Observação minha: um achincalhe inacreditável !!! Usar espaços de uma das melhores universidades do país para “resolver problemas de segurança”, um absurdo total.
Se acontecer, será apenas mais uma das muitíssimas porradas nos rostos dos mineiros, relacionadas a futebol, pois, em primeiro lugar, o Mineirão não deveria estar ali – mas já que está, com o beneplácito dos governos municipal, estadual e federal, que esta tríade se vire para proteger fortemente o importantíssimo patrimônio da UFMG contra tudo e contra todos.
Lastimável, tudo isto. Espera-se que muito em breve arranjem outro lugar para o Mineirão, e que aquilo possa se transformar numa faculdade de medicina da UFMG em complemento às instalações já existentes em BH.
O que o jornal O TEMPO divulgou foi o seguinte:
http://www.otempo.com.br/cmlink/hotsites/copa-do-mundo-2014/desembarque-na-ufmg-para-fugir-dos-protestos-1.845245
Desembarque na UFMG para fugir dos protestos
Thiago Nogueira
Diante da possibilidade de protestos no entorno do Mineirão durante os jogos da Copa do Mundo, as forças de segurança do Estado e os órgãos envolvidos na organização têm realizado reuniões após reuniões para definir alternativas que evitem o encontro de manifestantes e torcedores no trajeto para o estádio, impedindo, assim, que possíveis incidentes manchem o espetáculo.
Localizada ao lado do Mineirão, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) é considerada ponto estratégico para o planejamento trânsito, que só será divulgado pela BHTrans nos próximos dias.
O TEMPO obteve acesso a uma das possibilidades estudadas pelas autoridades. O principal plano é utilizar o campus da UFMG como ponto de embarque e desembarque dos Terminais Copa para os ônibus que chegarem pela avenida Carlos Luz. Por meio das Fans Walks, que cruzariam os portões de entrada das escolas de Veterinária, Odontologia e Farmácia, os torcedores chegariam com tranquilidade à esplanada sul do estádio.
O deslocamento dos ônibus pela Carlos Luz, sentido Pampulha, seria facilitado pela demarcação de uma faixa preferencial do lado direito da via. O outro sentido da avenida – para o centro – ficaria livre para a marcha dos manifestantes, se for o caso.
O problema é que a universidade seria contra a presença de forças de segurança dentro de seus limites. Na onda de manifestações do ano passado, durante a Copa das Confederações, a reitoria da universidade foi ocupada por estudantes revoltados com a presença da Força Nacional, convocada para guardar o patrimônio.
Posteriormente, uma resolução do Conselho Universitário – assinada pelo então reitor Clelio Campolina, após reunião com o governador Antonio Anastasia e os ministros da Justiça e da Defesa, José Eduardo Cardozo e Celso Amorim – comprometeu-se pela não ocupação do campus pelas tropas.
Com uma área do tamanho de 537 campos de futebol, a UFMG tem locais de mata que podem facilitar o acampamento de manifestantes que queiram, por exemplo, invadir a área de segurança Fifa apenas saltando o alambrado que delimita o campus.
Procurada pela reportagem, a UFMG, por meio de sua assessoria de imprensa, informou apenas que está dialogando com os diferentes setores envolvidos no planejamento do evento. A universidade não vai se manifestar sobre a presença ou não de forças de segurança dentro do campus.
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