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21 Comentários
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  1. jns

    20 de dezembro de 2015 3:14 am

    Malandragem dá um tempo!

    Como pensam os  juízes do Supremo Tribunal Federal

     Pontos ideais estimado 1º período - 06/2002 a 06/2003. VAI LÁ: http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1517758014000253

  2. Andre Araujo

    20 de dezembro de 2015 3:15 am

    https://allkindsofhistory.fil

    https://allkindsofhistory.files.wordpress.com/2012/02/zaharoff-promenade.jpg?w=676

    ZAHAROFF, O REI DAS ARMAS – O fascinante personagem conhecido como o Mercador da Morte Sir Basileos Zacharias Zaharoff, conhecido como Basil Zaharoff foi o maior comerciante de armas no periodo de 1875 a 1918. De famila grega russificada, estabelecida em Constantinopla, antes de 1914 mais de um milhão e meio de gregos moravam no Imperio Otomano, ba costa da Anatolia, tendo como centro a grande cidade portuaria de Smyrna, com 600 mil gregos

    lá establecidos há milenios. Zaharoff começou como guia turistico, teve varios problemas com a justiça por furtos e desfalques, por uma serie de acasos conheceu um dos inventores da metralhadora, o sueco Nordenfelt, do qual passou a ser vendedor entrando então no fechado mundo dos negociantes de armamentos. Depois conheceu Hiram Maxim, outro inventor de metrlalhadora, americano, juntou os dois e formou uma só sociedade dessa nova e potenta arma de guerra, a Sociedade Maxim Nordenfelt, tudo isso em meio a tramas para provocar conflitos e vender para todos os lados de uma guerra. Seus grandes clientes eram a Russia, o Imperio Austro Hungaro, o Imperio Otomano e a Espanha.

    Zaharoff era um mestre da corrupção, sabia “engraxar” os funcionarios dos governos que compravam suas armas, esteve envolvido em todos os conflitos regionais anteriores à Grande Guerra de 1914, quando chegou a seu apogeu.

    Alem do desenvolvimento do mercado para metralhadoras esteve profundamente envolvido no desenvolvimento do primeiro submarino, uma invenção do ofical da Marinha espanhola Isaac Pearl, no desenvolvimento dos torpedos, pela Sociedade Whitehead de Triestre. Pouco antes da Grande Guerra vendeu a Sociedade Maxim Nordenfelt para a Vickers inglesa que pagou em ações, Zaharoff passou a ser o segundo maior acionista do gigante de armamemntos da Inglaterra, a Vickers durante a Grande Guerra fabricou mais de 20 navios para Marinha britanica, 63 submarinos, milhares de canhões e 100.000 metralhadoras. A Vickers tambem tinha subsidiarias na Alemanha que foram vendidas pouco antes do inicio do conflito. Por vias indiretas o controlador ficou sendo Zaharoff, que assim fornecia para os dois lados da guerra.

    Ao acabar a Grande Guerra Zaharoff era um dos homens mais ricos do mundo, morava no Chateau de Balincourt em Arronville, perto de Paris. Com sua fortuna e contatos incentivou a Grecia a entrar em guerra com a Turquia, um desastre para os gregos, que perderam Smyrna e todas suas colonias em territorio turco, mais de um milhão de gregos tiveram que fugir.para não serem assassinados, resgatados por navios de guerra ingleses, franceses e americanos.

    Solteirão, casou já maduro com a viuva Duquesa de Villafranca, nobre espanhola e comprou do Principe de Monaco o controle da Societé des Bains de Mer, dona do celebre Casino de Montecarlo e dos hoteis de Paris e Hermitage, que depois foi para nas mãos de outro grego nascido tambem na Turquia, Aristotele Onassis.

    Zaharoff tinha fascinio pela aviação, foi grande incentivador da Vickers entrar nesse setor, tonando-se a maior fabricante de aviões da Inglaterra durante a Grande Guerra, depois a Vickers entrou na aviação civil e fabricou os famosos Viscount, que faziam a ponte aerea Rio São Paulo.

    Por causa desse interesse na aviação Zaharoff financiou cadeiras de aviação em seis universidades, a primeira das quais no Imperial College de Londres, escola para a qual legou vastas somas de dinheiro.

    Morreu em 1937 sem deixar herdeiros, sua imensa fortuna foi legada a causas flintropicas e de pesquisa.

    Um dos seus muito biografos foi Richard Lewinsohn, importante intelectual frances que se refugiou no Brasil em 1940 e

    criou boa parte do que é hoje a Fundação Getulio Vargas, inclusive sua revista Conjuntura Economica. Esse biografia foi editada no Brasil co começo dos anos 40, tenho comigo um dos raros exemplares, comprei há mais de 50 anos.

    A vida de Zaharoff é muito mais complexa do que apenas por alto narrei aqui, suas maquinações, ggolpes, trapaças e

    jogo politico para vender armas parecem um filme de ação de Hollywood dos velhos tempos.

     

  3. Atento

    20 de dezembro de 2015 3:39 am

    Vi agora pouco no site da

    Vi agora pouco no site da Globo notícia sobre as investigações para localizar e identificar os homens que colocaram bombas falsas no metrô de São Paulo. 

    http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/12/video-mostra-falsas-bombas

    Até aí nada demais.

    O curioso é que no corpo da matéria há a seguinte informação:

    “Buscas
    Policiais cumpriram, na manhã deste sábado, mandado de busca e apreensão na casa de um suspeito no Jardim Paulista. Segundo a polícia, o home colocou bombas na Estação Alto do Ipiranga do Metrô e na sede de um partido político em março.

    Ainda de acordo com as investigações, ele acabou confessando os crimes, mas negou que tenha participado da ação do dia 11 de dezembro na CPTM. Ele foi indiciado por expor a perigo um meio de transporte público e por ter causado falso alarme no Metrô. Pelos crimes ele vai responder em liberdade.”

     Percebam que eles não revelam o nome do sujeito. Há ainda um erro craso, denominando o suspeito como “o home”, sugerindo que o texto foi editado, neste ponto fundamental. Digo isto porque no áudio da matéria, por alguma falha ou sabe-se lá o motivo, é revelado o nome do sujeito. Trata-se de Fabio Pereira Simão. Uma rápida pesquisa no google revela que não existe nada acerca do fato desse cidadão ter sido indiciado, mas descobre-se que:

    http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2015/03/15-de-marco-os-bprotestos-p

  4. Gilberto Cruvinel

    20 de dezembro de 2015 7:26 am

    100 anos de Edith Piaf

    Mítica cantora teve trajetória marcada pela voracidade emocional e se tornou parte da imagem que franceses têm de seu país

     

    Voz da França, cantora é celebrada em biografias, shows e reinterpretações

    .

    Editoria de Arte

     

    LUCAS NEVES
    DE COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM PARIS

    Ao ser informado da morte da amiga Édith Piaf (1915-1963), o escritor e cineasta francês Jean Cocteau sem querer teria improvisado um epitáfio: “Nunca conheci alguém mais perdulário com a própria alma. Ela não a gastava, ela a dilapidava, atirava pela janela seu ouro”.

    É fato que essa voracidade emocional, regada a álcool e morfina, precipitou a deterioração física da cantora, morta aos 47 anos.

    Mas também parece inegável, no centenário da artista, celebrado neste sábado (19), que a impetuosidade encarnada em músicas como “Hino ao Amor” e “Non, Je Ne Regrette Rien” deixou marca profunda na imagem que os franceses têm de seu país –e na que projetam para o mundo.

    Nos concursos de calouros na TV local, as “provas de fogo” são com frequência sacadas do repertório de Piaf. Jovens intérpretes também volta e meia regravam sucessos da autora de “La Vie en Rose”. Um exemplo recente é o de Zaz, a francesa que virou coqueluche indie no Brasil: em disco de 2014, fez um cover de “Sob o Céu de Paris”.

     

    “Sous le ciel de Paris

    [video:https://youtu.be/ydtryV65UGk%5D

     

    ‘MÔME’

    Para marcar os cem anos, ao menos duas biografias estão sendo lançadas na França: “Édith Piaf – Vivre pour Chanter” (Édith Piaf – viver para cantar), de Robert Belleret, e “Édith Piaf, Dix Minutes de Bonheur par Jour, C’Est déjà Pas Mal” (Édith Piaf, dez minutos de alegria por dia não está mal), de Claude Fléouter. Além de uma antologia de cartas e de reedições.

    Em 2013, no cinquentenário de morte dela, o jornal “Figaro” havia recenseado ao menos 20 relatos biográficos dedicados a ela.

    No exterior, tributos às vítimas dos atentados de novembro foram embaladas por standards da “môme Piaf” (seu primeiro nome artístico; “môme” significa jovem mulher, “piaf” é gíria para pardal).

     Divulgação A cantora Édith PiafA cantora Édith Piaf

    Céline Dion massacrou “Hino ao Amor” em premiação nos EUA; pessoas reunidas numa vigília em Londres entoaram “Non, je ne…”; e um estádio mexicano em que um atacante francês jogaria ouviu “La Vie en Rose”.

    A admiração estrangeira em relação à artista, no entanto, é bem anterior a isso, como atestam os covers de Louis Armstrong, Donna Summer, Grace Jones e, mais recentemente, Iggy Pop, Madonna e Lady Gaga. Um culto que a cinebiografia “Piaf – Um Hino ao Amor” (2007), premiada com dois Oscar, ajudou a renovar.

    SEM FRONTEIRAS

    “Ela simboliza Paris, é uma embaixadora da cidade”, diz o biógrafo Belleret, que, além do novo livo, já havia lançado, em 2013, “Piaf, un Mythe Français” (Piaf, um mito francês). “Sua voz é mais importante do que a língua em que canta, desconhece fronteiras físicas e barreiras temporais. É de uma potência quase irreal.”

    Além dos predicados vocais, a mítica em torno de Piaf tem a seu dispor a própria vida da cantora, cheia de percalços e reviravoltas, “um misto de romance policial, fotonovela e tragédia grega”, nas palavras de Belleret. Apesar dessa “matéria-prima” fértil, ela não hesitava em ornar (ou deixar que ornassem) suas anedotas de detalhes barrocos.

    Assim, espalhou-se a história de que ela teria nascido na escada do prédio em que os pais moravam, em Belleville (nordeste parisiense), na volta de uma noitada de esbórnia deles. Entrada em cena triunfal, mas falsa.

    Ainda na infância, ela teria passado uma semana com os olhos cobertos de terra colhida no túmulo de santa Teresa de Lisieux para tratar uma inflamação na córnea –o expediente provando-se certeiro. E tome folclore…

    “Há também o mito de que ela teve atuação marcante na Resistência”, afirma Belleret. “Sim, ela deu dinheiro e ajudou a esconder alguns compositores judeus no Sul, mas ao mesmo tempo se apresentava para oficiais alemães e por pouco não teve um encontro com Joseph Goebbels [ministro da Propaganda do Reich].”

    O que é verdade é que Piaf era uma “serial lover”, preferia paixões incandescentes a amores duradouros e se envolveu com compositores, atores e esportistas. Também é certo que seu sucesso fulgurante a partir de meados dos anos 1940 salvou da bancarrota casas de shows como o Olympia. Foi ali que Bernard Marchois, então com 17 anos, tietou a artista em 1958.

     Divulgação A cantora francesa Édith Piaf ao lado do repórter Fernando de Barros, do jornal A cantora francesa Édith Piaf ao lado do repórter Fernando de Barros, do jornal “Última Hora”

    Dezenove anos depois, ele abriria o museu Piaf, duas salinhas apertadas num apartamento perto da Belleville da cantora que concentram dezenas de objetos ligados a ela. Ali estão um dos vestidos usados no palco (invariavelmente pretos e feitos sob medida para o seu 1,47 m), luvas de boxe de um de seus affairs, o pugilista Marcel Cerdan, figurinos de filme (ela atuou em nove) e peças (duas), retratos, livros e discos.

    “Ela ainda é cultuada porque cantava a vida cotidiana, malogros, alegrias e esperanças em que todo mundo se reconhece. Fazia música popular boa, quase um fado à francesa”, diz Marchois, comparando-a à fadista portuguesa Amália Rodrigues (1920-99).

              

     

    1. Babi

      20 de dezembro de 2015 8:17 am

      La Vie en Rose – ZAZ

       

      [video:https://www.youtube.com/watch?v=EiiW6fHwS9g%5D

      1. alfeu

        20 de dezembro de 2015 2:44 pm

        *

        [video:https://www.youtube.com/watch?v=9bhMoNUmMYc align:center]

        [video:https://www.youtube.com/watch?v=1bupvtsBqA align:center]

         

    2. alfeu

      20 de dezembro de 2015 2:48 pm

      *

      Bibi canta Piaf

       

      https://www.youtube.com/watch?v=glgDeOVPGwo&index=1&list=PLjMk_448Pd1Ohga1TQpgaOPSH5aIxjr3P

       

       

  5. Gilberto Cruvinel

    20 de dezembro de 2015 7:49 am

    Les Chansons de Edith Piaf

    [video:https://youtu.be/yGx0RJ3WzrA%5D

  6. antonio francisco

    20 de dezembro de 2015 10:37 am

    Saco-de-bode: já comeste??

    Tá bom. Agora a chamam pelo nome Physalis (lê-se fisáles). Parece um tomatinho. Sabor doce e ácido ao mesmo tempo, o Physalis pode ser consumido in natura, mas também em doces, compotas, geleias e licores.

     

    Revista Globo Rural

     

     

    physalis

    Aqui em BH tem em sacolões e muito provavelmente no mercado central.

    Mais informações sobre esta bela e encapada frutinha em

    http://www.mercadinhossaoluiz.com.br/blog/quanto-mais-fruta-melhor/

    http://bemfeitinho.net/site/conteudo/5343-physalis.html

    http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,ERT231744-18289,00.html

    http://gojiberries.blogs.sapo.pt/9732.html

    Bom apetite!

  7. Adir Tavares

    20 de dezembro de 2015 10:44 am

    Justiça Federal determina bloqueio de bens da Vale e da BHP

    Justiça Federal determina bloqueio de bens da Vale e da BHP Billiton

    Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

    O juiz federal substituto da 12ª Vara da Justiça Federal, Marcelo Aguiar Machado, determinou o bloqueio de bens da BHP Billiton Brasil e da Vale, proprietárias da Samarco. A decisão liminar atende a pedido da União e dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo em ação civil pública.

    “Essa medida independe da comprovação de que os réus estejam de alguma forma tentando se furtar à sua responsabilidade ou dilapidando o patrimônio, sendo suficiente a comprovação de indícios suficientes do dever de ressarcimento de dano”, diz o juiz, na decisão, publicada na noite de ontem (18).

    O juiz determinou a indisponibilidade das licenças de concessões para exploração de lavra existentes em nome das empresas rés.

    Em 30 dias, as empresas devem efetuar depósito judicial inicial de R$ 2 bilhões, para serem utilizados na execução do plano de recuperação integral dos danos.

    As empresas têm até 45 dias para apresentar um plano global de recuperação socioambiental da Bacia do Rio Doce e de toda a área degradada. Também deve ser apresentado um plano geral de recuperação socioeconômica para atendimento das populações atingidas pelo desastre, no prazo de 30 dias.

    O juiz também determinou que a Samarco fica impedida de distribuir dividendos, juros de capital próprio, bonificação de ações ou outra forma qualquer de remuneração de seus sócios, o que deverá atingir todas as distribuições pendentes desde 5 de novembro de 2015. “Com razão, não se mostra razoável que, após verificado o dano ambiental causado em 05/11/2015, a empresa Samarco Mineração S/A efetue qualquer distribuição a seus sócios, devendo esses valores ser utilizados apenas para a futura formação do fundo necessário à execução do programa de recuperação dos danos ambientais e socioeconômicos causados”, ressalta o juiz.

    Também ficou estabelecido prazo de dez dias para que a Samarco impeça ou comprove que já está estancando o vazamento de volume de rejeitos que ainda se encontram na barragem rompida. Deve ser comprovado que foram adotadas medidas de segurança com relação às barragens do Fundão e de Santarém.

    O juiz determinou ainda o prazo de dez dias para as empresas iniciarem a avaliação da contaminação de pescados por inorgânicos e o risco eventualmente causado ao consumo humano destes peixes, bem como efetuar o controle da proliferação de espécies sinatrópicas (ratos, baratas etc.), capazes de criar risco de transmissão de doença a homens e animais nas áreas atingidas pela lama e pelos rejeitos.

    Na medida cautelar, o juiz também estabelece prazo de 15 dias para as empresas elaborarem estudos e adotarem medidas para impedir que o volume de lama lançado no Rio Doce atinja o sistema de lagoas do rio e a proteção das fontes de água mineral mapeadas pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

    As empresas têm ainda prazo de 20 dias para elaborarem estudos de mapeamento dos diferentes potenciais de resiliência dos 1.469 hectares diretamente atingidos, com objetivo de se averiguar a espessura da cobertura da lama, a eventual presença de metais pesados e o PH do material, bem como a adoção imediata de medidas para a retirada do volume de lama depositado nas margens do Rio Doce, seus afluentes e as adjacências de sua foz.

    O juiz fixou em R$ 150 mil a multa diária por descumprimento das medidas. Se o depósito de R$ 2 bilhões não for efetuado, a multa será majorada para R$ 1,5 milhão por dia de atraso.

    No dia 5 de novembro, a barragem do Fundão, em Mariana (MG), se rompeu e formou uma onda de lama que destruiu o povoado de Bento Rodrigues, atingiu o Rio Doce e percorreu cerca de 680 quilômetros até a foz em Linhares (ES).

    http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2015-12/justica-federal-determina-bloqueio-de-bens-da-vale-e-da-bhp

     

     

  8. Mailson

    20 de dezembro de 2015 11:14 am

    Vídeo espetacular!

    Não consegui obter o link do vídeo. Mas ele se encontra inserido na matéria abaixo chamada “uma lição de jornalismo e manipulação em três minutos”. Recomendo.

    https://jornalggn.com.br/noticia/uma-licao-de-jornalismo-e-manipulacao-em-tres-minutos

  9. Maria da Revelação

    20 de dezembro de 2015 11:26 am

    O que a Globo esconde debaixo de sete chaves

    Select ratingRuimBomMuito bomÓtimo ExcelenteRuimBomMuito bomÓtimoExcelente

     

  10. Maria da Revelação

    20 de dezembro de 2015 11:31 am

    As ruas estão mudando de

    As ruas estão mudando de cor?, por Sérgio Saraiva

    O Jornal de todos Brasis

    As ruas estão mudando de cor?, por Sérgio SaraivaCOMENTAR2401SERGIO SARAIVA— No Blog do nassifSAB, 19/12/2015 – 15:58

    Por Sérgio Saraiva

    Embora pouco explorado pelos analistas, há um fato político novo, uma aparente inversão nas ruas. Plenamente perceptível por imagens e dados, falta ainda a teoria que a explique.

    Manifestações 2015 - imagens

    Manifestações 2015 - dados

    Desencanto, fato momentâneo, fim do “ciclo de vida do produto”? O que houve com os “amarelos”?

    Retorno da ideologia, fato novo, um objetivo unificador – a defesa da democracia? O que houve com os “vermelhos”?

    As ruas estão mudando de cor?

     

    PS1: em São Paulo, a PM do Alckmin viu 3 mil pessoas em 16 de dezembro e 1 milhão em 15 de março. As fotos estão aí em cima, o senso de ridículo não.

    Nota da PM de São Paulo, em 17 março:

    “Em relação ao número de participantes na manifestação de ontem (16), alguns órgãos de imprensa erraram ao informar o número fornecido pela Polícia Militar. Foi noticiado apenas três mil manifestantes como número total, confundindo e desinformando a população. O registro de três mil manifestantes refere-se ao início da manifestação, atingindo 50 mil manifestantes no seu ápice, pela contagem da PM”.

    A imprensa usou o número de 3 mil participantes no dia 16 de março nos jornais televisivos e no dia 17 de março nos jornais impressos. Faltou, no mínimo, agilidade a PM para retificar a informação em tempo hábil para evitar o mal-entendido. Esse tempo houve.

    Para outros casos de números divergentes: “a polêmica sobre número de manifestantes”.

    PS2: a Oficina de Concertos Gerais e Poesia apoia o Movimento Golpe Nunca Mais.

  11. maria rodrigues

    20 de dezembro de 2015 1:08 pm

    O comentário de Atento é mais

    O comentário de Atento é mais um daqueles que não deixam dúvidas quanto ao jornalismo barato e imundo da Globo. Quer dizer que um sujeito coloca bombas no Metrô e na sede de um partido político, a imprensa divulga o caso sem dar nome, e, o pior, ao cara nada acontece como punição devida a tais crimes. E, aí, muito bem colocado pelo comentarista, trata-se de um mal-caráter, defensor de ditadores, que quer  volta do regime militar ao Brasil, claramente visualizado pela revista Época, em destaque durante as manifestações em favor do impeachmente. Muito importante esse comentário. Parabéns.

  12. alexis

    20 de dezembro de 2015 1:43 pm

    “Descomoditizar” a economia

    Brasil, um país com mais de 200 milhões de habitantes, 7ª economia do mundo e tamanho continental, bem que poderia reestruturar a sua estrutura de preços e de mercado em relação a atividades e serviços executados internamente, principalmente na produção de matérias primas em forma massiva.

    Por exemplo, se uma pequena mina consegue concentrar minério de ferro e vender a uma siderúrgica local, e esta consegue colocar o aço na forma de trilhos, vergalhões ou de chapas, e ainda, consumir internamente esses produtos dentro do mercado nacional (construção civil, ferrovias, vagões, locomotivas, estaleiros, etc.), teria que haver uma mecânica distinta para o chamado “mercado”. Brasil possui uma perversa relação de “Caracu” com o mercado global, há 500 anos. São parte das chamadas “perdas internacionais” que Brizola nos alertava.

    Naturalmente, o mercado global do aço e os seus cartéis irão meter medo na indústria local, ameaçando com milhões de toneladas de aço sobrando no planeta e etc. E o quico? Algumas grandes siderúrgicas irão dizer que o aço importado é mais barato (mas, apenas naquele momento da barganha, para inibir a produção local).

    O mesmo “mercado” nos entusiasmou com preços acima de US$180 a tonelada de concentrado de minério de ferro, que motivou no Brasil uma correria para a implantação de novos e gigantes projetos para produção de minério. Agora que estava tudo pronto, novas reservas descobertas, e novos projetos prontos – alguns até produzindo, o preço volta arbitrariamente para abaixo de US$40 dólares. Que jogada!

    Em comentário anterior alertava que o Brasil tinha um consumo pífio, de perto de 130 Kg*ano/habitante (contra 170 no Chile e México e mais de 500 na própria China e no Japão). Um país, como Brasil, que não consume nem o seu próprio aço, não merece chorar pelo baixo preço que o mundo paga pelo seu concentrado de minério de ferro.

    Vejamos o caso do alumínio, onde praticamente exportamos energia elétrica subsidiada (mais de 50% do custo de produção) para o exterior. Depois, compramos artefatos industrializados de alumínio, todos importados.

    O Brasil todo, incluída a mineração, devia parar com essa história de commodities e começar a “fazer o preço” em casa, numa acomodação de arranjo local (400 milhões de consumidores na América do Sul). Venda-se fora o que sobrar, se o preço pago pelo tal do “mercado” global for interessante. Quero ver deixar o dinheiro inteiro do ciclo produtivo aqui, no Brasil, e não em Miami, como hoje acontece na primeira oportunidade onde alguns maus brasileiros chamados de empresários “realizam” o lucro de uma mera venda de matéria prima.

    Esta é uma das atitudes para sair de país exportador e colônia para nação soberana e desenvolvida.

  13. maria rodrigues

    20 de dezembro de 2015 1:51 pm

    Quando Collor subiu a rampa

    Quando Collor subiu a rampa já estávamos todos cientes do destino de nossas contas bancárias. Em seguida, vieram outros modos de fazer caixa. Foi um desemprego grande com o fechamento de vários órgãos públicos. Depois, foram vendidos muitos prédios do governo. E, enfim, quase tudo, após o surrupio de nossas contas, se deu contra e diretamente contra o funcionalismo público, até pra justificar os discrusos de campanha que fez o miserável contra os ditos por ele marajás. Se toda essa bagunça contra a vida do povo brasileiro tivesse chegado ao objetivo primeiro, que seria o de devolver um Brasil pungente, fortalecido, invjável, tudo bem. Acontece que Collor, diferente de Dilma, surrupiou o povo, enquanto sua vida e a de seus comparsas seguiam afortunamente. Esse filme foi difícil de assistir de braços cruzados, porque causou até sucídios, e muita infelicidade para quem sobreviveu à película.

    Agora estamos diante de uma sinuca de bico, na medida em que não sabemos, absolutamente, onde vai desaguar essa sangria política, envolvendo diretamente a Economia do País, e, por conseguinte, a vida de cada um de nós, mortais, que não temos contas na Suíça, que dependemos de salários. A retração d consumo é visível quando neste final de ano a gente entra num shopping. Cadê aquele povo que enchia os espaços nesses dezembros? A Saara, no Rio, mostrada nesta semana por um canal de tv, estava longe de ser aquela de anos anteriores – uns gatos pingados entrando e saindo das ljas. Nem mesmo a 1º de Março se livrou desse caos.

    A pergunta que venho me fazendo é a seguinte: será que Dilma ou outro que a substitua amanhã vai ser capaz de mexer com nossos ativos? A CPF, que acho bem-vinda, se for pra reslver problemas financeiros, é uma coisa. Outra coisa seria novamente aparecer um governante achando que pode, mais uma vez, se apossar do que é nosso por direito. 

    E o que fazer? Tirar dinheiro de investiento e poupança para comprar dólar? Guardar o dinheiro em casa? Isso se a pessoa tiver ainda algum, claro. 

    Faço essas perguntas porque o que sai na imprensa é de dar medo. E se o Governo não tem de onde tirar, vai fazer o quê? 

     

  14. Mailson

    20 de dezembro de 2015 2:01 pm

    O Brasil inteiro so pensa nela

    SOBRE A MEGA SENA DA VIRADA

    Por Otaciel de Oliveira Melo

    (Mais uma matéria bem humorada para um domingo modorrento)

     

    A presente matéria é endereçada a um grupo de amigos, colegas e conhecidos que ultimamente só pensam em ganhar na mega sena da virada. Para eles e para as pessoas que não pensam em outra coisa neste final de ano, as minhas ponderações:

    Nem pense em ganhar os 300 milhões da mega sena da virada sozinho.

    Se você pensa que todos os seus problemas estarão resolvidos com toda essa dinheirama, engana-se: eles estarão apenas começando. E a primeira pergunta que virá à tona será “onde eu posso me esconder do mundo?’’.

    Não tenha dúvida, o Brasil inteiro ficará curioso para saber o nome do “felizardo”, sua profissão, onde e com quem mora, se tem filhos, o que come, etc. Você se transformará numa celebridade oculta da noite para o dia, e os repórteres de todas as grandes redes de televisão do país serão escalados para encontrá-lo. Os das revistas semanais também. E dificilmente você conseguirá escapar a essa perseguição implacável.

    Uma segunda questão que atormentará o seu espírito: “em que local eu devo me apresentar para receber o prêmio?”.

    Bem, com certeza será numa agência da Caixa Econômica Federal. Mas você vai entrar em contato com um funcionário que olhará para o seu rosto e gravará a sua fisionomia para sempre. Mesmo que você consiga inicialmente despistar os repórteres, o funcionário da Caixa, com data marcada para se aposentar, saberá o seu nome quando do ato da apresentação do bilhete, mesmo que você tenha aberto antecipadamente uma conta corrente numa outra agência bancária. E aí, mais uma preocupação pertinente: “e se o funcionário que receber o bilhete se levantar da cadeira e desaparecer com o dito cujo, hein”? Bem, nesse caso é recomendável tirar uma cópia do bilhete e assinar atrás. Se o funcionário desaparecer, você poderá comprovar que era dono do original. Mas preste muita atenção na copiadora que você vai utilizar e tire somente uma cópia.

    O funcionário em quem você não confia é obrigado, por lei, a manter o sigilo bancário. Mas quem garante que na hora do amor com a mulher, depois de uma cópula satisfatória, ele não dará com a língua nos dentes? É mais do que provável que ele diga relaxadamente: “Prazeres, o cara que ganhou sozinho os 300 milhões da mega sena, apareceu hoje na agência. O nome dele é fulano de tal e tem a cara do Romário, o ex-jogador de futebol. Mas fica calada para eu não perder o meu emprego”.

    Pronto, mais uma pessoa já lhe conhece.

    Por sua vez, a Prazeres confia na mãe, que confia na filha mais nova, que confia no noivo, que confia no pai, e por aí vai. Logo, você vai ter que se mudar da cidade onde mora há dezenas de anos, para dificultar um pouco a sua identificação como “o felizardo”.

    Nessa tentativa estressante de se esconder, você poderá pensar: “vou assumir a identidade de um novo-rico. Vou contratar uma firma especializada em segurança individual, mandar blindar o meu carro, andar com um colete à prova de balas. Vou contratar inclusive um agente secreto da Mossad para investigar possíveis complôs familiares contra a minha vida, sejam quais forem os planos maquiavélicos desenvolvidos pelos meus irmãos ou por meus parentes mais afastados”.

    Claro, com dinheiro, tudo isso é possível, meu novo-rico. Mas lembre-se de um pequeno detalhe: os seguranças contratados para lhe proteger hoje poderão ser os seus sequestradores de amanhã. E como sequestradores, com certeza eles vão  matá-lo depois de receberem o resgate: nesta situação, você é um arquivo que precisa ser queimado.

    Mas, e sua mulher que há muito gostaria de se ver livre de você, mas ainda não sabe como fazê-lo, como reagirá? E seus filhos? Eles não desconfiarão de nada? Tenha a certeza: conviver com eles depois do prêmio não será nada fácil, a não ser que você esteja disposto a dividir parte de sua recém- adquirida fortuna, imediatamente. Mesmo assim isto não é garantia de vida longa e de que sua mulher vá aguentá-lo por mais tempo, muito pelo contrário. Da mesma forma que você, ainda quando remediado, pensou em trocá-la por uma garota de vinte e quatro anos, ela tem suas fantasias com os atores das novelas da Globo. Já pensou no garotão que ela poderá arranjar com 20% de toda essa “sua” fortuna? E se ela resolver partir para um acerto de contas mais radical, adicionando pequenas quantidades de trióxido de arsênio ao seu café da manha? O que lhe acontecerá?

    Agora falemos dos amigos e colegas da empresa onde você trabalha: sua ausência no começo do próximo ano vai ser notada imediatamente. A não ser que você esteja com férias marcadas para o começo de janeiro. Se não, é abandono de emprego.

    “Vamos ligar para a casa dele para saber o que aconteceu” – dirá o amigo mais exaltado. “Será que ele morreu”? – questionará o mais curioso. Não vai ser fácil justificar a sua renúncia a uma gratificação de chefe do departamento de informática. Ninguém na empresa vai compreender essa sua aposentadoria prematura.

    Mas vamos imaginar uma situação hipotética extremada: você é de um mimetismo extraordinário e consegue se esconder no meio da floresta amazônica, onde se confunde com os galhos das árvores.

    Tudo bem. O problema é que em plena floresta amazônica vai ser difícil você encontrar um caixa eletrônico da Caixa Econômica Federal para poder desfrutar um pouco dessa grande fortuna propiciada pela mega sena da virada, não é verdade?

    Meu amigo, aceite um conselho: depois que você se certificar de que ganhou sozinho, pense duas vezes em rasgar o bilhete antes de receber a fortuna. Se rasgar, sua vida continuará sendo a mesma porcaria de sempre, mas pelo menos você ficará tranquilo até uma suave noite estrelada quando então morrerá de morte morrida.

     

  15. Fernando J.

    20 de dezembro de 2015 3:47 pm

    Racismo no voo TAM JJ3705, 19.12.2015

    https://www.facebook.com/ruajuventudeanticapitalista/videos/527609277406353/

    RUA – Juventude AnticapitalistaCurtiu

    12 h · 

    [RACISMO EM VÔO DA TAM Linhas Aéreas – COMPARTILHEM]

    Na tarde deste sábado (19) no vôo JJ3705 de Brasília para Congonhas, artistas de coletivos da periferia de São Paulo sofreram ofensas racistas por funcionários da TAM que seguiam no vôo como passageiros. Os agressores não identificados como funcionários foram acobertados pelos comissários de bordo e receberam privilégios no tratamento dentro do avião.

    Em matéria publicada pelo G1 houve uma grande manipulação dos fatos. Segue na íntegra a entrevista que foi concedida por uma das companheiras envolvidas, junto ao link da matéria publicada pelo G1.

    MATÉRIA DO G1: http://g1.globo.com/…/passageiros-sao-ouvidos-pela-pf-em-co…

    Os coletivos envolvidos já acionaram a justiça e contam com o apoio da sociedade para dar visibilidade ao caso.

    RACISTAS NÃO PASSARÃO!!!

    Assinam os coletivos presentes no vôo:

    Treme Terra
    O PREÇO
    Revista Vaidapé
    RUA – Juventude Anticapitalista
    NUN – Núcleo Universitário Negro da UFRRJ
    Sarau Afrobase

    ‪#‎RACISTASNÃOPASSARÃO‬ ‪#‎TAMRacista‬

     

  16. Anna Dutra

    20 de dezembro de 2015 5:15 pm

    Pequenino nasceu em Belém…
    http://m.oglobo.globo.com/cultura/pequenino-nasceu-em-belem-18333770

    MARCIO TAVARES D’AMARAL
      
    Pequenino nasceu em Belém…
    Estaria em casa em algumas igrejas abertas, não em outras.
     
    19/12/15 – 06h00

    Na noite de 24 de dezembro um bilhão de pessoas se curva sobre uma manjedoura. Ou se põe debaixo de um pinheiro com bolas e velas. E canta. Ceia com a família. Há rabanada, para quem pode. Missa do Galo. É a vigília do nascimento de um menino pobre que mudou o mundo há mais de dois mil anos. Pobrezinho mesmo. Nasceu entre um burro e um boi, num estábulo, deitado num berço onde ainda há pouco os animais tinham comido. Pastores vieram louvá-lo, houve uma estrela sobre seu nascimento. E todo ano nasce de novo. Todo ano. — E se em 2015 desistisse de vir?

    Esse menino Jesus teria motivos para desistir. Veio trazer a paz, veio para todas as nações. Não mais os povos separados, com seus deuses e cultos, mas uma terra só, redimida do mal. Quis trazer a paz. E amou os pobres. Aos ricos ensinou a gratuidade não remunerada do amor. Converteu alguns a essa vida simples. Não discriminou ninguém.

    Mostrou-se primeiro à mulher samaritana, à beira do poço de Jacó. Os samaritanos eram considerados, então, gente de segunda, entre a bela Galileia ao norte e a orgulhosa Judeia no sul, onde ficava o Templo. Pois foi para a samaritana que se revelou como a água que mata toda a sede. E ela compreendeu. Amou as mulheres, que são simples no seu amor. Receberam o que ele ensinava com doçura, não foram disputar com os sacerdotes, escribas e fariseus. Estavam atentas à verdade. E, pobre, viveu entre os pobres e doentes e famintos, sedentos e prisioneiros. Estava em casa com eles. Mas não idealizou a pobreza. Prometeu um Reino. Ensinou a rezar: “Venha a nós o teu Reino”. Não adiou o Reino para o fim dos tempos. “Venha a nós.” Aqui. Sempre que fazemos por merecer. Aqui, desde já, na direção do tempo definitivo da Eternidade de Deus. Aqui o lobo se deitará com o cordeiro. Fim da luta de classes da criação. Nenhum poder que não o amor e a luz do Pai.

    Chamou Deus de Pai. Paizinho, Abba. Intimidade de filho, carinho de filho. Nunca Deus, o poderoso, foi tão delicadamente humano. Falava com ele — era um homem de oração. “A noite inteira esteve em oração.” A noite inteira! Hoje mal rezamos, de enfiada, um “Pai nosso” e uma “Ave Maria”, que são recitações. Oração, de coração aberto e silencioso — Deus não grita —, poucos sabemos.

    Mas hoje encontraria a Humanidade dividida guerreiramente em nome de Deus. Que já não parece um pai. O Pai. Que é invocado para guerras “santas” sobre as quais o menino choraria as lágrimas mais tristes. E espantadas. Sem compreensão. E olhem que quando o filho do Pai não compreende, alguma coisa terrível se passou. A Humanidade pode ter-se desviado de toda transcendência. E ficado tratando de suas riquezas, suas fronteiras, sua pureza étnica, suas religiões de exclusão, seus espaços vitais. Há cantos tristíssimos do mundo em que o Menino talvez ainda reconhecesse sua manjedoura. Não seria bem-vindo nesses lugares, de onde os poderosos expulsam seus povos com guerras, estupros e perseguições religiosas. Mas ele está acostumado a viver junto ao perigo. Morreu por isso. Podia não ter ido a Jerusalém. Ficaria um bom pregador com seus ouvintes, faria seus milagres e morreria velho. Mas foi. Foi para morrer aos olhos arregalados do mundo. E ganhou. Criou uma Humanidade para o amor fraterno. Talvez hoje escolhesse nascer nas barbas do E.I. ou do Boko Haram. Ou entre os pobres das grandes cidades do Ocidente, que moram esfrangalhados nas ruas, e sonham só quando enfumaçados de crack. Ou entre os povos tão postos fora do mundo, onde não parece chegar a ternura de Deus.

    Gostaria do Papa Francisco, que lembraria o outro Francisco, com quem gosta de andar de mãos dadas pelas estradas da Úmbria. Olharia com esperança para a sua Igreja? Ela se move devagar, é velha, tem dois mil anos. Mas se move. Vai ficando mais simples. Olharia com amizade para os cristãos dispersos, os que formaram outras igrejas e os que o procuram na simplicidade das origens e no amor dos humilhados. Estaria em casa em algumas igrejas abertas, não em outras. Teria muito para se espantar.

    Terá. Porque à meia-noite do dia 24, quinta-feira, nascerá de novo. Para os que creem e os que não creem, que ele ama igualmente. Na noite do dia 24 ele terá descido, na barriga de sua mãe, da maior cidade árabe da Galileia, Nazaré, em direção à maior cidade judaica de Israel, Jerusalém, e no caminho, chegada a hora, nascerá na cidade palestina de Belém. Talvez pense, o teimoso menino, que essa proveniência, esse destino e o lugar da sua manjedoura bastem para levar paz a um canto tão triste do mundo.

    Sobre ele os anjos cantarão hosanas. Nessa quinta-feira talvez pudessem dizer amém. Que assim seja. Se não, um dia talvez ele não venha mais.

  17. Fernando J.

    20 de dezembro de 2015 5:22 pm

    Tem que metralhar, por Daniela Arbex
     

    Em Terra De Cego

    20 de dezembro de 2015 – 07:00

    Tem que metralhar

    POR DANIELA ARBEX

    “Tem que metralhar. Tem que metralhar. Tiro na cabeça. É isso que tem que fazer”, disse a mulher jovem que pedia pena de morte para uma criança acusada de roubar manifestantes no Rio que saíram às ruas no último domingo contra o desgoverno brasileiro. Confesso que fiquei chocada ao assistir ao vídeo que circulou na internet. A filmagem revela que o mesmo garoto não foi somente alvo de xingamentos. Foi agredido por homens adultos e até uma idosa após ter sido apreendido pela polícia. Além de tapa e puxões de cabelo, o menino foi ameaçado por quem estava na rua.

    Aquela cena de barbárie não aconteceu em uma rua periférica da cidade maravilhosa, nem nos temidos morros cariocas. Desenhou-se na área frequentada pela classe média do Brasil que direcionou todo o seu ódio à pobreza contra o garoto de cabelo descolorido, o típico “bandidinho que o pessoal dos direitos humanos quer defender”.

    Quanta miopia há entre os que se autodenominam “cidadãos de bem”, pessoas que se dizem corretas apenas por pagar seus impostos, mas que são capazes de destituir de humanidade um menino que antes de ser autor de violência foi vítima silenciada. Onde estavam essas mesmas pessoas que pediam a condenação do garoto vulnerabilizado, quando ele não teve acesso à saúde, à educação de qualidade ou à condições mínimas de vida? O ladrãozinho, desgraçado – como a criança foi chamada pelos bem nascidos de Copacabana e adjacências – é a personificação de tudo que a sociedade se recusa a enxergar. Alçá-lo a condição de “marginal” é o meio mais fácil de dar as costas para a desigualdade que transforma iguais em diferentes. Tornar o outro menos brasileiro e menos humano é uma forma de justificar o justiçamento.

    E, quando o discurso das vidas que valem mais é disseminado, todos corremos risco. A proteção à infância é um dever legal do Estado, sim, mas também de cada um. Se o meu filho tem direito a uma infância sadia, por que os filhos de outras mães não podem ter? Por que desejar o melhor só para os nossos, esquecidos da dor alheia? Se nós, brasileiros, estamos fartos de tanta corrupção e violência, estamos também fartos da covardia e da omissão nossa de cada dia. De gente que faz discursos inflamados na defesa dos próprios direitos, mas que age de maneira incoerente e igualmente violenta contra alguém que, na opinião deles, nem deveria ter nascido. Mas os filhos do Brasil estão aí, mesmo que a gente finja não vê-los. Ignorar quem nos incomoda não modifica a realidade, pois com braços cruzados não construiremos nada.

    O Brasil precisa mudar. Nós também.

     

  18. anarquista sério

    20 de dezembro de 2015 5:42 pm

    Tarde de domingo chuvoso e

    Tarde de domingo chuvoso e lendo Lula dizer na PF ,pela vizésima vez,que não sabia de nada, é um forte componente pro suicídio;

        Em tempos natalinos, se Lula escapar dessa, será mais real que Jesus Cristo.

              Diz a bíblia que Jesus fez muitos milagres.–fora os não revelados.

               Mas não ganha de Lula, caso ele continui solto.

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