25 de junho de 2026

Projeto que redistribui recursos do crime organizado exclui PF, alerta Fenapef

PF não foi incluída nos recursos do combate ao crime organizado do Projeto de Lei 5582. Entidade reage.
Reprodução PF

1. Polícia Federal não foi incluída em recursos de combate ao crime organizado, segundo Projeto de Lei 5582/2025 aprovado na Câmara dos Deputados.

2. Medida destina valores confiscados ao Fundo Nacional de Segurança Pública, ignorando caráter federal das operações e enfraquecendo a PF.

3. Fenapef planeja articular com Senado para ajustes no texto, visando fortalecer instituições de combate ao crime organizado no Brasil.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Polícia Federal é a corporação responsável pela maior parte das investigações do crime organizado de alcance nacional e internacional, mas não foi incluída nos recursos do combate ao crime organizado do Projeto de Lei 5582/2025, aprovado pela Câmara dos Deputados. É o que manifesta a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), em nota divulgada.

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Pelo projeto, os valores confiscados serão destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e a fundos estaduais. Segundo a Fenapef, a medida ignora o caráter federal das operações e enfraquece justamente a instituição que conduz as principais ações contra facções criminosas.

A organização reconhece avanços no texto, como a criminalização do recrutamento de novos integrantes por grupos criminosos e a criação de um regime disciplinar diferenciado. No entanto, afirma que tais medidas perdem efetividade se, simultaneamente, a Polícia Federal for enfraquecida financeiramente.

Para a entidade, é “inadmissível” que o Fundo Nacional de Segurança Pública — destinado apenas a Polícias Civis, Militares e Guardas Municipais — seja o destino prioritário dos recursos apreendidos. A Fenapef aponta que o Fundo Nacional Antidrogas (Funad) ou o Funapol, fundo próprio da PF, não foram incluídos.

Além disso, repassar valores oriundos de operações federais a fundos estaduais contraria a lógica do princípio federativo e desconsidera a atuação interestadual e transnacional das facações desmanteladas pela PF.

Com a aprovação na Câmara, a Fenapef afirma que concentrará agora seus esforços no Senado Federal. A entidade planeja uma articulação direta com parlamentares para corrigir o que considera “equívocos graves” do texto, incluindo ajustes redacionais e a substituição do termo “autoridade policial”, que segundo especialistas precisa ser adequado ao papel institucional da PF.

Para especialistas consultados pela federação, corrigir essas distorções é essencial para que o novo marco legal cumpra seu objetivo: fortalecer — e não fragilizar — as instituições que combatem o crime organizado no país. A avaliação é que a segurança pública brasileira já sofre com decisões legislativas mal calibradas e heranças históricas, e que o PL 5582 pode se tornar uma oportunidade de modernizar estruturas ou, caso não seja alterado, representar um retrocesso.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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