22 de junho de 2026

Golpistas jogam um jogo de vida ou morte, por Saul Leblon

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Enviado por Webster Franklin

Da Carta Maior

O golpe e o poder das ideias

Saul Leblon

À medida em que apodrece a reputação dos centuriões do golpe (Cunha, Nardes, Agripino, Aéreo Neves), os golpistas jogam um jogo de vida ou morte. 

por: Saul Leblon

O país vive horas cruciais. O assalto conservador ao poder joga uma cartada de vida ou morte contra o relógio político nos próximos dias.
 
À medida em que apodrece a reputação de seus centuriões, e os savorolas da ética entram em combustão explosiva  –caso dos homens-tocha Cunha, Agripino, Nardes, Aéreo Neves etc, resta-lhes apostar tudo no estreito espaço de tempo entre a desmoralização absoluta e a capacidade residual de articular o golpe. 
Arqueado sob R$ 31 milhões em depósitos suíços, segundo a Folha, Cunha negociou com a hesitação golpista: em troca do pescoço, articulou uma operação casada com o PSDB.
 
Tucanos salvam a aparência pedindo seu afastamento –‘para que possa exercer seu direito constitucional à ampla defesa’. Em troca, o personagem que não tem mais nada a perder acelera a operação do impeachment, como última estaca de sobrevivência antes do abismo.
 
A sofreguidão avança de faca na boca.
 
Um colunista de Veja é  transferido para O Globo; estreia numa hora em que o golpismo se enlameia;  a ‘república de Curitiba’ vaza para ele denúncia exclusiva do delator Fernando Baiano… contra filho de Lula.
 
Já serviu para deslocar a manchete de Cunha para o segundo plano na primeira página do isento veículo carioca. 
 
Vai por aí a coisa.
 
Seja qual for o seu desfecho, a encruzilhada em que o golpismo trata a democracia como um estorvo exige respostas contundentes.
 
Passa da hora de o campo progressista superar sectarismos e prioridades corporativas para enxergar a floresta além da clareira particular do seu conforto.
 
O que se desenha são as provas cruciais da nação brasileira no século XXI.
 
É imperioso manter o país a salvo de forças incontroláveis que atrelaram seu destino a uma disjuntiva em que, para vencerem, a sociedade terá que perder o rumo, o futuro e a esperança.
 
Se pensar pequeno, o Brasil corre o risco de ser sequestrado pelo moedor sem termo.
 
A sorte de sua gente, o destino do seu desenvolvimento enfrentam uma sobreposição de crises cujo desfecho terá repercussões profundas e duradouras.
 
Um ciclo de expansão se esgotou, um outro pede para nascer.
 
Pendências novas e antigas se misturam em meio a um cenário mundial adverso.
 
A velocidade imprevista da transição chinesa torna a neblina ainda mais densa.
 
É como se a viga-mestra que escorava uma época tombasse.
 
O motor asiático investia, em média, 45% do PIB; importava outros 10% em matérias-primas para saciar sua fornalha.
 
O velocímetro dessa máquina baixou abruptamente, de 11%, para perto de 6% ao ano.
 
A freada tempestiva sugere que poderá recuar ainda mais.
 
O tranco espremeu as cotações das commodities, rebatendo na hesitante recuperação europeia e, por tabela, enfraquecendo a norte-americana. 
 
Fragilidades antecedentes, semeadas em décadas de desregulação neoliberal das finanças  e do mundo do trabalho, condensaram-se nesse ambiente pantanoso. 
 
Falta demanda porque falta salário, que inexiste porque o emprego é precário, e os sindicatos foram desossados porque o guarda-chuva partidário e ideológico dos assalariados rendeu-se ao veredito neoliberal de miss Thatcher — ‘there is no alternative’.
 
Vive-se a mais longa, incerta e frágil convalescença de uma crise capitalista desde 1929. E não é por acaso.
 
Tudo o que foi subtraído do Estado e do trabalho nesse período mostra agora a sua falta.
 
Sobram paradoxos.
 
O da superprodução de capital fictício, em metástase reprodutiva, o mais evidente deles.
 
Seu contraponto histórico é a anemia do investimento e do emprego.
 
Ficções de livre comércio rondam esse cenário.
 
Livre comércio em condições de contração sistêmica?
 
Esse é um jogo de soma zero em que apenas se transfere demanda de um ponto a outro: o emprego gerado numa economia é a vaga subtraída na outra.
 
Igual circularidade se observa no deslocamento dos passivos do setor privado para o Estado, após um longo ciclo de farra financeira.
 
O setor privado ‘ajustou-se’, diz o colunismo abestalhado de toxina neoliberal.
 
Sim, o ônus foi transferido aos governos. O caso mais ilustrativo é o do sistema financeiro norte-americano, que recompôs sua lucratividade repassando créditos podres ao Fed.
 
A relação dívida pública/PIB nas economias mais ricas saltou de 78% para 105% desde 2008. Inglaterra, EUA, França, entre outros,  acumulam déficits fiscais de deixar o do Brasil no chinelo. 
 
Em contrapartida, a participação dos salários no PIB global é declinante:  10% inferior à média dos anos 80.
 
Esse torniquete estreitou sobremaneira a margem de manobra de políticas associadas a projetos de desenvolvimento com repartição de renda, como as implementadas na América Latina.
 
O Brasil é o caso mais exposto porque justamente foi quem chegou mais longe nesse processo. 
 
Como atesta o Banco Mundial, a pobreza extrema no Brasil caiu 64% entre 2001 e 2013, passando de 13,6% para 4,9% da população. Nada igual ocorreu na AL.
 
Atingido pela queda nos preços e no volume dos embarques de minérios e grãos, o país sofre também com a retração nos embarques de manufaturados, antes vendidos a parceiros latino-americanos, em idêntico apuro.
 
É nessa moldura que a direita brasileira opera o golpe nas próximas horas.
 
Chegou até aqui, entre outras razões, porque conseguiu impor o seu diagnóstico e sua pauta como referência dominante do debate sobre a crise vivida aqui e no resto do sistema capitalista. 
 
Não é propriamente uma surpresa que as ideias dominantes de uma época sejam as ideias das classes dominantes. 
 
Desde 1846, quando Marx e Engels assentaram seu vigamento filosófico nas páginas de ‘A ideologia alemã’, o peso material das ideias ganhou o devido destaque na luta de classes.
 
Mas o poder impositivo da agenda conservadora hoje no Brasil está sendo exercido de forma asfixiante.
 
Nessa esfera tudo se passa como se o golpe já fosse um fato consumado;  a sua etapa ideológica já tivesse sido concluída.
 
Pesquisas que aferem a eficácia do martelete midiático no imaginário social sancionam essa sensação.
 
As sondagens tem gerado reações de desalento e prostração no ambiente progressista.
 
Que a Presidenta Dilma tenha apenas cerca de 9% de aprovação depois de eleita há menos de um ano com 54 milhões de votos é um sinal eloquente do divisor em curso.
 
Para um conservadorismo derrotado quatro vezes consecutivas na disputa à Presidência da República, a hegemonia massacrante na luta ideológica equivale a um recadastramento histórico.
 
Ainda que fracasse –ou recue—no intento golpista nos próximos dias, um sucesso tão esférico nesse plano deixa-o, permanentemente, a meio caminho andado do bote final.
 
Esse é o problema de fundo cuja superação convoca o desassombro e a convergência progressista. 
 
Se hesitar, o cadafalso repelido hoje repetir-se-á amanhã e depois, até o desfecho cobiçado pelas elites.
 
À medida que a política econômica adotada no segundo mandato da Presidenta Dilma sanciona o diagnóstico e legitima, ainda que de forma mitigada, a terapêutica, ela reforça essa recorrência.
 
É como se apontasse uma arma contra o próprio peito.
 
O julgamento das ditas pedaladas no TCU, na semana passada,  evidenciou essa dificuldade de se defender do algoz, sem romper o círculo de giz que ele traçou no chão.
 
Por que o governo não foi explicar, em rede nacional, o que a dita ‘pedalada’ representava de fato?
 
Ou seja, que a Caixa quitou o Bolsa Família em dia, sendo ressarcida em seguida pelo Ministério do Desenvolvimento Social. 
 
Esse, o copo d’água a partir do qual o golpismo sustentou a tempestade durante dias e noites seguidos, até os 19 minutos da apoteose do senhor Augusto Nardes –ele próprio uma tocha em combustão na fogueira ética que representa.
 
Por que o governo não escancarou o golpismo intrínseco à ‘escandalização’ de uma operação contábil corriqueira? E na qual o governo é superavitário:  entre 2012/14, o saldo do Bolsa Família na CEF rendeu juros de R$ 89,5 mi e gastos de R$ 13,6 mi pelos dias deficitários.
 
Ou seja, deixou um saldo líquido de R$ 76 milhões na ‘conta-corrente’ do programa que, em 757 dias úteis, até o final de 2014, só ficou negativo em 72 dias.
 
Em debate promovido pelo Instituto Lula, na mesma semana em que o TCU se inscrevia na Liga dos Golpistas e o governo retrucava de forma burocrática, aceitando as regras do ardil, o vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, fazia uma advertência oportuna.
 
‘Governo é metade realizações, metade ideia. Por muito que fizer, um governo que não trava a luta das ideias, sempre figurará aos olhos da sociedade com quem fez muito pouco’. 
 
O governo da Presidenta Dilma não é, infelizmente, uma nota dissonante nesse padrão.
 
Na verdade, a negligência com a luta das ideias foi a tônica nos últimos 12 anos de avanços notáveis no plano social que, todavia, não se traduziram em engajamento político correspondente de seus beneficiários.
 
O economista Márcio Pochmann que pioneiramente enxergou essa assimetria voltou a lembra-la na semana passada, em debate em Porto Alegre, promovido pelo Fórum 21. 
 
‘Cerca de 22 milhões de trabalhadores ascenderam socialmente, desde 2003,’ lembrou o economista que dirige a Fundação Perseu Abramo,  ‘mas não houve mudança na taxa de sindicalização no país: de cada dez destes trabalhadores, só dois se filiaram a algum sindicato. O mesmo aconteceu com os estudantes beneficiados pelos programas do governo federal e com os beneficiários do Minha Casa, Minha Vida’,  espeta Pochmann.
 
Os dois grandes instrumentos de dominação conservadora em qualquer tempo é a estrutura repressiva do Estado e a ideologia.
 
Marilena Chauí, que abrilhanta aulas públicas na contracorrente da rendição ideológica dos últimos anos, ensina que ‘a ideologia é o processo pelo qual as ideias da classe dominante se tornam ideias de todas as classes sociais (…) esse fenômeno’, prossegue Marilena,  ‘de manutenção (adoção) das ideias dominantes mesmo quando se está lutando contra a classe dominante é o aspecto fundamental daquilo que Gramsci denomina de hegemonia, ou o poder espiritual da classe dominante’.
 
Por isso ele dizia –sublinha a professora– que, se num determinado momento, os trabalhadores de um país precisam lutar usando a bandeira do nacionalismo, a primeira coisa a fazer é redefinir toda a ideia de nação (…) e elaborar uma ideia do nacional que seja idêntica à de popular. 
 
‘Precisam, portanto, contrapor, à ideia dominante de nação, uma outra, popular, que negue a primeira’, sintetiza Chauí.
 
Se quiser resistir à resiliência golpista, a Presidenta Dilma  – com apoio das forças progressistas–  terá que falar à Nação. Agora e com frequência crescente. E se desfazer em alguma medida, do redil de ideias e conceitos que faz seu governo agir – à beira do abismo– como protagonista passivo, e mesmo ativo, de um enredo que não é o seu. E que o impele ao buraco do qual precisa se afastar.
 
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22 Comentários
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  1. CB

    12 de outubro de 2015 11:46 am

    “..a encruzilhada em que o

    “..a encruzilhada em que o golpismo trata a democracia como um estorvo exige respostas contundentes.”

    A resposta é o fechamente da imprensa golpista, do jeito que for. Sem a imprensa para utiliza-los em seus propósitos golpistas, os vazamentos seletivos não teriam porque. Sem a imprensa a fazer dia e noite a lavagem cerebral nas pessoas e fabricar midiotas, certos modernos “super heróis” não seriam criados no imaginário popular, bem como a outras pessoas não seriam destinados os papeis de vilões. Ultimamente ouvi tantas asneiras em fragmentos de conversas pelas ruas, pelos ônibus, metrôs, supermercados, etc que cheguei à esta conclusão: é preciso colocar arreios na imprensa ou, em último caso, fechar pelo menos a nave mãe do golpe e principal responsável pela lavagem cerebral que se faz sobre os milhões de Homers Simpsons que habitam este país. Este povo burro precisa ser libertado dos grilhões do analfabetismo político que a mídia produz e explora. Aliás, é impressionante notar o grau de ignorância deste povo. Assim é fácil que seja conduzido como gado. Feche-se esta imprensa e criem-se condições de que uma comprometida com a verdade e o objetivo de informar corretamente e ajudar a formar cidadãos. Não há outra saída. E que se lasquem os que esperneiam contra. Quando criança fica doente, a gente tem que obrigar o tomar o remédio quando ela o rejeita. É para o bem dela.

    1. CB

      12 de outubro de 2015 2:11 pm

      A redemocratização foi menos

      A redemocratização foi menos que meia boca porque muitos que apoiaram o golpe de 64 e depois deram sustentação à ditadura viraram casaca e continuaram com todas as condições para se reorganizarem e tramarem esta espécie de contra-golpe dos dias atuais. Entre estas pessoas e grupos que apoiaram o golpe e a ditadura, estava a imprensa que foi deixada livre, leve e solta para tornar-se uma das protagonistas deste remake de 1964, só que sem militares.

  2. Ivan de Union

    12 de outubro de 2015 11:53 am

    Vazamentos seletivos de novo, so que graduais!!!

    “Arqueado sob R$ 31 milhões em depósitos suíços”:

    Como eh que eh???????  Mas nao era “so” 5 milhoes antes???????

    Nao podiam dizer de cara que era 31 milhoes por qual razao mesmo??????

    Resposta:  pra ninguem se perguntar quanto dinheiro havia nas contas de Aecio.

    Engracadinho mesmo eh que Moro nao decretou a prisao da esposa de Cunha, nao eh mesmo?

  3. maria cecília p binder

    12 de outubro de 2015 12:14 pm

    Nassif, uma das primeiras

    Nassif, uma das primeiras coisas  que faço todo dia quando estou em área de acesso à internet é visitar seu blog. Obrigada por tudo que você tem nos esclarecido. Os textos do Saul Leblon, muitas vezes leio antes de acessar a Carta Maior, graças à sua reprodução. E o de hoje é fantástico. Saul Leblon se superou.

    Agora, uma pergunta, será que um proonunciamento presidencial em cadeia de rádio e televisão não desencadearia um panelaço nas regiões das grandes cidades habitadas pelos senhores da casa grande? Será que não poderia ter efeito inverso ao desejado? O que fazer? Como eu, deve haver milhares de pessoas politicamente alfabetizadas que acompanham de perto – e estarrecidas – o que está ocorrendo no país. E com uma tristeza que não é mais apenas tristeza, mas depressão.

    Tenho lido alguns articulistas falar em Instituições fortes. Que instituições caras-pálidas? TSF que condenou alguns sem provas baseado no “domínio do fato” e que não condena outros mesmo diante de provas? TSE, no qual Tofoli está pronto para impedir uma Presidenta da República que é uma mulher íntegra? TCU, que em 19 minutos, provando sem qualquer sombra de dúvida o corporativismo dessa corte, em cuja composição há vários “ministros”  venais, corruptos mesmo? A câmara federal com deputados e partidos mais sujos do que pau de galinheiro? O senado… E por aí vai. Repito, onde estão as instituições? Fortes elas não são. Espera-se delas que cumpram o papel que a Constituição Federal de 88 lhes atribuiu. Será pedir muito?

    Concordo com Saul Leblon no sentido de que nosso país está sendo vítimas de cartadas mortais. Mortais sobretudo para nós, do povo. 

    1. GEORGE Vidipo

      12 de outubro de 2015 2:00 pm

      As cordas

      O governo estava nas cordas. Desde o fim da elição e a composição do Congresso. Muito e Muito fisiológico e reacionário. O articulista não levou isso em consideração. 

      Se houve erro, foi qual a estratégia para lidar com esse Congresso. A tentativa de derrotar Eduardo Cunha foi o primeiro erro. Mas qual deveria ser a estratégia?

       

      1. Filipe Rodrigues

        12 de outubro de 2015 4:00 pm

        Composição essa do Congresso

        Composição essa do Congresso que só ocorreu, além das corruptas campanhas milionárias, por causa de um acontecimento trágico:

        A morte do Eduardo Campos!!!

        O ex-governador de Pernambuco podia até surpreender, mas ele dizia abertamente que seu objetivo era 2018.

        Diferente da rancorosa Marina, Eduardo tinha compromisso com uma agenda positiva para o país.

    2. sergio martins pinto

      12 de outubro de 2015 3:18 pm

      Se você não reparou os

      Se você não reparou os coxinhas paneleiros estão restritos a bairros “nobres”, desses em não deve faltar água em São Paulo.

      Quanto às instituições fortes, como por exemplo o Congresso, só vai melhorar quando as candidaturas não receberem “patrocínio” de interessados.

      A propósito, a direita deveria repensar esse assunto, pois para se garantir, esses interessados estão financiando todos os lados concorrentes.

      O restante dessas instituições vão melhorar a partir do aumento de oportunidades de acesso da população em geral, via educação. Entre outros motivos é por isso que temos uma educação perversa.

    3. evandro condé de lima

      12 de outubro de 2015 4:09 pm

      Minha cara

      A análise que ele fez há algum tempo sobre quem manda no mundo mostrou quão inocentes muitos “estamos”. Mas não deixa de ser fantástico ver que no primeiro mundo a questão do bem estar social, ao que parece, sensibilizou ( ou seja lá o termo a ser usado) permeava o desenvolvimento econômico ( ou o crescimento da riqueza).

    4. lenita

      12 de outubro de 2015 6:06 pm

      Maria Cecília

      Assino embaixo de tudo o que vc disse, inclusive a depressão por ver as nossas instituições tomadas portantos “cafagestes”. Prá todos os lados em que se vire, tem alguns cooptando outros. Que mal tão terrível terá feito o Lula e a Dilma, para serem execrados  deste modo? Como a grana é o que impera neste mundo atual, tenho a quase certeza de muitas rolando por aí. Onde estão as pessoas que amavam o país? Onde estão aqueles que  aplaudiram a nova constituição? Onde aqueles que ganharam praticamente uma casa, luz, faculdades, BF, médicos para atendê-los ? Seriam apenas 9% da população ? É de desanimar mesmo. Traição em cima de traição ! É só o que se vê hoje.

  4. Frederico69

    12 de outubro de 2015 1:15 pm

    é a turma do capeta

    não se importam com o prejuízo a sociedade. o que vale é voltar ao poder!

  5. Vantuil Barbosa Filho

    12 de outubro de 2015 1:31 pm

    Aécio, maior perdedor.

    Dê todos os elementos que compoem esse grupo, formado por diversas forças,mas com objetivo semelhante em comum, desde o golpe de 1964; onde antes jamais teve sequer seus tentáculos descobertos, hoje colocado quase boa parte de seus idealizadores atrás das grades, vide Operação lava-jato; essa força até aqui reinante na política e incrustada no estado, cobra de seus representantes nos poderes, o preço de lhe ter vendido a alma, e Aécio Neves, parece ser o maior perdedor, o cara a perder a vida. 

  6. Vera Sueli Urbine Miranda

    12 de outubro de 2015 4:23 pm

    Marilena Chaui

    “O que é ideologia” de Marilena Chaui! Eu li, faz tempo!

    Hoje vejo que o “povo maior”, que são os pobres, não sabem que o bolsa família e outras conquistas sociais foram adquiridas nos governos do PT!

    Esse povo, NO SUDESTE DO PAÌS, pede a saida de Dilma, somando as idéias dos patrões com a confusão de que, o que Alckimim faz contra o povo, é obra da Dilma.

    Não sei se os estudantes secundaristas na Av Paulista, foram mostrados pelo “pig”, mas a pancadaria contra adolescentes correu solta. Esses estudantes gritavam e expunham cartazes que pediam a Alckimim que não fechasse escolas.

    Somando e reforçando essa ideologia e ignorância do pobre, igrejas evangélicas por toda a periferia, tentando trocar o bolsa família por “cestas básicas” e “fora PT”. E chamando um Jesus, particular dessas igrejas, para expulsar o demônio do PT do poder.

    Concordo! O Governo Federal tem obrigação de fazer pronunciamentos públicos mostrando as conquistas sociais que o Brasil teve.!

    Pobre se submete a um registro menor, em carteira de trabalho, para receber um salário maior, do contrário o patrão terá que pagar muito imposto, que deduzirá de seu salário. Alguns rezam para não ficar doentes, outros nem sabem que, os seus salários, vão diminuir, drasticamente, se tiverem que se afastar. 

  7. Eduardo Pereira

    12 de outubro de 2015 6:21 pm

    Educação
    O grande problema da batalha contra o golpe , além da desonestidade por parte da “elite” , é a falta de educação e idiotizacao do povo , que se pauta pela fofofoca sem sentido e a desinformação promovida por nossa mídia bandida .
    No fundo , parte disso passa também por uma falha no investimento ( principalmente em termos de qualidade ) na Educação Fundamental Publica , ao meu ver o grande ( e gravíssimo ! ) erro dos governos petistas de Lula e Dilma , como pontuou o grande Renato Janine Ribeiro , rifado pela presidente em troca da negociata politica com Picciani et caterva do PMDB .

    1. lenita

      12 de outubro de 2015 9:06 pm

      Eduardo Pereira

      Concordo com vc c/ relação à importância do estudo, embora a maioria dos coxinhas e outros não tão coxinhas assim, não é a falta de estudos, mas a falta de educação política. Ser facilmente dominado pela mídia, sem jamais contestar é preguiça mental mesmo, falta de reflexão. O povo está totalmente despoitizado ou melhor a mídia tratou de fazer isto e o fez mt bem.

       

       

       

       

      1. Free Walker

        13 de outubro de 2015 11:06 am

        Interessante,
        o mesmo povo

        Interessante,

        o mesmo povo que dava 87% de aprovação a Lula é o mesmo povo que dá 9% de aprovação a Dilma e é o mesmo povo que continua assistindo a Globo e o mesmo povo que continua lendo a Veja e a Folha.

        Como explica isso?

        – Houve um desastre chamado Dilma no meio do caminho. Dilma teu nome é Crise, Crise teu nome é Dilma.

        Os autoentitulados progressistas são tão curiosos e estranhos.

         

  8. Conde de Rochester

    12 de outubro de 2015 7:38 pm

    O povo unido

    O discurso da dita esquerda brasileira, caducou, adoeceu na UTI e amarga um descredito generalizado, que pra sobreviver tem urgência de se reformular, de se repensar e humildemente reconhecer publicamente todos os equívocos que patrocinou. Nada impede que concomitante com a auto critica realce os acertos.

    Toda a”luta” dos grupos organizados pos ditadura militar auto intitulados de esquerda que deveria defender direitos sociais, se apresenta hoje para a opinião popular como um movimento que serviu para catapultar os interessados para as benesses do estado, triste. estado, que desde seu nascimento, vem sendo espoliado por integrantes de todo o espectro politico. A elite brasileira, toda ela, foi de uma sanha, de uma gula, dificilmente satisfeita a responsável pelo brasil, hoje deter os piores índices social, no mundo.

    E a tal da esquerda não deixou por menos. Até conseguiram superar aqueles que lhes serviu de alvo para atingir o poder. Então esta coisa de luta de classe é um argumento senil, que só resta enterrar. Tentar imputar a alguns políticos a pecha de liderança indutiva de um conservadorismo sem levar em conta que é a própria sociedade que lhes da sustentação é tentar tapar o sol com a peneira. O autointitulado movimento progressista tem que afinar o discurso se quiser sobreviver. Passa da hora os autointitulados progressistas continuarem adubando um terreno com as táticas ultrapassadas de luta de classes e como seriam eles os salvadores da pátria. Isto não convence mais ninguém. Basta dar umas voltinhas nos morros cariocas ou nas periferias de qualquer cidade brasileira.

    Não é com palavrório e com prolixidade, outra técnica ultrapassada de convencimento, que convencerão alguém de que os movimentos do capital é algo a ser combatido por certa parcela da sociedade a bem de todos. Valorização ou desvalorização de commodities é algo que o Brasil já deveria ter superado e contasse hoje com uma indústria de agregados e de avanço de tecnologia, continuamos dependendo de commodites como no passado, o que mudou?

    Quais foram as desregulações neoliberal das finanças e do mundo do trabalho independente de miss Thatcher, que as esquerdas igualmente não patrocinaram, existe algum inocente por ai? A velha critica eufórica imputando todos os males do mundo no capitalismo e o uso de argumentos ideológicos neste contraponto não levou a lugar algum. Criticar o comercio, o livre comercio ou o comercio regulamentado, alimentar a fogueira, jogando aqueles que defendem Keyne contra os que preferem Hayneken, esperando as sobras para beneficio próprio é uma atitude que já foi identificada e que macula os que esperam obter vantagem, o que colocam no lugar daquilo que criticam com tanto afoitamento? Nada, nada. Até a velha China o ultimo bastão da retorica comunista entregou os pontos.

    Volto a repetir este negocio de lutas de classes é senil, caducou. Modernizem o discurso senão o ostracismo vai ser avassalador. A presidente tem apenas 9% de aprovação depois de eleita e não tem nada a ver com ideologia, a coisa toda estourou,porque foi inevitável, estouraria de qualquer maneira, fosse o partido que estivesse no poder, foi um movimento inevitavel, o PT deu azar de ser ele que estava no poder.

    Não acredito que a Dilma da um tiro no próprio pé por imprudência ou inexperiência politica, pra mim ela aje assim, inclusive adotando a pauta liberal , mais por desforra do que outra coisa. É como se desse um recado de que diante de tanta cretinice e descalabro que veio a tona ela seria a menos responsável.

    A parcela conservadora do estado não tem qualquer ideologia, pelo contrario ela tenta refletir o conservadorismo da população em seu beneficio e sim, qdo contrariada em seus interesses utiliza sem escrupulo algum da repressão, alias, coisa que a esquerda utiliza igualmente, neste ponto se igualam sem controvérsia alguma.

    Não existe mais este negocio de luta de trabalhadores contra um patronato cruel e injusto, o que conta hoje é o mérito e a capacidade profissional do empregado, na tal luta de classes quem perdeu foram os trabalhadores, isto é claro, basta uma analise superficial dos fatos.
    É o salario e a prosperidade material que contam.

    Sera que existem condições de recuperação diante da terra arrasada de como a esquerda deixou a do

    Brasil?

  9. Ivan de Union

    12 de outubro de 2015 8:24 pm

    Se os golpistas “jogam um

    Se os golpistas “jogam um jogo de vida ou morte”…

    Eu voto ;por morte.  DELES.

    Alguem me acompanha?

  10. Messias Franca de Macedo

    12 de outubro de 2015 10:11 pm

     
    PETIÇÃO PÚBLICA  – Por um

     

    PETIÇÃO PÚBLICA  – Por um aceno teu

    Para: Dilma Vana Rousseff

    http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=PorUmAcenoTeu

    http://www.peticaopublica.com.br/imagespet/br/85648_1.jpg

  11. Andre B

    12 de outubro de 2015 10:47 pm

    o debate de ideias não está no ceú da politica.

    A partir do momento em que o governo Dilma sanciona o diagnóstico e legitima, mesmo que de forma mitigada a terapeutica, aderindo as ideias das classes dominates, não há mais debate de ideias entre oposição e governo. Não por acaso o que vemos nos últimos tempos é a desfaçatez com os dois lados se apresentando como aquilo que não são – a oposição de direita como impolutos preocupados com o bem-estar do povo e o governo se autodenominando de ‘esquerda’ e como o paladino da justiça social e da classe trabalhadora. Ambos fazem o contrário do que dizem ser. Dai também que as ideias vão desaparecendo do debate entre  governistas e ‘direitistas assumidos. Cada vez mais o debate se resume a chavões – como coxinha, fascista, tucano ou petralha, comunista, bolivariano – e até mesmo a xingamentos e calúnias. Basta olhar alguns comentários dos mais exaltados aqui no GGN, de ambos os ‘lados’. 

    Mas acho que  isso não significa que o debate de ideias deixou de existir, ele continua existindo na sociedade civil, apenas não se reflete no teatro farsesco dos politicos que tem maior visibilidade. Os 90% de desaprovação de Dilma não significam 90% de aprovação das ideias dominantes – até porque o governo Dilma, pelo menos em parte e cada vez mais, aderiu a elas. Existem muitas ideias diferentes e até mesmo opostas nesses 90%. Talvez o que haja em comum em grande parte desses 90% seja a rejeição do teatro farsesco que grande parte da politica brasileira se tornou, mais do que ao governo Dilma somente.

  12. Alexandre Weber - Santos -SP

    13 de outubro de 2015 1:39 am

    Golpistas são só meia-duzia e foram pegos no contra-pé

    O que pleiteiam é a volta do comando do Brasil para os políticos aventureiros, não conseguirão ficar contra a população, mais fácil é tirá-los do caminho.

    O texto do Giordano Bruno é claro nesta mecânica, uma pequena tradução do artigo do Paulu Freude “Reflections on The vinculis in genere”

    “Países democráticos desenvolvidos normalmente encomendam detalhadas e sofisticadas pesquisas de mercado sobre tudo: para interpretar os gostos e as tendências dos seus cidadãos e acima de tudo, para descobrir seus desejos escondidos e seus prazeres secretos. A publicidade é cheia de mensagens eróticas, algumas evidentes, outras subliminares. É um governo pela manipulação dos consumidores e pela indução de estilos de vida. Basicamente, a mudança da lógica Machiavélica para a conexão erótica do Bruno consiste numa recalibração da imagem do homem e de como ele funciona na sociedade.

    Da força bruta do Machiavel com um potencial infinito para o vício e a virtude para o Bruno e suas capacidades  para desejos e infinitudes. O mecanismo que leva a isto é o Eros, em todas as suas variações e ele se apega à mente racional e imaginária. É a imaginação que conquista o trono político, não a força. E assim os políticos se tranformam nos artífices dos sonhos e aspirações dos homens, dos clubes, das associações e grupos sociais.

    Seu objetivo é criar, identificar, canalisar e guiar os desejos que nascem da natureza erótica do homem. Somando-se a reflexão, este sistema também têm um elemento “operacional”. É aqui que o Filóloso/Político assume o papel do Artista/Mágico. Um líder moderno assume o comando, mas não nos rígidos caminhos Machiavélicos nem na variação Gramciana do party-prince. Para Bruno, ganhar e manter o poder é uma operação “mágica” (no verdadeiro sentido da palavra) porquanto os fins continuam os mesmos (ter o controle da situação) o que muda são os meios (persuação).

    Assim como um amante enreda em uma teia mágica o sujeito/objeto do seu amor com gestos, palavras, serviços e presentes, deste modo o “mágico social” lança uma teia de suas visões fantásticas do mundo para capturar suas “presas” por meio do seu consentimento. Na visão republicana Machiavélica, o cidadão é, no máximo, um sujeito complacente, já no Bruno o cidadão é um amante que deve ser conquistado e enlaçado. Bruno chama esta corrente de operações de “vincolare” e aos seus processos é dado o nome genérico de laços, que é “vincula”.

    Política não é a ciência Maquiavélica de poder e comandar mas a arte de entender como manipular a mente dos indivíduos e do povo. Bruno trata o problema do ponto de vista do manipulador. Ele é, por excelência, o teórico dos políticos modernos.

    Séculos depois, será Sigmund Freud ( em seu famoso trabalho sobre a psicologia das massas  e a análise do ego, 1921) que irá estudar o mesmo fenômeno psicológico e as relações com o poder sobre o ponto de vista individual ( e não dos políticos) das massas e do indivíduo.

    Enquanto o príncipe do Machiavel é o antecessor do político/aventureiro, o mágico do Bruno é o protótipo dos sistemas de mídias de massas impessoais, auto-censuráveis, manipuladoras globais e reservatórios de inteligência que fascinam e controlam as massas das democracias ocidentais. A capacidade do mágico para controlar os cidadãos é na proporção direta do conhecimento deles e sua habilidade de atender ao que eles mais desejam. E isto se aplica tanto para grupo de cidadãos tomados como um todo como para cada cidadão individual.”

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      13 de outubro de 2015 4:42 am

      Que político brasileiro têm culhão para implementar austeridade?

      Belgium Riots Reach up to 100,000 People Against Austerity

      Belgium 10-8-2015

      Major protests have broken out in Belgium over AUSTERITY, according to Le Monde. According to the police, up to 100,000 people demonstrated in the center of the capital against the AUSTERITY measures imposed by Prime Minister Charles Michel. The protests in Europe will get much worse on the other side of 2015.75.

       

  13. Edivaldo D

    13 de outubro de 2015 5:26 am

    o caos ou derrocada

     

    Se os golpistas forem avante até a instalação do impeachment de Dilma ocorrerá uma de duas coisas: ou eles lançam o país no caos político/institucional ou irão colher o fruto amargo de uma derrota aniquiladora, ou seja, se não afundarem o país afundam sozinhos.

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