Por RVeiga
> Vem na forma de combate ao chavismo, bolivarismo, castrismo e outras manifestações políticas absolutamente irrelevantes, no atual nível de desenvolvimento brasileiro.
O debate político é feito disso também. De exageros. Há exageros do mesmo tipo do lado de lá também, pois não? O leiláo de Libra e outras ações pró-mercado e iniciativa privada do governo não viraram uma guinada “neoliberal” do PT pra algumas pessoas, algumas bem pensantes?
Mas como eu disse como resposta a outro post, me parece que o que incomoda realmente é que ainda haja espaço para algum nível de pluralidade no debate político brasileiro. Que ele não se encontre fechado dentro dos muros do auto-proclamado “progressismo”.
Enfim, o que parece incomodar é que teses tidas como “conservadoras”, “neoliberais”, contrárias à visão dominante de “direitos humanos” ainda tenham espaço na imprensa, na academia, no Congresso.
José Nildo
5 de janeiro de 2014 2:55 pmAnti quem?
Nosso país, assim como demorou na escolha sobre qual modelo garantiria a supremacia aérea militar, do mesmo modo, custará na escolha do projeto que garanta a soberania. A saída será optarmos para o misto, algo que estabeleça a liberdade política e civil tendo como base a economia, os direitos sociais e culturais, além de assegurar o meio ambiente com suas biotecnologias… A sacada será a mediação dos conflitos sem ser anti quem mesmo? Ver as crises internacionais e os países como oportunidades econômicas e não como meras posições políticas. Fazer um país é construir nossas ideias no mundo, mas antes teremos que ser práticos em fazer funcionais entre nós e para nós. Na verdade, sem um plano de médio e longo prazo, ou seja, sem um projeto nacional de desenvolvimento, nossa política interna de caridade cara e a externa ainda pouco competitiva e dissipada serão pouco eficazes.A nação que foi as ruas em junho deseja um país impactante e proativo em suas relações mundiais e com mais expertise internamente. Como o comunismo serve á quem é maioria e servirá como tal nas condições que o coletivo desejar, sendo assim, nas linhas que coloco seria algo transformador para Brasil, caso seja capaz de unir os diferentes, ou seja, o melhor das revoluções francesa, norte-americana e russa e adernar para o lado progressista todo um povo que deseja vanaçar nas mudanças.
Lucas Gomes
5 de janeiro de 2014 3:15 pmRVeiga,
não se trata de uma
RVeiga,
não se trata de uma guinada, se trata de apenas mais uma confirmação da regra de que o PT primeiro quer agradar a elite econômica e financeira: se o superávit primário está garantido, só então haverá governabilidade para promover a erradicação da miséria sem o menor empoderamento político dos miseráveis (eis uma diferença paquidérmica entre o lulismo e o chavismo). A Copa de 2014 vai exatamente no mesmo sentido, com a diferença que tão só beneficia os ricos, não há nenhum, nenhum contraponto de redução de miséria ou o que seja.
Despreocupados com a disputa econômica, uma vez que o PT garante a imutabilidade da realidade econômica que mantém os de cima em cima e os de baixo em baixo, resta apenas um bate-boca eleitoral para ver quem ganha mais votos. Os devaneios desses colunistas de oposição representam tão somente a falta de base real para o debate político atual no Brasil e a completa falta de diferença entre quem ganha o posto de gerência.
Fábio de Oliveira Ribeiro
5 de janeiro de 2014 3:24 pmA única critica que faço aos
A única critica que faço aos governos petistas é a absoluta falta de ativismo dos sindicalistas nos últimos anos. Eles se acomodaram ao papel de colaboradores ou de fiadores extra-partidários da governabilidade, mas deveriam ter chacoalhado o país para aumentar a participação dos salários no PIB.
Zanchetta
6 de janeiro de 2014 12:19 amResumindo… pelegaram…
Resumindo… pelegaram…
jofra
6 de janeiro de 2014 9:31 amMas o PIG, em contrapartida……
Se por um lado há “falta de ativismo dos sindicatos” ( o paulinho tenta mas não consegue ) e isto se deve ao pleno emprego que existe no Brasil…( não se consegue movimentar milhares de pessoas se elas estão razoavelmente satisfeitas com a situação ), por outro lado, a adesão do PIG ao movimentos dos adpetos ao ANTI-TRABALHISMO ( aqui no Brasil ser anti-trabalhista é ser anti-PTista – é o que acontece com o apoio do PIG – Globo, Estadão, FSP e Veja, pelo menos…) é TOTAL!!!! O PIG, os neoliberais, e os PARTIDINHOS da oposição ( partidinhos, pois sem o PIG não haveria oposição alguma neste país por incompetência dos opositores, mas a mídia golpista tenta de todas as formas derrubar o governo trabalhista do PT ), absolutamente todos são contra o desenvolvimento espantoso que o Brasil deu nos últimos 12 anos, seja relativo ao PIB, seja relativo ao complexo vira-latas, seja relativo às evoluções sociais, etc, etc, etc…O problema é que, pior que serem oposição ( PIG incuso ), são contra, e acima de tudo, o Brasil como povo ( maioria ) , ou como País que aumenta sua autonomia perante o MUNDO! Viva o Brasil, o Lula e a Dilma!!!!
leonidas
5 de janeiro de 2014 3:47 pmJose Nildo
” … assim como demorou na escolha sobre qual modelo garantiria a supremacia aérea militar… “
Supremacia aerea militar com um caça leve de 4º geraçao ( pouca coisa acima do F 16 block 60 de 3º geraçao ) e em quantidade mediocre ?
espero que a lucidez de sua linha de raciocinio nao seja nem de longe algo parecido com o conteudo desse paragrafo…
Obs: A escolha do Grippen foi acertada dentro de nossa realidade e ainda assim só se justificara se o governo se comprometer firmemente na compra de ao menos o numero esboçado originalmente que é de 120/50 unidades
José Nildo
5 de janeiro de 2014 5:41 pmNão quis qualificar a escolha
Não quis qualificar a escolha em seu mérito, mas sim, a maneira possível de se atingir o que se pretende somente a partir do governo, claro usando o exemplo…parágrafos que sucedem o citado revelam qual é minha visão, embora defenda os pequenos avanços. abs.
Gunter Zibell - SP
5 de janeiro de 2014 5:38 pmO secularismo
também incomoda ao auto-proclamado ‘progressismo’
RVeiga
5 de janeiro de 2014 9:57 pmBom, longe de mim defender a
Bom, longe de mim defender a incoerência dos políticos, mas não vou dizer que não entendo. Se está criticando o fato de que políticos identificados com o progressismo dão pouca ênfase, ou mesmo evitam, temas sensíveis para os setores, digamos assim, mais religiosos da população, tais como aborto, casamento gay e outros que me escapam agora, pergunto: qual a opção? Ganhar a sua admiração e a de minorias e perder eleições?
Avanços no campo dos costumes são lentos. Mas estão acontecendo.
Gunter Zibell - SP
5 de janeiro de 2014 10:22 pmEscapou-lhe o tema mais importante no antissecularismo atual
que é o combate à homofobia.
Enquanto a despenalização do aborto não tem apoio de mais de 30% da população, e o casamento LGBT fica entre 50 e 55%, mais de 70% da população apoia a criminalização da homofobia.
Os setores ‘religiosos’ não tem benefícios com o abandono de programas como o Escola sem Homofobia. Nem a população do DF teve benefícios com a revogação da lei antihomofobia daquela UF.
Ou seja, não há maior fidelização do conservadorismo por isso.
Mas há indignação por outros lados e uma maior dificuldade ainda de recuperar a preferência da classe média.
De qualquer modo, atrelar-se a preconceitos para ganhar eleições, como se faz em Rússia ou Nigéria, é um comportamento que merece ser criticado por ser antiético, ainda que não ilegal.
E abre-se espaço para que oposições, quer à direita ou à esquerda, usem o secularismo em suas campanhas políticas.
E em eleições apertadas decidem. Lembremos que o lado mais secularista venceu por 1 ou 1,5% na França e nos EUA em 2012.
O antissecularismo dá resultados políticos de curto prazo. Mas o respeito ao secularismo pode trazer benefícios de longo prazo.
Às vezes é necessário se ter a coragem de ficar do lado certo da história, mas a consciência sobre isso pode demorar.
RVeiga
6 de janeiro de 2014 12:19 pmBom, Gunter, eu não tenho a
Bom, Gunter, eu não tenho a pretensão de ensinar políticos o que devem fazer pra vencer eleições. Principalmente aqueles que estão vencendo e, ao que parece, vão vencer novamente e com folga. Meu ponto não era esse. Meu ponto é que me parece evidente que esses temas mais sensíveis são evitados pelo grupo ora no poder não por uma suposta convicção anti-secular, como queira, mas por cálculo político. Da mesma maneira que outros temas (cito a reforma agrária), igualmente sensíveis para outros setores influentes (o agronegócio), antes tão presentes no discurso do grupo político dominante quando era oposição hoje não chegam a ser secundários na sua agenda política enquanto governo.