Em pouco mais de um mês de governo, o novo presidente argentino, Maurício Macri, já tomou algumas decisões que se fossem tomadas por governos de países como Venezuela, Bolívia ou Equador já estariam sendo motivo de muita gritaria por parte da mídia comercial. Na primeira semana mandou suspender alguns programas da televisão pública, que se destacavam por sua criticidade, como o 6, 7 e 8. Depois, nomeou por decreto dois juízes da suprema corte, algo impensável num país democrático, já que essa decisão tem de passar pelo Senado. Essa ação, depois, foi suspensa por um juiz federal, que a julgou inconstitucional. Poucas informações circularam no Brasil sobre isso e ninguém chamou Macri de ditador.
Agora, no final da semana, decidiu suspender o canal do Senado, afetando com essa medida 23 países do Parlamento Latinoamericano, parceiros num convênio que criou o Parlatino Web TV, cujo servidor estava na plataforma multimeios do Senado argentino. Com essa atitude, claramente de afronta à proposta do Parlatino, o presidente coloca uma pá de cal em anos de trabalho dedicados à democratização da informação.
Esse convênio para sediar os dados do Parlatino Web TV foi assinado em 2014, e nele o Senado se comprometia garantir as ferramentas e os recursos humanos para a consolidação da Rede Latino-Americana de Comunicação Parlamentária, que permitia à população assistir as sessões e acompanhar como votam os legisladores de seus países. Com essa medida, além de interferir no judiciário, com a nomeação dos juízes, o presidente argentino também interfere diretamente na soberania do legislativo.
A medida parece ser uma clara represália aos colegas que guardaram silêncio quando de sua desastrosa participação na reunião do Mercosul, quando tentou interferir também na política de outro país, a Venezuela, pleiteando a libertação de Leopoldo Lopez. Na ocasião, o presidente argentino foi interpelado pela representante da Venezuela, que mostrou a ele as provas dos crimes cometidos por Leopoldo Lopez e ainda declarou não estranhar sua posição, uma vez que ele já havia se colocado favorável a libertação dos torturadores da ditadura militar no seu próprio país.
A suspensão do canal do Senado foi autorizada pela vice-presidenta Gabriela Michetti, pois Macri está de férias, e interrompe não apenas o sinal interno do órgão, mas também o que é difundido pelo cabo. Agora, resta ver como o senado argentino vai se comportar diante dessa ingerência. A semana que inicia promete bons debates no país.
Uma travesti de 37 anos foi atacada por um grupo de jovens, na madrugada deste domingo (27), em Curitiba. A vítima estava na Avenida Victor Ferreira do Amaral, esquina com Rua Paulo Kissula, no Capão da Imbuia e foi abordada por ocupantes de um carro, que desceram do veículo, jogaram gasolina em seu corpo e depois atearam fogo.
Com queimaduras por todo o corpo, a travesti foi socorrida pelo Siate e encaminhada em estado grave ao Hospital Evangélico. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, Elias da Silva Correa teve queimaduras de segundo e terceiro graus e está no centro cirúrgico. Nos próximos dias, deve passar por procedimento de enxertos.
A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) está coletando informações para chegar aos autores da agressão e investiga o caso, que foi registrado como tentativa de homicídio e tenta buscar testemunhas e imagens de sistemas de segurança. De acordo com o site G1, em depoimento prestado no hospital, Elias teria dito que o crime foi praticado por um ex-cliente.
Leo V
27 de dezembro de 2015 7:49 pmMacri suspende sinal da TV
Macri suspende sinal da TV Senado
http://www.iela.ufsc.br/noticia/macri-suspende-sinal-da-tv-senado
27 de Dezembro de 2015, por IELA
Em pouco mais de um mês de governo, o novo presidente argentino, Maurício Macri, já tomou algumas decisões que se fossem tomadas por governos de países como Venezuela, Bolívia ou Equador já estariam sendo motivo de muita gritaria por parte da mídia comercial. Na primeira semana mandou suspender alguns programas da televisão pública, que se destacavam por sua criticidade, como o 6, 7 e 8. Depois, nomeou por decreto dois juízes da suprema corte, algo impensável num país democrático, já que essa decisão tem de passar pelo Senado. Essa ação, depois, foi suspensa por um juiz federal, que a julgou inconstitucional. Poucas informações circularam no Brasil sobre isso e ninguém chamou Macri de ditador.
Agora, no final da semana, decidiu suspender o canal do Senado, afetando com essa medida 23 países do Parlamento Latinoamericano, parceiros num convênio que criou o Parlatino Web TV, cujo servidor estava na plataforma multimeios do Senado argentino. Com essa atitude, claramente de afronta à proposta do Parlatino, o presidente coloca uma pá de cal em anos de trabalho dedicados à democratização da informação.
Esse convênio para sediar os dados do Parlatino Web TV foi assinado em 2014, e nele o Senado se comprometia garantir as ferramentas e os recursos humanos para a consolidação da Rede Latino-Americana de Comunicação Parlamentária, que permitia à população assistir as sessões e acompanhar como votam os legisladores de seus países. Com essa medida, além de interferir no judiciário, com a nomeação dos juízes, o presidente argentino também interfere diretamente na soberania do legislativo.
A medida parece ser uma clara represália aos colegas que guardaram silêncio quando de sua desastrosa participação na reunião do Mercosul, quando tentou interferir também na política de outro país, a Venezuela, pleiteando a libertação de Leopoldo Lopez. Na ocasião, o presidente argentino foi interpelado pela representante da Venezuela, que mostrou a ele as provas dos crimes cometidos por Leopoldo Lopez e ainda declarou não estranhar sua posição, uma vez que ele já havia se colocado favorável a libertação dos torturadores da ditadura militar no seu próprio país.
A suspensão do canal do Senado foi autorizada pela vice-presidenta Gabriela Michetti, pois Macri está de férias, e interrompe não apenas o sinal interno do órgão, mas também o que é difundido pelo cabo.
Agora, resta ver como o senado argentino vai se comportar diante dessa ingerência. A semana que inicia promete bons debates no país.
Leo V
28 de dezembro de 2015 12:31 amGrupo de jovens joga gasolina
Grupo de jovens joga gasolina e ateia fogo em travesti em Curitiba
https://jornalggn.com.br/noticia/fora-de-pauta-828#comment-form
27/12/201511p1
Uma travesti de 37 anos foi atacada por um grupo de jovens, na madrugada deste domingo (27), em Curitiba. A vítima estava na Avenida Victor Ferreira do Amaral, esquina com Rua Paulo Kissula, no Capão da Imbuia e foi abordada por ocupantes de um carro, que desceram do veículo, jogaram gasolina em seu corpo e depois atearam fogo.
Com queimaduras por todo o corpo, a travesti foi socorrida pelo Siate e encaminhada em estado grave ao Hospital Evangélico. De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, Elias da Silva Correa teve queimaduras de segundo e terceiro graus e está no centro cirúrgico. Nos próximos dias, deve passar por procedimento de enxertos.
A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) está coletando informações para chegar aos autores da agressão e investiga o caso, que foi registrado como tentativa de homicídio e tenta buscar testemunhas e imagens de sistemas de segurança. De acordo com o site G1, em depoimento prestado no hospital, Elias teria dito que o crime foi praticado por um ex-cliente.