas antigas relatoras Fátima Cleide (PT-RO) e Marta Suplicy (PT-SP), bem como as alterações propostas pelo atual relator, Paulo Paim (PT-RS), tem sido capazes de vencer a barreira das trevas que contamina o Senado. Sinceramente (e espero estar enganado), não vejo como o PLC 122 possa ser votado antes do pleito de 2014, repetindo o que houve em 2010. E isto é revoltante! Mas é preciso por os pingos nos is para que não se perca o foco dessa importante disputa. Existem alguns setores do movimento LGBT que lamentavelmente fazem um trabalho de pouca valia a respeito do PLC 122. E porque o fazem?
O fazem porque resolveram enveredar pelo discurso do anti petismo radicalizado. Atribuem ao Partido dos Trabalhadores todos os males da história da humanidade e toda a culpa pela não aprovação do PLC 122! Ora, basta que se analise o histórico desta longa batalha legislativa, iniciada ainda no ano de 2001, para perceber que o PT tem sido o partido ponta de lança nesta campanha pela criminalização da homofobia. Quem não compreender isto não consegue compreender nem quanto é dois mais dois! É completamente contraproducente esta insidiosa campanha que minúsculos mas barulhentos setores do movimento LGBT movem contra o PT. Ao contrário, deveriam exaltar a luta que esta agremiação tem empreendido há quase 13 anos em favor da matéria!
Ao tomarem este caminho da radicalização contra o PT, e do sofisma puro e simples (quando não da própria mentira sobre a tramitação histórica do projeto), estes grupúsculos LGBT apenas se isolam cada vez mais e miram nos alvos errados. É preciso dizer com todas as letras e nomear quem são os contrários ao PLC 122, e dentre estes não se encontram os parlamentares do PT (salvo raras exceções que o partido sempre soube centralizar), muito antes pelo contrário. Aliás, o Partido dos Trabalhadores tem posicionamento de longa data a favor dos direitos das minorias, quem não percebe isto vive no mundo da lua. E se percebe e omite tal fato, pior ainda, pois a desonestidade intelectual não contribui em nada para causas diversas, sejam elas quais forem.
Pelo jeito a longa luta contra a homofobia vai continuar durante um bom tempo, possivelmente ultrapassará o pleito de 2014. Mas isto não deve ser motivo de desânimo, mas sim de indignação e de confiança no futuro. Neste futuro (que espero que venha o quanto antes) não haverá espaço para o obscurantismo que por ora infelicita o parlamento e a sociedade brasileira pelas mãos e mentes de retrógrados pastores do atraso, do preconceito e da discriminação. A luta continua.
Querem colocar apelido “homofóbico” na pessoa e depois condená-la, ao invés de tipificar o delito. Se alguém me insulta, ou bate, e etc., eu tenho o mesmo direito de ser defendido pela Lei. Por que apenas homossexuais possuiriam o direito de serem intocáveis?
O assassino vai preso pelo assassinato feito e não pelo fato de ser catalogado como “assassino”. Cuidado com esses nomes “criminalizantes”, pois é uma forma esperta originada na 2ª guerra para os judeus criminalizarem a qualquer um que sequer duvide do Holocausto. Nesses casos o cara é chamado de nazista, racista ou anti-semita, apenas por duvidar de algo.
Rosalba é a pior e Campos mostra força na CNI/Ibope
Afastada do cargo pela Justiça, governadora Rosalba Ciarlini (DEM), do Rio Grande do Norte fecha raia da pesquisa CNI/Ibope, em que líder é Omar Aziz (PSD), do Amazonas, com 84% de avaliação pessoal positiva; presidenciável Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco, vem em seguida com 76%, após liderar pesquisa anterior; Sergio Cabral (PMDB), no Rio de Janeiro, patina em 24º lugar; tucano Antonio Anastasia é prestigiado em Minas Gerais, mas paulista Geraldo Alckmin (PSDB) fica apenas na 13ª posição; ranking completo
13 de Dezembro de 2013 às 14:29
247 – Os governadores de Estado foram avaliados em pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira 13. O líder do levantamento é o amazonense Omar Aziz (PSD), cujo governo mereceu 74% de aprovação (soma dos índices de ‘ótimo’ e ‘bom’) e teve sua imagem pessoal avaliada positivamente por 84% dos entrevistados.
Logo atrás apareceu o presidenciável Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco, com 58% de aprovação para o governo e 76% para sua imagem pessoal.
Afastada pela Justiça do Rio Grande do Norte sob acusação de uso eleitoral da máquina pública, a governadora Rosalva Ciarlini, com apenas 7% de aprovação para sua gestão e 13% em imagem pessoal, fechou a raia.
A surpresa negativa foi a presença, na penúltima posição, do governador Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal. Segundo o Ibope, a gestão é bem avaliada para 9% do público, enquanto a imagem pessoal do governador sobe para 16%.
Na 24ª posição do ranking aparece o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral (PMDB, com 18% e 32%, respectivamente.
Assim como Campos mostrou prestígio, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, mostrou que está forte em suas bases. O tucano obteve a 4ª posição, com 49% de aprovação para seu governo e 63% para sua imagem pessoal.
Já o paulista Geraldo Alckmin marcou apenas a 13ª posição, com 31% de aprovação para o seu governo e 41% para sua imagem pessoal.
Abaixo, os resultados da pesquisa CNI/Ibope sobre governadores:
Amazonas (Omar Aziz, PSD) Avaliação positiva do governo: 74% Aprovação pessoal do governador: 84%
Pernambuco (Eduardo Campos, PSB) Avaliação positiva do governo: 58% Aprovação pessoal do governador: 76%
Acre (Tião Viana, PT) Avaliação positiva do governo: 55% Aprovação pessoal do governador: 70%
Mato Grosso do Sul (André Puccinelli, PMDB) Avaliação positiva do governo: 49% Aprovação pessoal do governador: 66%
Minas Gerais (Antonio Anastasia, PSDB) Avaliação positiva do governo: 49% Aprovação pessoal do governador: 63%
Espírito Santo (Renato Casagrande, PSB) Avaliação positiva do governo: 49% Aprovação pessoal do governador: 63%
Jornalista Luis Nassif, delete, por favor, o meu comentário anterior. Ele foi simplesmente postado por mim ontem a noite a partir do material que eu colei do Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim. Mas como eu não encontrei a matéria no mesmo lugar hoje pela manhã,e nem sei onde ela se encontra, por favor, remova o comentário até que eu tenha uma ideia a respeito do que houve.
A matéria comentava que a Globo teria renovado a concessão pública usando um CNPJ diferente do que ela tinha antes de ter sonegado 600 milhões de reais à Receita Federal.
O Uruguai é um país de muitas famas. Algumas geográficas: num continente de gigantes, é um país diminuto, sem montanhas, cuja costa é banhada por um único rio.
Do Ártico à Antártida, da Califórnia à costa da China, dando a volta ao mundo por todos os seus lados, latitudes e longitudes, a fama do Uruguai cresce.
Agora, por conta da mais completa e total legalização do ciclo da popular maconha, a científica cannabis. Não só por causa do feito épico de 16 de julho de 1950… Mas mudemos de assunto, ou voltemos ao assunto principal.
O Uruguai é um país de muitas famas. Algumas geográficas: num continente de gigantes, é um país diminuto, sem montanhas, cuja costa é banhada por um único rio (o da Prata), que seus habitantes chamam de “mar”, e alguns quilômetros de oceano.
Outras negativas: o Uruguai teve fama de centro de lavagem de dinheiro (Mas que país não conta com suas lavanderias? E alguns outros países ou territórios parecem viver quase exclusivamente disto…). E não apenas recentemente. Isto vem dos tempos em que a burguesia brasileira, por exemplo, ao lado de outras, premida pela proibição do jogo, deixava os cassinos em Poços de Caldas, no Quitandinha, e alhures, ia gastar nas fichas das roletas et alii em Punta del Leste ou Carrasco.
Também houve fama sanguinária, das disputas entre Blancos e Colorados resolvidas algumas vezes no fio da faca no pescoço… Mas ora, lembremos dos também sanguinários conflitos entre Maragatos e Pica-Paus no Rio Grande do Sul, da triste série de degolas em Canudos…
Extermínio de índios, como na guerra contra os charruas, alguns dos quais foram se refugiar no Brasil (!), chegando a lutar na Revolução Farroupliha? Ora, quem são seus vizinhos para falar disto? Brasil, Argentina, Chile, até o Paraguai e a Bolívia… E quanto à Europa, nem é bom falar. Muito menos os Estados Unidos. E em escala mundial.
Ditadura sanguinária? Não só os países ao redor as conheceram também, como, convenhamos, as monarquias, repúblicas e ditaduras europeias e a democracia norte-americana não foram menos sanguinárias. E na África e no Oriente? Ásia?
Bom, mas há Uruguai das famas boas. Com latifúndio e tudo, possui historicamente um dos melhores rebanhos do mundo. Coisa de dar inveja a argentinos e brasileiros. Pouca gente conhece, mas o Uruguai é um produtor de grandes aguardentes. E vinhos Tannat, para dizer o mínimo.
País avançadíssimo, na atrasada fama sul-americana, no que toca aos direitos da cidadania, à educação pública, à saúde, e também no que toca à laicidade do Estados. Quem viveu, lembra dos tempos em que, por exemplo, os casais brasileiros que queriam legalizar sua situação, depois de separações, tinham dois caminhos tradicionais: casar na Embaixada do México, no Rio de Janeiro, ou… no Uruguai. Era até chique! Ou “chick”, como se escrevia na época.
Durante a cerimônia fúnebre em honra a Nelson Mandela, ouvi os discursos exaltando sua capacidade de emergir de 27 anos de cárcere sem ressentimento. Um monumento à dignidade humana. Mas que dizer do atual presidente do Uruguai, José “Pepe” Mujica, emergindo de anos e anos numa solitária de três metros de diâmetro e não sei quantos de profundidade, sem uma frase de vingança, só de reconciliação e justiça? Tivemos a honra, nós da equipe Carta Maior, de fazer uma inesquecível entrevista com ele e sua esposa na sua chácara nas lindes de Montevidéu, quando ele foi eleito presidente do Senado, na posse de Tabaré Vásquez como presidente. Ele então nos confidenciou – naquela época em primeira mão – que aprendera a conversar com os insetos, com as formigas que, segundo ele, entre outras coisas, gritam. Só uma sensibilidade infinitamente superior à daquela que é dada ao comum dos mortais alcança isto.
Agora novamente o Uruguai espanta o mundo. É o primeiro país a legalizar completamente o ciclo da popular maconha, a cientíifca cannabis. Tudo: plantação, distribuição, venda e consumo. Mais: oh!, heresia das heresias, blasfêmia das blasfêmias! Na contramão das superstições da ortodoxia neoliberal, tudo fica sob o estrito controle, senão manejo, do Estado. Este, talvez, seja o maior desafio do repto que o Uruguai tem pela frente e coloca diante do mundo epustuflado pela ousadia. Garantir que o Estados não seja “fonte” de corrupção sistêmica, mas sim um saneador de um campo minado com o da circulação de drogas.
As estimativas falam que circulam no dimunuto Uruguai algo entre 30 e 40 milhões de dólares anualmente, nas veias do narcotráfico ligadas à produção ou importação (dos países vizinhos) de maconha. Dinheiro sujo a ser lavado, livre de impostos, controle, fonte de outras contravenções e crimes. Convenhamos: mutatis mutandis, o narcotráfico é a quintessência da prática neoliberal: livre do Estado, regras definidas inteiramente pela liberdade de mercado, sem impostos – bom talvez se possa compreender as inevitáveis propinas a autoridades policiais e outras como uma forma de impostos…
É contra tudo isto, além dos preconceitos generalizados em torno da criminalização e culpabilização dos usuários, que o Uruguai, Pepe Mujica e a Frente Ampla se levantam.
Experiência feita na Itália revela que o imunizante ajuda a evitar a progressão da doença em pessoas que tiveram algum sintoma inicial
Mônica Tarantino
A vacina usada contra a tuberculose, a BCG, é uma das fortes apostas da ciência para combater os danos cerebrais provocados pela esclerose múltipla, doença degenerativa do sistema nervoso central que afeta pelo menos 2,5 milhões de pessoas no mundo. Resultados de um estudo realizado em quatro centros italianos com pacientes que apresentavam sinais precoces da doença – como dormência em partes do corpo ou falta de equilíbrio – indicaram que o imunizante ajuda a bloquear a progressão dos sintomas.
Dos 82 voluntários que participaram do estudo, todos com alto risco de apresentar a doença no futuro após terem tido um primeiro surto (uma situação identificada como síndrome clinicamente isolada), metade tomou a vacina, enquanto os outros receberam placebo. Por seis meses, o grupo completo foi submetido a exames de imagem mensais para verificar a existência de danos neurológicos. No final, a média de lesões encontrada nos indivíduos não vacinados era praticamente o dobro do que se viu naqueles que tomaram o imunizante.
Depois, os dois grupos foram tratados com remédios específicos (imunomoduladores) para controlar sintomas, reduzir a inflamação que permite o avanço da doença e o risco de sequelas. As conclusões do estudo, recentemente publicado pela revista “Neurology”, revelam que, cinco anos depois, 58% das pessoas vacinadas não manifestaram o quadro clássico da doença. No grupo não vacinado, essa proporção foi de 30%. “O trabalho sugere que a associação da vacina após o primeiro episódio da doença com o tratamento convencional pode alterar positivamente o curso da doença. Isso foi demonstrado estatisticamente de forma significativa”, diz o neurologista Rodrigo Thomaz, do Centro de Esclerose Múltipla do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
Embora os mecanismos de ação da BCG contra a doença ainda não estejam claros, ela foi selecionada para o teste por alguns motivos. Já havia um estudo piloto demonstrando que era segura e possivelmente eficaz contra novas lesões. Também existiam dados de que poderia diminuir, a longo prazo, os danos neurológicos que podem conduzir, por exemplo, à perda da mobilidade.
Os resultados são promissores, mas os médicos preferem cautela. “Trabalhos com mais pacientes são necessários para que o tratamento seja recomendado”, diz Rodrigo Thomaz. Concorda com ele Giovanni Ristori, pesquisador da Universidade de Sapienza, em Roma, que liderou a pesquisa. “Os médicos não devem começar a usá-lo para tratar a esclerose ou a síndrome clinicamente isolada. Precisamos saber mais sobre os efeitos de segurança a longo prazo dessa vacina”, alertou.
Estella MarisO domínio da tecnologia espacial é fundamental na soberania nacional
Ainda não decolamos
Uma década após a explosão da base de Alcântara, temos muitas iniciativas em desenvolvimento para nosso progama espacial, mas poucas de sucesso efetivo
Por Luiz de Siqueira Martins Filho
Há dez anos, um acidente durante a montagem e preparação para o lançamento do foguete VLS-1 causou a morte de 21 engenheiros e técnicos brasileiros na base de lançamentos de Alcântara, no Maranhão. Esse trágico acidente mostrou as dificuldades e limitações do País no domínio de tecnologias fundamentais para o projeto, principalmente na construção e lançamentos de foguetes para fins de exploração espacial pacífica. A tragédia provocou ainda o atraso no programa, pela irreparável perda de vidas humanas e consequente descontinuidade no desenvolvimento das atividades, e pelos naturais questionamentos sobre as opções e os rumos adotados na política espacial brasileira. O programa espacial brasileiro, conforme definido no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), na sua versão de 2005, tem como objetivo principal o domínio da tecnologia espacial, buscando a capacitação do chamado ciclo espacial completo, que compreende o estabelecimento de centros de lançamento, o projeto e a construção de veículos lançadores, de satélites e de suas cargas úteis. Esse programa destaca o caráter estratégico que essa área tem para o Brasil, tanto em termos de soberania nacional quanto de relevância socioeconômica, pois é fundamental que um país de dimensões continentais tenha domínio independente de tecnologias de telecomunicações, de observação terrestre (monitoramento ambiental, informações agropecuárias etc.), e de previsão meteorológicas. Esse documento PNAE foi revisado em 2012, colocando num horizonte de dez anos algumas novidades em termos de ações do governo federal para aumentar e consolidar investimentos no programa. As principais novidades são a inclusão das questões espaciais nos Fundos Setoriais, a definição de uma Estratégia Nacional de Defesa, o lançamento do projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), e a inclusão de uma reserva especial no programa Ciência sem Fronteiras para esta área. Houve também uma iniciativa legislativa para a desoneração fiscal do setor. Essas mudanças e inclusões mostram um entendimento que somente com o engajamento de setores industriais e a participação de investimentos privados o País conseguirá superar o atraso tecnológico e a dependência em relação a outros países fornecedores de produtos e serviços. A Agência Espacial Brasileira (AEB) mantém dois programas importantes associados à educação: o programa Uniespaço, para o financiamento de projetos de pesquisa e desenvolvimento em universidades brasileiras, e o programa AEB-Escola, para divulgar as atividades espaciais e estimular em nossas crianças e jovens o interesse pela ciência e pela tecnologia. Esses programas mostram uma preocupação com a disseminação das ciências espaciais e com o estímulo à formação de profissionais especialistas para atuar no setor. Embora haja a novidade do recente aumento da oferta de cursos de Engenharia Aeroespacial e Aeronáutica em universidades nos últimos anos (Federal do ABC, Instituto Tecnológico da Aeronáutica, Federal de Minas Gerais, UNB, USP, Federal de Uberlândia, Federal de Itajubá e de Santa Catarina), as atividades espaciais, pesquisa e projetos, se concentram essencialmente no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e nos institutos do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial do Ministério da Aeronáutica (DCTA). Os projetos de satélites são desenvolvidos no Inpe, em São José dos Campos, interior paulista. Entre os vários programas, destaca-se o do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS, do nome em inglês China-Brazil Earth-Resources Satellite), que já lançou com sucesso três satélites da série e produziu uma enorme quantidade de imagens da superfície terrestre para diversos fins. Essa cooperação com a China permitiu ter contato com o avançado programa espacial daquele país, e contar com o lançamento dos satélites utilizando um foguete chinês. Outro programa desenvolve uma plataforma base para diferentes missões, denominada Plataforma Multimissão (PMM). Por exemplo, o satélite Amazônia-1 baseado na PMM tem lançamento previsto para 2015, e deverá monitorar o desmatamento na Região Amazônica. Com o projeto CBERS,parceria com a China,três satélites foramlançados e o Brasil tevecontato com a avançadatecnologia chinesa O maior desafio atual para o Brasil em termos de satélites é o projeto, construção e colocação em órbita de um satélite geoestacionário de comunicações. Atualmente, o País depende de utilização de satélites estrangeiros, que fornecem serviços de telecomunicação através do aluguel de linhas. A perspectiva de alcançar uma independência nesse setor estratégico tornou-se mais viável depois da decisão de o governo federal contratar um consórcio ítalo-francês para o fornecimento e transferência da tecnologia e de uma empresa nacional para a construção do tão desejado satélite geoestacionário, o SGDC. A previsão de colocação em serviço é 2016. Os lançadores de satélites e foguetes de sondagem são desenvolvidos em São José dos Campos, principalmente no Instituto de Aeronáutica e do Espaço (IAE). O acidente com o Veículo de Lançamento de Satélites (VLS-1) provocou uma descontinuidade com a perda trágica de 21 especialistas. O IAE segue trabalhando no desenvolvimento dos foguetes, como o VSB-30, que realizou diversas missões de sondagem em cooperação com outros países. Em outra frente de busca de acesso ao espaço, o governo consolidou uma cooperação com a Ucrânia, com a criação da empresa binacional Alcântara Cyclone Space centrada no projeto do foguete Cyclone-4, a ser lançado da Base de Alcântara. Esse empreendimento, depois de fases alternadas de indefinições e retomadas, promete lançamento do primeiro foguete em 2015, e é candidato à principal alternativa de lançadores de satélites brasileiros para o futuro próximo. Pode-se ver que há muitos programas e iniciativas, mas apenas uma parte já chegou com sucesso a resultados efetivos. E por que seria? As razões são várias. Talvez as primeiras delas sejam a limitação e a descontinuidade de investimentos financeiros no setor. Nos períodos de crise econômica, programas considerados de pouco apelo popular apesar da relevância estratégica, como é o caso do programa espacial, são os primeiros alvos de cortes nos orçamentos. Além disso, falta transformar o programa espacial em um programa de Estado, e não de governos, para que não sofra com a alternância de partidos e grupos políticos nos postos de comando do desenvolvimento científico e tecnológico do País. É preciso superar a imagem de supérfluo das atividades espaciais, pois elas representam muito de independência tecnológica e de soberania, e são de grande importância socioeconômica. Outra razão da morosidade com que avançamos nas tecnologias espaciais é o reduzido número de especialistas no mercado de trabalho. Essa carência começa a ser combatida com a expansão de oferta de cursos específicos em universidades públicas de primeira linha, mas necessita igualmente da consolidação da perspectiva de uma carreira profissional atraente para estimular nossos estudantes para o ingresso na área. O incentivo às empresas privadas para colocar as tecnologias espaciais entre suas atividades ainda obtém poucos resultados, e as instituições públicas federais Inpe e IAE vêm perdendo seus especialistas por aposentadoria sem reposição de quadros num ritmo adequado. Dentro da política de estímulo para o setor privado, o plano Inova Aerodefesa, ação conjunta da Financiadora de Estudos e Projetos, do BNDES, do Ministério da Defesa e da Agência Espacial Brasileira pretende estimular empresas brasileiras para que incluam em seus planos de negócios temas comprometidos com a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação das cadeias produtivas desses setores. Esse apoio se dará por meio de crédito, subvenção econômica e projetos cooperativos entre instituições e empresas, e seu enfoque é a inovação tecnológica e o aumento da competitividade no setor Aeroespacial e de Defesa. Isso é fundamental, pois entre as tecnologias espaciais, são muitas as consideradas sensíveis (de aplicação bélica), que não estão disponíveis para aquisição ou importação. O que todos esperamos é que haja continuidade nos investimentos, incentivos e esforços para que o Brasil avance na intensidade e no ritmo necessários para tornar o setor espacial uma área importante de desenvolvimento socioeconômico. E e também uma opção atraente de carreira para profissionais qualificados e motivados. Ordem de chegada da corrida espacial 1º URSS (1957)2º EUA (1958)3º França (1965)4º China (1970)5º Japão (1970)6º Reino Unido (1971)7º Índia (1980)8º Israel (1988)9º Irã (2009)10º Coreia do Sul (2009) Ranking de investimento em programas espaciais* 1. EUA (0,295%)2. Índia (0,1%)3. França (0,0097%)4. Rússia (0,085%)5. China (0,069%)23. Brasil (0,010%) *Verba dos programas dividida pelo PIB Fontes: Portal da Transparência e Official Nasa budget
Por autonomia financeira, EBC luta por recursos públicos
Parte da Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública pode ser destinada para a EBC, o que possibilitaria maior autonomia para a comunicação públicapor Intervozes — publicado 13/12/2013 10:55, última modificação 13/12/2013 11:52 ABr
Funcionários da EBC em greve. Movimento em novembro foi marco na luta pela comunicação pública
Por Bruno Marinoni*
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) luta para ter acesso à Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública, recurso previsto pela lei que criou a empresa, em 2008. Mas as empresas de telecomunicações, devedoras do tributo, têm questionado na justiça a constitucionalidade da contribuição, alegando não haver relação entre as finalidades da comunicação pública e a atividade das teles. Embora os tribunais tenham se mostrado favoráveis à posição da EBC e contrários ao Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), os recursos são depositados em juízo, desde 2009, impedindo sua utilização pela EBC.
O montante já chega a, aproximadamente, R$ 1,37 bilhão. No começo deste mês, a empresa conseguiu, na Justiça, a liberação de cerca de R$ 321 milhões, parte dos recursos referentes à cota da operadora TIM, que abriu mão do depósito em juízo, embora não tenha desistido da ação judicial. O desafio agora é fazer com que esse dinheiro chegue até a empresa. Para ter acesso ao dinheiro liberado, a EBC tem ainda que negociar com o governo, pois o dinheiro estava sendo depositado em conta única. Defensores da democratização da comunicação e da comunicação pública temem que esse dinheiro seja subtraído para a aplicação em outras finalidades (como o provável buraco sem fim do pagamento da dívida pública).
Neste ano de 2013, o orçamento previsto para EBC foi de R$ 533,5 milhões, dos quais R$ 26 milhões foram contingenciados. A captação de receitas próprias, por meio do apoio da publicidade institucional e da prestação de serviços, reuniu desse volume total cerca de R$ 106 milhões. O recurso é insuficiente para ampliar a prestação de serviços para todo o país. Por isso, o presidente da empresa, Nelson Breve, está empenhado em fazer com que seja confirmada, no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2014, a ampliação dos recursos da EBC em R$ 114 milhões, conforme previsto na emenda do deputado Paulão (PT-AL). A pressão recai agora sobre o relator da matéria, o deputado Miguel Correa (PT-MG).
Um dos pilares da comunicação pública que tem sido defendido pelo movimento de democratização da comunicação é a autonomia dos veículos desse setor em relação aos interesses privados e governamentais, diferenciando-se, assim, tanto do sistema comercial quanto do estatal. Para que a comunicação pública possa existir de fato, o aporte dos recursos do fundo e a ampliação do orçamento são fundamentais, pois sem isso iniciativas como a EBC ficam sujeitas às chantagens do mercado e das estruturas burocráticas. Uma empresa de comunicação pública que não tenha um instrumento autônomo de financiamento, como a Contribuição para o Fomento da Comunicação Pública, corre o risco de não ter condições econômicas e, portanto, políticas, para cumprir o seu papel de servir à cidadania.
*Bruno Marinoni é integrante do Intervozes, doutor em Sociologia pela UFPE e repórter do Observatório do Direito à Comunicação
Para muitos é motivo de orgulho e satisfação essa comemoração. Para outros um desprazer. Nunca dantes neste país tivemos um “poste” que tanto iluminasse. Parabens.[video:https://www.youtube.com/watch?v=TvNd2opGe3E align:center]
Impacto de obras na Amazônia é tema de livro-reportagem
Agência Pública lança neste sábado em São Paulo livro mostrando como os investimentos em infraestrutura afetam as comunidades da regiãopor Redação — publicado 13/12/2013 05:40, última modificação 13/12/2013 06:48 Agência Pública
Agência Pública lança livro sobre região amazônica
A Agência Pública de Reportagem e Jornalismo Investigativo lança neste sábado 14 o “Amazônia Pública”, livro-reportagem sobre o impacto das obras e dos megainvestimentos na Amazônia na vida dos moradores da região. O livro traz a compilação de uma série de reportagens sobre o tema, originalmente publicadas no final de 2012, além de dois textos inéditos sobre desmatamento e sobre a região do rio Tapajós.
O lançamento do livro-reportagem acontecerá na Praça Roosevelt, em São Paulo, a partir das 16p0 e contará com debates, exibição de material audiovisual, além da distribuição gratuita de exemplares. Para a produção da publicação, que contou com o apoio da fundação internacional CLUA (Climate and Land Use Alliance), um total de 14 jornalistas divididos em três equipes fizeram investigações entre julho e outubro de 2012 sobre os investimentos em infraestrutura e exploração de recursos minerais que alteraram profundamente as regiões do pólo de mineração em Marabá (PA), da bacia do rio Tapajós (PA) e do rio Madeira (RO).
Marina Amaral, diretora de jornalismo da Agência Pública, explica que durante a realização da série, os repórteres perceberam que a população da Amazônia é excluída do debate sobre as alterações que a região vem sofrendo com os vultosos investimentos públicos e privados. “As pessoas não participam de nenhuma escolha que está sendo feita. E são escolhas irreversíveis”, afirma. “(Os investimentos) não levam desenvolvimento para aquelas comunidades. Se retira, se explora, mas não se deixa nada de legado.”
Amaral também aponta para a ausência de um levantamento social realmente comprometido com as comunidades, que sofrem diretamente com a construção de rodovias, usinas hidrelétricas, expansão de portos marítimos e fluviais e aeroportos. “O discurso é sempre o de que se está levando progresso para a região. Mas você vai a um lugar em que isso já aconteceu, onde as obras já foram realizadas, e não houve progresso. Houve inchaço populacional.”
O projeto para a série de reportagens nasceu em 2011, fruto da necessidade de tornar os investimentos da Amazônia uma pauta pública. Uma pesquisa realizada pela Andi, organização sobre Comunicação e Direitos, com base na análise de 44 jornais e 4 revistas entre 2007 e 2012, mostra que de todas as notícias publicadas sobre o desmatamento da Amazônia, apenas 14,2% são fruto de trabalhos gerados por iniciativa da própria imprensa e somente 1% do material pode ser considerado jornalismo investigativo. “Tratar sobre a Amazônia é caro, é incômodo e é perigoso”, afirma Amaral.
No sábado, o lançamento do livro terá uma mesa de discussão das 16p0 às 18p0 sobre o tema “O projeto de desenvolvimento da Amazônia e seu impacto nas populações locais”, com Danilo Chammas (representante da rede Justiça nos Trilhos), Célio Bermann (IEE – USP), Adriana Ramos (Instituto Socioambiental) e Nilo D’Ávila (Greenpeace).
Após o debate, serão exibidos vídeos e fotos do projeto e depoimentos de pessoas ligadas à cultura da Amazônia, entre elas Aurélio Michiles, Milton Hatoum e Fafá de Belém. Eles respondem à questão: “Qual Amazônia você quer?” Após às 19 horas, acontece a festa de encerramento com DH Madruga apresentando set especial com músicas típicas da região.
Um caminhão-tanque em Port Louis, Maurício. Foto: Nasseem Ackbarally/IPS
Washington, Estados Unidos, 6/12/2013 – Enquanto prossegue em Bali, na Indonésia, a reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), ativistas pedem que os ministros especifiquem que os recursos hídricos não podem ser tratados como produtos básicos. Os críticos das privatizações e da “financiarização” dos recursos naturais ressaltam o crescente interesse dos investidores multinacionais em comercializar os recursos hídricos comuns. Essa mudança pode ter efeitos particularmente danosos nas comunidades pobres e marginalizadas.
Embora em 2010 o direito universal à água (e ao saneamento) tenha sido consagrado em pactos internacionais, os acordos de comércio ainda não tomaram nota, um vazio que se torna cada vez mais perigoso, segundo alguns especialistas. “A financiarização e a privatização da água já são em grande parte um objetivo de longo prazo de importantes investidores e empresas multinacionais”, apontou à IPS William Waren, analista em políticas comerciais do escritório norte-americano da organização Amigos da Terra.
“Essas entidades apostam na comercialização e distribuição da água de um modo muito parecido ao do petróleo. Eles sabem que o aquecimento global tornará cada vez mais escassos os recursos hídricos, por isso querem se apoderar deles vendê-los ao preço que desejarem”, acrescentou Waren. Ele citou a Suez Environment, gigante francês da água, e T Boone Pichens, o magnata norte-americano do petróleo que passou para o setor das energias alternativas. E, independente de onde se situem esses investidores, seu objetivo é transnacional.
Coincidindo com a conferência da OMC, iniciada no dia 3 e que termina hoje, a Amigos da Terra Internacional apresentou uma série de estudos sobre as experiências de uma dezena de países na financiarização de recursos hídricos. O informe diz que uma confluência de instituições financeiras e corporações internacionais está “pavimentando o caminho” para esse processo. Esses grupos recebem apoio importante dos acordos comerciais internacionais, tanto pelas imprecisões dos existentes quanto por estratégias explícitas em outros em negociação, encabeçados particularmente pelos Estados Unidos.
Trata-se de “forças motrizes da desregulamentação e liberalização, que abriram os setores da água e do saneamento ao lucro corporativo, e que são componentes básicos da arquitetura da impunidade que o protege”, destaca o informe. “Entre elas se destacam as novas modalidades, cada vez menos transparentes e menos democráticas, de associações transoceânicas lideradas por Washington e a agenda da OMS sobre serviços ambientais”, acrescenta a Amigos da Terra.
Nesse debate é fundamental o pacto firmado há mais de meio século, predecessor da atual OMC criada em 1995, conhecido como Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT). Suas disposições continuam regendo as políticas de comércio de bens materiais, embora nem este nem a OMC definam claramente o que é um “bem” e nem se a água é um deles.
“O ponto de vista tradicional no direito internacional é que a água é um bem público, assim já em 1948 não havia nenhuma consideração sobre o que as grandes corporações contemplam hoje: o controle completo do sistema, desde o poço até a torneira”, afirma a Amigos da Terra. “Por isso precisamos assegurar que os novos acordos comerciais ofereçam garantias específicas de que a água é parte dos bens públicos, que não é uma mercadoria nem um produto”, ressaltou.
O debate da OMC sobre o comércio de serviços prossegue, enquanto os países oferecem seus próprios compromissos. Até agora nenhum país assumiu compromissos substanciais em relação ao abastecimento doméstico de água. Os debates desta semana em Bali aparecem como a última possibilidade de a OMC chegar a um acordo multilateral, pois a atual Rodada de Doha, iniciada na capital do Catar em 2001, acumula mais de uma década de frustrações.
Enquanto isso, as energias liberalizantes se transformaram em negociações multilaterais e bilaterais e em acordos de investimento. Dois dos maiores estão atualmente em negociação, ambos liderados por Washington: o Acordo de Associação Transpacífico, de 12 países, e uma área de livre comércio entre Estados Unidos e União Europeia. Caso se concretizem, incluirão a maior parte da economia mundial.
Entretanto, esses pactos comerciais também apresentam rígidos requisitos que favorecem as empresas, e mecanismos quase judiciais de implantação que colocam os investidores no mesmo nível dos Estados soberanos. Apesar de a Organização das Nações Unidas (ONU) ter estabelecido em 2010 o direito universal à água, os tribunais que atuam em disputas no contexto de acordos de investimentos não costumam reconhecer o direito humanitário internacional. Por isso é importante a OMC se pronunciar claramente no debate sobre a água como mercadoria comerciável.
É paradoxal que a luta para maior financiarização da água seja liderada pelos Estados Unidos, cuja experiência na privatização das empresas públicas de água é notoriamente negativa. A maior empresa privada de água desse país, a American Water, foi antes propriedade de uma firma alemã que se retirou, em grande parte, pela resistência social a que capitais privados e estrangeiros fossem donos dos recursos hídricos.
“Claramente houve resistência à propriedade privada”, disse à IPS a pesquisadora Mary Grant, da Food & Water Watch (FWW). “As comunidades deixaram explícito que querem propriedade local para controlar a qualidade do serviço e as tarifas”, pontuou. Estudos da FWW concluíram que companhias de serviços públicos de propriedade de investidores em dezenas de Estados norte-americanos cobram um terço a mais do que as estatais.
Os sistemas com fins lucrativos também apresentam problemas quando é preciso estender o serviço, pois as empresas são reticentes em ampliar a cobertura para áreas pobres ou comunidades muito pequenas. “A experiência dos Estados Unidos mostra que a privatização da água foi um fracasso. Não gerou serviços melhores, apesar da alta nos preços, e frequentemente foram piores. A provisão local e pública é a maneira mais responsável de garantir que todos tenham acesso a água limpa e barata”, enfatizou Grant. Envolverde/IPS
Com certeza eles assistiram, porém rezaram muito para que os maranhenses não tenham assistido. Esse blog já questionou diversas vezes o porquê da não aplicação dos recursos advindos do governo federal para a saúde pública e para a educação. Na saúde pública, por exemplo, foram diversos questionamentos pelo não cumprimento da Atenção Básica pelos municípios e muito menos pelo cumprimento de suas prerrogativas quanto à baixa complexidade, média complexidade e alta complexidade – fator primordial para que o SUS funcione de fato.
Por diversas vezes eu questionem a falta de fiscalização “in loco” da aplicabilidade desses recursos, haja vista que nenhum desses politiqueiros safados e canalhas diz se caso esses recursos fossem aplicados corretamente os índices desse Estado estaria baixos. Agora, vi especialistas chamarem a atenção para a falta de fiscalização da aplicabilidade dos recursos e, principalmente, a necessidade de que a Atenção Básica funcione.
Já postei aqui por diversas vezes quanto os municípios maranhenses receberam somente esse ano para a atenção básica, cujas aplicabilidades não foram feitas, pois não vemos sequer postos de saúde e muito menos equipes de Saúde na Família.
Quem viu o Globo Reporte de ontem (13/12) pode mensurar o quanto os politiqueiros querem fazer politiquices com a desgraça do povo. Eles esquecem que são pagos com o dinheiro do contribuinte para defender os direitos dos cidadãos que os elegeu.
Vejam abaixo, quanto que São Luís recebeu até 12/11/2013 do Ministério da Saúde – fundo a fundo – para que dê condições digna de saúde a coletividade:
Mas vale lembrar que o Globo Repórter mostrou a dura jornada dos brasileiros que não têm planos de saúde. As equipes do Globo Repórter voltam aos mesmos lugares que foram mostrados há quase três anos. E encontram situações ainda piores.
Pacientes internados à espera de médicos que nunca chegam. Hospitais sujos e sem recursos. Falta roupa de cama. E doentes chegam a dividir a mesma maca.
Para completar, o Globo Repórter, após três anos, retorna aos mesmos lugares, inclusive os Socorrões de São Luís, é constata que as situações estão piores.
É necessário que os politiqueiros safados e canalhas aprendam a respeitar a vida humana e, assim, debatam as situações dentro dos parâmetros reais e, principalmente, cobrando firmemente daqueles que não cumprem com suas prerrogativas junto ao SUS.
Os maranhenses não precisam de politiqueiros, mas sim de políticos que busquem fiscalizar com maior rigor as necessidades da coletividade…
Criem vergonha nas caras de pau, senhores politiqueiros!!!
Golpe nos EEUU, em Honduras, Paraguai e agora em Bogotá.
Quem será o próximo?
É bom por as barbas de molho.
EEUU, Honduras, Paraguai e agora, Bogotá…
Antes de mais nada é bom avisar aos judicialistas de plantão:
Reconhecemos a lei (e a legalidade, lato sensu), como fronteira de civilidade, mas desde que ela signifique uma normatização que seja reflexo do (con)senso político do poder originário (voto), e não como possibilidade de atacar os sistemas representativos sob a chantagem de “preservá-los”, ou ainda, rejeitamos leis injustas promulgadas sob o signo do desequilíbrio entre a vontade popular e os nichos de interesse econômicos que sequestram e desequilibram o jogo democrático…
Como determinar se um sistema legal e mais ou menos justo? Nem sempre é possível definir, exatamente, o conceito de Justiça, mas sabemos perfeitamente quando há a presença de alguma injustiça
A mediação da tentativa de aproximar a lei do que é justo não é tarefa primeira de juízes e outros burocratas, mas sim, antes de tudo, da ação política e da sociedade.
Dito isto, é preciso alertar para o que está em curso na América Latina.
Exemplos como Honduras e Paraguai ainda estão frescos na memória, e ainda assim, fingimos que não é conosco.
Agora é a Colômbia, mas precisamente na Prefeitura de Bogotá, onde seu prefeito, Gustavo Preto, de orientação ideológica de esquerda, adversário do grupo do ultraconservador ex-presidente Álvaro Uribe, acaba de receber ordem de Alejandro Ordonez, inspetor-geral da Colômbia, daquele que pode ser comparado com nosso cargo de procurador-geral, para deixar o cargo.
Motivo?
Preto mandou cancelar os contratos privados de coleta de lixo, desafiando carteis e interesses poderosos, e municipalizou a coleta.
O inspetor-geral, arguindo a constitucionalidade do seu ato, e remetendo a um “grave” atentado as leis de “mercado”, destituiu o alcaide da capital colombiana.
Não vou entrar no mérito “jurídico” da questão.
O problema é muito mais grave, embora este tema (o jurídico) também seja um componente que mereça análise, como já dissemos.
Na presença do destroçamento de seu capital político, as forças conservadoras vão, pouco à pouco, construindo outras possibilidades de burlar o sistema democrático através do assédio judicial.
O fato não é novidade, sistemas jurídicos são a primeira e última cidadela da manutenção conservadora.
Os movimentos sindicais e todas as lutas de movimentos populares sempre encontraram no estamento jurídico um obstáculo quase que intransponível, onde a “manutenção da ordem” sempre foi a desculpa para a criminalização dos conflitos sociais.
Por outro lado, em todas as nossas ditaduras, o único poder intacto e que se manteve em pleno funcionamento foi o judiciário, sempre para legitimar a barbárie, desde a expulsão de Olga Benário, passando pelo silência em relação a tortura em 64-85, que confirmaram com a ratificação da aberração da lei de Anistia, ou agora, com o julgamento e prisão ilegal dos sentenciados da ação 470.
Mas chama a atenção o sistemático pipocar de casos na América Latina.
Antes, como estes estamentos normativos e o arranjo institucionais conservadores, raramente, permitiam que forças de esquerda alcançassem sucesso eleitoral de forma ampla(executivos e legislativos), mas quando isto ocorria, havia na América Latina e outras zonas de influência, um ambiente histórico favorável às intervenções motivadas pela bipolaridade geopolítica da Guerra Fria, os conservadores colocavam em marcha toda a sorte de sabotagem civil, com auxílio de sempre das mídias empresariais, sempre à bordo de poderosos esquemas religiosos, e quando os governos estavam tão fracos, e (talvez por isto) estavam confinados a um canto sectário da conjuntura, derrubavam-nos com golpes civis-militares.
Agora não é mais possível colocar em marcha tais estratégias, tanto pelo fim das “justificativas” ideológicas (afinal, são os próprios conservadores que gritam e espumam ao dizer que a divisão esquerda e direita acabou), não há mais grupos de mídia que sejam capazes de mobilizar multidões (tanto pelo descrédito no qual se meteram ao agirem como partidos, quanto pelo crescimento das alternativas de comunicação), o apelo religioso-conservador não é tão coeso como antes(prova disto que se encontram na base de muitos destes governos) e muito menos amplos setores médios capazes de sabotar o desestabilizar governos de esquerda, que por sua vez, cada qual com seu modo de operação, aprenderam a evitar as armadilhas do isolamento político, bem como foram capazes de trazer os “mundo classe média” um enorme contingente de pessoas que estavam subordinados àqueles arranjos de classe anteriores…
Assim, impedidos de planejarem golpes “clássicos”, os conservadores colocaram uma nova lógica em funcionamento, bem mais sofisticada, mas com reflexos e objetivos semelhantes: impedir que as urnas, e os poderes eleitos sejam os instrumentos de mudança do establishment
Se olharmos com atenção, e com uma perspectiva histórica mais ampla, este processo teve início na nossa “matriz”, em 2000, quando george w. bush “ganhou” no tapetão (Corte Suprema) uma eleição sob suspeitas de fraudes grotescas.
As imagens da posse de george w.bush não passaram no jornal nacional, é verdade, mas quem quiser pode recorrer a Michael Moore e seus documentários, e poderá assistir milhares e milhares de pessoas protestando nas ruas de Washington no dia da posse de bush jr, jogando ovos e pedras na comitiva presidencial, onde pela primeira vez, o presidente eleito não caminhou até chegar ao local do juramento presidencial.
Bem, o fato é que a judicialização da política (tema batido e rebatido em vários artigos, análises e palpites), associada a uma máquina de mídia, que industrializa a difunde o moralismo hipócrita como ethos político nacional, tendem a confinar as democracias representativas em becos sem saída, porque o apelo ideológico conservador se esconde e é contrabandeado em sofismas, como “cumprir a lei”, “proteger a constituição”, ou “moralizar o país”.
Sabemos todos que a execução deste cumprimento (da lei), da proteção (a constituição) ou a moralização (de um país) sempre se dão de forma seletiva e a beneficiar arranjos institucionais e econômicos que, não raro, são os principais causadores e/ou beneficiários dos crimes e violações que dizem querer combater quando destituem mandatários eleitos pelo voto popular.
O pior é que estes trejeitos judicialistas vão impregnando a sociedade como um todo, desde os conflitos de vizinhança até o lazer e o esporte…
O melancólico fim do campeoanto brasileiro não nos deixa mentir.
A página eletrônica do grupo Al Jazeera traz as matérias sobre Bogotá e seu prefeito Gustavo Preto, que se negou a cumprir a ordem “legal” e convocou seu correligionários às ruas, e você pode ler aqui.
É sempre bom ter em mente: “onde todos veem coincidências, eu vejo consequências” (Matrix, reloaded – personagem Merovíngio)
14/12/2013 08:00Texto 36 pessoas lendo 0Comentários
Valor inclui prêmios não resgatados dos jogos organizados pela Caixa até novembro. Dinheiro é repassado para o Fies
Apostadores sortudos do Brasil deixaram de retirar R$ 246.265.536,18 em prêmios concedidos até o fim de novembro deste ano, de acordo com a Caixa Econômica Federal. O valor inclui todos os dez jogos administrados pela Caixa: Mega-Sena, Quina, Dupla Sena, Instantânea, Lotogol, Timemania, Lotomaria, Loteria Federal, Loteca e Lotofácil.
Giuliana MenezesCaixa administra dez jogos: Mega-Sena, Quina, Dupla Sena, Instantânea, Lotogol, Timemania, Lotomaria, Loteria Federal, Loteca e Lotofácil
O prazo para retirar o prêmio é de 90 dias após a data do sorteio. Caso o ganhador não se manifeste, o dinheiro é encaminhado para a Secretaria do Tesouro Nacional (de acordo com a portaria Ministério da Fazenda nº 223/2002) e repassado para o Fundo de Investimento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). A regra segue o que está previsto na lei 10.260/2001.
Entre os valores abandonados, estão desde pequenas quantias até os R$ 23 milhões que saíram para um bilhete da cidade de Ponta Grossa, no Paraná. A bolada aplicada na poupança, renderia R$ 133 mil por mês.
O valor deixado de lado pelos donos de bilhetes premiados é maior que o prêmio estimado para a Mega da Virada deste ano, de R$ 200 milhões.
As apostas começaram no dia 11 de novembro e só terminam às 14h do dia 31 de dezembro, quando haverá o sorteio. A aposta pode ser feita em qualquer uma das 12,6 mil lotéricas do País. Se apenas um sortudo abocanhar o prêmio e decidir se aposentar, receberá R$ 1,2 milhão ao mês se investir na poupança, o equivalente a cerca de R$ 40 mil por dia.
O primeiro sorteio da Mega da Virada aconteceu em 2009, no concurso nº 1.140. Dois ganhadores dividiram o prêmio de R$ 144,9 milhões – um deles era de Santa Rita do Passa Quatro, em São Paulo e outro de Brasília. Em 2012, três apostadores racharam R$ 244,7 milhões, um de Aparecida de Goiânia, em Goias, um de Franca, em São Paulo e um da capital paulista.
Fórum é a segunda revista do Brasil em engajamento no Facebook
Blog do Rovai
Levantamento da Revista Imprensa, realizado na última quarta (11), mostra que a Fórum é a segunda revista com maior engajamento do Brasil no Facebook. Isso significa que o público da Fórum interage mais do que o de outras publicações. A diferença de Fórum para a líder Carta Capital é mínima, de apenas 3%. Fórum tem 28,13% de engajamento e por outro lado supera de longe a terceira colocada, a revista Exame, cujo índice é 15,70%. Em relação à revista Veja, sétima colocada, a distância é ainda maior. O índice de Veja é de apenas 12,05%
Nos últimos meses, Fórum tem conquistado cada vez mais audiência e hoje está próxima de 1,5 milhão page views ao mês. Além disso, sua página do Facebook deve chegar hoje a 100 mil seguidores. Entre os veículos midialivristas e os blogues progressistas é um dos primeiros produtos a atingir essa marca.
A pesquisa do Portal Imprensa foi realizada com base nas duas informações que o Facebook disponibiliza de cada página: o número total de curtidas e o “Falando sobre isso”, que representa quantas pessoas estão interagindo de fato com a página naquele momento — curtindo, comentando ou compartilhando conteúdo.
O resultado é ainda mais impressionante quando se sabe que Fórum não é uma revista comercial tradicional. E, até por isso, só atingiu esse resultado porque tem leitores que valem a pena. Que formam opinião.
Veja o resultado do levantamento da Revista Imprensa logo abaixo.
Aos 82 anos, Russo dispara: ‘Se a Globo me mandar embora, eu morro lá dentro’
Morador do subúrbio carioca, assistente de palco pega dois ônibus para chegar ao Projac, confessa que fez a festa com as chacretes e pede um ‘Lar Doce Lar’ para Luciano Huck
IG
Rio – Não é preciso mais que 10 minutos de conversa com o assistente de palco Russo para captar seu cacoete mais característico. Ao final de quase toda frase, com certa esperança e melancolia, ele solta um “e por aí vai…”. É algo simbólico para quem analisa o todo da situação. Foi assim que Russo guiou sua vida. Indo. Com anos de televisão, ele é testemunha da transformação dos bastidores daquilo que ainda lhe encanta os olhos. E por mais que tenha disposição de menino, é preciso força extra para aguentar o tranco da não-ficção.
Aos 82 anos, Russo dispara: ‘Se a Globo me mandar embora, eu morro lá dentro’Foto: Ricardo Ramos / IG
Aos 82 anos, Antonio Pedro de Souza e Silva, seu nome de registro, encara dois ônibus diariamente para trafegar entre o bairro de Inhaúma, zona norte do Rio, até a portaria 2 do Projac, complexo de estúdios da Globo. Sem poder pegar peso, Russo atualmente é responsável por abrir o estúdio e acompanhar a gravação sentado do “The Voice” (ele também está na equipe do “Big Brother Brasil” e fez uma participação no quadro “Correio Feminino”, do “Fantástico”). Para completar, precisa pensar nos R$ 400 que gasta com remédios por mês, no aluguel de R$ 950 e nas despesas de Adriana, sua companheira, e os dois filhos dela. E o salário, segundo ele, apesar de mais de 40 anos de TV, é pequeno.
Em 2011, quando sofreu um infarto dentro do Projac, Russo foi encaminhado para o hospital e precisou colocar cinco pontes de safena. Na crise, ele agradeceu o apoio da emissora: “A Globo me deu toda a assistência. Me levaram para a enfermaria, para o hospital, e me ajudaram com os remédios, pagando no começo, e também com uma enfermeira quando fui para casa. O negócio é não entregar os pontos. O negócio é fazer seu trabalho, e eu faço meu trabalho até hoje. Até hoje ninguém reclama de mim, só escuto coisa boa. E por aí vai…”.
Russo tem olhos de menino quando fala da emissora. “Não tem páreo para a Globo. Não estou rebaixando as outras emissoras, mas a Globo faz tudo bonito, limpo”, disse. “Acontece que o pessoal pensa que hoje, quando entra na Globo, vira rei. Ainda mais esses ‘Coca-Cola’ aí, que são metidos a ser gostosos. Se fala comigo, eu respondo. Se não fala, tudo bem…”, completou.
Na sala de estar de sua casa, ele contou ao iG sobre o que viu e ouviu nesses 45 anos de TV. Entre todos os mestres, Luciano Huck é o que domina seu coração nos dias de hoje. Sem graça, ele contou que nunca recebeu a visita de nenhum parceiro de trabalho, mas gostaria de convidar o marido de Angélica junto com o quadro “Lar Doce Lar”. “Ah, isso eu queria, sim…”, disse o veterano, que não tem casa própria. “Meu dinheiro não dá para comprar uma”, declarou. Disposição Russo tem. Vontade de viver, também. Um único pesadelo? Ser demitido. “Você sabe uma coisa? Eu estou cansado de falar isso, mas se a Globo me mandar embora, eu morro lá dentro. Morro. Juro.” Confira muito mais na entrevista abaixo:
iG:Como você está de saúde hoje? Russo: Tive um infarto dentro da Globo, e agora estou bem para caramba. O negócio é a distância, porque aqui (sua casa) é muito longe da Globo. Eu tenho que ir todo dia. Estou no “The Voice” e no “Big Brother Brasil”. E qualquer gravação que acontece desses programas eu preciso ir para abrir o estúdio e, assim, acontecer a gravação. E vai por aí…
iG: Você ainda tem disposição para encarar essa viagem todos os dias? Russo: Ainda tenho. Essa paixão vem do carinho que eu tenho na Globo, de todo mundo… Todo mundo bate papo comigo, me cumprimenta… Na rua me reconhecem pra caramba. Tem gente que vem aqui na minha porta tirar fotografia, bater papo comigo. E vai por aí.
iG: Como foi que você começou a trabalhar com comunicação? Russo: Eu comecei primeiro na Tupi, na Urca, aí peguei a Continental, Excelsior, e de lá fui pra Globo com o Chacrinha. Lá tem um boom (tipo de microfone com longo cabo para gravação) que só eu sei mexer. Os caras seguram errado aquilo e ficam com a maior dor nas costas.
iG: Mas você ainda aguenta carregar aquele peso? Russo: Aguentar, eu aguento. Mas não posso mais, não. O máximo que faço agora é ficar sentado dentro do estúdio esperando as gravações acabarem.
iG: Vamos falar um pouco da sua infância. Você nasceu em Santa Catarina, né ? Russo: Santa Catarina? Eu nasci não foi em Petrópolis? Sabe que eu já me esqueci….? Ah, foi em Santa Catarina mesmo. Mas eu vim há muito tempo para o Rio.
Morador do subúrbio carioca, Russo pega dois ônibus para chegar ao ProjacFoto: Ricardo Ramos/iG
iG: E essa história de beber vinagre na rua para ganhar dinheiro? Russo: Pois é, eu bebia vinagre pra fortalecer. Muita gente queria sair comigo na rua, então às vezes eu tomava um copinho de vinagre. Era gostoso (Adriana, a mulher de Russo, o corrige nesse momento, dizendo que ele bebia para aparecer e ganhar dinheiro para a família. Inclusive, hoje ele tem “ódio de vinagre e só tempera a salada com sal e azeite”).
iG: Como começou sua história com o circo? Russo: Primeiro eu trabalhei no circo no Jardim Botânico, com o Carequinha, e depois comecei a ser trapezista. Eu perdi meus dentes foi num tombo que eu levei. Caí de boca no picadeiro. Eu estava preso. Não sei o que deu no cara que estava me segurando, que me deixou cair. Quando eu cai, foi tudo. Nunca mais botei dente. E quem quiser gostar de mim assim, goste. Quem não quer gostar, não posso fazer nada. Eu sou esse cara que você está vendo aqui, sou esse cara humilde, ganho pouco e vou por aí…
iG: Você conheceu o Chacrinha nessa época? Russo: Foi na Tupi, brincando com ele. Eu até hoje conheço a família dele todinha. E eu sinto falta dele, porque ele era um cara muito amigo, bem bacana. Quem dera tivesse muitos Chacrinhas por aí. E vai por aí…
iG: Como era sua relação com as chacretes? Russo: Eu me dava muito com as chacretes. Elas sumiram, né? Eu já namorei a Índia Potira. Ela me xingava de frouxo, de isso, de aquilo… Aí eu conheci essa pessoa aí (aponta para Adriana). Eu a conheci no pr grama da Xuxa. Depois que o Chacrinha morreu eu fiquei lá na Xuxa o maior tempão. Ela é muito bacana. E eu conheci essa aí (mulher) na plateia, e estou com ela até hoje. O Chacrinha não podia ver furo no programa dele. Ele dava esporro em todo mundo.
iG: E como era com o Faustão? Russo : O Faustão é um amigo também. Só que ele é muito paulista, gosta muito de paulistas. O Luciano Huck, não. Ele é ‘pedra 90’. Quem dera tivesse muito animador como o Luciano Huck. Basta você ver o que ele faz no ar. Você vê o que ele faz por esse público aí? Negócio de carro, negócio de casa… Quem dera o Luciano Huck me desse uma casa.
iG: Você ainda encontra com ele? Ele é seu amigo? Russo: Eu trabalhei muito tempo com ele, desde que ele começou na Globo. Ele fala comigo sempre que me vê. Às vezes me dá até um trocado. Não dá aquele trocado grande, não. É de R$ 100 pra baixo. Mas eu não peço, não. É do coração dele. É a amizade que ele tem com todo mundo.
iG: E a Xuxa? Russo: A Xuxa é uma loira legal pra caraca. Quem me dera eu tivesse uma mulher como aquela. Está rindo do quê? Eu ainda estou bem pra caraca. Eu já tive uma namorada e tive uma filha com ela que é minha cara. Palavra de homem. Quer ver meu neto? É a minha cara (diz, mostrando na carteira a foto de Cristian Davi). Estou devendo uma visita pra ele.
iG: Para você, quem é o grande apresentador da TV brasileira hoje em dia? Russo: É o Huck. Ele tem tudo que precisa. Ele tem as meninas que bailam com ele, que são educadas pra caramba. Tem a turma que trabalha com ele, que é legal pra caraca. E tem o carinho que tem que ter com o público.
iG: Nos bastidores, você enxerga muita diferença dos atuais funcionários da TV (apresentadores, jornalistas, atores, diretores) para os de antigamente? Russo: Não tem páreo para a Globo. Não estou rebaixando as outras emissoras, mas a Globo faz tudo bonito, limpo. Acontece que o pessoal pensa que hoje, quando entra na Globo, vira rei. Ainda mais esses ‘Coca-Cola’ aí, que são metidos a ser gostosos. Se fala comigo, eu respondo. Se não fala, tudo bem…
iG: Desses todos com quem você trabalhou, algum virou amigo íntimo? Russo: Não, aqui não vem ninguém, não. Eu sinto falta disso…
iG: E quem você convidaria? O Huck com o “Lar Doce Lar”? Russo: Ah, isso eu queria, sim… Meu dinheiro não dá para casa própria.
iG: Quando você sofreu o infarto, você ficou com medo de morrer? Russo: Qualquer um tem, né? Eu só fico pensando como vou deixar meus netos e a minha filha, a Fernanda, que é minha cara, e não enxergar mais o mundo. Eu sou apaixonado pela vida. Não dá pra gente dar a mão à palmatória, não. Senão piora mais ainda. Eu estou andando, estou bem… Só tenho dor nas costas, mas de resto está tudo ótimo.
iG: Você planeja realizar mais algum sonho? Russo: Não quero realizar mais nada… O que eu já quis já realizei. Já fiz muita coisa na vida. Eu só não sou de falar pra caramba. Agora eu estou meio nervosinho (fala, rindo, por causa da entrevista).
iG: E você quer trabalhar até quando? Russo: Eu vou trabalhar até Deus me matar. Deus que sabe. Você sabe uma coisa? Eu estou cansado de falar isso. Se a Globo me mandar embora, eu morro lá dentro. Morro. Juro.
As acusações do ministro Gilmar Mendes a respeito da proibição das doações de empresas para as campanhas eleitorais, em votação no Supremo Tribunal Federal, são graves. O ministro afirmou que partidos políticos que estão no poder vão se beneficiar com o veto às doações.
“Quem ganha com isso é quem dispuser de propaganda institucional. Há quem interessa esse modelo cerrado, hermético? Em geral, é ao governo”, afirmou.
O ministro insinua que há por parte dos governantes uma força corrupta que os permite se perpetuar no poder. Não pode haver outra interpretação senão esta.
Gilmar Mendes faz graves denúncias
Mas, após fazer esta afirmação, Gilmar Mendes ficaria constrangido se lhe perguntassem como Fernando Henrique Cardoso não conseguiu eleger José Serra em 2002. Ou, por outro lado, ao analisar os 20 anos – seis mandatos – de governo PSDB em São Paulo (Mário Covas de 1995 a 2001, Geraldo Alckmin de 2001 a 2003 e de 2003 a 2007, José Serra de 2007 a 2011, e novamente Alckmin de 2011 até este ano).
Ao fazer tal afirmação, Gilmar Mendes estava baseado em quê? Há fatos novos? Ele, como ministro, tem a obrigação de denunciar ao país, como aliás o fez quando revelou, em maio de 2012, que Lula o havia procurado, juntamente com o ex-ministro da Justiça Nelson Jobim, para supostamente pressioná-lo contra a realização do julgamento do mensalão.
Gilmar deve uma explicação ao país. Suas declarações não são de um homem qualquer falando amenidades, são de uma autoridade da mais alta corte do país. Sua voz é forte e tem eco, pela importância que simboliza.
Em “Journey (2012)”, jogadores podem, ao invés de competir, interagir colaborativamente, estabelecer vantagens mútuas, comunicar-se por meio de música
Extremamente populares, jogos de computador reproduzem quase sempre relações de mercado e devastação. Mas há versões rebeldes — e planejam-se ambientes não-mercantis…
Por Paul Mason | Tradução: Antonio Martins
Você chega a um vilarejo e o senhor local vende espadas. Como você tem pouco ouro, vai à luta e mata alguns lobos com arco e flecha. As peles te ajudam a comprar a espada. Onde tudo isso ocorre? É claro que no Skyrim (Wikipedia | Jogo), um dos games multiplataforma de maior sucesso no momento.
No Skyrim, a ação se passa no mundo mítico de Tamriel, onde a atividade humana consiste em lutar, roubar, praticar magia e comércio. Seja nesse game, no espaço profundo doEveOnline (Wikipedia | Jogo) ou na vida marginal de Grand Theft Auto V. (Wikipedia | Jogo), a economia dos jogos de computador quase sempre assemelha-se ao capitalismo primitivo. Comércio e desafio implacável às regras são as fontes da riqueza. Trabalho humano real e comportamento sociável quase nunca contam. Se quase metade das famílias têm um console, em muitos países e classes sociais; e se 8 milhões de pessoas acumulam fortunas secretamente a cada dia, em jogos de Facebook como Farmville (Wikipedia | Jogo), um imensa carga de ideologia do livre-mercado está sendo despejada em nosso tempo de lazer.
Mas o que ocorre quando se tenta subverter a economia subjacente aos games? Participantes ativos dos mundos online estão acostumados a “desmontar o jogo” [gaming the game], ou seja, explorar as inconsistências do modelo econômico para enganar outros jogadores. No ano passado, um destes espertinhos sugou quase toda a riqueza existente num universo particular, ao elevar à estratosfera o preço de um objeto sem valor e levar seu amigo a destruí-lo. Os economistas profissionais de games – sim, esta profissão existe – gastam dias desfazendo a rede de negócios.
Minha proposta é algo diferente. Que tal se – assim como nos acampamentos Occupy, onde se tenta “viver apesar do capitalismo” –, pudéssemos viver “apesar” das formas de propriedade e da economia de mercado voraz de um game?
No caso do Skyrim, a comunidade “do contra” – programadores e designers que se divertem criando versões não-oficiais do game – já transformou de modo inteligente a economia de Tamriel. Uma das versões limita os recursos naturais disponíveis (os logos podem ser extintos…). Outra, tornou o estoque de dinheiro finito. Uma terceira introduziu um sistema financeiro alternativo, no qual o ouro conquistado e não gasto pode ampliar a oferta de crédito para outros jogadores.
Mas e se fosse possível jogar qualquer um desses games sem tentar enriquecer por meio de conquistas, violência ou outras estratégias capitalistas de comprar barato e vender caro? E se fosse possível construir estratégias de criação colaborativa, fora do mercado, e tornar gratuito tudo o que é necessário para suprir as necessidades básicas da vida? Seria possível, individualmente ou em grupos, tensionar a economia de violência e conquista – a ponto de forçar uma transição para além da competição destrutiva?
São boas questões: uma importante escola de economistas acredita que elas expressam o problema essencial com que nos deparamos aqui fora, no mundo além dos games.
Yochai Benkler, um professor de Direito de Harvard, estuda como a emergência do gratuito, da produção colaborativa e de produtos não-comerciais como a Wikipédia criam uma falha no capitalismo. Numa economia de informação em rede, ele escreve, “a ação cooperativa e coordenada, realizada por meio de mecanismos não-mercantis decentralizados… joga um papel muito maior que em épocas anteriores. (Benkler Y, The Wealth of Networks, New Haven 2006).
Os bens imateriais desestabilizam sistemas econômicos baseados na escassez. Produtos gratuitos e construídos colaborativamente, como a Wikipedia, matam concorrentes comerciais em seu setor. Produtos de código aberto – mesmo quando comercializados, como o sistema Android, que movimenta 70% dos novos smartphones – podem reduzir a fatia de mercado dos produtos proprietários, de código inacessível.
Se Benkler estiver certo, a economia real do século 21 vai se converter num gigantesco jogo, no qual as formas não-mercantis interagem com os modelos clássicos, baseados na escassez e na competição. Os monopólios persistirão, mas serão solapados pela impossibilidade de fazer valer os direitos de propriedade. As hierarquias tentarão rearticular-se, mas não poderão reagir efetivamente à emergência das redes.
Nos games coletivos, já há muito trabalho colaborativo – inclisive no interior dos ambientes de tiros e mortes. Agora, os designers começaram a responder abertamente às demandas para colaboração. O Journey (2012) (Wikipedia | Jogo) é um game etéreo e sem palavras, em que os jogadores, ao interagir, estabelecem benefícios mútuos e conexão emocional, mas não trocam explicitamente.
A maior parte dos games, é claro, permanece presa na armadilha econômica de seu tempo: são mercados fechados, com diversos modelos estáticos de negócios, a maior parte dos quais envolve a destruição dos oponentes, a conquista de monopólios ou a pilhagem e desperdício de recursos.
O desafio é desenhar um game em que a economia possa evoluir: da competição para a colaboração. Em que, ao invés de ser um cara malvado em Los Angeles, você possa divertir-se como um colaborador, numa fazenda comunitária da Andaluzia. Um game em que contrariar as lógicas dominantes esteja implícito no produto inicial, não numa versão desautorizada. Um game onde seja possível “recusar” o chamado jungiano básico à aventura e, em vez disso, transformar o mundo em que vivemos.
Para muitos de nós, a realidade econômica já envolve relações de mercado e outras, que vão muito além. Diante disso, o mundo de saques competitivos em que se baseia a maior parte dos games de computador e de console começa a se tornar enfastiante.
No ano que vem, o próprio Skyrim vai se tornar um game coletivo. Os designers prometem: o mundo mítico de Tamriel permitirá escolher entre três alianças guerreiras, nove etnias e ilimitadas tatuagens faciais. A economia proposta parece uma versão do mercantilismo do século 18: conquiste um castelo, monte nele seu posto comercial, explore as necessidades e carências.
Como fã do game, gostaria de ter a oportunidade de algo radicalmente distinto. Alguém topa#OccupyTamriel?
BANCOS HISTORICOS – BANQUE DE L´INDOCHINE – Banco privado fundado em 1875 para emitir moeda nas colonias asiaticas da França, teve longa trajetoria de poder e riqueza, , hoje parte do Grupo Calyon Credit Agricole, nos anos 50 e 60 financiou projetos e expansão de fabricas de empresas francesas no Brasil, um banco que se mescla com a propria Historia da expansão colonial francesa, atravessou a Segunda Guerra sem ser incomodado pelo Exercito japonês que ocupava a Indochine, saiu com da colonia após a derrota francesa em Diem Biem Phu em 1954 mas continuou a operar na França com grande liquidez e reservas como banco de investimentos, juntou-se nos anos 70 com a Compagnie de Suez para formar o Banque Indosuez, muito ativo no Brasil nos anos 80 e 90.
O Calyon Credit Agricole é hoje o 25º banco do mundo, com ativos de US$1,2 trilhão de dolares. e tem banco comercial no Brasil.
Descobri a arte do norte-americano Robert Crumb quando eu era menino, em Barbacena. Meu tio assinava a revista “Mad” e eu tive o privilégio de ser o segundo leitor assim que cada exemplar chegava pelo correio. Tempos depois, também encontrei aqueles traços característicos do Crumb, estranhos e bem-humorados, nas capas dos discos de Janis Joplin e de mestres do blues. Mas demorou até que eu encontrasse suas HQs em livro. Demorou, mas aconteceu: algumas das melhores obras de Crumb agora estão publicadas no Brasil. Entre suas obras-primas mais recentes está uma adaptação da Bíblia Sagrada: o mais genial e iconoclasta dos cartunistas em atividade, hoje aos 69 anos de idade, ousou levar para o mundo dos quadrinhos o Gênesis, primeiro livro da Bíblia, que narra a criação do mundo e a história de Adão e Eva. Mas a surpresa sobre sua nova investida vai se dissipando quando o leitor percebe que o Gênesis traz desde a Antiguidade alguns dos ingredientes que fizeram a fama de Crumb nas últimas décadas. A arte de Robert Crumb: no alto, ilustração da capa de “Blues”; acima, ilustração e capa da edição em inglês de “Gênesis”; abaixo a capa da edição em espanhol e a sisuda e recatada edição nacional, lançada pela Conrad
O Deus todo-poderoso, como não poderia deixar de ser, é o protagonista destacado no Gênesis segundo Crumb. Mas no traço do cartunista, que nasceu em uma família católica, trata-se de um Deus vingativo, carregado de raiva e com longos cabelos e barbas. Sem pestanejar, esse Deus comete dois genocídios no intervalo de poucas páginas – um durante o Dilúvio que tem Noé como protagonista, no episódio da arca da salvação; outro na chuva de fogo implacável que vem dizimar as cidades de Sodoma e Gomorra. Crumb também recria toda aquela sucessão de incestos, sacrifícios, inveja e misoginia que os judeus veneram na Torá e os cristão fundamentalistas idolatram no Antigo Testamento. Ele diz que dedicou cinco anos de trabalho diário para concluir a adaptação e, na breve introdução ao livro, destaca que tentou ser muito respeitoso com as crenças religiosas milenares. “Se minha interpretação literal e visual do Gênesis ofende alguns leitores”, alerta, “em minha defesa só posso dizer que me aproximei dele como um trabalho meramente ilustrativo, sem intenção de ridicularizar nada nem fazer brincadeiras visuais”. O lançamento de “Gênesis” aconteceu simultaneamente em 20 países, incluindo o Brasil, precedido pela publicação de trechos na revista mais influente dos EUA, a “New Yorker”, que tem Crumb em seu elenco de colaboradores. A estratégia de lançamento levou “Gênesis” para as listas dos mais vendidos, um feito raríssimo para uma publicação em quadrinhos. Além do “Gênesis”, Crumb agora está disponível nas livrarias brasileiras com alguns de seus álbuns especialíssimos, publicados pela editora Conrad, incluindo, entre outros, “Minha Vida”, “Blues”, “América”, “Meus Problemas com as Mulheres”, “Fritz, the Cat” e “Mr. Natural”. Há ainda “Kafka de Crumb”, que além dos desenhos do cartunista traz texto de David Zane Mairowitz. Os álbuns de Crumb editados pela Conrad não chegam a ser uma HQ e nem um livro propriamente dito, mas flutuam entre ambos. Assim como os outros clássicos de Crumb, “Kafka” traz resumos, análises e seus desenhos característicos – no caso, imagens que traduzem “A Metamorfose”, “Na Colônia Penal”, “O Processo” e “O Castelo”, entre outros escritos de Kafka, considerado por muitos o nome mais fundamental da literatura do século 20. Além dos álbuns de HQ, a arte do cartunista também é celebrada em um documentário antológico – “Crumb”, produzido por David Lynch e dirigido por Terry Zwigoff em 1994. O filme reúne imagens de arquivo, charges e depoimentos – do próprio Crumb e de seus amigos e parentes. Há cenas impagáveis, como o irmão descrevendo rituais inacreditáveis ou Crumb imitando Janis, que lhe disse: “Oh, Robert, precisa deixar o cabelo crescer, botar uma bata, calça boca-de-sino. Tá muito caretão”. Crumb conta e se diverte – como virginiano, ele prefere os uniformes: as mesmas roupas no mesmo estilo. Bizarro e politizado O humor mais bizarro e politizado de Crumb aparece por inteiro em “Minha Vida”, autobiografia em quadrinhos que mantém a contestação gaiata que fizeram dele uma lenda entre os clássicos imbatíveis da era do rock. Imagens e piadas visuais, ideias ousadas e uso diversional de sexo e alucinógenos, que ele vem burilando desde o final dos anos 1950, contra o pior conservadorismo, revelam em “Minha Vida” as experiências confessionais do autor e constroem seu melhor melhor personagem: ele mesmo. Com doses generosas de muita sinceridade, muito humor negro e nenhuma concessão à moral vigente na indústria cultural, “Minha Vida” encadeia histórias publicadas do começo dos anos 1970 a 1994, incluindo cartuns, autorretratos, narrativas mais extensas e outras de poucas páginas ou até de apenas um quadro, tanto em preto-e-branco como no mais lisérgico colorido. Seu traço febril, distorcido, genial e demolidor, explode em sarcasmo subversivo contra tudo e contra todos. Em “Minha Vida”, Crumb fala de si com nenhuma piedade, enumerando seus melhores ataques contra a hipocrisia, mais os escândalos e muitos problemas com a justiça nos Estados Unidos, que o levariam por fim ao exílio na Europa na última década. Em 2010, quando esteve no Brasil como convidado especial da Flip – a Feira Literária de Paraty – Crumb surpreendeu a todos na entrevista coletiva: disse que viajou meio a contragosto e que só aceitou o convite depois de muita insistência da esposa, a também cartunista Aline Kominsky. Crumb mora com a esposa e a filha desde 1991 na França e, neste autoexílio, passa a maior parte do tempo ouvindo discos antigos, lendo e desenhando. Além da dedicação à sua versão do Gênesis, nos últimos anos ele também vem produzindo projetos por encomenda e histórias curtas para jornais e revistas, entre elas a “New Yorker” e a “W”, especializada em moda e comportamento. Para a “W”, uma das criações recentes de Crumb foi a retrospectiva em capítulos sobre a trajetória feminina através dos séculos, seguindo das agruras das mulheres no tempo das cavernas até maquinações mais atuais e espúrias de personagens estranhos como Lyndee England, aquela militar norte-americana que, em 2003, foi fotografada torturando prisioneiros no Iraque. Crumb e seu humor são implacáveis. Literatura, jazz e rock’n’roll Jazz, blues, rock’n’roll e altas literaturas permeiam cada quadro na narrativa de “Minha Vida”, entre passagens de estilo gráfico surpreendente, breves, inconformistas. O mundo característico de Crumb e sua bizarria fornecem o fio condutor a cada traço em fragmento confessional, intercalados por poucas páginas de textos, algum trecho de entrevista e uma ou outra anotação circunstancial. A síntese da contracultura passa pelo imaginário que Crumb retrata nos quadrinhos. Em “Minha Vida”, esta síntese inclui a infância católica em subúrbios protestantes na Philadelphia (onde ele nasceu, em 30 de agosto de 1943), a escola sempre repressora, a família substituída na adolescência pelas experiências quando foi morar com o irmão mais velho (que o levariam em definitivo ao mundo da música, da libido à flor da pele e da psicodelia), os primeiros desenhos publicados, os hippies de San Francisco, os esoterismos e as manias de estrelas do pop-rock. Enquanto “Minha Vida” carrega saborosas confidências autobiográficas, as mais antológicas lendas do jazz e do rock’n’roll estão reunidas em “Blues”, outra obra-prima do cartunista que ganhou da Conrad uma edição das mais caprichadas. Detalhe: a versão brasileira é melhor e mais completa que a edição original em inglês. Com bela encadernação em capa dura e colorida, “Blues” inclui – além dos casos mais surpreendentes sobre as origens da música na América, seus personagens principais, as bebedeiras, a vida na zona rural, os cantores cegos, a discriminação racial e os pactos com o diabo nas encruzilhadas – todas as histórias em HQs “musicais” de Crumb, mais as capas de disco que ele produziu, as filipetas de culto dos colecionadores, os anúncios publicitários e os cartazes de shows. Crumb é impressionante. Seu traço característico, sujo, algo disforme, com formas grotescas que denunciam a proximidade com o universo das drogas alucinógenas, definem também o que de melhor a cultura underground produziu nas últimas décadas. Como apresenta muito bem o ensaio “Faróis da Eternidade”, de Rosane Pavam, que abre a edição nacional de “Blues”: “Crumb viu o sonho da liberdade nascer e escapar. Assistiu à decretação da morte de tudo – da religião, do cinema, da música, da dança – mas não a desejou. Libertar é diferente de matar, e o trator de Crumb passou sobre as senzalas suave-mente, bem raciocinado”. Foi na década de 1960 que Crumb surgiu como referência da contracultura, com os baluartes de seus cartuns cáusticos que questionam valores. Sua arte se mantém assim desde aquela época, quando revolução era a palavra de ordem: seus traços de humor negro abalaram tabus, desmascararam falsidades puritanas, revelaram obsessões sexuais e, em “Blues”, reverenciam e criticam a “evolução” da música popular no decorrer do último século. De Robert Johnson a Monty Python Robert Johnson está presente em “Blues”, em destaque, assim como Furry Lewis e a galeria dos bluesmen que assombraram os conservadores e criaram os fundamentos do rock e da cultura negra dos EUA que se espalharam pelo mundo. Howlin’Wolf e seus pares também são retratados, com Jimi Hendrix que alucina e leva junto a sacerdotisa do rock, miss Janis Joplin. Ela ganharia do amigo Crumb duas capas antológicas: “I Got Dem ol’Kozmic Blues Again Mama” (1969) e “Cheap Thrills” (1968). Aclamado como gênio e revolucionário, Crumb nasceu em uma família de cinco irmãos na Philadelphia e começou a desenhar ainda na primeira infância. No documentário dirigido por Terry Zwigoff, ele confessa que o motivo da estreia nas HQs aconteceu por insistência do irmão mais velho, Charles, que também o iniciou em certos hábitos bizarros envolvendo sexo, mulheres, política, drogas, literatura e muita música. O hobby dos cartuns virou ganha-pão em 1962, quando se tornou ilustrador da “American Greetings” e da “Help”. Depois viriam os contratos que alcançaram maior público com a revista “Mad”, outros projetos os mais diversos em áreas idem e, claro, as charges e as HQs mais marcantes da contracultura em todo o planeta. Até o final dos anos 1960, a arte de Crumb estaria restrita ao universo da contracultura, do blues e do rock. Mas isso começou a mudar quando ele lançou “Fritz, the Cat”. Nesta série, as histórias se passam numa grande cidade habitada por animais antropomórficos, sendo que o gato Fritz é o personagem principal. Muito calmo, entregue à preguiça e ao lado mais hedonista da vida, com algumas tendências artísticas, Fritz sempre se vê envolvido pelo acaso com personagens alucinantes em aventuras selvagens, nas quais vai encontrando as mais diversas experiências sexuais. Fritz apareceu em histórias desenhadas por Crumb quando criança e viria a se tornar o mais famoso dos seus personagens. As tiras e cartuns com o gato primeiro foram publicadas nas revistas “Help!”, “Cavalier” e “Mad”. Depois foram se tornando cada vez mais explícitas e migraram para revistas mais undergrounds. Depois chegaram às eróticas “Playboy” e “Hustler”, nas décadas de 1960 e 1970. Em 1972, o ponto alto da popularidade: “Fritz, the Cat” foi transformado em filme de animação pelo diretor e roteirista Ralph Bakshi. Com a venda dos direitos sobre seu personagem, Crumb conquistou fama e fortuna e também mais perseguição pela censura. “Fritz” foi o primeiro desenho animado a ser classificado com o código X (impróprio para menores), mas também é considerado um dos filmes independentes de maior sucesso comercial de todos os tempos. O sucesso e o escândalo de “Fritz, the Cat” ainda ganhariam um capítulo inesperado no final de 1972, quando Crumb publicou uma história que pôs fim à trajetória de seu personagem mais famoso: depois de uma última orgia, Fritz é assassinado por uma ex-namorada. Com Crumb é sempre assim: o banal, o comum, o imprevisível e o humor insano de pequenas bobagens cotidianas fornecem um arsenal de piadas visuais com ares libertários. Reconhecido como influência ou guru de grandes nomes da cultura pop, Crumb tem legiões de pupilos notáveis. Entre eles, astros e estrelas do rock, do blues e do jazz, jornalistas, escritores e midas da tecnologia como Steve Jobs e Bill Gates, além de Harvey Kurtzman, criador e editor da revista “Mad”, e Terry Gilliam, um dos mentores do grupo de comediantes ingleses do lendário Monty Python. Não é pouco. Líder mundial do movimento underground, entretanto, é um título que Crumb sempre rejeitou. Prefere ser líder de coisa nenhuma, em suas investidas contra o moralismo e as hipocrisias que encontramos aqui e ali. Alguém já disse, não me lembro quem: ao ler Crumb, é o sol que finalmente brilha em nossa porta dos fundos. por José Antônio Orlando.
Os petistas são condenados por falta de prova, os tucanos, absolvidos pelo excesso delas.
É fácil entender.
Só um criminoso é capaz de não deixar provas.
Só um inocente é capaz de espalhá-las ao vento para quem quizer vê-las.
O criminoso, no seu trabalho profissional, não deixa rastros, vestígios, sinais, testemunhas. Apenas maqueia, marketeia. Critica para fazer fumaça, encobrindo assim seus crimes. Somente sua estória, contada nos tribunais que é capaz de incriminá-lo. Fazendo justiça.
O inocente, no seu trabalho árduo em prol do país, anda despreocupado, releva corruptos ao seu redor para focar naquilo que interessa, apresentar resultado. Ele não critica, pois não necessita disso, sua competência fala por si. E seu patrimônio é fruto disso. Somente um tribunal técnico, criterioso que segue a risca o devido processo legal, a presunção da inocência, a ampla defesa e o contraditório é capaz de absolvê-lo. Fazendo justiça.
Dois pesos, duas medidas. Uma para os criminosos, outra para os inocentes.
O argumento é válido. O problema é que não é claro se o argumento é correto, isto é, o problema é se, de fato, a premissa é verdadeira (o que não parece):
Mais uma do Meio Ambiente, Nassif. Trocaram a gestora responsavel pela unidade de conservação do Arquipelago dos Alcatrazes, sem nenhuma justificativa. Eu trabalho há anos no local, e pesquisas importantes tem sido realizadas naquela Ilha. O Ministerio do Maio Ambiente vai muito mal. #foraIsabellateixeira
Gestora do ICMBio que lutava pela preservação de Alcatrazes é afastada do cargo
Herton Escobar / O Estado de S. Paulo
(Atualizado às 21p5)
A analista ambiental Kelen Leite, do ICMBio, foi dispensada da gestão da Estação Ecológica (ESEC) Tupinambás no início desta semana, após 3,5 anos no cargo. Muito elogiada na comunidade ambientalista, Kelen estava à frente das negociações com a Marinha do Brasil para acabar com os treinos de tiro no Arquipélago dos Alcatrazes, um dos principais refúgios de biodiversidade insular e marinha da costa brasileira, no litoral norte de São Paulo.
A ESEC Tupinambás cobre partes do arquipélago, mas não a ilha principal, que a Marinha usa há décadas como alvo para treinos de tiro. Em junho deste ano, após longas negociações, a Marinha anunciou publicamente que concordava em parar de atirar na ilha e que apoiava a transformação de quase todo o arquipélago em um Parque Nacional Marinho. O projeto de criação do parque está submetido ao MMA.
O afastamento de Kelen, publicado terça-feira no Diário Oficial da União, pegou a própria gestora de surpresa. “Não pedi para sair e não gostaria de sair”, disse Kelen ao Estado hoje, por telefone. “É muito ruim sair assim, no meio de um trabalho”, completou ela, referindo-se não só ao processo de criação do Parque Nacional como o de elaboração do plano de manejo da ESEC Tupinambás, que foi recentemente concluído, 26 anos após a criação da unidade. O plano está praticamente pronto, faltando a aprovação do ICMBio.
O afastamento também pegou de surpresa a comunidade ambientalista e os integrantes do Conselho Gestor da ESEC, que não foram consultados pelo ICMBio sobre a mudança, segundo Fausto Pires de Campos, coordenador do Projeto Alcatrazes e um dos maiores conhecedores e defensores do arquipélago. “O Conselho Gestor foi profundamente ofendido, pois não foi consultado para esta mudança drástica, contraproducente e completamente equivocada”, afirma ele, em um e-mail endereçado a Kelen e distribuído para a comunidade ambientalista e científica ligada ao arquipélago. “Seu trabalho é excelente e admirável e resolvem trocar a chefia? Algo está muito estranho e errado e penso que Alcatrazes volta a correr imenso risco, não importando quem coloquem na ESEC; o sinal de retrocesso está dado e temos que voltar a lutar duro pela preservação de Alcatrazes.”
A publicação no Diário Oficial da União não aponta um substituto para a gestão da ESEC.
O ICMBio foi procurado pela reportagem no início da tarde de hoje, via assessoria de comunicação, mas não forneceu nenhuma informação sobre o caso até as 21h.
O padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior postou um vídeo em seu canal no Youtube falando sobre a união entre católicos e evangélicos na política nacional.
Ele lembrou que há muitas pessoas que não aceitam essa aliança e até torcem contra ela. Azevedo Júnior propõe deixar de lado o que divide as duas crenças para buscar o bem comum. O padre se refere ao movimento homossexual que tem como objetivo destruir o patrimônio moral do ocidente.
“Um bando de celerados colocou na cabeça ‘que a moral judaico-cristã só fez desgraça, então nós temos que acabar com ela’, e acabar com a moral judaico-cristã é acabar também com essa instituição chamada família”, disse.
O pároco comenta que a maior parte da população é a favor da moral judaico-cristã e da família e para não deixar que católicos e evangélicos lutem por ela, elas estão dispostos a colocar as duas religiões uma contra a outra.
Ensaio fotográfico registra expressões de pacientes com câncer diante de mudanças radicais no visual
“Sabe o que eu mais sinto falta? Ser despreocupado.”
Estas são as palavras que inspiraram um novo projeto que tem como objetivo ajudar pacientes com câncer a esquecer da sua doença “mesmo que apenas por um segundo”.
A Fundação Mimi, em colaboração com Leo Burnett, reuniu 20 pacientes com câncer, em junho. Os homens e as mulheres pensavam que estariam recebendo uma mudança de visual comum e foram convidados a fechar os olhos durante a essa transformação. Porém, quando abriram os olhos viram no espelho uma mudança radical, pode-se até dizer “escandalosa”. O que eles também não contavam é que estavam sendo fotografados e filmados!! Perfeito.
Assim, nós todos ganhamos esse presente incrível, ver a expressão de pessoas que lutam contra o câncer sem a mácula da doença, por um segundo eles só pensaram no que viram: uma mudança radical! Nada de um rosto com marcado pela doença, mas verdadeiros personagens!!
Você ficou curioso? Ótimo!! Veja abaixo o vídeo da filmagem. Quem quiser ver as fotos pode clicar aqui!!
Eles não puderam deixar de rir e, por um momento, pelo menos, eles ficaram, mais uma vez sem preocupações.
Incrível, não?
Olhem o vídeo que registrou a experiência. É imperdível as expressões dos modelos!! =)
Alguém sabe a cor de Jesus Ungido ? Como ele era palestino, e peregrinava da Galileia à Judeia,passando pelo litoral, há grandes possibilidade do tom da pele de Jesus ser moreno. Uma coisa é certa, Jesus não era loiro de alhos azuis.Essa imagem de Jesus que o mundo conhece, serviu para divulgar o evangelho, porque ficaria mais fácil a sua aceitação, principalmente pelo povo europeu. E se Jesus for negro, você continuaria acreditando nele ?
A jornalista Megyn Kelly, âncora da Fox, se sentiu ultrajada com um bom artigo no site da Slate. A autora, Aisha Harris, negra, contava como a representação de Papai Noel com um velhinho branco a confundiu na juventude. Megyn não gostou.
“Eu ri e pensei: ‘Oh, isso é ridículo. Mais uma pessoa dizendo que é racista ter um Papai Noel branco’. E, por falar nisso, para todas vocês, crianças, nos vendo em casa, Papai Noel é simplesmente branco. Papai Noel é o que é.”
Ela estendeu suas considerações a Jesus Cristo. “Jesus era branco, também. Ele era uma figura histórica, isso é um fato verificável — como Papai Noel. Só porque algo faz você se sentir desconfortável, não significa que deva mudar. Como você revisa a história e muda Noel de branco para negro?”.
Bem, noves fora o detalhe de que — parem de ler aqui, meninos — Papai Noel não existe, a diatribe de Kelly acabou causando uma certa comoção. O comediante Jon Stewart estranhou o fato de ela se dirigir a crianças num programa de notícias que passa depois das 10 da noite. “Crianças inocentes o suficiente para achar que Papai Noel existe e racistas o bastante para ficar horrorizadas”, disse.
Mas sua assertividade com relação à cor da pele de Jesus lembrou alguns bons momentos da nossa Rachel Sheherazade, a musa da direita evangélica. Especialmente porque há um consenso entre historiadores, hoje, de que, como JC era um judeu do Oriente Médio de 2 mil anos atrás, ele tinha, provavelmente, compleição escura
Noam Chomsky: EUA matavam quem praticava o que prega Papa Francisco
14/12/2013 12:34 pm
Por Travis Gettys, do The Raw Story | Tradução: Ítalo Piva
Os Estados Unidos declararam e lutaram uma amarga, brutal e violenta guerra contra a igreja, disse Chomsky (Foto: Wikimedia Commons)
Os Estados Unidos lutaram por décadas uma guerra contra católicos que praticavam os ensinamentos que levaram o Papa Francisco a ser eleito personalidade do ano pelaTimes, segundo o filósofo político Noam Chomsky.
Segundo Chomsky, em 1962, a conferência Vaticano II reformou os ensinamentos da Igreja Católica pela primeira vez desde o século IV, quando o Império Romano adotou o cristianismo como sua religião oficial, e isso teve um profundo impacto nos líderes religiosos da América Latina.
Na semana passada, em uma entrevista com o ativista de justiça social Abel Collins, Chomsky explicou que padres e laicos latino-americanos formaram grupos com camponeses para estudar o Evangelho e reivindicar mais direitos das ditaduras militares da região – que ficaram conhecidos como Teologia da Libertação.
“Há uma razão porque cristãos foram perseguidos pelos primeiros três séculos,” disse Chomsky. “Os ensinamentos são radicais – de um texto radical – que pregam basicamente um pacifismo radical com opções preferenciais aos pobres.”
Ele reafirmou que praticantes da Teologia da Libertação foram sistematicamente martirizados, ao longo de mais de 20 anos por forças apoiadas pelos EUA, que tentavam evitar que nações latino-americanas instalassem governos socialistas em benefício de seus próprios povos, contrariando interesses norte-americanos.
“Os Estados Unidos declararam e lutaram uma amarga, brutal e violenta guerra contra a igreja,” disse Chomsky. “Se existisse imprensa livre, é assim que representariam a historia.”
Ele explicou que os EUA apoiaram a “posse de governos e instituições ditatoriais com estilos neonazistas”, como parte de uma guerra que finalmente terminou em 1989 com a morte de seis jesuítas e duas mulheres na Universidade da América Central por tropas salvadorenhas.
Chomsky disse que aquelas tropas foram treinadas pelo governo norte-americano na Escola Kennedy de Guerra Contra a Insurgência, e agiram sob ordens oficiais do comando salvadorenho, que mantinha uma relação próxima com a embaixada norte-americana.
“Eu nem tenho que atribuir isso ao governo,” disse ele. “Já é aceito. A Academia das Américas, que treina oficiais militares latino-americanos – basicamente assassinos – um dos seus pontos de discussão é que o exército norte-americano ajudou a derrotar a Teologia da Libertação.”
O Papa Francisco, um jesuíta argentino, tem feito gestos simbólicos para uma nova aceitação da Teologia da Libertação na Igreja, depois de anos de condenação por suas aspirações políticas pelos papas João Paulo II e Bento XVI.
Seu recente Evangelii Gadium – ou Alegria do Evangelho – foi visto por muitos como um ataque ao capitalismo e economia de mercado livre, mas Chomsky acredita que até agora o Papa não transformou suas palavras em ações.
“Gosto do fato de que o discurso mudou, e de que há uma melhora na discussão sobre justiça social, mas temos que ver se isso chegará ao ponto de as pessoas se organizarem e insistirem por seus direitos percorrendo o caminho da opção preferencial pelos pobres, ou seja, de levar o Evangelho a sério.”
Antonio C.
14 de dezembro de 2013 4:04 amVereador tucano é pastor e quer “dar um couro” em professora
Pastor Altemar é vereador em Montes Claros, cidade mineira assentada a 418 km de Belo Horizonte. É filiado ao PSDB de Aécio Neves. Tem certa dificuldade para lidar com o contraditório. Desenvolveu uma ojeriza (http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2013/12/13/vereador-mineiro-ofende-professora-e-diz-que-daria-um-coro-nela.htm) à professora Iara Pimentel. “Se pudesse, eu mesmo dava um coro nela”, disse há 18 dias.
O que fez Iara para despertar os instintos primitivos do pastor tucano? Ela desenvolveu o democrático hábito de comparecer ao legislativo municipal para protestar e cobrar. A entrevista reproduzida no vídeo acima rendeu um pedido de cassação do mandato do vereador por falta de decoro. Foi rejeitado por 13 a 9.
Presidente do PSDB federal, Aécio Neves talvez devesse desperdiçar um naco do seu tempo com o pastor Altemar. Alguém que sonha com a Presidência da República não pode se dar ao luxo de coabitar o partido com correligionários que cultivam o desejo de “dar um coro” em eleitoras. De duas, uma: ou o PSDB convence o pastor a aceitar Jesus ou o conduz até a porta de saída do templo.
Marcos Chiapas
14 de dezembro de 2013 4:09 amCombater a prostituição no caminho certo
Nassif, peço desculpas pela tradução google, mas acho que a pertinência do artigo vale uma concessão. Para quem preferir, o artigo original em ingles está no link abaixo
A Europa está finalmente começando a combater a prostituição no caminho certo
Sobreviventes de tráfico sexual para trás o modelo nórdico cada vez mais popular, o que envolve a criminalização da demanda
Lauren Hersh theguardian.com , Quinta-feira 12 de dezembro de 2013 06.33 EST
‘Devido à coerção generalizada dentro dos setores prostituição legal, não é possível diferenciar a demanda de exploração e não de exploração. ” Fotografia: Jack Carey / Alamy
Zsolt está na frente da basílica de Santo Estêvão, no centro da cidade de Budapeste, todas as noites a partir de 08:00 até de madrugada. Seu trabalho é orientar os turistas de passagem para uma próxima “clube de cavalheiros”. Ele ganha 300 mil forint (£ 830) por mês em um país onde o salário médio é de menos da metade desse valor. Ele fala cinco línguas e está feliz em responder a perguntas durante o que ele diz é uma noite de “lento”. Mesmo assim, ele fala a 12 de língua Inglês homens interessados dentro de um período de 20 minutos. A indústria do sexo comercial não é legal na Hungria, mas é tolerada e existe em grande parte à vista.
A Hungria é uma chave “fonte” local para mulheres e meninas traficadas para países onde a prostituição é legal, como a Suíça, Alemanha e Holanda. Nesses países, as mulheres e as meninas são trazidos para suprir a demanda legalmente sancionado.
Aqueles que apóiam a legalização e descriminalização da prostituição, muitas vezes fazê-lo com o objetivo pretendido de fazer prostituição melhor e mais seguro para os envolvidos. No entanto, os sobreviventes do tráfico sexual têm afirmado repetidamente que a legalização e descriminalização da indústria do sexo comercial faz exatamente o oposto.
Uma declaração assinada por 177 verificados sobreviventes de tráfico sexual de tráfico sexual sobreviventes Unidos (STSU) sugere que:. “Sem os compradores de sexo comercial, o tráfico de sexo não existiria Se começarmos a penalizar e estigmatizar os compradores, poderíamos acabar com o tráfico sexual em nossa vida … a prostituição não é um crime sem vítimas, é uma forma brutal de violência sexual “.
A Europa está finalmente começando a ouvir. Uma nova tendência está surgindo – criminalizando os compradores, traficantes e cafetões que alimentam a indústria do sexo comercial, enquanto a descriminalização e prestação de serviços e opções de saída para as pessoas na prostituição.
A partir de 1999, na Suécia, Noruega e Islândia implementado este“modelo nórdico” da política prostituição. Estas leis visam reduzir toda a demanda, reconhecendo que, devido à coerção generalizada dentro dos setores de prostituição legais, simplesmente não é possível diferenciar a demanda que é explorador do que não é.
França reconheceu este e sua assembléia votaram a favor da adoção do modelo na semana passada, a Irlanda é devido para breve ; Ministério da Finlândia para a Justiça pediu o mesmo .
A Holanda e Alemanha – que tentou regulamentar a prostituição em 2000 e 2002, respectivamente – estão começando a recuar a partir de suas experiências fracassadas, com políticos pressionando por novas leis para criminalizar a compra de sexo de uma vítima de tráfico ou coerção.
No Reino Unido, esperamos que de Theresa May MP “bill escravidão moderna” irá incluir disposições que abordam especificamente a demanda. Se a Irlanda segue líder da França, adotando o modelo nórdico – e no Reino Unido não criminalizar demanda – pode ter de responder rapidamente como traficantes atravessam as fronteiras de um ambiente legislativo que é mais favorável. Esta tendência europeia para criminalizar a compra de sexo e descriminalização pessoas na prostituição ecoa recomendação de Mary Honeyball MEP em seu relatório do Parlamento Europeu que o modelo nórdico ser implementado em todo o continente. Ele também é compatível com a obrigação legal de todos os estados membros da UE para enfrentar a demanda que “incentiva todas as formas de exploração ligada ao tráfico”, como enfatiza UE anti-tráfico coordenador, Myria Vassiliadou.Ela reflete também a recomendação do Comissário da UE para Assuntos Internos, Cecilia Malmström, para os países a tomar medidas para reduzir a demanda por exploração sexual.
De volta a Budapeste, Zsolt não percebe que ele é parte da razão por que o tráfico sexual continua a florescer. Ele não sabe que a menina de 14 anos a partir de sua cidade natal, que não podem falar Inglês ou holandês e acha que ela está indo trabalhar em um salão de cabeleireiro em Amesterdão, acaba em uma janela em uma rua Nyíregyháza , comprado por sexo por “visitantes da luz vermelha”.
Instamos o Reino Unido e todos os governos europeus para implementar o modelo nórdico em todo o continente. Isto não só irá garantir que a vida de inúmeras mulheres e meninas são melhoradas, mas também irá enviar um sinal forte para pessoas como Zsolt, que não apreciar plenamente que ao permitir que a indústria do sexo comercial, eles estão escondendo a exploração e violência que é em seu núcleo.
Europe is finally starting to tackle prostitution in the right way
Diogo Costa
14 de dezembro de 2013 4:12 amA longa luta contra a homofobia
A LONGA LUTA CONTRA A HOMOFOBIA – Parte da sociedade brasileira tem discutido exaustivamente a questão da homofobia nos últimos anos. É um debate que acende inflamadas e antagônicas posições. Há também uma árdua batalha que a comunidade LGBT trava há décadas em favor do fim da discriminação em razão da orientação sexual das pessoas. Os setores mais decididamente contrários à criminalização da homofobia no Brasil são oriundos dos meios religiosos, de variadas confissões cristãs, o que não chega a surpreender. No mundo inteiro as resistências mais fortes encontram-se nos meios religiosos.
A luta pela concretização das demandas contra a homofobia ganha importante destaque atualmente através do debate travado sobre o PLC 122, que visa a garantia dos direitos humanos fundamentais para a comunidade LGBT. Esta longa luta político-legislativa iniciou em 07 de agosto de 2001, quando a então deputada federal Iara Bernardi, do Partido dos Trabalhadores de São Paulo, apresentou o projeto de lei nº 5003/2001. Entre novembro de 2001, quando o projeto iniciou a tramitação na CCJC (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania), e abril de 2005, o projeto teve três relatores que analisaram a matéria e devolveram o projeto à Comissão sem apresentar nenhum parecer.
Foram eles (os relatores da época) os deputados federais Bispo Rodrigues (PL-RJ), em novembro de 2001, Bonifácio Andrada (PSDB-MG), em junho de 2003 e o então deputado federal Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), em abril de 2004. Quase um ano depois, em 17 de março de 2005, a relatoria passou a ser feita pelo deputado federal Luciano Zica, do Partido dos Trabalhadores de São Paulo. Em pouco mais de um mês (26 de abril de 2005), e após vencer a paralisia de três relatores que nada fizeram, o deputado federal Luciano Zica (PT-SP) apresenta o parecer final, favorável à constitucionalidade do projeto de Iara Bernardi (PT-SP).
Em agosto de 2005 a CCJC finalmente aprova o parecer do deputado federal Luciano Zica (PT-SP) e a matéria segue para o plenário da casa. Em novembro de 2006 o projeto é aprovado pela Câmara dos Deputados e em dezembro do mesmo ano é encaminhado para a apreciação no Senado. Ali nascia o atual PLC 122. Ainda em dezembro de 2006 a Mesa Diretora do Senado encaminha o PLC 122 para a CDH (Comissão de Direitos Humanos). Após passar pela Comissão de Direitos Humanos, seria preciso encaminhar a matéria para a CCJ, antes da apreciação em plenário.
Em fevereiro de 2007 é designada a relatoria do projeto, que fica com a Senadora Fátima Cleide, do Partido dos Trabalhadores de Rondônia. No mês seguinte a então Senadora Fátima Cleide (PT-RO) apresenta relatório favorável à constitucionalidade do projeto. A pedido de outros parlamentares a relatora retirou a apresentação do parecer para permitir a realização de uma audiência pública sobre o tema, que se realizou em maio de 2007. Em outubro de 2007 a Senadora Fátima Cleide (PT-RO) reapresenta seu parecer favorável mas não houve votação por falta de quórum.
Numa manobra protelatória, feita em dezembro de 2007, a Mesa Diretora do Senado decidiu que o projeto deveria passar também pela análise da CAS (Comissão de Assuntos Sociais). O PLC 122 então saiu da CDH sem ter sido votado e passou a tramitar na CAS. A Senadora Fátima Cleide (PT-RO) torna-se novamente a relatora da matéria, agora na CAS, e em março de 2008 apresenta parecer favorável ao PLC 122. Um pedido de vista coletivo impediu a votação do parecer. Outros pedidos de vista, votos em separado, emendas e falta de acordo de lideranças impediram a apreciação do PLC 122 no ano de 2008.
No início de 2009 a Senadora Fátima Cleide (PT-RO) reapresenta o seu parecer e as manobras protelatórias (uma infinidade de fúteis requerimentos) seguem a pleno vapor. Para driblar as manobras, a relatora apresenta um novo parecer, com algumas modificações, em outubro de 2009. Finalmente o parecer favorável é aprovado na CAS em novembro de 2009 e retorna para a análise na Comissão de Direitos Humanos. No início de 2010 mais uma vez os contrários ao PLC 122, que perderam a batalha na CAS, voltam a carga na CDH. Apresentam inúmeros requerimentos e solicitações de audiência públicas, em manobra explicitamente protelatória, visando adiar ao máximo a apreciação da matéria.
E é preciso nominar quais foram os maiores inimigos da causa LGBT no Senado. Estes sempre foram e continuam sendo os Senadores Marcelo Crivella, do PRB do Rio de Janeiro, e o Senador Magno Malta, do PR do Espírito Santo. Eles é que sempre lideraram as manobras protelatórias.
Foi-se o ano de 2010, permeado pelo processo eleitoral nacional, e o PLC 122 mais uma vez ficou na gaveta… No início de 2011 o PLC 122 foi arquivado e prontamente desarquivado pela Senadora Marta Suplicy, do Partido dos Trabalhadores de São Paulo (infelizmente a guerreira Senadora Fátima Cleide – PT de Rondônia – não conseguiu se reeleger no pleito de 2010). Marta Suplicy, conhecidíssima defensora da causa LGBT, trabalha incansavelmente para construir um acordo de lideranças que permitisse a apreciação do PLC 122, mas as manobras cada vez mais radicalizadas dos contrários a matéria impedem o avanço do trâmite na CDH.
Em setembro de 2012 Marta Suplicy assume o Ministério da Cultura e em função disso tem que abandonar a relatoria da matéria. Em dezembro de 2012 o Senador Paulo Paim, do Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul, assume a relatoria do projeto na CDH. Nem é preciso falar sobre o compromisso do Senador Paulo Paim com as causas dos trabalhadores do campo e da cidade, dos aposentados e pensionistas, da comunidade negra, das mulheres e de outras várias minorias… E desde dezembro de 2012 que o lobby teocrático impede de todas as formas o avanço do PLC 122 no Senado Federal, repetindo todos os tipos de manobras já referidas.
Notem que nem mesmo a mudança do texto que veio da Câmara dos Deputados, já tentada pelas antigas relatoras Fátima Cleide (PT-RO) e Marta Suplicy (PT-SP), bem como as alterações propostas pelo atual relator, Paulo Paim (PT-RS), tem sido capazes de vencer a barreira das trevas que contamina o Senado. Sinceramente (e espero estar enganado), não vejo como o PLC 122 possa ser votado antes do pleito de 2014, repetindo o que houve em 2010. E isto é revoltante! Mas é preciso por os pingos nos is para que não se perca o foco dessa importante disputa. Existem alguns setores do movimento LGBT que lamentavelmente fazem um trabalho de pouca valia a respeito do PLC 122. E porque o fazem?
O fazem porque resolveram enveredar pelo discurso do anti petismo radicalizado. Atribuem ao Partido dos Trabalhadores todos os males da história da humanidade e toda a culpa pela não aprovação do PLC 122! Ora, basta que se analise o histórico desta longa batalha legislativa, iniciada ainda no ano de 2001, para perceber que o PT tem sido o partido ponta de lança nesta campanha pela criminalização da homofobia. Quem não compreender isto não consegue compreender nem quanto é dois mais dois! É completamente contraproducente esta insidiosa campanha que minúsculos mas barulhentos setores do movimento LGBT movem contra o PT. Ao contrário, deveriam exaltar a luta que esta agremiação tem empreendido há quase 13 anos em favor da matéria!
Ao tomarem este caminho da radicalização contra o PT, e do sofisma puro e simples (quando não da própria mentira sobre a tramitação histórica do projeto), estes grupúsculos LGBT apenas se isolam cada vez mais e miram nos alvos errados. É preciso dizer com todas as letras e nomear quem são os contrários ao PLC 122, e dentre estes não se encontram os parlamentares do PT (salvo raras exceções que o partido sempre soube centralizar), muito antes pelo contrário. Aliás, o Partido dos Trabalhadores tem posicionamento de longa data a favor dos direitos das minorias, quem não percebe isto vive no mundo da lua. E se percebe e omite tal fato, pior ainda, pois a desonestidade intelectual não contribui em nada para causas diversas, sejam elas quais forem.
Pelo jeito a longa luta contra a homofobia vai continuar durante um bom tempo, possivelmente ultrapassará o pleito de 2014. Mas isto não deve ser motivo de desânimo, mas sim de indignação e de confiança no futuro. Neste futuro (que espero que venha o quanto antes) não haverá espaço para o obscurantismo que por ora infelicita o parlamento e a sociedade brasileira pelas mãos e mentes de retrógrados pastores do atraso, do preconceito e da discriminação. A luta continua.
alexis
14 de dezembro de 2013 9:10 amQual o crime: Ser cleptómano ou roubar?
Querem colocar apelido “homofóbico” na pessoa e depois condená-la, ao invés de tipificar o delito. Se alguém me insulta, ou bate, e etc., eu tenho o mesmo direito de ser defendido pela Lei. Por que apenas homossexuais possuiriam o direito de serem intocáveis?
O assassino vai preso pelo assassinato feito e não pelo fato de ser catalogado como “assassino”. Cuidado com esses nomes “criminalizantes”, pois é uma forma esperta originada na 2ª guerra para os judeus criminalizarem a qualquer um que sequer duvide do Holocausto. Nesses casos o cara é chamado de nazista, racista ou anti-semita, apenas por duvidar de algo.
Assis Ribeiro
14 de dezembro de 2013 8:41 amRosalba é a pior e Campos mostra força na CNI/Ibope
Afastada do cargo pela Justiça, governadora Rosalba Ciarlini (DEM), do Rio Grande do Norte fecha raia da pesquisa CNI/Ibope, em que líder é Omar Aziz (PSD), do Amazonas, com 84% de avaliação pessoal positiva; presidenciável Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco, vem em seguida com 76%, após liderar pesquisa anterior; Sergio Cabral (PMDB), no Rio de Janeiro, patina em 24º lugar; tucano Antonio Anastasia é prestigiado em Minas Gerais, mas paulista Geraldo Alckmin (PSDB) fica apenas na 13ª posição; ranking completo
13 de Dezembro de 2013 às 14:29
247 – Os governadores de Estado foram avaliados em pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira 13. O líder do levantamento é o amazonense Omar Aziz (PSD), cujo governo mereceu 74% de aprovação (soma dos índices de ‘ótimo’ e ‘bom’) e teve sua imagem pessoal avaliada positivamente por 84% dos entrevistados.
Logo atrás apareceu o presidenciável Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco, com 58% de aprovação para o governo e 76% para sua imagem pessoal.
Afastada pela Justiça do Rio Grande do Norte sob acusação de uso eleitoral da máquina pública, a governadora Rosalva Ciarlini, com apenas 7% de aprovação para sua gestão e 13% em imagem pessoal, fechou a raia.
A surpresa negativa foi a presença, na penúltima posição, do governador Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal. Segundo o Ibope, a gestão é bem avaliada para 9% do público, enquanto a imagem pessoal do governador sobe para 16%.
Na 24ª posição do ranking aparece o governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral (PMDB, com 18% e 32%, respectivamente.
Assim como Campos mostrou prestígio, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, mostrou que está forte em suas bases. O tucano obteve a 4ª posição, com 49% de aprovação para seu governo e 63% para sua imagem pessoal.
Já o paulista Geraldo Alckmin marcou apenas a 13ª posição, com 31% de aprovação para o seu governo e 41% para sua imagem pessoal.
Abaixo, os resultados da pesquisa CNI/Ibope sobre governadores:
Amazonas (Omar Aziz, PSD)
Avaliação positiva do governo: 74%
Aprovação pessoal do governador: 84%
Pernambuco (Eduardo Campos, PSB)
Avaliação positiva do governo: 58%
Aprovação pessoal do governador: 76%
Acre (Tião Viana, PT)
Avaliação positiva do governo: 55%
Aprovação pessoal do governador: 70%
Mato Grosso do Sul (André Puccinelli, PMDB)
Avaliação positiva do governo: 49%
Aprovação pessoal do governador: 66%
Minas Gerais (Antonio Anastasia, PSDB)
Avaliação positiva do governo: 49%
Aprovação pessoal do governador: 63%
Espírito Santo (Renato Casagrande, PSB)
Avaliação positiva do governo: 49%
Aprovação pessoal do governador: 63%
Paraná (Beto Richa, PSDB)
Avaliação positiva do governo: 45%
Aprovação pessoal: 54%
Paraíba (Ricardo Coutinho, PSB)
Avaliação positiva do governo: 39%
Aprovação pessoal do governador: 54%
Santa Catarina (Raimundo Colombo, PSD)
Avaliação positiva do governo: 38%
Aprovação pessoal: 50%
Ceará (Cid Gomes, PROS)
Avaliação positiva do governo: 38%
Aprovação pessoal do governador: 52%
Rondônia (Confúcio Moura, PMDB)
Avaliação positiva do governo: 35%
Aprovação pessoal: 52%
Rio Grande do SuL (Tarso Genro, PT)
Avaliação positiva do governo: 34%
Aprovação pessoal do governador: 50%
Piauí (Wilson Martins, PSB)
Avaliação positiva do governo: 32%
Aprovação pessoal: 47%
São Paulo (Geraldo Alckmin, PSDB)
Avaliação positiva do governo: 31%
Aprovação pessoal: 41%
Maranhão (Roseana Sarney, PMDB)
Avaliação positiva do governo: 29%
Aprovação pessoal do governador: 45%
Goiás (Marconi Perillo, PSDB)
Avaliação positiva do governo: 29%
Aprovação pessoal do governador: 48%
Sergipe (Jackson Barreto, PMDB)
Avaliação positiva do governo: 27%
Aprovação pessoal do governador: 46%
Roraima (José de Anchieta Júnior, PSDB)
Avaliação positiva do governo: 26%
Aprovação pessoal do governador: 31%
Bahia (Jaques Wagner, PT)
Avaliação positiva do governo: 26%
Aprovação pessoal do governador: 50%
Tocantins (Siqueira Campos, PSDB)
Avaliação positiva do governo: 25%
Aprovação pessoal do governador: 34%
Alagoas (Teotônio Vilela Filho, PSDB)
Avaliação positiva do governo: 24%
Aprovação pessoal do governador: 35%
Mato Grosso (Silval Barbosa, PMDB)
Avaliação positiva do governo: 23%
Aprovação pessoal do governador: 37%
Pará (Simão Jatene, PSDB)
Avaliação positiva do governo: 22%
Aprovação pessoal do governador: 39%
Rio de Janeiro (Sérgio Cabral, PMDB)
Avaliação positiva do governo: 18%
Aprovação pessoal do governador: 32%
Amapá (Camilo Capiberibe, PSB)
Avaliação positiva do governo: 18%
Aprovação pessoal do governador: 26%
Distrito Federal (Agnelo Queiroz, PT)
Avaliação positiva do governo: 9%
Aprovação pessoal do governador: 16%
Rio Grande do Norte (Rosalba Ciarlini, DEM)
Avaliação positiva do governo: 7%
Aprovação pessoal do governador: 13%
Notívago
14 de dezembro de 2013 9:18 amNassif, Urgente!
Jornalista Luis Nassif, delete, por favor, o meu comentário anterior. Ele foi simplesmente postado por mim ontem a noite a partir do material que eu colei do Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim. Mas como eu não encontrei a matéria no mesmo lugar hoje pela manhã,e nem sei onde ela se encontra, por favor, remova o comentário até que eu tenha uma ideia a respeito do que houve.
A matéria comentava que a Globo teria renovado a concessão pública usando um CNPJ diferente do que ela tinha antes de ter sonegado 600 milhões de reais à Receita Federal.
MiriamL
14 de dezembro de 2013 10:34 amA fama do Uruguai corre
A fama do Uruguai corre novamente o mundo
Flávio Aguiar
O Uruguai é um país de muitas famas. Algumas geográficas: num continente de gigantes, é um país diminuto, sem montanhas, cuja costa é banhada por um único rio.
Do Ártico à Antártida, da Califórnia à costa da China, dando a volta ao mundo por todos os seus lados, latitudes e longitudes, a fama do Uruguai cresce.
Agora, por conta da mais completa e total legalização do ciclo da popular maconha, a científica cannabis. Não só por causa do feito épico de 16 de julho de 1950… Mas mudemos de assunto, ou voltemos ao assunto principal.
O Uruguai é um país de muitas famas. Algumas geográficas: num continente de gigantes, é um país diminuto, sem montanhas, cuja costa é banhada por um único rio (o da Prata), que seus habitantes chamam de “mar”, e alguns quilômetros de oceano.
Outras negativas: o Uruguai teve fama de centro de lavagem de dinheiro (Mas que país não conta com suas lavanderias? E alguns outros países ou territórios parecem viver quase exclusivamente disto…). E não apenas recentemente. Isto vem dos tempos em que a burguesia brasileira, por exemplo, ao lado de outras, premida pela proibição do jogo, deixava os cassinos em Poços de Caldas, no Quitandinha, e alhures, ia gastar nas fichas das roletas et alii em Punta del Leste ou Carrasco.
Também houve fama sanguinária, das disputas entre Blancos e Colorados resolvidas algumas vezes no fio da faca no pescoço… Mas ora, lembremos dos também sanguinários conflitos entre Maragatos e Pica-Paus no Rio Grande do Sul, da triste série de degolas em Canudos…
Extermínio de índios, como na guerra contra os charruas, alguns dos quais foram se refugiar no Brasil (!), chegando a lutar na Revolução Farroupliha? Ora, quem são seus vizinhos para falar disto? Brasil, Argentina, Chile, até o Paraguai e a Bolívia… E quanto à Europa, nem é bom falar. Muito menos os Estados Unidos. E em escala mundial.
Ditadura sanguinária? Não só os países ao redor as conheceram também, como, convenhamos, as monarquias, repúblicas e ditaduras europeias e a democracia norte-americana não foram menos sanguinárias. E na África e no Oriente? Ásia?
Bom, mas há Uruguai das famas boas. Com latifúndio e tudo, possui historicamente um dos melhores rebanhos do mundo. Coisa de dar inveja a argentinos e brasileiros. Pouca gente conhece, mas o Uruguai é um produtor de grandes aguardentes. E vinhos Tannat, para dizer o mínimo.
País avançadíssimo, na atrasada fama sul-americana, no que toca aos direitos da cidadania, à educação pública, à saúde, e também no que toca à laicidade do Estados. Quem viveu, lembra dos tempos em que, por exemplo, os casais brasileiros que queriam legalizar sua situação, depois de separações, tinham dois caminhos tradicionais: casar na Embaixada do México, no Rio de Janeiro, ou… no Uruguai. Era até chique! Ou “chick”, como se escrevia na época.
Durante a cerimônia fúnebre em honra a Nelson Mandela, ouvi os discursos exaltando sua capacidade de emergir de 27 anos de cárcere sem ressentimento.
Um monumento à dignidade humana. Mas que dizer do atual presidente do Uruguai, José “Pepe” Mujica, emergindo de anos e anos numa solitária de três metros de diâmetro e não sei quantos de profundidade, sem uma frase de vingança, só de reconciliação e justiça? Tivemos a honra, nós da equipe Carta Maior, de fazer uma inesquecível entrevista com ele e sua esposa na sua chácara nas lindes de Montevidéu, quando ele foi eleito presidente do Senado, na posse de Tabaré Vásquez como presidente. Ele então nos confidenciou – naquela época em primeira mão – que aprendera a conversar com os insetos, com as formigas que, segundo ele, entre outras coisas, gritam. Só uma sensibilidade infinitamente superior à daquela que é dada ao comum dos mortais alcança isto.
Agora novamente o Uruguai espanta o mundo. É o primeiro país a legalizar completamente o ciclo da popular maconha, a cientíifca cannabis. Tudo: plantação, distribuição, venda e consumo. Mais: oh!, heresia das heresias, blasfêmia das blasfêmias! Na contramão das superstições da ortodoxia neoliberal, tudo fica sob o estrito controle, senão manejo, do Estado. Este, talvez, seja o maior desafio do repto que o Uruguai tem pela frente e coloca diante do mundo epustuflado pela ousadia. Garantir que o Estados não seja “fonte” de corrupção sistêmica, mas sim um saneador de um campo minado com o da circulação de drogas.
As estimativas falam que circulam no dimunuto Uruguai algo entre 30 e 40 milhões de dólares anualmente, nas veias do narcotráfico ligadas à produção ou importação (dos países vizinhos) de maconha. Dinheiro sujo a ser lavado, livre de impostos, controle, fonte de outras contravenções e crimes. Convenhamos: mutatis mutandis, o narcotráfico é a quintessência da prática neoliberal: livre do Estado, regras definidas inteiramente pela liberdade de mercado, sem impostos – bom talvez se possa compreender as inevitáveis propinas a autoridades policiais e outras como uma forma de impostos…
É contra tudo isto, além dos preconceitos generalizados em torno da criminalização e culpabilização dos usuários, que o Uruguai, Pepe Mujica e a Frente Ampla se levantam.
Tomara que dê certo.
Cumprimentos ao épico Uruguai.
Mas sem outro 16 de julho, por favor…
http://www.cartamaior.com.br/?/Coluna/A-fama-do-Uruguai-corre-novamente-o-mundo/29790
Cláudio José
14 de dezembro de 2013 11:28 amBoa notícia
Vacina contra a esclerose múltipla
Experiência feita na Itália revela que o imunizante ajuda a evitar a progressão da doença em pessoas que tiveram algum sintoma inicial
Mônica Tarantino
A vacina usada contra a tuberculose, a BCG, é uma das fortes apostas da ciência para combater os danos cerebrais provocados pela esclerose múltipla, doença degenerativa do sistema nervoso central que afeta pelo menos 2,5 milhões de pessoas no mundo. Resultados de um estudo realizado em quatro centros italianos com pacientes que apresentavam sinais precoces da doença – como dormência em partes do corpo ou falta de equilíbrio – indicaram que o imunizante ajuda a bloquear a progressão dos sintomas.
Dos 82 voluntários que participaram do estudo, todos com alto risco de apresentar a doença no futuro após terem tido um primeiro surto (uma situação identificada como síndrome clinicamente isolada), metade tomou a vacina, enquanto os outros receberam placebo. Por seis meses, o grupo completo foi submetido a exames de imagem mensais para verificar a existência de danos neurológicos. No final, a média de lesões encontrada nos indivíduos não vacinados era praticamente o dobro do que se viu naqueles que tomaram o imunizante.
Depois, os dois grupos foram tratados com remédios específicos (imunomoduladores) para controlar sintomas, reduzir a inflamação que permite o avanço da doença e o risco de sequelas. As conclusões do estudo, recentemente publicado pela revista “Neurology”, revelam que, cinco anos depois, 58% das pessoas vacinadas não manifestaram o quadro clássico da doença. No grupo não vacinado, essa proporção foi de 30%. “O trabalho sugere que a associação da vacina após o primeiro episódio da doença com o tratamento convencional pode alterar positivamente o curso da doença. Isso foi demonstrado estatisticamente de forma significativa”, diz o neurologista Rodrigo Thomaz, do Centro de Esclerose Múltipla do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
Embora os mecanismos de ação da BCG contra a doença ainda não estejam claros, ela foi selecionada para o teste por alguns motivos. Já havia um estudo piloto demonstrando que era segura e possivelmente eficaz contra novas lesões. Também existiam dados de que poderia diminuir, a longo prazo, os danos neurológicos que podem conduzir, por exemplo, à perda da mobilidade.
Os resultados são promissores, mas os médicos preferem cautela. “Trabalhos com mais pacientes são necessários para que o tratamento seja recomendado”, diz Rodrigo Thomaz. Concorda com ele Giovanni Ristori, pesquisador da Universidade de Sapienza, em Roma, que liderou a pesquisa. “Os médicos não devem começar a usá-lo para tratar a esclerose ou a síndrome clinicamente isolada. Precisamos saber mais sobre os efeitos de segurança a longo prazo dessa vacina”, alertou.
Foto: Rogerio Albuquerque
Cláudio José
14 de dezembro de 2013 11:36 amPROGRAMA ESPACIAL BRASILEIRO
Aula Física
Estella Maris
O domínio da tecnologia espacial é fundamental na soberania nacional
Ainda não decolamos
Uma década após a explosão da base de Alcântara, temos muitas iniciativas em desenvolvimento para nosso progama espacial, mas poucas de sucesso efetivo
Por Luiz de Siqueira Martins Filho
Há dez anos, um acidente durante a montagem e preparação para o lançamento do foguete VLS-1 causou a morte de 21 engenheiros e técnicos brasileiros na base de lançamentos de Alcântara, no Maranhão. Esse trágico acidente mostrou as dificuldades e limitações do País no domínio de tecnologias fundamentais para o projeto, principalmente na construção e lançamentos de foguetes para fins de exploração espacial pacífica. A tragédia provocou ainda o atraso no programa, pela irreparável perda de vidas humanas e consequente descontinuidade no desenvolvimento das atividades, e pelos naturais questionamentos sobre as opções e os rumos adotados na política espacial brasileira. O programa espacial brasileiro, conforme definido no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), na sua versão de 2005, tem como objetivo principal o domínio da tecnologia espacial, buscando a capacitação do chamado ciclo espacial completo, que compreende o estabelecimento de centros de lançamento, o projeto e a construção de veículos lançadores, de satélites e de suas cargas úteis. Esse programa destaca o caráter estratégico que essa área tem para o Brasil, tanto em termos de soberania nacional quanto de relevância socioeconômica, pois é fundamental que um país de dimensões continentais tenha domínio independente de tecnologias de telecomunicações, de observação terrestre (monitoramento ambiental, informações agropecuárias etc.), e de previsão meteorológicas. Esse documento PNAE foi revisado em 2012, colocando num horizonte de dez anos algumas novidades em termos de ações do governo federal para aumentar e consolidar investimentos no programa. As principais novidades são a inclusão das questões espaciais nos Fundos Setoriais, a definição de uma Estratégia Nacional de Defesa, o lançamento do projeto do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), e a inclusão de uma reserva especial no programa Ciência sem Fronteiras para esta área. Houve também uma iniciativa legislativa para a desoneração fiscal do setor. Essas mudanças e inclusões mostram um entendimento que somente com o engajamento de setores industriais e a participação de investimentos privados o País conseguirá superar o atraso tecnológico e a dependência em relação a outros países fornecedores de produtos e serviços. A Agência Espacial Brasileira (AEB) mantém dois programas importantes associados à educação: o programa Uniespaço, para o financiamento de projetos de pesquisa e desenvolvimento em universidades brasileiras, e o programa AEB-Escola, para divulgar as atividades espaciais e estimular em nossas crianças e jovens o interesse pela ciência e pela tecnologia. Esses programas mostram uma preocupação com a disseminação das ciências espaciais e com o estímulo à formação de profissionais especialistas para atuar no setor. Embora haja a novidade do recente aumento da oferta de cursos de Engenharia Aeroespacial e Aeronáutica em universidades nos últimos anos (Federal do ABC, Instituto Tecnológico da Aeronáutica, Federal de Minas Gerais, UNB, USP, Federal de Uberlândia, Federal de Itajubá e de Santa Catarina), as atividades espaciais, pesquisa e projetos, se concentram essencialmente no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e nos institutos do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial do Ministério da Aeronáutica (DCTA). Os projetos de satélites são desenvolvidos no Inpe, em São José dos Campos, interior paulista. Entre os vários programas, destaca-se o do Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS, do nome em inglês China-Brazil Earth-Resources Satellite), que já lançou com sucesso três satélites da série e produziu uma enorme quantidade de imagens da superfície terrestre para diversos fins. Essa cooperação com a China permitiu ter contato com o avançado programa espacial daquele país, e contar com o lançamento dos satélites utilizando um foguete chinês. Outro programa desenvolve uma plataforma base para diferentes missões, denominada Plataforma Multimissão (PMM). Por exemplo, o satélite Amazônia-1 baseado na PMM tem lançamento previsto para 2015, e deverá monitorar o desmatamento na Região Amazônica.
Com o projeto CBERS,parceria com a China,três satélites foramlançados e o Brasil tevecontato com a avançadatecnologia chinesa O maior desafio atual para o Brasil em termos de satélites é o projeto, construção e colocação em órbita de um satélite geoestacionário de comunicações. Atualmente, o País depende de utilização de satélites estrangeiros, que fornecem serviços de telecomunicação através do aluguel de linhas. A perspectiva de alcançar uma independência nesse setor estratégico tornou-se mais viável depois da decisão de o governo federal contratar um consórcio ítalo-francês para o fornecimento e transferência da tecnologia e de uma empresa nacional para a construção do tão desejado satélite geoestacionário, o SGDC. A previsão de colocação em serviço é 2016. Os lançadores de satélites e foguetes de sondagem são desenvolvidos em São José dos Campos, principalmente no Instituto de Aeronáutica e do Espaço (IAE). O acidente com o Veículo de Lançamento de Satélites (VLS-1) provocou uma descontinuidade com a perda trágica de 21 especialistas. O IAE segue trabalhando no desenvolvimento dos foguetes, como o VSB-30, que realizou diversas missões de sondagem em cooperação com outros países. Em outra frente de busca de acesso ao espaço, o governo consolidou uma cooperação com a Ucrânia, com a criação da empresa binacional Alcântara Cyclone Space centrada no projeto do foguete Cyclone-4, a ser lançado da Base de Alcântara. Esse empreendimento, depois de fases alternadas de indefinições e retomadas, promete lançamento do primeiro foguete em 2015, e é candidato à principal alternativa de lançadores de satélites brasileiros para o futuro próximo. Pode-se ver que há muitos programas e iniciativas, mas apenas uma parte já chegou com sucesso a resultados efetivos. E por que seria? As razões são várias. Talvez as primeiras delas sejam a limitação e a descontinuidade de investimentos financeiros no setor. Nos períodos de crise econômica, programas considerados de pouco apelo popular apesar da relevância estratégica, como é o caso do programa espacial, são os primeiros alvos de cortes nos orçamentos. Além disso, falta transformar o programa espacial em um programa de Estado, e não de governos, para que não sofra com a alternância de partidos e grupos políticos nos postos de comando do desenvolvimento científico e tecnológico do País. É preciso superar a imagem de supérfluo das atividades espaciais, pois elas representam muito de independência tecnológica e de soberania, e são de grande importância socioeconômica. Outra razão da morosidade com que avançamos nas tecnologias espaciais é o reduzido número de especialistas no mercado de trabalho. Essa carência começa a ser combatida com a expansão de oferta de cursos específicos em universidades públicas de primeira linha, mas necessita igualmente da consolidação da perspectiva de uma carreira profissional atraente para estimular nossos estudantes para o ingresso na área. O incentivo às empresas privadas para colocar as tecnologias espaciais entre suas atividades ainda obtém poucos resultados, e as instituições públicas federais Inpe e IAE vêm perdendo seus especialistas por aposentadoria sem reposição de quadros num ritmo adequado. Dentro da política de estímulo para o setor privado, o plano Inova Aerodefesa, ação conjunta da Financiadora de Estudos e Projetos, do BNDES, do Ministério da Defesa e da Agência Espacial Brasileira pretende estimular empresas brasileiras para que incluam em seus planos de negócios temas comprometidos com a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação das cadeias produtivas desses setores. Esse apoio se dará por meio de crédito, subvenção econômica e projetos cooperativos entre instituições e empresas, e seu enfoque é a inovação tecnológica e o aumento da competitividade no setor Aeroespacial e de Defesa. Isso é fundamental, pois entre as tecnologias espaciais, são muitas as consideradas sensíveis (de aplicação bélica), que não estão disponíveis para aquisição ou importação. O que todos esperamos é que haja continuidade nos investimentos, incentivos e esforços para que o Brasil avance na intensidade e no ritmo necessários para tornar o setor espacial uma área importante de desenvolvimento socioeconômico. E e também uma opção atraente de carreira para profissionais qualificados e motivados. Ordem de chegada
da corrida espacial 1º URSS (1957)2º EUA (1958)3º França (1965)4º China (1970)5º Japão (1970)6º Reino Unido (1971)7º Índia (1980)8º Israel (1988)9º Irã (2009)10º Coreia do Sul (2009) Ranking de investimento em programas espaciais* 1. EUA (0,295%)2. Índia (0,1%)3. França (0,0097%)4. Rússia (0,085%)5. China (0,069%)23. Brasil (0,010%)
*Verba dos programas dividida pelo PIB
Fontes: Portal da Transparência
e Official Nasa budget
Cláudio José
14 de dezembro de 2013 11:40 amCOMUNICAÇÃO PÚBLICA
Por autonomia financeira, EBC luta por recursos públicos
Parte da Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública pode ser destinada para a EBC, o que possibilitaria maior autonomia para a comunicação públicapor Intervozes — publicado 13/12/2013 10:55, última modificação 13/12/2013 11:52 ABr
Funcionários da EBC em greve. Movimento em novembro foi marco na luta pela comunicação pública
Por Bruno Marinoni*
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) luta para ter acesso à Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública, recurso previsto pela lei que criou a empresa, em 2008. Mas as empresas de telecomunicações, devedoras do tributo, têm questionado na justiça a constitucionalidade da contribuição, alegando não haver relação entre as finalidades da comunicação pública e a atividade das teles. Embora os tribunais tenham se mostrado favoráveis à posição da EBC e contrários ao Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), os recursos são depositados em juízo, desde 2009, impedindo sua utilização pela EBC.
O montante já chega a, aproximadamente, R$ 1,37 bilhão. No começo deste mês, a empresa conseguiu, na Justiça, a liberação de cerca de R$ 321 milhões, parte dos recursos referentes à cota da operadora TIM, que abriu mão do depósito em juízo, embora não tenha desistido da ação judicial. O desafio agora é fazer com que esse dinheiro chegue até a empresa. Para ter acesso ao dinheiro liberado, a EBC tem ainda que negociar com o governo, pois o dinheiro estava sendo depositado em conta única. Defensores da democratização da comunicação e da comunicação pública temem que esse dinheiro seja subtraído para a aplicação em outras finalidades (como o provável buraco sem fim do pagamento da dívida pública).
Neste ano de 2013, o orçamento previsto para EBC foi de R$ 533,5 milhões, dos quais R$ 26 milhões foram contingenciados. A captação de receitas próprias, por meio do apoio da publicidade institucional e da prestação de serviços, reuniu desse volume total cerca de R$ 106 milhões. O recurso é insuficiente para ampliar a prestação de serviços para todo o país. Por isso, o presidente da empresa, Nelson Breve, está empenhado em fazer com que seja confirmada, no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2014, a ampliação dos recursos da EBC em R$ 114 milhões, conforme previsto na emenda do deputado Paulão (PT-AL). A pressão recai agora sobre o relator da matéria, o deputado Miguel Correa (PT-MG).
Um dos pilares da comunicação pública que tem sido defendido pelo movimento de democratização da comunicação é a autonomia dos veículos desse setor em relação aos interesses privados e governamentais, diferenciando-se, assim, tanto do sistema comercial quanto do estatal. Para que a comunicação pública possa existir de fato, o aporte dos recursos do fundo e a ampliação do orçamento são fundamentais, pois sem isso iniciativas como a EBC ficam sujeitas às chantagens do mercado e das estruturas burocráticas. Uma empresa de comunicação pública que não tenha um instrumento autônomo de financiamento, como a Contribuição para o Fomento da Comunicação Pública, corre o risco de não ter condições econômicas e, portanto, políticas, para cumprir o seu papel de servir à cidadania.
*Bruno Marinoni é integrante do Intervozes, doutor em Sociologia pela UFPE e repórter do Observatório do Direito à Comunicação
Marco Santo
14 de dezembro de 2013 11:40 amFeliz Aniversário Presidenta DILMA
Para muitos é motivo de orgulho e satisfação essa comemoração. Para outros um desprazer. Nunca dantes neste país tivemos um “poste” que tanto iluminasse. Parabens.[video:https://www.youtube.com/watch?v=TvNd2opGe3E align:center]
Cláudio José
14 de dezembro de 2013 11:42 amOBRAS NA AMAZÔNIA
Impacto de obras na Amazônia é tema de livro-reportagem
Agência Pública lança neste sábado em São Paulo livro mostrando como os investimentos em infraestrutura afetam as comunidades da regiãopor Redação — publicado 13/12/2013 05:40, última modificação 13/12/2013 06:48 Agência Pública

Agência Pública lança livro sobre região amazônica
Leia tambémAs usinas-plataforma do rio TapajósMostra de filmes em Portugal homenageia Chico Mendes (1944-1988)A repetição da insanidadeO mapeamento dos conflitos ambientais no BrasilMartírio: um filme que o Brasil precisa ver
A Agência Pública de Reportagem e Jornalismo Investigativo lança neste sábado 14 o “Amazônia Pública”, livro-reportagem sobre o impacto das obras e dos megainvestimentos na Amazônia na vida dos moradores da região. O livro traz a compilação de uma série de reportagens sobre o tema, originalmente publicadas no final de 2012, além de dois textos inéditos sobre desmatamento e sobre a região do rio Tapajós.
O lançamento do livro-reportagem acontecerá na Praça Roosevelt, em São Paulo, a partir das 16p0 e contará com debates, exibição de material audiovisual, além da distribuição gratuita de exemplares. Para a produção da publicação, que contou com o apoio da fundação internacional CLUA (Climate and Land Use Alliance), um total de 14 jornalistas divididos em três equipes fizeram investigações entre julho e outubro de 2012 sobre os investimentos em infraestrutura e exploração de recursos minerais que alteraram profundamente as regiões do pólo de mineração em Marabá (PA), da bacia do rio Tapajós (PA) e do rio Madeira (RO).
Marina Amaral, diretora de jornalismo da Agência Pública, explica que durante a realização da série, os repórteres perceberam que a população da Amazônia é excluída do debate sobre as alterações que a região vem sofrendo com os vultosos investimentos públicos e privados. “As pessoas não participam de nenhuma escolha que está sendo feita. E são escolhas irreversíveis”, afirma. “(Os investimentos) não levam desenvolvimento para aquelas comunidades. Se retira, se explora, mas não se deixa nada de legado.”
Amaral também aponta para a ausência de um levantamento social realmente comprometido com as comunidades, que sofrem diretamente com a construção de rodovias, usinas hidrelétricas, expansão de portos marítimos e fluviais e aeroportos. “O discurso é sempre o de que se está levando progresso para a região. Mas você vai a um lugar em que isso já aconteceu, onde as obras já foram realizadas, e não houve progresso. Houve inchaço populacional.”
O projeto para a série de reportagens nasceu em 2011, fruto da necessidade de tornar os investimentos da Amazônia uma pauta pública. Uma pesquisa realizada pela Andi, organização sobre Comunicação e Direitos, com base na análise de 44 jornais e 4 revistas entre 2007 e 2012, mostra que de todas as notícias publicadas sobre o desmatamento da Amazônia, apenas 14,2% são fruto de trabalhos gerados por iniciativa da própria imprensa e somente 1% do material pode ser considerado jornalismo investigativo. “Tratar sobre a Amazônia é caro, é incômodo e é perigoso”, afirma Amaral.
No sábado, o lançamento do livro terá uma mesa de discussão das 16p0 às 18p0 sobre o tema “O projeto de desenvolvimento da Amazônia e seu impacto nas populações locais”, com Danilo Chammas (representante da rede Justiça nos Trilhos), Célio Bermann (IEE – USP), Adriana Ramos (Instituto Socioambiental) e Nilo D’Ávila (Greenpeace).
Após o debate, serão exibidos vídeos e fotos do projeto e depoimentos de pessoas ligadas à cultura da Amazônia, entre elas Aurélio Michiles, Milton Hatoum e Fafá de Belém. Eles respondem à questão: “Qual Amazônia você quer?” Após às 19 horas, acontece a festa de encerramento com DH Madruga apresentando set especial com músicas típicas da região.
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Lançamento do livro “Amazônia Pública”
Gilberto .
14 de dezembro de 2013 11:59 amA Inbev e a Femsa sabem disto?
da IPS
Mensagem à OMC: a água não é uma matéria-prima
por CAREY L. BIRON
Um caminhão-tanque em Port Louis, Maurício. Foto: Nasseem Ackbarally/IPS
Washington, Estados Unidos, 6/12/2013 – Enquanto prossegue em Bali, na Indonésia, a reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), ativistas pedem que os ministros especifiquem que os recursos hídricos não podem ser tratados como produtos básicos. Os críticos das privatizações e da “financiarização” dos recursos naturais ressaltam o crescente interesse dos investidores multinacionais em comercializar os recursos hídricos comuns. Essa mudança pode ter efeitos particularmente danosos nas comunidades pobres e marginalizadas.
Embora em 2010 o direito universal à água (e ao saneamento) tenha sido consagrado em pactos internacionais, os acordos de comércio ainda não tomaram nota, um vazio que se torna cada vez mais perigoso, segundo alguns especialistas. “A financiarização e a privatização da água já são em grande parte um objetivo de longo prazo de importantes investidores e empresas multinacionais”, apontou à IPS William Waren, analista em políticas comerciais do escritório norte-americano da organização Amigos da Terra.
“Essas entidades apostam na comercialização e distribuição da água de um modo muito parecido ao do petróleo. Eles sabem que o aquecimento global tornará cada vez mais escassos os recursos hídricos, por isso querem se apoderar deles vendê-los ao preço que desejarem”, acrescentou Waren. Ele citou a Suez Environment, gigante francês da água, e T Boone Pichens, o magnata norte-americano do petróleo que passou para o setor das energias alternativas. E, independente de onde se situem esses investidores, seu objetivo é transnacional.
Coincidindo com a conferência da OMC, iniciada no dia 3 e que termina hoje, a Amigos da Terra Internacional apresentou uma série de estudos sobre as experiências de uma dezena de países na financiarização de recursos hídricos. O informe diz que uma confluência de instituições financeiras e corporações internacionais está “pavimentando o caminho” para esse processo. Esses grupos recebem apoio importante dos acordos comerciais internacionais, tanto pelas imprecisões dos existentes quanto por estratégias explícitas em outros em negociação, encabeçados particularmente pelos Estados Unidos.
Trata-se de “forças motrizes da desregulamentação e liberalização, que abriram os setores da água e do saneamento ao lucro corporativo, e que são componentes básicos da arquitetura da impunidade que o protege”, destaca o informe. “Entre elas se destacam as novas modalidades, cada vez menos transparentes e menos democráticas, de associações transoceânicas lideradas por Washington e a agenda da OMS sobre serviços ambientais”, acrescenta a Amigos da Terra.
Nesse debate é fundamental o pacto firmado há mais de meio século, predecessor da atual OMC criada em 1995, conhecido como Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT). Suas disposições continuam regendo as políticas de comércio de bens materiais, embora nem este nem a OMC definam claramente o que é um “bem” e nem se a água é um deles.
“O ponto de vista tradicional no direito internacional é que a água é um bem público, assim já em 1948 não havia nenhuma consideração sobre o que as grandes corporações contemplam hoje: o controle completo do sistema, desde o poço até a torneira”, afirma a Amigos da Terra. “Por isso precisamos assegurar que os novos acordos comerciais ofereçam garantias específicas de que a água é parte dos bens públicos, que não é uma mercadoria nem um produto”, ressaltou.
O debate da OMC sobre o comércio de serviços prossegue, enquanto os países oferecem seus próprios compromissos. Até agora nenhum país assumiu compromissos substanciais em relação ao abastecimento doméstico de água. Os debates desta semana em Bali aparecem como a última possibilidade de a OMC chegar a um acordo multilateral, pois a atual Rodada de Doha, iniciada na capital do Catar em 2001, acumula mais de uma década de frustrações.
Enquanto isso, as energias liberalizantes se transformaram em negociações multilaterais e bilaterais e em acordos de investimento. Dois dos maiores estão atualmente em negociação, ambos liderados por Washington: o Acordo de Associação Transpacífico, de 12 países, e uma área de livre comércio entre Estados Unidos e União Europeia. Caso se concretizem, incluirão a maior parte da economia mundial.
Entretanto, esses pactos comerciais também apresentam rígidos requisitos que favorecem as empresas, e mecanismos quase judiciais de implantação que colocam os investidores no mesmo nível dos Estados soberanos. Apesar de a Organização das Nações Unidas (ONU) ter estabelecido em 2010 o direito universal à água, os tribunais que atuam em disputas no contexto de acordos de investimentos não costumam reconhecer o direito humanitário internacional. Por isso é importante a OMC se pronunciar claramente no debate sobre a água como mercadoria comerciável.
É paradoxal que a luta para maior financiarização da água seja liderada pelos Estados Unidos, cuja experiência na privatização das empresas públicas de água é notoriamente negativa. A maior empresa privada de água desse país, a American Water, foi antes propriedade de uma firma alemã que se retirou, em grande parte, pela resistência social a que capitais privados e estrangeiros fossem donos dos recursos hídricos.
“Claramente houve resistência à propriedade privada”, disse à IPS a pesquisadora Mary Grant, da Food & Water Watch (FWW). “As comunidades deixaram explícito que querem propriedade local para controlar a qualidade do serviço e as tarifas”, pontuou. Estudos da FWW concluíram que companhias de serviços públicos de propriedade de investidores em dezenas de Estados norte-americanos cobram um terço a mais do que as estatais.
Os sistemas com fins lucrativos também apresentam problemas quando é preciso estender o serviço, pois as empresas são reticentes em ampliar a cobertura para áreas pobres ou comunidades muito pequenas. “A experiência dos Estados Unidos mostra que a privatização da água foi um fracasso. Não gerou serviços melhores, apesar da alta nos preços, e frequentemente foram piores. A provisão local e pública é a maneira mais responsável de garantir que todos tenham acesso a água limpa e barata”, enfatizou Grant. Envolverde/IPS
Caio Hostilio
14 de dezembro de 2013 12:02 pmCaos na saúde pública
Os politiqueiros assistiram o Globo Repórter de ontem (13/12)?
Publicado em dezembro 14, 2013 por Caio Hostilio
Com certeza eles assistiram, porém rezaram muito para que os maranhenses não tenham assistido. Esse blog já questionou diversas vezes o porquê da não aplicação dos recursos advindos do governo federal para a saúde pública e para a educação. Na saúde pública, por exemplo, foram diversos questionamentos pelo não cumprimento da Atenção Básica pelos municípios e muito menos pelo cumprimento de suas prerrogativas quanto à baixa complexidade, média complexidade e alta complexidade – fator primordial para que o SUS funcione de fato.
Por diversas vezes eu questionem a falta de fiscalização “in loco” da aplicabilidade desses recursos, haja vista que nenhum desses politiqueiros safados e canalhas diz se caso esses recursos fossem aplicados corretamente os índices desse Estado estaria baixos. Agora, vi especialistas chamarem a atenção para a falta de fiscalização da aplicabilidade dos recursos e, principalmente, a necessidade de que a Atenção Básica funcione.
Já postei aqui por diversas vezes quanto os municípios maranhenses receberam somente esse ano para a atenção básica, cujas aplicabilidades não foram feitas, pois não vemos sequer postos de saúde e muito menos equipes de Saúde na Família.
Quem viu o Globo Reporte de ontem (13/12) pode mensurar o quanto os politiqueiros querem fazer politiquices com a desgraça do povo. Eles esquecem que são pagos com o dinheiro do contribuinte para defender os direitos dos cidadãos que os elegeu.
Vejam abaixo, quanto que São Luís recebeu até 12/11/2013 do Ministério da Saúde – fundo a fundo – para que dê condições digna de saúde a coletividade:
Para completar, o Globo Repórter, após três anos, retorna aos mesmos lugares, inclusive os Socorrões de São Luís, é constata que as situações estão piores.
É necessário que os politiqueiros safados e canalhas aprendam a respeitar a vida humana e, assim, debatam as situações dentro dos parâmetros reais e, principalmente, cobrando firmemente daqueles que não cumprem com suas prerrogativas junto ao SUS.
Os maranhenses não precisam de politiqueiros, mas sim de políticos que busquem fiscalizar com maior rigor as necessidades da coletividade…
Criem vergonha nas caras de pau, senhores politiqueiros!!!
Obelix
14 de dezembro de 2013 12:21 pmGolpe nos EEUU, em Honduras, Paraguai e agora em Bogotá.
Quem será o próximo?
É bom por as barbas de molho.
EEUU, Honduras, Paraguai e agora, Bogotá…
Antes de mais nada é bom avisar aos judicialistas de plantão:
Reconhecemos a lei (e a legalidade, lato sensu), como fronteira de civilidade, mas desde que ela signifique uma normatização que seja reflexo do (con)senso político do poder originário (voto), e não como possibilidade de atacar os sistemas representativos sob a chantagem de “preservá-los”, ou ainda, rejeitamos leis injustas promulgadas sob o signo do desequilíbrio entre a vontade popular e os nichos de interesse econômicos que sequestram e desequilibram o jogo democrático…
Como determinar se um sistema legal e mais ou menos justo? Nem sempre é possível definir, exatamente, o conceito de Justiça, mas sabemos perfeitamente quando há a presença de alguma injustiça
A mediação da tentativa de aproximar a lei do que é justo não é tarefa primeira de juízes e outros burocratas, mas sim, antes de tudo, da ação política e da sociedade.
Dito isto, é preciso alertar para o que está em curso na América Latina.
Exemplos como Honduras e Paraguai ainda estão frescos na memória, e ainda assim, fingimos que não é conosco.
Agora é a Colômbia, mas precisamente na Prefeitura de Bogotá, onde seu prefeito, Gustavo Preto, de orientação ideológica de esquerda, adversário do grupo do ultraconservador ex-presidente Álvaro Uribe, acaba de receber ordem de Alejandro Ordonez, inspetor-geral da Colômbia, daquele que pode ser comparado com nosso cargo de procurador-geral, para deixar o cargo.
Motivo?
Preto mandou cancelar os contratos privados de coleta de lixo, desafiando carteis e interesses poderosos, e municipalizou a coleta.
O inspetor-geral, arguindo a constitucionalidade do seu ato, e remetendo a um “grave” atentado as leis de “mercado”, destituiu o alcaide da capital colombiana.
Não vou entrar no mérito “jurídico” da questão.
O problema é muito mais grave, embora este tema (o jurídico) também seja um componente que mereça análise, como já dissemos.
Na presença do destroçamento de seu capital político, as forças conservadoras vão, pouco à pouco, construindo outras possibilidades de burlar o sistema democrático através do assédio judicial.
O fato não é novidade, sistemas jurídicos são a primeira e última cidadela da manutenção conservadora.
Os movimentos sindicais e todas as lutas de movimentos populares sempre encontraram no estamento jurídico um obstáculo quase que intransponível, onde a “manutenção da ordem” sempre foi a desculpa para a criminalização dos conflitos sociais.
Por outro lado, em todas as nossas ditaduras, o único poder intacto e que se manteve em pleno funcionamento foi o judiciário, sempre para legitimar a barbárie, desde a expulsão de Olga Benário, passando pelo silência em relação a tortura em 64-85, que confirmaram com a ratificação da aberração da lei de Anistia, ou agora, com o julgamento e prisão ilegal dos sentenciados da ação 470.
Mas chama a atenção o sistemático pipocar de casos na América Latina.
Antes, como estes estamentos normativos e o arranjo institucionais conservadores, raramente, permitiam que forças de esquerda alcançassem sucesso eleitoral de forma ampla(executivos e legislativos), mas quando isto ocorria, havia na América Latina e outras zonas de influência, um ambiente histórico favorável às intervenções motivadas pela bipolaridade geopolítica da Guerra Fria, os conservadores colocavam em marcha toda a sorte de sabotagem civil, com auxílio de sempre das mídias empresariais, sempre à bordo de poderosos esquemas religiosos, e quando os governos estavam tão fracos, e (talvez por isto) estavam confinados a um canto sectário da conjuntura, derrubavam-nos com golpes civis-militares.
Agora não é mais possível colocar em marcha tais estratégias, tanto pelo fim das “justificativas” ideológicas (afinal, são os próprios conservadores que gritam e espumam ao dizer que a divisão esquerda e direita acabou), não há mais grupos de mídia que sejam capazes de mobilizar multidões (tanto pelo descrédito no qual se meteram ao agirem como partidos, quanto pelo crescimento das alternativas de comunicação), o apelo religioso-conservador não é tão coeso como antes(prova disto que se encontram na base de muitos destes governos) e muito menos amplos setores médios capazes de sabotar o desestabilizar governos de esquerda, que por sua vez, cada qual com seu modo de operação, aprenderam a evitar as armadilhas do isolamento político, bem como foram capazes de trazer os “mundo classe média” um enorme contingente de pessoas que estavam subordinados àqueles arranjos de classe anteriores…
Assim, impedidos de planejarem golpes “clássicos”, os conservadores colocaram uma nova lógica em funcionamento, bem mais sofisticada, mas com reflexos e objetivos semelhantes: impedir que as urnas, e os poderes eleitos sejam os instrumentos de mudança do establishment
Se olharmos com atenção, e com uma perspectiva histórica mais ampla, este processo teve início na nossa “matriz”, em 2000, quando george w. bush “ganhou” no tapetão (Corte Suprema) uma eleição sob suspeitas de fraudes grotescas.
As imagens da posse de george w.bush não passaram no jornal nacional, é verdade, mas quem quiser pode recorrer a Michael Moore e seus documentários, e poderá assistir milhares e milhares de pessoas protestando nas ruas de Washington no dia da posse de bush jr, jogando ovos e pedras na comitiva presidencial, onde pela primeira vez, o presidente eleito não caminhou até chegar ao local do juramento presidencial.
Bem, o fato é que a judicialização da política (tema batido e rebatido em vários artigos, análises e palpites), associada a uma máquina de mídia, que industrializa a difunde o moralismo hipócrita como ethos político nacional, tendem a confinar as democracias representativas em becos sem saída, porque o apelo ideológico conservador se esconde e é contrabandeado em sofismas, como “cumprir a lei”, “proteger a constituição”, ou “moralizar o país”.
Sabemos todos que a execução deste cumprimento (da lei), da proteção (a constituição) ou a moralização (de um país) sempre se dão de forma seletiva e a beneficiar arranjos institucionais e econômicos que, não raro, são os principais causadores e/ou beneficiários dos crimes e violações que dizem querer combater quando destituem mandatários eleitos pelo voto popular.
O pior é que estes trejeitos judicialistas vão impregnando a sociedade como um todo, desde os conflitos de vizinhança até o lazer e o esporte…
O melancólico fim do campeoanto brasileiro não nos deixa mentir.
A página eletrônica do grupo Al Jazeera traz as matérias sobre Bogotá e seu prefeito Gustavo Preto, que se negou a cumprir a ordem “legal” e convocou seu correligionários às ruas, e você pode ler aqui.
É sempre bom ter em mente: “onde todos veem coincidências, eu vejo consequências” (Matrix, reloaded – personagem Merovíngio)
Cláudio José
14 de dezembro de 2013 12:25 pmMÊ DÁ UM DINHEIRO AÍ
Loterias têm quase R$ 250 milhões sem dono
Por iG São Paulo |
14/12/2013 08:00Texto 36 pessoas lendo 0Comentários
Valor inclui prêmios não resgatados dos jogos organizados pela Caixa até novembro. Dinheiro é repassado para o Fies
Apostadores sortudos do Brasil deixaram de retirar R$ 246.265.536,18 em prêmios concedidos até o fim de novembro deste ano, de acordo com a Caixa Econômica Federal. O valor inclui todos os dez jogos administrados pela Caixa: Mega-Sena, Quina, Dupla Sena, Instantânea, Lotogol, Timemania, Lotomaria, Loteria Federal, Loteca e Lotofácil.
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Confira os Estados campeões da Mega-Sena
O prazo para retirar o prêmio é de 90 dias após a data do sorteio. Caso o ganhador não se manifeste, o dinheiro é encaminhado para a Secretaria do Tesouro Nacional (de acordo com a portaria Ministério da Fazenda nº 223/2002) e repassado para o Fundo de Investimento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). A regra segue o que está previsto na lei 10.260/2001.
Entre os valores abandonados, estão desde pequenas quantias até os R$ 23 milhões que saíram para um bilhete da cidade de Ponta Grossa, no Paraná. A bolada aplicada na poupança, renderia R$ 133 mil por mês.
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Mega da Virada
O valor deixado de lado pelos donos de bilhetes premiados é maior que o prêmio estimado para a Mega da Virada deste ano, de R$ 200 milhões.
As apostas começaram no dia 11 de novembro e só terminam às 14h do dia 31 de dezembro, quando haverá o sorteio. A aposta pode ser feita em qualquer uma das 12,6 mil lotéricas do País. Se apenas um sortudo abocanhar o prêmio e decidir se aposentar, receberá R$ 1,2 milhão ao mês se investir na poupança, o equivalente a cerca de R$ 40 mil por dia.
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Oito formas de gastar o prêmio de R$ 200 milhões da Mega da Virada
O primeiro sorteio da Mega da Virada aconteceu em 2009, no concurso nº 1.140. Dois ganhadores dividiram o prêmio de R$ 144,9 milhões – um deles era de Santa Rita do Passa Quatro, em São Paulo e outro de Brasília. Em 2012, três apostadores racharam R$ 244,7 milhões, um de Aparecida de Goiânia, em Goias, um de Franca, em São Paulo e um da capital paulista.
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Marco St.
14 de dezembro de 2013 12:34 pmFórum é a segunda revista do
Fórum é a segunda revista do Brasil em engajamento no Facebook
Blog do Rovai
Levantamento da Revista Imprensa, realizado na última quarta (11), mostra que a Fórum é a segunda revista com maior engajamento do Brasil no Facebook. Isso significa que o público da Fórum interage mais do que o de outras publicações. A diferença de Fórum para a líder Carta Capital é mínima, de apenas 3%. Fórum tem 28,13% de engajamento e por outro lado supera de longe a terceira colocada, a revista Exame, cujo índice é 15,70%. Em relação à revista Veja, sétima colocada, a distância é ainda maior. O índice de Veja é de apenas 12,05%
Nos últimos meses, Fórum tem conquistado cada vez mais audiência e hoje está próxima de 1,5 milhão page views ao mês. Além disso, sua página do Facebook deve chegar hoje a 100 mil seguidores. Entre os veículos midialivristas e os blogues progressistas é um dos primeiros produtos a atingir essa marca.
A pesquisa do Portal Imprensa foi realizada com base nas duas informações que o Facebook disponibiliza de cada página: o número total de curtidas e o “Falando sobre isso”, que representa quantas pessoas estão interagindo de fato com a página naquele momento — curtindo, comentando ou compartilhando conteúdo.
O resultado é ainda mais impressionante quando se sabe que Fórum não é uma revista comercial tradicional. E, até por isso, só atingiu esse resultado porque tem leitores que valem a pena. Que formam opinião.
Veja o resultado do levantamento da Revista Imprensa logo abaixo.
Cláudio José
14 de dezembro de 2013 12:36 pmUM LAR DOCE LAR PARA O RUSSO
Aos 82 anos, Russo dispara: ‘Se a Globo me mandar embora, eu morro lá dentro’
Morador do subúrbio carioca, assistente de palco pega dois ônibus para chegar ao Projac, confessa que fez a festa com as chacretes e pede um ‘Lar Doce Lar’ para Luciano Huck
IG
Rio – Não é preciso mais que 10 minutos de conversa com o assistente de palco Russo para captar seu cacoete mais característico. Ao final de quase toda frase, com certa esperança e melancolia, ele solta um “e por aí vai…”. É algo simbólico para quem analisa o todo da situação. Foi assim que Russo guiou sua vida. Indo. Com anos de televisão, ele é testemunha da transformação dos bastidores daquilo que ainda lhe encanta os olhos. E por mais que tenha disposição de menino, é preciso força extra para aguentar o tranco da não-ficção.
Aos 82 anos, Antonio Pedro de Souza e Silva, seu nome de registro, encara dois ônibus diariamente para trafegar entre o bairro de Inhaúma, zona norte do Rio, até a portaria 2 do Projac, complexo de estúdios da Globo. Sem poder pegar peso, Russo atualmente é responsável por abrir o estúdio e acompanhar a gravação sentado do “The Voice” (ele também está na equipe do “Big Brother Brasil” e fez uma participação no quadro “Correio Feminino”, do “Fantástico”). Para completar, precisa pensar nos R$ 400 que gasta com remédios por mês, no aluguel de R$ 950 e nas despesas de Adriana, sua companheira, e os dois filhos dela. E o salário, segundo ele, apesar de mais de 40 anos de TV, é pequeno.
Em 2011, quando sofreu um infarto dentro do Projac, Russo foi encaminhado para o hospital e precisou colocar cinco pontes de safena. Na crise, ele agradeceu o apoio da emissora: “A Globo me deu toda a assistência. Me levaram para a enfermaria, para o hospital, e me ajudaram com os remédios, pagando no começo, e também com uma enfermeira quando fui para casa. O negócio é não entregar os pontos. O negócio é fazer seu trabalho, e eu faço meu trabalho até hoje. Até hoje ninguém reclama de mim, só escuto coisa boa. E por aí vai…”.
Russo tem olhos de menino quando fala da emissora. “Não tem páreo para a Globo. Não estou rebaixando as outras emissoras, mas a Globo faz tudo bonito, limpo”, disse. “Acontece que o pessoal pensa que hoje, quando entra na Globo, vira rei. Ainda mais esses ‘Coca-Cola’ aí, que são metidos a ser gostosos. Se fala comigo, eu respondo. Se não fala, tudo bem…”, completou.
Na sala de estar de sua casa, ele contou ao iG sobre o que viu e ouviu nesses 45 anos de TV.
Entre todos os mestres, Luciano Huck é o que domina seu coração nos dias de hoje. Sem graça, ele contou que nunca recebeu a visita de nenhum parceiro de trabalho, mas gostaria de convidar o marido de Angélica junto com o quadro “Lar Doce Lar”. “Ah, isso eu queria, sim…”, disse o veterano, que não tem casa própria. “Meu dinheiro não dá para comprar uma”, declarou. Disposição Russo tem. Vontade de viver, também. Um único pesadelo? Ser demitido. “Você sabe uma coisa? Eu estou cansado de falar isso, mas se a Globo me mandar embora, eu morro lá dentro. Morro. Juro.” Confira muito mais na entrevista abaixo:
iG:Como você está de saúde hoje?
Russo: Tive um infarto dentro da Globo, e agora estou bem para caramba. O negócio é a distância, porque aqui (sua casa) é muito longe da Globo. Eu tenho que ir todo dia. Estou no “The Voice” e no “Big Brother Brasil”. E qualquer gravação que acontece desses programas eu preciso ir para abrir o estúdio e, assim, acontecer a gravação. E vai por aí…
iG: Você ainda tem disposição para encarar essa viagem todos os dias?
Russo: Ainda tenho. Essa paixão vem do carinho que eu tenho na Globo, de todo mundo… Todo mundo bate papo comigo, me cumprimenta… Na rua me reconhecem pra caramba. Tem gente que vem aqui na minha porta tirar fotografia, bater papo comigo. E vai por aí.
iG: Como foi que você começou a trabalhar com comunicação?
Russo: Eu comecei primeiro na Tupi, na Urca, aí peguei a Continental, Excelsior, e de lá fui pra
Globo com o Chacrinha. Lá tem um boom (tipo de microfone com longo cabo para gravação) que só eu sei mexer. Os caras seguram errado aquilo e ficam com a maior dor nas costas.
iG: Mas você ainda aguenta carregar aquele peso?
Russo: Aguentar, eu aguento. Mas não posso mais, não. O máximo que faço agora é ficar sentado dentro do estúdio esperando as gravações acabarem.
iG: Vamos falar um pouco da sua infância. Você nasceu em Santa Catarina, né ?
Russo: Santa Catarina? Eu nasci não foi em Petrópolis? Sabe que eu já me esqueci….? Ah, foi em Santa Catarina mesmo. Mas eu vim há muito tempo para o Rio.
iG: E essa história de beber vinagre na rua para ganhar dinheiro?
Russo: Pois é, eu bebia vinagre pra fortalecer. Muita gente queria sair comigo na rua, então às
vezes eu tomava um copinho de vinagre. Era gostoso (Adriana, a mulher de Russo, o corrige nesse momento, dizendo que ele bebia para aparecer e ganhar dinheiro para a família. Inclusive, hoje ele tem “ódio de vinagre e só tempera a salada com sal e azeite”).
iG: Como começou sua história com o circo?
Russo: Primeiro eu trabalhei no circo no Jardim Botânico, com o Carequinha, e depois comecei a ser trapezista. Eu perdi meus dentes foi num tombo que eu levei. Caí de boca no picadeiro. Eu estava preso. Não sei o que deu no cara que estava me segurando, que me deixou cair. Quando eu cai, foi tudo. Nunca mais botei dente. E quem quiser gostar de mim assim, goste. Quem não quer gostar, não posso fazer nada. Eu sou esse cara que você está vendo aqui, sou esse cara humilde, ganho pouco e vou por aí…
iG: Você conheceu o Chacrinha nessa época?
Russo: Foi na Tupi, brincando com ele. Eu até hoje conheço a família dele todinha. E eu sinto falta dele, porque ele era um cara muito amigo, bem bacana. Quem dera tivesse muitos Chacrinhas por aí. E vai por aí…
iG: Como era sua relação com as chacretes?
Russo: Eu me dava muito com as chacretes. Elas sumiram, né? Eu já namorei a Índia Potira. Ela me xingava de frouxo, de isso, de aquilo… Aí eu conheci essa pessoa aí (aponta para Adriana). Eu a conheci no pr grama da Xuxa. Depois que o Chacrinha morreu eu fiquei lá na Xuxa o maior tempão. Ela é muito bacana. E eu conheci essa aí (mulher) na plateia, e estou com ela até hoje. O Chacrinha não podia ver furo no programa dele. Ele dava esporro em todo mundo.
iG: E como era com o Faustão?
Russo : O Faustão é um amigo também. Só que ele é muito paulista, gosta muito de paulistas. O Luciano Huck, não. Ele é ‘pedra 90’. Quem dera tivesse muito animador como o Luciano Huck. Basta você ver o que ele faz no ar. Você vê o que ele faz por esse público aí? Negócio de carro, negócio de casa… Quem dera o Luciano Huck me desse uma casa.
iG: Você ainda encontra com ele? Ele é seu amigo?
Russo: Eu trabalhei muito tempo com ele, desde que ele começou na Globo. Ele fala comigo sempre que me vê. Às vezes me dá até um trocado. Não dá aquele trocado grande, não. É de R$ 100 pra baixo. Mas eu não peço, não. É do coração dele. É a amizade que ele tem com todo mundo.
iG: E a Xuxa?
Russo: A Xuxa é uma loira legal pra caraca. Quem me dera eu tivesse uma mulher como aquela. Está rindo do quê? Eu ainda estou bem pra caraca. Eu já tive uma namorada e tive uma filha com ela que é minha cara. Palavra de homem. Quer ver meu neto? É a minha cara (diz, mostrando na carteira a foto de Cristian Davi). Estou devendo uma visita pra ele.
iG: Para você, quem é o grande apresentador da TV brasileira hoje em dia?
Russo: É o Huck. Ele tem tudo que precisa. Ele tem as meninas que bailam com ele, que são educadas pra caramba. Tem a turma que trabalha com ele, que é legal pra caraca. E tem o carinho que tem que ter com o público.
iG: Nos bastidores, você enxerga muita diferença dos atuais funcionários da TV (apresentadores, jornalistas, atores, diretores) para os de antigamente?
Russo: Não tem páreo para a Globo. Não estou rebaixando as outras emissoras, mas a Globo faz tudo bonito, limpo. Acontece que o pessoal pensa que hoje, quando entra na Globo, vira rei. Ainda mais esses ‘Coca-Cola’ aí, que são metidos a ser gostosos. Se fala comigo, eu respondo. Se não fala, tudo bem…
iG: Desses todos com quem você trabalhou, algum virou amigo íntimo?
Russo: Não, aqui não vem ninguém, não. Eu sinto falta disso…
iG: E quem você convidaria? O Huck com o “Lar Doce Lar”?
Russo: Ah, isso eu queria, sim… Meu dinheiro não dá para casa própria.
iG: Quando você sofreu o infarto, você ficou com medo de morrer?
Russo: Qualquer um tem, né? Eu só fico pensando como vou deixar meus netos e a minha filha, a
Fernanda, que é minha cara, e não enxergar mais o mundo. Eu sou apaixonado pela vida. Não dá pra gente dar a mão à palmatória, não. Senão piora mais ainda. Eu estou andando, estou bem… Só tenho dor nas costas, mas de resto está tudo ótimo.
iG: Você planeja realizar mais algum sonho?
Russo: Não quero realizar mais nada… O que eu já quis já realizei. Já fiz muita coisa na vida. Eu só não sou de falar pra caramba. Agora eu estou meio nervosinho (fala, rindo, por causa da entrevista).
iG: E você quer trabalhar até quando?
Russo: Eu vou trabalhar até Deus me matar. Deus que sabe. Você sabe uma coisa? Eu estou cansado de falar isso. Se a Globo me mandar embora, eu morro lá dentro. Morro. Juro.
Marco St.
14 de dezembro de 2013 12:39 pmDe novo…
Gilmar Mendes deve uma explicação ao país
Jornal do Brasil
As acusações do ministro Gilmar Mendes a respeito da proibição das doações de empresas para as campanhas eleitorais, em votação no Supremo Tribunal Federal, são graves. O ministro afirmou que partidos políticos que estão no poder vão se beneficiar com o veto às doações.
“Quem ganha com isso é quem dispuser de propaganda institucional. Há quem interessa esse modelo cerrado, hermético? Em geral, é ao governo”, afirmou.
O ministro insinua que há por parte dos governantes uma força corrupta que os permite se perpetuar no poder. Não pode haver outra interpretação senão esta.
Mas, após fazer esta afirmação, Gilmar Mendes ficaria constrangido se lhe perguntassem como Fernando Henrique Cardoso não conseguiu eleger José Serra em 2002. Ou, por outro lado, ao analisar os 20 anos – seis mandatos – de governo PSDB em São Paulo (Mário Covas de 1995 a 2001, Geraldo Alckmin de 2001 a 2003 e de 2003 a 2007, José Serra de 2007 a 2011, e novamente Alckmin de 2011 até este ano).
Ao fazer tal afirmação, Gilmar Mendes estava baseado em quê? Há fatos novos? Ele, como ministro, tem a obrigação de denunciar ao país, como aliás o fez quando revelou, em maio de 2012, que Lula o havia procurado, juntamente com o ex-ministro da Justiça Nelson Jobim, para supostamente pressioná-lo contra a realização do julgamento do mensalão.
Gilmar deve uma explicação ao país. Suas declarações não são de um homem qualquer falando amenidades, são de uma autoridade da mais alta corte do país. Sua voz é forte e tem eco, pela importância que simboliza.
MiriamL
14 de dezembro de 2013 12:43 pmEm busca de games
Em busca de games pós-capitalistas
POR PAUL MASON
– ON 13/12/2013
Em “Journey (2012)”, jogadores podem, ao invés de competir, interagir colaborativamente, estabelecer vantagens mútuas, comunicar-se por meio de música
Extremamente populares, jogos de computador reproduzem quase sempre relações de mercado e devastação. Mas há versões rebeldes — e planejam-se ambientes não-mercantis…
Por Paul Mason | Tradução: Antonio Martins
Você chega a um vilarejo e o senhor local vende espadas. Como você tem pouco ouro, vai à luta e mata alguns lobos com arco e flecha. As peles te ajudam a comprar a espada. Onde tudo isso ocorre? É claro que no Skyrim (Wikipedia | Jogo), um dos games multiplataforma de maior sucesso no momento.
No Skyrim, a ação se passa no mundo mítico de Tamriel, onde a atividade humana consiste em lutar, roubar, praticar magia e comércio. Seja nesse game, no espaço profundo doEveOnline (Wikipedia | Jogo) ou na vida marginal de Grand Theft Auto V. (Wikipedia | Jogo), a economia dos jogos de computador quase sempre assemelha-se ao capitalismo primitivo. Comércio e desafio implacável às regras são as fontes da riqueza. Trabalho humano real e comportamento sociável quase nunca contam. Se quase metade das famílias têm um console, em muitos países e classes sociais; e se 8 milhões de pessoas acumulam fortunas secretamente a cada dia, em jogos de Facebook como Farmville (Wikipedia | Jogo), um imensa carga de ideologia do livre-mercado está sendo despejada em nosso tempo de lazer.
Mas o que ocorre quando se tenta subverter a economia subjacente aos games? Participantes ativos dos mundos online estão acostumados a “desmontar o jogo” [gaming the game], ou seja, explorar as inconsistências do modelo econômico para enganar outros jogadores. No ano passado, um destes espertinhos sugou quase toda a riqueza existente num universo particular, ao elevar à estratosfera o preço de um objeto sem valor e levar seu amigo a destruí-lo. Os economistas profissionais de games – sim, esta profissão existe – gastam dias desfazendo a rede de negócios.
Minha proposta é algo diferente. Que tal se – assim como nos acampamentos Occupy, onde se tenta “viver apesar do capitalismo” –, pudéssemos viver “apesar” das formas de propriedade e da economia de mercado voraz de um game?
No caso do Skyrim, a comunidade “do contra” – programadores e designers que se divertem criando versões não-oficiais do game – já transformou de modo inteligente a economia de Tamriel. Uma das versões limita os recursos naturais disponíveis (os logos podem ser extintos…). Outra, tornou o estoque de dinheiro finito. Uma terceira introduziu um sistema financeiro alternativo, no qual o ouro conquistado e não gasto pode ampliar a oferta de crédito para outros jogadores.
Mas e se fosse possível jogar qualquer um desses games sem tentar enriquecer por meio de conquistas, violência ou outras estratégias capitalistas de comprar barato e vender caro? E se fosse possível construir estratégias de criação colaborativa, fora do mercado, e tornar gratuito tudo o que é necessário para suprir as necessidades básicas da vida? Seria possível, individualmente ou em grupos, tensionar a economia de violência e conquista – a ponto de forçar uma transição para além da competição destrutiva?
São boas questões: uma importante escola de economistas acredita que elas expressam o problema essencial com que nos deparamos aqui fora, no mundo além dos games.
Yochai Benkler, um professor de Direito de Harvard, estuda como a emergência do gratuito, da produção colaborativa e de produtos não-comerciais como a Wikipédia criam uma falha no capitalismo. Numa economia de informação em rede, ele escreve, “a ação cooperativa e coordenada, realizada por meio de mecanismos não-mercantis decentralizados… joga um papel muito maior que em épocas anteriores. (Benkler Y, The Wealth of Networks, New Haven 2006).
Os bens imateriais desestabilizam sistemas econômicos baseados na escassez. Produtos gratuitos e construídos colaborativamente, como a Wikipedia, matam concorrentes comerciais em seu setor. Produtos de código aberto – mesmo quando comercializados, como o sistema Android, que movimenta 70% dos novos smartphones – podem reduzir a fatia de mercado dos produtos proprietários, de código inacessível.
Se Benkler estiver certo, a economia real do século 21 vai se converter num gigantesco jogo, no qual as formas não-mercantis interagem com os modelos clássicos, baseados na escassez e na competição. Os monopólios persistirão, mas serão solapados pela impossibilidade de fazer valer os direitos de propriedade. As hierarquias tentarão rearticular-se, mas não poderão reagir efetivamente à emergência das redes.
Nos games coletivos, já há muito trabalho colaborativo – inclisive no interior dos ambientes de tiros e mortes. Agora, os designers começaram a responder abertamente às demandas para colaboração. O Journey (2012) (Wikipedia | Jogo) é um game etéreo e sem palavras, em que os jogadores, ao interagir, estabelecem benefícios mútuos e conexão emocional, mas não trocam explicitamente.
A maior parte dos games, é claro, permanece presa na armadilha econômica de seu tempo: são mercados fechados, com diversos modelos estáticos de negócios, a maior parte dos quais envolve a destruição dos oponentes, a conquista de monopólios ou a pilhagem e desperdício de recursos.
O desafio é desenhar um game em que a economia possa evoluir: da competição para a colaboração. Em que, ao invés de ser um cara malvado em Los Angeles, você possa divertir-se como um colaborador, numa fazenda comunitária da Andaluzia. Um game em que contrariar as lógicas dominantes esteja implícito no produto inicial, não numa versão desautorizada. Um game onde seja possível “recusar” o chamado jungiano básico à aventura e, em vez disso, transformar o mundo em que vivemos.
Para muitos de nós, a realidade econômica já envolve relações de mercado e outras, que vão muito além. Diante disso, o mundo de saques competitivos em que se baseia a maior parte dos games de computador e de console começa a se tornar enfastiante.
No ano que vem, o próprio Skyrim vai se tornar um game coletivo. Os designers prometem: o mundo mítico de Tamriel permitirá escolher entre três alianças guerreiras, nove etnias e ilimitadas tatuagens faciais. A economia proposta parece uma versão do mercantilismo do século 18: conquiste um castelo, monte nele seu posto comercial, explore as necessidades e carências.
Como fã do game, gostaria de ter a oportunidade de algo radicalmente distinto. Alguém topa#OccupyTamriel?
http://outraspalavras.net/capa/sobre-games-capitalismo-e-como-supera-lo/
Motta Araujo
14 de dezembro de 2013 12:45 pmhttps://www.google.com.br/sea
https://www.google.com.br/search?q=banque+de+l%C2%B4indochine&client=firefox-a&hs=q8U&rls=org.mozilla:pt-BR:official&channel=np&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=8EysUuqrB4nLsASGxYLICQ&ved=0CEUQsAQ&biw=667&bih=386
BANCOS HISTORICOS – BANQUE DE L´INDOCHINE – Banco privado fundado em 1875 para emitir moeda nas colonias asiaticas da França, teve longa trajetoria de poder e riqueza, , hoje parte do Grupo Calyon Credit Agricole, nos anos 50 e 60 financiou projetos e expansão de fabricas de empresas francesas no Brasil, um banco que se mescla com a propria Historia da expansão colonial francesa, atravessou a Segunda Guerra sem ser incomodado pelo Exercito japonês que ocupava a Indochine, saiu com da colonia após a derrota francesa em Diem Biem Phu em 1954 mas continuou a operar na França com grande liquidez e reservas como banco de investimentos, juntou-se nos anos 70 com a Compagnie de Suez para formar o Banque Indosuez, muito ativo no Brasil nos anos 80 e 90.
O Calyon Credit Agricole é hoje o 25º banco do mundo, com ativos de US$1,2 trilhão de dolares. e tem banco comercial no Brasil.
Marco St.
14 de dezembro de 2013 12:50 pmCrumb, Crumb e Crumb!
Estilo Crumb
http://semioticas1.blogspot.com.br/2012/05/estilo-crumb.html
A arte de Robert Crumb: no alto, ilustração da capa de
“Blues”; acima, ilustração e capa da edição em inglês de
“Gênesis”; abaixo a capa da edição em espanhol e a
sisuda e recatada edição nacional, lançada pela Conrad
O Deus todo-poderoso, como não poderia deixar de ser, é o protagonista destacado no Gênesis segundo Crumb. Mas no traço do cartunista, que nasceu em uma família católica, trata-se de um Deus vingativo, carregado de raiva e com longos cabelos e barbas. Sem pestanejar, esse Deus comete dois genocídios no intervalo de poucas páginas – um durante o Dilúvio que tem Noé como protagonista, no episódio da arca da salvação; outro na chuva de fogo implacável que vem dizimar as cidades de Sodoma e Gomorra. Crumb também recria toda aquela sucessão de incestos, sacrifícios, inveja e misoginia que os judeus veneram na Torá e os cristão fundamentalistas idolatram no Antigo Testamento. Ele diz que dedicou cinco anos de trabalho diário para concluir a adaptação e, na breve introdução ao livro, destaca que tentou ser muito respeitoso com as crenças religiosas milenares. “Se minha interpretação literal e visual do Gênesis ofende alguns leitores”, alerta, “em minha defesa só posso dizer que me aproximei dele como um trabalho meramente ilustrativo, sem intenção de ridicularizar nada nem fazer brincadeiras visuais”. O lançamento de “Gênesis” aconteceu simultaneamente em 20 países, incluindo o Brasil, precedido pela publicação de trechos na revista mais influente dos EUA, a “New Yorker”, que tem Crumb em seu elenco de colaboradores.
A estratégia de lançamento levou “Gênesis” para as listas dos mais vendidos, um feito raríssimo para uma publicação em quadrinhos. Além do “Gênesis”, Crumb agora está disponível nas livrarias brasileiras com alguns de seus álbuns especialíssimos, publicados pela editora Conrad, incluindo, entre outros, “Minha Vida”, “Blues”, “América”, “Meus Problemas com as Mulheres”, “Fritz, the Cat” e “Mr. Natural”. Há ainda “Kafka de Crumb”, que além dos desenhos do cartunista traz texto de David Zane Mairowitz. Os álbuns de Crumb editados pela Conrad não chegam a ser uma HQ e nem um livro propriamente dito, mas flutuam entre ambos. Assim como os outros clássicos de Crumb, “Kafka” traz resumos, análises e seus desenhos característicos – no caso, imagens que traduzem “A Metamorfose”, “Na Colônia Penal”, “O Processo” e “O Castelo”, entre outros escritos de Kafka, considerado por muitos o nome mais fundamental da literatura do século 20. 
Além dos álbuns de HQ, a arte do cartunista também é celebrada em um documentário antológico – “Crumb”, produzido por David Lynch e dirigido por Terry Zwigoff em 1994. O filme reúne imagens de arquivo, charges e depoimentos – do próprio Crumb e de seus amigos e parentes. Há cenas impagáveis, como o irmão descrevendo rituais inacreditáveis ou Crumb imitando Janis, que lhe disse: “Oh, Robert, precisa deixar o cabelo crescer, botar uma bata, calça boca-de-sino. Tá muito caretão”. Crumb conta e se diverte – como virginiano, ele prefere os uniformes: as mesmas roupas no mesmo estilo.
Com doses generosas de muita sinceridade, muito humor negro e nenhuma concessão à moral vigente na indústria cultural, “Minha Vida” encadeia histórias publicadas do começo dos anos 1970 a 1994, incluindo cartuns, autorretratos, narrativas mais extensas e outras de poucas páginas ou até de apenas um quadro, tanto em preto-e-branco como no mais lisérgico colorido. Seu traço febril, distorcido, genial e demolidor, explode em sarcasmo subversivo contra tudo e contra todos. Em “Minha Vida”, Crumb fala de si com nenhuma piedade, enumerando seus melhores ataques contra a hipocrisia, mais os escândalos e muitos problemas com a justiça nos Estados Unidos, que o levariam por fim ao exílio na Europa na última década. Em 2010, quando esteve no Brasil como convidado especial da Flip – a Feira Literária de Paraty – Crumb surpreendeu a todos na entrevista coletiva: disse que viajou meio a contragosto e que só aceitou o convite depois de muita insistência da esposa, a também cartunista Aline Kominsky.
Crumb mora com a esposa e a filha desde 1991 na França e, neste autoexílio, passa a maior parte do tempo ouvindo discos antigos, lendo e desenhando. Além da dedicação à sua versão do Gênesis, nos últimos anos ele também vem produzindo projetos por encomenda e histórias curtas para jornais e revistas, entre elas a “New Yorker” e a “W”, especializada em moda e comportamento. Para a “W”, uma das criações recentes de Crumb foi a retrospectiva em capítulos sobre a trajetória feminina através dos séculos, seguindo das agruras das mulheres no tempo das cavernas até maquinações mais atuais e espúrias de personagens estranhos como Lyndee England, aquela militar norte-americana que, em 2003, foi fotografada torturando prisioneiros no Iraque. Crumb e seu humor são implacáveis. 
Literatura, jazz e rock’n’roll Jazz, blues, rock’n’roll e altas literaturas permeiam cada quadro na narrativa de “Minha Vida”, entre passagens de estilo gráfico surpreendente, breves, inconformistas. O mundo característico de Crumb e sua bizarria fornecem o fio condutor a cada traço em fragmento confessional, intercalados por poucas páginas de textos, algum trecho de entrevista e uma ou outra anotação circunstancial. A síntese da contracultura passa pelo imaginário que Crumb retrata nos quadrinhos. Em “Minha Vida”, esta síntese inclui a infância católica em subúrbios protestantes na Philadelphia (onde ele nasceu, em 30 de agosto de 1943), a escola sempre repressora, a família substituída na adolescência pelas experiências quando foi morar com o irmão mais velho (que o levariam em definitivo ao mundo da música, da libido à flor da pele e da psicodelia), os primeiros desenhos publicados, os hippies de San Francisco, os esoterismos e as manias de estrelas do pop-rock.
Enquanto “Minha Vida” carrega saborosas confidências autobiográficas, as mais antológicas lendas do jazz e do rock’n’roll estão reunidas em “Blues”, outra obra-prima do cartunista que ganhou da Conrad uma edição das mais caprichadas. Detalhe: a versão brasileira é melhor e mais completa que a edição original em inglês. Com bela encadernação em capa dura e colorida, “Blues” inclui – além dos casos mais surpreendentes sobre as origens da música na América, seus personagens principais, as bebedeiras, a vida na zona rural, os cantores cegos, a discriminação racial e os pactos com o diabo nas encruzilhadas – todas as histórias em HQs “musicais” de Crumb, mais as capas de disco que ele produziu, as filipetas de culto dos colecionadores, os anúncios publicitários e os cartazes de shows.



De Robert Johnson a Monty Python Robert Johnson está presente em “Blues”, em destaque, assim como Furry Lewis e a galeria dos bluesmen que assombraram os conservadores e criaram os fundamentos do rock e da cultura negra dos EUA que se espalharam pelo mundo. Howlin’Wolf e seus pares também são retratados, com Jimi Hendrix que alucina e leva junto a sacerdotisa do rock, miss Janis Joplin. Ela ganharia do amigo Crumb duas capas antológicas: “I Got Dem ol’Kozmic Blues Again Mama” (1969) e “Cheap Thrills” (1968). Aclamado como gênio e revolucionário, Crumb nasceu em uma família de cinco irmãos na Philadelphia e começou a desenhar ainda na primeira infância. No documentário dirigido por Terry Zwigoff, ele confessa que o motivo da estreia nas HQs aconteceu por insistência do irmão mais velho, Charles, que também o iniciou em certos hábitos bizarros envolvendo sexo, mulheres, política, drogas, literatura e muita música.
O hobby dos cartuns virou ganha-pão em 1962, quando se tornou ilustrador da “American Greetings” e da “Help”. Depois viriam os contratos que alcançaram maior público com a revista “Mad”, outros projetos os mais diversos em áreas idem e, claro, as charges e as HQs mais marcantes da contracultura em todo o planeta. Até o final dos anos 1960, a arte de Crumb estaria restrita ao universo da contracultura, do blues e do rock. Mas isso começou a mudar quando ele lançou “Fritz, the Cat”. Nesta série, as histórias se passam numa grande cidade habitada por animais antropomórficos, sendo que o gato Fritz é o personagem principal. Muito calmo, entregue à preguiça e ao lado mais hedonista da vida, com algumas tendências artísticas, Fritz sempre se vê envolvido pelo acaso com personagens alucinantes em aventuras selvagens, nas quais vai encontrando as mais diversas experiências sexuais. 
Fritz apareceu em histórias desenhadas por Crumb quando criança e viria a se tornar o mais famoso dos seus personagens. As tiras e cartuns com o gato primeiro foram publicadas nas revistas “Help!”, “Cavalier” e “Mad”. Depois foram se tornando cada vez mais explícitas e migraram para revistas mais undergrounds. Depois chegaram às eróticas “Playboy” e “Hustler”, nas décadas de 1960 e 1970. Em 1972, o ponto alto da popularidade: “Fritz, the Cat” foi transformado em filme de animação pelo diretor e roteirista Ralph Bakshi. Com a venda dos direitos sobre seu personagem, Crumb conquistou fama e fortuna e também mais perseguição pela censura. “Fritz” foi o primeiro desenho animado a ser classificado com o código X (impróprio para menores), mas também é considerado um dos filmes independentes de maior sucesso comercial de todos os tempos. O sucesso e o escândalo de “Fritz, the Cat” ainda ganhariam um capítulo inesperado no final de 1972, quando Crumb publicou uma história que pôs fim à trajetória de seu personagem mais famoso: depois de uma última orgia, Fritz é assassinado por uma ex-namorada. Com Crumb é sempre assim: o banal, o comum, o imprevisível e o humor insano de pequenas bobagens cotidianas fornecem um arsenal de piadas visuais com ares libertários. 
Reconhecido como influência ou guru de grandes nomes da cultura pop, Crumb tem legiões de pupilos notáveis. Entre eles, astros e estrelas do rock, do blues e do jazz, jornalistas, escritores e midas da tecnologia como Steve Jobs e Bill Gates, além de Harvey Kurtzman, criador e editor da revista “Mad”, e Terry Gilliam, um dos mentores do grupo de comediantes ingleses do lendário Monty Python. Não é pouco. Líder mundial do movimento underground, entretanto, é um título que Crumb sempre rejeitou. Prefere ser líder de coisa nenhuma, em suas investidas contra o moralismo e as hipocrisias que encontramos aqui e ali. Alguém já disse, não me lembro quem: ao ler Crumb, é o sol que finalmente brilha em nossa porta dos fundos. por José Antônio Orlando.
Bizarro e politizado
O humor mais bizarro e politizado de Crumb aparece por inteiro em “Minha Vida”, autobiografia em quadrinhos que mantém a contestação gaiata que fizeram dele uma lenda entre os clássicos imbatíveis da era do rock. Imagens e piadas visuais, ideias ousadas e uso diversional de sexo e alucinógenos, que ele vem burilando desde o final dos anos 1950, contra o pior conservadorismo, revelam em “Minha Vida” as experiências confessionais do autor e constroem seu melhor melhor personagem: ele mesmo.
Crumb é impressionante. Seu traço característico, sujo, algo disforme, com formas grotescas que denunciam a proximidade com o universo das drogas alucinógenas, definem também o que de melhor a cultura underground produziu nas últimas décadas. Como apresenta muito bem o ensaio “Faróis da Eternidade”, de Rosane Pavam, que abre a edição nacional de “Blues”: “Crumb viu o sonho da liberdade nascer e escapar. Assistiu à decretação da morte de tudo – da religião, do cinema, da música, da dança – mas não a desejou. Libertar é diferente de matar, e o trator de Crumb passou sobre as senzalas suave-mente, bem raciocinado”. Foi na década de 1960 que Crumb surgiu como referência da contracultura, com os baluartes de seus cartuns cáusticos que questionam valores. Sua arte se mantém assim desde aquela época, quando revolução era a palavra de ordem: seus traços de humor negro abalaram tabus, desmascararam falsidades puritanas, revelaram obsessões sexuais e, em “Blues”, reverenciam e criticam a “evolução” da música popular no decorrer do último século.
Rpv
14 de dezembro de 2013 1:48 pmDireito supremo
Saiu no Twiter. Nova jurisprudência do STF.
Os petistas são condenados por falta de prova, os tucanos, absolvidos pelo excesso delas.
É fácil entender.
Só um criminoso é capaz de não deixar provas.
Só um inocente é capaz de espalhá-las ao vento para quem quizer vê-las.
O criminoso, no seu trabalho profissional, não deixa rastros, vestígios, sinais, testemunhas. Apenas maqueia, marketeia. Critica para fazer fumaça, encobrindo assim seus crimes. Somente sua estória, contada nos tribunais que é capaz de incriminá-lo. Fazendo justiça.
O inocente, no seu trabalho árduo em prol do país, anda despreocupado, releva corruptos ao seu redor para focar naquilo que interessa, apresentar resultado. Ele não critica, pois não necessita disso, sua competência fala por si. E seu patrimônio é fruto disso. Somente um tribunal técnico, criterioso que segue a risca o devido processo legal, a presunção da inocência, a ampla defesa e o contraditório é capaz de absolvê-lo. Fazendo justiça.
Dois pesos, duas medidas. Uma para os criminosos, outra para os inocentes.
alessandroduarte
14 de dezembro de 2013 4:16 pmFaz sentido
Se x é
Faz sentido
Se x é criminoso, então x não deixa prova
Por contraposição:
se x deixa prova, então x não é criminoso
O argumento é válido. O problema é que não é claro se o argumento é correto, isto é, o problema é se, de fato, a premissa é verdadeira (o que não parece):
Se x é criminoso, então x não deixa prova
Viva o domínio do fato! Viva o brazil!
RACS
14 de dezembro de 2013 9:43 pmSeu Nassi, esse merece virar
Seu Nassi, esse merece virar um post, muito bom, rss.
rogerio.bertani
14 de dezembro de 2013 2:52 pmMais uma do Meio Ambiente,
Mais uma do Meio Ambiente, Nassif. Trocaram a gestora responsavel pela unidade de conservação do Arquipelago dos Alcatrazes, sem nenhuma justificativa. Eu trabalho há anos no local, e pesquisas importantes tem sido realizadas naquela Ilha. O Ministerio do Maio Ambiente vai muito mal. #foraIsabellateixeira
Gestora do ICMBio que lutava pela preservação de Alcatrazes é afastada do cargo
Herton Escobar / O Estado de S. Paulo
(Atualizado às 21p5)
A analista ambiental Kelen Leite, do ICMBio, foi dispensada da gestão da Estação Ecológica (ESEC) Tupinambás no início desta semana, após 3,5 anos no cargo. Muito elogiada na comunidade ambientalista, Kelen estava à frente das negociações com a Marinha do Brasil para acabar com os treinos de tiro no Arquipélago dos Alcatrazes, um dos principais refúgios de biodiversidade insular e marinha da costa brasileira, no litoral norte de São Paulo.
A ESEC Tupinambás cobre partes do arquipélago, mas não a ilha principal, que a Marinha usa há décadas como alvo para treinos de tiro. Em junho deste ano, após longas negociações, a Marinha anunciou publicamente que concordava em parar de atirar na ilha e que apoiava a transformação de quase todo o arquipélago em um Parque Nacional Marinho. O projeto de criação do parque está submetido ao MMA.
O afastamento de Kelen, publicado terça-feira no Diário Oficial da União, pegou a própria gestora de surpresa. “Não pedi para sair e não gostaria de sair”, disse Kelen ao Estado hoje, por telefone. “É muito ruim sair assim, no meio de um trabalho”, completou ela, referindo-se não só ao processo de criação do Parque Nacional como o de elaboração do plano de manejo da ESEC Tupinambás, que foi recentemente concluído, 26 anos após a criação da unidade. O plano está praticamente pronto, faltando a aprovação do ICMBio.
O afastamento também pegou de surpresa a comunidade ambientalista e os integrantes do Conselho Gestor da ESEC, que não foram consultados pelo ICMBio sobre a mudança, segundo Fausto Pires de Campos, coordenador do Projeto Alcatrazes e um dos maiores conhecedores e defensores do arquipélago. “O Conselho Gestor foi profundamente ofendido, pois não foi consultado para esta mudança drástica, contraproducente e completamente equivocada”, afirma ele, em um e-mail endereçado a Kelen e distribuído para a comunidade ambientalista e científica ligada ao arquipélago. “Seu trabalho é excelente e admirável e resolvem trocar a chefia? Algo está muito estranho e errado e penso que Alcatrazes volta a correr imenso risco, não importando quem coloquem na ESEC; o sinal de retrocesso está dado e temos que voltar a lutar duro pela preservação de Alcatrazes.”
A publicação no Diário Oficial da União não aponta um substituto para a gestão da ESEC.
O ICMBio foi procurado pela reportagem no início da tarde de hoje, via assessoria de comunicação, mas não forneceu nenhuma informação sobre o caso até as 21h.
Para mais informações sobre o Arquipélago dos Alcatrazes e as negociações com a Marinha para criação do Parque Nacional, veja: http://blogs.estadao.com.br/herton-escobar/marinha-muda-posicao-e-abre-caminho-para-criacao-de-parque-nacional-no-arquipelago-dos-alcatrazes/
http://blogs.estadao.com.br/herton-escobar/gestora-do-icmbio-que-lutava-pela-preservacao-de-alcatrazes-e-afastada-do-cargo/?fb_action_ids=623423624386511&fb_action_types=og.recommends&fb_source=other_multiline&action_object_map=%5B1425977924299929%5D&action_type_map=%5B%22og.recommends%22%5D&action_ref_map
Gilson AS
14 de dezembro de 2013 3:09 pmPadre explica a importância da aliança política entre católicos.
Padre explica a importância da aliança política entre católicos e evangélicos
O padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior postou um vídeo em seu canal no Youtube falando sobre a união entre católicos e evangélicos na política nacional.
Ele lembrou que há muitas pessoas que não aceitam essa aliança e até torcem contra ela. Azevedo Júnior propõe deixar de lado o que divide as duas crenças para buscar o bem comum. O padre se refere ao movimento homossexual que tem como objetivo destruir o patrimônio moral do ocidente.
“Um bando de celerados colocou na cabeça ‘que a moral judaico-cristã só fez desgraça, então nós temos que acabar com ela’, e acabar com a moral judaico-cristã é acabar também com essa instituição chamada família”, disse.
O pároco comenta que a maior parte da população é a favor da moral judaico-cristã e da família e para não deixar que católicos e evangélicos lutem por ela, elas estão dispostos a colocar as duas religiões uma contra a outra.
Marco St.
14 de dezembro de 2013 4:35 pmEsquecer a doença. Mesmo que por alguns segundos.
Ensaio fotográfico registra expressões de pacientes com câncer diante de mudanças radicais no visual
“Sabe o que eu mais sinto falta? Ser despreocupado.”
Estas são as palavras que inspiraram um novo projeto que tem como objetivo ajudar pacientes com câncer a esquecer da sua doença “mesmo que apenas por um segundo”.
A Fundação Mimi, em colaboração com Leo Burnett, reuniu 20 pacientes com câncer, em junho. Os homens e as mulheres pensavam que estariam recebendo uma mudança de visual comum e foram convidados a fechar os olhos durante a essa transformação. Porém, quando abriram os olhos viram no espelho uma mudança radical, pode-se até dizer “escandalosa”. O que eles também não contavam é que estavam sendo fotografados e filmados!! Perfeito.
Assim, nós todos ganhamos esse presente incrível, ver a expressão de pessoas que lutam contra o câncer sem a mácula da doença, por um segundo eles só pensaram no que viram: uma mudança radical! Nada de um rosto com marcado pela doença, mas verdadeiros personagens!!
Você ficou curioso? Ótimo!! Veja abaixo o vídeo da filmagem. Quem quiser ver as fotos pode clicar aqui!!
Eles não puderam deixar de rir e, por um momento, pelo menos, eles ficaram, mais uma vez sem preocupações.
Incrível, não?
Olhem o vídeo que registrou a experiência. É imperdível as expressões dos modelos!! =)
[video:http://www.youtube.com/watch?v=pMWU8dEKwXw%5D
http://www.reab.me
– Quer conferir o livro que resultou desse ensaio: clica aqui.
Gilson AS
14 de dezembro de 2013 4:40 pmQual a cor de Jesus Cristo ?
Jesus não era branco: a jornalista americana que ressuscitou o debate sobre a cor da pele de JC
Alguém sabe a cor de Jesus Ungido ?
Como ele era palestino, e peregrinava da Galileia à Judeia,passando pelo litoral, há grandes possibilidade do tom da pele de Jesus ser moreno.
Uma coisa é certa, Jesus não era loiro de alhos azuis.Essa imagem de Jesus que o mundo conhece, serviu para divulgar o evangelho, porque ficaria mais fácil a sua aceitação, principalmente pelo povo europeu.
E se Jesus for negro, você continuaria acreditando nele ?
A figura mais próxima de Jesus cristo é esta abaixo.Se for verdadeira, você cristão, continuará confiando nele ?
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/jesus-nao-era-branco-a-jornalista-americana-que-ressuscitou-o-debate-sobre-a-cor-da-pele-de-jc/
A jornalista Megyn Kelly, âncora da Fox, se sentiu ultrajada com um bom artigo no site da Slate. A autora, Aisha Harris, negra, contava como a representação de Papai Noel com um velhinho branco a confundiu na juventude. Megyn não gostou.
“Eu ri e pensei: ‘Oh, isso é ridículo. Mais uma pessoa dizendo que é racista ter um Papai Noel branco’. E, por falar nisso, para todas vocês, crianças, nos vendo em casa, Papai Noel é simplesmente branco. Papai Noel é o que é.”
Ela estendeu suas considerações a Jesus Cristo. “Jesus era branco, também. Ele era uma figura histórica, isso é um fato verificável — como Papai Noel. Só porque algo faz você se sentir desconfortável, não significa que deva mudar. Como você revisa a história e muda Noel de branco para negro?”.
Bem, noves fora o detalhe de que — parem de ler aqui, meninos — Papai Noel não existe, a diatribe de Kelly acabou causando uma certa comoção. O comediante Jon Stewart estranhou o fato de ela se dirigir a crianças num programa de notícias que passa depois das 10 da noite. “Crianças inocentes o suficiente para achar que Papai Noel existe e racistas o bastante para ficar horrorizadas”, disse.
Mas sua assertividade com relação à cor da pele de Jesus lembrou alguns bons momentos da nossa Rachel Sheherazade, a musa da direita evangélica. Especialmente porque há um consenso entre historiadores, hoje, de que, como JC era um judeu do Oriente Médio de 2 mil anos atrás, ele tinha, provavelmente, compleição escura
MiriamL
14 de dezembro de 2013 6:02 pmNoam Chomsky: EUA matavam
Noam Chomsky: EUA matavam quem praticava o que prega Papa Francisco
14/12/2013 12:34 pm
Por Travis Gettys, do The Raw Story | Tradução: Ítalo Piva
Os Estados Unidos declararam e lutaram uma amarga, brutal e violenta guerra contra a igreja, disse Chomsky (Foto: Wikimedia Commons)
Os Estados Unidos lutaram por décadas uma guerra contra católicos que praticavam os ensinamentos que levaram o Papa Francisco a ser eleito personalidade do ano pelaTimes, segundo o filósofo político Noam Chomsky.
Segundo Chomsky, em 1962, a conferência Vaticano II reformou os ensinamentos da Igreja Católica pela primeira vez desde o século IV, quando o Império Romano adotou o cristianismo como sua religião oficial, e isso teve um profundo impacto nos líderes religiosos da América Latina.
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Na semana passada, em uma entrevista com o ativista de justiça social Abel Collins, Chomsky explicou que padres e laicos latino-americanos formaram grupos com camponeses para estudar o Evangelho e reivindicar mais direitos das ditaduras militares da região – que ficaram conhecidos como Teologia da Libertação.
“Há uma razão porque cristãos foram perseguidos pelos primeiros três séculos,” disse Chomsky. “Os ensinamentos são radicais – de um texto radical – que pregam basicamente um pacifismo radical com opções preferenciais aos pobres.”
Ele reafirmou que praticantes da Teologia da Libertação foram sistematicamente martirizados, ao longo de mais de 20 anos por forças apoiadas pelos EUA, que tentavam evitar que nações latino-americanas instalassem governos socialistas em benefício de seus próprios povos, contrariando interesses norte-americanos.
“Os Estados Unidos declararam e lutaram uma amarga, brutal e violenta guerra contra a igreja,” disse Chomsky. “Se existisse imprensa livre, é assim que representariam a historia.”
Ele explicou que os EUA apoiaram a “posse de governos e instituições ditatoriais com estilos neonazistas”, como parte de uma guerra que finalmente terminou em 1989 com a morte de seis jesuítas e duas mulheres na Universidade da América Central por tropas salvadorenhas.
Chomsky disse que aquelas tropas foram treinadas pelo governo norte-americano na Escola Kennedy de Guerra Contra a Insurgência, e agiram sob ordens oficiais do comando salvadorenho, que mantinha uma relação próxima com a embaixada norte-americana.
“Eu nem tenho que atribuir isso ao governo,” disse ele. “Já é aceito. A Academia das Américas, que treina oficiais militares latino-americanos – basicamente assassinos – um dos seus pontos de discussão é que o exército norte-americano ajudou a derrotar a Teologia da Libertação.”
O Papa Francisco, um jesuíta argentino, tem feito gestos simbólicos para uma nova aceitação da Teologia da Libertação na Igreja, depois de anos de condenação por suas aspirações políticas pelos papas João Paulo II e Bento XVI.
Seu recente Evangelii Gadium – ou Alegria do Evangelho – foi visto por muitos como um ataque ao capitalismo e economia de mercado livre, mas Chomsky acredita que até agora o Papa não transformou suas palavras em ações.
“Gosto do fato de que o discurso mudou, e de que há uma melhora na discussão sobre justiça social, mas temos que ver se isso chegará ao ponto de as pessoas se organizarem e insistirem por seus direitos percorrendo o caminho da opção preferencial pelos pobres, ou seja, de levar o Evangelho a sério.”
http://revistaforum.com.br/blog/2013/12/noam-chomsky-estados-unidos-matavam-quem-praticava-o-que-prega-papa-francisco/