No debate da BAND desta terça-feira, Dilma (PT) usou números, Aécio (PSDB), manchetes da Veja, e Marina (PSB) tergiversou. A candidata do PSB, que surfa a sedutora onda da demonização da política e da critica generalizada a serviços públicos e economia, teve a oportunidade de expor seu conteúdo… e perdeu.
Em segurança pública, enquanto Dilma defendeu o governo, apresentando dados, e Aécio propôs alterações legislativas repressivas, Marina não apresentou proposta. O jornalista José Paulo de Andrade perguntou a Marina se ela reduziria os 40 ministérios. Ela disse que vai cortar ministérios não estratégicos. Dilma peguntou: Vão cortar ministérios? Quais? Boris Casoy ainda quis saber se vai extinguir fator previdenciário. Esquivou-se. Também defendeu a agropecuária sustentável.
Em economia defendeu a política econômica de FHC, baseada no tripé neoliberal: juros para controle de inflação, câmbio flutuante e superávit primário. A banqueira Neca Setúbal, herdeira do Itaú e coordenadora de sua campanha, já defendeu independência do Banco Central. Aliás, nesse tema ela demonstrou irritação e polemizou ao comparar Chico Mendes à banqueira, como membros de uma elite.
Diante de critica sobre radicalismo ambiental, Marina foi segura. Afirmou ter concedido importantes licenças em sua passagem pelo Ministério do Meio Ambiente, unindo economia e Meio Ambiente. Ela teria viabilizado a usina de Jirau, a transposição do São Francisco, a BR 163 e reduziu desmatamento.
Ao chamar Mais Médicos de paliativo, levou uma bordoada da presidenta, que argumentou que o programa não é paliativo pra quem está precisando, mas caso de urgência. Dilma explanou ainda que o programa também consiste na formação de milhares de médicos para os próximos anos, suprindo a demanda.
Ela ainda enfatizou que o PSB é sua legenda de aluguel, enquanto não cria a Rede. Abriu e encerrou sua participação lamentando a perda de Eduardo Campos. No mais, o fenômeno Marina está levando Aécio à direita, adotando a estratégia de assumir legado FHC, e Dilma à esquerda, com legado Lula.
P.S.: Marina defende a política econômica de FHC e a política social de Lula. Não é o que o Aécio está fazendo? Luciana Genro (PSOL) já afirmou que Marina é a segunda via do PSDB.
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