Não existe nada de mais anacrônico na política do que o jogo das promessas e o campeonato da benevolência.
Nas eleições de 2010, um marqueteiro ensinou José Serra: se o salário mínimo federal é alto, faça um salário mínimo paulista maior ainda. Serra atrasou uma coletiva em São Paulo quando descobriu, em cima da hora, que o novo SM paulista era inferior ao brasileiro. Houve uma corrida para corrigir o valor e ele poder anunciá-lo.
Esse mesmo jogo ilógico tem permeado o Bolsa Família.
Depois de constatar que era a grande vitrine do governo, os grupos de mídia passaram a enfatizar dois pontos: criticar o custo social dos programas; e dar visibilidade a projetos da oposição mais generosos ainda.
Tudo isso acabou gerando um mostrengo jurídico que tramita no senado que, se aprovado, eternizará a dependência do Bolsa Família, independentemente da renda futura do beneficiário.
Tudo começou quando o PT passou a espalhar que, se eleito, Aécio Neves acabaria com a Bolsa Família.
Em resposta, em outubro passado Aécio apresentou dois Projetos de Lei.
O primeiro tornava o Bolsa Família um item dentro a Lei de Assistência Social.
Na época escrevi sobre isso (http://goo.gl/oO1oZu):
“Seria um retrocesso. O Bolsa Família é um programa continuado que envolve parte de assistência social, outra de educação e outra de saúde. O principal agente do BF é a Educação. Há o acompanhamento mensal de 16 milhões de crianças na rede escolar, com dados sobre frequência, notas, aproveitamento. Imaginar o BF no LOAS significará reduzir toda sua abrangência a uma mera questão de assistência social.
O segundo PL pretendia “dar proteção” ao beneficiário do BF que melhorasse de vida. Concedia um prazo de 6 meses de permanência até que a nova renda se estabilizasse.
Ocorre que, atualmente, já existe uma salvaguarda de até dois anos, desde que não ultrapasse a renda de 1/2 salário mínimo per capita.
O senador Humberto Costa preparou parecer criticando o PL original. A relatora do PSDB, Senadora Lúcia Viana, recolheu seu parecer e tentou incorporar as críticas do PT visando melhorar o Projeto de Lei. Para surpresa geral, a Senador ampliou o prazo para um mínimo de 2,5 anos mas tirou o limite de renda.
Se aprovado o PL, a regra de permanência seria válida por tempo indeterminado, independentemente da renda da pessoa.
O substitutivo ainda incorporou sugestão do senador Cristovam Buarque, de que a BF deveria estar condicionada a que os adultos façam cursos do PRONATEC, o que demonstra profunda ignorância sobre a capacidade de atendimento dos cursos e sobre o conceito de miséria absoluta.
Jandui Tupinambás
22 de maio de 2014 5:16 pmLer isto não tem preço???
Posso ler isto o dia inteiro sem pagar nada???
Que delícia…
“O substitutivo ainda incorporou sugestão do senador Cristovam Buarque, de que a BF deveria estar condicionada a que os adultos façam cursos do PRONATEC, o que demonstra profunda ignorância sobre a capacidade de atendimento dos cursos e sobre o conceito de miséria absoluta.”
Mauro Segundo
22 de maio de 2014 5:35 pmDizem que foi demitido pelo
Dizem que foi demitido pelo telefone…
Parece que foi muito….deve haver jeito pior de demitir alguém.
Divide-se entre ingenuidade e oportunismo. Ou talvez use uma falsa ingenuidade por oportunismo.
Fica num blablabla continuado de senso comum sem nenhuma realização, nenhuma proposta factível, nada concretamente aproveitável.
Talvez fosse útil num cargo público na Noruega, Suécia, Finlândia…em países mais complexos, ou de terceiro mundo, onde há poucos recursos e muita demanda, é um zero bem a esquerda. Sem trocadilho.
Luiz Cesar 2
22 de maio de 2014 6:27 pmPor questão de
Por questão de príncípio,quando o cristovão acha uma coisa, de pronto, penso o contrário.
Se não acerto todas, fico próximo.
A mágoa, etrena, que ele guardo de tudo o que se relaciona com o PT, tornou ele, por incrivel que posa parecer, pior. Muito pior.
Faz aliança e parceria com qualquer um, com qualquer coisa, se vislubrar que possa atingir o Lula e o PT.
Isso não é Senador, é senador.
Uma ligação telefônica foi muito.
Se não estivesse em Portugal, na época, bastaria ter mandado um moto-boy. Nada mais.
Iara G
22 de maio de 2014 5:24 pmComo consertar um país onde seus “pensadores” o tratam com tal
descaso? Um “reino” dividido só pode viver em conflito. No conflito ambos os lados vão se enfraquecendo.
Jorge Luis
22 de maio de 2014 5:32 pmO PSDB deveria continuar
O PSDB deveria continuar criticando e chamando de “Bolsa Esmola”. Quando resolvem “melhorar” o programa, são mais perigosos do que quando só criticam.
edisilva
22 de maio de 2014 5:50 pmÉ a falta de intimidade com o assunto.
Eu não sei jogar futebol e sambar, aí aparece um norte americano e me critica por isto. Eu, mesmo sabendo que com 10 anos de aulas não vou aprender, aposto com ele que em seis meses estarei craque, fazendo gol e comemorando, dançando um belo samba.
Arrumei problema.
Lucinei
22 de maio de 2014 9:35 pmExartamente.
Igualzinho
Exartamente.
Igualzinho aquele bestinha do Tasso Jereissati que quis “melhorar” o BF dando 13º, como se o benefício fosse salário . Nunca entendeu, sempre teve raiva e fica querendo “melhorar”.
Graaaandes gestores esses tucanos.
JB Costa
22 de maio de 2014 5:36 pmAbsolutamente pertinente a
Absolutamente pertinente a crítica do Luis Nassif. Sou um defensor intransigente da filosofia e dos princípios que norteiam o Programa Bolsa-Família. Entretanto, em comentários anteriores proclamei que o supremo êxito, o cume a ser vislumbrado e alcançado por esse programa seria a……SUA PRÓPRIA EXTINÇÃO POR FALTA DE PÚBLICO-ALVO.
Essa proposta de tornar o BF programa de Estado é simplesmente uma bobagem do tamanho não do Universo, mas de multiversos(uma ruma de universos) em termos de políticas de Estado. Se êxito tivesse tal propositura , denotaria que este abre mão de uma das principais, se não a principal, função que é exatamente elidir por completo e para sempre a miséria.
Por que os políticos fazem tanto esforço para parecerem piores do que são, hein? Em especial em tempos de campanha, onde campeia a mais desbragada demagogia?
O curioso é que muitos reacionários de direita junto com os sonháticos da esquerda ainda aplaudem, acham uma “brastemp” mais esse atestado de incompetência política do Aécio Neves.
Porém
22 de maio de 2014 5:56 pmComo capilé é poderroso….
Como capilé é poderroso…. faz gente se passar por imbeicl ….. demente…. Cuma???..sumiu com o renda míinima petista ; desde quando Golbery o cirou, de salário mínimo para toda e qualquer pessoa?
ruyacquaviva
22 de maio de 2014 6:23 pmO fato é que os tucanos
O fato é que os tucanos acusam o Bolsa-Família de ser eleitoreiro mas quem está tentando fazer uso eleitoreiro do programa são eles.
O Cristóvam Buarque é igualzinho. Louco para fazer qualquer coisa para apareder, resolveu dar um pitaco oportunista.
Lembrei-me da proposta de salário mínimo de R$ 600,00 que o Serra tirou da manga aos 48 minutos do segundo tempo da eleição presidencial em 2010. É a mesma coisa.
basílio
22 de maio de 2014 7:02 pmNão era o PSDB que afirmava
Não era o PSDB que afirmava entre outras coisas que:
1. O programa não tinha porta de saída?
http://oqueitacaretem.blogspot.com.br/2008/11/porta-de-sada-para-o-bolsa-famlia_24.html
http://www.psdb.org.br/bolsa-familia-facil-de-entrar-e-dificil-de-sair/
2. Dava o peixe e não ensinava a pescar?
http://www.psdb.org.br/postura-opressora-do-pt-nao-libertara-brasileiros-da-pobreza-alerta-otavio-leite/
3. Era puro estelionato eleitoral?
http://www.psdb.org.br/tucanos-alertam-para-uso-eleitoral-do-bolsa-familia/
http://www.psdb.org.br/rafael-guerra-mudanca-no-bolsa-familia-e-compra-de-votos/
(mas quando o PSDB propõe mudanças não é compra!)
4. Virou uma bolsa esmola?
http://www.psdb.org.br/bolsa-esmola-editorial/
http://www.psdb.org.br/bolsa-esmola/
5. É um programa populista?
http://www.psdb.org.br/barelli-considera-populista-programa-bolsa-familia/
Quanta coerência tem esses tucanos!
E agora mais essa:
Aécio acha que vai virar o “Rei do Bolsa Família” e propõe piorar o que existe
Por Fernando Brito, no Tijolaço
Algum marqueteiro recomendou ao Senador Aécio Neves “descobrir” o Bolsa-Família e ele se empolgou.
Anda dizendo – pior, anda propondo no Senado – um festival de demagogia sobre o programa.
A última é o projeto para “manter por até seis meses o pagamento do Bolsa Família a beneficiários que conseguirem emprego”.
Mas será que o senador não sabe que ter emprego e receber Bolsa Família são coisas diferentes?
E que nada impede que a pessoa tenha carteira assinada receba o Bolsa Família se, dividida pela família, a renda não alcançar R$ 140 por pessoa.
Um trabalhador que ganhe salário mínimo e tenha seis filhos, por exemplo, está dentro do critério do programa. Pode estar empregado, com carteira, que não perde. Nem em seis meses, nem em um ano, nem enquanto sua família estiver abaixo daquela renda per capita.
Aliás, uma parte significativa dos beneficiários já tem trabalho formal.
A proposta do Senador, ao contrário, estimula a informalidade, porque alguns – como aliás já acontece no seguro desemprego – vão recusar o vínculo por medo de perder o benefício quando completarem seis meses no emprego.
Senador, vamos conversar…Fique calmo, o senhor, se parar para dar uma estudada mais séria nos problemas, vai começar a entender de Bolsa-Família.
Calvin
22 de maio de 2014 7:04 pmEra outro!
Quem queria eternizar era o Patrus Ananias, (como o Suplicy conforme abaixo), muito criticado por ter reconhecido que o programa Bolsa Família não deveria ter contrapartida alguma.
” O principal agente do BF é a Educação. Há o acompanhamento mensal de 16 milhões de crianças na rede escolar, com dados sobre frequência, notas, aproveitamento. “
Vamos passar a palavra pro pai do Bolsa Escola:
” “O Bolsa Escola está para o senador Cristovam Buarque (PDT) assim como a Renda Mínima está para seu colega de plenário Eduardo Suplicy (PT) – a diferença é que Suplicy defende o benefício incondicional a todos e Buarque, a condicionalidade a todo custo. Para ele, o Bolsa Família tornou-se um programa assistencialista ao retirar a coordenação do MEC e estender o benefício mesmo a quem não tem filhos em idade escolar. ” Na medida em que você tira a responsabilidade das famílias e beneficia a todos, ele se torna praticamente uma esmola. “
Fonte: http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/318144/noticia.htm?sequence=1
Thiago thiago
22 de maio de 2014 7:30 pmPerversidade, futilidade e
Perversidade, futilidade e (neste caso) AMEAÇA.
Marcell
22 de maio de 2014 7:54 pmSOS Brasil
A questão é muito maior do que Bolsa Família. tanto faz se o programa é do PT ou do PSDB, como brasileiro quero uma país com perspectiva de crescimento, em que ninguem precise ficar dependendo de bolsas para sobreviver ou ganhando-as sem precisar. Queremos é emprego! Ou não?
Conforme publicado hoje no Estadão (Economia – B4) Brasil cai no ranking de competitividade.
Temos Bolsa Família, empregos com salários baixissímos e mão de obra pouco qualificada.
Este é o país que temos hoje. Mas uma coisa é certa, seja o PT, o PSDB ou o CQC, o Bolsa Famíla está garantido! Crescimento? Competitividade, Educação?
Não, nós temos o Bolsa Família.
zuleica jorgensen
22 de maio de 2014 9:35 pmCom esse comentário você
Com esse comentário você ganhou a taça: mostrou-se mais ignorante do assunto do que a senadora da proposta absurda.
André LB
22 de maio de 2014 10:34 pm“como brasileiro quero uma
“como brasileiro quero uma país com perspectiva de crescimento, em que ninguem precise ficar dependendo de bolsas para sobreviver ou ganhando-as sem precisar. Queremos é emprego! Ou não?”
Tem um jeito, mas algo me diz que você não vai gostar…. chama-se SOCIALISMO.
Se você gosta mais do Capitalismo, tudo bem: mas é uma questão de ao menos ALIVIAR a miséria ou transformar qualquer sociedade em algo tão violento que a expressão “guerra de todos contra todos” vai virar um eufemismo.
Duvida? A Europa como um todo está se desfazendo de seu welfare state. Lembre-se de olhar, daqui a alguns anos, a taxa de criminalidade nas cidades europeias partindo de, digamos, 2008.
Nilva de Souza
22 de maio de 2014 7:55 pmOs tucanos criticam a
Os tucanos criticam a “ausência de porta de saída” do programa mas querem deixar os cadastrados em situação de dependência para que a miséria continue e floresça. Não estão preocupados em torná-los cidadãos, em educá-los, os tornarem responsáveis por suas vidas e destinos, a partir de uma ajuda inicial.
Cristóvam Buarque? Do quê entende esse moço?
Roberto Almeida
22 de maio de 2014 8:36 pmBolsa
O PSDB sempre detonou o Bolsa, e como não conseguiu nada, pois o programa é vencedor ,premiado pela ONU e copiado por dezenas de países,inclusive agora até os USA, então eles tentam agora transformá-lo em algo completamente oposto ao objetivo, só por inveja e despeito. Mas certamente não vão conseguir.
O partido não tem programa e não consegue produzir nada de útil para o país. Deprimente e lamentável.
carlosc
22 de maio de 2014 8:57 pmEstá na hora da onça beber
Está na hora da onça beber água!
Como é que ficam as várias publicações do Alvaro Dias e do Agripinio maia e de vários tucanos sobre “o estímulo a vagabundagem” ‘o Bolsa esmola”, e um monte de outros posts psdbistas achincalhando o programa, dizendo que se tratava puramente de programa eleitoreiro???
Quero ver também o PSDB via a público enaltecer e apoiar o programa Mais Médicos que eles sempre boicotaram chegando a dar suporte jurídico e logístico a dissidentes fugitivos e à Associação médica que não expediu atorizações para o exercício da profissão no país.
lenita
22 de maio de 2014 9:20 pmCriticam tanto o PT, mas
Criticam tanto o PT, mas quando se distanciam dele, tornam-se um zero à esquerda. Vide Freire, Cristovão Buarque, Paulinho da Força e muitos outros. Ficam desesperados, sem rumo e só dizendo asneiras. Podem falar o que quiserem do PT, mas é o partido que ainda norteia a política.
Fernando Antonio Moreira Marques
22 de maio de 2014 9:41 pmPois é! É muita pirotecnia
Pois é! É muita pirotecnia para esconder as reais intenções. Volta e meia os empedernidos neoliberais voltam a ladainha da cartilha deles. Redução dos gastos com os serviços sociais do governo, onde entra o salário mínimo e o bolsa família. Estamos carecas de saber aonde isto nos leva. Sempre acabamos de joelhos, com o pires na mão nas portas do FMI. Mas os grandes economistas do liberalismo entreguista ainda tentam aplicar estas velhas fórmulas para destruir o país.
Nunca ouvi falar que pobre aplicasse o dinheiro do Bolsa Família nos paraísos fiscais. Todo o dinheiro que ganham acaba virando compras de alimentos em mercados e de roupas em lojas. E eu pergunto: quem produz estes artigos? São os empresários ricos. Ora que surpresa!!!!! O dinheiro do Bolsa Famínia acaba no final da linha na mão dos empresários ricos!!!! E estão reclamando do que?????
Na verdade o que querem é destruir a possibilidade da roda da economia se ampliar e assim ficarmos dependente das potências dominadoras estrangeiras. Segundo o desarranjo mental desses vira-latas estas nações “amigas” seriam os únicos capazes de nos “salvar” (sei lá de que!).
Francy Lisboa
22 de maio de 2014 10:35 pmA verdade é que o PSDB ajuda
A verdade é que o PSDB ajuda a perpetrar o mito do homem auto feito, daquele que não precisa de “esmolas “governamentais como o BF. Isso não vem ó do PSDB, isso vem do Capitalismo em sim, reflexão não é o forte dos capitalistras triunfantes.
https://jornalggn.com.br/blog/francy-lisboa/o-homem-auto-feito-e-seus-problemas-com-programas-sociais
Gerson Pompeu
22 de maio de 2014 11:07 pmJá que é assim…
Melhor ainda: cria-se o BBV (Bolsa Bôa Vida), onde todos ganham dinheiro sem precisar trabalhar.
De onde sai o dinheiro?
Da Casa da Moeda.
Mas, alguem vai ter que trabalhar lá.
Ihhhhhhhhhh, é mesmo…
El Cid
22 de maio de 2014 11:09 pmFora de Pauta
… e há quem apoie… putz !!!
Trabalhador brasileiro
23 de maio de 2014 5:07 amTotal geral: 05 votos (tem o
Total geral: 05 votos (tem o câmera né!)
Brasileiro aguerrido
23 de maio de 2014 12:35 amA verdade é que a pressão
A verdade é que a pressão popular muda qualquer político.
Então penso que se pudermos enviar para o segundo turno um partido melhor que o PSDB, e isto não é difícil (risos), podemos pressionar a Dilma também, uma vez que a “vitória folgada” sumiria e ela teria de começar a se preocupar em escutar pelo menos a sua base eleitoral, que clama em vão por mudanças.
O povo desconhece o poder que tem. O dia em que o povo acordar, seus políticos terão dificuldades em dormir.
IV AVATAR
23 de maio de 2014 10:22 amIsso é apenas parte da desmontagem do estado social
Isso é apenas parte da desmontagem de uma coisa que deu certo, muitas outras conquistas iriam água abaixo num improvável governo Arrocho Neves: Casas populares, bolsas de estudo como o proUni, 100% dos royalties do pré-sal para saude e educação. Hoje para acabar com o sucesso do Bolsa Familia basta tirar o cartão das mãos das mães e coloca-los nas maos dos pais das crianças, que não sacam de nada de compras no supermercado, de cuidar da meninada, de material escolar, etc.