Décadas de 80/90 eu ia na casa do meu irmão Felício e da minha cunhada Jane em São Paulo e quase sempre o passeio era nos centros-de-compras onde aprendi uma coisa e descobri outra, aprendi que o centro-de-compras foi criado para separar as classes sociais e descobri lá dentro, nos elevadores e nos túneis na ida e na volta que sou claustrofóbico, pavor também de elevador panorâmico.
Em um desses templos do deus consumismo me senti melhor no elevador de serviço mesmo com o ascensorista, entregadores e mercadorias eu os procurava e eles me chamavam num entrosamento perfeito em pouco tempo.
Nos tempos do Orkut recebi uma mensagem do blog sombras somente, que na época do Natal o blogueiro estava num elevador desses centro-de-compras e junto dele uma jovem funcionária trabalhando até tarde da noite para vender quanto a mais 1, 2 ou 5%? Expondo a moça ao voltar para casa ao risco de um assalto ou estupro! Compensa?
Numa entrevista na televisão Leonardo Boff chamou os centro-de-compras de fetiches onde 90% do que estão vendendo não precisamos comprar.
No programa Provocações uma história que os cinemas de um centro-de-compras próximo à uma favela fez o preço a um real às segundas-feiras para que os moradores da favela pudessem ir ao cinema e eles não iam porquê eles não tinham roupa apresentável para ir ao centro-de-compras.
Agora que negros e pobres estão podendo ir transformaram a presença deles em um crime.
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