10 de junho de 2026

Jessé Souza: a radiografia do golpe

Sugestão de Gilberto Cruvinel

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O Conversa Afiada exibe entrevista do sociólogo Jessé Souza a propósito de seu novo livro “A radiografia do Golpe”, editado pela LeYa. O amigo navegante vai entender por que a epígrafe é do Cazuza: “Transformar o país num puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro.”

Jessé trata também da “inflação do diploma” e as manifestações de 2013; como os golpistas se articularam no Jornal Nacional, quando as manifestaçoes se “federalizaram” e o JN deu aos golpistas a capa da moralidade: são os que combatem a corrupção (do PT); por que o combate à corrupção é pornograficamente seletivo; o elogio do procurador Eugênio Aragão; e o que é essa “classe média de Oslo”, marineira…

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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7 Comentários
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  1. Pedro Rinck

    28 de agosto de 2016 2:21 pm

     
    Interessante é como o “jn”

     

    Interessante é como o “jn” transformou canalhas em heróis, com suas camisas da CBF. A alma da  globo é fascista.

  2. bfcosta

    28 de agosto de 2016 3:26 pm

    Acho que há algo de errado ou

    Acho que há algo de errado ou estranho na linha de raciocínio de Jessé. Se a classe média brasileira é esse poço de reacionarismo todo e é ela quem decide os destinos do país, teria sido impossível que tivéssemos governos progressistas em nossa história. Aliás, em determinado momento, ele mesmo fala que algo em torno de 1/3 da classe média tem esse perfil reacionário, pelo menos. Imagino que esteja se referindo a votação histórica que o PSDB tem nas eleições federais. Mas e os outros 2/3, são o que ? Aliás, quanto em termos de voto representa a classe média no eleitorado como um todo ? Menos de 50% eu suponho. Pelos indicativos de distribuição de renda, seria menos que 20 %. Será ela realmente a causa da atual onda de reacionarismo ? E quanto aos outros 50 ou 80 % conforme a conta feita ?

    Outra coisa a se analisar é que, se é verdade que o jornal nacional é uma espécie de grande irmão capaz de unificar os conservadores (acho que ele subestima o papel de Veja e outras mídias como a própria internet), ele existiu em toda a ex-nova república e não foi capaz de evitar 4 derrotas consecutivas do PSDB em nível federal. Acho eu inclusive que deveríamos olhar com mais cuidado o resultado quantitativo dessas últimas 4 eleições, em especial a de 2006. Em todas elas, houve o mesmo nível de animosidade da imprensa e o que o entrevistado chama de classe média, já era um grupo com uma orientação política coesa, com um objetivo que se mostrou constante e determinado. Descontada a queda de ânimo com os limites do Lulismo começaram a mostrar, esse grupo nunca conseguiu crescer significativamente a ponto de sequer conseguir ganhar uma eleição, mesmo uma como 2014 em que já havia grande desgaste do projeto Lulista. Se não levar em consideração essas variáveis, a análise toda parece ficar muito partidarizada, meio que tentando evitar um acerto de contas com os próprios erros cometidos no período Lula + Dilma. O que por outro lado não quer dizer que o entrevistado não tenha razão ao denunciar a partidarização da imprensa e o reacionarismo de parte do eleitorado pois isto é claramente fato mais que aceito pela maioria, além dos próprios citados, imprensa e “coxinhas” como queiram.

  3. Antônio - Minas Gerais

    28 de agosto de 2016 4:48 pm

    Globo, o maior partido político do Brasil

    A entrevista é clara e reveladora, além do mais mostra de forma inequívoca o quanto que esquerda cochilou e montada na prepotência, na arrogância e na preguiça foi incapaz e ler com profundidade necessária os eventos e a narrativa montada pela oposição, oposição liderada pela Globo. Singer o cérebro da esquerda, contra Kamel o cérebro da Globo. Será que precisa dizer o placar? A propósito, alguém ainda compra a obra prima (O Lulismo) do Singer?

  4. Marcia Eloy

    28 de agosto de 2016 5:14 pm

    Jessé Souza

    Excelente esta entrevista. Uma análise completa.

  5. mcn

    28 de agosto de 2016 5:57 pm

    A introdução do livro do Jessé…
    … pode ser lida aqui:

    http://www.ocafezinho.com/2016/08/24/a-radiografia-do-golpe/

    Vale a pena. Ele usa linguagem não acadêmica, fundamenta com muitos dados, buscando desnudar os aspectos estruturais e não meramente conjunturais do Golpe de 16.

  6. Tony

    29 de agosto de 2016 5:20 am

    A Tolice Da Inteligência Brasileira

    A Tolice Da Inteligência Brasileira – Jessé Souza

     

    Descrição do livro

    Todos os dias indivíduos normalmente inteligentes e classes sociais inteiras são feitos de tolos para que a reprodução de privilégios injustos seja eternizada entre nós. Para enxergar com clareza nosso real lugar no mundo, é fundamental compreender como nossa elite intelectual submissa à elite do dinheiro construiu uma imagem distorcida do Brasil de modo a disfarçar todo tipo de privilégio injusto. Os poucos que hoje controlam tudo precisam desse “exército de intelectuais” do mesmo modo como os coronéis do passado precisavam de seu pequeno exército de cangaceiros. Com uma abordagem teórica e histórica inédita, este livro oferece um caminho para devolver ao brasileiro a possibilidade de compreender as reais contradições de sua sociedade.Nos bolsos do 1% mais rico da população brasileira, está o resultado do trabalho dos 99% restantes. E assim é há muito tempo, diante do olhar passivo de toda a população. Se a maioria subjugada raramente levanta a voz contra esse estado de coisas, é porque a violência física que antes permitia uma desigualdade tão grande e uma concentração de renda tão grotesca foi substituída, no Brasil formalmente democrático de hoje, por uma espécie de “violência simbólica”, que se disfarça em convencimento pelo melhor argumento. Ao dominarem todas as estruturas do poder, da informação e da inteligência, os privilegiados monopolizam os recursos que deveriam ser de todos e abrem caminho para a exploração do trabalho da imensa maioria sob a forma de taxa de lucro, juros, renda da terra ou aluguel. Tamanha violência simbólica só é possível pelo sequestro da inteligência brasileira em prol desse 1% mais rico, que passa a monopolizar os bens e recursos escassos, sejam materiais ou ideais. Em vez de apontar para as causas reais da concentração da riqueza social e para a exclusão da maioria, essas concepções de intelectuais servis ao poder nos levam a acreditar que nossos problemas advêm da “corrupção apenas do Estado”, levando a uma falsa oposição entre o Estado demonizado, tido como ineficiente e corrupto, e um mercado visto como reino de todas as virtudes. Como as falsas contradições estão sempre no lugar de contradições reais, este livro é um apelo à inteligência viva dos brasileiros de modo a desvelar os mecanismos simbólicos que possibilitam a reprodução de uma das sociedades mais desiguais e perversas do planeta.

  7. Tony

    29 de agosto de 2016 5:26 am

    Aqui a entrevista no Brasilianas

    Debates Brasilianas.org – Jesse Souza, presidente do IPEA (TV Brasil) 16.11.2015

    Sobre o livro: “A Tolice Da Inteligência Brasileira – Jessé Souza”

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=C-uQrji6PBU%5D

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