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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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  1. jns

    2 de janeiro de 2014 2:29 am

    O Brasil Rural, Singelo e Brejeiro

    “A cultura popular é a locomotiva que conduz o trem da vida.”

    Daniel de Paula

    Daniel de Paula, músico, compositor e arte-educador, nascido em Tangará da Serra, em Mato Grosso, residente em Cuiabá, violeiro graduado em Música e especialista em Antropologia Cultural, é pesquisador e difusor do instrumento singular “Viola de Cocho Pantaneira” bem como da música regional do cancioneiro mato-grossense pelo Brasil afora.

    [video:http://youtu.be/vrSZLVLy2do%5D

    [video:http://youtu.be/fKjKR76zWEU%5D

    Ana Salvagni

    ISABELA SENATORE/DIVULGAÇÃO

    “Olha, eu tenho a impressão que a alma cabocla do Brasil está sendo resgatada aos poucos porque mais cedo ou mais tarde a gente acaba voltando para o lado mais simples da vida. Eu acredito que isso vai ser um movimento de voltar para esse lado mais tranqüilo senão a gente acaba ficando louco, né?”

    “Acho que há uma volta ao tempo da ingenuidade que acho difícil recuperar porque tudo mudou muito, mas acho que tem como a gente simplificar e sair um pouco desse aparato técnico e tecnológico. Não digo abandonar, mas conciliar, equilibrar melhor as coisas.”

    “Está certo, os meus discos estão dentro desse Brasil mais rural, singelo, brejeiro. Mas quero dizer que não é uma coisa muito consciente para mim. Não é uma coisa: “ah, vou fazer isso”. É algo que acontece naturalmente. Quando olho para o que gravei eu constato que tem muita coisa do Brasil rural, delicado, brejeiro, mais singelo. Eu me identifico com isso.”

    [video:http://youtu.be/BhfEAXDLSp%5D

    Wilson Dias

    Compositor e violeiro, mineiro de Olhos D’Água, no Vale do Jequitinhonha.

    Wilson Dias no “Quintas da Viola”

    “A cultura popular é a locomotiva que conduz o trem da vida. Está presente em tudo. Canto, dança, prosa, crença, fala, livros, cores, soluções para os problemas. É passado e presente apontando o futuro. Propõe que nos encontremos e nos reconheçamos uns nos outros, afirmando a nossa história de gesto e rastro. Através dela, cantamos e contamos nossa aldeia na esperança de, ao menos, tangenciar essa misteriosa  construção chamada ser humano. Viva o povo brasileiro!”

    [video:http://youtu.be/qjTsBj9pg2w%5D

    [video:http://youtu.be/u0akdfodIg8%5D

  2. jns

    2 de janeiro de 2014 2:58 am

    A ÓPERA NORDESTINA DO POETINHA MAIOR

    O Pau-de-Arara de Vinícius e Carlos Lyra

    Na crônica intitulada ‘A Hora Azul’, publicada no jornal Última hora, de 13 de dezembro de 1952, Vinicius aborda a questão do homem-bicho do poema de Manuel Bandeira.

    Inicialmente, escreve sobre a cena que vira em um circo, na Avenida Presidente Vargas, perto da Praça 11.

    Em seguida, Vinicius escreve um trecho que nos parece ter sido a base para a futura letra de ‘Pau-de-Arara’.

    O dia era lindo, um pouco quente, mas azul, o que o fez lembrar-se de episódio ocorrido quando estava com Plínio Süssekind Rocha no bar Alcazar em Copacabana.

    Apareceu ‘um rapazinho de uns dezoito anos e nos perguntou se queríamos vê-lo comer umas giletes, idéia contra a qual relutamos’.

    Mas ele explicou:

    – ‘Por favor, doutor. Eu mastigo as giletes por qualquer cinco cruzeiros. É que eu ainda não comi nada até agora, sabe doutor…’

    O poeta erudito abraça os versos da cultura popular sertaneja.

    No texto de ‘Pau-de-Arara’, música de Carlos Lyra e letra de Vinícius de Moraes, o discurso nordestino entra em cena, incluindo o sotaque, a coloquialidade e o ritmo da viola de cantador de feira.

    Chegando ao Rio de Janeiro, os migrantes buscam ser ouvidos nas praças, nas rodoviárias e nas praias.

    O ‘pau-de-arara’ afirma: ‘a fome era tanta que nem voz eu tinha’.

    Expõe-se ao mundo mostrando dissonâncias em relação à suntuosidade da paisagem.

    A ausência de voz, detalhe lançado em meio aos versos, sinaliza não apenas para a ausência de visibilidade, mas de uma interlocução real com espaço público.

    Em ‘Da hospitalidade’, Jacques Derrida afirma que o estrangeiro, o ser desajeitado ao falar a língua no novo lugar, sempre corre o risco de ficar sem defesa.

    A personagem viniciana canta: ‘nem voz eu tinha’.

    Para Derrida, o estrangeiro é, principalmente, quem apresenta sua existência de modo ‘estranho à língua do direito’, pois, nessa instância, são formulados os deveres de hospitalidade.

    ‘Não se oferece hospitalidade ao que chega anônimo e a qualquer um que não tenha nome próprio, nem patronímico, nem família, nem estatuto social, alguém que logo seria tratado não como estrangeiro, mas como mais um bárbaro.’

    Roniere Menezes

    Doutor em Estudos Literários / UFMG – FALE

    Professor do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais – Brasil

    VINICIUS, CANTOR DO SUBMUNDO

    http://www.letras.ufmg.br  ]

    Zélia Barbosa Canta Pau de Arara

    [video:http://youtu.be/mQIb5nm8PQ0%5D

    1. jns

      2 de janeiro de 2014 1:49 pm

      Zélia Barbosa

       

      Smithsonian Folkways

      “Sem um país para se viver, um campo para o plantio, um amor para acariciar ou uma voz para cantar, você está morto.”

      ‘Zélia Barbosa, denuncia a situação dos trabalhadores rurais, explorados por latifundiários  e forçadas a fugir de suas casas por causa da seca e canta o lamento dos habitantes das favelas que deixam as suas famílias para trabalhar e esperar um aumento que nunca vem.’ – Smithsonian Folkway

      [video:http://youtu.be/JMDG9r6knB0%5D

      [video:http://youtu.be/zwNaRY6w4cE%5D

      [video:http://youtu.be/NGxCQxWt87Y%5D

      “Apoiado por violão e percussão, a música popular de Zélia se ​​tornou um veículo de expressão e de ação para os menos favorecidos e a classe social mais explorada do povo brasileiro dos sertões e das favelas.”

  3. jns

    2 de janeiro de 2014 4:07 am

    Desmond Tutu

    “Meu pai sempre dizia: não levante a sua voz, melhore os seus argumentos”

    “Quando os missionários chegaram à África, eles tinham a Bíblia e nós a terra. Disseram-nos: ‘vamos rezar’. Fechamos os nossos olhos e, quando os abrimos, nós é que estávamos com a Bíblia e eles com a terra”

  4. Ex-combatente

    2 de janeiro de 2014 8:26 am

    Eterna Ouro Preto

    Ouro Preto

  5. Antonio Carlos Silva - RJ

    2 de janeiro de 2014 12:38 pm

    Um jazz com a cara do RJ nesta manhã ensolarada .

    Moanin – Charles Mingus

    (música do grande pianista Bobby Timmons)

    [video:http://youtu.be/__OSyznVDOY%5D

  6. Antonio Carlos Silva - RJ

    2 de janeiro de 2014 2:31 pm

    Lá vem o sol….

    Here Come The Sun – The Beatles

    [video:http://youtu.be/n6j4TGqVl5g%5D

    Do Leme ao Pontal – Tim Maia

    [video:http://youtu.be/H9cNXv0f6EI%5D

    Descobridor dos Sete Mares – Tim Maia

    [video:http://youtu.be/SqHkZUz9-sA%5D

  7. Antonio Carlos Silva - RJ

    2 de janeiro de 2014 2:42 pm

    O Rio de Janeiro continua lindo !!!!

     

    Aquele Abraço – Gilberto Gil

    [video:http://youtu.be/6t4WSnkHOLI%5D

  8. Sérgio T.

    2 de janeiro de 2014 8:33 pm

    Meio atrasado…

    [video:http://youtu.be/c6rCq8Cx0QU%5D

  9. Sérgio T.

    2 de janeiro de 2014 9:02 pm

    True Collors

    Essa daqui tava no blog do Prof. Hariovaldo… Muito bom!

    [video:http://youtu.be/gqabJHdrbFo%5D

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