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12 Comentários
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  1. Pedro Penido dos Anjos

    14 de dezembro de 2015 5:03 am

    Oká!
    O Rapozão das Docas.
    O

    Oká!

    O Rapozão das Docas.

    O Gato Angorá das Langeiras.

    O Jucá Jucá.

    Quem mais?

    O  Elizeu Padilha,

    Aquele que não precisa de alcunha,

    Já que seu próprio nome,

    Já o é.

    È vero?

    Pretérito?

    Presente?

    Futuro do pretérito?

    Vamos conjugar,

    Ou,

    Conjurar?

     

    Tuodo pode acontecer.

     

    Ai, ai, caramba!

     

     

  2. rdmaestri

    14 de dezembro de 2015 5:08 am

    Serra pensa nas empresas de petróleo como há dois anos.

    Parece que além de ser uma mala sem alça e um estraga festas, o Serra não tem muita noção do cenário internacional do petróleo, ele insiste em tentar projetos para vender a Petrobras mas esquece que a conjuntura econômica é outra.

    Atualmente todas as grandes irmãs do petróleo estão com caixa extremamente baixa, e a possibilidade de capitalização para entrar na compra de uma empresa como a Petrobras é altamente improvável. O motivo é a queda acentuada e duradoura do preço do petróleo que enganou todo mundo, inclusive eu!

    Esquece Serra que talvez quando o mesmo talvez tenha recebido algum incentivo de petroleiras internacionais para promover a privatização da Petrobras o petróleo estava a mais de U$100,00 dólares o barril e as empresas estavam capitalizadas.

    Nos últimos meses as grandes do petróleo estão ladeira abaixo há bastante tempo, além disto todo o dinheiro que tinham foi utilizado para comprar as empresas de ranking. Se alguma empresa de petróleo está ganhando dinheiro no mercado norte-americano são as refinarias, que não repassam imediatamente a diminuição do preço do petróleo e trabalham com maiores margens sem precisar tanto dinheiro.

    Logo, o Serra poderá ficar pregando no deserto pois mesmo se o petróleo subir de preço as empresas dedicadas a extração deste utilizarão o primeiro ano para recuperar o prejuízo. O petróleo como reserva estratégia para qualquer país continua muito atrativo, porém como as empresas trabalham com os olhos voltados para o próximo semestre não há muito interesse em adquirir mais ativos em países em que isto pode ser questionado.

    Só para dar um exemplo, em 1 ano as ações da Chevron que valiam em torno de 115 dólares, agora estão cotadas em torno de 85 dólares, a Exxon Mobil passou no mesmo período de 92 dólares para 75 dólares.

    Como pode se ver se há algum investidor no horizonte são os chineses, mas estes querem é a garantia do petróleo e não lucros na sua exploração, simplesmente porque os movimentos naquele país oriental é para evitar que os Estados Unidos cortem o fornecimento de petróleo.

  3. Luiz Cesar 2

    14 de dezembro de 2015 11:42 am

    Como uma informação relevante pode ser manipulada facilmente

    O destaque das páginas virtuais da “grande mídia” trocou do “movimento”, quase estático do fora Dilma, para a “queda” do IDH. Todos dão destaque para isso, nessa manhã de segunda-feira, 08:30h. As notícias sobre o mico foram diminuindo de tamanho e descendo, descendo, descendo…

    No caso do Terra, único com uma referência positiva, mas…. Tem sempre um mais!

    O Globo – Brasil cai no ranking global de desenvolvimento humano da ONU

    G1 – Brasil perde uma posição no ranking do desenvolvimento humano

    Estadão – Brasil fica em 75º no ranking do IDH, atrás do Sri Lanka, México e Cuba

    Folha – Brasil cai no ranking global de desenvolvimento humano da ONU

    UOL – Desigualdade social faz Brasil perder um quarto do IDH em novo índice do Pnud16

    Terra – Brasil melhora IDH em 2014, mas cai no ranking mundial

    Veja – Brasil cai no ranking de desenvolvimento humano da ONU

     

    Na maioria dos casos, quando se lê, nas internas, é que se fica sabendo que o Brasil, praticamente, manteve a posição e que o país:

    Segundo O Globo

    – o IDH brasileiro foi calculado em 0,755, o que mantém o país no grupo de nações com alto desenvolvimento humano. (N. R. – embora esse “alto desenvolvimento” não seja nenhuma Brastemp, isso não é dito em nenhuma manchete e é, sem dúvida, uma dado relevante).

    Segundo o G1

    – teve o maior crescimento de IDH da América do Sul entre 1990 e 2014 – passou de 0,545 (desenvolvimento “baixo”) em 1980 para 0,744 em 2013 (desenvolvimento “elevado)”. (N. R. – em nenhuma das manchetes, nem mesmo nos textos, há um destaque para esse fato, que é muito relevante).

    – teve uma queda de 0,74% na comparação com 2013, passando de US$ 15.288 para US$ 15.175. (N.R. – considerada a crise mundial, quase que, uma estabilidade. Considerada a, artificial, crise brasileira, uma vitória).

    Segundo o Estadão

    – dos 188 países, 45 conseguiram aumentar o índice.  (N.R. – significa que menos de 25% dos países tiveram aumento do índice).

    Segundo a Folha

    – apenas 19 países não tiveram progresso no IDH no ano. (N. R. – cerca de apenas, 10% dos países).

    Segundo o UOL

    – nos outros itens avaliados (índice de mortalidade materna, taxa de fecundidade entre as adolescentes, população com ao menos um ano de ensino secundário e taxa de participação da força de trabalho), o país tem desempenho equivalente ou até melhor em relação aos outros países da América Latina. (N. R. – Esses indicadores, também, relevantes, tiveram pouca análise ou destaque, nas manchetes e nos textos. Politicamente, fortalece o “adversário”).

    Segundo o Terra

    – indicadores que representam melhorias sociais tiveram avanço, como a esperança de vida ao nascer, que aumentou de 74.2 em 2013 para 74.5 em 2014, e a média de anos de estudo que passou de 7,4 para 7,7 nesse período. (N. R. – ainda assim, as manchetes dão maior valão à queda na posição mundial, o que tem menor relevância, quando comparado com a melhora interna).

    Segundo a Veja

    (N. R. – meu teclado se recusou a comentar. Não teve como).

     

    O que se extrai, com facilidade, das páginas dos “jornalões” é que:

    1) o fora Dilma foi um “sucesso de fracasso” e eles abandonaram o movimento rapidamente;

    2)  a grande má vontade com o atual governo é um padrão (as manchetes, até, parece que foram redigidas em uma reunião de pauta, comum a todos eles).

     

    O mais importante não foi dito: o IDH não é um campeonato mundial, não é uma competição entre países.

    É um desafio interno. É um indicador que provoca os gestores públicos. O que eles vão fazer com o resultado anunciado é problema de cada um deles e do povo de cada país.

     

    Fica uma sugestão, para o próximo ano: incluir um indicador sobre a isenção da mídia, em cada país.

  4. Fernando J.

    14 de dezembro de 2015 2:12 pm

    Desastre ferroviário

    Governo Dilma nomeia psiquiatra que é contra reforma manicomial

    publicado em 13 de dezembro de 2015 às 16:08

    Captura de Tela 2015-12-13 às 16.00.19

    Nomeação de novo coordenador de saúde mental ameaça a Reforma Psiquiátrica no Brasil

    por Rafaela Uchoa, no Vozes da Voz

    A reforma psiquiátrica brasileira é referência mundial na atenção as pessoas com transtornos mentais e/ou decorrente do uso de álcool e outras drogas.

    Porém, ontem foi anunciado pelo Ministério da Saúde que o até então coordenador nacional de saúde mental, álcool e outras drogas Roberto Tykanori – conhecido por sua militância na luta antimanicomial – foi substituído pelo psiquiatra Valencius Wurch, ex-diretor da Casa de Saúde Dr. Eiras, o maior hospício da América Latina.

    O manicômio Dr. Eiras, localizado no Rio de Janeiro, foi fechado em 2012, dois anos depois de ordem da justiça para que as atividades no local fossem encerradas devido a uma série de denúncias das condições sub humanadas em que os internos viviam.

    Valencius Wurch dirigiu o local por dez anos, denunciado inúmeras vezes por abandono e maus tratos.

    Em maio e agosto de 2000, o Ministério da Saúde produziu auditorias que descreveram um quadro de ‘casa dos horrores’, negado pela Casa de Saúde Dr. Eiras.

    Uma caravana da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados igualmente criticou o manicômio.

    Em 2001, a Secretaria de Estado de Saúde proibiu novas internações – havia pouco mais de 1.500 pacientes -, assumiu a gestão das verbas do SUS (Sistema Único de Saúde) destinadas à Casa de Saúde Dr. Eiras (R$ 13 milhões em 2000) e promoveu um censo com uma série de denúncias ao local.

    Como se não bastasse seu histórico profissional, o psiquiatra Wurch, também declarou em entrevista ao Jornal do Brasil, em 1995, que era contra a Lei Paulo Delgado – Lei que garante os direitos aos portadores de transtorno psíquico no Brasil – e que tirar as pessoas dos manicômios era algo meramente “ideológico”.

    Diante dessa nomeação extremamente nociva para a luta antimanicomial, os militantes têm se reunido em todo o Brasil para combater os retrocessos na saúde mental e nos direitos humanos.

    *****

    Ativistas da luta antimanicomial promovem um abaixo-assinado:

    Vossa Excelência Senhor Ministro da Saúde Marcelo Castro,

    Viemos através dessa petição, enquanto entidades e movimentos sociais organizados, em nome da Saúde Mental e setores da sociedade civil, para pedir a revogação da nomeação do Sr. Valencius Wurch para a Coordenação Nacional de Saúde Mental.

    Alegamos que este senhor não representa a atual política de saúde mental do país conquistada e fundamentada em diversas leis e resoluções. Sua nomeação é uma afronta a Constituição e aos princípios da cidadania resguardados pela Reforma Psiquiátrica.

    ”O Sr. Valencius é ex diretor da Casa de Saúde Dr. Eiras, o maior hospício da América Latina. O manicômio Dr. Eiras, localizado no Rio de Janeiro, foi fechado em 2012, dois anos depois de ordem da justiça para que as atividades no local fossem encerradas devido a uma série de denúncias das condições sub humanadas em que os internos viviam. Valencius Wurch dirigiu o local por dez anos, denunciado inúmeras vezes por abandono e maus tratos.

    Em maio e agosto de 2000, o Ministério da Saúde produziu auditorias que descreveram um quadro de ‘casa dos horrores’, negado pela Casa de Saúde Dr. Eiras. Uma caravana da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados igualmente criticou o manicômio. Em 2001, a Secretaria de Estado de Saúde proibiu novas internações – havia pouco mais de 1.500 pacientes -, assumiu a gestão das verbas do SUS (Sistema Único de Saúde) destinadas à Casa de Saúde Dr. Eiras (R$ 13 milhões em 2000) e promoveu um censo com uma série de denúncias ao local.

    Como se não bastasse seu histórico profissional, o psiquiatra Wurch, também declarou em entrevista ao Jornal do Brasil, em 1995, que era contra a Lei Paulo Delgado – Lei que garante os direitos aos portadores de transtorno psíquico no Brasil – e que tirar as pessoas dos manicômios era algo meramente “ideológico”.

    Pedimos para que sua amizade com o sr. Valencious não interfira em algo tão delicado que é a saúde mental. Pedimos que confie nesta petição como a voz dos profissionais da área que pedem RESPEITO à Reforma Psiquiátrica.

    PS do Viomundo: O Brasil escapou de Manoel Jr., aliado de Eduardo Cunha, no ministério da Saúde (Conceição Lemes denunciou aqui), ele que nega ter mandado matar um desafeto em sua cidade de origem, na Paraíba (você pode vê-lo em ação na Comissão de Ética defendendo o patrono). Acabou com Marcelo Castro, também do PMDB, inimigo de Cunha mas ideologicamente afinado com a privataria via OSs e outras formas disfarçadas de lucrar com a Saúde Pública.

    1. Fernando J.

      14 de dezembro de 2015 2:15 pm

      Intervenção na Casa de Saúde Anchieta. Santos, 1989

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=7J192djiUvg&feature=youtu.be%5D

  5. Fernando J.

    14 de dezembro de 2015 2:16 pm

    Indicação do novo coordenador nacional Saúde Mental gera protest

    Indicação do novo coordenador nacional Saúde Mental gera protestos

    POR DANIEL BRUNET

    13/12/2015 08:55

     

    Interno do manicômio judiciário do Rio Interno do manicômio judiciário do Rio | Foto de Fabio Seixo/20-10-2013

     

     

     

     

    Profissionais da área de Saúde Mental darão, amanhã, às 14h, um abraço simbólico em todos os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) do país. O ato é um protesto contra a decisão do ministro da Saúde Marcelo Castro de nomear para a Gerência Nacional de Saúde Mental, o psiquiatra Valencius Wurch Duarte Filho.

    O movimento foi batizado de AbraçaRaps, ou seja, um abraço à Rede de Atenção Psicossocial. Aliás, amanhã, no mesmo horário, haverá também um ato em defesa da Reforma Psiquiátrica e contra a indicação de Wurch na Alerj. 

    Os manifestantes – médicos, enfermeiros, psicólogos etc – consideram que a nomeação de Valencius Wurch (foto abaixo) é um retrocesso, já que ele é contrário à reforma psiquiátrica. A proposta muda radicalmente a antiga lógica dos manicômios, quando o paciente ficava internado quase que a vida toda.

     

    O psiquiatra Valencius Wurch Duarte FilhoO psiquiatra Valencius Wurch Duarte Filho | Reprodução

     

    O defensores da reforma afirmam que o melhor para o paciente – sem descartar ocasionais internações, em momentos de crise – é trabalhar em sua reabilitação psicossocial, ou seja, encontrar meio de reinseri-lo na sociedade. E a atual política nacional segue este caminho.

    Um ponto que pesa contra Valencius Wurch é o fato de ele ter sido, nos anos 1990, diretor da Casa de Saúde Dr. Eiras, em Paracambi, na Baixada Fluminense, que já foi o maior hospital psiquiátrico da América Latina. Recaíram sobre a unidade acusações de maus-tratos e violação de direitos dos pacientes. Em 2012, a casa de saúde foi fechada definitivamente pela Justiça do Rio, após uma intensa batalha travada pelo Ministério Público.

    Mobilização nacional
    O ministro da Casa Civil, Jacques Wagner, e a presidente do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro de Souza, inclusive, receberam uma carta na qual representantes de 656 entidades e movimentos da área de saúde mental manifestam preocupação com a nomeação de Wurch.

    1. Fernando J.

      14 de dezembro de 2015 2:19 pm

      Maus tratos na Clínica Dr. Eiras (2011)

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=VwRQHuFg9e8&feature=share%5D

  6. JigSawJr

    14 de dezembro de 2015 2:23 pm

    Nassif, acho muito importante

    Nassif, acho muito importante que seja dado espaço aos coxinhas, para que mostrem sua verdadeira face.

    Veja esse exemplo de pessoa que sempre parasitou o Estado, mas é contra o Bolsa Família, porque é “assistencialismo” (o auxílio moradia dos juízes não é assistencialismo né?):

     

    Coluna da Maria Victória [filha do Ricardo Barros]: Pelo corte no programa Bolsa Família

    http://www.esmaelmorais.com.br/2015/12/147835/

  7. JigSawJr

    14 de dezembro de 2015 2:24 pm

    Opa, mais uma notícia, direto

    Opa, mais uma notícia, direto da República do Paraná?

     

    Juiz Sérgio Moro recebe homenagem de “fantasma” em Curitiba

    http://www.esmaelmorais.com.br/2015/12/juiz-sergio-moro-recebe-homenagem-de-fantasma-em-curitiba

     

    Segundo o jornalista Celso Nascimento, colunista do blog Gazeta do Povo, “após 17 anos sem nunca dar expediente, o servidor Ygor Siqueira acaba de ser demitido dos quadros da Câmara. Ganhava R$ 17 mil por mês”. Ou seja, o presidente da confraria Boca Maldita, que homenageou o juiz Sérgio Moro, era funcionário “fantasma” do poder legislativo municipal desde 1998.

  8. Fernando J.

    14 de dezembro de 2015 4:25 pm

    Vem aí mais um best-seller da Daniela Arbex: Holocausto 2
     

    Em Terra De Cego

    13 de dezembro de 2015 – 07:00

    Senhor ministro

    POR DANIELA ARBEX 

    Uma das maiores lutas contra a exclusão e a segregação de pessoas com transtornos mentais, a reforma psiquiátrica, está ameaçada. Na quinta-feira, o Ministro da Saúde Marcelo Castro anunciou, durante audiência com os movimentos sociais ligados à saúde mental, que vai substituir o atual Coordenador Nacional de Saúde Mental, Roberto Tykanori Kinoshita, pelo médico Valencius Wurch Duarte Filho.

    Valencius é ex-diretor do maior hospício privado da América Latina, a Casa de Saúde Dr. Eiras, em Paracambi. A entidade foi fechada, em 2012, após longo processo na Justiça que determinava a desativação de um hospital onde 94% dos internos nunca receberam visitas de um amigo, lugar que foi alvo de intervenção conjunta do município do Rio de Janeiro, do Estado e do Governo Federal em 2004. Por anos, a unidade submeteu a condições desumanas os pacientes encaminhados para lá, inclusive presos políticos.

    Valencius, que em 1995 dirigia essa unidade, veio a público naquele mesmo ano criticar o então projeto de lei do deputado federal Paulo Delgado que propunha a extinção dos leitos psiquiátricos de baixa qualidade e o fim dos manicômios brasileiros que nunca trataram seus pacientes. Na época, o psiquiatra disse que os fundamentos que nortearam o projeto de lei eram de caráter ideológico e não técnico e se baseavam em situações ultrapassadas.

    Para mim, ultrapassado é defender modelos de atendimento que não dignificam o ser humano e que sejam incapazes de reinserir o indivíduo à sociedade. Ultrapassado também é condenar à morte milhares de brasileiros que foram retirados do convívio social, porque eram considerados indesejáveis. É subtrair o direito a tratamento digno. É não enxergar o quanto empresários lucraram com a abertura de leitos psiquiátricos não resolutivos, que cronificaram, durante décadas, pessoas capazes e as transformaram em zumbis.

    Também é ultrapassado não reconhecer os avanços promovidos pelas redes de substituição ao modelo hospitalar que trabalham para que os esquecidos ganhem visibilidade, reconhecendo a dívida histórica que o país tem com os seus loucos. Ultrapassado é, principalmente, ignorar que o tratamento em liberdade é um caminho sem volta.

    Senhor ministro, ainda dá tempo de pensar melhor. O país não vai aceitar mais um retrocesso.

     

  9. Pisquila

    14 de dezembro de 2015 10:56 pm

    PSDB pode salvar a pele de Cunha na Comissão de Ética

    Deu no Cafezinho, a possível articulação do PSDB para salvar o pescoço de Cunha na Comissão de Ética da Câmara. O Serra faria esse meio de campo. Essa informação vem ao encontro de notícia que circula dando conta que os tucanos já fizeram um acordão com a FIESP, Mídia e o próprio Cunha: eles salvariam a pele deste último no conselho e em contrapartida o dito cujo renunciaria à presidência daquela casa, sem perder o mandato eletivo. Daí a oposição, junto com o PMDB de Temer, elegeriam o “ético” Jarbas Vasconcelos como novo presidente da Câmara para tocar o barco do impeachmt golpista. Por isso, o editorial d’ O Globo pedindo a saída de Cunha num dia e outro editorial da Folha do mesmo teor no dia seguinte, não foi mera coincidência. Todos eles sabem que o fator Cunha atrapalha a sequência do golpe, haja vista o fiasco das manifestações contra Dilma no último domingo. Tudo combinado e embalado na hipocrisia de sempre (lembram da encenação da Mara Gabrilli e demais tucanos no plenário, pedindo o Cunha para renunciar e virando as costas para ele?). Leiam abaixo a matéria completa d’O Cafezinho:

     

    PSDB troca deputado anti-cunha por cunhista no Conselho de Ética?

    14/12/2015 Miguel do Rosário0825763001422845854

    Um internauta amigo nosso, de Recife, liga para nos alertar sobre um fato estranho.Após visita de José Serra, senador pelo PSDB, um dos membros do Conselho de Ética da Câmara, o deputado federal Betinho Gomes (PSDB-PE), favorável à admissibilidade do processo contra Cunha, caiu doente e não vai mais poder votar.

    A ausência súbita e oportuna de Betinho faz a balança pender para o presidente da Câmara, na votação do Conselho pela admissibilidade da denúncia contra Cunha.

    O suplente do deputado é membro graduado da Força Sindical, entidade controlada por Paulinho da Força, o líder da tropa de choque de Eduardo Cunha.

    Ou seja, Serra articulou para Betinho Gomes, anti-Cunha, ir ao estaleiro e ser substituído por um cunhista…

    A cúpula do PSDB está agindo em favor de Eduardo Cunha?

    Transcrevemos abaixo o depoimento escrito de nosso indignado amigo pernambucano:

    ***

    É público e notório o equilíbrio no conselho de ética entre os deputados pró admissibilidade e a tropa de choque de Cunha. Tamanho equilíbrio levou, recentemente, ao voto de minerva do presidente do conselho para desempate sobre proposta de adiamento da votação.

    http://www.valor.com.br/politica/4349786/conselho-de-etica-rejeita-adiar-de-novo-voto-de-parecer-sobre-cunha

    Na última sexta feira (11/12) o Senador José Serra veio ao Recife para uma agenda no palácio do Campo das Princesas

    http://blogs.ne10.uol.com.br/jamildo/2015/12/11/de-namoro-com-pmdb-jose-serra-chega-ao-recife-para-encontro-com-paulo-camara/

    No dia seguinte o deputado federal Betinho Gomes, titular do PSDB no conselho de ética, publicamente a favor da continuidade do processo contra Cunha e filho do futuro presidente estadual do PSDB/PE é internado no Hospital Esperança com trombose parcial. Segundo o próprio deputado, o tratamento o retira do conselho durante a próxima semana que é a última antes do recesso parlamentar.

    ScreenHunter_252 Dec. 14 19.34

    Numa consulta ao site da câmara se observa que o suplente do deputado é o deputado Bebeto do PSB/BA

    http://www2.camara.leg.br/a-camara/eticaedecoro/composicao

    Não se sabe ao certo o posicionamento do deputado sobre o processo no conselho de ética, mas ao consultar a biografia do parlamentar pode-se supor algo a partir do fato dele ser Secretário Executivo Nacional da Força Sindical

    http://www2.camara.leg.br/deputados/pesquisa/layouts_deputados_biografia?pk=178834

    São muitas coincidências num momento tão delicado da política nacional. Não acha?

    7

     

  10. Leo V

    15 de dezembro de 2015 12:27 am

    Mães de Maio denunciam

    Mães de Maio denunciam perseguição da PM de SP contra familiares de vítimas de grupo de extermínio

    14/12/15  Por


    http://ponte.org/maes-de-maio-denunciam-perseguicao-da-pm-de-sp-contra-familiares-de-vitimas-de-grupo-de-exterminio/

    Policial militar ameaçou prender por tráfico de drogas avó de jovem assassinado em 2010. Procurado, o Comando-Geral da PM de SP não se manifestou 

    Caramante

    Maria Goreti Rodinick Marques, 60 anos, relata ter sofrido ameaça de PM que foi acusado de assassinar seu neto | Reprodução

    Integrante do movimento independente de direitos humanos Mães de Maio, a dona de casa Maria Goreti Rodinick Marques, 60 anos, afirma ter sido ameaçada, há dez dias, por um policial militar que prometeu “mandá-la para a cadeia por tráfico de drogas”.

    O responsável pela ameaça, de acordo com dona Maria Goreti, é o cabo da Polícia Militar André Ferreira da Silva, que atua no serviço de patrulhamento na cidade de Santos, litoral de São Paulo.

    Dona Maria Goreti deixava o shopping Praia Mar, em Santos, quando o policial Ferreira, fardado e em um carro oficial da Polícia Militar de SP, se aproximou e disse que ela “estava presa por ser dona de uma biqueira [ponto de venda de drogas] e mal sabia o que viria pela frente”.

    Assim que deixou suas sacolas de compras no chão e perguntou ao PM o motivo da prisão, dona Maria Goreti ouviu do cabo Ferreira que ela estava sendo presa por desacato à autoridade.

    Ao perceber a abordagem, o marido de dona Maria Goreti se aproximou e disse ao PM: “Você já matou meu neto e agora quer levar minha mulher presa? Por quê?”. Foi quando o cabo Ferreira liberou o casal.

    De acordo com o Ministério Público Estadual e a Polícia Civil, o cabo Ferreira foi um dos quatro envolvidos no assassinato de Rafael Souza de Abreu, 16 anos, neto de dona Maria Goreti. O crime ocorreu em 26 de março de 2010, no bairro Macuco, em Santos.

    A abordagem do policial militar Ferreira contra dona Maria Goreti aconteceu 19 dias após a revelação de um vídeo no qual a promotora Ana Maria Frigério Molinari, ex-integrante do Gaeco (grupo especial do Ministério Público de SP), acusou, sem apresentar provas, que algumas das mães de maio são ligadas ao crime organizado e donas de pontos de tráfico de drogas na Baixada Santista.

    “Algumas dessas pessoas faleceram nos Crimes de Maio e os direitos [de gerenciar biqueiras] são transmitidos aos familiares, que por vezes gerenciam ou até mesmo arrendam os pontos de tráfico de drogas”, disse Ana Maria. Por isso, segundo a promotora, as Mães de Maio teriam adotado a prática de denunciar “policiais que efetivamente combatiam o tráfico de drogas”.

    As declarações da promotora contra as mães de maio foram dadas quando ela prestava testemunho em defesa de um policial militar já investigado sob a suspeita de integrar um grupo de extermínio que age no litoral de São Paulo. Atualmente, Ana Maria trabalha no Fórum de Praia Grande. Procurada pela reportagem, ela não quis se manifestar.

     

    Após as acusações da promotora, o movimento Mães de Maio encaminhou o vídeo com sua fala para a Anistia Internacional e Justiça Global, organizações internacionais de direitos humanos.

    O caso de dona Maria Goreti também foi relatado às organizações e servirá como exemplo da tentativa de criminalização do Movimento Mães de Maio, entidade independente criada em maio de 2006, após a onda de violência que atingiu o Estado de São Paulo. Foram 493 pessoas mortas em uma semana e, em 122 casos, há suspeitas de participação de policiais militares que teriam agido em represália aos ataques da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), que matou 43 agentes públicos.

    O assassinato do neto Rafael

    Em abril de 2013, o juiz Antonio Álvaro Castello, do Tribunal do Júri em Santos, arquivou o processo pela morte de Rafael ao impronunciar o cabo Ferreira e os outros três réus, Marcelo Cantoni Morais, Thiago Quaresma Mendes e Renato Francisco da Silva.

    Sobre o cabo Ferreira, o magistrado Castello afirmou: “O acusado André Ferreira da Silva também negou o delito. É verdade que a testemunha XXXXX [nome omitido pela reportagem] testificou que André ingressou na casa de sua avó, junto com outros policiais, a procura de mercadoria que teriam sido furtadas da loja Surfstore de propriedade do acusado Marcelo Cantoni. Todavia, essa conduta do acusado, se verdadeira, não serve para implicá-lo no crime que ceifou a vida de Rafael, e não seria justo, como disse o promotor de Justiça levá-lo ao Tribunal do Júri”.

    Pelas investigações da Polícia Civil, Rafael foi morto a tiros, quando conversa com a namorada e três amigos em uma esquina do bairro Macuco, porque os quatro acusados pelo crime suspeitavam que ele tivesse participado do furto contra uma loja de roupas de Marcelo Cantoni, um dos réus. A participação de Rafael no furto contra a loja nunca foi comprovada por nenhuma autoridade.

    A Promotoria acusou o cabo Ferreira de dar cobertura ao assassinato de Rafael. No momento da execução do jovem, o militar estava em um carro oficial da PM a poucos metros do local e, ainda segundo os promotores, ele sabia que Rafael seria morto.  “Logo após o crime, ele [Ferreira] compareceu ao local [do crime] exteriorizando contentamento com a morte da vítima”, afirmaram os promotores.

    Dias antes da morte de Rafael, o cabo Ferreira, juntamente com outros policiais militares, havia entrado na casa do jovem e da mãe de dona Maria Goreti para tentar localizar parte das roupas que eles acreditavam terem sido levadas da loja de Marcelo Cantoni.

    História que se repete

    Caramante

    A cabeleireira Vera Lúcia dos Santos teve a filha, grávida de nove meses, e o genro assassinados por um grupo de extermínio e acabou presa depois de buscar punição para os culpados

    A cabeleireira Vera Lúcia dos Santos sabe o que é ser vítima de criminalização por lutar por Justiça. Depois que passou a denunciar o assassinato da filha por um grupo de extermínio formado por policiais militares, ela ficou três anos presa sob a acusação de tráfico de drogas.

    Em 15 de maio de 2006, a filha de Vera Lúcia, Ana Paula, então com 20 anos e grávida de nove meses, saiu de casa com o marido para tomar uma vitamina em uma padaria perto da casa do casal, também em Santos, e nunca mais voltou.

    Ana Paula, o marido e até mesmo a filha que ela carregava na barriga, Bianca, foram baleadas por quatro encapuzados. Dois amigos que estavam com o casal conseguiram escapar dos tiros.

    Antes de chegarem à padaria, Ana, o marido e dois amigos foram interceptados por um carro preto de onde saíram quatro homens encapuzados. “Um deles atirou na perna de meu genro e outro no braço de minha filha, que caiu no chão”, disse Vera.

    Ana Paulo até conseguiu tirar o capuz de um dos atiradores e, quando seu marido apelou para ela não fosse morta por estar grávida, um dos matadores disse “estava grávida” e atirou. Na sequência, o assassino atirou na barriga de Ana Paula. O inquérito sobre a morte do casal acabou arquivado em nove meses, sem que os assassinados fossem identificados.

    Outro lado

    A reportagem solicitou na sexta-feira (11/12) ao comandante-geral da PM, coronel Ricardo Gambaroni, autorização para realizar entrevista com o cabo Ferreira e também esclarecimentos sobre quais medidas foram adotadas pela Corregedoria (órgão fiscalizador) da PM para saber os motivos que levaram o militar a ameaçar a integrante do movimento Mães de Maio.

    Até a publicação desta reportagem, o Setor de Comunicação Social da PM e o coronel Gambaroni, que receberam novamente nesta segunda-feira (14/12) a reiteração do pedido de entrevista com o cabo Ferreira, não se manifestaram. A reportagem não conseguiu localizar o policial militar.

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