10 de junho de 2026

No G20, Milei recua, assina Aliança Contra a Fome e fecha acordo com Brasil

Publicamente contra a Aliança Global Contra a Fome e Pobreza, presidente da Argentina Javier Milei fez o oposto e deu às mãos a Lula
Javier Milei e Lula no G20 - Foto: Ricardo Stuckert/PR

Publicamente contrário à Aliança Global Contra a Fome e Pobreza, o presidente da Argentina, Javier Milei, fez o oposto ao dar as mãos ao presidente Lula no Rio de Janeiro, sede do encontro do G20. Ele aderiu ao programa de Lula, que prevê planos para erradicar a pobreza do mundo.

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O país de Milei não constava, inicialmente, na lista das cerca de 80 nações que aderiram ao projeto de Lula, que é uma das grandes pautas dessa reunião do G20.

Lula cumprimentou de forma protocolar e séria o presidente da Argentina – Foto: Reprodução

Ainda que assinando o documento, o país ainda deve apresentar resistências às petições deste documento e de outras pautas e acordos tratados no encontro das potências internacionais, que inclui consensos sobre o clima, sociais e trabalhistas.

Além da Aliança Global Contra a Fome e Pobreza, Milei também teve que acatar ao texto do G20, assinado pelo Brasil, que defende a igualdade de gênero e a tributação dos super-ricos, ambas propostas que são contrárias às pautas de Milei.

A delegação argentina havia expressado discordância com o texto, que inclui o combate à violência de gênero e contra mulheres, a defesa da equidade no trabalho, e taxação dos milionários. A Argentina não formalizou o apoio oficial ao texto, assinado pelo grupo que tem a liderança do Brasil, e que não cedeu aos pedidos do governo Milei.

Luis Caputo, ministro da Economia e Javier Milei e símbolo do neoliberalismo argentino, assinou acordo de cooperação com o Brasil, representado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira – Foto: Divulgação

Além disso, na agenda da visita ao país liderado por Lula, Milei fechou acordos comerciais com o Brasil. Um deles é um acordo de cooperação para a importação de gás natural. O Brasil passará a importar gás do megacampo de Vaca Muerta, na Argentina, um potencial ainda pouco explorado.

Em Vaca Muerta, a Argentina oferece gás a preços competitivos. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, considera que é importante ampliar a oferta do insumo para reduzir os custos do gás no Brasil.

“Nós queremos aumentar a oferta de gás no Brasil e, consequentemente, diminuir o preço. Precisamos tratar o gás como uma energia de transição, aumentar o volume para reduzir o custo e promover a reindustrialização do país”, disse o ministro.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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2 Comentários
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  1. Paulo Dantas

    18 de novembro de 2024 5:28 pm

    Algum psicológo deve explicar esta pasta.

    Mandatários em eventos deste tipo não carregam coisas.

    Tem gente para fazer isto.

  2. Anônimo

    10 de abril de 2025 12:28 pm

    Gol de placa do Brasil sobre o imposto de renda e taxação dos mais ricos!!! Isso tem que ter ampla publicidade e temos que conseguir a derrota e a desmoralização dos nazi fascistas 2026!!! Temos que garantir também uma mudança de qualidade no congresso e para isso a esquerda tem que fazer a lição da casa. Apesar de eu ser petista tenho que dizer que com exceção di lindemberg e nabil do PT, apenas os parlamentares do psol está cumprindo o seu papel

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