5 de junho de 2026

Para estimular economia, China promove desvalorização do yuan

 
Jornal GGN – Para estimular as exportações e a produção econômica, o Banco Popular da China anunciou uma desvalorização recorde da moeda do país, o yuan. Depois do anúncio, a moeda tinha queda de 13%, com um dólar valendo cerca de 6,29 yuan.
 
A China tem seu menor ritmo de crescimento desde 1989, e sua economia ainda é muito dependente do comércio exterior, apesar das políticas de estímulo ao consumo interno. No sábado, a China anunciou uma queda de 8,3% nas exportações em julho.
 
Da Folha
 
 
Numa tentativa de estimular as exportações -e, por consequência, a economia- num momento em que a atividade passa por forte desaceleração, o Banco Popular da China (o banco central do país asiático) anunciou nesta terça-feira (11, noite de segunda-feira no Brasil) uma desvalorização recorde no yuan, a moeda do país.

O crescimento do país está no menor ritmo desde 1989. Apesar de a China ter passado a adotar uma política de estímulo ao consumo interno, a economia ainda é altamente dependente do comércio exterior.

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Na China, o câmbio é determinado pelo banco central e flutua dentro de uma banda, que pode variar 2%, para cima ou para baixo, a partir de uma taxa de referência. O que a autoridade monetária fez foi desvalorizar essa taxa em 1,9%. Foi a maior variação desde o fim do regime de câmbio fixo, em 2005.

Até agora, neste ano, a maior desvalorização diária imposta pelo BC chinês havia sido de 0,16%.

Logo após o anúncio, a moeda era negociada em queda de 1,3% -cada dólar valia 6,2920 em Xangai.

O BC chinês informou que a taxa de câmbio passará a acompanhar mais de perto as condições de mercado.

A autoridade monetária chinesa vinha resistindo a um movimento mais brusco no câmbio, entre outros motivos, porque poderia dificultar sua demanda ao FMI de transformar o yuan numa moeda oficial de reserva internacional, a exemplo do dólar e do euro.

Um yuan mais fraco tende a estimular as exportações, pois os produtos chineses ficam mais baratos.

No sábado, a China anunciou uma queda de 8,3% nas exportações em julho, a maior em quatro meses e muito acima da retração de 1,5% estimada por analistas.

A decisão pode ter efeito negativo sobre o Brasil. A China é um dos maiores importadores de produtos brasileiros, e uma desvalorização da moeda encarece os produtos nacionais.

 

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  1. Fabio SPf

    11 de agosto de 2015 1:17 pm

    Essa é a moeda que querem

    Essa é a moeda que querem como âncora na economia mundial?

  2. Athos

    11 de agosto de 2015 1:41 pm

    Mostre para o Brasil como se
    Mostre para o Brasil como se faz’

    Aqui tentam o inverso, com o BC amargando prejuízo de 60 bi só para tentar segurar a cotação.

    1. Clever Mendes de Oliveira

      11 de agosto de 2015 5:20 pm

      Não é bem o inverso e os 60 bilhões não são só prejuízos

       

      Athos (terça-feira, 11/08/2015 às 10:41),

      Não sou economista e é, portanto, como leigo que faço as observações a seguir.

      No seu comentário você censura o Brasil fazer o inverso da China e acrescenta: “com o BC amargando prejuízo de 60 bi só para tentar segurar a cotação”. Você se refere a matéria que foi reproduzida no post “BC acumula R$ 57 bi em perdas em contratos de swap cambial” de quinta-feira, 06/08/2015 às 09:30, há, portanto, uma semana e publicado aqui no blog de Luis Nassif, com uma chamada do Jornal GGN para matéria no Valor Econômico intitulada “Perda contábil do BC com swap avança a R$ 57 bi e traz desafios”. O endereço do post “BC acumula R$ 57 bi em perdas em contratos de swap cambial” é:

      https://jornalggn.com.br/noticia/bc-acumula-r-57-bi-em-perdas-em-contratos-de-swap-cambial

      As perdas de R$ 57 bilhões ocorreram até a semana anterior. No ritmo atual de perdas elas já superam os R$ 60 bilhões. Então você está certo na dimensão das perdas. Agora não creio que no Brasil tentam o inverso e não diria que o prejuízo do BC seja só para tentar segurar a cotação.

      Nós últimos quatro anos e meio o Real desvalorizou mais do que o yuan. Na verdade, você poderia ter dito, o governo chinês imita o governo brasileiro e desvaloriza o yuan.

      Não é sobre isso que eu queria falar. O que me chama a atenção é o valor da perda do Banco Central do Brasil e o entendimento dessa perda como prejuízo.

      Lá no post “BC acumula R$ 57 bi em perdas em contratos de swap cambial”, não há comentário seu, mas há um bom comentário de Claudio Soares de Sousa, enviado quinta-feira, 06/08/2015 às 10:32, que pode até  não ser economista, mas que constrói a argumentação dele com mais embasamento teórico do que o que se encontra nos meus comentários. Eu procurei destacar o comentário dele porque ele menciona com mais ênfase os ganhos do Banco Central do Brasil com a valorização das reservas. Minha intenção era mostrar que a notícia sobre as perdas do Banco Central tinha muitas facetas e que a repercussão que a notícia gerava centrava-se apenas em um lado.

      Em minha argumentação eu mencionei o post “Para professor da Unicamp, ajuste em meio à recessão é contraproducente” de quinta-feira, 06/08/2015 às 11:34, aqui no blog de Luis Nassif e contendo a transcrição da entrevista concedida ao Valor Econômico pelo professor associado do Instituto de Economia da Unicamp, Pedro Paulo Zahluth Bastos. Para mim o professor Pedro Paulo Zahluth Bastos não levava em consideração todas as questões que deveriam ser consideradas quando se trata e se analisa o ajuste fiscal que está sendo implementado agora no Brasil. O endereço do post “Para professor da Unicamp, ajuste em meio à recessão é contraproducente” é:

      https://jornalggn.com.br/noticia/para-professor-da-unicamp-ajuste-em-meio-a-recessao-e-contraproducente

      O comentarista Claudio Soares de Sousa respondeu-me dizendo que concordava com o que o professor da Unicamp dissera. O que de certo modo eu também concordava, mas criticava não se trazer para a discussão outras circunstâncias que devem nortear uma análise mais profundas dessas situações. Trago essas divagações um pouco fora do contexto para não só dizer que eu concordo em parte com o que você dissera, com os reparos que já fiz acima, mas também para lembrar que você fez um ótimo comentário junto ao post “Para professor da Unicamp, ajuste em meio à recessão é contraproducente” concordando com a análise do professor da Unicamp principalmente na avaliação de chamar a política anticíclica do primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff de mixuruca. Achei ótimo o seu comentário, mas discordo dele, como de certo modo, eu disse em meu comentário e em minha réplica para Claudio Soares de Sousa lá no post “BC acumula R$ 57 bi em perdas em contratos de swap cambial”.

      Em meu entendimento essas perdas do Banco Central devem ser entendidas como perdas naturais para o funcionamento do sistema capitalista. O sistema capitalista precisa de um Banco Central que tenha a função de garantir liquidez ao sistema quando o sistema corre o risco de uma crise de liquidez. O Estado, e o Banco Central faz parte do Estado, é instrumento de alavancagem do sistema capitalista. Também cumpre o objetivo de alavancar o sistema capitalista o aumento de gastos públicos em grandes obras como você propõe lá no final do seu comentário de quinta-feira, 06/08/2015 às 12:06, lá para o post “Para professor da Unicamp, ajuste em meio à recessão é contraproducente”.

      Você faz a proposta de aumentar os gastos públicos e sugere alguma idéias para canalizar esses gastos e pede outras sugestões. Eu pretendia até responder ao seu pedido.

      Aliás, no início da década de 90, quando foram criados mais municípios em Minas Gerais e comecei a ver nessa quantidade de municípios um fator de competitividade do estado. Assim em uma pergunta para um expositor para um Congresso de Municípios em 1992, se não me engano, eu falei sobre a possibilidade de se criar em Minas Gerais uma indústria de reciclagem com o desenvolvimento de tecnologias de reciclagem. O expositor não entendeu direito minha idéia, pois fez uma correção no que eu dissera falando que não é indústria de reciclagem mas usina de reciclagem. Ocorre que a minha idéia era implantar um centro tecnológico para desenvolver processos de reciclagem, incentivar a indústria mineira a desenvolver máquinas e maquinários de pequeno porte que pudessem executar o processo de reciclagem e então em cada município de Minas Gerais instalar usinas de reciclagem utilizando essa tecnologia desenvolvida. Tudo isso contando com o financiamento e mesmo se necessária legislação obrigando a implementação dessas mini usinas. Um projeto assim poderia ser transportado para todo o país.

      Outra idéia era construir em cada município mineiro uma míni cidade, na verdade bastava uma rua com umas duzentas casas, mas contando com toda a infraestrutura necessária (Naquela época energia elétrica, telefone, água e esgoto) e um centro de saúde, um centro educacional, um centro de lazer, um centro cultural e um centro administrativo. A construção das casas para serem utilizadas por família de até cinco filhos e o centro administrativo eram os dois pilares da minha idéia. As casas por motivos óbvios, e os centros administrativos porque eu previa que neles haveria a reprodução de todos os órgãos federais, estaduais e municipais. E tinha essa idéia principalmente pensando em se ter em cada município um INPI, pois sempre lembrava que os produtores da cachaça Havana em Salinas, município de Minas Gerais, perderam o direito de usar o nome porque não fizeram o registro da marca.

      Deixo ainda o link para o artigo “The Monetary Superpower Strikes Again” de autoria de David Beckworth e publicado na sexta-feira, 07/08/2015 às 07:41 pm e que pode ser visto no seguinte endereço:

      http://macromarketmusings.blogspot.com.br/2015/08/the-monetary-superpower-strikes-again.html

      O texto mostra que a reação da China já era algo esperado. Depois se tiver tempo volto para comentar um pouco mais.

      Ontem em um comentário que enviei segunda-feira, 10/08/2015 às 21:07, para junto do comentário de Alexandre Weber – Santos –SP enviado segunda-feira, 10/08/2015 às 18:33, para o post “Finalmente, o bom senso contra os piromaníacos” de domingo, 09/08/2015 às 00:01, eu tive oportunidade de referir ao artigo “The Monetary Superpower Strikes Again” . O endereço do post “Finalmente, o bom senso contra os piromaníacos” é:

      https://jornalggn.com.br/noticia/finalmente-o-bom-senso-contra-os-piromaniacos?page=1

      Deixei na segunda página porque é lá que se encontra o comentário de Alexandre Weber – Santos –SP e que eu comentei.

      Clever Mendes de Oliveira

      BH, 11/09/2015

      1. Clever Mendes de Oliveira

        11 de agosto de 2015 11:54 pm

        Desvalorização do real e perdas do BC dependem da circunstância

         

        Athos (terça-feira, 11/08/2015 às 10:41),

        As minhas observações foram mais no sentido de enfatizar o viés que cada um de nós carregamos ao desenvolvermos um argumento. Assim aqueles que sabem que a moeda brasileira ficou durante muito tempo valorizada e que os chineses fizeram o desenvolvimento deles nos últimos 40 anos via moeda desvalorizada, alegam, sem pestanejar, quando a China faz uma desvalorização de pouco menos de 10%, que o Brasil deve seguir o modelo Chinês. Já no título do meu comentário eu quis dizer isso, mas parece que não ficou claro. O título que eu dei foi “Não é bem o inverso e os 60 bilhões não são só prejuízos”. O que eu queria dizer seria “No que diz respeito ao câmbio não foi o inverso do que a China fez aquilo que se tentou fazer no Brasil e no que diz respeito as perdas de 60 bilhões de reais do Banco Central, elas não devem ser vistas apenas como perdas, pois serviram para irrigar a economia”. Se fosse aceito, ia ficar um título grande, mas era mais isso que eu queria dizer.

        De todo modo é verdade que o Brasil deveria seguir o modelo Chinês. Deveria, mas isso deveria ter sido feito há muito tempo, evitando a valorização do Plano Cruzado, a do Plano Collor I, a do Plano Real, a do governo Lula. No governo da presidenta Dilma Rousseff, o Guido Mantega até que tentou, mas as circunstâncias não o favoreceram para que ele pudesse nos deixar uma moeda mais desvalorizada.

        E ao mesmo tempo que há justificativa para criticar não se ter feito a desvalorização há mais tempo, não se deve esquecer que sem Plano Cruzado nós não teríamos feito uma Constituição tão progressista e que trinta anos depois repousa em um órgão por natureza conservador, o Senado Federal, a nossa expectativa e esperança de que a Constituição não venha sofrer retrocesso, implementado a toque de caixa por uma Câmara dos Deputados conservadora. O Plano Real também permitiu que o PSDB e depois o PT assumissem as rédeas do comando da chefia de executivo do governo, permitindo um padrão de governo muito mais moderno do que se o país fosse administrado por um aventureiro que conquistasse os votos apenas com base no apoio empresarial e no carisma para convencer o povo.

        E não é só dizer que o Brasil deve imitar a China, fazendo a desvalorização, e por sinal no momento em que, pelo menos de imediato, nós não precisamos mais de desvalorização. É preciso estar atento a outros problemas que surgem associado a desvalorização e saber que medidas devem ser tomadas para evitar ou minorar os problemas que possam surgir. No caso brasileiro temos o problema da inflação que a China não tem. Ao contrário, a China corria o risco da deflação e, portanto, utilizou a desvalorização até para que a inflação subisse um pouco.

        A inflação não me parece ser um problema econômico, mas é um problema político, pois ela não só afeta a popularidade do governo como o inquina com a pecha de corrupto. E depois do julgamento da Ação Penal 470 no STF e depois da Operação Lava-Jato, tudo que a presidenta Dilma Rousseff deve evitar é inflação mais alta.

        Esta questão da inflação está sendo esquecida aqui neste post “Para estimular economia, China promove desvalorização do yuan” de terça-feira, 11/08/2015 às 09:27, assim como foi esquecida também na matéria do jornal Valor Econômico que trazia a entrevista do professor associado do Instituto de Economia da Unicamp, Pedro Paulo Zahluth Bastos e que foi transcrita aqui no post “Para professor da Unicamp, ajuste em meio à recessão é contraproducente”.

        Sou um defensor de taxas mais altas de inflação para países em desenvolvimento. Agora penso que um governante deve pensar no longo prazo e no longo prazo é do interesse do governo que a inflação seja baixa. Se ele conseguir manter a inflação baixa e ao mesmo tempo conseguir uma recuperação econômica, qualquer que seja o governante ele terá a popularidade em alta. Em princípio é isso que a presidenta Dilma Rousseff espera para 2017 e 2018. Eu incluiria também 2016, mas acho que o crescimento em 2016 será pequeno, uma vez que a realidade econômica mundial não está fácil de ser entendida. A Rússia fez a desvalorização em 2014 e ainda não se iniciou a recuperação. E há outros sinais mais preocupantes. Basta ver as exportações brasileiras. A média diária das exportações do Brasil na primeira semana de agosto de 2015 foi de US$781,2 milhões enquanto em 2014, a média diária na primeira semana de agosto foi de US$974,4 milhões. Uma queda de 19,8% e que se fosse o inverso representaria um crescimento de 24,7%. Vou deixar o link aqui para esse assunto no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, embora saiba que em pouco tempo ele não fica mais disponível. Com o título de “Balança comercial Brasileira – Agosto 2015: 1ª semana” esta matéria pode ser vista no seguinte endereço:

        http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=567

        E antes de acusar o governo de não fazer, é importante lembrar que salvo o primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, a valorização do real não foi algo forçado. Para não termos desvalorização em 1998, a taxa de juro passou de 40%. E mesmo em 1999, quando a desvalorização adiada foi realizada, para evitar que a economia saísse do controle, o Armínio Fraga não pestanejou em elevar a taxa de juros para 45%. Já no governo de Lula a valorização ocorria com os juros em queda. Enfim, não se deve deixar de lado nas nossas análises, as circunstâncias.

        Clever Mendes de Oliveira

        BH, 11/08/2015

  3. djalma santos

    11 de agosto de 2015 1:49 pm

    E aqui no Brasil os

    E aqui no Brasil os irresponsáveis bo Banco Central torrado as reservas com swap.

  4. Alexandre Weber - Santos -SP

    12 de agosto de 2015 12:05 am

    Fortes emoções a frente, eu alertei o Brasil é a bola da vêz

    Venho postando a dias que a situação internacional das finanças não é sustentável e QUEM PODE MAIS, CHORA MENOS.

    Aqui temos olhos fundos, assim temos de começar a chorar mais cedo.

    Os funcionários do Banco da China, diferentemente dos do BC do Brasil são cotados comos melhores tradings do mundo e agem de acordo com os interesses da China…

    Preparem-se para ordas de desempregados raivosos nas ruas para breve.

    Just As Brazil Hits Rock Bottom, Things Are About To Get Even Worse

    For anyone who might have missed it, Brazil is in trouble.

    The country is “at the center of a triple unwind of EM credit, China’s leverage, and US monetary easing” (to quote Morgan Stanley) and as Goldman recently pointed out, faces astagflationary nightmare.

    Last quarter, Brazil suffered through the worst growth-inflation mix in over ten years. As Goldman put it, “since 1Q2004 there has not been a single quarter in which we had simultaneously higher inflation and lower growth than during 2Q2015.”

    And then there’s the twin deficit problem. Here’s Goldman again:

      

    Over the last 11.5 years, we cannot identify a month with a strictly-worse fiscal-CA deficit outcome than that of May-15 (lower left quadrant is empty). In fact, at 7.9% of GDP the fiscal deficit is now the widest it has ever been since Jan-04, and there were only a few months (5 out of 137 months in the sample) were the current account deficit was marginally wider than currently.

     

    Meanwhile, as we mentioned on Monday, Dilma Rousseff is now the most unpopular democratically elected president since a military dictatorship ended in 1985, with an approval rating of just 8%. In a recent poll, 71% said they disapprove of the way Rousseff is doing her job… and two-thirds would like to see her impeached. Here’s Bloomberg summing up the situation

      

    To be sure, the president faces a host of challenges this month, not least of which is a nationwide protest planned for Aug. 16.

     

    The country’s audit court also must decide whether the government broke the fiscal law by doctoring budget results last year. A ruling against the government could provide the legal foundation to start impeachment hearings, opposition lawmakers say. Her administration says previous presidents used the same practices.

     

    Investors are concerned that the political instability will push Brazil into a deeper recession and make it increasingly vulnerable to a sovereign-credit downgrade. The real has depreciated 8.1 percent in the last month, the biggest decline among 16 major currencies tracked by Bloomberg.

     

    Given all of this, just about the last thing Brazil needed was for China to officially enter the global currency wars, which is of course exactly what happened overnight. Our response:

     

    And the response from Brazil’s trade ministry (via Reuters):

      

    Brazil’s Trade Minister Armando Monteiro on Tuesday said China’s decision to devalue the yuan could hurt the country’s manufacturing exports. 

    So what lies ahead for Brazil given all of the above? Well, further BRL weakness – or at least according to Goldman. Here’s more:

      

    We are moving our BRL forecasts to show further downside – we expect $/BRL to reach 4.00 in 12 months (relative to 3.55 previously). A weaker BRL is part of a necessary adjustment to address the macro imbalances in Brazil; and the combination of a weak and increasingly back-loaded path of fiscal adjustment and a central bank that appears to be done with tightening policy for now suggests that the exchange rate is likely to bear more of the overall burden of absorbing the impact of the commodity price downdraft, restoring competitiveness and correcting the current account deficit. 

     

    Brazil stands at a crossroads – both roads involve currency depreciation.The combination of significant macro challenges (economic contraction, elevated inflation and large fiscal and current account deficits) and a deteriorating political and institutional backdrop means that Brazil stands at a pivotal crossroads. One road involves the risk of a further deterioration in the political backdrop morphing into a full-fledged governability and institutional crisis (potentially including the departure of key policymakers) and a further deterioration in investor (and rating agency) confidence, with an associated additional hit to an already contracting economy. The other road involves a potential stabilisation in the political picture, which in turn would provide the authorities with room to undertake necessary short- and medium-term fiscal consolidation measures, coupled with monetary easing further down the line. In either case, we think the BRL is likely to depreciate further because it is hard for us to see a route back to a more balanced set of macro outcomes in Brazil that do not involve currency weakness. Along the first road, the depreciation is likely to be sharper and disruptive, with scope for overshooting and an eventual rebound; the alternative scenario would likely involve a grinding, more controlled move, potentially encouraged by policymakers.

     

    Macro imbalances in Brazil are large, the worst in almost a decade…We have developed a simple scoring algorithm to assess the scale of internal (inflation relative to target) and external imbalances (current accounts relative to sustainable levels) and, as Exhibit 1 shows, in Brazil these imbalances are at their widest combined level in a decade. The fiscal deficit at -8.1% of GDP is also at its widest in more than 20 years, with the combined twin deficits now tracking at a disquieting 12.5% of GDP.

     

     

    Of course as we said late last month, the simple fact is that whether it’s China, runaway stagflation, or simple politician greed and corruption, Brazil has passed the recession phase and its economy is in absolute free fall and against a backdrop of an escalating currency war (which the country’s most important trading partner has just officially entered), unattainable fiscal targets, and protracted weakness in commodity prices, the path to stabilization and rebalancing is anything but clear, but what does seem virtually certain is that Brazil has a date with junk status in the not-so-distant future. 

    And on cue, just moments ago:

    BRAZIL CUT TO Baa3 FROM Baa2 BY MOODY’S; OUTLOOK TO STABLE

    So that’s one step up from junk for Moody’s and one step from junk for S&P – it shouldn’t be long now, because no matter what Moody’s says, there isn’t anything “stable” about this situation.

    We suppose the only lingering questions are whether Rousseff will be impeached and whether economic decay, a dangerously unstable political situation, and problems of a more, shall we say, “putrid” nature, will conspire to make Rio a veritable ghost town for next summer’s Olympic games.

    Then again, this young lady doesn’t seem particularly concerned…

    Average:

     

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      12 de agosto de 2015 12:08 am

      Já que estamos falando da Ásia, 1997

      1997 Asian Currency Crisis Redux

      Second Verse, Same as the First, a Little Bit Louder and a Little Bit Worse

      China surprised the financial markets on August 11, 2015 by devaluing their currency, the Renminbi (CNY), the equivalent of 2% versus the U.S. Dollar (USD). This is the largest daily move in the CNY in over 10 years and likely the first in a series of devaluations by the Chinese government. Since 2014, the Chinese had pegged their currency to the strengthening USD and watched it appreciate against many of the world’s currencies just as the USD was doing. Over the past year for example, the USD and CNY appreciated 20%, 25% and 12% against the euro, yen and South Korean won respectively. It just so happens that these currencies are the ones used by 3 of Chinas largest trade partners. Thus, maintaining a peg to the USD eroded export growth as China’s products became more expensive for countries other than the U.S to import. Conversely, in China the rising CNY brought further deflationary pressure as goods imported from countries that use currencies other than the USD became less expensive. Now, in an effort to level the global trade playing field, China has decided that the economic harm produced by pegging to the dollar outweighs the benefits produced by a strong domestic currency.

      In December 2014 the Bank for International Settlements (BIS) warned of the growing risks associated with the global carry trade. They estimated that since 2000 the amount of such trades quadrupled in size to $9 trillion and grew 5.5x faster than global growth over the same period. The massive amount of these trades outstanding dwarfs anything seen in the past, leading the BIS to repeatedly warn of potential financial repercussions if these trades suddenly and simultaneously unwound. The Asian currency crisis of 1997, for instance, was greatly magnified due to the unwinding of an estimated $300-$500 billion of these types of carry trades.

      The carry trade that is so concerning to the BIS involves borrowing USD (typically on a leveraged basis) and investing those funds in a foreign country. This trade possesses all of the risks of a typical investment but it also layers on substantial currency risk as the borrower/investor must first convert the borrowed dollars to the currency of the country where the investment takes place. By default a USD short is created when the currency is converted.

      It is estimated that carry trades involving USD loans invested in China could represent a quarter to a third of the BIS estimated $9 trillion global carry trade. The popularity of this trade grew steadily since 2006 as strong Chinese economic growth and an appreciating CNY versus the USD made this trade lucrative on both the investment front but also from a currency perspective. The graph below shows the CNY appreciation from 2006-2013 (green arrow), the pegging of CNY to the USD in 2014-2015 (blue arrow) and last night’s 2% devaluation (circled yellow).

      As mentioned earlier this devaluation is likely not a one-time event but rather the beginning of an ongoing and persistent depreciation of the CNY versus the USD. The embedded USD short position within the carry trades will begin to result in losses and margin calls as the USD appreciates versus the CNY, thus forcing investors to liquidate some of their positions. These trades, which took years to amass, could unwind abruptly and exert an influence of historic magnitude on markets and economies.

      The Asian currency crisis of 1997 could prove to be a worthy example of the effects to be felt from a massive unwind of carry trades of this sort, albeit of a much lesser magnitude. Therefore, caution is urged and investorsshould prudently monitor their positions and risk tolerances. During the Asian crisis of 1997 and 1998 the following effects were felt:

      South Korean Won declined 34% against the USDThai Baht declined 40% against the USDSouth Korean Gross National Product (GNP) declined 34%The USD index rose 13% versus a basket of other major world currenciesThe S&P 500 fell 15% in 1997, rallied, and then dropped another 20% in 1998The Japanese Nikkei index declined 36%South Korean share prices declined 58%The 30 year US bond yield fell from 7.0% to 4.2%Crude oil prices declined 62%The Asian crisis contributed to the Russian default in 1998. This in turn led to the collapse of Long Term Capital which required a $3.625 billion bailout organized by the Federal Reserve as well as a 1% reduction in the Federal Funds Rate to contain the fallout

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