21 de maio de 2026

Reforma eleitoral minou frente anti-Bolsonaro nas eleições 2020

O fim das coligações na eleição proporcional foi aprovado pelo Congresso Nacional por meio da reforma eleitoral de 2017
Foto: Agência Câmara
Foto: Agência Câmara

Jornal GGN – O fim das coligações nas eleições proporcionais aprovado na reforma eleitoral de 2017 jogou vinagre nos planos de criar uma frente ampla contra Jair Bolsonaro já nas eleições de 2020.

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Segundo informações da jornalista Mônica Bergamo, apenas em Florianópolis, capital de Santa Catarina, os partidos de oposição ao governo Bolsonaro estão unidos em torno de uma candidatura. “(…) PSOL, PDT, PT, PCdoB, PSB e Rede vão lançar o engenheiro Elson Pereira (PSOL-SC) para a disputa [à prefeitura]. Ele enfrentará o prefeito Gean Loureiro, do DEM, candidato à reeleição.”

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) [foto], um dos entusiastas da frente ampla, atribuiu ao fim das coligações o fracasso nas articulações em 2020.

“O fato de as coligações estarem proibidas desestimulou as alianças, também na direita. Como os partidos têm que eleger seus vereadores em chapa própria, cada um quis estabelecer seu tamanho”, disse Dino.

De acordo com Bergamo, “Dino acredita que os resultados do pleito podem induzir posteriormente fusões de partidos ou até mesmo mudanças que permitam a volta de coligações ou as federações partidárias.”

FIM DAS COLIGAÇÕES

Nas Eleições Municipais de 2020, pela primeira vez, candidatos ao cargo de vereador não poderão concorrer por meio de coligações.

Com isso, o candidato a uma cadeira na câmara municipal somente poderá participar do pleito em chapa única dentro do partido ao qual é filiado.

O fim das coligações na eleição proporcional foi aprovado pelo Congresso Nacional por meio da reforma eleitoral de 2017.

Na eleição proporcional, é o partido que recebe as vagas, e não o candidato. No caso, o eleitor escolhe um dos concorrentes apresentado por um partido. Estarão eleitos os que tenham obtido votos em número igual ou superior a 10% do Quociente Eleitoral (QE), tantos quantos o respectivo Quociente Partidário (QP) indicar, na ordem da votação nominal que cada um tenha recebido

O QE é determinado pela divisão da quantidade de votos válidos apurados pelo número de vagas a preencher, desprezando-se a fração, se igual ou inferior a 0,5, ou arredondando-se para 1, se superior. A partir daí, analisa-se o QP, que é o resultado do número de votos válidos obtidos pelo partido dividido pelo QE. O saldo da conta corresponde ao número de cadeiras a serem ocupadas.

Leia mais sobre a mudança aqui.

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4 Comentários
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  1. Clayton Mendonça Cunha Filho

    16 de setembro de 2020 12:55 pm

    Agora pronto… o fim da excrescência de PT e PCdoB fazerem aliança na proporcional com partidos tipo DEM, PTB etc. foi o que impediu união de esquerda….

    Que argumento patético! Não admira que estejamos onde estamos…

  2. Clayton Mendonça Cunha Filho

    16 de setembro de 2020 12:55 pm

    Aliás, contem aí: quantos deputados que votaram pelo impeachment de Dilma não chegaram ao parlamento com sobras de votos de suas coligações com o PT??? Parece que ninguém quer aprender com o passado, apenas repeti-lo…

  3. Leandro

    16 de setembro de 2020 2:46 pm

    Não existiu, não existe e não existirá frente alguma contra o governo e o presidente atuais, simplesmente porque não existiu, não existe e não existirá até o fim deste mandato presidencial qualquer oposição real ao governo. A oposição, que simplesmente não existe neste país, é constituída pelo quê? Por forças acomodadas ao status quo (acomodadas a viver às custas do capital público-estatal nacional). O povo, que simplesmente não existe politicamente e que portanto não é povo mas apenas população e número (isto é, público), o que quer? Resposta? Pão e Circo!! País frouxo e covarde. Merece o que tem.

  4. Paulo Dantas

    16 de setembro de 2020 3:33 pm

    Da série arrumando desde já o culpado…

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