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Nesta segunda-feira, 14, o Grupo Abril anunciou o recebimento de aporte de R$ 450 milhões, feito pela Família Civita, que é dona do conglomerado de comunicação. Com o dinheiro, a empresa está fazendo acordos para reduzir o endividamento de curto e médio prazo. O foco principal da operação é encerrar 2015 com equilíbrio financeiro.
Edifício do Grupo Abril, em São Paulo (Imagem: Divulgação)De acordo com o presidente do Grupo Abril, Giancarlo Civita, as iniciativas de capitalização e fechamento do acordo colocam a empresa em melhores condições para começar as operações em 2016. “Esse aporte representa, acima de tudo, nossa confiança nos negócios e no país. Temos um compromisso com a Abril e acreditamos na sua perenidade. Somos e continuaremos sendo a maior Editora da América do Sul, líder em vários segmentos e plataformas. Também nos mantemos fortes nos negócios de impressão e distribuição”, diz o executivo.
Civita acredita que a capacidade de geração de caixa somada à credibilidade e à solidez do Grupo Abril são os principais fatores que tornam a companhia preparada para o ano que vem. “Fizemos os ajustes necessários, nossa rentabilidade melhorou e entramos em 2016 com nova perspectiva”.
2015: ano de reestruturação
No início de 2015, a Abril decidiu focar em negócios de mídia e distribuição e vendeu a divisão Abril Educação para a Fundos Tarpon, que passou a comandar as editoras Ática e Scipione, entre outras empresas. Com a mudança, o grupo passo a ser formado pela Abril Mídia (Editora Abril e Abril Gráfica) e pela DGB (Logística e Distribuição).
Em seguida, a companhia declarou que passaria a priorizar o formato online e encerrou a versão impressa das revistas Veja BH e Veja Brasília. Em junho, a Placar, editada há 45 anos pela Abril, foi transferida para a Editora Caras, acompanhada de títulos como Anamaria, Arquitetura & Construção, Contigo, Tititi, Você RH e Você S/A.
Na ocasião, os impressos de Exame PME e Capricho foram encerrados e as marcas passaram a ser trabalhadas apenas no ambiente virtual. A decisão foi acompanhada de uma onda de demissões que, segundo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (SJSP), atingiu ao menos 60 colaboradores, sendo 30 jornalistas. Há pouco mais de um mês, a Abril também anunciou oencerramento de três revistas licenciadas: Men’s Health, Women’s Health e Playboy, além da transferência dos títulos Nova Escola e Gestão Escolar para a Fundação Lemann.
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