21 de maio de 2026

Prisão de Bacellar reacende alerta sobre esquema TH Joias: relembre a exclusiva de Garotinho ao GGN

Em entrevista ao GGN, Garotinho relatou propina paga em ouro e citou Bacellar em suposta blindagem ao esquema
O ex-governador e ex-secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, em entrevista ao jornalista Luís Nassif.

Presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, é preso pela Operação Unha e Carne, suspeito de vazar informações sigilosas e obstruir investigações.

Garotinho denunciou esquema de corrupção envolvendo Bacellar e deputado TH Joias, com pagamento de propina em ouro.

Ministro Alexandre de Moraes destaca risco de continuidade delitiva ao determinar prisão de Bacellar na PF, Rio de Janeiro.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), nesta quarta-feira (3), pela Operação Unha e Carne, reforçou suspeitas que já haviam sido antecipadas ao GGN. Em entrevista exclusiva concedida em novembro, o ex-governador Anthony Garotinho afirmou que o caso envolvendo o deputado TH Joias revelava um esquema mais amplo de corrupção e tráfico de influência com pagamento de propina em ouro, e citou diretamente o presidente da Alerj.

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Segundo a Polícia Federal, Bacellar é investigado por vazar informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, alertando o deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, sobre mandados que seriam cumpridos contra ele e orientando-o a destruir provas.

O ministro Alexandre de Moraes, ao determinar sua prisão e afastamento, destacou que os elementos apontam para “obstrução de investigações envolvendo facção criminosa” e “risco de continuidade delitiva”.

Segundo o G1, o presidente da Alerj foi preso dentro da Superintendência da PF, na Praça Mauá, onde havia sido chamado para uma suposta reunião pelo próprio superintendente, Fábio Galvão. Assim que chegou, recebeu voz de prisão e seu celular foi apreendido.

O que Garotinho havia dito ao GGN

Ao GGN, Garotinho explicou que vinha denunciando publicamente a presença de um “cidadão, deputado de mandato, que era traficante”, referindo-se a TH Joias. Ele relatou como o ourives e deputado passou a circular com autoridades estaduais.

“Ele começou a aparecer em fotos ao lado do governador [Claudio Castro] e ao lado do senhor presidente da Assembleia [Rodrigo Bacellar] e chegou ao ponto de aparecer ao lado do comandante da Polícia Militar. Aí eu publiquei as fotos. Chama-se TH Joias”.

Segundo Garotinho, “Depois de 15 dias postando foto, mostrando vídeos dele se reunindo com os traficantes do Complexo do Alemão, por exemplo, resolveram prender o cara. Não teve jeito, né? A desmoralização já estava num nível incontrolável”.

Ele destacou que TH Joias tinha trânsito incomum entre autoridades e criminosos. “Por incrível que pareça, ele comparecia à formatura dos policiais. Ele que vendia drone pros traficantes, ele que vendia arma pro traficante, ele que vendia joias”.

A partir daí, Garotinho passou a questionar a ligação dessas joias com o governo, sobretudo com a Alerj, e narrou ao GGN a descoberta que o levou à pista do pagamento em ouro.

Ele contou que fotografou o presidente da Alerj descendo de um helicóptero cujo prefixo — marcado pelas iniciais ‘MM’ — chamou sua atenção. Ao investigar a aeronave, descobriu que o proprietário seria um empresário do ramo do ouro.

“O dono dessa aeronave é um cara muito poderoso… ‘É o rei do ouro’. Mas quem é o rei do ouro? ‘É o Márcio Macedo, da Gana Gold’.”

Garotinho afirmou que o dono da mineradora expandiu negócios para o Rio e passou a vencer licitações da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro).

“Aí eu fui descobrir que ele começou a ganhar um monte de licitações na Cedae. Vem cá, o que esse cara tá fazendo aqui no Rio com tanto dinheiro? E por que resolveu emprestar um helicóptero do nada?”.

Foi conversando com suas fontes, explicou ao GGN, que chegou à informação sobre o pagamento da propina e o envolvimento de Bacellar no caso TH Joias.

“Eu fui descobrir, conversa com um, conversa com outro, que a empresa tinha ganho contratos milionários aqui no estado e que a propina era paga em ouro. E como não sabiam o que fazer com o ouro, deram pro joalheiro chamado TH Joias, que fazia joias para os traficantes e grandes artistas, com a propina que era dada ao governador e ao presidente da Assembleia. Se eu sei disso, como a polícia não sabe? O que antecede a operação é gravíssimo”.

Assista à fala de Garotinho ao GGN abaixo:

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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