O ministro Gilmar Mendes pediu a inclusão do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), no inquérito das Fake News ao ministro Alexandre de Moraes.
A iniciativa parte de uma notícia-crime encaminhada por Mendes após a divulgação, por Zema, de um vídeo nas redes sociais que simula falas de ministros do STF. Segundo o magistrado, o material utiliza recursos de manipulação digital — como deep fake — para construir diálogos inexistentes e atingir diretamente a credibilidade da instituição.
STF reage ao uso político de desinformação
A avaliação dos ministros é que o episódio ultrapassa os limites da crítica política e entra no terreno da desinformação deliberada. O ministro sustenta que o conteúdo não apenas atinge a honra pessoal de integrantes da Corte, mas busca fragilizar o próprio Supremo enquanto instituição.
“[Zema] vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”, escreveu Gilmar.
O caso foi encaminhado por Moraes à Procuradoria-Geral da República, que deverá avaliar a abertura formal de investigação.
A movimentação ocorre em um momento em que o STF intensifica sua atuação diante do uso de tecnologias digitais para manipulação de conteúdo político, um fenômeno que ganhou escala com o avanço de ferramentas de inteligência artificial, e com a proximidade das eleições.
O inquérito que virou eixo da disputa institucional
Aberto em 2019, o chamado Inquérito das fake news investiga ameaças, campanhas de desinformação e ataques a ministros da Corte. Ao longo dos anos, o procedimento se expandiu e passou a abarcar diferentes episódios ligados à erosão institucional e à disseminação de conteúdos falsos. Para os ministros, trata-se de um mecanismo necessário diante de ataques coordenados à democracia.
Escalada política
A inclusão de Zema no radar do inquérito ocorre em meio a uma escalada de críticas do campo bolsonarista ao STF. O ex-governador mineiro tem intensificado ataques públicos à Corte — discurso recorrente entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Por outro lado, ministros do Supremo vêm defendendo uma atuação mais firme contra o que classificam como campanhas organizadas de desinformação, especialmente quando associadas a tecnologias capazes de simular falas e distorcer a realidade.
Ao acionar o inquérito, Gilmar Mendes sinaliza que, para o STF, o uso de deep fakes com potencial de impacto institucional não será tratado como mera opinião política — mas como infração com efeitos sobre a própria estabilidade democrática.
Fábio de Oliveira Ribeiro
20 de abril de 2026 10:10 amMais um bolsonarista vagabundo a caminho do esgoto.
Carlos
20 de abril de 2026 10:15 amSou obrigado a usar uma frase de Vorcaro sobre o bozo estendendo para esta direita escrota:
Um bando de bucéfalos!
Cara dá para sacar que este zema é um frouxo. Em quem se garante para vomitar tanta merda? Será que espera, como o atleta valente que desgorvernou o Brasil, que após condenado desmaios, soluços e diarreias o levem para domiciliar?
Aliás, o tal atleta já melhorou milagrosamente. Não deveria voltar para o xadrez?
CATARINA TERUCO MAKIYAMA
20 de abril de 2026 12:13 pmTodo apoio aos ministros que corajosamente vem combatendo atos criminosos e vergonhosos, praticados por um governador de Minas Gerais, que absurdo, num país sério Zema já estaria cassado e preso. Chega de impunidade. Quem sofre com impunidade somos nós: o povo.
evandro adas
21 de abril de 2026 6:01 pmO STF está demorando demais a tomar uma decisão final acerca dos investigados nesse inquérito das Fake News. Do jeito que anda, parece que nunca terá fim, ou, quando tiver, pode ser tarde demais.
Pior ainda se resolver decidir muito próximo das eleições, condenando apenas políticos de direita em campanha, dando escopo para mais críticas de perseguição política à bancada da extrema-direita e justificativas para intervenções norte-americanas.
Pelo “cheiro”, parece ser exatamente essa a intenção de todos esses candidatos ligados ao bolsonarismo…