MEC fecha acordo com faculdade acusada de oferta irregular de cursos no Brasil

Florida Christian University é especializada em coaching religioso – e não passou pelos processos de cooperação internacional do Capes

O MEC, liderado por Abraham Weintraub (foto), fechou protocolo de intenções com uma instituição norte-americana especializada em coaching religioso. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil (via fotospublicas.com)

Jornal GGN – O governo Jair Bolsonaro fechou um protocolo de intenções com uma instituição norte-americana especializada em coaching religioso – e que já foi alvo de sentença por oferta irregular de mestrados no Brasil.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, o MEC (Ministério da Educação) e a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) firmaram parceria com a Florida Christian University, embora a instituição não tenha passado pelos processos de cooperação internacional da agência e não tenha nenhuma acreditação relevante de qualidade no sistema de ensino norte-americano.

Entre os principais cursos da Florida Christian University, estão um mestrado de artes do coaching e um bacharelado em aconselhamento cristão – que tem por objetivo habilitar o aluno “a integrar conhecimento filosófico, literário e histórico dentro da visão bíblica”.

A Florida Christian afirma em suas páginas que busca preparar “profissionais, leigos e pastores para cumprir suas vocações com valores cristãos” ao oferecer aulas de bacharelado, mestrado, doutorado e pós-doutorado em quatro áreas: negócios, educação, comportamento —o que inclui aconselhamento e terapia de casal— e teologia.

A Unifuturo, universidade localizada na Paraíba e que atua com a Florida Christian no Brasil, não está autorizada a oferecer mestrados e doutorados, foco da atuação da Capes. Além disso, a Justiça Federal do Rio Grande do Norte decidiu em 2016 que a Florida Christian University ofertou de maneira irregular cursos de mestrado e doutorado em educação, por meio de articulação com instituições privadas brasileiras, entre elas a Unifuturo.

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Enquanto isso, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, continua com seu discurso crítico à qualidade das universidades federais, e o atual presidente da Capes, Benedito Aguiar Neto, defende a abordagem educacional do criacionismo em “contraponto à teoria da evolução”. Tudo isso vai de encontro com o discurso do presidente Jair Bolsonaro – que já declarou que, embora o Estado seja laico, ele é “terrivelmente cristão”.

 

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2 comentários

  1. de criacionismo, em criacionismo, vamos nos achegando ao milagre de nos transformarmos no que já fomos (e muitos ainda são): símios a pular de galho em galho enquanto nas goiabeiras o bicho da goiaba “vira” divindade. Atraso, atraso, atraso e negócios nem tão bem explicados.

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