Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
Rpv
10 de maio de 2015 3:26 amUma aula de Mino Carta
Um dos bichos papões continua vivo. A esquerda é boa para o país. Ela nos instiga, nos faz avançar.
Liberdade de imprensa, não é forma é conteúdo. Não basta o jornalista ter liberdade para escrever, é preciso que todos segmentos da sociedade estejam representados.
https://www.youtube.com/watch?v=4HxP1g5PiJw
jns
10 de maio de 2015 5:58 amO Xote Paraense
Minha mãe, minha mãe quando eu morrer
Você mande me enterrar
Debaixo duma palmeira, debaixo duma palmeira
Onde canta o sabiá
Menina, menina casa comigo
Porque nós não morre de fome
A mamãe tem um franguinho, a mamãe tem um franguinho
Quando ela matar nós come
Minha mãe, minha mãe, minha mãezinha
Minha mãe que Deus me deu
Tava na beira da morte, tava na beira da morte
Eu cantei ela viveu
Menina, menina fica comigo
Pra tu ver o que nunca se viu
Minha gata pôs um ovo, minha gata pôs um ovo
Minha galinha pariu
Minha mãe, minha mãe lá vem o home
Fio meu, deixa o home vir
Eu não devo nada’o home, eu não devo nada’o home
Nem o home deve a mim
[video:https://youtu.be/35IjT3fK0fs width:600]
lucianohortencio
10 de maio de 2015 1:11 pmGuru, eu juro!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=Q-WVwnwjrgE%5D
jns
10 de maio de 2015 1:51 pmAguarde!
De Éguas Russas à Broadway
Escrevi uma obra – genial, como sempre – cujo personagem principal é o Meu Guru.
Participam o Saci Pererê, o Caranguejo Excomungado, o Ze Caronti, a Iracema e o meu Tenor Nervoso.
O enredo busca referências do passado heróico do nosso herói nas indomadas Éguas Russas do sertão do Ceará e vai dar nos luxuriosos palcos iluminados da Broadway em New York.
Revelarei o nome do projeto e todo enredo, com exclusividade, no seu blog, oportunamente.
Beijos nas nádegas …. de novo!
Fui …. pro colo da mamãe!
jns
10 de maio de 2015 2:25 pmSelvagens Mamães
A estrada é longa
Longa é a inocência
Mas elas estarão sempre perto
jns
10 de maio de 2015 6:20 amUm cordel para cada mãe desse mundo
Vixe…
O cabra pode escolher muita coisa nessa vida…
Ser artilheiro ou goleiro,
pedalar ou correr,
Inté o sabor das coisas a gente pode escolher!
Mas a coisa mais joiada, mais preciosa,
mais arretada da vida da gente,
Simplesmente não se escolhe…
A MÃE!
Ela que é um pedacim de Deus no mêi do mundo,
Um tantim assim de bravura,
e um tantão assim de ternura.
Mãe é doce feito mel de rapadura,
macia feito algodão,
cheirosa feito milho na fogueira
numa noite de São João.
Mãe é pura perfeição,
não tem pra que escolher.
E mesmo assim,
se eu tivesse a graça desse poder,
de todas as mães do mundo,
teria escolhido você!”
– Bráulio Bessa
Declamado,
este cordel pode ser conferido em:
https://www.facebook.com/nacaonordestina/posts/958996774133559
jns
10 de maio de 2015 2:04 pmSalvem
Todas as mães deste mundo que são “mães até debaixo d’água”
MIL BEIJOS PRA TODAS AS MAMÃES DO MUNDO!
Odonir Oliveira
10 de maio de 2015 3:10 pmLindas imagens
No que me cabe, obrigada.
Odonir Oliveira
10 de maio de 2015 11:22 am“Ó mãe, me explica me ensina me diz o que é feminina…”
[video:https://www.youtube.com/watch?v=VlwAON8Bd_w%5D
Odonir Oliveira
10 de maio de 2015 11:24 am“Acabou chorare”, Novos Baianos-1972
[video:https://www.youtube.com/watch?v=JlmmaqWrUUU%5D
Amaro Doce
10 de maio de 2015 11:43 amNo dia das mães, uma pausa para o amor
[video:https://www.youtube.com/watch?v=fr7IRai3PDQ align:center]
[video:https://www.youtube.com/watch?v=5kN4WjVMSyY align:center]
[video:https://www.youtube.com/watch?v=dYXFBXQ8uGY align:center]
[video:https://www.youtube.com/watch?v=sCdzuc5XBnE align:center]
Odonir Oliveira
10 de maio de 2015 5:47 pmSim, porque “eu te amo”
Sim, porque eu te amo, dei pra gostar de músicas de amor, outra vez;
Sim, porque eu te amo, dei pra gostar de cartas de amor, ora em nuvem;
Sim, porque eu te amo, dei pra conversar com as flores, os pássaros, os bichos que percorrem os caminhos;
Sim, porque eu te amo, dei pra recordar sorrisos e alegrias e piadas tolinhas outrora ouvidas;
Sim, porque eu te amo, dei pra adorar vegetais, verduras, pratos coloridos em geral;
Sim, porque eu te amo, voltei a ver os filmes que já vi, os que nunca vi e desejar fazer outros tantos;
Sim, porque eu te amo, encontro gente que me sorri adivinhando meu estado de constante prenhez amorosa;
Sim, porque eu te amo, fico a namorar a chuva pela janela, a ver escorrer enxurradas de barquinhos invisíveis …
Sim, porque eu te amo, abro sorrisos largos, antes desconhecidos;
Sim, porque eu te amo, dei pra dormir menos e viver mais;
Sim, porque eu te amo, passei a fertilizar a terra, a polvilhar nela sementes de abacateiros, ameixeiras, limoeiros, passiflora ardente;
Sim, porque eu te amo, espero o entardecer, o sol se por e o dia raiar de novo a suspirar;
Sim, porque eu te amo, dei pra aceitar mais as diferenças entre as pessoas, o percurso de cada uma, a beleza das animas;
Sim, porque eu te amo, encontro nas montanhas companhia solene para a reflexão, o assobiar dos bem-te-vis e a oratória das maritacas;
Sim, porque eu te amo, abro mão da cotidiana cobrança do ser e estar, do compulsório e eterno ressarcimento de tempo e espaço;
Sim, porque eu te amo, entrego em pacotes manifestações de afeto e alegria como mínima retribuição pelos sonhos sonhados;
Sim, porque eu te amo, entorno rios de lágrimas pela insegurança do meu amor e não do teu;
Sim, porque eu te amo, não me permito ser mais frágil como antes o fui e não polir esse último e único brilhante;
Sim, porque eu te amo, contraio vontades inusitadas de dirigir por estradas a esmo, easyridermente;
Sim, porque eu te amo, aguardo o sono e os sonhos em que símbolos e sons compartilharão sensações indefinidas, irracionais, incompreensivelmente deleitáveis;
Sim, porque eu te amo, conheço espaços nunca antes percorridos, sabores nunca antes encontrados, sensações nunca antes experimentadas;
Sim, porque eu te amo, sei que estás no todo do meu caminhar e descubro que és a outra parte de mim em mim.
Sim porque eu te amo.
(Autor desconhecido)
NICKNAME
10 de maio de 2015 12:50 pmGal Costa – Mamãe, Coragem
[video:https://www.youtube.com/watch?v=ys7v3vDCq3o align:center]
Odonir Oliveira
10 de maio de 2015 3:08 pmAs francesas do samba e do chorinho
Nassif, postou na 3ª feira, o samba de aurélie&verioca. Ontem elas estiveram aqui em minha cidade se apresentando.
Encantadoras, misturando francês e português e, sob o sereno e o vento fortes do fim da noite, lotaram a praça pública pra gentes de todas as cores, nuances e ritmos nos pés.
M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A-S
http://www.aurelieverioca.com/
Edivaldo Dias Oliveira
10 de maio de 2015 3:16 pmGraciliando
Um papagaio falador
Graciliano Ramos
Para alegrar o domingo, um pouco de Graciliano Ramos numa prosa e linguagem típica dos contadores de causos do nordeste. “Um papagaio falador” nos transporta para quintais e terreiros de casas nordestinas, onde escutávamos estórias contadas pela parentaia que se reunia em torno de um pilão para pisar o café ou a paçoca.
Quem principiou a historia do papagaio foi Cesária, mas os homens se aproximaram da esteira onde ela cochilava com Das Dores e depois de alguns minutos Alexandre concluiu a narração. Cesária falou assim:
– O nosso casamento foi logo depois da vaquejada. Você lembra, Das Dores? O caso da novilha se espalhou de repente e o nome de Alexandre correu de boca em boca. Ele não disse isso porque não gosta de pabulagem, mas acredite que ficou o homem mais importante do sertão. Os fazendeiros tiravam o chapéu quando passavam por ele e cumprimentavam com respeito: – “Como vai a obrigação, major Alexandre?” É isto, Das dores. Alexandre Num instante virou major. Meu pai era pessoa de muito cabedal, e todo mundo por aquelas bandas queria casar comigo. Eu não fazia conta de ninguém, mas quando Alexandre se apresentou bem vestido e bem falante, quebrou-me as forças. Vinha preparado, com um rebenque de cabo de ouro, esporas de ouro…
– Montado no bode? Perguntou Das Dores.
– Não, respondeu Cesária, O bode era para as vaquejadas. Vinha num cavalo baixeiro, arreado com arreios de ouro, espelhando. Só queria que você visse, Das Dores. Meu pai ficou satisfeito com o pedido e eu concordei logo: – Se vossemecê acha que deve ser, está certo”. marcou-se o dia e preparou-se o enxoval, que foi uma beleza, Das Dores. Só queria que você visse. Um enxoval em que trabalharam todas as costureiras do lugar. A festa do nosso casamento durou uma semana. Muita dança, muita bebida, muita comedoria. Não ficou peru nem porco para semente. Veio o vigário, veio o promotor, veio o comandante do destacamento, veio o prefeito. Meu pai estava se estragando, mas era senhor de muitas posses e dizia: – “Festa é festa. Mais vale um gosto que quatro vinténs”. Quando os derradeiros convidados se retiraram, fomos mora na nossa casa nova, uma casa bonita como as da cidade. E o pai de Alexandre deu a ele um baú cheio de moedas de ouro. Aí era preciso a gente tratar da vida. Eu vendia e comprava, dirigia as coisa direito. Sempre tive cadência para as arrumações. Mas as viagens e as transações de muito dinheiro quem fazia era Alexandre. Na primeira viagem dele encomendei um papagaio. Queria um papagaio falador, custasse o que custasse. Agora você conta o resto, Alexandre.
– Não senhora, respondeu o marido. Você não começou história? Então acabe.
– Não senhor, replicou Cesária. Comecei porque podia começar, mas acabar não acabo. Contei a minha parte, que dei a encomenda, mas quem comprou o papagaio foi você.
Depois de muitas razões, Alexandre se resolveu tomar a palavra.
Em vista disso, eu conto. Isto é, conto o fim da história, que o principio os senhores já sabem. E nesse principio não acrescento nada, porque tudo quanto Cesária disse é a pura verdade. Amarro o negócio no ponto em que ela ficou. Realmente esse caso não tem importância, e até nem sei como Cesária foi mexer nele. Papagaio é bicho besta, ninguém presta atenção a lorotas de papagaio.
Esse era melhor que os outros, sem dúvida. Eu nem me lembrava dele, mas como a patroa foi desenterra-lo, vá lá.
Escutem. Estávamos na viagem, não é isto? Viagem do sertão à mata, para vender gado. Como era a primeira que eu fazia, a separação foi custosa. Cesária chorou, deu-me conselhos, afinal se aquietou com a esperança de possuir um louro falador. Prometer eu não prometia, que não ia oferecer a minha munlher um bicho ordinário, mas se aparecesse coisa boa, Cesária estava servida. Separei o gado, escolhi os tangerinos, separei-me da mulher depois de muitos porens e tomei o caminho do sul, sempre aumentando a boiada com o que havia de melhor por aquelas redondezas. Aves de pena ví em quantidade, araras, ararões e canindés, mas viventes de pouca fala. Procurei, pedi informações, – não achei nada que servisse. Larguei a encomenda e resolvi levar uma lembrança difernte para Cesária, volta de ouro ou corte de pano fino. Ora um dia de calor bati numa porta, com vontade de pedir agua: – “Ô de casa!” Uma voz de homem perguntou lá de dentro: – “Ô de fora! Quem é?” E eu respondi: – “É de paz. O senhor faz favor de arranjar uma sede de água para um viajante.” – “Não posso”, tornou a voz. “”Não posso porque estou amarrado”. Espantei-me: – “Como? Quem amarrou o senhor? Diga que eu desamarro.” – “Não se incomode não, moço”, foi a resposta. “Aqui em cas o costume é este. Vivo acorrentado.” – Nessa altura uma velha aparecu com um caneco de àgua e falou:
– “Cale a boca. Deixa de tomar confiança com quem tú não conheces.” Bebi e ia agradecer quando percebi que ela se dirgia a um papagaio que batia as asas, na gaiola pendurada na parede. Não é que eu tinha sido embromado, comendo o bicho por gente – “Sinhá dona”, perguntei, “vossemeçê me vende esse louro?” – “Não vendo não moço, é de estimação.” Eu cantei a velha: – Que seja de estimação não duvido. Mas pense direito, sinha dona. Quem tem vida morre. Se botarem mau olhado nele, vossemeçê fica sem mel nem cabaço. Eu pago bem. Faça preço no papagaio dona. A velha endureceu, depois chegou as boas e acabou pedindo pelo bicho um despropósito. Discutimos e findamos o ajuste, comprei o papagaio por quinhentos e cinquenta e quato mil e setecentos réis. Vejam que dinheirão. Quinhentos e cinquenta e quatro mil e setecentos.Bem. Recebi a gaiola e fiquei atrapalhado. Como havia de leva-la numa viagem que ia durar meses? Depois de refletir, desocupei uma bolsa de roupa ,fiz uns buracos nela e meti alí o papagaio, que protestou, muito contrariado. Arrumei a bolsa no meio de uma carga e tocamos para frente. Onde andei e quanto ganhei não preciso contar, basta dizer que a boiada se vendeu e fiz bom negócio. Conheci homens de consideração e ví sobrados. Quando voltei, trazia um surrão chei de ouro e caras de mantimentos. Dei uma festa quase tão grande como a do casório. O povo da rua se admirou, meu pai e meu sogro arregalaram os olhos. Eu de correntão no peito, eu lorde, mandando caixas de bebidas. Quem quisesse beber bebia até cair. Dinheiro não faltava. Enfim tudo se acomodou, o pessoal saiu e nós fomos endireitar a casa , varrer, lavar, limpar, arranjar as coisas. Cesária passou um dia arrumando a bagagem abrindo malas e guardando troços no armário. No meio do trabalho me chamou: – “Está aqui uma bolsa furada ,Alexandre. Que é isto?” E eu me lembrei: _ “Ai, Cesária! É o papagaio. Tranquei o papagaio na boplsa., Coitado. Esqueci-me dele e o pobre viajou sem comer.” Corri mais que depressa e fui abrir a bolsa. Encontrei o infeliz, enrolado num canto, feio como um pinto molhado. Cesária trouxe um pires de leite, mas era tarde, não havia jeito , não. O papagaio oplhou para mim, balançou a cabeça , levantou-se tremendo, encorujado, e disse baixinho: – “Sim, senhor, seu major, isto não é coisa que se faça”. Amunhecou e morreu.
Edivaldo Dias Oliveira
10 de maio de 2015 3:31 pmGraciliando
Aqui, o texto corrigido.
Um papagaio falador Graciliano Ramos Quem principiou a historia do papagaio foi Cesária, mas os homens se aproximaram da esteira onde ela cochilava com Das Dores e depois de alguns minutos Alexandre concluiu a narração. Cesária falou assim:- O nosso casamento foi logo depois da vaquejada. Você lembra, Das Dores? O caso da novilha se espalhou de repente e o nome de Alexandre correu de boca em boca. Ele não disse isso porque não gosta de pabulagem, mas acredite que ficou o homem mais importante do sertão. Os fazendeiros tiravam o chapéu quando passavam por ele e cumprimentavam com respeito: – “Como vai a obrigação, major Alexandre?” É isto, Das dores. Alexandre Num instante virou major. Meu pai era pessoa de muito cabedal, e todo mundo por aquelas bandas queria casar comigo. Eu não fazia conta de ninguém, mas quando Alexandre se apresentou bem vestido e bem falante, quebrou-me as forças. Vinha preparado, com um rebenque de cabo de ouro, esporas de ouro… – Montado no bode? Perguntou Das Dores. – Não, respondeu Cesária, O bode era para as vaquejadas. Vinha num cavalo baixeiro, arreado com arreios de ouro, espelhando. Só queria que você visse, Das Dores. Meu pai ficou satisfeito com o pedido e eu concordei logo: – “Se vossemecê acha que deve ser, está certo”. marcou-se o dia e preparou-se o enxoval, que foi uma beleza, Das Dores. Só queria que você visse. Um enxoval em que trabalharam todas as costureiras do lugar. A festa do nosso casamento durou uma semana. Muita dança, muita bebida, muita comedoria. Não ficou peru nem porco para semente. Veio o vigário, veio o promotor, veio o comandante do destacamento, veio o prefeito. Meu pai estava se estragando, mas era senhor de muitas posses e dizia: – “Festa é festa. Mais vale um gosto que quatro vinténs”. Quando os derradeiros convidados se retiraram, fomos morar na nossa casa nova, uma casa bonita como as da cidade. E o pai de Alexandre deu a ele um baú cheio de moedas de ouro. Aí era preciso a gente tratar da vida. Eu vendia e comprava, dirigia as coisa direito. Sempre tive cadência para as arrumações. Mas as viagens e as transações de muito dinheiro quem fazia era Alexandre. Na primeira viagem dele encomendei um papagaio. Queria um papagaio falador, custasse o que custasse. Agora você conta o resto, Alexandre. – Não senhora, respondeu o marido. Você não começou história? Então acabe. – Não senhor, replicou Cesária. Comecei porque podia começar, mas acabar não acabo. Contei a minha parte, que dei a encomenda, mas quem comprou o papagaio foi você. Depois de muitas razões, Alexandre se resolveu tomar a palavra. Em vista disso, eu conto. Isto é, conto o fim da história, que o principio os senhores já sabem. E nesse principio não acrescento nada, porque tudo quanto Cesária disse é a pura verdade. Amarro o negócio no ponto em que ela ficou. Realmente esse caso não tem importância, e até nem sei como Cesária foi mexer nele. Papagaio é bicho besta, ninguém presta atenção a lorotas de papagaio. Esse era melhor que os outros, sem dúvida. Eu nem me lembrava dele, mas como a patroa foi desenterra-lo, vá lá. Escutem. Estávamos na viagem, não é isto? Viagem do sertão à mata, para vender gado. Como era a primeira que eu fazia, a separação foi custosa. Cesária chorou, deu-me conselhos, afinal se aquietou com a esperança de possuir um louro falador. Prometer eu não prometia, que não ia oferecer a minha mulher um bicho ordinário, mas se aparecesse coisa boa, Cesária estava servida. Separei o gado, escolhi os tangerinos, separei-me da mulher depois de muitos porens e tomei o caminho do sul, sempre aumentando a boiada com o que havia de melhor por aquelas redondezas. Aves de pena ví em quantidade, araras, ararões e canindés, mas viventes de pouca fala. Procurei, pedi informações, – não achei nada que servisse. Larguei a encomenda e resolvi levar uma lembrança diferente para Cesária, volta de ouro ou corte de pano fino. Ora um dia de calor bati numa porta, com vontade de pedir agua: – “Ô de casa!” Uma voz de homem perguntou lá de dentro: – “Ô de fora! Quem é?” E eu respondi: – “É de paz. O senhor faz favor de arranjar uma sede de água para um viajante.” – “Não posso”, tornou a voz. “”Não posso porque estou amarrado”. Espantei-me: – “Como? Quem amarrou o senhor? Diga que eu desamarro.” – “Não se incomode não, moço”, foi a resposta. “Aqui em casa o costume é este. Vivo acorrentado.” – Nessa altura uma velha apareceu com um caneco de àgua e falou: – “Cale a boca. Deixa de tomar confiança com quem tú não conheces.” Bebi e ia agradecer quando percebi que ela se dirgia a um papagaio que batia as asas, na gaiola pendurada na parede. Não é que eu tinha sido embromado, comendo o bicho por gente – “Sinhá dona”, perguntei, “vossemeçê me vende esse louro?” – “Não vendo não moço, é de estimação.” Eu cantei a velha: – Que seja de estimação não duvido. Mas pense direito, sinha dona. Quem tem vida morre. Se botarem mau olhado nele, vossemeçê fica sem mel nem cabaço. Eu pago bem. Faça preço no papagaio dona. A velha endureceu, depois chegou as boas e acabou pedindo pelo bicho um despropósito. Discutimos e findamos o ajuste, comprei o papagaio por quinhentos e cinquenta e quatro mil e setecentos réis. Vejam que dinheirão. Quinhentos e cinquenta e quatro mil e setecentos.Bem. Recebi a gaiola e fiquei atrapalhado. Como havia de levá-la numa viagem que ia durar meses? Depois de refletir, desocupei uma bolsa de roupa ,fiz uns buracos nela e meti alí o papagaio, que protestou, muito contrariado. Arrumei a bolsa no meio de uma carga e tocamos para frente. Onde andei e quanto ganhei não preciso contar, basta dizer que a boiada se vendeu e fiz bom negócio. Conheci homens de consideração e ví sobrados. Quando voltei, trazia um surrão cheio de ouro e cargas de mantimentos. Dei uma festa quase tão grande como a do casório. O povo da rua se admirou, meu pai e meu sogro arregalaram os olhos. Eu de correntão no peito, eu lorde, mandando caixas de bebidas. Quem quisesse beber bebia até cair. Dinheiro não faltava. Enfim tudo se acomodou, o pessoal saiu e nós fomos endireitar a casa , varrer, lavar, limpar, arranjar as coisas. Cesária passou um dia arrumando a bagagem abrindo malas e guardando troços no armário. No meio do trabalho me chamou: – “Está aqui uma bolsa furada ,Alexandre. Que é isto?” E eu me lembrei: _ “Ai, Cesária! É o papagaio. Tranquei o papagaio na bolsa. Coitado. Esqueci-me dele e o pobre viajou sem comer.” Corri mais que depressa e fui abrir a bolsa. Encontrei o infeliz, enrolado num canto, feio como um pinto molhado. Cesária trouxe um pires de leite, mas era tarde, não havia jeito , não. O papagaio olhou para mim, balançou a cabeça , levantou-se tremendo, encorujado, e disse baixinho: – “Sim, senhor, seu major, isto não é coisa que se faça”. Amunhecou e morreu
Anna Dutra
10 de maio de 2015 7:04 pmMãe!
Mãe,
Amantíssima Senhora que, a todos e a cada um, protege e ampara como teus filhos diletos, te agradecemos!
Te agradecemos a alegria, a harmonia e a paz em nossos lares neste dia. Te agradecemos a oportunidade de experimentarmos este Amor – entre mães e filhos, da carne ou não – que sabemos é apenas um pequenino reflexo da Doçura e Amor emanados da tua Luz e da tua Proteção desde sempre.
Louvamos, Maria, tua infinita Bondade e Compaixão. Teu manto que nos cobre, teu Amor que nos ampara.
E te pedimos, Mãe, que abençoe os desvalidos, os sofredores, os abandonados.
Abençoa os enfermos em leitos de hospitais, os abandonados nos asilos e sanatórios, os sem lar da guerra e da fome, os sem amparo, esquecidos, rejeitados neste dia. Os que têm fome, fome de Amor, fome de um olhar, de uma palavra. Aqueles que, por escolha ou não, estão afastados da Lei. Aqueles que, ignotos da Mensagem e do Testemunho do teu Filho, estão percorrendo atalhos mais longos. E demorarão um pouco mais a chegar e se irmanar.
Protege, Mãe, os que escolheram as veredas sem Luz, as paragens áridas vazias de amor e compaixão, aqueles que, equivocados, tomam para si o que não lhes pertence.
Lucifica, Maria, com a Claridade da tua Luz, as mentes e corações dos homens; fazê-os compreender, aceitar, compartilhar, amar.
Guarda-nos a todos Mãe em teu seio e ajuda-nos a cumprir a tarefa que nos cabe.
Que assim seja!
lenita
10 de maio de 2015 11:05 pmLindo Anna ! Parabens !
Lindo Anna ! Parabens !
Anna Dutra
10 de maio de 2015 11:23 pmObrigada!
Lenita querida!
Ainda há tempo; o dia ainda não terminou: Feliz Dia das Mães!
Obrigada!
lenita
10 de maio de 2015 11:57 pmSão exatamente 20,56 hs.
Também ainda dá tempo de te agradecer e mandar o meu abraço e o desejo que tenhas tido um excelente dia.
Abraços
lenita
10 de maio de 2015 11:52 pmMeus amigos !
Como é bom conhecer tanta gente linda de coração, que nos transmite o melhor da vida. Valeu !