Toda narrativa histórica pretende, de alguma maneira, conferir coerência ao passado. As escolhas, os referenciais teóricos, a forma de interpretar os documentos, as omissões conscientes ou casuais, etc… conspiram para transformar ciência em literatura. Os paradoxos parecem incomodar os historiadores, pois eles não devem cometer anacronismos e formular hipóteses históricas desconectadas de fatos documentados. Felizmente não sou historiador e adoro paradoxos. Abaixo enumerarei alguns que identifiquei nas minhas leituras sobre a segunda guerra mundial.
Durante a segunda guerra, os norte-americanos lutaram contra o racismo alemão. Mesmo assim o Exército dos EUA mantinha rigorosamente separadas as bolsas de sangue colhidas de doadores negros e brancos, para que os médicos não cometessem o equívoco de fazer transfusões de sangue interaciais. Os eslavos eram considerados inferiores pelos nazistas, mas foram estes que demonstraram pouca inteligência ao invadir a Rússia usando roupas para o inverno alemão e veículos militares que congelavam no inverno ou ficavam atolados durante o degelo.
Reinhard Heydrich, Göring e Hitler eram 1/2 judeus pertencentes a raça ariana e perseguiram ferozmente judeus que julgavam inferiores. Stalin era socialista e nacionalista e lutou contra os nacional-socialistas alemães usando munição de boca e de guerra fornecida por capitalistas norte-americanos. Winston Churchill lutou a guerra para conservar o Império Britânico e este foi perdido em razão do esgotamento econômico provocado pelo conflito.
A França foi vergonhosamente derrotada pelo III Reich e foi tratada como vitoriosa ao final do conflito. O Brasil vivia sob um regime fascista e lutou contra os fascistas e nazistas na Itália. Os EUA lutaram a guerra para ter superioridade absoluta na Ásia e perderam o controle da China e do norte da Coréia.
Através da guerra total o regime nazista alemão esgotou os impérios europeus e a Alemanha, abrindo caminho para os movimentos de independência na África e na Asia de povos que Hitler considerava inferiores. Os palestinos não lutaram ao lado do III Reich e perderam seu território para os judeus, muitos dos quais colaboradores dos nazistas no extermínio de outros judeus. Durante o cerco de Stalingrado desertores soviéticos lutaram ao lado dos alemães e nazistas desertores lutaram em favor da URSS.
O Vaticano só entrou na guerra depois que ela acabou e para salvar da perseguição dos Aliados vários católicos alemães ligados ao nazismo. Católico fervoroso, Franco chegou ao poder na Espanha com ajuda de Hitler e o abandonou para manter, depois da guerra, seu próprio regime nazista com ajuda dos EUA. Os EUA exterminou centenas de milhares de velhos, mulheres e crianças na Alemanha e no Japão, mas seus soldados não foram julgados por crimes de guerra.
Vários nazistas foram trabalhar nos EUA após a guerra e nenhum deles foi incomodado por Israel quando este país passou a cassar nazistas. A barbárie praticada nos Campos de Concentração não teria sido possível sem a colaboração de judeus e foi, de certa maneira, reforçada pelos Aliados quando estes passaram a destruir de maneira sistemática da infra-estrutura alemã de produção de alimentos e de transportes dos mesmos.
Maria Fulô
21 de dezembro de 2014 12:42 pmE que fique bem claro…
E que fique bem claro… Historiografia, ainda que bem elaborada, não é História; é apenas a representação da verdade que um narrador, não necessariamente historiador, faz de determinadas passagens da História.
fabricio coyote
21 de dezembro de 2014 12:46 pmDieta
http://www.br.emb-japan.go.jp/cultura/constituicao.html
Capítulo II. Renúncia a Guerra
Artigo 9. Aspirando sinceramente a paz mundial baseada na justiça e ordem, o povo japonês renuncia para sempre o uso da guerra como direito soberano da nação ou a ameaça e uso da força como meio de se resolver disputas internacionais.
Com a finalidade de cumprir o objetivo do parágrafo anterior, as forças do exército, marinha e aeronáutica, como qualquer outra força potencial de guerra, jamais será mantida. O direito a beligerância do Estado não será reconhecido.
julio cesar montenegro
21 de dezembro de 2014 12:54 pmautoridades não querem perder
autoridades não querem perder AUTORIDADE
Luiz Antonio Antunes Machado
21 de dezembro de 2014 1:01 pmHá controvérsias
Há controvérsias. O papel da Igreja Católica tanto na Alemanha durante o domínio nazista, quanto nos países ocupados não foi este colaboracionismo todo, segundo pesquisas. E Franco, na maciota, apoiou sim a invasão da União Soviética, com a célebre “Divisão Azul”, além de outras unidades voluntárias. Há muita coerência e incoerência no texto, é preciso examinar ponto a ponto.
jc.pompeu
21 de dezembro de 2014 1:14 pm…mais um paradoxo da
…mais um paradoxo da segunda grande guerra lembrada lá na baixa idade média, no século XIII…
na verdade, já não se fazem mais “guerras engraçadas” como antigamente…
No livro São Luís – Biografia, de Jacques Le Goff, para explicar uma referência do livro a respeito de uma “drôle de croisade” (cruzada engraçada) comandada pelo imperador Frederico II (1194-1250), em 1228… o tradutor criterioso da obra, Marcos de Castro, explica, nas notas de rodapé, a referência do autor Le Goff à chamada “drôle de croisade” do imperador Frederico II, em 1228:
“”Cruzada engraçada.” O autor faz referência implícita ao apelido pelo qual ficou conhecido o primeiro ano da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), la drôle de guerre, “a guerra engraçada”, por causa da calma que reinava na frente de batalha. A rigor, trata-se dos primeiros 10 meses a partir da declaração de guerra da França e da Inglaterra contra a Alemanha, a 3 de setembro de 1939. Só no início de julho de 1940, quando os alemães atravessaram a Linha Maginot (pela Bélgica), começaram de fato os combates. Até então Paris e toda a França levavam uma vida em tudo e por tudo normal, mas, como havia uma guerra oficialmente declarada, os franceses a chamavam la drôle de guerre. (N. do T.)”.
Zanchetta
21 de dezembro de 2014 1:36 pmQuer dizer então que GETÚLIO
Quer dizer então que GETÚLIO VARGAS era um fascista?!?! Interessante…
rdmaestri
21 de dezembro de 2014 7:10 pmDizer que Getúlio Vargas era
Dizer que Getúlio Vargas era um fascista é simplesmente ignorar a história, Getúlio Vargas já tinha a sua ideologia nacionalista em 1905 quando fez o seu primeiro discurso público na sua vida, ele tinha mais influências do Positivismo do que qualquer outra coisa.
Em telegramas da embaixada Alemã antes da guerra há clara referências da antipatia de Getúlio com os nazistas.
Quem na América do Sul namorou o Nazi-fascismo foi Perón e não Getúlio.
Vixe
21 de dezembro de 2014 1:42 pmA história é sempre contada
A história é sempre contada sob a ótica dos vencedores…
Já a verdade, morre junto com as vítimas…
Vixe
21 de dezembro de 2014 1:42 pmA história é sempre contada
A história é sempre contada sob a ótica dos vencedores…
Já a verdade, morre junto com as vítimas…
JB Costa
21 de dezembro de 2014 2:28 pmInteressante o post. Algumas
Interessante o post. Algumas observações:
1) Sobre o racismo nas FFAA americanas: verdade. Brancos e negros lutavam em unidades separadas o que demonstra a imensa hipocrisia americana. A propósito, os EUA não entraram em guerra contra o racismo nazista. Razões geopolíticas foram mais exatamente o leitmotiv. Mesmo porque no início do conflito não se tinha conhecimento(ainda) dos extremos a que chegariam os nazistas, a exemplo do holocausto de judeus, ciganos e minorias dentro do território alemão e a política de extermínio dos eslavos.
2) Quanto a alegativa da inteligência dos alemães: menos falta de inteligência e mais arrogância e desprezo pelos inimigos foi o que levou Hitler e o exército alemão a invadir a URSS sem o devido planejamento com referência aos fatores climáticos. Nas palavras de Hitler “aquilo(URSS) era uma casa caindo aos pedações e que bastava um ponta pé que desmoronava tudo”. O planejamento da Wehrmarcht foi feito todo para uma campanha de verão. Achavam que lá para outubro a fatura estava liquidada.
3) Os paradoxos apontados(alianças de adversários ideológicos) significam que de certa maneira a II Guerra foi a continuação da I com alguns acréscimos, a exemplo das políticas de extermínios. Pesaram, ainda, a questão colonial, o Tratado de Versalhes com suas pesadas reparações à cargo da Alemanha, esta nunca ter admitido a derrota, a crise econômica de 1929 que veio aumentar as agruras da mesma, e, claro, a doutrina do nacional-socialismo que buscava remir uma Alemanha destinada a ser uma referência para o mundo.
4) O fato dos palestinos terem perdido seu território para os judeus NADA tem a ver por aqueles não terem lutado contra ou a favor dos nazistas. A campanha Norte-Africana de Hitler cuja estratégia-mor era o controle dos campos petrolíferos do Oriente Médio, simplesmente foi à pique com a derrota em El Alamein ainda em território egípcio. A Palestina à época era “ocupada” pelo ingleses via mandato da ONU.
5) Vários ex-nazistas(ou mesmo só cidadãos alemães sob o nazismo) foram, sim, aproveitados tanto pelos EUA como pela URSS pelo viés da expertise, em especial na área militar. O exemplo mais expressivo é de Wernher Von Braun. Entretanto, não se tem conhecimento que no meio deles havia criminosos de guerra ou/ou partícipes do holocausto.
7) Essa assertiva de que a barbárie nos Campos de Concentração não seria possível sem a colaboração de judeus é forçada. Que alguns deles se prestaram a auxiliar seus algozes em tarefas infames, a exemplo de recolher e incinerar nos fornos os corpos e servirem de capatazes para seus iguais, isso é fato. Mas não ao ponto de serem decisivos para a a ultimação dos planos nazistas. Eram cooptados apenas pela perspectiva de sobreviverem um pouco mais e alguma outra regalia mínima. De resto, eram gaseificados após certo tempo da mesma maneira. Foram também vítimas da estrutura cruel e degradante a que se viram submetidos. Será que podemos condená-los por isso?
rdmaestri
21 de dezembro de 2014 7:05 pmA origem da eugenia não está na Alemanha.
Só para fortelecer os argumentos acima citados, é só ler o mais documentados dos livros sobre o assunto “A guerra contra os fracos” de Edwin Black que se vê claramente com todas cores que o movimento eugênico apregoado pelos nazistas começa na Inglaterra, toma vigor nos USA, dá uma boa volta pelos países nórdicos e chega a Alemanha caindo como uma luva no discurso antissemita de Hitler.
junior50
21 de dezembro de 2014 9:15 pmTrecho de Edwin Black
www.historynewsnetwork.org/article/1796
Jose de Almeida Bispo
21 de dezembro de 2014 9:22 pmE o discurso antissemita de
E o discurso antissemita de Hitler foi gerado, nada mais, nada menos que pela extema impopularidade judaica já que enquanto o populacho alemão se contorcia de fome, grandes financistas, quase todos judeus, continuavam a operar seus enormes lucros, como os Rotchilds, bem como entre os médicos, panificadores, locatários de imóveis conhecidos pelo povo, boa parte era de judeu que, claro, não abriu mão de seus lucros, nem fez filantropia alguma durante a grande crise econômica alemã, nem a pau.
Guardadas as devidas proporções, de vez em quando eu fico a matutar sobre o momento atual: o símbolo maior da especulação mundial atual é George Soros, um judeu; por trás das maiores operações financeiras danosas à economia como um todo – muitos mais outros ganham, óbvio – mas quem mais aparecem são os judeus. E acrise não se resolve, e fica cada vez mais ameaçadora…
rdmaestri
21 de dezembro de 2014 9:40 pmSó um detalhe!
Quem sempre colocou o povo alemão numa fria entrando em guerras intermináveis foram os industriais do carvão e aço, simplesmente para vender mais e ganhar mercado. O resto é papo furado, antissemitismo é abastecido por intolerância e racismo, pois nenhum industrial alemão do século passado nunca fez filantropia ou diminuia os seus ganhos durante as recessões, deitavam e rolavam como sempre.
Agora padeiros fazendo filantropia, me poupa desta bobagem!
junior50
21 de dezembro de 2014 10:13 pmAlguns pontos interessantes
1. Segregação nas FFAA americanas: Terminou somente em 26/07/1948, quando o presidente Truman, emitiu a Ordem Executiva 9981, claro que durante a II GM alguns negros e “coloreds” participaram, mas restritos a unidades logisticas, engenharia, taifeiros, defesa estática, ou mesmo promocionais como os “Tuskgee Airmen”, os primeiros negros a alcançarem a posição de oficial no Exército dos Estados Unidos. MAS, mesmo após esta ordem, atos segregacionistas continuaram a ocorrer em bases do Sul dos Estados Unidos, não dentro da bases, mas no entorno delas, onde as leis “jim crow” estaduais, continuaram validas até 1967.
2. Palestina: Uma região “dificil” e pouco explicada e entendida, pois o problema palestino – judaico, tem raizes no século XIX, anterior aos mandatos franceses e britanicos na região – reflexos da queda do Império Otomano após a 1a Guerra – já na 2a Guerra os britanicos aceitaram recrutar unidades do “Palmach” e do “Haganah”, que antes combatiam, para operações militares nos teatros subsidiarios do OM, tipo Siria, Iraque, Jordania, Balcãs (grande comunidade judaica), Chipre e Creta, já os palestinos submetidos e representados pela figura – muito controversa – do “Grande Mufti de Jerusalem ” Haj Amin Al – Husseini, após a guerra foram considerados por muitos como pró-nazistas, pois Al-Husseini apoiou durante todo o conflito aos alemães, inclusive tendo se refugiado em Berlim, e participou diretamente da fundação de uma das mais violentas unidades da Waffen-SS, a muçulmana da Bósnia.
OSKAR
21 de dezembro de 2014 3:11 pmO maior paradoxo de todos:
O maior paradoxo de todos: começou a guerra pela liberdade e, independencia da Polonia e acabou com ela dominada pelo urso soviético.
Jorge Rebolla
21 de dezembro de 2014 4:25 pmFábio, meu caro Fábio…
Na época da segunda guerra mundial o povo “palestino” ainda não havia sido inventado. Não se falava em palestinos, por um simples motivo eram árabes habitando o mandato britânico da Palestina. Desde o desaparecimento dos filisteus, philistines em inglês, o termo não nomeava nenhum grupo humano.
Para quem quer demonstrar conhecimento sobre a segunda guerra cometes um erro clamoroso… os árabes da Palestina tiveram profundas relações com os nazistas. O mufti de Jerusalém, tio de Yasser Arafat, era um aliado entusiasmado do reich. Não só no oriente médio o número de muçulmanos simpatizantes, colaboradores ou membros ativos do nazismo foi gigantesco. Não se esqueça também das ligações entre os líderes do pan-arabismo (Nasser, Assad e outros) com o nazismo.
“O Vaticano só entrou na guerra depois que ela acabou e para salvar da perseguição dos Aliados vários católicos alemães ligados ao nazismo.”
Antes, durante e depois da guerra a Igreja Católica como instituição, o chamado Vaticano, foi de uma covardia atroz, nomeada na época neutralidade. As fugas dos criminosos nazistas da Europa tiveram o apoio de grupos católicos, da mesma maneira que outros agiram durante a guerra em favor dos judeus e demais perseguidos pela besta alemã. Porém em nenhum dos casos os atos foram subordinados à política de Estado da Santa Sé.
“Católico fervoroso, Franco chegou ao poder na Espanha com ajuda de Hitler e o abandonou para manter, depois da guerra, seu próprio regime nazista com ajuda dos EUA.”
Franco abandonou Hitler em 1942. O único apoio que pode ser assim chamado foi a Divisão Azul, totalmente destroçada na Rússia. Nem mesmo para os voluntários espanhóis do nazismo o regime franquista enviava armas e suprimentos.
“Vários nazistas foram trabalhar nos EUA após a guerra e nenhum deles foi incomodado por Israel quando este país passou a cassar nazistas.”
O mesmo para com os nazistas aproveitados pela URSS, afinal eles também são fatos históricos. Aqui deve ser fazer uma distinção, criminosos do regime nazista e meros servidores, como Werner Von Braun, sem envolvimento pessoal nos crimes cometidos pelo terceiro reich.
Na foto Al-Husayni, tio de Arafat e mufti de Jerusalém, passa em revista as tropas dos muçulmanos bósnios da Waffen SS.
Luiz Antonio Antunes Machado
21 de dezembro de 2014 4:37 pmEstranhamento
Outra análise questionável é o caráter fascista do governo Vargas. Havia uma conhecida simpatia pelos governos autoritários do Eixo, mas a orientação não possuía a estrutura dos governos alemão e italiano da época. E o colega lembrou bem, iniciou-se a guerra com França e Inglaterra teoricamente defendendo a integridade da Polônia, e a União Soviética no fim da guerra manteve a soberania no território que invadira em 1939, de acordo com o “acordão” esquisito Ribbentropp-Molotov.
Athos
22 de dezembro de 2014 3:42 pmO Brasil era mais ligado a
O Brasil era mais ligado a Alemanha ensta época. A quantidade de professores e cientistas alemães por aqui não era normal. Tavez para pesquisa nuclear. Tinahm vários geólogos na Escola de Minas que por acaso era o cerne do Integralismo no Brasil.
Fábio de Oliveira Ribeiro
22 de dezembro de 2014 5:27 pmFale-me mais sobre as
Fale-me mais sobre as relações econômicas privilegiadas entre o Brasil e a Alemanha sob Getulio e Hitler, época em que foram instituídos os “marcos de redecontos” (moeda convenio que transformou o Brasil no maior parceiro comercial da Alemanha fora da Europa). Fale-me também sobre o barco contendo dezenas de toneladas de modernos armamentos alemões que foram comprados pelo Brasil, barco este que foi interceptado pela marinha britânica e obrigado a descarregar seu conteúdo na Inglaterra. Explique-me como e porque você não considera estes fatos indicativos da natureza fascista do regime político brasileiro.
Luiz Antonio Antunes Machado
21 de dezembro de 2014 4:41 pmFinlândia
E um assunto que incomoda sobre a guerra foi o papel da Finlândia. Atacada covardemente por Stalin, foi obrigada a ceder território legítimo de sua nação. Depois foi cobeligerante da Alemanha na invasão à URSS, e por isso ficou sem apoio dos aliados para recuperar o que era seu por direito. Assunto mal resolvido.
heutre
21 de dezembro de 2014 10:16 pmParadoxo dos Banksters
Claramente os líderes financeiros do Ocidente (Banco de Compensações Internacionais – Bank for International Settlements) estavam do lado de Hitler, ocupados fornecendo fundos para seu fortalecimento militar e não até que ele os traiu ao atacar a Inglaterra quando os Aliados se uniram para derrotar as forças nazistas. Neste esforço uma pouco santa aliança foi formada; aquela das potências ocidentais e da União Soviética, a maior força na derrota contra as legiões de Hitler. No entanto, muito antes do fim da guerra os britânicos e os americanos estavam secretamente planejando redirecionar suas energias contra os soviéticos, um déjà vu da invasão de 1918 que o oeste montou contra os bolcheviques e certamente o mais desconhecido importante evento da história moderna. Para isso, britânicos e americanos resgatado os mais sanguinários criminosos de guerra nazistas – procurados pelos investigadores dos mesmos governos – e misturou-os dentro da maquina de terror britânica e americana.
Como Michael McClintock escreve:
“Foi logo depois da criação das Nações Unidas que os líderes americanos acharam necessário – como uma questão de interesse – quebrar as novas regras que eles publicamente louvavam. Ao fazer isso, eles desenvolveram novos sistemas através dos quais evitar a prestação de contas por ilegalidades – incluindo um enorme aparato para a intervenção secreta – e apresentar, por meio de um esforço extraordinário, as ações dos Estados Unidos, independentemente da natureza, como de acordo com o direito internacional”
Ao mesmo tempo, como o oeste estava planejando suas ações clandestinas contra seus aliados da Segunda Guerra Mundial, ele também criou a formação do clube de terror conhecida como a OTAN, a Organização do Tratado do Atlântico Norte. Quase em sua totalidade era um empreendimento nazista. O general nazista Reinhard Gehlen, por exemplo, que havia liderado a Seção Rússia no Oberkommando der Wermacht (OKW – Supremo quartel general de Hitler ) e um consultor sobre a Solução Final, foi secretamente levado para os Estados Unidos, onde ele iria entregar o seu vasto acervo de arquivos ocultos sobre a União Soviética e, então, criar a Seção Rússia para a prestes a ser formada CIA.
cariry
22 de dezembro de 2014 1:07 amQuando um monte de autores
Quando um monte de autores fala sobre os Países Bálticos, a Polônia e a Finlândia esquecem da história desses países junto a Velha Rússia.
A Finlândia fazia parte do Império Russo, mas derrotou a Revolução e ficou independente da Rússia Soviética. O problema principal na Segunda Guerra era um governo Quisling na Finlândia e “o mapa regional” onde se pode ver que qualquer movimento de defesa e ataque ao Norte da URSS passaria pela Finlândia. Primeiro os Soviéticos tentaram um acordo com os Finlandeses e não conseguiram; partiram então para a Guerra contra os Finlandeses, ocupando posições que permitiram a defesa Soviética. (Bom lembrar que Leningrado fica ao norte da Rússia e bem próximo a Finlândia). A questão que fica é saber por que a Rússia Soviética, a partir de 1945, não entregou a Finlândia todos os territórios que foram conquistados.
Os Países Bálticos também fizeram parte da Velha Rússia, foram ocupados pelos Alemães (Primeira Guerra e logo depois a guerra de todos contra a Rússia Soviética) e transformados em territórios independentes da Rússia Soviética sem ao menos ouvirem os Russos. (Quem assuniu o controle militar sobre os Países Bálticos logo depois dos Alemães foram os Ingleses). Quando os Russos atacaram eles estavam garantindo a defesa da URSS e transformaram os Países Bálticos de frente onde os Alemães podiam atacar em frente de defesa e ataque da URSS. Neste caso a Guerra se desenrolaria através dos Países Bálticos. Não ocupar seu velho teritório, que foi tornado independente manu militari, seria entregar territórios ao principal inimigo dos Russos, deixando os Alemães livres para se movimentar na região do Báltico. Novamente fica a questão, por que não entregar tais territórios aos seus próprios povos depois da Guerra?
A Polônia é um caso mais complicado. Quando veio a Primeira Guerra e a Guerra de Intervenção de todos os aliados contra a Rússia Soviética a Polônia atacou os soviéticos e derrotou os mesmos. Um contra ataque soviético levou suas tropas até margem do Vístula e ameaçando um ataque contra Varsóvia. Um contra ataque dos Poloneses levou a ocupação de terras soviéticas e a um acordo entre Poloneses e Russos, garantindo a soberania dos Poloneses em território disputado com os Russos. Tal acordo caducou com a Segunda Guerra e os Soviéticos acuparam regiões tomadas pela Polônia, criando uma nova frente para ataque e defesa. (Vale lembrar que o Exército Soviético na região oeste era liderado por Marechal Tukachevisk — corrigir o nome — e por Trotsky… A briga entre Trotsky e Stalin perturbou um pouco as ações no Oeste Russo. O líder polonês era o nacionalista Mal. Pilsudski e o apoio francês era claro e aberto e contava com a presença do Mal. Weygand…)
Tentei alguns mapas de época e não consegui muito. Quem puder use um mapa para ver por onde passariam Alemães e Russos na época de 1939…
cariry
22 de dezembro de 2014 1:10 amum link inicial:
um link inicial: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ocupa%C3%A7%C3%B5es_sovi%C3%A9ticas
junior50
22 de dezembro de 2014 7:55 pmFinlandia e outros
A situação dos aliados europeus da Alemanha Nazista – Finlandia, Itália, Romenia, Hungria e Bulgária, com relação a sua soberania e fronteiras, foi definida pelos Aliados Ocidentais + URSS, nas Conferencias de Paz de Paris em 1947.
SÉRGIO HENRIQUE AUDIBERT
16 de novembro de 2016 10:40 amESTUPIDEZ
NOSSA EU NUMCA LI TANTA MENTIRA E ESTUPIDEZ EM MINHA VIDA .