O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (11) para pedir a investigação de uma possível entrada de recursos estrangeiros, de forma direta ou indireta, na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
O pedido apresentado pelo petista tem como base declarações atribuídas a Renan Santos, nas quais o empresário teria mencionado apoio da organização Rockbridge Network à campanha do candidato do PL. Lindbergh quer esclarecer se houve participação de recursos provenientes dos Estados Unidos no financiamento das atividades eleitorais de Flávio.
A solicitação ao STF busca verificar a eventual origem dos recursos e se houve algum tipo de repasse estrangeiro para a campanha. A legislação eleitoral brasileira estabelece regras para o financiamento de candidaturas, incluindo restrições à utilização de recursos de origem estrangeira.
Flávio Bolsonaro é candidato à Presidência da República pelo PL nas eleições de 2026. O episódio ocorre em meio à disputa eleitoral e às discussões sobre o financiamento das campanhas e a eventual atuação de organizações estrangeiras no processo político brasileiro.
*Com informações do Poder360.
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Rui Ribeiro
12 de setembro de 2026 12:03 amO pior cego é o que finge não ver*
Augusto Cury, um psiquiatra que vendeu milhões de livros falando de gestão da emoção, agora condiciona apoio no segundo turno a uma “prova de inocência” de Flávio Bolsonaro no caso Dark Horse.
É o teatro perfeito da isenção seletiva.
Não é mais sobre opinião. O STF já autorizou investigação sobre o financiamento do filme. O ministro André Mendonça abriu inquérito contra Flávio Bolsonaro pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no caso dos repasses do banqueiro Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse”.
A Polícia Federal apura se recursos ligados ao Banco Master foram direcionados à produtora por meio de fundo no exterior e se houve desvio de emendas parlamentares para a produção — operação que já teve 49 mandados de busca autorizados pelo ministro Flávio Dino mirando deputado e produtora.
O próprio senador admitiu que pediu dinheiro a Vorcaro para o filme, em valores que interlocutores estimam em R$ 134 milhões, com mais de R$ 60 milhões efetivamente pagos segundo planilhas da PF.
E a história do dinheiro de aposentado não é invenção: a investigação nasceu do colapso do Banco Master, com prejuízo de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito, banco que tinha como lastro justamente dinheiro de fundos e previdências. 73b8
Aí vem Cury e diz: “se provar que não tem dinheiro público, eu apoio”. Inverte tudo. Em um país sério, quem quer apoio teria que provar a origem limpa de cada centavo antes de pedir voto, não depois. O ônus da prova virou prêmio de campanha.
Milhões de trabalhadores que contribuem para previdências estaduais veem seu dinheiro virar risco em operação de filme biográfico superfaturado — um filme de R$ 134 milhões, mais caro que a maioria dos vencedores do Oscar — enquanto o discurso oficial é “zero de dinheiro público”. aac7
Cury não está desinformado. Está fazendo escolha política com verniz de equilíbrio emocional. Chama de gestão da emoção o que é, na prática, gestão da omissão.
Quem finge não ver investigação do STF, operação da PF, áudio cobrando dinheiro e rastro de banco liquidado não está sendo neutro. Está sendo cúmplice por conveniência.
Paulo Dantas
12 de setembro de 2026 10:57 amJogando para a galera , pedindo uma investigação que já está em andamento.
Depois reclamam que o STF atua demais.