4 de junho de 2026

Para entender a paralisação dos ônibus em São Paulo

SP: Sindicato grevista tem histórico de desvios de verba e assassinatos

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http://www.contextolivre.com.br/2014/05/para-entender-paralisacao-dos-onibus-em.html

Com esse histórico de disputas, o grupo de Isao Hosogi não teria aceitado o acordo feito entre a Prefeitura de São Paulo e a diretoria de Valdevan Noventa, onde a categoria teria reajuste de 10% nos salários.
 
 
    Na linha de frente da greve de ônibus que pegou todos os trabalhadores de São Paulo de surpresa na volta para casa nesta terça-feira (20) — e que continua nesta quarta — o Sindicato dos Motoristas de Ônibus de São Paulo (Sindmotoristas-SP) tem um longo histórico de disputas, desvios de verba e até assassinatos.                                                    
 
    Os dois sindicalistas que disputam o poder na entidade têm em comum vários problemas judiciais, como acusações de enriquecimento ilícito, formação de quadrilha e suspeitas de ligação com organizações criminosas.
 
 
    Valdevan Noventa, o atual presidente, e Isao Hosogi — o Jorginho, que hoje está na oposição, eram aliados até 2003, quando os dois foram presos sob acusação de comandar uma máfia que organizava greves em conluio com empresas de ônibus na cidade.
 
 
     Os dois faziam parte da mesma diretoria até o ano passado, quando Valdevan Noventa ganhou força para disputar a presidência contra “Jorginho”, que estava no cargo desde 2004.
 
 
    Acusando o ex-aliado de ser o “Jorginho do Patrão”, Valdevan Noventa ganhou espaço expondo supostos bens de Isao Hosogi durante a campanha. Entre os bens haviam casas de praia e imóveis que somariam, segundo o adversário, um patrimônio de mais de R$ 16 milhões — valor incomum para um sindicalista de uma categoria com salários tão achatados, com piso salarial de R$ 1.955,00 para motoristas e R$ 1.130,0 para cobradores.
 
 
   Após saírem da cadeira em 2004, Isao Hosogi assumiu a presidência com apoio do ex-presidente Edvaldo Santiago, mesmo com a acusação de conluio com empresários ainda a ser resolvida na Justiça.
 
 
   Valdevan Noventa, por sua vez, assumiu uma cooperativa de perueiros em Taboão da Serra, onde se tornou vereador pelo PV e, mais tarde, foi investigado pela Polícia Civil por suspeita de lavar dinheiro do tráfico de Paraisópolis nas lotações da cidade, além de ligação com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
 
 
   Em 2010, o assassinato de três dirigentes do Sindmotoristas-SP levantou suspeitas que até hoje não foram confirmadas pela Justiça de que o então presidente, Isao Hosogi, comandava um esquema interno de desvio de dinheiro nos contratos de planos de saúde da categoria.
 
 
   A morte dos diretores fez emergir o suposto esquema, que, segundo a Polícia Civil, teria movimentado irregularmente cerca de R$ 500 mil.
 
 
      Embate eleitoral  
 
 
   Por conta dos assassinatos e dos supostos esquemas de fraude, a eleição que colocou os dois dirigentes sindicalistas em rota de colisão ficou mais acirrada, obrigando a intervenção da Justiça do Trabalho e ficando quase três meses paralisada.
 
 
    No dia marcado para a eleição da entidade, no fim de julho de 2013, uma confusão relacionada à distribuição das urnas terminou em tiroteio que deixou três pessoas baleadas e obrigou a paralisação do processo eleitoral imediatamente.
 
 
    Na nova eleição de setembro, a chapa de oposição comandada por Valdevan Noventa venceu o pleito apoiado pela UGT (União Geral dos Trabalhadores) e obteve 57,3% dos votos da categoria.
 
 
    Já Isao Hosogi, apoiado pela CUT e pela Força Sindical, perdeu o cargo após três mandatos seguidos.
 
 
     Acordo coletivo   
 
 
    Com esse histórico de disputas, o grupo de Isao Hosogi não teria aceitado o acordo feito entre a Prefeitura de São Paulo e a diretoria de Valdevan Noventa, onde a categoria teria reajuste de 10% nos salários.
 
 
    O reajuste foi aprovado pela assembleia da categoria composta por de 4 mil trabalhadores, realizada no último dia 19.
 
 
   Segundo o secretário de Transportes, Jilmar Tatto, os dissidentes não compareceram à reunião e decidiram por iniciativa própria começar uma paralisação surpresa, fechando ruas e avenidas de São Paulo e complicando a volta para casa dos paulistanos.
 
 
 
    O presidente nacional da UGT (União Geral dos Trabalhadores), central sindical que o Sindmotoristas-SP está filiado, diz que já está negociando com os grevistas rebeldes para colocar fim à paralisação no transporte da cidade.
 
 
   Segundo Ricardo Patah, há chances da greve ser interrompida ainda nesta quarta-feira (21).
 
 
   “A UGT está ouvindo todos os lados e até o final do dia vamos resolver de forma muito democrática esse conflito. Felizmente o grupo grevista representa uma minoria e a grande massa dos trabalhadores está a favor da atual gestão e decidida a voltar ao trabalho. Estamos tentando sensibilizar esse pequeno grupo dissidente de que manter a paralisação só prejudica e coloca o resto da categoria contra eles”, declara o presidente da UGT.

 

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8 Comentários
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  1. Marco St.

    23 de maio de 2014 2:17 am

    Tem máfias do lado dos

    Tem máfias do lado dos empregados, tem máfias do lado das empresas. Todas brigando entre si, quando não estão mancomunadas em algum delito milionário.

    No meio da guerra, o povo. Que não ganha nada. Só paga por um péssimo serviço. Ás vezes nem isso.

  2. Pachecão

    23 de maio de 2014 2:40 am

    Ou seja, voltamos a estaca

    Ou seja, voltamos a estaca zero, o velho problema da representatividade.

    O trabalhador não se sente mais representado pelo seu sindicato, assim como não se sente mais representado pelos seus vereadores, deputados, policiais, juizes, etc, etc, etc 

    Porque ?  Porque TODAS as instituições são podres, necrosadas, putrefatas. Fedem muito e o povo não aguenta mais o mal-cheiro que exalam. Não seriam os sindicatos que iriam escapar dessa.

    Onde há poder e grana, há corrupção moral rolando solta.

  3. Carlos J

    23 de maio de 2014 3:26 am

    eis a “versão oficial” dos

    eis a “versão oficial” dos fatos, criada em algum despacho na prefeitura e rodada para o mundo através da blogosfera.

  4. Lucinei

    23 de maio de 2014 3:41 am

    Finalmente a informação sobre

    Finalmente a informação sobre quem é quem nesse sindicato.

    Agora faltam mais palavras sobre o sindicato patronal. Já ouvi dizer que a então prefeita marta suplicy ia para as reuniões com essa turma vestindo colete balístico.

    1. ruyacquaviva

      23 de maio de 2014 4:12 am

      É verdade. Isso aconteceu

      É verdade. Isso aconteceu mesmo.

      Na época toda a diretoria do sindicato foi para a cadeia. Eles estavam metendo a mão e chantageando a prefeitura. Houve muitas ameaças de morte contra a Marta.

    2. Moraes

      23 de maio de 2014 12:30 pm

      Ia, Usou colete á prova de

      Ia, Usou colete á prova de balas muitas e muitas vezes. Acontece que dois de seus auxiliares proximos, dessa area de transporte publico, foram alvos de tocaia. Um deles, alias, morreu baleado num desses atentados, no alto de Pinheiros. A dúvida era esta: qual dos dois segmentos atingidos pela política da prefeitura tinha feito isso? Os empresários de oníbus, que estavam sendo pressionados a mudar a frota para viabilizar os corredores? Ou os perueiros, que a prefeitura queria enquadrar? A história de envolvimento desse sindicato com crimes e locautes  é antiga. A propria Luiza Erudina foi alvo de uma dessas “guerrilhas”. 

  5. Cums???

    23 de maio de 2014 9:56 am

    Só faltou inventarem haver


    Só faltou inventarem haver petistas nessa história bem conveniênte para turma do Alkimi

  6. Zanchetta

    23 de maio de 2014 11:32 am

    Começa a clarear a situação

    Começa a clarear a situação desses “paros”. A paralisação fora do sindicato tem a face do PCC, que gostariam em que as frotas de VANS sejam regulamentadas e tomem conta do transporte público.

    Agora, adivinha qual dos irmãos TATTO tem interesse em VANS?

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