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13 Comentários
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  1. NICKNAME

    30 de abril de 2015 3:31 am

    A Bruxa – Carlos Drummond de Andrade

    Nesta cidade do Rio,

    de dois milhões de habitantes,

    estou sozinho no quarto,

    estou sozinho na América.

     

    Estarei mesmo sozinho?

    Ainda há pouco um ruído

    anunciou vida ao meu lado.

    Certo não é vida humana,

    mas é vida. E sinto a bruxa

    presa na zona de luz.

     

    De dois milhões de habitantes!

    E nem precisava tanto…

    Precisava de um amigo,

    desses calados, distantes,

    que lêem verso de Horácio

    mas secretamente influem

    na vida, no amor, na carne.

    Estou só, não tenho amigo,

    e a essa hora tardia

    como procurar amigo?

     

    E nem precisava tanto.

    Precisava de mulher

    que entrasse neste minuto,

    recebesse este carinho,

    salvasse do aniquilamento

    um minuto e um carinho loucos

    que tenho para oferecer.

     

    Em dois milhões de habitantes,

    quantas mulheres prováveis

    interrogam-se no espelho

    medindo o tempo perdido

    até que venha a manhã

    trazer leite, jornal e clama.

    Porém a essa hora vazia

    como descobrir mulher?

     

    Esta cidade do Rio!

    Tenho tanta palavra meiga,

    conheço vozes de bichos,

    sei os beijos mais violentos,

    viajei, briguei, aprendi.

    Estou cercado de olhos,

    de mãos, afetos, procuras.

    Mas se tento comunicar-me

    o que há é apenas a noite

    e uma espantosa solidão.

     

    Companheiros, escutai-me!

    Essa presença agitada

    querendo romper a noite

    não é simplesmente a bruxa.

    É antes a confidência

    exalando-se de um homem.

    Nesta cidade do Rio,

    de dois milhões de habitantes,

    estou sozinho no quarto,

    estou sozinho na América.

     

    Estarei mesmo sozinho?

    Ainda há pouco um ruído

    anunciou vida ao meu lado.

    Certo não é vida humana,

    mas é vida. E sinto a bruxa

    presa na zona de luz.

     

    De dois milhões de habitantes!

    E nem precisava tanto…

    Precisava de um amigo,

    desses calados, distantes,

    que lêem verso de Horácio

    mas secretamente influem

    na vida, no amor, na carne.

    Estou só, não tenho amigo,

    e a essa hora tardia

    como procurar amigo?

     

    E nem precisava tanto.

    Precisava de mulher

    que entrasse neste minuto,

    recebesse este carinho,

    salvasse do aniquilamento

    um minuto e um carinho loucos

    que tenho para oferecer.

     

    Em dois milhões de habitantes,

    quantas mulheres prováveis

    interrogam-se no espelho

    medindo o tempo perdido

    até que venha a manhã

    trazer leite, jornal e clama.

    Porém a essa hora vazia

    como descobrir mulher?

     

    Esta cidade do Rio!

    Tenho tanta palavra meiga,

    conheço vozes de bichos,

    sei os beijos mais violentos,

    viajei, briguei, aprendi.

    Estou cercado de olhos,

    de mãos, afetos, procuras.

    Mas se tento comunicar-me

    o que há é apenas a noite

    e uma espantosa solidão.

     

    Companheiros, escutai-me!

    Essa presença agitada

    querendo romper a noite

    não é simplesmente a bruxa.

    É antes a confidência

    exalando-se de um homem.

    1. Anna Dutra

      30 de abril de 2015 9:06 am

      Solidão, uma bruxa
      Da Solidão
      Vinicius de Moraes

      A maior solidão é a do ser que não ama.

      A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.

      A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.

      O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno.

      Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

  2. jns

    30 de abril de 2015 5:35 am

    Leonard Cohen

                       O Poeta do Erótico Desespero

    [video:https://youtu.be/UhmqKSRfHzw width:600]

                       Vivo por completo 
                       Vivo abertamente 
                       Pelas camadas do tempo 

    [video:https://youtu.be/DgEiDc1aXr0 width:600]

                       Como um pássaro em um fio, 
                       como um bêbado num coral à meia-noite, 
                       eu tentei da minha maneira ser livre

    [video:https://youtu.be/DHqqlm9yf7M width:600]

                       cantor-compositor-poeta-escritor canadense
                       um dos poucos cantores a deixar-noss sentir hipnotizados e vulneráveis
                       completou 80 anos em setembro de 2014
                       ( qual é a senha poeta? )

    [video:https://youtu.be/8IfmiKnZi3E width:600]

    Cohen descreveu a si mesmo em cinco palavras: “Oh, os sete pecados capitais.”

    [video:https://youtu.be/1MPw8pPIlOc width:600]

    Minha reputação como um mulherengo era uma piada que me levou a rir amargamente pelas dez mil noites que passei sozinho – Leonard Cohen

  3. Anna Dutra

    30 de abril de 2015 6:41 am

    A dor da Impossibilidade
    A dor da Impossibilidade

    [video:https://youtu.be/P9kSjudMdEg%5D

  4. Odonir Oliveira

    30 de abril de 2015 8:10 am

    Maravilhoso !

    Como se tivesse sido escrito há alguns minutos apenas.

    Ser eterno é ser assim.

  5. Odonir Oliveira

    30 de abril de 2015 8:51 am

    Dores de amores? Chame, chame o Chico! Chame, chame o Chico!

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=hn4JyodL7K4%5D

     

     

     

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=H263F_Ds298%5D

    1. Anna Dutra

      30 de abril de 2015 11:42 am

      Chico é insuperável!

      Chico é insuperável! Mas, da sua cornucópia inesgotável, a mais linda, a perfeita ainda não foi postada aqui. Não que eu tenha visto… Cartas para a redação. Abcs!

  6. Anna Dutra

    30 de abril de 2015 9:31 am

    Over green fields

    Over green fields … E abra esta gaiola em direção ao sol [video:http://youtu.be/q16qceWAdd4%5D

    1. Odonir Oliveira

      30 de abril de 2015 9:48 am

      Há, há, há

      Dificuldades pra levantar?

      Recorra a Anna Dutra, e Elton John te salvará.

      Só John salva !

      há, há, há muito bom !

  7. NICKNAME

    30 de abril de 2015 11:07 am

    O que a TV não diz sobre o Nepal (muito menos a novela global)

    O que a TV não diz sobre o Nepal (muito menos a novela global)

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=cOchPkRxAHA align:center]

    1. NICKNAME

      30 de abril de 2015 11:12 am

      veja em Wikipedia internacional

      (Só porque é mais confiável e atualizada) http://en.wikipedia.org/wiki/Nepal  Uma amostra entre outras é esta, compare-se com a edição brasileira.

      Veja-se também Budismo numa edição e na outra (note a diferença). A ed brasileira é apologética, não faz referência sequer a alguma crítica filosófica ao budismo. Já inseri tal observação que logo depois algum outro colaborador… apagou. É a tolerância. Uma enciclopédia…

  8. Antonio Lemos

    30 de abril de 2015 11:45 am

    50 anos de “SATISFATION”

    Esse hit dos Stones está viajando na Voyage e já está prá lá do sistema solar… rrsrsrs

    Tem um dos riffs de guitarra mais poderosos do rock.

    Aqui “Satisfation” em Copacabana em janeiro de 2006 (I was there!!!). 

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=g5W4k6vD2WY%5D

     

    Aqui a materia do UOL:

    http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2015/04/30/satisfaction-faz-50-anos-e-ainda-intriga-machismo-ou-obra-prima-do-rock.htm

     

  9. emerson57

    30 de abril de 2015 3:53 pm

    rixa no Paraná

    Aqui o ponto de vista dos vencedores? da batalha:

    [video:https://youtu.be/Ram0jFobI2s%5D

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