O ex-presidente Lula (PT) disse nesta terça-feira (4) que acredita em vitória no estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do País, mesmo com o atual governador Rodrigo Garcia (PSDB) declarando “apoio incondicional” a Jair Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos). O PSDB decidiu oficialmente liberar os diretórios para definirem as alianças de segundo turno.
Lula também disse que o PT conversa com outros partidos visando o segundo turno. Ele antecipou aos jornalistas que, na quinta-feira (6), uma parte do PSD de Gilberto Kassab deve anunciar apoio à sua candidatura.
Garcia chegou em terceiro lugar na disputa pelo governo de São Paulo, atrás de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), respectivamente. Com a derrota, o PSDB perdeu a hegemonia de 3 décadas no estado paulista. Lula admitiu que nunca teve contato com Garcia. Segundo informações da grande mídia, Garcia pode ter minado alianças entre PT e PSDB em estados como Rio Grande do Sul, onde Eduardo Leite disputará o segundo turno e poderia ser apoiado pelos petistas.
Disputa por apoios
O PDT de Ciro Gomes e o Cidadania anunciaram nesta terça (4) o apoio a Lula no segundo turno. Simone Tebet (MDB) deve se encontrar com Lula na quarta (5). O MDB deve liberar Tebet e os deputados e governadores para que apoiem Lula no segundo turno, mas Jair Bolsonaro conta com divisões internas.
Bolsonaro recebeu hoje apoio de Romeu Zema (Novo), reeleito para o governo de Minas Gerais. Bolsonaro ainda fecha aliança com Ronaldo Caiado (Goiás), Ratinho Jr. (Paraná) e Cláudio Castro (Rio de Janeiro).
Lula falou à imprensa sobre alianças após encontro com padres franciscanos. Na agenda, o ex-presidente petista reafirmou que é cristão e disse que não usará religião como arma no segundo turno.
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