27 de junho de 2026

O que esperar da política econômica do governo interino de Temer

Velocidade de crescimento da dívida pública também deve ser monitorado

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Jornal GGN – O governo interino de Michel Temer (PMDB-SP) pretende elaborar uma série de reformas na área econômica, abordando desde as relações trabalhistas e de aposentadoria, até as questões ligadas ao setor produtivo – sem esquecer de acenar ao mercado financeiro.

Uma dessas sinalizações se deu com a confirmação de Henrique Meirelles – ex-presidente do Banco Central e figura bem vista pelos analistas e investidores – para o cargo de ministro da Fazenda, além da indicação de Ilan Goldfajn (economista-chefe do Itaú Unibanco) para o comando do Banco Central, em substituição a Alexandre Tombini.

O ajuste das contas públicas é a principal dificuldade na área econômica que o governo precisa enfrentar para superar a crise, segundo avaliação de economistas ouvidos pela Agência Brasil. “Se não resolver nosso dilema fiscal, a dívida pública, que está em trajetória insustentável, vai continuar e vai contaminar todos os setores da economia brasileira. Então, tem que fazer uma âncora fiscal para mostrar que, na frente, o Brasil vai de novo ter uma dívida pública sob controle”, disse o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, que ressaltou a necessidade de reforma da previdência, desvincular algumas despesas obrigatórias para “sobrar” recursos, cortar subsídios dados a empresas e desvincular benefícios da Previdência dos reajustes do salário mínimo.

O economista Armando Castelar, ex-chefe do Departamento Econômico do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), considera que o problema está no crescimento muito rápido da dívida pública. “Gera preocupações em relação à capacidade do governo arrumar isso, não agora, mas daqui a algum tempo, mantido o ritmo atual. Então, a questão fiscal é essencial. Está afetando a confiança de empresas, de consumidores, de todos”, disse.

Já os analistas consultados pela BBC Brasil dizem que, no curto prazo, Temer deve dar sinalizações ao mercado financeiro, mostrando comprometimento com o ajuste fiscal, apesar das divergências existentes em várias correntes teóricas sobre essa estratégia. Entre os pontos a serem explorados pelo novo governo, estão a limitação dos gastos públicos, a reforma da Previdência e a reforma do sistema tributário nacional.

Para os analistas consultados pelo jornal espanhol El País, o país precisa realizar reformas semelhantes às que os países europeus efetuaram durante a crise de 2009, realizando cortes de gastos e aumentando impostos. Uma das alternativas seria a reforma da Previdência Social, que responde por 12% do PIB (Produto Interno Bruto) do país. Desde o início do Governo de Rousseff discute-se aumentar essa média para 63 anos (60 mulher e 65 anos os homens, ou igualar a idade).

Também existe a questão do rombo nas contas públicas, que pode superar a marca de R$ 100 bilhões e, segundo os analistas, será “difícil” cumprir as metas sem uma fonte de renda. O governo Dilma tentou recriar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) em 2014, mas não obteve sucesso. E a pressão sobre o governo Temer cresce, uma vez que Dilma acabou processada por irresponsabilidade fiscal devido a uma manobra contábil (a pedalada).

Atualmente, a dívida bruta do país ultrapassa os 70% do PIB, considerado o maior da América Latina, e que avançou durante o período de governo de Dilma. Diante desse quadro, uma recomendação seria reduzir o gasto público em longo prazo e estabelecer uma espécie de limite de legal para novos gastos.

O desemprego é outro ponto a ser trabalhado no novo mandato. Segundo os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desemprego chegou a 10,9% no primeiro trimestre, com o total de trabalhadores sem trabalho chegando a 11,1 milhões.

 (Com BBC Brasil, El País, e Agência Brasil)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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13 Comentários
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  1. Alexandre Weber - Santos -SP

    12 de maio de 2016 6:02 pm

    O FMI vêm ai

    O Temer não manda nada.

  2. vera lucia venturini

    12 de maio de 2016 6:06 pm

    “que ressaltou a necessidade

    “que ressaltou a necessidade de reforma da previdência, desvincular algumas despesas obrigatórias para “sobrar” recursos, cortar subsídios dados a empresas e desvincular benefícios da Previdência dos reajustes do salário mínimo”.

    Cortar subsídios dados a empresas jamais. O resto com certeza será implementado.

  3. rosenvald flavio barbosa

    12 de maio de 2016 6:37 pm

    chicote……….

    preparem o lombo……………

    o chicote do golpista/conspirador vem nas costas do povo.

  4. antonio francisco

    12 de maio de 2016 7:08 pm

    Trote em Temer dado por radialista argentino
     Seguir

    Bom começo! Radialista argentino passa trote em Temer, que pensou que falava com presidente Macri-

     

    https://twitter.com/stanleyburburin/status/730833965364416512?lang=pt

     

     

  5. antonio francisco

    12 de maio de 2016 7:14 pm

    Juca Kfouri: a elite branca já pode dormir em paz

    : a elite 

  6. André Oliveira

    12 de maio de 2016 8:16 pm

    A pergunta a se fazer é
    A pergunta a se fazer é outra: Como um vice presidente interinamente presidente pode falar em política econômica e ainda montar ministério de “notáveis”? Ele não pulou pelo menos duas etapas obrigatórias para chegar nesse ponto?

  7. Fábio de Oliveira Ribeiro

    12 de maio de 2016 8:17 pm

    Não há nada mais delicioso do

    Não há nada mais delicioso do que sacanar um velho filho da puta pelo Twitter:

     

    If win the contest can come to Brazil ask its “Jus primae noctis”. is very old and has a young and sexy wife.

  8. Fábio de Oliveira Ribeiro

    12 de maio de 2016 8:26 pm

    Putz… acabei de descobrir

    Putz… acabei de descobrir que há algo mais gostoso de sacanear um velho filho da puta.: sacanear ele e uma velha norte-americana tão ou mais filha da puta que ele.

    If win the contest can come to Brazil ask its “Jus primae noctis”. is very old and has a young and sexy wife.

     

  9. Roxane

    12 de maio de 2016 8:50 pm

    Mais uma vez arrocho nos

    Mais uma vez arrocho nos véio. Podiam acabar com esta bobagem de aposentadoria. O Ilan Goldfajn (economista-chefe do Itaú Unibanco) tenho certeza que altrusíticamente colocaria seu banco á disposição para planos de previdência privada.

  10. Alexandre Weber - Santos -SP

    12 de maio de 2016 9:30 pm

    Falência Moral e Ética do Brasil

    Vaza por todos os poros a falência moral e ética do Brasil e seus representantes.

    Não se analisou a motivação da ação do Presidênte da Câmara dos Deputados Federais, Waldir Maranhão, exigindo que lhe pagassem o pau para ele integrar ao script do processo de impedimento que está sendo urdido por ambas as partes, mas que se mostram velhacamente antagônicas. Farsa rocambolesca e circence.

    Só um ingênuo para pensar que num país onde 90% senão 110% dos envolvidos com o governo brasileiro estão enfiados até o pescoço em falcatruas penais e devem satisfações com a justiça não existe uma luta de vida e morte para escapar da punição e da cadeia, assim, mesmo a mídia e a net não falando, fica claro e evidente que o atual processo foi montado para que não desse em condenação a nenhum dos bandidos que assaltaram o povo e a nação, livrando-os de penas e punições.

    O Maranhão pegou o bonde andando e quis receber sua parte para manter a farsa do impeachment que irá absolver a todos, os articuladores não contavam com sua ousadia, e cá entre nós, se você quer vencer é preciso ser ousado, anulando a votação ele conseguiu o seu intento. Agora que já foi devidamente integrado e recompensado pode continuar na presidência.

    O roteiro do Golpe, que é útil para a pizza na esplanada, mas que sucumbe o Brasil nas trevas e liquida de vêz com o povo, esta sendo executado, como se vê, aos trancos e barrancos. Com surpresas de todos os lados, mas com um só intento, passar a conta de forma final e inexorável para o Brasil e sua população.

    O Nassif, dono do espaço colaborativo aqui, deve estar inteirado de alguns destes detalhes que estão sendo omitidos, mas que transparecem nestes momentos singulares, como a anulação de sessões pelo Maranhão e outros, mas colabora para o andamento da farsa. Os dois lados, tanto o governo da dona Dilma, como a oposição, vejam que existem condenados de todas as cores, remam para o mesmo objetivo. A democracia brasileira foi liquidada e enterrada, o que exigirá uma luta imensa para a sua retomada.

    Por outro lado, como a solução para os problemas reais do Brasil e sua população escapa ao alcance intelectual dos bandidos que estão fugindo da cadeia, ou seja, a formulação de política pública que entregue Rumo, Norte e Estrela para o Brasil, quando conseguirem o seu intento de absolvição, já terão destruído todas as condições anteriores de um desenvolvimento saudável e pacífico.

    O Brasil e seu povo não merecem isto, uma injustiça sem tamanho está sendo perpetrada contra nós, a vingança será maligna.

  11. Edi Passos

    12 de maio de 2016 10:43 pm

    O que esperar?

    Podemos esperar ver a “classe mérdia” zumbi da mírdia suando sangue, em menos de um ano. Pena que antes disso os mais pobres terão sofrido ainda mais!

  12. junior50

    13 de maio de 2016 1:03 am

    “Pagar” os compromissos, pelo menos parte.

         Tais como :

         1. Desvinculação das “obrigatórias” do orçamento, tipo saude e educação, ou seja, desingessar os dispendios federais, caso não seja possivel, o que dá para fazer apenas modificando, pelo Congresso, em maioria simples, a tranitação da DRU.

        2.  Não chorem, nem reclamem muito, mas em fases de alto desemprego, medidas para reforço da “expansão das possibilidades de contratação e trabalho “, são bem acitas pela população desempregada, pois é melhor um universo de ganho, ou a possibilidade de, com redução de garantias, do que ficar sem ganho algum, por depender as contratações dos custos da CLT.

        3. Discussão de genero na Previdência, é passado, estatisticamente a força de trabalho, nos dias de hj. é “disgenérica”, portanto estabelecer em 65 anos, para todos os humanos, na fórmula 100/105, é o caminho, pois a expectativa de vida, e o custo desta ( SUS por exemplo ), é geométrico.

        

  13. fernando oliveira

    13 de maio de 2016 10:11 am

    Saudemos o Novo Governo!!!!!!
    VIVA A MULECRACIA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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