13 de junho de 2026

O mistério do aplicativo da Capitã Cloroquina

A explicação, portanto, é que se deram conta do primarismo da manipulação do aplicativo e bateram em retirada. E de costas, para não parecer debandada.

Somando-se as explicações do general Pazuello e da Capitã Cloroquina, é possível desvendar o mistério do TrateCov, o aplicativo criado pelo Ministério da Saúde. A jogada não foi desvendada anteriormente por ser excessivamente primária.

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  1. Desenvolveram um aplicativo onde, a pretexto de agilizar o diagnóstico, encaminhava todos os tratamentos para a cloroquina. Ficou claro nos depoimentos de várias pessoas que acessaram o aplicativo dando os mais diversos sintomas – até de gravodez. Em todos os casos, vinha o receituário da cloroquina.
  2. Aí um repórter entrou no aplicativo e – legalmente – fez inúmeras simulações, matando a charada.
  3. Percebendo que seriam desmascarados, Pazuello e Cloroquina denunciaram o suposto hackeamento e tiraram o aplicativo do ar.

Simples assim. Em seu depoimento, Pazuello falou em hackeamento. A Capitã disse que não, houve apenas invasão. Se houve invasão, e não foi para hackear, para que foi, então? Não há a menor lógica.

A explicação, portanto, é que se deram conta do primarismo da manipulação do aplicativo e bateram em retirada. E de costas, para não parecer debandada.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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2 Comentários
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  1. Jicxjo

    26 de maio de 2021 2:17 am

    Taí um bom nome para um futuro livro de suspense ambientado na pandemia. Mudando de assunto, depois da Capitã Cloroquina, falta agora chamarem o Cloroquininha (Hélio Angotti). Todos os caminhos levam ao Dick Vigarista.

  2. +almeida

    26 de maio de 2021 12:50 pm

    No começo podiam fazer o que quisessem que tds davam cobertura, afinal o favorito do povo aparentemente estava fora de combate. Porém, depois da meia noite, aquele que seria o Cinderelo mitológico da elite e da imprensa golpista, volta a ser o que sempre foi: um borralheiro sem eira nem beira, que sobrevive das cinzas e das trevas.

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