4 de junho de 2026

IPC-S recua em cinco de sete capitais em julho

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Jornal GGN – A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou e fechou o mês de julho com variação de 0,53%, resultado 0,08 ponto percentual abaixo da taxa divulgada na semana anterior (0,61%). Em cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a inflação semanal perdeu ritmo.

Em Salvador (de 0,57% para 0,24%), Belo Horizonte (de 0,57% para 0,34%), Porto Alegre (de 0,61% para 0,57%), São Paulo (de 0,93% para 0,90%) e no Recife (de 0,59% para 0,40%) os índices registrados na última semana de julho foram inferiores aos da penúltima semana. 

Brasília foi a única capital pesquisada que registrou alta do IPC-S de 0,04 ponto percentual (de 0,5% para 0,54%). Nesta edição, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram aceleração em suas taxas, com destaque para os grupos Educação, Leitura e Recreação e Saúde e Cuidados Pessoais, cujas taxas passaram de -1,70% para -1,35%, e de 0,73% para 0,92%, respectivamente.

Segundo os dados divulgados pela FGV, apesar da leve queda de 0,03 ponto percentual, São Paulo segue como a capital com maior IPC-S. O índice variou de 0,93% para 0,90, influenciado pela desaceleração de seis das oito classes de despesa que compõem o índice: Comunicação (de 1,25% para 0,70%), Vestuário (de -0,06% para -0,46%), Transportes (de 0,07% para -0,25%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,00% para -0,08%), Alimentação (de 0,73% para 0,66%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,48% para 0,45%)..

Salvador foi a capital com maior desaceleração do IPC-S. O índice caiu 0,33 ponto percentual passando de 0,57% na terceira semana de julho para 0,24% na última. O resultado foi influenciado por cinco das oito classes de despesa avaliadas, entre as quais se destacam os grupos Vestuário e Habitação, cujas taxas passaram de 0,34% para -0,29%, e de 0,12% para -0,42%, respectivamente.

O Rio de Janeiro manteve a estabilidade do índice e registrou a menor taxa de IPC-S (0,24%). Três das oito classes de despesa apresentaram aceleração enquanto cinco desaceleraram. Alimentação foi o grupo com maior alta (de 0,33% para 0,47%) e Vestuário, o grupo que mais desacelerou (de -0,06% para -0,35%).

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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