O golpismo cobra seu preço.
O especial da Folha sobre os 13 anos do PT na Presidência de 13 de dezembro de 2015 é um momento de resgate do fazer jornalismo. Efêmero, mas resgate assim mesmo.
O gráfico onde se mostra o crescimento da renda domiciliar per capita por decil econômico da população nestes treze anos de governos petista é algo que beira o emocionante: 129 % de crescimento para os 10% mais pobres e 32% para os 10% mais ricos.
Vitória em quatro eleições consecutivas? Ódio classista?
Pouco precisa ser explicado, após isso.
Porém, tal como na pesquisa de opinião da mesma Folha sobre a aprovação do governo Dilma de 29 de novembro de 2015, o que não está explícito é o que mais revela.
O custo da loucura golpista que nos toma desde o resultado das eleições de 2014:
- retração de 3,4% do PIB
- taxa de desemprego de 8,6% da população economicamente ativa
- taxa inflação de 10,3 %
- cotação do dólar a R$ 3,30
- déficit nominal de 10,4% do PIB.
Basta observar os pontos de inflexão dos gráficos, todos se dão em 2015.
Se algum defensor do impeachment ainda precisava que se desenhasse, agora não precisa mais.
PS1: o preço de 20 anos de PSDB em São Paulo.
Pesquisa para agronegócio reduz seu ritmo no Estado de São Paulo.
Laboratórios fecharam ou operam parcialmente; equipamentos estão sem manutenção. Nos sete institutos de pesquisa em agronegócio do Estado de São Paulo, o número de pesquisadores e técnicos caiu 49% desde o ano 2000: de 3.387 para os atuais 1.728. O último concurso público foi há dez anos e, segundo a APQC (associação dos pesquisadores), pesquisadores têm pedido demissão para trabalhar no setor privado ou em institutos como a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).
PS 2: a Oficina de Concertos Gerais e Poesia apoia o Movimento Golpe Nunca Mais.




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