25 de junho de 2026

Jair Bolsonaro foi procurado por comparsas do miliciano Adriano da Nóbrega, diz Intercept

Grampos da operação Os Intocáveis mostra que milicanos teriam ligado para Bolsonaro, que teria se colocado à disposição. Interceptação foi suspensa após revelações

Jornal GGN – Reportagem veiculada pelo Intercept Brasil neste sábado (24) informa que o Ministério Público doRio de Janeiro decidiu não renovar grampos em pessoas ligadas às investigações sobre a morte do miliciano Adriano da Nóbrega, após surgirem referências ao presidente Jair Bolsonaro.

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Segundo a matéria, comparsas de Nóbrega teriam comentado, em ligações telefônicas, que procurariam o “homem da casa de vidro” – referência ao Palácio do Alvorada – para cobrar ajuda financeira e apoio à família do miliciano morto em operação da Polícia da Bahia, em fevereiro de 2020.

Adriano da Nóbrega estava foragido e era alvo do MP-RJ, sob acusação de chefiar o Escritório do Crime, uma milícia que praticava assassinato por encomenda. Adriano era amigo de Bolsonaro, foi homenageado pelo filho Flávio e teve esposa e mãe empregadas no gabinete do hoje senador.

De acordo com os grampos, a primeira ligação supostamente feita a Bolsonaro apareceu na noite em que Adriado foi morto. “Ronaldo Cesar, o Grande, identificado pela investigação como um dos elos entre os negócios legais e ilegais do miliciano, diz a uma mulher não identificada (MNI, no jargão policial) que ligaria para o ‘cara da casa de vidro’.”

Quatro dias após a morte de Adriano, Grande então falou com um homem não identificado, que aparece na transcrição da polícia como “PRESIDENTE”, e relata os problemas com a família do miliciano devido à divisão de bens.

A polícia não inseriu detalhes na descrição, mas resumiu que o homem que pode ser Jair Bolsonaro se colocou à disposição de Grande no que fosse necessário.

No mesmo dia, o pecuarista Leandro Abreu Guimarães e sua mulher, Ana Gabriela Nunes – que ajudaram Adriano a se esconder da polícia por um período – foram grampeados conversando sobre ligar para “Jair”. Leandro é “um vaqueiro premiado, que ganha a vida organizando e participando de rodeios. Foi num desses eventos que o ex-capitão comprou 22 cavalos de raça mesmo estando foragido da justiça.” Há suspeitas de que Adriano lavava dinheiro do crime investindo na compra de animais nobres.

Segundo o Intercept apurou, o MP-RJ, “o conjunto das circunstâncias permite concluir que os nomes são referências ao presidente Jair Bolsonaro.”

O MP-RJ teria aceitado interromper os grampos porque não pode investigar um presidente da República. A função cabe à Procuradoria-Geral da República. Mas a PGR sob Augusto Aras não quis responder se recebeu as informações do MP fluminense.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Comentários fechados.

Recomendados para você

Recomendados