Ao contrário dos alertas e terrorismo típicos de fanáticos na disputa eleitoral, não há risco nenhum na eleição de MARINA, haverá sim um impacto de proporções mundial, no mesmo nível de representação de ´novidade´ política, mais ainda que as eleições de FHC, MANDELA, LULA e OBAMA. E hoje as novas pesquisas eleitorais serão divulgadas em que a população brasileira demonstra acreditar no sonho de edificação de um mundo melhor com ênfase no desenvolvimento sustentável a partir de um novo jeito de se fazer a política no Brasil.
Não são raros os exemplos de grandes lideranças que mudaram a história sem antes terem uma prévia carreira política de governantes afiançando o êxito administrativo. Além dos referidos FHC, LULA e OBAMA, podemos lembrar-nos de MICHELLE BACHELLET, CRISTINA KICHNER, NELSON MANDELA, FIDEL CASTRO e o mais evidente, mais recente e dimensão de poder que foi eleito para exercer: o sociólogo BARACK OBAMA.
Evidente que a eleição de MARINA, a primeira ativista pela sustentabilidade ecológica, terá repercussão mundial e nós, brasileiros, nos orgulharemos disso. Tal como fez a eleição de LULA, MANDELA e OBAMA, figuras outsiders, sinalizamos ao mundo que o eixo do exercício do poder político exige novos compromissos que signifiquem mudanças.
O prestígio internacional de MARINA somada com uma votação popular extraordinária vai conferir a legitimidade e a credibilidade nas propostas de reformas institucionais que o Brasil reclama. A nossa classe política perdeu a legitimação da representação e isso é ruim para a democracia, portanto, após 25 anos da Constituição Cidadã que selou o fim da ditadura militar e escrita sob o compromisso político de assegurar a democracia, chegou a hora de, olhando para o futuro, semear um governo de reformas e transição democrática.
O fim das reeleições no executivo e a limitação no legislativo e a reforma no judiciário, os três poderes que trazem tantos vícios e dependências à governabilidade e novas regras para a representação política e para a participação da sociedade civil, serão marcos saneadores desse ambiente político viciado.
Um novo pacto federativo precisa ser consensual. Nada mais justifica a concentração orçamentária na união. O cidadão vive no município e no estado, sendo absurdo que uma ambulância do SAMU seja deliberada em ´emendas´ orçamentárias da união, adquiridas em Brasília e enviadas para Xapuri ou Brejo das Antas somente interessa ao Deputado despachante de emendas e, em muitas vezes, ao superfaturamento. E se os munícipes, em vez da ambulância, deliberem que a prioridade fosse um ônibus escolar, ou uma viatura para os bombeiros?
Ao assegurar que feita a transição e as reformas MARINA não desejará a reeleição – tal como fez MANDELA – assegura aos demais partidos, e suas lideranças, especialmente os três grandes – PT – PSDB e PMDB – que em 2018 estarão em condições de uma disputa pelo poder com regras renovadas e ambiente político sadio. Livres da dependência dos nefastos caciques Sarneys, Renans, Collors, Barbalhos, Valdemares, Malufes etc etc.
Por outro lado, com MARINA-PSB, há o expresso reconhecimento dos avanços nas estruturas econômicas e políticas sociais a partir de FHC, LULA e DILMA e, com isso, não há risco algum em desmanche ou interrupção do que foi excelente até agora: a estabilidade econômica; a melhor distribuição de rendas e a redução à miséria continuam sendo compromissos do estado e não de um ou outro governante.
A criação de mecanismos institucionalizados para dar voz e peso às demandas da sociedade civil representará um aprofundamento da democracia e da cidadania e é o conceito nuclear do movimento REDE liderado por MARINA. E entendemos que essa formalização da representação da sociedade civil, para ter eficácia e legitimidade, deva ser feita com amplo debate nacional e até mesmo com uma lei submetida ao referendo conforme prevê a constituição. Fazei-lo por decreto num final de mandato e a forma da indicação da sociedade são as restrições ao decreto do atual governo.
No embate puramente eleitoral dirão os reducionistas, quanto ao ´risco´, o fato de MARINA não ter a experiência no exercido de diversos cargos no executivo. Mas nem o sociólogo FHC, nem o metalúrgico LULA, nem o advogado MANDELA e o sociólogo OBAMA ou a médica pediatra MICHELLE BACHELLET, nenhum deles haviam sido governadores antes de assumirem a presidência onde representaram seus ideais políticos.
E, concluindo, os ideais sonháticos de MARINA possuem significado extraordinário para o futuro da humanidade.
O mundo capitalista precisa ser sacudido por essa figura ímpar: o desenvolvimento com sustentabilidade, tanto econômico como social, é dar vida ao que profeticamente ensinava o saudoso professor MILTON SANTOS em sua última grande obra: “A outra globalização é possível.” em que demonstrou a necessidade de se criar uma globalização mais humanizada, em que a tecnologia, o capital financeiro e a mecanização são criticados por sua desumanização e centralização do capital diante da vida pessoal e social.
Enfim, MARINA significará para o mundo a denúncia da globalização como fábula; da globalização perversa que retira os recursos naturais das nações e continentes mais pobres para usufruto perdulário nos países mais ricos e, por fim, que o mundo dê ênfase à nova globalização que busca novos conceitos a partir de uma integração real, humanitária e social, dizia MILTON, ao que designou como ´consciência universal´.
Nós brasileiros podemos, nessa oportunidade histórica, através de MARINA e da histórica possibilidade de interlocução política do PSB rompendo com a nefasta polarização de ‘nós x eles´, convocar a elite política brasileira, do PSDB, do PT, PCdo B, setores do PMDB e com uma base parlamentar consistente, promover as reformas, de forma fraterna e exemplar, oferecendo ao mundo os ideais sonháticos de MARINA e ela será ser o êmulo transformador das relações globalizadas em que o ser humano seja o sujeito dos agentes econômicos, e não o empecilho descartável da atual globalização.
Nunca mais o mundo será igual após a eleição de MARINA SILVA. E sonháticos seremos todos.
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