Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.
Gilson AS
26 de dezembro de 2013 3:01 am(Sem título)
Assis Ribeiro
26 de dezembro de 2013 8:25 amNazi-comunismo: uma verdade oculta
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A direita está cada vez mais ouriçada com o sucesso que vem fazendo nas paradas. É Gentili fazendo piadas preconceituosas em rede nacional, é Roger batendo boca até com a mãe no Twitter, é Lobão dizendo que “os militares defenderam nossa soberania”, enfim, o reacionarismo está na moda e é uma tendência consolidada. Basta observar como o farol ideológico dessa turma boa, Reinaldo Azevedo, vem ganhando espaço em todos os cantos da grande mídia. Hoje ele ocupa ótimos espaços na internet (VEJA), nos jornais (Folha) e na rádio (Jovem Pan). Ao que parece, nem a polícia do pensamento funciona direito nesse governo.
Não é de hoje que os pupilos da turma têm espalhado uma revisão histórica interessante: o nazi-fascismo de Hitler seria na verdade um movimento de esquerda, e não de extrema-direita como professores marxistas gostam de pintar. Nos últimos tempos, esse assunto vem ganhando corpo nas redes sociais e já há provas concretas que, pelo domínio do fato, incriminariam a esquerda como co-autora da quadrilha nazista de Adolph Hitler. Não adianta dizer que o ditador prendeu e matou comunistas. Também não me venha com aquele famoso trololó de que o dono da Ford, Henry Ford, chegou a receber a medalha de “Ordem de Mérito da Águia Alemã” das mãos do próprio Adolph. Tem aquele outro papo que diz que o chefão da IBM ganhou a mesma medalha pelos serviços prestados ao nazismo. E também vamos parar com essa conversinha mole de que os nazistas invadiram a URSS para destruir o comunismo.
Como vocês podem perceber, os barbudos professores de História vivem repetindo essas mentiras, usando uma conhecida estratégia de Goebbels. Percebem como tudo vai se encaixando?
Mas não acredite em mim. Vejamos as irrefutáveis evidências espalhadas pela internet:
“O partido nazista chamava-se Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, logo ele é socialista.”
Lógica irretocável. Sigamos nela portanto: a Alemanha Oriental, conhecida como República Democrática Alemã, era uma democracia republicana, e não uma ditadura comunista como sempre imaginamos. Continuando nessa linha de pensamento, o PPS (Partido Popular Socialista) também é socialista, apesar de estar aliado ao PSDB e ter um presidente que é um feliz proprietário de um cartão fidelidade nos cassinos de Punta.
A outra prova inconteste seria essa medalha fabricada pelo governo nazista:
Já tropecei nessa medalhinha assustadora por diversas vezes nas redes sociais. Ela geralmente está acompanhada de textos -sempre muito bem escritos! – comparando Lula a Hitler ou o lulodilmismo ao nazismo. Coincidentemente, ela foi fabricada um ano após o ditador alemão decretar a extinção do Partido Comunista e iniciar uma perseguição – de fachada, por óbvio – implacável aos seus adeptos. Ontem o assunto ressurgiu através de um amigo internauta bastante convicto:
Olha, Fitz, o rosto, com essas largas entradas na testa, me lembra o ex-presidente norte-americano Abraham Lincoln, outro que sempre foi meio comunistão. Já a águia me lembra o símbolo da liberdade dos EUA. Agora, sobre a foice e o martelo nem preciso falar nada. Claro que trata-se de uma medalha 100% comunista! É a pá de cal que faltava para comprovar a ligação umbilical entre nazismo e comunismo/socialismo/petralhas.
E daí que a medalha era comemorativa do 1º de maio e que tais ferramentas representam o trabalho urbano e camponês? E daí que até a Áustria adotou um brasão com uma águia carregando essas malignas ferramentinhas?
Portanto, esqueça tudo o que você aprendeu nos livros e escolas intoxicados pelo marxismo. Com meia dúzia de tweets e compartilhamentos no Facebook, descobrimos o que os historiadores nos ocultaram durante todo esse tempo: o nazismo é essencialmente comunista, portanto de esquerda, portanto co-autor do aterrorizante projeto que vem sendo implantando no Brasil há mais de uma década.
É sempre bom atualizar a história para que nunca esqueçamos desse DNA nazi, dessa maldade intrínseca aos esquerdistas. #AcordaBrazil
http://br.noticias.yahoo.com/blogs/jornalismo-wando/nazi-comunismo-uma-verdade-oculta-002501650.html
Assis Ribeiro
26 de dezembro de 2013 8:27 amEstamos vivendo uma onda neonazista no Ocidente, diz socióloga
Nesta semana, o jogador da seleção da Croácia Josip Simunic foi banido pela Fifa e está fora da Copa do Mundo de 2014. O zagueiro, após a vitória sobre a Irlanda (em novembro), pegou o microfone e entoou cânticos nazistas com o apoio da torcida. A Fifa considerou inadequada a postura do atleta.
Porém, o caso do desportista não é um fato isolado, principalmente diante dos últimos ocorridos na Europa. No começo deste ano, Paris foi palco de uma manifestação contrária ao casamento igualitário, que reuniu cerca de 1,5 milhão de pessoas, porém, o presidente Hollande peitou os grupos conservadores e fez campanha pessoal pela aprovação do projeto, fato que ocorreu em maio.
Na Grécia, foram eleitos seis parlamentares do partido Aurora Dourada, assumidamente neonazista. Recentemente, o líder do partido, Nikos Mihaloliakos, foi preso acusado de fazer parte de um grupo clandestino neonazista envolvido em assassinatos e lavagem de dinheiro. Outros três parlamentares do Aurora Dourada foram presos sob a mesma acusação.
Mas não é apenas na Europa que os ideais eugenistas (base da ideologia nazista) ressurgem, nos EUA e Brasil também. Lá como cá, esses grupos estão organizados nos partidos políticos, nas assembleias e nos meios de comunicação. Os discursos são os mesmos: anti-políticas raciais, contrários a qualquer avanço na legislação no que diz respeito às LGBT e aborto e, principalmente, sobre políticas de drogas.
No Brasil, por exemplo, mais de uma vez, o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) declarou que a África é um “continente amaldiçoado” e que o líder Nelson Mandela implantou a “cultura de morte na África do Sul”. E os companheiros de bancada do pastor propagam a ideia de que homossexuais são doentes passíveis de cura. São pensamentos que lembram os eugenistas no século XIX. Com os ativistas do Tea Party norte-americano (ala radical do Partido Republicano) se dá o mesmo.
Com este cenário que se espalha por vários países, será possível afirmar que o Ocidente vive uma nova onda eugenista/neonazista? Para a socióloga e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Carla Cristina Garcia, não há dúvidas de que vivemos uma nova onda das teses que fundaram o nazismo. Garcia, que também coordena o núcleo de pesquisa sobre feminismo e sexualidades – Inanna – diz que é correto falar em nova onda, pois, as ideias que têm permeado o ideário conservador do Ocidente, nunca deixaram de existir, mas, neste momento, ganham nova força com a ascensão dos movimentos mais progressistas.
Revista Fórum – Nesta semana, um jogador da Croácia foi expulso da seleção por ter cantado cânticos nazistas ao fim de uma partida em novembro com o apoio da torcida; neste ano, membros do partido grego neonazista Aurora Dourada foram presos depois que investigação descobriu que eles faziam parte de uma quadrilha nazista; no Brasil setores sociais e políticos têm propagado o discurso de ódio contra LGBT, mulheres, aborto, droga… Pode-se dizer que o Ocidente vive uma nova onda eugenista?
Carla Cristina Garcia – Sem dúvida alguma vivemos uma nova onda do pensamento eugenista e é bom frisar o termo onda, pois a ideia, ou melhor, o ideal eugênico nunca desapareceu da sociedade ocidental.
Talvez seja importante lembrar que todas as teorias racistas modernas são fruto do pensamento eugenista, mais precisamente norte-americano, que desenvolveu um tipo específico de eugenia, conhecida como “eugenia negativa”: eliminação das futuras gerações de “geneticamente incapazes” – enfermos, racialmente indesejados e economicamente empobrecidos –, por meio de proibição marital, esterilização compulsória, eutanásia passiva e, em última análise, extermínio. O aumento no número de imigrantes no final do século XIX levou o grupo dominante no país, os protestantes cujos ancestrais eram oriundos do norte da Europa, a buscar motivos para exclusão. Encontraram terreno fértil na pseudociência da eugenia.
Os eugenistas usaram os últimos conhecimentos científicos para “provar” que a hereditariedade tinha papel-chave em gerar patologias sociais e doenças. Os imigrantes tornaram-se alvos fáceis de defensores dessa nova “ciência”, que empregaram os achados do movimento eugênico para construir a imagem dos imigrantes como pessoas deformadas, doentes e depravadas, encontrando eco em seus contemporâneos nas ciências sociais e na biologia, entre os quais a eugenia propagou-se como algo considerado perfeitamente lógico.
Fórum – Esse retorno do discurso eugenista em vários países pode ser uma volta do discurso (se é que um dia ele já se foi) do Ocidente enquanto sujeito branco e familista?
Carla Cristina Garcia – Eu não chamaria de retorno do discurso eugenista, pois acredito que este nunca foi deixado de lado, todas as manifestações xenofóbicas por todo o mundo ocidental, o ódio ao estrangeiro propagado em muitos países europeus, além de exibir toda a questão do pensamento colonial, também demonstra claramente que xenofobia e eugenismo são frutos do mesmo tipo de pensamento eurocêntrico, branco e patriarcal.
Fórum – Acompanhamos nos últimos meses o acirramento entre a bancada fundamentalista e os setores progressistas pró-LGBT, que terminou ontem com a vitória dos religiosos ao enterrarem o PLC 122 sob argumentos bíblicos. Por que é tão difícil se fazer aplicar o Estado Laico?
Carla Cristina Garcia – O problema aqui é muito mais complexo do que parece. Primeiro: há dois direitos individuais em conflito: o que assegura a liberdade religiosa e o que assegura a liberdade de consciência. As pessoas têm o direito de serem religiosas ou ateias, sem darem qualquer explicação. Acreditam ou deixam de acreditar como bem quiserem, e qualquer constrangimento a esses direitos é inconstitucional.
Segundo, o Estado é laico. Ser laico não significa ser ateu. Ser laico significa não tomar partido. Não cabe ao Estado defender essa ou aquela denominação ou agremiação religiosa, e tampouco cabe ao Estado pregar o ateísmo. Cabe ao Estado defender o direito das pessoas, individualmente, escolherem (ou não terem de escolher) se e no que acreditarem. Se alguém resolver acreditar no Coelhinho da Páscoa, cabe ao Estado laico defender tal direito.
Sobre aqueles que estão exercendo um cargo público são agentes do Estado. Logo, ele ou ela o representa perante a sociedade e, por isso, sua liberdade religiosa deve ser ainda mais resguardada enquanto estiver no exercício de sua função. Não há dúvida que ela pode rezar em casa ou no templo, independente de qual seja sua profissão. Mas, em sua vida política, ela é o Estado. E o Estado é laico. Como representante do Estado, ela não deve preferir (ou proferir) uma religião.
Fórum – Além dos LGBTs, temos acompanhado o fortalecimento dos discursos contra indígenas, negros, usuários de drogas, mulheres e outros difamados. Na sua opinião, estes sujeitos, historicamente subalternizados, deixarão um dia a condição de sujeitos silenciados e difamados?
Carla Cristina Garcia – Há uma nova movimentação no mundo todo contra os abusos do capitalismo e do pensamento colonial. Acredito que a luta por direitos ainda está longe de acabar. Estas novas configurações dos movimentos sociais podem levar a um recrudescimento das forças conservadoras ou podem levar a outro tipo de organização social mais efetiva.
http://revistaforum.com.br/blog/2013/12/estamos-vivendo-uma-onda-neonazista-no-ocidente-diz-sociologa/
Assis Ribeiro
26 de dezembro de 2013 9:09 amDAlila Teles Veras
DAlila Teles Veras
PECADOS
“o único modo de evitar um pecado é cometê-lo e livrar-se dele”
(máxima atribuída aos gnósticos)
INVEJA
Da insaciável cobiça
“Gloriae et virtutis invidia est comes”
provérbio latino
Cobiço
qualquer coisa
desde que te prive
desde que te despoje
Meus olhos na tua alegria
roubam-te o riso
saqueiam teu saber
e tudo que não tenho
Nem a mim serve
este desejo só desejo
basta-me que nada seja teu
(a felicidade apenas no alheio)
PREGUIÇA
Adiamento
“Ai, que preguiça…”
Mário de Andrade
Outro dia
um melhor dia
(a lua mais intensa
os astros em conjunção)
para as novas vontades
para o enterro dos mortos
o encontro com o diabo
Tanta maçada…
Esperarei
um novo dia
(de maior gana
de muito querer)
a vida pode esperar
LUXÚRIA
Pensamentos luxuriosos
“Ver-te. Tocar-te. Que fulgor de máscaras.”
Hilda Hilst
Pensava nele
quando a seda do vestido
tocou-lhe as coxas
eriçando-lhe os pêlos
(asas a roçar o espírito
tocha a incendiar a carne)
Pensava nele
quando a voz de Maria Callas
alcançou a nota mais aguda
– L´atra notte in fondo al mare –
invocando Mefistofele
(setas fálicas a zumbir junto aos ouvidos
aromas de sândalo a embebedar os sentidos)
De tanto nele pensar
devorou a si própria
l u x u r i o s a m e n t e
(espírito só carne)
GULA
Apetites
“Dize-me o que comes e dir-te-ei
as manhas que tens”
Ramalho Ortigão
Pantagruélicas porções
fios d´ovos e feijões
caviar e ovo frito
tudo serve
desde que o estômago encha
AVAREZA
Miséria cultivada
“Que é a avareza? Viver sempre
na pobreza pelo receio da pobreza”
São Bernardo
Fome com fome mitigada
fome a esperar outra fome
fome armazenada
fome como fonte
riqueza jamais saboreada
IRA
Dias de ira
“Ira furor brevis est”
Horácio
No furor mais insano
dos ardores intensos
a marca da traição
: revoltos sentidos
Nos braços da ira
a lava das palavras
tatua impropérios
: inesperada queimadura
(por fim)
Compaixão e ungüentos
compressas frias
gestos de paz
: ardências já cinzas
SOBERBA
Vanglória
“Après moi le déluge”
Luis XV
O mundo incompleto
o planeta em desalinho
sem mim
Tanto fastio…
todo esse rebanho
(presa cativa)
pela sedução enlouquecido
debaixo dos meus coturnos
Olho no olho jamais…
Comigo
por artes do exotismo
a lenda se faz verdade
(mito alimentado a pão)
http://www.dalila.telesveras.nom.br/PoesiasdaCaixaPecados.htm
Eugênio José Zoqui
26 de dezembro de 2013 10:04 amFim de Ano
Olá Sr Nassif,
Bom dia. Gostaria, mais uma vez, de agradecer o excelente serviço prestado pelo Sr e pela sua equipe ao nos proporcionar o melhor espaço de discussão dos grandes temas nacionais. Mais uma vez o Sr mostrou equilíbrio, clareza e objetividade. Suas análises foram brilhantes e esclarecedoras. Desejo ao Sr e sua equipe um 2014 cheio de realizações, conquistas e desafios e que continue com este maravilhoso trabalho,
Meu muitíssimo obrigado,
Eugênio José Zoqui
Assis Ribeiro
26 de dezembro de 2013 10:15 am‘National Geographic’
‘National Geographic’ seleciona melhores fotos de 2013
Esta incrível imagem de um urso polar emergindo do mar congelado na baía de Hudson, do fotógrafo Paul Souders, ganhou o prêmio principal no concurso de fotos deste ano da National Geographic.
O concurso anual de fotos atraiu mais de 7 mil imagens feitas em 150 países. Os fotógrafos concorreram em três categorias: pessoas, lugares e natureza. Esta imagem é dos gêmeos idênticos Nils e Emil, de 15 anos, da dinamarquesa Cecile Baudier – a ganhadora na categoria “Pessoas”.
Adam Tan venceu na categoria “Lugares” com esta imagem de uma mulher carregando sua filha em uma cesta, durante uma manhã de neblina na China.
O júri também distribuiu menções honrosas, como para Yosuke Kashiwakura, reconhecido por esta foto que tirou de um ninho de corvos em Tóquio.
Um rinoceronte indiano, longe de casa e preso dentro do melancólico inverno do zoológico de Toronto. Esta foto de Stephen De Lisle recebeu menção honrosa na categoria “Natureza”.
Outra imagem de natureza que recebeu menção honrosa foi a de Réka Zsirmon, feita no rio Danúbio, na Hungria.
“Eu estava dirigindo na estrada ao longo do litoral e percebi esses touros tomando banho de sol em uma praia vazia”, disse Andrew Lever, que recebeu menção honrosa na categoria “Lugares”.
Julie Fletcher também foi reconhecida na categoria “Lugares”. “Não havia chuva ou vento, mas na distância o céu parecia carregado e bravo, colocando sua ira sobre este cemitério de árvores mortas, em um lago que costuma ficar bastante seco”, explica ela.
A foto feita por Bisig Maurin de uma nova-iorquina de 13 anos de idade foi feita no Gambia, na África, e recebeu menção honrosa na categoria “Pessoas”.
Um menino brinca com balões no rio Buriganga, com fumaça ao seu redor, neste lixão em Dhaka, capital de Bangladesh. A foto é de Andrew Biraj.
“Esta foto é parte da minha série ëFrumoasaí. ‘Frumoasa’ é romeno para ‘beleza'”, diz a fotógrafa Aurélie Geurts.
Michele De Punzio tirou esta foto de uma amiga sua, Francesca, em um carro parado no semáforo.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/videos_e_fotos/2013/12/131222_galeria_natgeo_dg.shtml
Sérgio T.
26 de dezembro de 2013 10:46 amHabemus Papam
HABEMUS PAPAM
(JB) – Acusado por um conservador norte-americano de ser marxista, Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, negou sê-lo, mas disse que não se sentia ofendido, por ter conhecido ao longo de sua vida, muitos marxistas que eram boas pessoas.
A declaração do Papa, evitando atacar ou demonizar os marxistas, e atribuindo-lhes a condição de comuns mortais, com direito a ter sua visão de mundo e a defendê-la, é extremamente importante, no momento que estamos vivendo agora. A ascensão irracional do anticomunismo mais obtuso e retrógrado, em todo o mundo – no Brasil, particularmente, está ficando “chic” ser de extrema direita – baseia-se em manipulação canalha, com que se tenta, por todos os meios, inverter e distorcer a história, a ponto de se estar criando uma absurda realidade paralela. Estabelecem-se, financiados com dinheiro da direita fundamentalista, “Museus do Comunismo”; surgem por todo mundo, como nos piores tempos da Guerra Fria, redes de organizações anticomunistas, com a desculpa de se defender a democracia; atribuem-se, alucinadamente, de forma absolutamente fantasiosa, cem milhões de mortos ao comunismo.Busca-se associar, até do ponto de vista iconográfico, o marxismo ao nacional-socialismo, quando, se não fossem a Batalha de Stalingrado, em que os Alemães e seus aliados perderam 850 mil homens e a Batalha de Berlim, vencidas pelas tropas do Exército Vermelho – que cercaram e ocuparam a capital alemã e obrigaram Hitler a se matar, como um rato, em seu covil – a Alemanha Nazista teria tido tempo de desenvolver sua própria bomba atômica e não teria sido derrotada.Quem compara o socialismo ao nazismo, por uma questão de semântica, se esquece que, sem a heróica resistência, o complexo industrial-militar, e o sacrifício dos povos da União Soviética – que perdeu na Segunda Guerra Mundial 30 milhões de habitantes – boa parte dos anticomunistas de hoje, incluídos católicos não arianos e sionistas, teriam virado sabão nas câmaras de gás e nos fornos crematórios de Auschwitz, Birkenau e outros campos de extermínio. Espalha-se, na internet – e um monte de beócios, uns por ingenuidade, outros por falta de caráter mesmo, ajudam a divulgar isso – que o Golpe Militar de 1964 – apoiado e financiado por uma nação estrangeira, os Estados Unidos – foi uma contra-revolução preventiva. O país era governado por um rico proprietário rural, João Goulart, que nunca foi comunista. Vivia-se em plena democracia, com imprensa livre e todas as garantias do estado de direito, e o povo preparava-se para reeleger Juscelino Kubitscheck Presidente da República em 1965. 1964 foi uma aliança de oportunistas. Civis que há anos almejavam chegar à Presidência da República e não tinham votos para isso, segmentos conservadores que estavam alijados dos negócios do governo e oficiais – não todos, graças a Deus – golpistas que odiavam a democracia e não admitiam viver em um país livre. Em um mundo em que há nações, como o Brasil, em que padres fascistas pregam abertamente, na internet e fora dela, o culto ao ódio, e a mentira da excomunhão automática de comunistas, as declarações do Papa Francisco, lembrando que os marxistas são pessoas normais, como quaisquer outras – e não são os monstros apresentados pela extrema-direita fundamentalista e revisionista sob a farsa do “marxismo cultural” – representam um apelo à razão e um alento. Depois de anos dominada pelo conservadorismo, podemos dizer, pelo menos até agora, que Habemus Papam, com a clareza da fumaça branca saindo, na Praça de São Pedro, em dia de conclave, das veneráveis chaminés do Vaticano.Um Papa maiúsculo, preparado para fortalecer a Igreja, com o equilíbrio e o exemplo do Evangelho, e a inteligência, o sorriso, a determinação e a energia de um Pastor que merece ser amado e admirado pelo seu rebanho.
Mauro Satayana ; http://www.maurosantayana.com/
Tenente Aldo Raine
26 de dezembro de 2013 1:08 pmLuis,tenho dois livros do
Luis,tenho dois livros do jornalista Elio Gaspari,A Ditadura Envergonhada e a Ditadura Escancarada.Nas entre linhas dos livros,com leitura mais atenta, verifica-se sem rodeios que é tentar justificar a necessidade da ditadura,ou para ser mais preciso,tomo as palavras cínicas do Ministro Marco Aurélio,um mal necessario.Sei das estreitas ligações que tinha com o falecido Senador ACM,enquanto diretor da revista Veja ,em situações que fere mortalmente a credibilidade de um jornalista.Como bom jornalista que é Luis,já deve ter lido sua coluna de ontem,25/13.Nela,com a maior calhordice,convoca o povo às ruas ,no meu modo de ver,sob o pretexto da capilaridade de Renan Calheiros,para um golpe.Dizem que tem o hábito de falar com Serra nas madrugadas.Esperar o que de uns meliantes desses.Paulo Henrique Amorim o alcunhou de “os de múltiplos chapeús”.Discordo,ele só tem um chapeú meu caro Luís,um chapeú de golpista escancarado e envergonhado.
Bobbyrock
26 de dezembro de 2013 5:49 pmNassif,
Voce se
Nassif,
Voce se lembra do projeto (sistema) Harpia da Receita Federal?
Muito se falou sobre o sistema desenvolvido por engenheiros do ITA e Unicamp, juntamente com técnicos da Receita. Eis aqui uma menção ao sistema, datado de 2005:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u101359.shtml
Pois bem, pouco se falou, mas o sistema foi “descontinuado” em 2009, durante a gestão Lina Vieira. Um forte lobby do SERPRO (esse mesmo que vai defender os computadores da Dilma dos ataques cibernéticos americanos), contando com apoio de gente de dentro da própria Receita derrubou o projeto. Na prática o SERPRO não teve capacidade técnica de implementá-lo, esta é a realidade.
O sistema de inteligência artificial desenvolvido pelo ITA e Unicamp serguramente foi “demais” para os técnicos do SERPRO, mesmo com o compromisso das instituições de repasse de conhecimento.
O sistema, previsto para auxiliar a análise de importações inicialmente, chamou a atenção de diversos setores da Receita, de tal modo que outras áreas também demandaram uma parte da ferramenta para seu uso.
As operações de comércio exterior fraudulentas não causam apenas danos fiscais, como a maioria da população pode pensar (e alguns ministros do STF tambem): Muito pior do que isso é o dano econômico, o desemprego que causa o produto importado exposto à venda sem pagamento dos tributos que o colocariam em condições de disputa leais com os produtos fabricados aqui no Brasil.
O dano fiscal o país pode recuperar depois. O dano econômico é irreparável.
MiriamL
26 de dezembro de 2013 6:02 pmA convocação para 2014:
A convocação para 2014: Eliooo, o Heitor
Em coluna natalina, neste 25 de dezembro, o jornalista Elio Gaspari convoca protestos de rua para 2014. O panfleto está encartado na Folha e assemelhados.
por: Saul Leblon
Em sua coluna natalina, neste 25 de dezembro de 2013, na Folha, o jornalista Elio Gaspari convoca protestos de rua para 2014.
É a sua explícita contribuição à campanha conservadora no próximo ano.
‘Em 2014 vem prá rua voce também’, diz o título da coluna que arremata com a seguinte exortação: ‘Em 2014 a turma que paga as contas irá às urnas. Elas poderão ser um bom corretivo, mas a experiência deste ano que está acabando mostra que surgiu outra forma de expressão, mais direta: “Vem pra rua você também”.
Gaspari engrossa o coro daqueles que – a exemplo dele (leia a análise de Antonio Lassance, nesta pág), sabem que só o impulso de acontecimentos anormais pode devolver o poder ao conservadorismo ao qual se filiam, nas eleições do próximo ano.
Reconheça-se no panfleto encartado na Folha o predicado da coerência: Gaspari se mantém fiel à cepa na qual foi cevado e graças a qual deixou o batente das redações para viver das memórias da ditadura.
O artigo é uma extensão dessa trajetória.
É como se o autor psicografasse vozes e agendas às quais serviu como uma tubulação expressa quando a ditadura militar agônica buscava erguer a ponte dos anos 80, para trocar o uniforme pela gravata, sem macular a essência do poder.
Gaspari, sub-chefão de Veja, então, ao lado de Roberto Guzzo, aderiu ao esforço de erguer linhas de passagem sem rupturas de destino.
Secretárias pressurosas emitiam a convocação em sustenidos de urgência pelos corredores da revista nos anos 80: ‘Eliiooooo, o Heitor, o Heitor!.
Era algo religioso.
O telefonema-chave chegava invariavelmente um ou dois dias antes do fechamento da edição semanal.
‘Heitor’, mais especificamente, o coronel Heitor Aquino Ferreira, acumulava credenciais do outro lado da linha .
Elas justificavam a ansiedade incontida no trinado das secretárias.
Sua ficha corrida incluía o engajamento, cadete ainda, na conspiração para derrubar Juscelino, em 1955; a ativa participação golpista para derrubar Jango, em 64; a prestação de serviços para injetar músculos no SNI; a ação lubrificante à passagem de Daniel Ludwig, o bilionário do projeto Jari, pelos corredores do poder militar. E assim por diante.
Com base nesse saldo foi nomeado secretário de dois ditadores: Geisel e Figueiredo.
Elio e Heitor tinham mais que a cumplicidade na missão específica da travessia do quartel para a urna.
Fluxo e vertedouro identificavam-se num traço de caráter, digamos, olfativo: ambos eram bons farejadores dos ventos da história.
Elio começou a carreira no jornal Novos Rumos, ligado ao partidão (PCB); rápido sentiu a friagem vinda do polo oposto e foi servir ao colunista social e reacionário de carteirinha, Ibrain Sued; pós golpe, ascendeu como turbojato na carreira.
A pretensiosidade é outro traço que dá liga à parceria.
Na conspiração golpista de 64, o capitão Aquino Ferreira usava um codinome afetado: ‘Conde de Oeiras’.
Nos telefonemas ao jornalista Elio Gaspari –destinatário dos pressurosos arrulhos das secretárias de Veja nos anos 80, o já coronel Heitor considerava desnecessário o anonimato.
Tampouco Elio recomendava discrição às telefonistas.
Eram tempos em que pertencer a certos círculos fazia bem ao currículo e ao ego.
Ser o mensageiro, a tubulação dos bastidores da ditadura dava prestígio e holerite.
Ademais de alimentar uma sensação de impunidade quase cínica.
Quando os telefonemas de Brasília agitavam as pautas e o arremate dos fechamentos de Veja, Heitor servia como homem de confiançae porta-voz do general Golbery do Couto e Silva, chefe da Casa Civil do ditador Geisel.
Foi nessa condição de emissário e serviçal que ele reuniu as famosas 40 pastas de documentos da ditadura, entregues entre 1982 e 1987 ao jornalista amigo selando um troca-troca feito de empatia e propósitos comuns.
Os arquivos serviriam de lastro aos livros que Gaspari lançaria com a sua versão sobre o ciclo da ditadura.
Era essa a carga simbólica que os chamados de Heitor propagavam pelos corredores da Veja, um ou dois dias antes do fechamento. Às vezes no mesmo dia; não raro mais de uma vez ao dia.
O destinatário dos telefonemas das sombras, a exemplo de outros protagonistas de um enredo à espera de um filme, agora convoca as massas às ruas em 2014.
De certa maneira, presta-se ainda ao papel de duto de Heitor, já morto, psicografando lições, limites e agendas à democracia brasileira.
Teimosa, ela insiste em afrontar os perímetros sociais e econômicos delimitados nos anos 80, nos gloriosos dias da transição segura e gradual, abraçada pela dupla de democratas.
O artigo deste Natal carrega a ansiedade abusada de quem vê nas urnas de 2014 a última chance de reverter um processo no qual ‘bruxos’ de farda e megalomaníacos de redação perdem a prerrogativa de ditar o que é bom para o país e para a democracia.
http://www.cartamaior.com.br/?/Editorial/A-convocacao-para-2014-Eliooo-o-Heitor-/29877
Cláudio José
26 de dezembro de 2013 7:08 pmA batalha da TVAs emissoras
A batalha da TV
As emissoras concorrentes da Globo querem mudar a medição da audiência. Em jogo, bilhões da publicidadepor André Barrocal — publicado 26/12/2013 08:31 Leia tambémO pessimismo militante da velha mídiaO rei da vozNa intimidade do lar
Maior torcida de Pernambuco e um dos times mais populares do Brasil, o Santa Cruz conseguiu, no domingo 3, voltar à Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro depois de seis anos. A conquista veio com uma vitória em casa por 2 a 1, diante de 60 mil torcedores. Trata-se até o momento do segundo maior público em um estádio do País neste ano. E da maior audiência da TV Brasil no Recife. Única a transmitir a partida, a emissora pública liderou na capital pernambucana, feito inédito em sua história desde a criação, ocorrida em 2008. Mérito do canal, sinal dos tempos.
No outro extremo, a onipresente Rede Globo já não exibe como antes o dom da ubiquidade, a capacidade de estar ao mesmo tempo em todos os lugares. A emissora ainda lidera a audiência de maneira folgada, mas seu alcance tem diminuído ano a ano. A média caiu de 56% em 2004 para perto de 42% neste ano. Vários de seus programas mais simbólicos apresentam números embaraçosos para os padrões globais. OJornal Nacional perdeu 12 pontos desde 2000 e ostenta atualmente média de 44% na Grande São Paulo. No Fantásticoo declínio foi de 16 pontos (média atual de 32%). Na novela da 7, de 15 pontos (26%). O Campeonato Paulista dá 11 pontos a menos (31%). A novela das 8 oscilava de 60% a 70% entre 2000 e 2005 e varia de 50% a 60% desde então.
Há muitas causas para o declínio, todas elas relacionadas aos avanços econômicos do País e a um componente tecnológico fundamental. O aumento da renda provocou mudanças nos hábitos de consumo. Os brasileiros saem mais de casa e migram ligeiramente para as tevês pagas, em que a ofertas de canais, em especial estrangeiros, é mais variada. E a internet tem roubado espectadores antes cativos das tevês abertas, assim como tiram leitores dos meios impressos. Os números não mentem: as tevês por assinatura crescem 30% ao ano desde 2011 e possuem hoje quatro vezes mais assinantes do que em 2000. São 17 milhões. O número de lares com acesso à rede mundial de computadores dobrou desde 2008 e alcança 40%. Em 2013, o País viu a parcela de habitantes que já usaram a web superar o contingente que nunca navegou na rede, segundo pesquisa do Comitê Gestor da Internet.
Estranhamente, o negócio televisão não tem sofrido os mesmos efeitos do impacto avassalador da internet. Ao contrário. A participação das emissoras no total dos investimentos publicitários, depois de um período de queda, voltou a crescer nos últimos anos. Em 2012, alcançou 65% do total, um montante de 19,5 bilhões de reais. Desse porcentual e, mais importante, dessa quantidade de dinheiro, a Globo e suas afiliadas abocanham perto de 80%, segundo as estimativas. Isso provoca situações inexplicáveis em certos casos. Isso leva um programa como o reality show BBB a faturar cada vez mais, apesar de o número de televisores ligados no programa despencar edição após edição.
Não chega a ser muito diferente em relação aos investimentos públicos. De 2000 a 2012, o governo federal gastou 11,6 bilhões de reais em anúncios na tevê. A Globo levou metade. Nesse período, o quinhão da emissora nos pagamentos de Brasília foi ajustado ao tamanho da audiência. De 61% em 2003 baixou a 44% no ano passado. Mas como a fatia das televisões na comparação com outras mídias, entre elas rádio e jornal, aumentou de 55% para 62% em 2012, na prática a Globo passou a receber mais dinheiro público. De 370 milhões de reais em 2000 subiu a 495 milhões de reais no ano passado.
A pergunta inevitável é: até quando? Embora as tevês abertas pareçam imunes ao impacto da web, os sinais da tormenta se avizinham. Sites como o YouTube e portais da internet atraem hoje mais telespectadores do que a maioria das emissoras tradicionais e esse fato ainda não se traduz em números financeiros. Mas a tendência é essa, a exemplo do ocorrido no resto do mundo. Menos dinheiro representa mais concorrência. Diante do futuro inóspito, os canais brasileiros estão prestes a iniciar uma nova batalha. Até dezembro, as quatro principais rivais da Globo (Record, SBT, Band e RedeTV!) pretendem contratar um novo instituto para medir a audiência. O escolhido é o alemão GfK, um dos cinco maiores do mundo. As concorrentes, não é de hoje, desconfiam que as tradicionais medições do Ibope, baseadas em métodos antigos, inflam os números do canal da família Marinho e desequilibram a disputa comercial do setor. Na briga pela vice-liderança, a Record e o SBT confirmaram a intenção. A RedeTV! e a Band preferem a cautela e limitam-se a afirmar que as conversas estão muito bem encaminhadas. “É sempre bom que haja concorrência”, afirmou a CartaCapital João Carlos Saad, presidente da Band.
Disposto a ampliar a presença na América Latina a partir do Brasil, a maior economia da região, o GfK oferece às emissoras uma aferição mais ampla e 35% mais barata do que aquela do Ibope de Carlos Augusto Montenegro. Vai usar o mesmo método do rival: um equipamento conhecido como people meter será instalado em aparelhos de tevê de residências previamente escolhidas.
De início, serão 6,2 mil pontos, municípios do interior e com antena parabólica incluídos. A medição começará em 2014, mas a clientela só vai receber os primeiros relatórios com os índices de audiência em 2015. Os meses iniciais servirão para selecionar as residências, montar a infraestrutura e realizar testes. O Ibope mede a audiência em 4,5 mil domicílios, só alcança uma cidade do interior (Campinas, no estado de São Paulo) e deixa de fora lares com parabólica, um grupo estimado em 35% a 40% do mercado. O instituto não respondeu ao pedido de informações da reportagem sobre suas pesquisas e a provável chegada de um novo rival.
Não é a primeira vez que as concorrentes da Globo tentam quebrar a hegemonia do Ibope. Dez anos atrás, o empresário Silvio Santos, dono do SBT, financiou a criação de um instituto nacional, o Datanexus, mas a iniciativa fracassou. Cupido entre as emissoras brasileiras e os alemães do GfK, o publicitário Fabio Wajngarten aposta em outro desfecho desta feita. Seu otimismo é alimentado pelo ineditismo da união entre quatro concorrentes.
Segundo Wajngarten, ele e um colega mandaram um e-mail ao chefão da GfK em setembro de 2012, em que falavam das oportunidades existentes no Brasil para outro aferidor de audiência. Os alemães nada sabiam sobre a mídia brasileira, mas, depois de várias trocas de mensagens e conferências telefônicas, toparam visitar o País. Apresentaram o cartão de visita e o portfólio a tevês, agências de publicidade e anunciantes. Foram convincentes o bastante para atrair as emissoras locais. “Vamos ter o desenho de um novo ecossistema para o mercado publicitário”, diz Wajngarten, sócio da Controle da Concorrência, de monitoramento da publicidade em tevê.
Por trás da discussão sobre audiência está em jogo aquela montanha de dinheiro descrita anteriormente e movimentada no mercado publicitário em vias de ser “redesenhado”. Quanto mais televisores sintonizados em um determinado canal, mais valioso são os intervalos. Se o GfK comprovar uma defasagem na medição do Ibope a favor da emissora dos Marinho, os concorrentes ganham um argumento sólido contra os atuais critérios de divisão dos recursos, privados e públicos.
O tamanho da disputa financeira explica algumas reações. Beneficiada pelos números do Ibope, a Globo não pretende contratar o serviço alemão. E, sem o respaldo global, o GfK encontrará mais dificuldade para se consolidar e conquistar credibilidade. Procurada por CartaCapital, a Globo preferiu não se manifestar.
Na quarta-feira 6, a Associação Brasileira de Anunciantes realizou um fórum internacional em São Paulo. Um dos principais patrocinadores era a emissora dos Marinho. Em um dos painéis, um executivo do Ibope havia sido convidado para falar sobre a GfK. A iniciativa foi mal recebida pelas competidoras da Globo. O Ibope iria desqualificar o futuro concorrente, nem sequer convidado para o evento? Record, SBT, Band e RedeTV! chegaram a elaborar uma carta de repúdio contra o Ibope e a ABA. Mas desistiram de divulgá-la depois de Montenegro, no dia do seminário, ter desautorizado qualquer executivo da empresa a mencionar a concorrência.
O resultado da disputa interessa aos próprios anunciantes. A Globo é sinônimo de custo elevado, diz o publicitário Vitor Knijnik, sócio-fundador da Snack Rede de Canais e colunista de CartaCapital. De fato, a emissora continua a subir os preços dos intervalos comerciais todo semestre, apesar da audiência declinante. Para manter-se na lista de anunciantes da Globo, uma empresa precisa reservar ao menos 100 milhões de reais por ano. Em consequência, a propaganda na emissora teria se tornado coisa para vips, um clube de no máximo 120 participantes.
A Globo também conta com a simpatia dos anunciantes. Segundo Ricardo Monteiro, do conselho superior da ABA, o canal é e ainda será cobiçado durante um bom tempo. Entre os motivos está a cobertura de 98% do território nacional e a vantagem em relação aos concorrentes sem paralelo no planeta. Em nenhum canto do mundo, lembra Monteiro, um canal soma 40%, 50% da audiência.
O alcance confere à Globo uma capacidade decadente, mas ainda sem paralelo, de influenciar a cultura e a chamada opinião pública. Por essa razão, o recuo de sua audiência é um fato sociologicamente importante. Segundo o cientista político e jornalista Laurindo Leal Filho, o poderio da emissora pode ser observado em um fenômeno pouco estudado: a onipresença em locais públicos, como nas salas de espera de hospitais e restaurantes. A força é tanta, diz Leal Filho, que chega a ser um elemento capaz de desestabilizar a democracia. Esse risco poderia ser minimizado com a adoção de uma lei semelhante àquelas em vigor na maioria dos países da Europa e nos Estados Unidos, estes desde os anos 1930, limitadora de monopólios e oligopólios. Uma legislação com esse teor (ferozmente combatida pelos meios de comunicação nativos, diga-se) entrará em vigor em breve na Argentina depois de a Corte Suprema validar a Lei de Mídia aprovada em 2009.
Ainda que nenhum governo tenha coragem de cumprir a Constituição brasileira e regular a atividade de comunicação de massa no País, baseada em concessões públicas de espectros de rádios e tevês, a Globo tem encolhido diante da expansão da internet. Neste caso, trata-se de uma disputa na qual as concorrentes da emissora estão no mesmo barco e têm tanto quanto ou mais a perder. A rede mundial de computadores não para de crescer como fonte de informação e entretenimento. Se os indivíduos, especialmente os mais jovens, passam o dia conectados no computador ou celular, alvo de um bombardeio incessante de informações, qual a razão para assistir a um telejornal?
A internet também abre espaço para manifestações sem vez nem voz no modelo de mídia audiovisual criado no Brasil. A opção da Globo, copiada pelas concorrentes, de distribuir País afora uma programação mais ou menos homogênea reduz a oportunidade para expressões regionais, o que não acontece na internet. Mas, afirma Sérgio Amadeu, especialista em mídia digital, expressar-se na internet é fácil, difícil é ser ouvido.
E esse “ser ouvido” está em risco por conta de um lobby comandado no Congresso pelas emissoras, Globo à frente, e pelas operadoras de telefonia. Tevês e teles uniram-se para tentar emplacar em uma lei pró-internautas uma regra que permite aos provedores tratar os usuários de forma seletiva. Na prática, a regra quebra a “neutralidade da rede”, princípio garantidor de que esse acesso à web só varia conforme a rapidez da conexão. O provedor não poderia facilitar ou dificultar a circulação de conteúdos. Isso impediria as emissoras de tevê de pagar para seus sites e vídeos serem mais visitados.
Em meio a novas tentativas de votar o chamado Marco Civil da Internet na Câmara, a proposta de fim da neutralidade circulou entre deputados nos últimos dias como um documento apócrifo. Em uma versão intitulava-se “alterações acordadas entre SindiTelebrasil (sindicato das teles) e Globo”. Em outra, a palavra “Globo” foi substituída por “Abert”, a Associação Brasileiras de Emissoras de Rádio e Televisão. “Com a neutralidade haverá mais riqueza de comunicação. Sem ela, a diversidade poderá ser filtrada pelas grandes corporações”, diz Amadeu. “A internet não é e não pode ser um produto de luxo, é de inclusão social”, emenda o deputado João Arruda, do PMDB do Paraná, presidente da comissão especial que analisou a lei. A aprovação da neutralidade promete ser uma batalha duríssima para os defensores da internet livre e o Palácio do Planalto, proponente do Marco Civil. O lobby das teles e das tevês foi encampado pelo deputado fluminense Eduardo Cunha, notório lobista de grupos econômicos e líder peemedebista, partido detentor da presidência da Câmara e da segunda maior bancada na Casa.
Em ao menos uma frente, o lobby da Globo deu resultado antes da votação. O texto original previa que, em disputas por direitos autorais, o conteúdo só poderia ser retirado da internet em caso de ordem judicial. Não bastaria mais uma mera notificação por parte de quem considera violado seu direito autoral. Como o governo prepara uma nova lei a respeito, os negociadores do Planalto toparam manter a situação atual para tentar resolver o problema em um futuro projeto.
A queda da audiência da TV Globo tem sido acompanhada de outro fato curioso, inversamente proporcional. A família Marinho, dona das Organizações Globo, voltou a frequentar a famosa lista dos bilionários da revista Forbes. Entre os magnatas da mídia, os irmãos Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto são hoje a segunda maior fortuna do planeta. A riqueza do trio soma 24 bilhões de dólares, o equivalente a 54 bilhões de reais. No ramo das comunicações, só perdem para o canadense David Thomson, dono da agência de notícias inglesa Reuters, de acordo com um ranking de bilionários divulgado na terça-feira 5 por outra agência de notícias, a norte-americana Bloomberg.
A fortuna faz da família Marinho a mais rica do Brasil na atualidade. Individualmente, Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto aparecem na quinta, sexta e sétima posição do ranking da Forbes, com quase 18 bilhões de reais cada um. Na versão 2012 do ranking, só se via “Roberto Irineu e família”, na sexta posição, com 12 bilhões de reais. Segundo a revista, em 2013 foi possível identificar com mais certeza a fortuna dos irmãos de forma separada. E que diferença.
A aparição na lista de 2012 da Forbes marcou a volta da família Marinho a este tipo de ranking. O clã estava ausente desde 2003. Não sem razão. O conglomerado enfrentou diversos problemas financeiros durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Muito ligado aos meios de comunicação, o então presidente tucano sempre estendeu o tapete à emissora. Primeiro enterrou todo e qualquer projeto de lei de comunicação de massa (foram três durante os seus dois mandatos). Depois mudou um artigo da Constituição para permitir a entrada de 30% de capital estrangeiro nas empresas de mídia. Por fim, lançou a boia propriamente dita. Em outubro de 2002, a família anunciou um calote nos devedores com o objetivo de forçar a renegociação de dívidas. Meses antes, com as contas no vermelho, o governo ofereceu um socorro de 280 milhões de reais à Globocabo, companhia do conglomerado, por meio de um financiamento camarada do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
Sob Lula, a situação financeira mudou. No ano passado, o faturamento do grupo aproximou-se dos 17 bilhões de reais, três vezes mais do que há uma década, e o lucro, dos 4 bilhões.
No início de novembro, o senador Roberto Requião, do PMDB do Paraná, pediu formalmente ao governo explicações sobre todos os empréstimos do BNDES à emissora, bem como sobre eventuais benefícios creditícios concedidos à empresa. Baseado na mesma prerrogativa parlamentar, cobrou informações sobre o pagamento de impostos pelo grupo. Requião está especialmente interessado em uma multa de 730 milhões de reais que o Fisco tenta aplicar à Globo. Para o Leão, a empresa praticou fraude contábil ao negociar um perdão de 158 milhões em dívidas com o banco JP Morgan em 2005. A emissora contesta a cobrança, mas foi derrotada em setembro em uma das instâncias do Ministério da Fazenda, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.
A situação fiscal despertou interesse depois de vir à tona, em junho, um enrosco tributário. Segundo investigações da Receita Federal, o conglomerado teria sonegado o Imposto de Renda ao usar um paraíso fiscal para comprar os direitos de transmissão da Copa de 2002. Quando as apurações terminaram, em outubro de 2006, a autarquia quis cobrar 615 milhões de reais da emissora. Semanas depois, a papelada do processo desapareceu da sede da Receita no Rio de Janeiro. Em janeiro de 2013, a funcionária da Receita Cristina Maris Meinick Ribeiro foi condenada pela Justiça a quatro anos de cadeia como responsável pelo sumiço. No processo, ela disse ter agido por livre e espontânea vontade. Plim-plim.
*Colaborou Miguel Martins
Cláudio José
26 de dezembro de 2013 7:12 pmOs brucutus da
Os brucutus da timeline
Democráticas e inclusivas em sua visão idílica, as redes sociais formam um Homo digitalis triste, solitário, invejoso e radicalizado pelos guetos virtuais, alertam pesquisaspor Eduardo Graça — publicado 24/12/2013 07:55 Flickr / Niall Kennedy
As redes sociais tem alimentado o conservadorismo dos internautas
Leia tambémBrucutus da internetQuanto mais você usa o Facebook, mais infeliz você ficaGuinada à direita
A piada pronta é irresistível. Se aparecesse na timeline do Facebook, seria impossível dar um like para a pesquisa publicada pela Public Library of Science na segunda quinzena de agosto, conduzida pelo Laboratório de Estudos da Emoção e do Autocontrole da Escola de Psicologia da Universidade de Michigan. O estudo, comandado pelo professor do Instituto de Pesquisas Sociais da U-M Ethan Kross, em parceria com Phillipe Verduyn, da Universidade de Leuven, na Bélgica, concluiu que, quanto mais se usa o Facebook, mais infeliz e solitário o sujeito é.
Inovadora por ser a primeira a acompanhar a rotina de dezenas de usuários da rede social por um período determinado, a análise empírica, centrada em jovens com menos de 30 anos, possibilita entender um pouco melhor os contornos do Homo digitalis anunciado na década de 90 pelo americano Nicholas Negroponte, um dos criadores do celebrado Media Lab do Massachusetts Institute of Technology. Outras pesquisas divulgadas neste ano revelam um aparente paradoxo: ao mesmo tempo que redes sociais, notadamente o Facebook e o Twitter, são apresentadas como importantes ferramentas para o ativismo social e político, estudiosos apontam para o incremento da sensação de solidão e um aumento de polarização ideológica, com a tendência de os usuários dialogarem com indivíduos de posição política e comportamental similares às suas, e criticam a ideia de que essas plataformas, por sua natureza, exporiam os usuários a uma quantidade anteriormente inimaginável de pontos de vista.
“A contradição existe, mas não me surpreende. A amizade é algo que vai além da comunicação, é a sensação de comunhão com o outro. Esse sentimento pode dar-se pela troca de ideias, ou mesmo de imagens, como no Instagram. Mas é mais intensamente realizado pela proximidade humana. Frequentemente, os momentos em que nos sentimos mais próximos de outro ser humano são aqueles em que estamos fisicamente juntos, mas não dizemos nada”, filosofa o sociólogo Stephen Duncombe, especialista em novas mídias do Departamento de Mídia, Cultura e Comunicação Social da Universidade de Nova York.
A investigação sobre o perfil do usuário das redes sociais não é uma novidade em si. Artigos que conectam o Facebook ao aumento de ciúme nas relações amorosas, à tensão social em nível individual (bullying, preconceito), à tendência ao isolamento e ao aumento de depressão são recorrentes, com base científica ou mesmo a partir de exemplos cotidianos, como a quantificação da manifestação de ódio por nordestinos após o resultado das eleições presidenciais brasileiras em 2010 ou o infográfico elaborado por um grupo de advogados especializado em divórcios nos EUA para demonstrar como a traição digital pode ser um problema real na hora da separação. A diferença fundamental no estudo da U-M é a de se propor a ir além do mero registro de tendências ou da captura de um momento específico.
A equipe de Kross recrutou 82 jovens para o experimento. Curiosamente, quem topasse responder aos questionários elaborados pelos especialistas concorria à rifa de um tablet, o iPad. As perguntas eram enviadas diariamente cinco vezes, das 10 da manhã à meia-noite, por 14 dias, de forma ininterrupta, via mensagens de texto por celular. Os participantes também receberam uma pequena gratificação, 20 dólares cada. A periodicidade da consulta é um dos fundamentos do estudo. “Com isso fomos capazes de mostrar como o ânimo dos usuários mudava de acordo com o uso que cada um fazia do Facebook”, explica Kross.
Independentemente da quantidade de amigos, indicam os resultados finais, das condições psicológicas destes e da motivação para o uso da rede social, a cada passagem pelo Facebook aumentavam a preocupação e a sensação de isolamento e infelicidade dos jovens. “Em princípio, o Facebook parece oferecer recursos inestimáveis para satisfazer a necessidade humana de conexão social. Em vez de incrementar a sensação de bem-estar, nossa pesquisa sugere, no entanto, que o Facebook diminui a percepção de felicidade do usuário”, escreve o acadêmico na apresentação da pesquisa.
Os 82 jovens de Ann Arbor, no Michigan, centro universitário do Meio–Oeste americano com cerca de 345 mil habitantes, foram instados a dar uma nota para a satisfação obtida consigo mesmo antes do início da pesquisa e no derradeiro dia de estudo. A exposição ao Facebook apareceu diretamente ligada à sensação de infelicidade: quem passava mais tempo no site, mais infeliz havia ficado duas semanas depois da largada da pesquisa. Por outro lado, quanto maior o contato social direto, com amigos de carne e osso, sem mediação digital, maior a sensação de felicidade.
Se comparado ao universo do Facebook – mais de 1 bilhão de indivíduos no planeta possuem uma conta do serviço – o estudo da U-M é estatisticamente limitado. E os pesquisadores não buscaram respostas para os motivos de resultados diferenciados entre a socialização virtual e a presencial. Em entrevista à Fast Company, o cientista levanta a possibilidade de o Facebook ativar um poderoso processo de comparação social. “Os indivíduos tendem a postar informação, fotos e anúncios que fazem com que suas vidas pareçam sensacionais. Exposição frequente a esse tipo de informação pode levar o outro a sentir que sua vida é, em comparação, pior. Essa é uma das possíveis explicações. Mas outro fator pode ser a falta de interação direta com os outros.”
Outra pesquisa apresentada em fevereiro pelos cientistas sociais alemães das universidades de Humboldt e Darmstadt aventurou-se por esse campo ao entrevistar 584 usuários da principal rede social da internet. Foi positiva a resposta à pergunta proposta no título do estudo: “Inveja no Facebook: uma Ameaça Escondida à Felicidade dos Usuários?” A inveja, dizem os alemães, foi a emoção mais comum entre os voluntários (jovens com menos de 30 anos), despertada justamente pela comparação entre as vidas dos usuários e aquelas dos amigos cuja existência idealizada aparentava estar à beira da perfeição.
Os professores Peter Bauxmann e Hanna Krasnova criaram a imagem de uma “espiral da inveja”, especialmente dolorosa para os “usuários passivos”, que postam menos e experimentam a rede como testemunhas das conquistas sociais dos outros, tal qual estes as editam nas redes sociais. “Os usuários percebem o Facebook como um ambiente estressante, o que poderá, no longo prazo, ameaçar a sustentabilidade da plataforma”, anotam os pesquisadores.
O Facebook vai muito bem, obrigado. Na mesma semana em que a pesquisa da U-M recebia os holofotes da mídia, Mark Zuckerberg & cia. anunciavam que pouco mais de 40% dos norte-americanos, ou 128 milhões de indivíduos, se conectavam ao site diariamente. Segundo estimativa do banco Morgan Stanley, o mercado de vídeos de propaganda vai garantir cerca de 1 bilhão de dólares em 2014 e 6,5 bilhões em 2020. Em janeiro, a empresa anunciou ter alcançado a marca de 1,06 bilhão de usuários. O Brasil aparece entre as cinco nações com o maior número de conectados, ao lado de EUA, Índia, Indonésia e México.
A imagem de um brucutu na frente do computador, do Homo digitalis triste, solitário, invejoso e radicalizado pelos guetos virtuais, antítese da ideia de que as redes sociais seriam plataformas intrinsecamente democráticas e inclusivas, é obviamente repudiada pelos criadores do Facebook. Retratado no filme A Rede Social, de David Fincher, vencedor de três prêmios Oscar em 2011, como um autista social, Zuckerberg anunciou, juntamente com os números acima citados, a criação da internet.org, um consórcio do site com o browser Opera, a empresa especializada em tecnologia wireless Mediatek e os fabricantes de smartphones Nokia, Samsung e Ericsson para estimular a conexão digital de indivíduos de baixa renda. O objetivo, dizem os envolvidos, é combater o fosso digital e a desigualdade social. Zuckerberg defende a ideia de que o direito à conexão, para o Homo digitalis, se equipara aos direitos humanos essenciais como a liberdade de expressão e alimentação.
Os muitos artigos sobre a importância das mídias sociais para o apoio social aos movimentos políticos, como a Primavera Árabe e o Ocupem Wall Street, também levaram pesquisadores a investigar recentemente, e de forma mais detalhada, o uso, no longo prazo, dessas plataformas na obtenção de informação e debate de ideias. Dois cientistas especializados em computação social do Instituto de Pesquisa e Informática do Catar, Ingmar Weber e Venkata Garimella, investigaram, com o apoio de um analista do canal de tevê Al-Jazira, o papel das redes sociais no acirramento das posições políticas no Egito. Baseados em uma amostra de 17 milhões de tuítes publicados por 7 mil egípcios de janeiro a junho deste ano, os pesquisadores separaram as mensagens em duas categorias, secularistas e islamitas. E investigaram a evolução das hashstags, o #, um dos principais símbolos do Twitter, usadas na classificação de tópicos: se elas apontariam para uma ênfase na multiplicação de guetos ou, ao contrário, se permitiriam maior troca de ideias, ainda que aparentemente alienígenas para um grupo ou outro.
Na conclusão, os pesquisadores criaram o termo “barômetro da tensão”, em que hashstags como Morsi (em referência ao presidente deposto Mohamed Morsi) ao mesmo tempo incrementavam a polarização na rede e eram coincidentes com um aumento de violência no mundo real. Ainda assim, Weber e Garimella não chegaram a nenhuma conclusão sobre “causa-efeito” e não chegaram à conclusão sobre se as redes sociais transportariam o estresse e a insatisfação pessoal para o universo político.
Doutora pela UFRJ, professora de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense e estudiosa dos dilemas éticos nas novas mídias, Sylvia Moretzsohn considera ser esta uma tarefa dificílima. “É possível que Weber e Garimella estejam no caminho certo, o de se verificarem a repercussão e a realimentação de tuítes na relação mundo virtual/mundo presencial, mas a tendência das redes sociais sempre foi a guetização, oposta à disseminação de ideias conflitantes que permitiriam a ampliação da capacidade de conhecimento e de crítica dos usuários. Veem-se, em geral, a cristalização de opiniões, a rejeição ao contraditório e a reprodução de certos clichês ideológicos que apaziguam a consciência daqueles que têm convicções e não estão abertos ao debate. Mas esse é também o comportamento normal do senso comum, e não é surpresa que ele se reproduza nas mídias sociais.”
Kika Serra, também da UFRJ, é mais otimista. “Entre os extremos de comportamento, entre islamitas e secularistas, entre a tolerância e a intolerância, existe um mar de indivíduos que não têm o hábito de formular opinião sobre nada. Elas buscam nas redes sociais interpretações de mundo. O filtro é mais permeável, justamente por não terem perfil político definido.”
Para Moretzsohn, as pesquisas mais recentes não devem ser analisadas a partir da premissa de que novidades tecnológicas têm a capacidade de transformar profundamente as relações sociais. “É o equívoco de se maximizar a importância da tecnologia em nossas vidas e atribuir a ela as benesses e mazelas do mundo contemporâneo.”
No estudo dos meios de comunicação de massa, diz Ducombe, da NYU, cada nova mídia tende a ser apontada como a origem dos males ou a solução dos problemas intrínsecos de uma sociedade brutalizada. “As sociedades tendem a se apropriar das tecnologias e usá-las de modo utilitário, reflexo de suas próprias necessidades. O livro foi tanto uma resposta quanto um alavancador do nascente individualismo. Os filmes são uma consequência e retrato direto da sociedade de massas. Seria mesmo um acidente o Facebook e afins, com sua ênfase em uma rede de ‘amigos’, termo largamente reduzido ao histórico da carreira profissional e às preferências de consumo, se tornarem a escolha preferencial de comunicação da sociedade neoliberal globalizada? Simples assim: temos o tipo de comunicação que merecemos.”
Cláudio José
26 de dezembro de 2013 7:16 pmSOS PARA O ES
Governo envia mais 2 toneladas de medicamentos para o ES
Em alerta por mais chuva na região, Ministério da Saúde dobra quantidade de material hospitalar
Terra
Em alerta por mais chuva no Espírito Santo, o Ministério da Saúde enviará nesta quinta-feira mais duas toneladas de kits com medicamentos e matérias hospitalares para o Estado, que já havia recebido a mesma quantia de kits na última segunda-feira. A estrutura será reforçada com mais três equipes especializadas em transporte aéreo de pacientes.
O ministro da Saúde conversou nesta quinta-feira, por videoconferência, com autoridades do Espírito Santo e Minas Gerais para tratar da assistência às vítimas atingidas pela forte chuva. Só no Espírito Santo, 21 pessoas morreram em consequência dos temporais que atingem o Estado, enquanto Minas Gerais já contabiliza 18 vítimas fatais.
A chuva obrigou 48.601 a abandonar suas casas no Espírito Santo, segundo o último boletim da Defesa Civil. O número de desalojados caiu em relação aos quase 50 mil registrados no primeiro boletim de quarta-feira devido à baixa do nível das águas de alguns rios, o que permitiu o retorno de várias famílias a seus lares.
“A previsão é que as chuvas continuem. O planejamento das ações tem de ser para resgate imediato, mas também para preparação dos municípios e dos serviços de saúde para que as chuvas vão continuar. Temos de manter o estado de alerta de que as chuvas vão continuar, em especial no Espírito Santo. Não podemos trabalhar com o cenário de que as chuvas pararam nos dois Estados (Espírito Santo e Minas Gerais)”, disse Padilha.
Segundo o ministro, as duas toneladas de medicamentos que serão enviadas na noite de hoje têm capacidade de garantir o atendimento de 15 mil pessoas por 30 dias. O governo enviará ainda mais 10 mil frascos de hipoclorito de sódio – composto químico usado para tratar água para consumo. Serão disponibilizadas ainda quatro viaturas 4×4 para transporte de pessoas em regiões de difícil acesso.
O Ministério da Saúde deslocará também mais dois coordenadores da Força Nacional do SUS. Após um mapeamento da Secretaria de Saúde do Espírito Santo, que deverá ser feito nesta tarde, o governo decidirá se envia equipamentos e equipes para realização de cirurgias nas regiões atingidas pela chuva. Até agora, está descartada a construção de um hospital de campanha para o atendimento.
O governo ainda não contabilizou o número de pacientes que apresentaram sintomas de doenças relacionadas a inundações, mas estima que pelo menos as 5 mil pessoas que estão em abrigos foram avaliadas por equipes médicas.
Minas Gerais
O governo de Minas não solicitou reforço da Força Nacional do SUS ou envio de mais frascos de hipoclorito de sódio. O Estado considera, por ora, suficientes os 90 mil frascos do composto químico para tratar água para consumo.
Segundo Padilha, a cidade de Aimorés, na divisa com Espírito Santo, apresenta a situação mais delicada. De acordo com dados do ministério, 12 pacientes tiveram de ser removidos para uma estrutura montada em Baixo Guandu (ES).
Recomendações
O Ministério da Saúde recomendou às pessoas que fazem hemodiálise ou quimioterapia, e que estejam em cidades atingidas pelas chuvas, que procurem a Defesa Civil local para não ficar sem o atendimento. Habitantes das regiões atingidas por inundações que tenham sentido dores no corpo, diarreia e febre também devem procurar as autoridades locais.
MiriamL
26 de dezembro de 2013 8:54 pmCom promessa de diálogo,
Com promessa de diálogo, Marco Antonio Zago é anunciado novo reitor da USP
por Redação RBA publicado 26/12/2013 18:13, última modificação 26/12/2013 18:14
Escolhido como principal candidato pela comunidade uspiana e pela Assembleia Universitária, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão e ex-pró-reitor de Pesquisa prega fim da repressão
ERNANI COIMBRA/USP
Zago fez parte da administração do atual reitor João Grandino Rodas como pró-reitor de Pesquisa
São Paulo – Marco Antonio Zago será o novo reitor da USP. O candidato, ex-pró-reitor de Pesquisa, foi escolhido hoje (26) pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, (PSDB) para gerir a universidade nos próximos quatro anos. Ele toma posse em 25 de janeiro de 2014.
Mais votado pela Assembleia Universitária, com 49% das indicações, e também pela comunidade uspiana em consulta interna, com 48,3% dos votos, Zago, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, era o primeiro colocado da lista tríplice enviada a Alckmin. Em sua campanha, ele e o novo vice-reitor, Vahan Agopyan, ex-pró-reitor de Pós Graduação, prometeram a retomada do diálogo “responsável e consequente como ponto de partida para a formação da cidadania”.
Em e-mail distribuído a estudantes, funcionários e docentes da USP às vésperas da consulta interna, Zago e Vahan garantiram que o programa da chapa Todos pela USP irá priorizar o ensino na graduação. “Isso inclui flexibilizar e rever currículos, modernizar métodos pedagógicos, valorizar de fato a dedicação dos docentes ao ensino de graduação, reduzir a evasão, fortalecer o apoio social aos estudantes”, escreveu o professor.
A gestão do atual reitor, João Grandino Rodas, ex-diretor da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, foi marcada pela intransigência e por duas reintegrações de posse – uma delas violenta, com a prisão de 72 alunos – do prédio da reitoria, ocupado nas greves de 2011 e 2013. A violência, somada ao convênio que levou a Polícia Militar a atuar constantemente na Cidade Universitária, transformou-se na questão central do mandato de Rodas – e do debate sobre a futura administração.
No e-mail divulgado durante a campanha, Zago garantiu que não irá recorrer à força física. “Professores, servidores, estudantes, reitoria vamos, juntos, reconstruir as relações civilizadas, que implicam diálogo, confronto de ideias, discordância, pressões legítimas, mas jamais discórdia e recurso à força física; respeito àqueles que discordam de nós, capacidade de reformular nossas propostas, de ceder, de convencer”, disse.
O mandato de Rodas, iniciado em 2010, durará até 25 de janeiro de 2014. Tanto Zago quanto Agopyan exerceram os cargos de pró-reitor de Pesquisa e de pró-reitor Pós-Graduação na administração de Rodas.
Democracia na USP?
Em outubro deste ano, o Conselho Universitário (CO) da USP se reuniu para debater a proposta enviada por Rodas em julho sobre processos eleitorais universitários mais democráticos. Estudantes, funcionários e professores realizaram um ato em frente ao CO reivindicando eleições diretas e paritárias para reitor, além do fim da lista tríplice. O Conselho, apesar disso, decidiu por um processo eleitoral indireto, com colégio eleitoral correspondente a 1,7% da comunidade USP, e com manutenção da escolha do candidato pelo governador.
A medida desencadeou uma greve dos estudantes que durou cerca de um mês e meio. A consulta à comunidade USP foi parte das deliberações do Conselho, tomadas em negociação com os alunos, para tornar a escolha do novo reitor menos autoritária.
Realizada no dia 10 deste mês, fora do período letivo, a consulta reuniu 13.826 votantes, o que representa apenas 14% dos 100.734 possíveis eleitores da USP. Alunos, funcionários e professores totalizaram 6.678 votos (48,3%) para chapa de Zago e Agopyan, que foi a mais votada dentre quatro opções.
Posteriormente, no dia 19 de dezembro, a Assembleia Universitária, composta por 2.143 integrantes – a maioria professores titulares – elegeu a chapa Todos pela USP como a principal candidata à reitoria. Zago recebeu 1.206 votos, o que corresponde a 49% do colegiado, e encabeçou a lista tríplice enviada à Alckmin com as também candidaturas do ex-vice-reitor Hélio Nogueira da Cruz e do ex-superintendente de relações internacionais Wanderley Messias, em segundo e terceiro lugar, respectivamente.
Alckmin não precisaria escolher o candidato mais votado, como fez com Zago. Geralmente, o nome que lidera a lista tríplice é o escolhido pelo governador. Mas o atual reitor, João Grandino Rodas, responsável por uma gestão truculenta e autoritária, foi eleito por José Serra (PSDB) sendo o segundo colocado.
http://www.redebrasilatual.com.br/educacao/2013/12/com-promessa-de-dialogo-marco-antonio-zago-e-anunciado-como-novo-reitor-da-usp-5130.html
Walker
26 de dezembro de 2013 9:06 pmO musico e engenheiro
O musico e engenheiro manezinho zimbitubense Jorge Coelho e um pouco da cultura acoriana, a famosa cultura mane’, do litoral centro-sul catarinense..
Parte I http://www.youtube.com/watch?v=AjVZlCR9iww
Parte II http://www.youtube.com/watch?v=3QcPjLQ6UZM
Na entrevista, a filha do poeta Zininho, icone e autor de Rancho de Amor a Ilha, um classico da cultura mane’ e hino de Nossa Senhora do Desterro, tambem conhecida como Floripa. Aqui numa versao mais rock’n’roll pelos Dazaranha…http://www.youtube.com/watch?v=KlPtuMUYn_M
CELSO ORRICO
26 de dezembro de 2013 9:15 pmAjuda ao ES..
Nassif por favor divulgue essas contas de banco para que as pessoas de outros Estados possam ajudar aos Capixabas, o Norte do Estado está sendo devastado pelas águas..mortes e milhares de desabrigados..
Muito grato..
Tamára Baranov
26 de dezembro de 2013 9:20 pmPor que Juan Delgado é o homem do ano de 2013
Do Brasil 247
Nenhuma ideia foi tão poderosa no Brasil em 2013 como o Mais Médicos e seu símbolo é o cubano Juan Delgado; à direita, gostou-se de vaiá-lo e execrá-lo como “escravo”; no ângulo da esquerda, ele provou-se o homem de novo tipo, que anulou e sublinhou com galhardia o preconceito ideológico-racial-profissional; para quem é apenas humanista, o médico que passou a noite de Natal numa aldeia de índios no Maranhão, a mais de 300 km de São Luís, foi o personagem mais emblemático do polarizado 2013
247 – Juan Delgado, médico, cubano e negro foi escolhido, pelas circunstâncias, como o homem do ano no Brasil em 2013. Não houve eleição, pesquisa ou enquete, assim com a escolha, pela revista Time, do Papa Francisco como Homem do Ano no mundo foi exclusiva de editores – e reconhecida consensualmente como acertada.
Para destacar o dr. Delgado, o que valeu para 247 foi a reflexão do que ele simbolizou como resumo sem açúcar do que foi batido no liquidificador político, social e econômico do País nos últimos doze meses.
Entre todas as polêmicas levantadas contra o governo no debate nacional, o Mais Médicos foi a verdadeira mãe de todas as batalhas. Apostou-se, na virada de 2012 para 2013, no apagão de energia. Mas rapidamente esse espirro de desinformação editorializada se dissipou frente a realidade de abastecimento normal. Os fantasmas da inflação e do estouro das contas públicas assombraram apenas as páginas da mídia familiar, não tendo se materializado até agora, vésperas do Natal. No ano que vem, a propaganda a favor dos fantasmas irá continuar.
Quanto ao Mais Médicos, foi atacado por um setor da sociedade de bastante peso e grande capacidade de articulação. Estudantes de Medicina, médicos e suas entidades uniram-se como nunca se vira, para atacar com todos os argumentos a iniciativa do governo federal, igualmente inédita no País – a de povoar os rincões com baterias de médicos nacionais e estrangeiros encarregados do primeiro combate aos sinais de doença entre a população.
Como o fantasma que juntaria o apagão, a inflação e o desemprego não se materializou, não se pode elegê-lo “homem do ano”. Até porque, para tanto, teria ele de ser mesmo homem – ou mulher.
DILMA? – Neste caso, a escolha poderia muito bem recair sobre a presidente Dilma Rousseff, o que não seria nenhuma escolha pelo critério chapa branca.
Afinal, quem estava com a face na vidraça quando as manifestações de massa de junho tomaram as capitais? Quem estava em Brasília como alvo certo no momento em que houve até mesmo incentivo midiático para um quebra-quebra às instituições? Quem mais pelejou em eventos e entrevistas, dia após dia, para garantir a política econômica, evitar crises institucionais, ora assopradas pelo Supremo ora pelo Congresso, ou pular as cascas de banana jogadas às pencas aos seus pés? Dilma.
Por muitos motivos, e sobretudo pelos resultados de gestão alcançados num ano tão longo e de difícil travessia – com o saldo espetacular das concessões em infraestrutura, a inflação na meta e o saldo recorde de empregos -, a presidente pode ser vista, no Brasil, como a Mulher do Ano.
Mas para apontar um primeiro de ranking, vamos de Juan Delgado.
As circunstâncias, repita-se, escolheram o médico cubano para ser a face mais representativa de 2013 no Brasil.
Entre os mais de quatro mil médicos estrangeiros que desembarcaram no Brasil para tomar lugar no programa Mais Médicos, perto da metade é formada por cubanos. Desse contingente, principal alvo dos médicos e estudantes descontentes com o programa em razão de sua origem cubana – e cor da pele negra -, Juan Delgado virou destaque. Em Fortaleza, a exemplo de todos os seus colegas que chegavam para a primeira ambientação no País, ele foi recebido por um corredor polonês.
“Escravo!”, gritava a horda de médicos e estudantes de Medicina do Ceará, numa tentativa de humilhação que ganhou adeptos entre colunistas que se consideram civilizados. Inacreditável. Num primeiro momento, Juan Delgado, cuja foto percorreu o País num recorde de publicações, ouviu o coro contra si ganhar a simpatia de muita gente.
REVIRAVOLTA – Logo depois, porém, mais gente ainda armou a solidariedade a ele, aos profissionais e ao programa Mais Médicos. Uma a uma, todas as provocações e impasses levantados pelas entidades médicas com a colaboração da mídia familiar caíram em instâncias judiciais. O preconceito das críticas tornou-se claro até mesmo quando escondido pela ideologização do debate. A manifestação de racismo de um punhado de cidadãos do Ceará vestidos de branco foi reproduzida por inúmeros setores, mas suplantada pela reação coletiva de uma sociedade que, goste ou não a elite, acabou com a escravidão em 1888.
Além das circunstâncias, o dr. Delgado agiu efetivamente como um homem referencial em 2013. Posicionou que jamais sentiu-se escravo por viver no regime socialista de Cuba. Ele deixou claro considerar-se um construtor de um mundo mais fraterno e apoiador de um regime que também tem como marca a solidariedade internacionalista. Relevou as críticas, não devolveu nas mesmas moedas as ofensas que recebeu, mas transformou-as em riqueza para a sua causa. Com uma postura que marcou a diferença, ele confirmou a crença de muitos na evolução da sociedade e deu uma lição de comportamento e correção.
A noite de Natal, Juan Delgado passará ao lado de seis outros médicos e dos índios da aldeia para a qual ele foi enviado, a 316 quilômetros de São Luís, no Maranhão.
Gilson AS
26 de dezembro de 2013 9:46 pmOs malas de 2013. Alguém deve estar ba ban do !
Cadê o poder? Anitta é eleita a mais mala de 2013.
http://entretenimento.r7.com/musica/fotos/cade-o-poder-anitta-e-eleita-a-mais-mala-de-2013-26122013#!/foto/1 Não teve pra ninguém, a funkeira foi escolhida mais chata que Lobão, Caetano, Bieber e Naldo
Walker
26 de dezembro de 2013 11:59 pmE aqui no blog,
E aqui no blog, solitariamente te elejo o maior mala (mala nao, container) de 2013, raramente se aproveita uma ou duas palavras do que vc escreve. Perdao pelo jeito ruim de falar!!!
Gilson AS
26 de dezembro de 2013 10:08 pmE que o Aécio Neves se
E que o Aécio Neves se lasque, para que eu tome o seu lugar