Quem foram os milicianos judeus que há 73 anos deram início ao massacre de palestinos e ao apartheid em Israel?, por Lucia Helena Issa

Você sabia que o conflito entre israelenses e palestinos não começou há milhares de anos, como afirmam alguns pastores que alimentam o ódio religioso no Brasil, mas começou há apenas 73 anos com o Massacre de Deir Yassin?

Quem foram os milicianos judeus que há 73 anos deram início ao massacre de palestinos e ao apartheid em Israel?

por Lucia Helena Issa

Você sabe de fato como começaram os conflitos de PALESTINOS e ISRAELENSES, os assassinatos de milhares de palestinos e a tragédia dos milhões de refugiados?

Você sabe como se iniciou o APARTHEID em Israel contra os palestinos, apartheid reconhecido há poucos dias pela mais importante organização internacional de Direitos Humanos, a HUMAN RIGHTS WATCH e reconhecido também pela ONU?

Você sabe que em várias rodovias de Israel os palestinos não podem entrar ou transitar e nem mesmo uma cristã como eu ou você, se estiver num carro com amigos palestinos?

Você sabia que o conflito entre israelenses e palestinos não começou há milhares de anos, como afirmam alguns pastores que alimentam o ódio religioso no Brasil, mas começou há apenas 73 anos com o Massacre de Deir Yassin?

Como jornalista, escritora e embaixadora da paz por uma organização Internacional, entristece-me profundamente perceber o desconhecimento dos brasileiros sobre a origem de um dos maiores conflitos do nosso tempo e perceber também que muitos brasileiros têm sido manipulados por religiosos com obscuras ligações com israelenses que promovem o ódio religioso no mundo.

Gostaria de iluminar um pouco os fatos sobre o início dos conflitos.

1) Um dos primeiros massacres e que deu origem ao cenário de mortes que conhecemos hoje aconteceu em 9 de abril de 1948 foi o Massacre de Deir Yassin.

2) O Massacre de Deir Yassin foi um dos mais genocidas e cruéis da História do Oriente Médio e ocorreu quando 120 milicianos judeus, que formavam os grupos terroristas Irgun, Lehi e Haganá, atacaram o vilarejo árabe de Deir Yassin, então habitado por cerca de 700 palestinos, tanto muçulmanos quanto cristãos, um vilarejo lindo, acima do Mar Mediterrâneo.

3) Os primeiros grupos terroristas do Oriente Médio que conhecemos hoje foram grupos terroristas judeus e não muçulmanos.

4) Naquele 9 de abril, milicianos judeus armados de facas e fuzis invadiram o vilarejo árabe e mataram, segundo a própria Cruz Vermelha Internacional, 254 pessoas, entre mulheres, homens, crianças e idosos.

5) Muitos líderes desses primeiros grupos terroristas judeus foram promovidos a capitães e oficiais do EXÉRCITO ISRAELENSE, assim que Israel se autoproclamou um Estado, em 1948.

6) Menachem Begin, um dos líderes dos grupos terroristas judeus da época chegou a ocupar o cargo de primeiro-ministro de Israel e os maiores assassinos desse período de massacres de palestinos viraram nomes de rua em Israel.  Assim como ele, vários milicianos terroristas judeus daquela época são homenageados todos os anos em Israel.

Antes dos primeiros massacres, cristãos, judeus e muçulmanos viveram séculos EM PAZ na Palestina.

7) Por que nossos livros de história, no Brasil e em todos o Ocidente jamais falaram do Massacre de Deir Yassin, que marca claramente o início do conflito entre Israel e Palestina? Por que fomos tão culturalmente colonizados pelos EUA a ponto de apagar dos livros de História um massacre que hoje é reconhecido até mesmo por historiadores israelenses como Illan Pappè?

8 )  O Massacre de Deir Yassin deu origem também à expulsão em massa de civis palestinos por Israel, que acabara de se autoproclamar um país (Oswaldo Aranha jamais criou Israel e vários historiadores israelenses hoje também afirmam que Israel desrespeitou todas as leis e o tempo dado pela ONU e se autoproclamou um Estado),  criando imediatamente mais de 800 mil refugiados  palestinos, que hoje são mais de 5 milhões, proibidos por Israel de retornarem às suas casas e vidas, numa violação imensa de todas as leis internacionais, uma violação condenada pela ONU e por milhões de pessoas do mundo.

Lucia Helena Issa é jornalista, escritora e embaixadora da paz por uma organização internacional. Foi colaboradora da Folha de S.Paulo em Roma. Autora do livro “Quando amanhece na Sicília”. Pós-graduada em Linguagem, Simbologia e Semiótica pela Universidade de Roma. Atualmente, vive entre o Rio de Janeiro e o Oriente Médio e está terminando um livro sobre mulheres palestinas que lutam pela paz.

Este artigo não expressa necessariamente a opinião do Jornal GGN

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