http://www.brasil247.com/pt/247/poder/124084/Serra-consumo-de-coca%C3%ADna-ser%C3%A1-pauta-em-2014.htm Ex-governador de São Paulo diz que o tema estará em discussão no ano eleitoral. “O debate sobre o consumo de cocaína no Brasil pode e deve ser uma pauta em 2014. O que se deve rejeitar é a inércia e a multiplicação da pirotecnia na área. O que tem de ser feito não é mistério: combater o tráfico, promover campanhas educacionais e tratar os dependentes químicos. Nada disso vem sendo executado a contento”, afirma
Notícia da semana passada mostrando que não é só por aqui que tem “caos” aéreo. Na Inglaterra o problema começou quando o software do sistema de controle de tráfego aéreo não conseguir mudar do modo ‘noite’ para o modo ‘dia’.
LONDRES, 7 Dez (Reuters) – Milhares de pessoas tiveram suas viagens atrasadas nos maiores aeroportos da Inglaterra neste sábado, por conta de um problema técnico em um centro de controle do tráfego aéreo.
Problemas foram relatados em grandes aeroportos como Heathrow, Gatwick e Stansted depois do que o Serviço Nacional de Tráfego Aéreo (Nats) chamou de problema em um computador em seu centro de controle em Swanwick, em Hampshire.
Passageiros estavam sendo afetados por atrasos de entre uma e duas horas e os efeitos devem continuar a serem sentidos na tarde de sábado
A Nats informou que o problema começou quando seu sistema operacional noturno não mudou corretamente para o sistema diurno.
“De noite, quando é tranquilo, podemos combinar setores do espaço aéreo. Quando fica movimentado de manhã, separamos os setores de novo”, disse o órgão em comunicado.
“Tivemos um problema técnico nas primeiras horas desta manhã, o que significa que não foi possível… separar os setores para as horas mais movimentadas da manhã.”
A Nats não deu uma estimativa de quando as operações normais serão retomadas.
“Os engenheiros estão trabalhando para retificar o problema o mais rápido possível”, acrescentou a nota.
No Fantástico de ontem a Globo criticou os médicos brasileiros que levam alguns segundos para atender um paciente, no caso apresentado, uma criança. Foram feitas também algumas críticas a algumas cooperativas médicas. E eu fiquei pensando: será que a Rede Globo resolveu apoiar o programa Mais Médicos, da Dilma? Ou será que ela está preparando alguma sacanagem contra os médicos cubanos?
Quando eu vejo a Rede Globo “apoiando” alguma medida do governo Dilma, pode ter certeza que vem sacanagem grossa numa próxima edição do programa (no caso, Fantástico).
E a Globo já começou a chantagear a ministra Rosa Weber, que será relatora do inquérito 3815 que denuncia gente e políticos do PSDB de São Paulo. Como nós sabemos, o candidato da Globo é o Serra (pelo menos até agora), e ele se encontra envolvido até a raiz do cabelo no escândalo que está sendo chamado de trensalão.
1 – No dia 12/12/2013, há 4 dias atrás, chegou ao STF o inquérito 3815 que denuncia gente e políticos do PSDB de SP sobre os desvios de milhões dos trens e metô de SP. Conforme a imagem abaixo que peguei no site do STF, a Ministra Rosa Weber será a relatora do inquérito 3815: Link para o STF: http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?incidente=4511033
2 – No mesmo dia 12, minutos depois de anunciado que a Rosa Weber será a relatora do inquérito 3815, fiz 2 comentários no Twitter:
4 – Sabe quem preside o Conselho Deliberativo do STF-Med, que gerencia os planos de saúde de todo o pessoal que trabalha no STF? A Ministra Rosa Weber que é a relatora do inquérito 3815 que denuncia tucanos de SP envolvidos no desvio de milhões dos trens e metrô de SP, nos escândalos da Siemens e Alstom. Veja abaixo:
“(…) Tanto o presidente do Supremo quanto a presidente do Conselho Deliberativo do STF-Med, ministra Rosa Weber, foram alertados sobre os dados inflados para o recebimento de recursos da União.(…)”
Se lermos ou assistirmos a maioria dos grandes veículos de comunicações, vamos encontrar sempre críticas a medidas econômicas que não sigam o script neoliberal. Por toda parte, desde o final dos anos 1970, a grande imprensa foi se engajando numa guerra surda contra qualquer governo que, economicamente, buscasse algum equilíbrio na distribuição da riqueza. Primeiro foram a reaganomics e o tatcherismo, que focam, essencialmente, nos gastos do Estado e na arrecadação. No curso mesmo de sua implantação, iniciaram o segundo movimento, da retirada do Estado das atividades econômicas, pela via da privatização.
Enquanto a URSS existiu, os direitos conquistados / concedidos aos trabalhadores no pós-guerra, uma espécie de cala-boca ao proletáriado e à pequena burguesia profissional liberal foram alvo apenas de críticas genéricas e pouco contundentes. Mas, extinta aquela potência socialista, o ataque ao Trabalho se tornou selvagem. Quem não lembra, dentre os que eram adultos nos anos 1990, da EMPREGABILIDADE, uma idéia que punha a culpa pelo desemprego no trabalhador: ele é que não tinha adquirido – por sua conta e risco, e às expensas de seus gastos familiares cotidianos – as qualificações que o tornariam “competitivo”. Não importava se a economia estava em recessão, depressão ou simplesmente morta. A culpa era do preguiçoso e imprevidente trabalhador, que não quis estudar, fazer cursos que custavam mais do que todo seu salário anual, etc.
Aberta essa porteira, o ataque se voltou para conquistas como o seguro desemprego e a previdência social. Havia já décadas de discurso sedimentado, sobre “rombo” da previdência. E havia também uma mudança demográfica em curso, ao menos na Europa Ocidental, Japão e alguns países médios periféricos (Brasil entre eles): a base de trabalhadores contribuintes estava cada vez menor, em relação ao número de pessoas em idade de aposentar. Com base nessa preocupação justa, e num problema real, que é o do limite do modelo de financiamento baseado no desconto em folha e contribuição patronal correspondente, abriu-se um vigoroso ataque à idéia de aposentadoria, estando clara a intenção de retornar ao século XIX. quando o trabalhador ou morria na máquina, ou morria na indigência.
Então, caro Nassif, não é tão somente um problema político nacional ou uma querela partidária – ainda que uma das partes não devesse agir como partido. É um problema de ordem mundial, e uma luta surda, embora muito pouco percebida pelo Trabalho, entre este e o Capital. Caminhamos aceleradamente para a consolidação de um Capitalismo Mundial. Na verdade, os maiores obstáculos a isso são exatamente os capitalismos nacionais consolidados mais antigos – EUA, Europa Ocidental – cujas principais lideranças ainda são fortemente influenciadas por ideais nacionalistas / colonialistas. Mas a medida que outros participantes com nível mundial vão emergindo, a medida que as burguesias locais vão crescendo em riqueza e percepção de que fazem parte da mesma classe, e portanto não há porque aceitar automaticamente americanos e europeus como líderes incontestes, nessa mesma medida se consolidará um Capitalismo Mundial. E a emergência hegemônica de uma classe, ao longo de toda história, sempre implicou na expoliação desmesurada das demais. Uma era de empobrecimento generalizado – apesar da exuberância nababesca da nova corte de Versailles – e brutalidade política sem limites está logo ali, no horizonte. Resta saber se levaremos 400 anos (como do protocapitalismo da Renascença à Revolução Francesa) para a nova explosão, ou se os meios de informação muito mais rápidos favorecerão à formação do indispensável sentimento revolucionário entre as massas oprimidas.
A única actriz que recebeu um Óscar num filme dirigido por Alfred Hitchcock, e que foi protagonista de vários outros títulos do mestre do suspense, Joan Fontaine, morreu aos 96 anos na Califórnia, nos Estados Unidos.
Joan Fontaine, cujo nome de baptismo era Joan de Beauvoir de Havilland, morreu no domingo durante o sono, disse à BBC Noel Beutel, amiga da actriz. A notícia foi também confirmada pela sua assistente pessoal, Susan Pfeiffer, à imprensa norte-americana.
Nascida em 1919 no Japão, os seus pais eram ingleses e quando Joan tinha 15 anos a sua mãe mudou-se com ela e com a irmã mais velha, Olivia, para a Califórnia, nos Estados Unidos, com o objectivo de seguirem uma carreira no mundo da representação. Os De Havilland divorciaram-se e o apelido que Joan adoptaria mais tarde para a sua carreira cinematográfica foi o do padrasto, George M. Fontaine.
Ambas as irmãs se tornaram célebres. E rivais. Joan começou a sua carreia nos anos 1930 e atingiu o sucesso uma década depois com Rebecca, de 1940, que lhe valeu uma nomeação para os Óscares da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Foi o primeiro grande momento da sua carreira, cujo ponto alto em termos de reconhecimento aconteceria um ano mais tarde, quando foi galardoada com Óscar para Melhor Actriz pelo seu desempenho em Suspeita, também de Alfred Hitchcock, onde interpretou uma mulher vulnerável ludibriada pelo noivo e que teme pela sua vida após o casamento – aos 24 anos, tornou-se na mais jovem vencedora do Óscar de Melhor Actriz até então. Foi, aliás, o seu ar frágil, pálido, com um olhar amedrontado mas ao mesmo tempo sedutor que a celebrizou e atraiu para os thrillers, diz o Guardian.
A sua carreira foi também marcada pelo papel de protagonista em Carta de uma Desconhecida (1948), de Max Ophüls, em que encarnou Lisa Berndle, ou pela sua Tessa Sanger em De Amor Também se Morre (1943), pelo qual recebeu nova nomeação para o Óscar de Melhor Actriz. Foi Lady Rowena emIvanhoe (1952), Ivy Lexton em Lábios que Envenenam, de Sam Wood (1947), Manina Stewart em Paraíso Proibido, de William Dieterle (1950), Jenny Carey em Renúncia, de George Stevens (1952) e Susanne Lane emDestino a Tânger, de Charles Marquis Warren (1953).
Já na década de 1950, Joan Fontaine voltou-se para participações em produções televisivas e para peças de teatro, tendo ainda participado em várias encenações na Broadway – substituiu Deborah Kerr em Tea and Sympathy em 1954 e Julie Harris em Forty Carats no final dos anos 1960.
Foi casada quatro vezes, tendo-se divorciado do último marido, Alfred Wright, em 1969. Teve uma filha, Deborah, e em 1952, adoptou uma menina peruana, que fugiu de casa em 1963. A sua vida pessoal tornou-se numa verdadeira lenda de Hollywood, diz a BBC, e um dos principais motivos para essa celebridade foi a rivalidade com a irmã mais velha, Olivia de Havilland. As discussões públicas com a irmã, duplamente oscarizada, eram constantes. O New York Times lembra que a própria Joan atribuía essas relações difíceis entre elas ao facto de se ter casado e recebido um Óscar antes da irmã mais velha – que também estava nomeada no ano em que Fontaine ganhou o prémio máximo de Hollywood.
Suspeita de Alfred Hitchcock (1941)
Surpreendentemente, Fontaine foi a única atriz a ganhar um Oscar por um filme de Hitchcock. Ela ganhou o prêmio de melhor atriz por “Suspeita” (concorrendo com sua irmã e rival Olivia de Havilland). Ela interpretava uma mulher tímida que suspeita que seu marido, um vigarista sinistro interpretado por Cary Grant, está tentando matá-la. Hitchcock queria que o filme terminasse com Grant fazendo exatamente isso, mas o estúdio estava preocupado que isso pudesse arruinar sua carreira. Em vez disso, Hitchcock fez subir a tensão nesta cena clímax, com Fontaine, a típica mulher em apuros.
Laurence Olivier propões casamento a Fontaine em “Rebecca” (1940)
“Eu estou pedindo você em casamento, sua bobinha” Não foi a mais auspiciosa das propostas e as coisas foram de mal a pior na filmagem de Hitchcock do romance Du Maurier, seu primeiro filme americano. Aqui, Fontaine divide a cena com Laurence Olivier, interpretando o aristocrático Maxim de Winter, cuja primeira esposa foi a Rebecca onipresente. Fora das telas, o casal não se deu bem.
Fontaine atua com outro gigante do cinema, Orson Welles, no papel do Sr. Rochester nesta adaptação do romance de Charlotte Bronte. Claramente, nesta fase, Fontaine estava fazendo sua especialidade de intepretar mulheres tímidas, mas astutas.
País, que compra 87% da exportação do Brasil de veículo, limita em até 27,5% importação de automóvel estrangeiro
Iniciativa do país vizinho é vista pelo governo Dilma como uma medida de política industrial equivocada
PATRÍCIA CAMPOS MELLODE SÃO PAULO
A decisão do governo da Argentina de limitar em até 27,5% as importações de automóveis e veículos comerciais leves, anunciada anteontem, pode ter um grande impacto sobre a indústria automobilística brasileira e a balança comercial do país.
Entre janeiro e novembro deste ano, o Brasil exportou US$ 5 bilhões em automóveis de passageiros. Desse total, 87% (US$ 4,4 bilhões) foram para a Argentina.
Na quinta-feira, a ministra argentina da Indústria, Debora Giorgi, comunicou ao setor automotivo do país que eles terão de reduzir entre 20% e 27,5% as importações no primeiro trimestre de 2014, em relação ao mesmo período deste ano.
Montadoras que exportam o mesmo valor que importam não teriam que reduzir compras externas, enquanto as deficitárias e as importadoras estariam incluídas na nova restrição.
A medida seria uma maneira de estancar a sangria de reservas internacionais da Argentina, que caíram 21% apenas neste ano.
O Ministério do Desenvolvimento afirma que não foi informado oficialmente da medida e não vai comentar. Dentro do governo brasileiro, que foi surpreendido pela medida, espera-se que seja possível negociar com os argentinos.
A iniciativa da ministra é vista pelo governo brasileiro como uma medida de política industrial equivocada, uma tentativa de fazer indústrias de autopeças se instalar na Argentina –com poucas chances de funcionar.
E também um sintoma da enorme preocupação com a queda no nível de reservas.
Analistas acreditam que a restrição deve atingir mais os veículos de maior valor, importados principalmente da União Europeia e do Japão, e menos os carros pequenos e médios que vêm do Brasil.
Mas, como 67% dos veículos importados pela Argentina vêm do Brasil (em valor), uma redução será inevitável, afirmam especialistas.
“Toda intervenção estatal desse tipo é muito prejudicial, e o setor automotivo é uma das poucas cadeias de produção estabelecidas na região”, diz Welber Barral, sócio da consultoria Barral M Jorge.
O governo brasileiro considera que a medida é uma tentativa da Argentina de forçar o Brasil a voltar a negociar o acordo automotivo em posição de desvantagem.
Pelo acordo automotivo, para cada US$ 100 vendidos pela Argentina ao Brasil, em veículos e autopeças, o Brasil podia vender US$ 195 à Argentina sem pagar tarifa de importação.
O acordo, que era visto pela Argentina como um modo de manter o comércio equilibrado, expirou no fim de junho. Para voltar a negociá-lo, o Brasil exige eliminação de barreiras a importações.
Já a Argentina queria estender a produtores argentinos os benefícios do programa Inovar Auto, que prevê descontos de IPI para veículos produzidos no Brasil com alto índice de nacionalização. O governo brasileiro resiste.
Para a balança comercial brasileira, uma queda nas exportações de veículos pode ser muito negativa, já que as vendas de commodities para a China e carros para a Argentina vinham sustentando resultados já sofríveis. De janeiro a novembro, a balança teve deficit de US$ 89 milhões.
Contatados pela reportagem, o Sindipeças e a Anfavea não quiseram se manifestar.
O evento foi convocado por maçons e por uma entidade da sociedade civil como um ato em apoio a Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, pela condução do processo do mensalão. Mas não ficou nisso.
Os 29 manifestantes que compareceram ao Parque do Povo, em São Paulo, bem como os visitantes do local, podiam registrar pedidos em filipetas distribuídas por um Papai Noel, que, entre uma badalada de sino e uma risada forçada, suava debaixo da roupa vermelha. Já no início da manhã, a temperatura era de 27°C no Itaim Bibi, zona oeste.
Depositados em uma urna acrílica, os pedidos davam o tom do protesto: foram solicitados “um país justo de impostos” e a Lei do Armamento, para a “plena defesa do cidadão: poder portar armas”.
Os papéis seriam todos encaminhados ao gabinete de Dilma Rousseff, informava, no megafone, o líder do ato, o empresário Joe Diwan. Os organizadores do protesto ressaltaram que os visitantes do parque tiveram liberdade de escrever o que quisessem, e que os pedidos depositados na urna não representam os ideais do movimento.
Um dos participantes sugeriu o seguinte: os políticos deveriam se fiar à lista de reclamações do Procon para conhecer as necessidades do povo. “Estão lá: celular e banco”, disse Jose Chehembar. Com faixas, cartazes e apitos- -e ladeado por quatro guardas-civis metropolitanos– o grupo se postou no gramado central do parque para cantar o hino nacional.
A associação envolvida no ato, Movimento Brasil Merece Mais, causou polêmica recente ao organizar uma rede de segurança privada em Higienópolis (centro), em que moradores podem “denunciar” a presença de algum “andarilho ou pedinte” no bairro.
É difícil passar uma semana sem que eu escute, direta ou indiretamente, alguma reclamação de algum cientista sobre problemas com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A reclamação mais comum: burocracia e atraso excessivos na liberação de reagentes importados e amostras biológicas nos aeroportos.
Seja qual for a causa, é um problema antigo, que impacta diretamente a competitividade da ciência brasileira e que precisa ser seriamente discutido e resolvido, com urgência, pelas autoridades científicas e sanitárias do País.
Copio abaixo um relato da pesquisadora Lygia Pereira, da USP, que acredito sintetizar o sentimento de muitos pesquisadores brasileiros com relação ao tema. Já ouvi muitos relatos parecidos com esse nos últimos meses e até anos. O texto foi postado no site As Meninas Online, com o título “Eu não aguento mais!!”.
Nota: A reportagem procurou a assessoria de comunicação da Anvisa para pedir mais informações sobre o caso, mas não obteve retorno por parte da agência.
Eu não aguento mais!!
por Lygia Pereira
“Temos que aumentar o impacto de nossas pesquisas!” e “Temos que nos internacionalizar!” dizem o Governo, Ministério de Ciência e Tecnologia, da Saúde, os órgãos de fomento à pesquisa. Aí a gente vai e faz uma colaboração com o Harvard Stem Cell Institute, um dos maiores centros de pesquisa em células-tronco do mundo. Como parte da colaboração, eles nos mandam amostras preciosas de células-tronco para estudarmos aqui na USP. As células vêm congeladas e precisam ser mantidas em gelo seco – não tem problema, eles mandam por FedEx em um isopor com 5 quilos de gelo seco, e em 2 dias elas chegam aqui. Ou deveriam chegar…
Como vocês podem ver na imagem abaixo do site da FedEx, as células foram enviadas de Boston na 3ª feira dia 3/12 à noite, chegaram a Campinas na tarde do dia seguinte, 4ª feira, e aí… Começa o pesadelo: “ATRASO NA LIBERAÇÃO”…
Nenhuma notícia 4ª, 5ª, e na 6ª feira às 11:00 recebemos um email da FedEx dizendo que a remessa “foi selecionada para inspeção pelo Ministério da Saúde (ANVISA), que solicita os seguintes documentos: Declaração de Uso e Finalidade (segue modelo anexo). – A declaração deve estar completamente preenchida (campos amarelos) e assinada caso contrário, não será aceita. – Para entendimento e liberação por parte da Anvisa é fundamental esclarecer em detalhes a descrição do produto, uso e a finalidade da importação Obs: Orientamos ao preencher a declaração, evitar termos muito técnicos ou nomes de difícil entendimento para facilitar a compreensão.. Pagamento da guia GRU (instruções anexa). – De acordo com a nova resolução da Anvisa (RDC 81-08) a guia GRU que apresentar valor abaixo de R$ 50,00, além da guia e comprovante de pagamento, deve ser enviado também as duas páginas do peticionamento eletrônico com o número de transação e assinatura Termo de Responsabilidade (segue modelo anexo). – Deve ser completamente preenchido e ter reconhecimento das assinaturas em cartório. – É obrigatório o preenchimento de todos os campos. CRT ou ART (do Responsável Técnico que assina o capítulo acima.) (*CRT – Certificado de Responsabilidade Técnica) (*ART – Anotação de Responsabilidade Técnica)
Favor enviar os documentos até: 13 de Dezembro de 2.013 *****Após este prazo a mercadoria estará sujeita a retorno ao exportador com base legal na IN SRF 560/05 art.29 e 30.***** “
Fiz questão de reproduzir as instruções do email para vocês sentirem um pouco na pele a loucura disso tudo! Saímos correndo, preenchemos os documentos, conseguimos milagrosamente a assinatura do Diretor do Instituto no mesmo dia, reconhecemos a minha assinatura e a dele (em dois cartórios diferentes…), conseguimos heroicamente que a funcionária do financeiro do Instituto emitisse a tal GRU no mesmo dia, corremos no banco para pagá-la, e às 16:50 daquela mesma 6ª feira dia 6/12 estávamos no correio enviando isso tudo por Sedex10 para o FedEx no aeroporto de Viracopos. Sábado, Domingo, 2ª, 3ª, 4ª feira dia 11/12, exatamente uma semana após as células congeladas terem chegado a Viracopos, e NENHUMA NOTÍCIA sobre a liberação delas. A FedEx nos diz que a ANVISA tem até 4 dias úteis para analisar a documentação enviada – e só. Enquanto isso, os quilos de gelo seco há muito já viraram vapor (a FedEx jura que todo dia repõe o gelo seco – veremos…), as preciosas células-tronco podem já ter virado mingau, a nossa pesquisa está parada, e os colaboradores de Harvard estão nos cobrando o recebimento do material. E agora, como traduzir esse pesadelo para o inglês? Ora, dirão meus colegas, é sempre assim, Lygia. Eles têm razão, é mesmo sempre assim. E querem saber? EU NÃO AGUENTO MAIS!!!! … (FIM)
Definitivamente,as eleições presidenciais de 2014,postas como estaõ hoje, com Eduardo e Aécio como candidatos, correm o sério risco serem decididas por WO.A Eduardo Campos falta o que se convencionou chamar de Capital Politico.Gerado nas entanhas do lulismo,aparece agora com uma conversa oca,que sabe fazer mais e melhor.Só não diz o que e como.Se as proximas pesquisas não lhes sorrirem, o que é quase certo,pula fora.Quanto a Aécio,coitado, foi uma armação de FHC,sabendo que passará a posteridade como o Presidente mais odiado pelo seu povo,resolveu dividi a foto com alguém.O pato caiu direitinho.Essa mote de “Vamos Conversar”nunca vi nada mais rídiculo.Enquanto Serra viver Aécio não será presidente,e vice versa. O resto é conversa fiada da velha mídia que há muito tempo não tem o que fazer.
No blog Outro Canal, da Folha, a principal notícia de hoje sobre a mídia.
“Record, SBT, Band e RedeTV! assinaram, na tarde desta segunda-feira (16), o contrato definitivo para a entrada do GfK no Brasil. O instituto de pesquisa alemão vai medir audiência de TV paga e aberta no país, tornando-se concorrente do Ibope.”, informa a jornalista Keila Jimenez, editora do blog.
Concorrente não do Ibope, mas da Globo, sócia de negócios do Instituto desde sempre.
Brizola – que, ao contrário do que muitos pensam não era adversário de pesquisas, grande amigo de Paulo Montenegro, fundador do Ibope – chamava de “contubérnio” a relação entre a Globo e o instituto de pesquisas.
Isso, no dicionário, tem, entre outros, o significado de mancebia, concubinato.
Se fosse em biologia, o melhor seria chamar de simbiose: um organismo vive com as vantagens que o outro lhe proporciona.
Deu Ibope e não deu Ibope é a maneira popular de dizer se algo agrada ou não.
Mas o que o “ibope” das emissoras dá, mesmo, é dinheiro, na hora de vender publicidade.
Agora, o grupo alemão entra nesse nicho de pesquisa, onde as outras empresas não se aventuram.
Jipe-robô investiga composição do solo no interior paulista
REINALDO JOSÉ LOPES COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
“Se a Nasa mandou um equipamento desses para Marte, não vejo por que a gente não conseguiria fazer trabalho de campo com ele aqui na Terra. Com certeza vai ser menos complexo, até porque não vamos precisar protegê-lo do impacto do pouso.”
Em essência, esse é o plano da física Débora Milori e de seus colegas da Embrapa Instrumentação e da USP de São Carlos: criar um análogo do “rover” (jipe robótico) Curiosity, dotado do mesmo equipamento que a Nasa usa para analisar as rochas marcianas em busca de sinais químicos favoráveis à vida.
Um protótipo em miniatura, medindo menos de um metro, já foi testado com sucesso pela equipe, carregando uma versão do aparato de análises químicas a laser, cujo objetivo será estudar as propriedades dos solos terráqueos -daí o interesse da Embrapa em desenvolver esse tipo de aparelho. O plano, agora, é refinar o sistema laser e criar uma versão mais robusta do “rover”, capaz de explorar o chão das fazendas.
Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress
A tecnologia embarcada no pequeno jipe é conhecida como “Libs duplo pulso”. “Libs” é a sigla inglesa para “espectroscopia por decomposição induzida a laser”, técnica que consiste em lançar um forte pulso de laser sobre uma amostra para investigar do que ela é feita.
O laser aquece um pedaço do material até ele se transformar em plasma, o quarto estado da matéria (além dos estados sólido, líquido e gasoso). Parte da amostra vira uma “nuvem” de partículas eletricamente carregadas.
É então que a amostra começa a emitir luz, permitindo ao aparelho determinar quais elementos químicos estão presentes ali e quais são suas concentrações (veja quadro à dir.). O resultado sai quase instantaneamente.
A equipe da Embrapa foi a primeira do país a empregar o Libs duplo pulso, no qual um segundo pulso de laser aquece ainda mais o plasma criado na primeira “rajada”, o que aumenta a sensibilidade e precisão da técnica.
A vantagem é que o Libs não exige que a amostra de solo seja preparada previamente. “Foi por isso que a Nasa escolheu a técnica”, explica a física. A ideia é que o “rover”, que está sendo desenvolvido em parceria com os engenheiros Marcelo Becker e Daniel Magalhães, da USP de São Carlos, receba também um GPS e use o Libs para examinar tanto a qualidade do solo quanto as necessidades nutricionais de plantas, mapeando esses dados conforme viaja pelas fazendas.
MISSÃO TERRÁQUEA
Não seria exagero aplicar uma técnica tão sofisticada a algo aparentemente tão corriqueiro quanto a análise da qualidade do solo? Débora explica que o futuro “rover” poderia melhorar significativamente a maneira como esse tipo de trabalho é feito.
“Você pode imaginar um número muito maior de amostras a um custo mais baixo. Hoje, a coleta de solo é muito mais espaçada -você pega duas ou três amostras de uma propriedade imensa e, de certa forma, faz uma média”, conta. “Mas a gente sabe que o solo não é uma coisa homogênea. Obter um retrato dessa heterogeneidade é justamente o que preconiza a agricultura de precisão.”
Pesquisadores buscam hoje aumentar a produtividade agrícola dando aos proprietários rurais uma ideia mais detalhada do potencial e das deficiências de suas terras.
Segundo a cientista, a técnica ainda tem a vantagem de produzir muito menos resíduos, já que dispensa o preparo químico das amostras para análise, e facilitaria o trabalho em áreas remotas.
“Temos aqui, por exemplo, alguns colegas franceses estudando a formação de solos na Amazônia. Hoje em dia, fazer essa análise exige uma logística complicadíssima. Com um aparelho portátil, a coisa muda de figura”, diz.
Os índios da aldeia Maracanã merecem todo nosso aplauso! A mídia diz que eles ocuparam um terreno ao lado do museu, e foram violentamente retirados pela PM. Mas não disse qual a importância desse terreno. Explicando, nesse terreno funcionava o Lanagro. O laboratório Lanagro e o Laboratório de Classificação Vegetal , situados no Maracanã, ao lado do Museu do Índio, onde atualmente se encontra a aldeia Maracanã, são órgãos vinculados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), cuja finalidade seria fazer exames laboratoriais nos alimentos de origem vegetal e animal , nas bebidas e na água, que serão consumidos pelos habitantes do estado do Rio de Janeiro e Espírito Santo, funcionando assim desde 1938, sendo portanto um serviço de utilidade pública e, acima de tudo, um serviço essencial à população. O laboratório Lanagro além de detectar a presença de contaminação dos alimentos, inclusive bebidas alcoólicas e refrigerantes, é quem fiscaliza o cumprimento das leis sanitárias.
Estranho o silencio do governador do Rio do prefeito da Agencia reguladora do Ministério e do governo federal. Será que só o índio percebe a importância do Lanagro para a sociedade?
Gilson AS
16 de dezembro de 2013 2:48 amSerá uma mensagem subliminar do Serra ?
SERRA: CONSUMO DE COCAÍNA SERÁ PAUTA EM 2014
macedo
16 de dezembro de 2013 3:25 amCaos aéreo na Inglaterra
Notícia da semana passada mostrando que não é só por aqui que tem “caos” aéreo. Na Inglaterra o problema começou quando o software do sistema de controle de tráfego aéreo não conseguir mudar do modo ‘noite’ para o modo ‘dia’.
http://pt.euronews.com/2013/12/08/bug-informatico-provoca-o-caos-no-trafego-aereo-do-reino-unido/
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,problema-tecnico-causa-atrasos-em-voos-no-runido,1105517,0.htm
http://br.reuters.com/article/newsOne/idBRSPE9B600120131207
http://www.bbc.co.uk/news/uk-25288244
Problema técnico em controle de tráfego atrasa voos na Inglaterra
sábado, 7 de dezembro de 2013 13:18 BRST Imprimir[–] Texto [+]
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LONDRES, 7 Dez (Reuters) – Milhares de pessoas tiveram suas viagens atrasadas nos maiores aeroportos da Inglaterra neste sábado, por conta de um problema técnico em um centro de controle do tráfego aéreo.
Problemas foram relatados em grandes aeroportos como Heathrow, Gatwick e Stansted depois do que o Serviço Nacional de Tráfego Aéreo (Nats) chamou de problema em um computador em seu centro de controle em Swanwick, em Hampshire.
Passageiros estavam sendo afetados por atrasos de entre uma e duas horas e os efeitos devem continuar a serem sentidos na tarde de sábado
A Nats informou que o problema começou quando seu sistema operacional noturno não mudou corretamente para o sistema diurno.
“De noite, quando é tranquilo, podemos combinar setores do espaço aéreo. Quando fica movimentado de manhã, separamos os setores de novo”, disse o órgão em comunicado.
“Tivemos um problema técnico nas primeiras horas desta manhã, o que significa que não foi possível… separar os setores para as horas mais movimentadas da manhã.”
A Nats não deu uma estimativa de quando as operações normais serão retomadas.
“Os engenheiros estão trabalhando para retificar o problema o mais rápido possível”, acrescentou a nota.
(Reportagem de Stephen Addison)
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Galvão
16 de dezembro de 2013 4:19 amMensagem do Serra…
É preciso não conhecer o passado do Serra, para não saber, que essa é uma mensagem direta ao Aécio e seus apoiadores.
Aroeira
16 de dezembro de 2013 9:57 amNa Globo não existe almoço grátis
NA GLOBO NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS
No Fantástico de ontem a Globo criticou os médicos brasileiros que levam alguns segundos para atender um paciente, no caso apresentado, uma criança. Foram feitas também algumas críticas a algumas cooperativas médicas. E eu fiquei pensando: será que a Rede Globo resolveu apoiar o programa Mais Médicos, da Dilma? Ou será que ela está preparando alguma sacanagem contra os médicos cubanos?
Quando eu vejo a Rede Globo “apoiando” alguma medida do governo Dilma, pode ter certeza que vem sacanagem grossa numa próxima edição do programa (no caso, Fantástico).
E a Globo já começou a chantagear a ministra Rosa Weber, que será relatora do inquérito 3815 que denuncia gente e políticos do PSDB de São Paulo. Como nós sabemos, o candidato da Globo é o Serra (pelo menos até agora), e ele se encontra envolvido até a raiz do cabelo no escândalo que está sendo chamado de trensalão.
Veja esta matéria publicada no Conversa Afiada:
(http://www.conversaafiada.com.br/politica/2013/12/15/trensalao-tucano-globo-pressiona-rosa-weber/#comments)
Reproduzindo a matéria:
1 – No dia 12/12/2013, há 4 dias atrás, chegou ao STF o inquérito 3815 que denuncia gente e políticos do PSDB de SP sobre os desvios de milhões dos trens e metô de SP. Conforme a imagem abaixo que peguei no site do STF, a Ministra Rosa Weber será a relatora do inquérito 3815:
Link para o STF: http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?incidente=4511033
2 – No mesmo dia 12, minutos depois de anunciado que a Rosa Weber será a relatora do inquérito 3815, fiz 2 comentários no Twitter:
“Eu acho a min Rosa Weber muito insegura. Vamos ver se ela terá pulso firme com os citados no inq3815, o cartel de SP.” – https://twitter.com/stanleyburburin/status/411220124969230336
“A partir de amanhã, a min Rosa Weber do STF, relatora do inq do cartel de SP, começará a sofre pressão da velha mídia.”
https://twitter.com/stanleyburburin/status/411216778824794112
3 – Hoje, do nada, O Globo traz a manchete:
“STF inflou números de seu plano de saúde para receber mais verba da União”
http://oglobo.globo.com/pais/stf-infla-numero-de-beneficiarios-de-plano-de-saude-para-receber-mais-recursos-da-uniao-11072953
4 – Sabe quem preside o Conselho Deliberativo do STF-Med, que gerencia os planos de saúde de todo o pessoal que trabalha no STF? A Ministra Rosa Weber que é a relatora do inquérito 3815 que denuncia tucanos de SP envolvidos no desvio de milhões dos trens e metrô de SP, nos escândalos da Siemens e Alstom. Veja abaixo:
“(…) Tanto o presidente do Supremo quanto a presidente do Conselho Deliberativo do STF-Med, ministra Rosa Weber, foram alertados sobre os dados inflados para o recebimento de recursos da União.(…)”
http://oglobo.globo.com/pais/stf-infla-numero-de-beneficiarios-de-plano-de-saude-para-receber-mais-recursos-da-uniao-11072953
Assis Ribeiro
16 de dezembro de 2013 11:05 amComentário, que merece ser
Comentário, que merece ser publicado, ao post https://jornalggn.com.br/noticia/o-pessimismo-militante-da-velha-midia?page=1
A Guerra Política Entre Capital e Trabalho
Por ricardo f godinho
Se lermos ou assistirmos a maioria dos grandes veículos de comunicações, vamos encontrar sempre críticas a medidas econômicas que não sigam o script neoliberal. Por toda parte, desde o final dos anos 1970, a grande imprensa foi se engajando numa guerra surda contra qualquer governo que, economicamente, buscasse algum equilíbrio na distribuição da riqueza. Primeiro foram a reaganomics e o tatcherismo, que focam, essencialmente, nos gastos do Estado e na arrecadação. No curso mesmo de sua implantação, iniciaram o segundo movimento, da retirada do Estado das atividades econômicas, pela via da privatização.
Enquanto a URSS existiu, os direitos conquistados / concedidos aos trabalhadores no pós-guerra, uma espécie de cala-boca ao proletáriado e à pequena burguesia profissional liberal foram alvo apenas de críticas genéricas e pouco contundentes. Mas, extinta aquela potência socialista, o ataque ao Trabalho se tornou selvagem. Quem não lembra, dentre os que eram adultos nos anos 1990, da EMPREGABILIDADE, uma idéia que punha a culpa pelo desemprego no trabalhador: ele é que não tinha adquirido – por sua conta e risco, e às expensas de seus gastos familiares cotidianos – as qualificações que o tornariam “competitivo”. Não importava se a economia estava em recessão, depressão ou simplesmente morta. A culpa era do preguiçoso e imprevidente trabalhador, que não quis estudar, fazer cursos que custavam mais do que todo seu salário anual, etc.
Aberta essa porteira, o ataque se voltou para conquistas como o seguro desemprego e a previdência social. Havia já décadas de discurso sedimentado, sobre “rombo” da previdência. E havia também uma mudança demográfica em curso, ao menos na Europa Ocidental, Japão e alguns países médios periféricos (Brasil entre eles): a base de trabalhadores contribuintes estava cada vez menor, em relação ao número de pessoas em idade de aposentar. Com base nessa preocupação justa, e num problema real, que é o do limite do modelo de financiamento baseado no desconto em folha e contribuição patronal correspondente, abriu-se um vigoroso ataque à idéia de aposentadoria, estando clara a intenção de retornar ao século XIX. quando o trabalhador ou morria na máquina, ou morria na indigência.
Então, caro Nassif, não é tão somente um problema político nacional ou uma querela partidária – ainda que uma das partes não devesse agir como partido. É um problema de ordem mundial, e uma luta surda, embora muito pouco percebida pelo Trabalho, entre este e o Capital. Caminhamos aceleradamente para a consolidação de um Capitalismo Mundial. Na verdade, os maiores obstáculos a isso são exatamente os capitalismos nacionais consolidados mais antigos – EUA, Europa Ocidental – cujas principais lideranças ainda são fortemente influenciadas por ideais nacionalistas / colonialistas. Mas a medida que outros participantes com nível mundial vão emergindo, a medida que as burguesias locais vão crescendo em riqueza e percepção de que fazem parte da mesma classe, e portanto não há porque aceitar automaticamente americanos e europeus como líderes incontestes, nessa mesma medida se consolidará um Capitalismo Mundial. E a emergência hegemônica de uma classe, ao longo de toda história, sempre implicou na expoliação desmesurada das demais. Uma era de empobrecimento generalizado – apesar da exuberância nababesca da nova corte de Versailles – e brutalidade política sem limites está logo ali, no horizonte. Resta saber se levaremos 400 anos (como do protocapitalismo da Renascença à Revolução Francesa) para a nova explosão, ou se os meios de informação muito mais rápidos favorecerão à formação do indispensável sentimento revolucionário entre as massas oprimidas.
Gilberto Cruvinel
16 de dezembro de 2013 11:08 amJoan Fontaine, uma das atrizes de Hitchcock, morre aos 96 anos
PÚBLICO
16/12/2013 – 08:54
Joan Fontaine em 1948. Fotógrafo: Silver Screen Collection/Getty Images
Protagonista de vários filmes de Alfred Hitchcock foi a única actriz que recebeu um Óscar num filme dirigido pelo mestre do suspense.
A única actriz que recebeu um Óscar num filme dirigido por Alfred Hitchcock, e que foi protagonista de vários outros títulos do mestre do suspense, Joan Fontaine, morreu aos 96 anos na Califórnia, nos Estados Unidos.
Joan Fontaine, cujo nome de baptismo era Joan de Beauvoir de Havilland, morreu no domingo durante o sono, disse à BBC Noel Beutel, amiga da actriz. A notícia foi também confirmada pela sua assistente pessoal, Susan Pfeiffer, à imprensa norte-americana.
Nascida em 1919 no Japão, os seus pais eram ingleses e quando Joan tinha 15 anos a sua mãe mudou-se com ela e com a irmã mais velha, Olivia, para a Califórnia, nos Estados Unidos, com o objectivo de seguirem uma carreira no mundo da representação. Os De Havilland divorciaram-se e o apelido que Joan adoptaria mais tarde para a sua carreira cinematográfica foi o do padrasto, George M. Fontaine.
Ambas as irmãs se tornaram célebres. E rivais. Joan começou a sua carreia nos anos 1930 e atingiu o sucesso uma década depois com Rebecca, de 1940, que lhe valeu uma nomeação para os Óscares da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Foi o primeiro grande momento da sua carreira, cujo ponto alto em termos de reconhecimento aconteceria um ano mais tarde, quando foi galardoada com Óscar para Melhor Actriz pelo seu desempenho em Suspeita, também de Alfred Hitchcock, onde interpretou uma mulher vulnerável ludibriada pelo noivo e que teme pela sua vida após o casamento – aos 24 anos, tornou-se na mais jovem vencedora do Óscar de Melhor Actriz até então. Foi, aliás, o seu ar frágil, pálido, com um olhar amedrontado mas ao mesmo tempo sedutor que a celebrizou e atraiu para os thrillers, diz o Guardian.
A sua carreira foi também marcada pelo papel de protagonista em Carta de uma Desconhecida (1948), de Max Ophüls, em que encarnou Lisa Berndle, ou pela sua Tessa Sanger em De Amor Também se Morre (1943), pelo qual recebeu nova nomeação para o Óscar de Melhor Actriz. Foi Lady Rowena emIvanhoe (1952), Ivy Lexton em Lábios que Envenenam, de Sam Wood (1947), Manina Stewart em Paraíso Proibido, de William Dieterle (1950), Jenny Carey em Renúncia, de George Stevens (1952) e Susanne Lane emDestino a Tânger, de Charles Marquis Warren (1953).
Já na década de 1950, Joan Fontaine voltou-se para participações em produções televisivas e para peças de teatro, tendo ainda participado em várias encenações na Broadway – substituiu Deborah Kerr em Tea and Sympathy em 1954 e Julie Harris em Forty Carats no final dos anos 1960.
Foi casada quatro vezes, tendo-se divorciado do último marido, Alfred Wright, em 1969. Teve uma filha, Deborah, e em 1952, adoptou uma menina peruana, que fugiu de casa em 1963. A sua vida pessoal tornou-se numa verdadeira lenda de Hollywood, diz a BBC, e um dos principais motivos para essa celebridade foi a rivalidade com a irmã mais velha, Olivia de Havilland. As discussões públicas com a irmã, duplamente oscarizada, eram constantes. O New York Times lembra que a própria Joan atribuía essas relações difíceis entre elas ao facto de se ter casado e recebido um Óscar antes da irmã mais velha – que também estava nomeada no ano em que Fontaine ganhou o prémio máximo de Hollywood.
Suspeita de Alfred Hitchcock (1941)
Surpreendentemente, Fontaine foi a única atriz a ganhar um Oscar por um filme de Hitchcock. Ela ganhou o prêmio de melhor atriz por “Suspeita” (concorrendo com sua irmã e rival Olivia de Havilland). Ela interpretava uma mulher tímida que suspeita que seu marido, um vigarista sinistro interpretado por Cary Grant, está tentando matá-la. Hitchcock queria que o filme terminasse com Grant fazendo exatamente isso, mas o estúdio estava preocupado que isso pudesse arruinar sua carreira. Em vez disso, Hitchcock fez subir a tensão nesta cena clímax, com Fontaine, a típica mulher em apuros.
[video:http://youtu.be/Kty1vYQkxk0%5D
Laurence Olivier propões casamento a Fontaine em “Rebecca” (1940)
“Eu estou pedindo você em casamento, sua bobinha” Não foi a mais auspiciosa das propostas e as coisas foram de mal a pior na filmagem de Hitchcock do romance Du Maurier, seu primeiro filme americano. Aqui, Fontaine divide a cena com Laurence Olivier, interpretando o aristocrático Maxim de Winter, cuja primeira esposa foi a Rebecca onipresente. Fora das telas, o casal não se deu bem.
[video:http://youtu.be/CBnffj88YzA%5D
Em “Jane Eyre” com Orson Welles (1943)
Fontaine atua com outro gigante do cinema, Orson Welles, no papel do Sr. Rochester nesta adaptação do romance de Charlotte Bronte. Claramente, nesta fase, Fontaine estava fazendo sua especialidade de intepretar mulheres tímidas, mas astutas.
[video:http://youtu.be/anFA0TDE7WI%5D
Walker
16 de dezembro de 2013 11:59 amRestrição argentina afeta
Restrição argentina afeta carro brasileiro
País, que compra 87% da exportação do Brasil de veículo, limita em até 27,5% importação de automóvel estrangeiro
Iniciativa do país vizinho é vista pelo governo Dilma como uma medida de política industrial equivocada
PATRÍCIA CAMPOS MELLODE SÃO PAULO
A decisão do governo da Argentina de limitar em até 27,5% as importações de automóveis e veículos comerciais leves, anunciada anteontem, pode ter um grande impacto sobre a indústria automobilística brasileira e a balança comercial do país.
Entre janeiro e novembro deste ano, o Brasil exportou US$ 5 bilhões em automóveis de passageiros. Desse total, 87% (US$ 4,4 bilhões) foram para a Argentina.
Na quinta-feira, a ministra argentina da Indústria, Debora Giorgi, comunicou ao setor automotivo do país que eles terão de reduzir entre 20% e 27,5% as importações no primeiro trimestre de 2014, em relação ao mesmo período deste ano.
Montadoras que exportam o mesmo valor que importam não teriam que reduzir compras externas, enquanto as deficitárias e as importadoras estariam incluídas na nova restrição.
A medida seria uma maneira de estancar a sangria de reservas internacionais da Argentina, que caíram 21% apenas neste ano.
O Ministério do Desenvolvimento afirma que não foi informado oficialmente da medida e não vai comentar. Dentro do governo brasileiro, que foi surpreendido pela medida, espera-se que seja possível negociar com os argentinos.
A iniciativa da ministra é vista pelo governo brasileiro como uma medida de política industrial equivocada, uma tentativa de fazer indústrias de autopeças se instalar na Argentina –com poucas chances de funcionar.
E também um sintoma da enorme preocupação com a queda no nível de reservas.
Analistas acreditam que a restrição deve atingir mais os veículos de maior valor, importados principalmente da União Europeia e do Japão, e menos os carros pequenos e médios que vêm do Brasil.
Mas, como 67% dos veículos importados pela Argentina vêm do Brasil (em valor), uma redução será inevitável, afirmam especialistas.
“Toda intervenção estatal desse tipo é muito prejudicial, e o setor automotivo é uma das poucas cadeias de produção estabelecidas na região”, diz Welber Barral, sócio da consultoria Barral M Jorge.
O governo brasileiro considera que a medida é uma tentativa da Argentina de forçar o Brasil a voltar a negociar o acordo automotivo em posição de desvantagem.
Pelo acordo automotivo, para cada US$ 100 vendidos pela Argentina ao Brasil, em veículos e autopeças, o Brasil podia vender US$ 195 à Argentina sem pagar tarifa de importação.
O acordo, que era visto pela Argentina como um modo de manter o comércio equilibrado, expirou no fim de junho. Para voltar a negociá-lo, o Brasil exige eliminação de barreiras a importações.
Já a Argentina queria estender a produtores argentinos os benefícios do programa Inovar Auto, que prevê descontos de IPI para veículos produzidos no Brasil com alto índice de nacionalização. O governo brasileiro resiste.
Para a balança comercial brasileira, uma queda nas exportações de veículos pode ser muito negativa, já que as vendas de commodities para a China e carros para a Argentina vinham sustentando resultados já sofríveis. De janeiro a novembro, a balança teve deficit de US$ 89 milhões.
Contatados pela reportagem, o Sindipeças e a Anfavea não quiseram se manifestar.
Colaborou GABRIEL BALDOCCHI, de São Paulo
emerson57
16 de dezembro de 2013 12:22 pmS.A.C.
Operadores do Blog,
muitas vezes quando eu entro no blog abre uma primeira página desatualizada, antiga.
desconfiei dia desses que algo estava errado porque percebi que o blog estava um tempo incomum sem atualizações .
cliquei no botão atualizar do chrome e ai, de uma vez recebi uns dez posts novos.
Gilson AS
16 de dezembro de 2013 1:06 pmAto pró-Barbosa recolhe pedidos como direito a armas.
Ato pró-Barbosa recolhe pedidos como direito a armas e menos impostos.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/12/1386070-em-ato-pro-barbosa-macons-pedem-direito-a-armas-e-menos-impostos.shtml .
O evento foi convocado por maçons e por uma entidade da sociedade civil como um ato em apoio a Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal, pela condução do processo do mensalão. Mas não ficou nisso.
Os 29 manifestantes que compareceram ao Parque do Povo, em São Paulo, bem como os visitantes do local, podiam registrar pedidos em filipetas distribuídas por um Papai Noel, que, entre uma badalada de sino e uma risada forçada, suava debaixo da roupa vermelha. Já no início da manhã, a temperatura era de 27°C no Itaim Bibi, zona oeste.
Depositados em uma urna acrílica, os pedidos davam o tom do protesto: foram solicitados “um país justo de impostos” e a Lei do Armamento, para a “plena defesa do cidadão: poder portar armas”.
Os papéis seriam todos encaminhados ao gabinete de Dilma Rousseff, informava, no megafone, o líder do ato, o empresário Joe Diwan. Os organizadores do protesto ressaltaram que os visitantes do parque tiveram liberdade de escrever o que quisessem, e que os pedidos depositados na urna não representam os ideais do movimento.
Um dos participantes sugeriu o seguinte: os políticos deveriam se fiar à lista de reclamações do Procon para conhecer as necessidades do povo. “Estão lá: celular e banco”, disse Jose Chehembar. Com faixas, cartazes e apitos- -e ladeado por quatro guardas-civis metropolitanos– o grupo se postou no gramado central do parque para cantar o hino nacional.
A associação envolvida no ato, Movimento Brasil Merece Mais, causou polêmica recente ao organizar uma rede de segurança privada em Higienópolis (centro), em que moradores podem “denunciar” a presença de algum “andarilho ou pedinte” no bairro.
Gilson AS
16 de dezembro de 2013 1:12 pmQuem fez curso de datilografia, com o teclado sem letra ?
Helio J. Rocha-Pinto
16 de dezembro de 2013 1:35 pmCientistas “não aguentam mais” a Anvisa

FOTO: Paulo Giandalia/Estadão
Herton Escobar / O Estado de S. Paulo
É difícil passar uma semana sem que eu escute, direta ou indiretamente, alguma reclamação de algum cientista sobre problemas com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A reclamação mais comum: burocracia e atraso excessivos na liberação de reagentes importados e amostras biológicas nos aeroportos.
Seja qual for a causa, é um problema antigo, que impacta diretamente a competitividade da ciência brasileira e que precisa ser seriamente discutido e resolvido, com urgência, pelas autoridades científicas e sanitárias do País.
Copio abaixo um relato da pesquisadora Lygia Pereira, da USP, que acredito sintetizar o sentimento de muitos pesquisadores brasileiros com relação ao tema. Já ouvi muitos relatos parecidos com esse nos últimos meses e até anos. O texto foi postado no site As Meninas Online, com o título “Eu não aguento mais!!”.
Nota: A reportagem procurou a assessoria de comunicação da Anvisa para pedir mais informações sobre o caso, mas não obteve retorno por parte da agência.
Eu não aguento mais!!
por Lygia Pereira
“Temos que aumentar o impacto de nossas pesquisas!” e “Temos que nos internacionalizar!” dizem o Governo, Ministério de Ciência e Tecnologia, da Saúde, os órgãos de fomento à pesquisa. Aí a gente vai e faz uma colaboração com o Harvard Stem Cell Institute, um dos maiores centros de pesquisa em células-tronco do mundo. Como parte da colaboração, eles nos mandam amostras preciosas de células-tronco para estudarmos aqui na USP. As células vêm congeladas e precisam ser mantidas em gelo seco – não tem problema, eles mandam por FedEx em um isopor com 5 quilos de gelo seco, e em 2 dias elas chegam aqui. Ou deveriam chegar…
Como vocês podem ver na imagem abaixo do site da FedEx, as células foram enviadas de Boston na 3ª feira dia 3/12 à noite, chegaram a Campinas na tarde do dia seguinte, 4ª feira, e aí… Começa o pesadelo: “ATRASO NA LIBERAÇÃO”…

Nenhuma notícia 4ª, 5ª, e na 6ª feira às 11:00 recebemos um email da FedEx dizendo que a remessa “foi selecionada para inspeção pelo Ministério da Saúde (ANVISA), que solicita os seguintes documentos:
Declaração de Uso e Finalidade
(segue modelo anexo).
– A declaração deve estar completamente preenchida (campos amarelos) e assinada caso contrário, não será aceita.
– Para entendimento e liberação por parte da Anvisa é fundamental esclarecer em detalhes a descrição do produto, uso e a finalidade da importação
Obs: Orientamos ao preencher a declaração, evitar termos muito técnicos ou nomes de difícil entendimento para facilitar a compreensão..
Pagamento da guia GRU
(instruções anexa).
– De acordo com a nova resolução da Anvisa (RDC 81-08) a guia GRU que apresentar valor abaixo de R$ 50,00, além da guia e comprovante de pagamento, deve ser enviado também as duas páginas do peticionamento eletrônico com o número de transação e assinatura
Termo de Responsabilidade
(segue modelo anexo).
– Deve ser completamente preenchido e ter reconhecimento das assinaturas em cartório.
– É obrigatório o preenchimento de todos os campos.
CRT ou ART
(do Responsável Técnico que assina o capítulo acima.)
(*CRT – Certificado de Responsabilidade Técnica)
(*ART – Anotação de Responsabilidade Técnica)
Favor enviar os documentos até: 13 de Dezembro de 2.013
*****Após este prazo a mercadoria estará sujeita a retorno ao exportador com base legal na IN SRF 560/05 art.29 e 30.***** “
Fiz questão de reproduzir as instruções do email para vocês sentirem um pouco na pele a loucura disso tudo! Saímos correndo, preenchemos os documentos, conseguimos milagrosamente a assinatura do Diretor do Instituto no mesmo dia, reconhecemos a minha assinatura e a dele (em dois cartórios diferentes…), conseguimos heroicamente que a funcionária do financeiro do Instituto emitisse a tal GRU no mesmo dia, corremos no banco para pagá-la, e às 16:50 daquela mesma 6ª feira dia 6/12 estávamos no correio enviando isso tudo por Sedex10 para o FedEx no aeroporto de Viracopos.
Sábado, Domingo, 2ª, 3ª, 4ª feira dia 11/12, exatamente uma semana após as células congeladas terem chegado a Viracopos, e NENHUMA NOTÍCIA sobre a liberação delas. A FedEx nos diz que a ANVISA tem até 4 dias úteis para analisar a documentação enviada – e só. Enquanto isso, os quilos de gelo seco há muito já viraram vapor (a FedEx jura que todo dia repõe o gelo seco – veremos…), as preciosas células-tronco podem já ter virado mingau, a nossa pesquisa está parada, e os colaboradores de Harvard estão nos cobrando o recebimento do material. E agora, como traduzir esse pesadelo para o inglês? Ora, dirão meus colegas, é sempre assim, Lygia. Eles têm razão, é mesmo sempre assim. E querem saber? EU NÃO AGUENTO MAIS!!!! … (FIM)
Ref: http://blogs.estadao.com.br/herton-escobar/cientistas-nao-aguentam-mais-a-anvisa/
Galvão
16 de dezembro de 2013 5:21 pmCientistas “não aguentam mais” a Anvisa
Cientistas! Por enquanto é só a reclamação da Lygia. E a USP? E a Anvisa? O que tem a dizer? 2014 vai ser um ano muito dificil.
Tenente Aldo Raine
16 de dezembro de 2013 6:44 pmcandidaturas de Eduardo e Aécio
Definitivamente,as eleições presidenciais de 2014,postas como estaõ hoje, com Eduardo e Aécio como candidatos, correm o sério risco serem decididas por WO.A Eduardo Campos falta o que se convencionou chamar de Capital Politico.Gerado nas entanhas do lulismo,aparece agora com uma conversa oca,que sabe fazer mais e melhor.Só não diz o que e como.Se as proximas pesquisas não lhes sorrirem, o que é quase certo,pula fora.Quanto a Aécio,coitado, foi uma armação de FHC,sabendo que passará a posteridade como o Presidente mais odiado pelo seu povo,resolveu dividi a foto com alguém.O pato caiu direitinho.Essa mote de “Vamos Conversar”nunca vi nada mais rídiculo.Enquanto Serra viver Aécio não será presidente,e vice versa. O resto é conversa fiada da velha mídia que há muito tempo não tem o que fazer.
Tenente Aldo Raine
16 de dezembro de 2013 6:56 pmHelicoptero do Pó
O meu comentário sobre o helicoptero do po foi rifado?
Gilson AS
16 de dezembro de 2013 8:43 pmO Ibope já não tem mais o monopólio das pesquisas de TV.
http://tijolaco.com.br/blog/?p=11598
No blog Outro Canal, da Folha, a principal notícia de hoje sobre a mídia.
“Record, SBT, Band e RedeTV! assinaram, na tarde desta segunda-feira (16), o contrato definitivo para a entrada do GfK no Brasil. O instituto de pesquisa alemão vai medir audiência de TV paga e aberta no país, tornando-se concorrente do Ibope.”, informa a jornalista Keila Jimenez, editora do blog.
Concorrente não do Ibope, mas da Globo, sócia de negócios do Instituto desde sempre.
Brizola – que, ao contrário do que muitos pensam não era adversário de pesquisas, grande amigo de Paulo Montenegro, fundador do Ibope – chamava de “contubérnio” a relação entre a Globo e o instituto de pesquisas.
Isso, no dicionário, tem, entre outros, o significado de mancebia, concubinato.
Se fosse em biologia, o melhor seria chamar de simbiose: um organismo vive com as vantagens que o outro lhe proporciona.
Deu Ibope e não deu Ibope é a maneira popular de dizer se algo agrada ou não.
Mas o que o “ibope” das emissoras dá, mesmo, é dinheiro, na hora de vender publicidade.
Agora, o grupo alemão entra nesse nicho de pesquisa, onde as outras empresas não se aventuram.
macedo
16 de dezembro de 2013 9:57 pmJipe-robô da USP/Embrapa investiga composição do solo
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2013/12/1386059-jipe-robo-investiga-composicao-do-solo-no-interior-paulista.shtml
Folha de SP 16/12/2013 – 02h00
Jipe-robô investiga composição do solo no interior paulista
REINALDO JOSÉ LOPES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
“Se a Nasa mandou um equipamento desses para Marte, não vejo por que a gente não conseguiria fazer trabalho de campo com ele aqui na Terra. Com certeza vai ser menos complexo, até porque não vamos precisar protegê-lo do impacto do pouso.”
Em essência, esse é o plano da física Débora Milori e de seus colegas da Embrapa Instrumentação e da USP de São Carlos: criar um análogo do “rover” (jipe robótico) Curiosity, dotado do mesmo equipamento que a Nasa usa para analisar as rochas marcianas em busca de sinais químicos favoráveis à vida.
Um protótipo em miniatura, medindo menos de um metro, já foi testado com sucesso pela equipe, carregando uma versão do aparato de análises químicas a laser, cujo objetivo será estudar as propriedades dos solos terráqueos -daí o interesse da Embrapa em desenvolver esse tipo de aparelho. O plano, agora, é refinar o sistema laser e criar uma versão mais robusta do “rover”, capaz de explorar o chão das fazendas.
Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress
A tecnologia embarcada no pequeno jipe é conhecida como “Libs duplo pulso”. “Libs” é a sigla inglesa para “espectroscopia por decomposição induzida a laser”, técnica que consiste em lançar um forte pulso de laser sobre uma amostra para investigar do que ela é feita.
O laser aquece um pedaço do material até ele se transformar em plasma, o quarto estado da matéria (além dos estados sólido, líquido e gasoso). Parte da amostra vira uma “nuvem” de partículas eletricamente carregadas.
É então que a amostra começa a emitir luz, permitindo ao aparelho determinar quais elementos químicos estão presentes ali e quais são suas concentrações (veja quadro à dir.). O resultado sai quase instantaneamente.
A equipe da Embrapa foi a primeira do país a empregar o Libs duplo pulso, no qual um segundo pulso de laser aquece ainda mais o plasma criado na primeira “rajada”, o que aumenta a sensibilidade e precisão da técnica.
A vantagem é que o Libs não exige que a amostra de solo seja preparada previamente. “Foi por isso que a Nasa escolheu a técnica”, explica a física. A ideia é que o “rover”, que está sendo desenvolvido em parceria com os engenheiros Marcelo Becker e Daniel Magalhães, da USP de São Carlos, receba também um GPS e use o Libs para examinar tanto a qualidade do solo quanto as necessidades nutricionais de plantas, mapeando esses dados conforme viaja pelas fazendas.
MISSÃO TERRÁQUEA
Não seria exagero aplicar uma técnica tão sofisticada a algo aparentemente tão corriqueiro quanto a análise da qualidade do solo? Débora explica que o futuro “rover” poderia melhorar significativamente a maneira como esse tipo de trabalho é feito.
“Você pode imaginar um número muito maior de amostras a um custo mais baixo. Hoje, a coleta de solo é muito mais espaçada -você pega duas ou três amostras de uma propriedade imensa e, de certa forma, faz uma média”, conta. “Mas a gente sabe que o solo não é uma coisa homogênea. Obter um retrato dessa heterogeneidade é justamente o que preconiza a agricultura de precisão.”
Pesquisadores buscam hoje aumentar a produtividade agrícola dando aos proprietários rurais uma ideia mais detalhada do potencial e das deficiências de suas terras.
Segundo a cientista, a técnica ainda tem a vantagem de produzir muito menos resíduos, já que dispensa o preparo químico das amostras para análise, e facilitaria o trabalho em áreas remotas.
“Temos aqui, por exemplo, alguns colegas franceses estudando a formação de solos na Amazônia. Hoje em dia, fazer essa análise exige uma logística complicadíssima. Com um aparelho portátil, a coisa muda de figura”, diz.
Emanuel Cancella
17 de dezembro de 2013 12:24 pmMuseu do índio
Viva os índios
Os índios da aldeia Maracanã merecem todo nosso aplauso! A mídia diz que eles ocuparam um terreno ao lado do museu, e foram violentamente retirados pela PM. Mas não disse qual a importância desse terreno. Explicando, nesse terreno funcionava o Lanagro. O laboratório Lanagro e o Laboratório de Classificação Vegetal , situados no Maracanã, ao lado do Museu do Índio, onde atualmente se encontra a aldeia Maracanã, são órgãos vinculados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), cuja finalidade seria fazer exames laboratoriais nos alimentos de origem vegetal e animal , nas bebidas e na água, que serão consumidos pelos habitantes do estado do Rio de Janeiro e Espírito Santo, funcionando assim desde 1938, sendo portanto um serviço de utilidade pública e, acima de tudo, um serviço essencial à população. O laboratório Lanagro além de detectar a presença de contaminação dos alimentos, inclusive bebidas alcoólicas e refrigerantes, é quem fiscaliza o cumprimento das leis sanitárias.
Estranho o silencio do governador do Rio do prefeito da Agencia reguladora do Ministério e do governo federal. Será que só o índio percebe a importância do Lanagro para a sociedade?
RIO DE JANEIRO, 16 de dezembro de 2013