IGP-M tem maior resultado em 17 anos

Alta da carne influencia variação de preços; índice que ajusta contratos de aluguel sobe 7,30% em 2019

Jornal GGN – O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) encerrou o mês de dezembro em alta de 2,09%, bem acima dos 0,30% apurados em novembro e o maior resultado para o índice desde fevereiro de 2003 (início do primeiro governo Lula), quando a variação foi de 2,28%. Os dados foram divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Com o resultado, a variação acumulada entre janeiro e dezembro de 2019 chegou a 7,30% – e a tendência é que esse percentual seja integralmente revertido para os próximos reajustes dos contratos de aluguel. Em dezembro de 2018, o índice havia caído 1,08% no mês e acumulava alta de 7,54% em 12 meses.

Um dos principais responsáveis por tal variação foi o item carnes bovinas, que passou de 3,76% para 18,03% e ajudou a puxar o grupo Alimentação, que reverteu a deflação de -0,04% de novembro para subir 2,36% em dezembro e puxou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do mês para 0,84%, após alta de 0,20% em novembro.

Ao todo, cinco das oito classes de despesa componentes do IPC aumentaram suas taxas de variação. Os outros grupos que avançaram no período foram Transportes (de 0,21% para 0,91%), Despesas Diversas (de 1,69% para 3,13%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,28% para 0,60%) e Comunicação (de -0,01% para 0,30%), puxados pelos aumentos da gasolina (de 0,61% para 2,70%), jogo lotérico (de 12,74% para 23,33%), passagem aérea (de 3,42% para 10,27%) e pacotes de telefonia fixa e internet (de 0,07% para 1,39%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos que reduziram suas variações foram Habitação (de 0,19% para -0,42%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,30% para 0,26%) e Vestuário (de 0,29% para 0,15%), afetados pelos itens tarifa de eletricidade residencial (de 0,49% para -2,96%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,54% para 0,19%) e roupas infantis (de 1,02% para 0,26%).

No caso do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), a inflação avançou para 2,84% em dezembro, ante 0,36% em novembro. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais subiu 3,31% em dezembro, contra 0,77% no mês anterior. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 2,45% em dezembro, ante 1,10% no mês anterior.

A variação do grupo Bens Intermediários variou de 0,49% em novembro para 0,43% em dezembro, ao passo que o índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,36% em dezembro, contra 0,45% em novembro.

Já o índice do grupo Matérias-Primas Brutas disparou de -0,23% em novembro para 5,03% em dezembro, puxado pela alta do minério de ferro (de -11,21% para 3,38%), bovinos (de 8,02% para 19,57%) e café (em grão) (de 3,60% para 15,57%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,14% em dezembro, ante 0,15% no mês anterior. Dois dos três grupos que formam o índice perderam força: Materiais e Equipamentos (0,31% para -0,04%) e Serviços (0,36% para 0,11%). O custo da Mão de Obra passou de 0,00% para 0,26%.

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