Sugerido por Diogo Costa
Da Folha
Paulo Gama
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), nomeou Gilberto Nascimento Jr., do PSC, para a secretaria-adjunta da Justiça e da Defesa da Cidadania.
A pasta é a responsável no governo pelas políticas de direitos humanos, como valorização de minorias e diversidade sexual, além de programas deassistência a dependentes químicos. É também a responsável pela Fundação Casa e pelo Procon.
Sua titular é Eloísa Arruda, procuradora de Justiça. A secretaria-adjunta é o segundo posto na hierarquia da pasta.
O PSC é o partido do deputado pastor Marco Feliciano (SP), que causoupolêmica ao assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, por suas posições conservadoras.
O partido ocupava, desde 2013, a secretaria-adjunta do Desenvolvimento Metropolitano, extinta no início do ano para conter despesas do Estado.
O governo então decidiu realocar o partido na Justiça e Defesa da Cidadania, para manter o apoio da legenda ao projeto de reeleição de Alckmin.
Nascimento Jr. é filho de Gilberto Nascimento, presidente estadual do PSC. Ele pondera que Feliciano e Nascimento Jr. são pessoas diferentes e que o secretário-adjunto não tem função de definir políticas públicas na área.
Durante a semana, a secretaria foi alertada sobre a reação de entidades de defesa dos direitos humanos caso Alckmin nomeasse o indicado do PSC.
JB Costa
9 de abril de 2014 12:26 pmVixe! E agora como é que
Vixe! E agora como é que fica? Não é só PT o adepto da Realpolitik: o Alckmin, com olho na reeleição, também vai dar uma mãozinha aos pastores.
aliancaliberal
9 de abril de 2014 1:33 pmA diferença é que nunca
A diferença é que nunca arrotaram que não fariam isso, já o PT.
Alan Souza
9 de abril de 2014 2:28 pmÉ, tem previsão na
É, tem previsão na Constituição de que não há corrupção de quem nunca se declarou honesto antes…
Juliano Santos
9 de abril de 2014 2:37 pmCreio que esse post do Diogo
Creio que esse post do Diogo foi uma indireta ao Gunter, que ao confirmar-se que o tal é homofóbico como o Feliciano, por coerência, deveria reavaliar seu apoio ao Alkmin.
Eu de minha parte, Costa, não pretendo ficar de patrulheiro das opções eleitorais de nosso colega comentarista. Apenas o alerto sobre como esse fenômeno da real poltik é muitos mais fruto dos vícios de nosso sistema político, do que das pessoas
JB Costa
9 de abril de 2014 4:52 pmMuito menos eu, Juliano. Se
Muito menos eu, Juliano. Se não gosto de patrulha, por óbvio não posso patrulhar. Tinha em mente, sim, ao fazer esse comentário os que fazem críticas a Realpolitik, incluindo o próprio Gunter, pessoa a que devoto especial carinho e respeito.
Mas aqui a dicussão é Política. Na política mais restrita, a eleitoral, claro, evidente, que nossos votos nas urnas são dados àqueles candidatos e/ou partidos que se coadunam com os nossos anseios enquanto cidadãos ou cidadãs, incluindo a defesa de teses bem específicas que digam respeito a mim ou a meu grupo de interesses.
Entretanto, há eleitores como eu e você(?) que avaliam ser impossível se governar um país multifacetado, portanto complexo, sem contar com o apoio de um Congresso tonificado pela Constituição de 1988. Nesse processo, infelizmente, haverá vítimas ou quase-vítimas.
O que fez Lula, Dilma, e o que faz agora Alckmin, se repetirá, se for o caso, com Marina, Eduardo Campos, Aécio Neves, o Zé, o Cazuza, e assim por diante.
Gunter Zibell - SP
9 de abril de 2014 5:23 pmObrigado pelo carinho, JB
A recíproca é verdadeira.
Então, como poderá ver na resposta ao comentário de Juliano, os problemas de realpolitik são bem coisa do PT de hoje em dia.
O PSC sair da base do governo e lançar candidatura própria é muito bom porque aumenta as chances de 2º turno.
Só que isso NÃO APAGA o passado antissecularista do PT, posto que o candidato a governador desse partido NÃO FEZ nenhuma declaração que esclareça a MONTANHA de concessões que fez ao PSC no passado.
E PP (Bolsonaro), PR (Magno Malta), PRB (Crivela), PSD (Katia Abreu), PTB (Jefferson) são ainda potenciais participantes da coligação governista pró-Dilma. (Para quem for falar de Bornhausen, ele quase não fala ultimamente, então não dá para avaliar o peso dele na coligação PSB/Rede/PPS.)
Enquanto isso, Alckmin segue favorito para a estadual de SP, sem rejeição expressiva nem entre evangélicos nem entre LGBTs (não tem pesquisa sobre isso, infelizmente, mas é o que se depreende de grupos de discussão em redes sociais.)
Padilha pode dizer o mesmo?
Eu não creio que o que Lula e Dilma fizeram se repete agora com Alckmin nem que se repetirá com Marina ou Campos. Precisaríamos apresentar retrocessos concretos.
Quando falam de realpolitik e governabilidade tem-se em mente aprovação de emendas, entrega de cargos, etc. No estilo do governo FHC.
Negociar direitos civis e humanos em troca de não-abertura de CPIs quem fez?
Fazer concessões ao antissecularismo tem sido algo mais típico do PT mesmo. Um exemplo é a revogação da lei antihomofobia do Distrito Federal. Ou do aliado PMDB (a mesma revogação no RJ.)
Em PA, SP e MG houve recentemente cerimônias comunitárias patrocinadas pelos governos estaduais de casamento igualitário ou união civil homoafetiva, mas nos estados de RS e BA não houve.
Um deputado do PT fez discurso contra o Casamento Igualitário em maio/2013. Deputados de três partidos diferentes protocolaram PLs para revogar esse avanço civilizatório. Quem da oposição participou nisso?
Todos os pré-candidatos da oposição se manifestam a favor do casamento igualitário. Alguns são favoráveis à descriminalização do aborto e da maconha. Alguns candidatos a governador por SP são favoráveis à criminalização da homofobia.
Que candidato a executivo do PT alguma vez apoiou algo disso?
Pode até ser que governos do PSDB ou do PSB venham a fazer concessões a fundamentalismo na escala que o PT tem feito, mas isso é apenas uma especulação.
Já a folha corrida do PT na área do conservadorismo moral é uma constatação.
Desse modo…
Abraços
Juliano Santos
10 de abril de 2014 4:26 pmSim, Costa, pode me incluir
Sim, Costa, pode me incluir aí. É exatamemente o que penso
Gunter Zibell - SP
9 de abril de 2014 8:43 pmComo lidar com demonizações anti-Alckmin
Não tem problema, Juliano, Eu acho ÓTIMO que os colegas petistas, como o Diogo, tentem usar isso em campanha.
Isso trará maior transparência para todo o debate.
Essa não é a primeira vez que há um convite de Alckmin para o PSC, quem trouxe a notícia ano passado fui eu:
https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/alckmin-convida-partido-de-feliciano-para-seu-governo
(os comentários de posts de abril a setembro de 2013 se perderam na migração do blog.)
Quando acontecem esses convites podemos ver as consequências que trazem para os programas em SP. Quais terão sido abandonados, por exemplo.
Como o PT é bom ao fazer oposição, poderá denunciar todos os casos de concessões ao antissecularismo que Alckmin vier a ser responsável. Aguardemos, pois.
E, se falamos de Alckmin, precisaremos em outubro próximo comparar com Padilha, não é mesmo?
Tido como o ministro que mais concessões fez a Feliciano (pelo menos uma delas o deputado agradeceu publicamente.http://www.implicante.org/blog/dia-das-prostitutas-ministro-padilha-pede-desculpa-a-marco-feliciano/)
Temos que lenbrar das posições conservadoras de Padilha em direitos reprodutivos (vide MP 577 de dez./2011):
http://www.viomundo.com.br/blog-da-mulher/juliana-braga-cadastro-de-gravidas-desagrada-feministas.html
https://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/politicas-colocam-em-debate-direitos-femininos
Padilha também é conhecido pelas posições conservadoras em campanhas anti-AIDS (cancelamento de campanha em fev/2012 por mostrar dois homens):
http://www.clam.org.br/publique/media/artigoveriano.pdf
Pelo recolhimento das cartilhas anti-homofobia do ministro anterior (março/2013):
http://oglobo.globo.com/pais/governo-federal-recolhe-kit-educativo-anti-homofobia-7866048
https://jornalggn.com.br/noticia/pressao-de-religiosos-prejudicou-a-campanha-de-prevencao-a-aids-diz-especialista
E pela abordagem moralista em relação a DSTs e prostituição (maio/2013):
http://advivo.com.br/node/1395415
Bom, enquanto Padilha dá as opiniões dele, para agradar o ruralismo local, sobre maus tratos a animais:
https://jornalggn.com.br/noticia/em-passagem-por-barretos-padilha-defende-realizacao-de-rodeios
Alckmin aproveita para proibir os testes de cosméticos:
https://jornalggn.com.br/noticia/lei-que-proibe-uso-de-animais-em-testes-de-cosmeticos-e-sancionada-por-alckmin
Padilha poderá aproveitar o dia 04-maio para prestigiar a Parada Gay de SP e dar declarações semelhantes às de Alckmin (feitas antes das de Obama, diga-se):
http://advivo.com.br/blog/gunter-zibell-sp/eu-sou-a-favor-do-casamento-gay-afirma-geraldo-alckmin
Quando começarem a surgir hoaxs a respeito da convicção religiosa de Alckmin ele desmentirá pela enésima vez, mas talvez nem ligue mais para essa bobagem de associá-lo à Opus Dei, pois isso ficou para animação de torcida intra-PT (como as propriedades de Lulinha servem para a animação da torcida tucana.)
O papo sério é este:
2014 01 03 http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/saudades-do-estado-laico
2013 11 22 https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/como-superar-o-uso-do-obscurantismo-na-politica
2014 01 22 http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/errar-e-humano-persistir-no-erro-e-governismo
2014 01 24 http://www.jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/as-indignacoes-seletivas-do-progressismo
E a realpolitik e governabilidade para PSB e PSDB, pelo menos por ora, têm sido as tradicionais (aprovação de emendas, indicação para cargos) Abandono de programas voltados a direitos humanos ou civis para não haver abertura de CPIs é uma coisa ainda mais do PT.
Não tem problema, portanto, se começarem os hoaxs em redes sociais e trollagens, o conteúdo desta resposta eu já deixo em arquivo e copiarei nas ocasiões devidas.
E, enquanto isso, podemos lembrar das posições de PV e Natalini também:
http://vereadornatalini.com.br/slide-view/natalini-trabalha-pelo-respeito-a-diversidade-e-cultura-de-paz/
Juliano Santos
10 de abril de 2014 4:23 pmGunter, estou respondendo
Gunter, estou respondendo tarde, ontem fiquei “bebendo” as mágoas da eliminação do Flamengo. Mas teremos outra oportunidade de continuarmos esse debate.
De qualquer forma, para não perder a viagem, só adianto que acho que essa sua afirmação de que Alkimin tem postura mais secularista do que o Padilha, se for verdade, só confirma o que penso.
A questão das chantagens dos fundamentalistas tem a ver com o sistema e não com pessoas e partidos. Alkimin é governador de São Paulo, e se não tiver um discurso progressita no comportamento, perde um imenso eleitorado na capital, que é uma cidade cosmopolita e moderna. Se fosse ministro da saúde seria pior que o Padilha, é o que acho
claudio bala
9 de abril de 2014 3:12 pmpo, diogo!
apostava que essa
po, diogo!
apostava que essa materia seria sugerida por outro membro do grupo, errei,,,,
ou sera por nao ser do PT,,,,, vai saber
Gunter Zibell - SP
9 de abril de 2014 5:46 pmColegas do PT são mesmo tímidos
quando o assunto é de direitos LGBTs.
Até matérias favoráveis ao PT eles evitam trazer e/ou comentar.
2013 12 15 https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/algumas-verdades-inconvenientes
Paulo Figueira
9 de abril de 2014 4:04 pmO sr. Gunter vai ficar
O sr. Gunter vai ficar decepcionado, ele tem dito com frequência que Alckmin é muito progressista na questão dos direitos dos homosexuais, praticamente um vanguardista.
Gunter Zibell - SP
9 de abril de 2014 5:38 pmAo contrário, eu fiquei contente
Porque o debate fica mais transparente.
Leia a resposta abaixo ao colega Juliano.
Duvido que Alckmin faça alguma concessão no governo estadual ao PSC, arriscaria votos para Natalini que não deseja perder no 1º turno.
E até 5-out deverá ser difícil para Padilha explicar e justificar todos os retrocessos que patrocinou no Min. da Saúde.
Já o que anda difícil de ver é comentaristas pró-Padilha ou pró-Dilma fazerem uma declaração sequer ‘progressista’ na questão dos direitos dos homossexuais.
Periga mais é alguns torcerem pro governo copiar a lei anti-gays de Putin (o ícone atual do antiamericanismo tosco e do bolivarianismo sem futuro.)
leonidas
9 de abril de 2014 5:46 pmagora a pelegada vai fugir da
agora a pelegada vai fugir da omissao do PT em bandeiras que ele sempre se dispôs a defender , usasndo o Alckymin para tentar importunar o Gunter…
ridiculo mas coerente com os “modos operandis” dos tais…rs
Gunter Zibell - SP
9 de abril de 2014 8:16 pmZero problemas, Leonidas
Enquanto o pessoal apresenta hoaxs eu apresento fatos.
Acabo usando cada tentativa de desinformação, nesse assunto (a transmutação do PT em um partido conservador moral), sobre Rússia/Ucrânia ou sobre qualquer outro como gancho para trazer a verdade correspondente.
A gente tem que fazer isso de boa vontade e com paciência, pois conscientização é algo que demora a acontecer.
Ademais, secretário-adjunto nem secretário é, mais parece um emprego de favor.
Os colegas deveriam se preocupar é com as justificativas que dão para o PP ter um ministério.
http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/bolsonaro-diz-que-dilma-e-mentirosa-e-nunca-foi-torturada,37b814fb7c745410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html
Bolsonaro diz que Dilma é mentirosa e nunca foi torturada
Segundo o parlamentar, “todo mundo (preso naquela época) diz que foi torturado, porque vagabundo preso sempre diz que foi torturado”
eputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) afirmou, em entrevista ao programa Agora é Tarde, do humorista Rafinha Bastos, que a presidente Dilma Rousseff está mentindo “escandalosamente” quando diz que foi torturada durante a ditadura militar no País. Segundo o parlamentar, “todo mundo (preso naquela época) diz que foi torturado, porque vagabundo preso sempre diz que foi torturado”.
“É mentira dela (da presidente Dilma). Alguns foram(torturados). Mas eles não estavam na rua pedindo ‘eu quero o fim da corrupção’ – que praticamente não existia. Ou você conhece algum militar que ficou rico?”, disse o deputado, que é militar.
Segundo Bolsonaro, a tortura é “uma arma de guerra, sempre existiu”. “Mas o pior que uma guerra convencional é uma guerra de guerrilha, que esse pessoal implantou no País buscando a tomada do poder pela força para impor aqui uma ditadura semelhante à cubana.”
O deputado também fez críticas ao ministro da Defesa, Celso Amorim, chamando-o de “cagão” e “frouxo”. “Ele não foi junto com as tropas do Exército para a (favela da) Maré (no Rio de Janeiro) porque não estava totalmente pacificada, com medo de tomar um ‘tirinho’. Ou seja, o soldado que vai à guerra e tem medo de morrer é um covarde, o comandante que se esquiva num momento difícil como esse é um cagão. Ele é um frouxo. O comandante é o espelho da tropa, você tem que estar à frente da tropa em qualquer situação, e não se esconder numa sala com ar condicionado e um carpete e tomando uísque.”
Arthemísia
9 de abril de 2014 10:10 pmDe fato, Gunter,
De fato, Gunter, conscientização é algo que demora a acontecer.
Antonio C.
9 de abril de 2014 6:18 pmComentário.
O Alckmin talvez não tenha grande índice de rejeição pois simplesmente não faz nada. Um desastre em todos os sentidos.
Quanto mais falam do governo federal, mais eu pergunto sobre o que acontece no estado.
Bom, ninguém comentou sobre a Fundação Casa, aquela instituição falida. Não há nada para o interno fazer, não há projeto educacional, é uma instituição prisional total. Parabéns aos apresentadores de programas policiais, pois a fonte de parte das notícias ainda está em pé. Como o governador, o secretário de segurança pública e a secretaria de direitos humanos gostam de confundir causa e efeito apenas para responsabilizar o garoto aprisionado (sim, aprisionado, revisor), sempre haverá essa ideia de revisão do ECA. Não, a atual situação já é bastante ruim aos internos. Mesmo com ECA.