Impacto econômico das mudanças climáticas é maior que se imagina

Tatiane Correia
Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.
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Aumento de um grau na temperatura é capaz de reduzir o PIB mundial em 12%; expectativa é de alta de três graus até o fim do século

Foto de Chris LeBoutillier na Unsplash

O impacto econômico causado pelas mudanças climáticas é seis vezes maior do que se pensava, com o aquecimento global afetando a riqueza em níveis consistentes com o patamar de perdas financeiras de uma guerra permanente e contínua.

Segundo pesquisadores entrevistados pelo jornal britânico The Guardian, um aumento de 1ºC na temperatura global reduz o PIB (Produto Interno Bruto) global em 12%, algo muito maior do que o registrado em estudos anteriores.

A temperatura global já subiu mais de um grau desde os tempos pré-industriais, e muitos estudiosos do clima acreditam que a queima contínua de combustíveis fósseis pode aumentar a temperatura do planeta em 3ºC (5,4ºF) até ao final deste século devido à queima contínua de combustíveis fósseis.

De acordo com o documento, um aumento de 3°C na temperatura vai causar “quedas abruptas na produção, no capital e no consumo que excederão 50% até 2100”, uma perda econômica considerada tão grave que é “comparável aos danos económicos causados ​​pela luta numa guerra interna e permanente”, acrescenta.

O relatório também traça um prognóstico maior sobre as perdas econômicas do que as pesquisas anteriores por meio do custo social do carbono, que é o custo em dólares dos danos causados ​​por cada tonelada adicional de emissões de carbono, em US$ 1.056 por tonelada, enquanto o intervalo estabelecido pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) é de cerca de US$ 190 por tonelada.

Tatiane Correia

Repórter do GGN desde 2019. Graduada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo.

1 Comentário

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  1. O Brasil está mostrando a si mesmo e ao mundo que é capaz de lidar com a catástrofe que atingiu um estado inteiro. Mas a verdade precisa ser dita aqui: o RS (10.880.506 habitantes) é pequeno em comparação a Bahia (14.136.417 habitantes), Rio de Janeiro (16.054.524 habitantes), Minas Gerais (20.538.718 habitantes) e São Paulo (44.420.459 habitantes); a participação do RS no PIB nacional também é muito pequena (6,5%). Se dois ou mais desses estados maiores e economicamente mais importantes sofrem eventos climáticos extremos ao mesmo tempo nosso país entrará em colapso ou terá condições humanas, materiais, técnicas e econômicas de fazer frente aos desafios impostos pelo aquecimento global? Existe algum estudo recente feito sofre esse assunto?

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